The Choices Of Life... escrita por Natyh Chase Jackson


Capítulo 30
Aceito


Notas iniciais do capítulo

Oieeee...

Milhões de desculpas pelo atraso, falei tanto que três semanas eu conseguia cumprir e acabei mostrando que não.

Mas é quem em março, mês de férias do meu pai, ele estava em casa e acabou que nós usamos esse tempo para correr atrás de algumas pendências, sabe... Atualização de documentos, exames de rotinas, entrada na minha carta, e outras coisas, como, pintar as grandes de casa, já que estas não vinham tinta desde que a casa foi construída, cerca de 20 anos atrás... Tinha um tempinho isso kkkk

Aí acabei me embolando toda, sem contar que foi bem difícil escrever esse capítulo. De verdade, eu o apaguei três vezes.

Acho que ainda não me acostumei com a ideia do Percy e da Annie separados. Mas, okay.

Vida que segue.

E outra coisa...

No meio do caminho tinha uma série,
Tinha uma séries no meio do caminho... E vcs devem saber o que acontece quando tem uma série no meio do caminho, não é mesmo?

Parabéns, 13 Reasons Why, por me atrasar.

Bom, dedico esse capítulo à:

— niimerya - Parabéns. Espero que você tenha tido um maravilho dia de aniversário. E desculpas pela demora.

— Anna Black di Ângelo - Muitíssimo obrigada por recomendar It Is The Life... amei a recomendação.

Agora, boa leitura.



Thalia não conseguia acreditar que aquilo estava realmente acontecendo, e como prova disso nenhuma palavra saíra de sua boca desde o momento que Percy sumiu pelo portão de embarque, e Annabeth secou as lágrimas engolindo o choro de uma vez por todas.

Depois de deixaram Percy no aeroporto, todos, sem exceções, se encaminharam para a casa dos Jackson, e naquele exato momento discutiam condições, ou melhor, exigências que Annabeth faria para poder... Thalia nem sequer conseguia completar um pensamento com aquela frase. A morena respirou fundo, e balançou a cabeça em negativa.

Para que Annabeth pudesse se casar com o Luke Idiota Castellan.

Céus! Como foi que eles tinham parado ali?

E essa era a única pergunta que Thalia conseguia formular naquele momento.

E a única resposta que ela conseguia encontrar era que nada daquilo era justo, com ninguém. Nem mesmo com Luke, que ao ver da garota estava se rebaixando ao extremo ao mendigar o amor de uma pessoa que já estava em outra há tempos. Era, no mínimo, patético o que ele estava fazendo, e principalmente a forma com que ele estava fazendo. Mas já estava decidido, e ela não poderia fazer nada para mudar a decisão dos dois maiores prejudicados de toda aquela história. Se eles estavam dispostos a arcar com as consequências, quem seria ela para impedi-los, não é mesmo?

— Você tem que exigir quarto separados. – Silena fora a primeira a se manifestar, e isso assim que adentraram a sala de estar dos Jackson, pelo visto Annabeth tinha dado uma breve explicação do que ficara decidido, e o que aconteceria dali para frente e embora todos tivessem ficado revoltados, ninguém se atreveu a dizer uma única palavra contra a decisão já tomada.

— Isso! – Clarisse exclamou imediatamente e logo se pôs a pensar em mais alguma coisa. – Peter fica com você no quarto. – a garota rapidamente emendou, e todos assentiram em concordância.

Thalia, como já fora dito, apenas analisava toda a situação, mas ainda assim prestava atenção em tudo o que era dito. Annabeth, no entanto, segurava o seu mais novo pingente com força, e tinha o olhar perdido em algum ponto da sala, aparentemente estava com o pensamento longe e ninguém parecia perceber isso. Somente Thalia.

 - Visitar-nos em todos os fins de semanas. Você e o Peter. – Poseidon disse e Sally rapidamente assentiu, emendando em seguida.

— E nós podemos visitá-los sempre que for da nossa vontade, afinal não podem tirar-nos de vez da vida do Peter. Ainda somos a família dele. – a mais velha dos Jackson explicou um tanto quanto exaltada, e com o mesmo medo que Percy sentia: ser esquecida pelo pequeno Chase.

— Alguém está anotando isso? – Charles, que estava sentando aos pés de Silena no tapete, perguntou procurando algo pela sala, e Nico rapidamente pegou seu celular abrindo o bloco de notas.

— Pode deixar que eu anoto. – o Di Ângelo tomou a responsabilidade para si, e agilmente digitou o que já tinha sido dito.

— Anota aí, Nico. – Clarisse pediu e o rapaz ficou atento ao que mais ela diria – Se em algum momento Luke forçar uma situação, um contato ou beijo... Enfim, algo que a Annabeth não esteja de acordo, ela poderá pedir a revogação dessa porcaria de contrato na mesma hora. Sem perder nada.

— Boa! – Silena se manifestou batendo palmas em clara aprovação pelo que fora dito pela La Rue.

— Eles terão que assinar contratos antes, não é? – Travis perguntou, e Nico rapidamente assentiu – Então, tem que deixar bem explícito que essa palhaçada só durará um ano. Não pode haver nenhuma brecha nesse contrato, nada que venha prender a Annie a ele depois disso.

— Concordo. – Will se manifestou e rapidamente completou – Tanto quanto a duração dessa porcaria de casamento, quanto o que acontecerá depois dele, principalmente, com a empresa e com a guarda de Peter.

Nico assentiu, e deu uma rápida olhada em Thalia, estranhando o silêncio da mesma.

— Ah! Outra coisa... Independente da escolha da Annabeth no final disso tudo, o Luke terá de aceitar sem direito de lutar. Se ela escolher o Percy, ele terá de aceitar e ponto final, sem propostas ou ameaças. – Silena disse, e Thalia estremeceu ao ouvir o se daquela frase.

A morena de olhos azuis elétricos de uma olhada em Annabeth, e ela ainda parecia alheia a tudo à sua volta e aquilo não a agradou nem um pouco. Mas a loira rapidamente voltou a si, e seu olhar focou em Nico.

— A paternidade do Peter. – todos a olharam com o cenho franzido, e a loira logo se explicou – O Luke, com certeza, vai querer trocar o Jackson pelo Castellan e assumir o Peter, e isso só acontecerá depois de eu ter certeza que ele será um bom pai para o meu filho, se depois de um ano ele não me convencer disso, nada feito. O Peter continuará sendo um Jackson.

Todos assentiram rapidamente, e Thalia abriu um sorriso mínimo com a fala da melhor amiga, já que sinalizava que Annabeth não estava disposta a abrir espaço para Luke, pelo menos não tão facilmente quanto o Castellan esperava.

— E o meu nome. – a loira rapidamente completou – Eu não deixarei de usar o meu nome de solteira.

Todos concordaram, enquanto Sally resmungava o quão absurdo tudo aquilo era.

— Nico, teria como você ligar para o Quíron e discutir uma espécie de contrato? – Annabeth perguntou olhando-o diretamente nos olhos, e o rapaz logo concordou – Eu... – a loira pensou por um momento, mas logo concluiu – Eu vou subir e descansar um pouco. Licença.

A Chase rapidamente se retirou, e Silena até fez menção de segui-la, mas Clarisse segurou seu braço e negou com a cabeça, pois sabia que sua prima precisava daquele tempo para ela.

— Acredito que não poderemos ajudar mais. – a La Rue disse de levantando – Se precisarem de algo podem nos chamar. – e com o olhar, um tanto quanto assustador, fez com que todos se levantassem e se despedissem rapidamente.

Thalia, que ainda estava quieta, despediu-se de todos, e antes que eles saíssem de fato de sua casa, foi até a porta lateral da sala e se encaminhou para o jardim, com um turbilhão de pensamentos em sua mente.

A Grace sentou-se no banco que já presenciara de tudo naquele lugar e pôs-se a encarar a água trêmula da piscina a sua frente. A raiva borbulhava dentro de si, mas a garota não encontrava nenhum meio de extravasá-la, visto que ir à casa de Luke e bater nele até que o mesmo perdesse a consciência era algo inviável, e até mesmo perigoso, no momento.

— Eu não sei se comemoro ou fico preocupado com o fato de você estar pensativa. – uma voz próxima ao seu ouvido resmungou, fazendo com que a garota se sobressaltasse e deferisse, por puro reflexo, um soco na barriga de quem estava ao seu lado. – Ai, Thalia! Ficou louca? – Nico perguntou acariciando seu abdômen com uma expressão fingida, nem tanto assim, de dor.

— Louco ficou você! – a garota resmungou exasperada. – Como é que você chega assim e me assusta desse jeito?

— Caramba, você estava realmente longe daqui, não é mesmo? – o rapaz perguntou endireitando-se, e passando um braço sobre os ombros da garota, fazendo-a revirar os olhos embora esta não fizesse nada para afastá-lo. – Uma manada de elefantes seria mais discreta do que a minha vinda até aqui. – o rapaz resmungou, e logo apontou para um balde cheio de ferramentas de jardinagem que estava do lado do banco. – Eu derrubei isso daqui. Você não ouviu?

Thalia limitou-se a negar com a cabeça, fazendo Nico encará-la por um pouco mais de um minuto.

— No que você está pensando? – o Di Ângelo desistiu e externou a sua dúvida de uma vez, visto que não conseguia decifrar nada do que estava passando na cabeça da garota.

— No quão injusto é tudo o que está acontecendo. – a garota revelou sem grandes rodeios, fazendo com que Nico assentisse em concordância. – Sabe, eu estava lá quando o Luke foi embora e vi o quanto a Annabeth sofreu por conta disso, não me parece, na verdade, não é justo que ele volte agora e tente mudar tudo o que ela construiu depois de destrui-la da pior maneira possível. Sabe, se ele tivesse ficado e assumido as responsabilidades dele, talvez, Frederick e Atena ainda estivessem aqui. Talvez, a empresa dela não estivesse beirando a falência. Talvez, o meu irmão não estaria sofrendo, porque ele está e muito, sei disso... Sei lá, para mim o Luke não tem esse direito de voltar e... Bagunçar tudo o que estava certo.

— Segundo a lei, ele tem o direito de assumir a paternidade do Peter. – Nico resmungou sabendo que tudo o que a garota falara até ali era verdade, nem mesmo ele entedia o que Luke estava querendo com tudo aquilo. Afinal, tudo estava daquela maneira, única e exclusivamente, por conta das decisões tomadas por ele.

— Segundo o que eu acredito ser certo, ele não tem. Na verdade, ele se absteve desse direito quando gritou aos quatro ventos que a Annabeth estava tentando dar o golpe da barriga.

— Tudo isso é muito complicado. – o Di Ângelo soltou com o olhar perdido, e Thalia o encarou pelo canto do olho, permitindo-se admirar a feição pensativa do rapaz.

— Isso tudo é loucura. – a garota resmungou com raiva – Mas sabe o que mais me preocupa nisso tudo? – Nico negou com a cabeça, e ela logo completou – O Percy.

— Por quê?

— Você não o conheceu antes de ir para a Inglaterra, Nico. Naquela época, ele estava perdido na vida e tudo por conta de uma vagabunda que resolveu traí-lo. – a garota começou a lembrar de tudo o que acontecera naquele período – Desde de criança o Percy nunca soube lidar muito bem com os seus sentimentos, e eu sei que isso perdura até os dias de hoje. Ele é muito impulsivo e intenso, sei que quando ama, sofre ou se magoa é sempre em grandes proporções. Ele não sabe viver no meio termo, entende?

Nico assentiu tendo noção de cada palavra proferida por Thalia era verdade. O rapaz podia não tê-lo conhecido em seus tempos de rebeldia, mas ainda no internato o Di Ângelo já tinha noção do quão impulsivo Percy era, ainda mais nos primeiros meses quando era nítido que ele estava ali contra a sua vontade. E depois, todas essas características ficaram ainda mais claras em sua viagem pelo mundo. Percy nunca se negara a experimentar o novo, o desconhecido, e isso lhe rendera algumas dores de cabeça, pois para ele sempre fora tudo ou nada.

— Tenho medo dele acabar se decepcionando com o que pode acontecer.

— Como assim?

— Sei que a Annabeth é forte e determinada, mas ela já amou o Luke. Tenho certeza disso. Quem pode me garantir que nada, absolutamente nada, vá acontecer enquanto ela está morando com ele?

Nico não retrucou, pois também não tinha certeza sobre isso.

— É uma linha muito tênue, entende? Sem contar que eles têm o Peter, um laço que os unirá pelo resto da vida.

— Mas a Annabeth também ama o Percy. É nítido.

— Eu sei, mas... – Thalia pensou por um momento, e complementou – Tudo isso é muito confuso, e envolve os sentimentos de muitas pessoas. E eu só quero que o Percy tenha os pés no chão, e esteja preparado para todos os finais possíveis que essa história pode ter, entende?

Nico assentiu e Thalia pensou mais um pouco.

— Se quando ele só gostava da garota ele quase desgraçou a própria vida, tenho medo de saber o que aconteceria se a Annabeth escolhesse o Luke.

— Não pensa assim. – Nico disse tirando seu braço do entorno da morena, e entrelaçando seus dedos aos dela logo em seguida, mostrando que estava ali com ela para o que desse e viesse – Nós vamos estar aqui para ajudar o Percy, independente do que aconteça. Okay? – o rapaz perguntou e a morena assentiu ainda pensativa. – Nada de ruim acontecerá com ele.

...

Annie, conversei com o Quíron sobre um possível contrato e ele disse que seria importante conversar com o Luke sobre possíveis clausulas e exigências das duas partes.

Nico.

Annabeth releu aquela mensagem pela milésima vez na tentativa de descobrir o que fazer, mas nada lhe vinha à cabeça. Ela sabia que tinha que ligar para Luke e marcar um encontro para finalmente dizer que concordava com toda a maluquice que ele propôs, mas ao mesmo tempo que sabia disso a loira não queria entregar os pontos. Não queria dizer que tinha perdido, seu orgulho não deixava.

A Chase rolou pela cama, e sorriu ao sentir o perfume de Percy no travesseiro sob o qual estava deitada. Desde que deixara todos na sala sob a desculpa de descansar a loira tinha se trancado no quarto de Percy, e ficara ali durante a tarde toda. O cômodo era uma espécie de refúgio, onde ela era capaz de sentir o moreno perto de si apesar dos milhares de quilômetros que os separava naquele momento. Não tinha nem um dia completo que estava longe dele, mas já parecia que uma década os mantinha distante.

E pensar que durante um ano mal teriam contato, pelo menos a quantidade à qual estavam acostumados, fazia o coração da loira se contrair ao máximo de saudade, instalando um dorzinha incomoda em seu peito.

O telefone que a loira tanto encarava começou a tremer avisando que uma chamada de vídeo estava sendo feito, e a garota abriu um sorriso de orelha a orelha ao ver a foto de Percy tremelicar junto ao celular, era como se ele soubesse que Annabeth estava pensando em si, esta que rapidamente atendeu:

— Oi. – a garota soltou simplesmente, feliz por vê-lo mais uma vez.

— Oi, Sabidinha. – ele respondeu com um sorriso lindo, ao ver da garota.

— Chegou bem? – a mais nova perguntou, e este sorriu de volta assentindo e passando a mão livre sobre o cabelo, este que voava para todos os lados. Aparentemente ele estava do lado de fora de uma construção de madeira, bem iluminada e visivelmente aconchegante.

— Acabei de chegar em Noronha. – o rapaz disse, e sorriu – O voo foi tranquilo graças a uma senhorinha que me distraiu. – a loira riu com a notícia, fazendo-o sorrir também.

— Que horas são aí? – a Chase perguntou admirada com os ventos que pareciam assolar o rapaz.

Percy perguntou algo a alguém que aparentemente estava ao seu lado, e rapidamente voltou a mirar a tela a sua frente, para só então responder:

— Um pouco mais de onze da noite. São cerca de duas horas de diferença. – o rapaz respondeu e Annabeth assentiu – Onde você está?

A loira corou por um momento, com vergonha de dizer que tinha corrido para o quarto do moreno com saudades dele, mas mesmo assim ela deu uma breve girada no celular, deixando-o ver seu próprio quarto.

— Estava com saudades. – ela respondeu simplesmente, quando a câmera frontal voltou a focá-la.

Percy sorriu com a informação, e o silêncio reinou por um minuto completo antes do moreno o desfazer com a pergunta:

— E então, você já falou com o Luke? – a garota negou rapidamente, e o rapaz soltou o ar aliviado, este que nem mesmo ele sabia que estava prendendo.

— Eu não estou com coragem. – a loira segredou, fazendo-o assentir como se soubesse pelo que ela estava passando. – Depois que eu falar com ele não haverá volta. – a garota complementou, e Percy a mirou por um tempo.

— E o que fez hoje? – o Jackson questionou com medo dela ter passado o dia chorando, até porque não queria vê-la assim. Ele conhecia a Annabeth Chase forte e determinada, e queria que ela seguisse assim até o fim daquele acordo ridículo.

— O pessoal disse para eu fazer algumas exigências, adicionar algo ao contrato que certamente terei de assinar quando... – a loira respirou fundo, mas rapidamente completou – Me casar com Luke.

Percy engoliu em seco, mas logo perguntou:

— Que tipo de exigências?

— Quartos separados, que Peter fique em meu quarto... – Percy assentiu gostando de saber daquilo – Que vocês sempre possam nos visitar e o contrário também. Caso Luke tente algo que eu possa cancelar esse acordo no mesmo instante. – o Jackson sorriu ao ouvir isso. – Que não haja alteração alguma em meu nome... – visto que a única alteração que eu quero é o acréscimo de Jackson ao meu nome. A loira teve vontade de dizer, mas toda aquela situação já estava sendo difícil ao extremo, ficar dizendo esse tipo de coisa só dificultaria ainda mais. – E que Luke só assuma a paternidade de Peter quando ele me provar que pode ser um bom pai para o meu pequeno.

Percy não gostou muito da última parte, visto que dessa forma perderia, pelo menos diante da lei, o direito de ser o pai de Peter, mas no fundo ele sabia que não poderia fazer nada contra aquilo, visto que era óbvio que Luke reclamaria a paternidade de Peter assim que tivesse a oportunidade. Na verdade, ele já tinha feito isso quando entrou com a causa na justiça.

— Eu queria que isso não fosse possível, mas...

— Nós dois sabemos que quanto a isso não podemos fazer nada. Eu entendo, Sabidinha. – a garota deu um sorriso desanimado que se espelhou no rosto do moreno de olhos verdes.

— Nico conversou com Quíron sobre a possibilidade de se fazer um contrato com as minhas exigências, e agora eles querem que eu fale logo com o Luke, mas...

— Você tem que falar, meu amor. Quanto mais rápido isso acabar melhor. – Percy garantiu, fazendo-a pensar por um momento.

Quando mais rápido Annabeth começasse aquela loucura, mais rápido aquilo teria um fim.

— Eu sei, mas... – a loira se calou por um momento, e olhou para teto tentando impedir que as lágrimas descessem. – Só é difícil.- a garota concluiu e antes que Percy pudesse dizer algo a porta do quarto se abriu e uma Thalia sorridente adentrou o cômodo, deixando Annabeth perplexa.

— Como você conseguiu entrar aqui? – a loira perguntou abismada já que a porta estava trancada, e Percy logo se questionou de quem se tratava.

— Todas as chaves dos quartos são iguais. – a garota respondeu travessa e rapidamente se deitou ao lado da loira, deixando assim que Percy a visse.

— Hey, peixinho. ­— a garota o cumprimentou, e Percy limitou-se a sorrir para a irmã. – E então, como é Fernando de Noronha?

— Quando cheguei já estava tudo escuro, mas só de o barulho do mar já posso dizer que é simplesmente incrível. – o rapaz contou com um sorriso no rosto, fazendo a garota assentir.

— A mamãe está louca para saber se você chegou bem, só acho que deveria ligar para ela. – Thalia segredou lembrando-se que a poucos minutos, durante o jantar, Sally não parava de falar em Percy.

— Ligarei para ela assim que desligar aqui.

—  Okay. – Thalia concordou e olhou para Annabeth – E então, sobre o que estamos conversando?

Percy riu com a intromissão da garota, e a Chase limitou-se a um revirar de olhos, fazendo Thalia abrir um sorriso debochado.

— Para falar a verdade, estávamos nos preparando para fazer sexo ao telefone. Sabe... Ficar falando algumas coisas e excitar a pessoas até ela...

— Percy! – Annabeth o cortou constrangida e o moreno se limitou a sorrir malicioso, e a loira corou até a raiz do cabelo, fazendo Thalia rir escandalosamente.

— Vocês não têm cara de que curtem esse tipo de coisa. – Thalia soltou se divertindo com o constrangimento de Annabeth – Sem contar, que... Percy você está do lado de fora do... Hotel? Se você estivesse prestes a fazer isso, estaria dentro de um quarto. Idiota! – a morena contestou, fazendo Percy rir e assentir com o seu ponto.

— Só estávamos falando da possibilidade de um possível contrato com o Luke. – Annabeth esclareceu, e Thalia torceu a expressão em uma careta de desgosto.

— Eu preferia que vocês estivessem prestes a fazer um sexphone a saber que vocês estão falando desse verme. — a garota disse com desprezo, e nenhum dos dois se manifestou sobre. – Enfim, o que decidiram agora?

— Nada. – Percy respondeu, e Thalia riu ao perceber o esforço que o moreno fazia para manter o cabelo no lugar por conta do vento.

— O Luke já sabe que você vai aceitar? – a morena perguntou fitando Annabeth com seus olhos azuis elétricos, e por um momento a loira se sentiu intimidada.

— O Nico pediu para que eu o chamasse para uma conversa. – a loira rapidamente explicou sobre fazer exigências e o contrato e a Grace apenas assentiu entendendo, ainda que achando um absurdo, todo o dilema.

— Concordo com o Percy, quanto mais rápido começar mais rápido acaba.

O moreno do outro meneou com a cabeça, e alguém o chamou perto de si o chamou, fazendo-o perder o foco na conversa. O rapaz conversou por alguns segundos com, Annabeth queria que não, mas aparentemente uma mulher e quando o mesmo voltou a fitar a tela se limitou a dizer:

— Eu preciso ir agora. Parece que temos que fazer uma checagem do material que usaremos amanhã, para não perdemos tempo. – as duas garotas assentiram e o rapaz completou – Fala para a Dona Sally que eu ligo assim que acabar aqui. – Thalia concordou e Percy fitou Annabeth por um tempo.

Não queria se despedir de novo. A loira também não, por isso ela se limitou a agarrar seu mais novo pingente e beijá-lo por um segundo completo. Percy sorriu para cena e jogou um beijo para o celular, fazendo-a sorrir.

— Te amo. – o rapaz disse e rapidamente desligou, antes que tudo se tornasse mais doloroso.

— Vocês têm certeza que querem fazer isso? – Thalia perguntou para a loira, e essa encarou o nada antes de responder.

— Eu não sei mais o que fazer, Thals. Eu juro, que se tivesse outra saída, não estaria fazendo isso. – Thalia assentiu e pegou o celular da Chase, esta que a olhou sem entender.

— Já que você está sem coragem, eu faço isso. – a morena rapidamente procurou o contato de Luke na lista, e antes que Annabeth perguntasse o que ela iria mandar a Grace já tinha digitado.

Me encontre amanhã no Starbucks da Quinta Avenida às 10h.

Sem atrasos.

Precisamos discutir algumas coisas.

Annabeth.

— Você sabe que não concordo com isso, mas é o máximo que posso fazer. – a morena resmungou se levantando e fitando a expressão nervosa de Annabeth – A única coisa que eu te peço, Annie, é que se em algum momento dessa loucura toda você se sentir confusa em relação ao que sente pelo Percy e pelo Luke... Por favor, seja sincera consigo e com eles, principalmente com o meu irmão. Acho louvável essa coisa de te esperar, mas se em algum momento você achar que não final de toda essa porcaria a sua escolha não seja o Percy, o liberte dessa promessa. Está me entendendo?

— Thalia...

— Eu sei que você não quer voltar com o Luke, mas você já o amou uma vez e nada me garante que esse sentimento tenha morrido por completo. – a Grace a cortou sem rodeios – A única coisa que eu quero é a felicidade daqueles que eu amo, e se você sentir que não será feliz com o Percy, não acho justo mantê-lo a uma falsa ilusão de que serão. Entendeu?

Annabeth limitou-se a assentir, e a Grace deu-lhe um meio sorriso.

— Agora vá jantar, você passou o dia inteiro sem se alimentar. – a morena disse em um tom carinhoso – Amanhã o seu dia será ainda mais longo. – Thalia soltou e Annabeth estremeceu ao pensar em ficar cara a cara com Luke.

Thalia ameaçou sair do quarto, mas rapidamente se voltou para a loira e disse:

— Gostaria de dizer que amanhã estarei ao seu lado, mas se eu for garanto que Luke não sairá daquele café vivo. – a morena brincou, mas logo completou séria – Creio que isso não ajudará em nada, na verdade só piorará ainda mais as coisas, não é mesmo?

Annabeth assentiu com um meio sorriso, e Thalia retribuiu o gracejo deixando o quarto logo em seguida.

...

Annabeth queria dizer que conseguiu dormir na noite anterior, mas depois que a resposta de Luke chegou confirmando que ele a encontraria na manhã seguinte, só conseguia pensar em como aquele encontro se findaria. E ela tinha a leve sensação de que não seria nada bom.

— Pronta? – Nico perguntou antes de entrarem no café e a loira logo assentiu antes de empurrar a porta e se esgueirar pelas mesas procurando uma desocupada.

— Vou pedir alguma coisa para comermos. Okay? – Sally, que insistiu em acompanhá-la, perguntou e a garota assentiu brevemente.

— Você não disse nada desde que saímos de casa. – o Di Ângelo constatou sentando-se ao lado dela, e a mesma lhe direcionou um meio sorriso.

— Confesso que estou com um pouco de medo. – a Chase segredou enquanto estralava os dedos, e Nico assentiu entendendo o nervosismo da garota.

— Acredito que tudo dará certo. – o rapaz tentou confortá-la, mas não teve nenhum efeito aparente.

A loira correu a ponta dos dedos por seu pingente, e o apertou em seguida pedindo forças à sua mãe para o momento que vinha a seguir.

— Quíron disse que virá. – Nico contou querendo quebrar o silêncio e a loira concordou, tinha recebido uma mensagem do advogado e amigo de sua família na noite anterior, logo depois de confirmar com Nico que se encontraria com Luke naquela manhã.

— Ele me disse que viria. – a loira segredou e o rapaz de olhos negros assentiu sem falar nada.

Poucos minutos depois, Sally voltou com três cappuccinos e alguns biscoitos.

— Sirvam-se. – a mulher mandou, e antes que Annabeth pudesse negar, a mais velha já tinha lhe entregado seu copo e um biscoito. – Você não tomou café antes de sair, Annabeth. Então, sem desculpas.

A loira assentiu e começou a comer. E antes que ela pudesse levar seu copo a boca, o sininho característico do estabelecimento tocou atraindo a atenção de todos para a porta. O coração de Annabeth começou a bater descompassado, mas logo se acalmou ao perceber que era Quíron quem tinha acabado de adentrar o local.

Nico levantou a mão, para que o advogado os visse, e este rapidamente se encaminhou em direção à mesa.

— Bom dia. – o homem desejou como sempre bem comedido, e a loira sorriu em sua direção antes de se levantar e dar-lhe um abraço.

— Obrigada por ter vindo. – a garota disse enquanto o abraçava, e Quíron limitou-se a receber o carinho.

— Bom dia. – Nico e Sally o responderam e a morena logo completou – Quer que eu vá pegar algo para você, Quíron?

— Obrigado pela atenção, mas tomei café antes de sair de casa. – o homem negou e a mulher assentiu voltando-se para seus biscoitos com gostas de chocolate. – Que horas você marcou com ele, Annabeth? – o homem perguntou e a loira deu uma breve olhada no horário em seus celular.

— Às dez. – respondeu brevemente, e dessa vez quem olhou o relógio fora Quíron constatando que o Castellan estava cerca de dez minutos atrasados.

O silêncio voltou a reinar, e dessa vez só fora quebrado pelo sininho da porta. Agora sim, o coração da Chase podia pular descontrolado, visto que em sua direção vinha Luke acompanhado de Hermes e May.

A loira estralou os dedos por debaixo da mesa, e Nico rapidamente agarrou a sua mão, em um pedido silencioso de calma.

— Acho que eu não fiz mal em querer te acompanhar, Luke. – Hermes soltou debochado ao observar quem estava acompanhando a Chase.

— Achei que conversaríamos sozinhos, não me disse que haveria plateia. – o Castellan soltou um tanto quanto incomodado com a presença de tantas pessoas.

— Não temos nada para conversar a sós, Luke. – Annabeth soltou ácida, e logo fez sinal para que os três se sentassem. – Achei que soubesse disso.

— Então, por que me chamou aqui? – o rapaz questionou depois de sentado, e a loira limitou-se a encará-lo, deixando assim que Nico explicasse a situação.

— Ela resolveu aceitar o que você propôs. – o Di Ângelo disse, e sorrisos vitoriosos começaram a enfeitar os rostos dos dois Castellan.

— Posso saber o motivo da sua desistência? – o mais velho perguntou - Sabe, Annabeth, você não me parecia alguém que desistia da luta tão fácil. – Hermes soltou sarcástico, e a loira se segurou para não voar na cara dele. Talvez, não era somente a Thalia quem podia arruinar tudo de uma vez.

— É difícil lutar limpo com quem faz jogo sujo. – a loira soltou sem grandes alardes, e o silêncio perdurou por um segundo, antes da risada estrondosa de Hermes ecoar por todo o café. O idiota estava se divertindo com a situação.

— Ninguém fez jogo sujo, querida. Como posso dizer... São apenas negócios. – o homem de cabelos grisalhos soltou, e Annabeth o olhou com raiva prestes a explodir. Ela não aguentava ver o divertimento brilhando nos olhos dele, muito menos o sarcasmo e superioridade que pareciam exalar de seus poros. Tudo aquilo a embrulhava de uma maneira absurda.

— E é sobre negócios que viemos tratar. – Quíron se intrometeu, visto que a situação não tendia a um breve entendimento, mas sim a uma bela briga. – Sejamos francos, todos sabemos os meios que os senhores utilizaram para chegar até aqui... – Hermes abriu a boca para interrompê-lo, mas Quíron ergueu a mão em um pedido de silêncio – Só estamos aqui para garantir que tudo que foi prometido a Annabeth seja cumprido ao final desse acordo. Porque, convenhamos, isso é mais um negócio do que um casamento propriamente dito.

— O senhor não sabe com quem está falando. – Hermes resmungou, e Quíron o olhou por um segundo completo, como se analisasse se ele merecia ou não uma resposta.

— O senhor é o mais novo sócio majoritário da empresa onde trabalho, que está coagindo a Annabeth a se casar com o seu filho para suprir o seu ego, visto que aparentemente você tem complexo de Deus. – o amigo de Atena e Frederick soltou sem rodeios, fazendo com que Hermes o fuzilasse com os olhos.

— Pai! – Luke o advertiu, quando o mesmo se levantou pronto para explodir. – Não vale a pena.

— Eu assino embaixo. – May disse, se manifestando pela primeira vez – Isso que vocês estão fazendo é um absurdo.

— Já estamos aqui, não é mesmo? – Luke perguntou olhando para Annabeth – Então, não tem porquê para voltar atrás. – o loiro a olhou profundamente, deixando-a desconfortável – Como é que vocês querem assegurar o que foi prometido à Annabeth? – o Castellan mais novo perguntou dirigindo seu olhar a Quíron e em seguida a Nico.

— Como já foi dito, isso é um negócio e como qualquer negócio que se preze precisa haver um contrato. – Nico tomou a dianteira e Luke o encarou mal-humorado – Só queremos que um contrato seja elaborado com cláusulas e regras explicitas do que acontecerá durante e ao término desse casamento.

— Como assim? – o mais novo perguntou e dessa vez Annabeth quem explicou.

— Você fez as suas exigências e agora quero fazer as minhas.

Luke e Hermes pensaram por um momento, mas logo assentiram. Era justo, afinal.

— Que seriam...?

— Dormiremos em quartos separados. – a loira começou e Luke assentiu, entendendo o porquê. – E o Peter ficará em meu quarto.  

— Não. – Luke resmungou insatisfeito, visto que naquelas duas últimas noites Peter estava dormindo com ele, em seu quarto. Algo que o agradava e muito.

— Durante todo esse tempo ele dormiu em meu quarto. Comigo! – Annabeth soltou ultrajada com a negação.

— As coisas mudam. – Luke respondeu simplesmente, e Annabeth o fuzilou com o olhar.

— Luke, seja flexível. – May tentou interceder – Ela está disposta a ir morar com você. Devia pensar no lado dela também.

O rapaz pensou, e acabou por concordar.

— Mas, se um dia ou outro eu quiser que ele durma comigo, você terá de deixar. – exigiu e a garota assentiu, feliz por ter conseguido a primeira das suas exigências. – Mas alguma coisa?

— Nós também poderemos visitar quem quisermos, na hora que quisermos, sem precisar da autorização de nenhum vocês. – Annabeth disse, e Luke entortou a boca para essa condição.

— Em resumo, você quer continuar frequentando a casa dos Jackson. – Luke debochou e fez uma careta.

— Você querendo ou não, Luke, eles me estenderam a mão quando eu precisei, a mim e a Peter. Não é justo tirá-lo completamente do convívio deles. – Annabeth defendeu seu ponto, fazendo-o pensar um pouco. – Sem contar que eles o amam e o contrário também é verdade. Acredito que privar meu filho...

— Nosso filho. – Luke a interrompeu, fazendo-a revirar os olhos.

A loira engoliu em seco, mas disse:

— Enfim, privar nosso filho – a loira debochou ainda que a contragosto -  de pessoas que o amam é algo cruel, até mesmo para você.

Luke pensou, e May o pressionou a aceitar com o olhar.

— Okay, vocês podem visitá-los, mas quero estar junto quando essas visitas acontecerem.

Annabeth tentou contestar, mas Nico negou com a cabeça, deixando-a saber que aquilo era melhor do que nada.

— Okay. – a loira respondeu, ainda que a contragosto. – Eles também poderão nos visitar sempre que quiserem.

— Não. – dessa vez quem negou foi Hermes. – Minha casa não é ponto de encontro.

— Todas as vezes que quiseram ir até a minha casa foram recebidos. – Sally retrucou ultrajada, e Hermes abaixou a cabeça por um segundo, sabendo que aquilo era verdade.

— Tudo bem, mas sempre terão que avisar antes.

Sally deu de ombros e o olhou debochada.

— Mais alguma coisa? – Luke foi sarcástico, e Annabeth o olhou com mesmo sentimento, afinal as coisas começariam a complicar agora.

— Na verdade, tem sim. Muito mais. – a loira disse e logo completou – Se em algum momento você forçar algum contato com o qual eu não tenha concordado esse acordo acaba no mesmo segundo sem que eu perca nada, está entendido?

— Isso é assédio. E é crime. Você acha que eu seria capaz disso? – o Castellan perguntou incrédulo, e Annabeth o olhou debochada.

— Você está me obrigando a casar com você sob a ameaça de perder a guarda do meu filho. – a loira o olhou incriminadora, fazendo-o encolher os ombros – Só estou tomando todas as precauções possíveis.

Luke soltou uma risada incrédula e assentiu:

— Eu nunca seria capaz de fazer algo contra a sua vontade, Annabeth. Mas se você se sente mais segura assim, okay.

A loira sorriu satisfeita, e continuou:

— Você quer que fiquemos casados por um ano, certo? – Luke assentiu e a garota completou – Quero que esse tempo seja rigorosamente cumprindo, nem um dia a mais. – Castellan abriu um sorriso presunçoso – Quero também que esteja bem explicito o que acontecerá quando esse inferno acabar.

— Ou seja, a devolução de três por cento das ações, devolvendo-lhe o posto de sócia majoritária e a guarda compartilhada de Peter. – Hermes esclareceu e Annabeth assentiu.

— E a garantia que depois disso vocês não tentarão nada para me manter casada ou ligada de forma romântica ao Luke. – o rapaz tentou contestar, mas Hermes logo concordou em seu lugar, afinal se Luke não conseguisse conquista-la durante um ano, não seria mantendo aquele acordo que ele conseguiria, pelo menos ao ver de Hermes.

— Dou minha palavra de que concordaremos com a sua escolha, independente de qual seja. – o Castellan mais velho garantiu e Annabeth assentiu.

— Você fez a sua, mas eu também tenho uma condição referente a esse assunto. – Luke se manifestou e Annabeth o olhou cética. Será que toda a porcaria proposta por ele já não era o suficiente?

A loira deu sinal para que ele dissesse, e ele o fez:

— Nós estaremos casados, certo? – Annabeth titubeou a responder e ele completou – Pelo menos no papel. – a loira assentiu mesmo querendo negar – Então, se você me trair nesse período exijo a anulação desse acordo e tudo que foi acordado cai por terra.

— Como assim?

— Se você me trair em algum momento, desisto de compartilhar a guarda de Peter e a empresa continua sendo nossa.

Annabeth nunca tinha pensado na possibilidade de trair, até porque não estaria com ele por livre e espontânea vontade, mas alguns cenários de uma possível traição vieram a sua cabeça e... Luke estava certo em propor aquilo, visto que a loira não pensaria duas vezes se voltasse a estar sozinha com Percy durante esse ano que viria, pelo menos não se as consequências não fossem tão graves.

A loira pensou por um tempo, mas assentiu.

— O que mais você tem a exigir? – Luke perguntou, e a loira se preparou para briga.

— Você só assumirá a paternidade do Peter depois que me provar que será um bom pai para ele.

— Como é que é? – o rapaz se levantou ultrajado, assustando alguns clientes que os cercava.

— É exatamente o que você ouviu. Você só assumirá o Peter perante a justiça quando provar que será o melhor pai que ele poderia ter, caso contrário nada feito.

— Você é louca! – Luke exclamou raivoso – Já dei entrada nos papeis. Sem contar que eu tenho direito. Eu sou o pai dele. – o rapaz gritava aos quatro ventos, chamando toda a atenção para si.

— Isso não tem cabimento, Chase. – Hermes interveio, e May mandou que ele se calasse. – Ele tem o direito.

— Ele é meu filho, e assim que eu puder tirarei o nome do Jackson na maldita certidão e colocarei o meu. – Luke gritou e bateu na mesa assustando todos que ali estavam sentados.

— Rapaz, se acalme. – Quíron se meteu pela primeira vez, visto que Annabeth estava conduzindo bem aquela conversa, pelo menos até aquele momento.

— Me acalmar? – Luke debochou e voltou a bater na mesa gritando em seguida – Ele é meu filho!

— Não. Ele não é. – Annabeth se levantou gritando no mesmo tom que o Castellan. – Pelo menos não ainda. – a loira soltou depois de se recompor e Luke a fitava incrédulo. – Você o abandonou assim que as reponsabilidades surgiram, pediu que eu o tirasse. Quem me garante que quando as coisas apertarem você não o negará de novo? Eu, como mãe, não posso permitir que isso aconteça. Não de novo.

Caralho! Eu estou fazendo todo esse inferno na sua vida para tê-lo na minha. Isso não te prova porra nenhuma?

— Não, não prova. – Annabeth garantiu e o rapaz a olhou incrédulo – Preciso ver com os meus próprios olhos que você se preocupa com ele, que você o quer por perto, não só como forma de me ter por perto. — a loira foi enfática na última parte, visto que até aquele momento, para ela, Peter estava sendo um moeda de troca e não alguém por quem ele estava lutando para ter próximo. – Preciso saber que você, realmente, o ama.

— Filho, a Annabeth tem razão. – May disse, e quem ganhou o olhar incrédulo de Luke fora ela – Você fez coisas horríveis, ela precisa ter confiança em você antes de mudar algo tão grande na vida do Peter. – a ex-Castellan soltou e deu uma breve olhada em Sally e logo em seguida em Annabeth – Eu, como mãe, faria exatamente a mesma coisa.

A Jackson assentiu discretamente e todos os outros ficaram em silêncio.

Luke suspirou rendido, voltou a se sentar e ficou em silêncio por um tempo. Quando ele voltou a falar, prometeu:

— Eu vou te provar que o quero na minha vida, independentemente de você estar nela ou não. – o rapaz tinha lágrimas nos olhos, ainda que estes brilhasse de raiva, e isso assustou a Chase – Sabe, eu só o conhece a cerca de um mês e já sei que ele é um garoto incrível. Você não tem noção do quão arrependido eu estou por ter abandonado vocês naquela época.

— Então, você aceita? – a loira perguntou em dúvida, e o rapaz assentiu. – Eu também quero continuar com o meu nome de solteira.

Luke riu com escárnio e disse:

— Não quer que ninguém saiba que estará casada comigo?

Annabeth não negou nem confirmou.

— Okay, mas agora eu faço questão que nos casemos com tudo que temos direito.

— O quê? É loucura gastar tanto dinheiro em um casamento de mentira, Luke.

— Faço questão. Quero que o mundo saiba que nos casamos, Chase.

A loira negou com um movimento de cabeça, não acreditando naquela loucura.

— Não me casarei no religioso. Não com você. – a loira foi enfática, e aquilo deixou Luke puto da vida, embora ele não tenha deixado isso explicito.

— Luke, você não acha que isso é um pouco demais? – Nico perguntou incomodado, e o rapaz nem se dignou a olhá-lo.

— Guardaremos o religioso para o nosso casamento de verdade. – provocou, e Annabeth respirou fundo antes que explodisse. – Ou fazemos todos saber ou desisto disso agora e levamos a nossa briga para a justiça. Você quem decide. – Luke jogou e Annabeth caiu, o rapaz não estava disposto a abrir mão desse um ano que propôs, só a loira que não percebeu isso.

— Okay. Mas nada de religioso. – a garota pediu e ele assentiu – E você é quem organizará tudo. Não moverei um dedo para que esse casamento aconteça. Entendeu?

— Farei questão de fazer uma bela surpresa, então. – um arrepio subiu pela espinha da garota, e o sorriso vitorioso surgiu no rosto do rapaz. – Será que o Percy virá? Preciso pensar na lista de convidados o mais rápido possível. – o rapaz voltou a provocar, e Annabeth fechou a mão em um punho, mas antes que ela revidasse Nico a segurou por baixo da mesa em mais um pedido de calma. – Diga-me, loirinha, como o Percy aceitou tão bem o nosso casamento?

— Isso não é da sua conta. – a loira resmungou segurando discretamente seu pingente, e Luke riu.

— Acho que acabamos por aqui, não é mesmo? – Hermes perguntou ao perceber o quão pesado estava o clima, e rapidamente se levantou – Nossos advogados entrarão em contato assim que redigirem os contratos. Estes serão assinados no dia do casamento. Combinado?

— Faço questão de lê-los antes do dia. – Quíron ordenou, e Hermes assentiu com expressão de deboche. O Castellan ainda não tinha engolido a resposta que o advogado lhe dera no começo daquela conversa.

Hermes e May já estavam de pé, quando Annabeth perguntou:

— Só por curiosidade... Com quem vocês deixaram o meu filho? – a loira franziu o cenho em dúvida e descrença. E seu tom exprimia uma espécie de denúncia.

— Com a mulher que cuida lá de casa. – May respondeu não acreditando no tom que escutara, como se ela não fosse responsável. – Trabalha para mim já faz algum tempo e é de total confiança.

Annabeth assentiu ainda desconfiada, e os dois logo se despediram.

— Vamos, Luke. – Hermes chamou ao perceber que seu filho ainda estava sentado e o rapaz pediu um minutinho, deixando-os ir sem ele.

— O que você ainda quer? – a loira perguntou estranhando o fato dele ainda ter algo para falar.

— Creio que agora tenho que fazer a famosa pergunta. – Luke olhou para Annabeth e debochado perguntou – Você aceita se casar comigo?

A loira riu incrédula e o encarou por um minuto completo. A Chase até pensou em negar e desfazer o sorriso sarcástico que enfeitava o rosto do loiro à sua frente, mas a garota sabia que não poderia jogar tudo que fora feito até ali no lixo. Percy e ela estavam sacrificando tudo o que construíram até para que a loira ficasse com Peter. Ela não podia dar para trás, ainda mais por conta de uma provocação de Luke. Por isso, e com tal pensamento em mente, ela o olhou nos olhos e respondeu:

Aceito.— o sorriso de vitória de Luke se alargou por completo, mas antes que ele pudesse falar alguma coisa para provocá-la ainda mais a loira completou -  Mas acho bom você se preparar, pois farei questão de transformar a sua vida num inferno.

E sem chance de resposta, a loira se levantou e seguiu o caminho que fora feito por Hermes e May até a porta do café, sendo seguida de perto por Nico, Sally e Quíron.



Notas finais do capítulo

E aí, o que acharam do capítulo?

Me digam se acharam algum erro, li assim por cima porque precisava postar o mais rápido possível, ou vocês me matavam. Acham que eu não sei? kkkk

— O que vcs acharam das exigências da Annie? Razoavéis, né?

— E a postura da Thalia? Você acham que precisa de tanta preocupação com o Percy?

— E o Luke? É o ou não o maior FDP?

— Não sei mais o que perguntar kkkk Falem lá nos reviews.

Desculpa pela demora.

Beijos e até mais.

P.S.: Me digam se querem saber como o Percy está em Noronha.

P.S.2: Assistam 13 Reason Why... É legal. Falando nisso vou ali terminar e já volto kkk