Recomeçar escrita por Mayara Baldin


Capítulo 6
Capítulo 6




Melanie acordou no outro dia com muita dor de cabeça. Estava extremamente mal humorada e queria que o mundo inteiro explodisse. Chegou no trabalho e foi direto para o banheiro lavar o rosto. Estava com raiva por Flack ter feito aquilo com ela. Não que ela estava se importando que ele dormiu com outra mulher, mas... Na verdade, ela se importava sim e se amaldiçoava por isso. Quando saiu do banheiro, deu de cara com ele.

– Oi Mel.

Ela não respondeu.

– O que deu em você?

– Nada. – disse virando as costas.

– Dá pra olhar para mim enquanto fala? – ele disse puxando seu braço com certa força.

– Você está me machucando.

– Não estou não.

– Você não tem noção da força que tem, detetive.

– Porque está me tratando deste jeito? O que eu te fiz?

– Eu só quero sair daqui, okay?

– E eu quero te beijar. – ele disse colando seus lábios nos dela.

– Me larga! Agora você me quer, não é? Ontem à noite você estava com outra. Tá fazendo rodízio?

– Como você sabe disso?

– Eu fui até a sua casa pra pegar o que eu deixei lá.

– Então você apareceu... – ele disse cruzando os braços.

– Só que eu vi você com a sua amiguinha e fui embora.

– Olha, Mel, aquela mulher... Foi só sexo, nada de mais.

– E a gente, Don? Foi só sexo?

– Mel... Eu sinto muito. – ele disse, quando percebeu que ela realmente havia ficado magoada com aquilo.

– Eu não me importo. Quer saber? Você que se dane! Transe com quem você quiser, beba até morrer, eu realmente não me importo, Flack. Não vou mais me preocupar com você. Se quiser se matar, que se mate. Não vou perder meu tempo com quem não merece. – ela disse saindo do vestiário e quase trombando em Danny.

– O que ela tem? – Danny perguntou.

– Raiva.

– De você?

– Sim.

– E o que você fez?

– Senta ai que eu vou te explicar. – disse e os dois se sentaram no banco. – duas noites atrás, quando o Mac a dispensou do caso do orfanato, eu a levei para a minha casa e nós transamos. Só que ai ontem, ela disse que foi lá em casa buscar uma coisa que ela esqueceu e me viu com outra mulher.

– Você ficou maluco? Você levou uma prostituta pra sua casa?

– Eu estava bêbado e ela não era uma prostituta. Era uma garota que eu conheci no bar.

– Flack, posso te falar uma coisa?

– Pode.

– Desde que a Angell morreu, você só tem tomado atitudes estúpidas. E esta, meu caro foi uma. Eu percebo o quanto a Mel se preocupa com você, mas você parece não se importar com isso.

– Você acha que ela se preocupa comigo?

– O álcool está prejudicando seu raciocínio? Claro que ela se preocupa com você! – disse se levantando e indo embora. Flack ficou lá parado, pensando no que Danny acabara de lhe dizer. Agora que se dera conta de que Melanie se preocupava com ele. Flack se levantou e foi procurá-la.

– Hei! Lindsay? Você viu a Mel por ai?

– Não Flack, desculpa. Não a vi.

– Valeu. Adam? Você viu a Melanie?

– Ah, eu a vi indo com o Mac lá no interrogatório.

– Obrigado. – ele foi até a sala de interrogatório e ela estava lá, vendo Mac interrogar o assassino do orfanato. Ele parou ao seu lado e ela não percebeu sua presença. Ele viu que ela estava chorando. – Mel? Você está bem?

– Me deixa, por favor.

– Não. O que você tem?

– Nada. – ela disse secando o rosto.

– Você está chorando. Não está bem. Eu sei. – ele insistiu.

– Você não sabe a vontade que eu estou de ir lá e quebrar a cara dessa mulher, Flack. Ela confessou tudo, com tanta naturalidade. Eu não acredito que ela foi capaz de fazer isso com crianças inocentes que nem podiam se defender e nem tinham ninguém pra defendê-las. – nessa hora, Flack a puxou para perto. Ela encostou a cabeça em seu peito e ele beijou o alto de sua cabeça.

– Vai ficar tudo bem, Mel.

Logo, ela percebeu que estava perto demais dele e saiu da sala. Pegou um café na cantina e foi almoçar com o pai num restaurante da região.

– Estou atrasada? – ela disse beijando a testa do pai.

– Não, eu acabei de chegar. Sente-se ai para almoçar com seu velho pai. – ela se sentou e o garçom lhes trouxe o cardápio.

– O que vai comer? – ela lhe perguntou.

– Hum, acho que costelinhas...

– Isso não é nada saudável.

– Ah, Mel, me deixe comer o que eu quero!

– Eu só estou preocupada com a sua saúde, porque você não me diz como ela está.

– Não se preocupe, querida, estou forte como um cavalo.

– Já que você diz... Garçom? – ela chamou. – pode trazer risoto de camarão e um suco de laranja natural pra mim e...

– Costelinhas de porco ao forno. E uma cerveja.

– Traga o mesmo que eu pedi a ele. – Melanie interviu.

– Não! Traga o que eu pedi.

– Já volto. – disse o garçom se retirando.

– Você é chata!

– E você é teimoso.

– Tudo bem. Mudando de assunto, sabe quem esteve na minha casa ontem?

– Não. Quem?

– Anastacia e Dimitri.

– Sério? Pensei que eles já haviam ido embora.

– Foram ontem. Coitados, estavam devastados pela morte da filha...

– É, estavam mesmo.

– Eles disseram que você é uma excelente detetive e que se parece muito com sua mãe.

– Sinto falta dela.

– Ela ficaria orgulhosa de você, da mulher forte e determinada que se tornou.

Melanie sorriu e o garçom chegou com a comida. Eles almoçaram e colocaram a conversa em dia. Depois, ela voltou para o trabalho.

Duas semanas se passaram. O crime aconteceu numa bela mansão. Melanie cruzou a faixa amarela segurando sua maleta e adentrou a casa. Viu Mac e Flack conversando na sala. Virou à direita e viu o corpo do homem caído na cozinha. Sheldon tirava algumas fotos da cena.

– Oi doutor.

– Oi Mel. A vítima é Edgar Boyd, quarenta e nove anos.

– Mais esse é aquele político que estava envolvido em vários escândalos sexuais, não é?

– Ele mesmo. Foi encontrado pela empregada por volta do meio dia. Tem um único ferimento de bala no abdômen. Marcas roxas nas mãos e no pescoço.

– Ele morava sozinho?

– Não. Morava com a esposa e com a filha de dezessete anos. As duas estão falando com o Flack.

– Okay. – ela andou pela casa, à procura de evidências. Juntou as que encontrou e levou para o laboratório.

– Oi Mel. – disse Lindsay. – a bala que o Sid retirou da vítima é de um revólver calibre 38, mas nós não encontramos nenhuma arma na cena do crime.

– É, eu comparei as digitais da cena, mas elas são todas da vítima e uma é de uma mulher desconhecida que não está no nosso sistema. O mesmo com o fio de cabelo que o Mac encontrou.

– Estamos sem sorte. Ainda mais que o FBI está na nossa cola.

– Que excelente notícia! – Melanie disse, ironicamente.

– O “enviado” está lá na sala do Mac. O governo do Estado quer sigilo quanto às investigações.

– A imagem desse cara não era lá essas coisas, né? Tudo o que acontecia na vida dele virava notícia.

– O Danny disse que ele foi acusado de agredir uma prostitua alguns meses atrás.

– E a esposa e a filha?

– Estavam em Vancouver, na casa dos parentes. Voltaram hoje, na hora do almoço. Ele morreu por volta das dez. A essa hora, elas estavam dentro do avião. As duas estão muito abaladas, principalmente a esposa.

– Elas têm um álibi.

– Oi meninas. O Sid encontrou indícios de atividade sexual recente. E também quarenta miligramas de Fluoxetina no organismo da vítima. – disse Sheldon.

– Antidepressivos. 40 mg é o dobro recomendado por dia pelos médicos. – observou Melanie.

– Ele precisava pra aguentar a vida que levava...Sabem quantas acusações de estupro e violência contra mulher ele tem acumulado? Mais de vinte. – disse Sheldon.

– E ele se livrou de todas? – perguntou Lindsay.

– Sim. Ele é uma pessoa importante, você acha que ele seria preso?

– Obviamente, não.

Lindsay e Sheldon foram para a autópsia. Melanie foi até onde Adam estava, para ver se ele havia conseguido algo com as câmeras de segurança da casa. No caminho, ouviu alguém lhe chamar.

– Melanie Lewis? É você mesma? – o homem lhe perguntou.

Ela se virou e teve uma surpresa.

– Robert? Quanto tempo! – ela disse se virando para fitar o homem alto, forte, de cabelos bem pretos e olhos castanhos que um dia ela namorou, quando estava na faculdade.

– Você está linda, como sempre.

– Pare de besteiras. Você é o enviado do FBI?

– Sim. Você tá legal? Eu soube do Peter. Eu sinto muito mesmo.

– Não sinta.

De longe, Flack observava a coversa dos dois, e não entendia porque havia se incomodado com aquilo. Talvez fosse o jeito que ele a olhava.

– E então, depois que você terminar o expediente quer tomar alguma coisa? – ele convidou.

– Não acho uma boa ideia.

– Você ainda está chateada com o que eu fiz?

– Você fez uma aposta com seus amiguinhos da fraternidade que iria me levar pra cama, se lembra?

– Mel, eu me apaixonei por você. Só que tarde demais. Você já estava chorando suas mágoas com o engenheiro.

– Peter era o nome dele.

– Tanto faz. Mais acho que nunca vai me perdoar, não é?

– Talvez algum dia. – ela disse andando.

– Vou esperar ansiosamente. – disse olhando para a bunda dela.

Ela entrou na sala onde Adam estava e deixou Robert lá. Flack passou por ele e deu-lhe um recado.

– Fica longe dela, está me ouvindo?

– Ah, qual é, Flack! Me deixe em paz.

– Você acha que eu não vi você olhando pra ela? Você não me engana, Roper. Eu sei exatamente o que você quer.

– Eu conheço cada parte daquele corpo, Flack. Dos pés a cabeça.

– Não fale assim dela! Não é qualquer prostituta.

– Não vou perder meu tempo com você. – ele disse indo até o elevador.

– Eu já disse, se encostar num fio de cabelo dela, eu te mato.

– Estou morrendo de medo. – ele disse entrando no elevador.

– O que aconteceu, Flack? – perguntou Mac.

– Nada.

– Eu vi você discutindo com o Robert. Vi também que ele conhece a Melanie.

– Vá por mim, você não viu o que eu o vi fazer.

– Eu vi sim. Está se preocupando demais com ela, não acha?

– Está insinuando o quê?

– Nada. – ele riu.

– O cara estava desrespeitando ela. Ela não é qualquer uma, Mac.

– Tudo bem, mas ela não viu ele olhar para ela.

– Tá, tá.

Enquanto isso, Melanie e Adam viam as fitas das câmeras de segurança da casa.

– Olha só. As câmeras forma desligadas uma hora antes do assassinato. – ele disse.

– Estamos sem sorte.

– E como. – ele suspirou. Ela saiu da sala e encontrou Stella.

– Eu descobri uma pessoa que teria razões suficientes para matar o Edgar.

– Ah, é? Quem?

– A empregada. Ela disse que sua filha foi estuprada por ele, aqui a denúncia. – disse entregando-lhe o tablet.

– De cinco meses atrás.

– Ela está ai, vamos?

– Você vai. Tenho que fazer outras coisas. – Stella disse.

– Tudo bem!

Ela seguiu para a sala de interrogatório.

– Oi, Alice. – disse Melanie, se sentando.

– Oi detetive. Porque eu estou aqui, hein?

– Tenho que te fazer algumas perguntas.

– Tudo bem.

– A que horas você chegou à casa de Edgar?

– Meio dia mais ou menos.

– Você tinha um bom relacionamento com ele?

– Tinha. Antes de ele colocar aquelas mãos imundas em cima da minha menina. Ela era uma garota tão doce. Agora, mal fala. Vive choramingando pelos cantos.

– E porque continuou trabalhando para ele?

– Por que eu preciso do dinheiro. E por consideração a Isabel. Ela é uma mulher muito boa e por sua filha também.

– Entendi. E quantos anos têm sua filha?

– Dezesseis.

– Você ficou com muita raiva dele, não ficou?

– Está insinuando que eu o matei?

– Não.

– Moça, eu não fiz isso. Eu sigo as Leis de Deus. Sou cristã, a minha crença diz que não se deve matar. Esse é o pior dos pecados.

– Tudo bem. Preciso de uma amostra do seu DNA e de suas digitais, tudo bem?

– Faça o que for necessário. – Melanie colheu as amostras e liberou a mulher. Foi analisar o que colheu e teve uma surpresa.

– Hei! Mac! Pode vir aqui um instante? – ela chamou.

– O que foi, Melanie?

– Eu comparei o DNA do fio de cabelo encontrado por você na cena do crime com o DNA da Alice, empregada da vítima.

– Eles batem?

– Na verdade, não. Eles compartilham alelos em comum.

– A filha.

– Claro! Ela foi estuprada por ele.

Em pouco tempo, a moça já estava pronta para o interrogatório. Já eram oito horas da manhã do dia seguinte. Melanie abriu a porta e se assustou. A moça estava grávida.

– Oi Lea.

– Oi. – ela disse abaixando a cabeça.

– Você está legal?

– Não.

– Vou te fazer algumas perguntas, pode ser?

– Pode.

– Onde você estava ontem por volta das nove da manhã?

– Indo para a escola.

– Nós conversamos com o pessoal da sua escola e eles disseram que você não foi ontem.

– Eu, eu...

– Encontramos seu DNA na cena do crime.

– Eu não queria fazer aquilo. Você viu o que ele fez comigo? Eu só fui lá para dizer para ele assumir essa criança, pelo menos. Eu queria abortar, mas a minha mãe não deixou porque ela diz que é pecado. Deus não aceita. – ela estava chorando. – ai eu tirei o revólver da bolsa, eu juro que eu não tinha intenção de usá-lo. Ele me bateu. Disse que não iria assumir criança alguma. Ele andou e eu atirei. Eu juro que não queria fazer isso.

– Eu acredito em você, Lea.

– Eu vou ficar na cadeia para sempre?

– Vamos fazer o possível para isso não acontecer.

– Obrigada. – os policiais a levaram para a cela e Melanie saiu da sala. Deu de cara com Robert.

– Ela matou uma pessoa, Melanie. Tem que pagar. – disse Robert.

– Eu sei. Mais você analisou o quanto ela vem sofrendo?

– Tenho certeza que ele não colocou um dedo sequer nela.

– Aqui os exames. Tire suas próprias conclusões. – ela disse entregando-lhe os papeis e andando.

– Espera! Não quer mesmo tomar alguma coisa comigo?

– Já disse que não é uma boa ideia.

– Como amigos. Deixa de ser teimosa.

– Outro dia, quem sabe. Estou cansada.

– Tudo bem. – ele foi embora e ela foi para o vestiário pegar suas coisas.

– Esse seu amiguinho é insistente, não? – perguntou Flack, encostando na porta.

– Ele não é meu amigo.

– E então? O que ele é?

– Eu namorei ele alguns meses no inicio da faculdade.

– Você é tão inteligente, porque namorou um cara como ele?

– E o que você tem a ver com isso?

– Eu? Nada. Mais eu acho ele um babaca.

– Ele me seduziu, tá legal? Depois de três meses, eu descobri que ele tinha feito uma aposta com os amigos da fraternidade. E ele venceu a aposta, porque ele conseguiu me levar para a cama. Eu sempre fui estúpida. Ai, eu conheci o Peter e larguei de Robert. Nunca mais falei com ele.

– Eu sinto muito.

Ela passou por ele e ele segurou sua mão, a fazendo voltar.

– O que foi dessa vez? – ela perguntou.

– Me desculpe pela outra noite.

– Não tenho nada a ver com seus casos, Flack.

– Eu tenho sido um idiota com você. Demorei pra perceber o quanto você se importa comigo. Obrigado.

– Eu preciso ir. – ela disse.

– Eu quero que saiba que eu também me importo com você. E que aquele dia, não foi só sexo. Eu senti algo que eu não sei te explicar. Pela primeira vez em meses, eu me senti bem na companhia de uma mulher. Acho que era isso que eu estava procurando. E eu encontrei. Espero que possa me perdoar algum dia.

Ela se virou e foi embora sem dizer nada. Chegou em casa e ficou o resto do dia pensando em Flack e nas suas palavras. Será que deveria acreditar? Por volta das dez, estava assistindo o The X Factor quando a campainha tocou. Levantou-se e foi atender.

– Flack? O que você está fazendo aqui.

– Seu silêncio hoje cedo me deixou transtornado. Por favor, me diga alguma coisa.

Ela o puxou pela gola da camisa e o beijou. Ele fechou a porta e os dois andaram até caírem no sofá. Melanie desligou a TV, sem descolar seus lábios dos dele. Enquanto isso, ele passava a mão pela lateral do corpo dela, por baixo da regata que ela usava. Ela, por sua vez, passava a mão nos braços e nas costas dele. Num rápido movimento, ela tirou sua camisa.

– Acho melhor irmos lá para cima. –ela observou.

– Tudo bem. – eles ficaram em pé e ele a levantou, fazendo com que as pernas dela se enlaçassem em seus quadris. A conduziu até o quarto.

– É o primeiro à direita. – ela disse.

Ele a colocou na cama e já foi tirando sua blusa e seu short, deixando-a só com um lingerie azul claro. Ela sentia sua excitação. Sentia que o corpo dele implorava pelo dela.

– Você tem preservativo ai? – ele perguntou. Ela levantou-se e foi até o banheiro. Pegou o preservativo e o entregou.

– As mulheres modernas são prevenidas. – ela disse.

– E isso é ótimo. – ele disse colocando o preservativo. Ela subiu em cima dele e começou a beijar seu pescoço. – estou em desvantagem, Lewis. – num rápido movimento, ele a girou e ficou por cima dela. Tirou o resto da roupa, a deixando completamente nua. Ele a penetrou devagar e os dois chegaram ao êxtase juntos. Depois, ela encostou sua cabeça no peito dele e ele começou a enroscar seus dedos nos cabelos dela.

– Acho que eu te perdoo Don. – ela riu.

– Isso é bom de ouvir.

– Eu me sinto segura com você.

– Você me faz bem.

– Pare de flertar comigo.

– Tarde demais. Eu sinto muito, mas eu não consigo mais ficar com os olhos abertos.

– Boa noite.

– Boa noite, Mel. – os dois dormiram. Finalmente haviam se dado conta que um fazia bem ao outro, e que seria difícil ficarem afastados.





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