The Choices Of Life... escrita por Natyh Chase Jackson


Capítulo 27
Estratégias


Notas iniciais do capítulo

Oie,
Tudo bem?
Espero que sim...
Vou deixar vocês lerem, porque eu sei que é isso que vocês querem.
Por isso...

Boa Leitura.


Ah, antes que eu me esqueça...

Capítulo dedicado à Leitora Depressiva, amei a sua recomendação, de verdade.



Antes mesmo que o sol assumisse sua posição de destaque, e a escuridão se desfizesse por completo, Annabeth já estava de pé, e Percy não se mostrou impressionado quando a mesma se desfizera do abraço ao qual tinham se submetido para passar a noite. Na verdade, o moreno apenas escorregou para a ponta da cama e com os olhos fundos por conta do choro e da noite mal dormida, perguntou:

— O que você quer fazer agora? 

Annabeth não o olhou em nenhum momento, a garota apenas se levantou e começou a fazer uma pequena mala com objetos de Peter.

— Annie? – o moreno voltou a chamá-la, e de costas percebeu que ela estava chorando.

O rapaz se levantou, e calmamente se encaminhou até a mulher que agora tremia por conta dos soluços que escapavam hora ou outra, e com delicadeza o Jackson voltou a envolvê-la em seus braços, fazendo com que a loira tentasse controlar o choro.

Percy não tentou fazer, nem falar nada. O rapaz sabia que ela precisava daquele tempo para si e suas emoções, e consequentemente de apoio, já que ele, que nem era o pai biológico do garoto, estava sofrendo imagina ela, quem o carregara por longos nove meses, o amamentara e o incentivara em todas as suas pequenas conquistas até então.

— E-eu vou lá. – Annabeth resmungou depois de longos minutos em que somente o seu choro fora ouvido pelo quarto. – Eu preciso ir lá.

— Okay. Nós vamos, minha Sabidinha. – Percy concordou e deu um beijo nos longos cachos loiros da garota, fazendo-a se remexer desconfortável.

A garota negou com a cabeça, e se virou para olhá-lo nos olhos.

— Não, Percy. Eu vou lá. – a loira soltou com dificuldade, e Percy analisou seus orbes cinzas para ter certeza do que ela falava.

O moreno sabia que ela queria ir sozinha, mas ele não podia admitir que ela fosse sem ele, precisava estar lá por ela mesmo que do lado de fora.

— Eu sei, meu amor. Eu estou dizendo que te levo até lá. – o rapaz acariciou a bochecha direita da garota, enxugando as lágrimas que por ali passaram, e aproveitando-se do momento para fazer-lhe um carinho. – E se ainda assim você quiser entrar sozinha, assim será. Okay?

Annabeth não soube o que responder, já que mais uma vez Percy mostrava ser o cara perfeito, sabendo respeitar os seus limites e desejos. Satisfeita com a carícia que recebia e a fim de retribuir o gesto, a mesma levou sua mão até a nuca do rapaz, e a massageou com a ponta dos dedos, para logo em seguida arranhá-la com as unhas.

— Okay.

Percy abriu um sorriso mínimo, e deu um selinho nos lábios da menor, fazendo-a abrir um sorriso tão pequeno quanto o dele.

— Vem, vamos arrumar as coisas para Peter. – o rapaz disse e a soltou, e antes que ele pudesse se afastar para além do alcance da loira, ela o puxou para perto e o beijou com amor.

— Obrigada. – ela soltou, quando se afastaram, e Percy se limitou a beijar-lhe a testa.

A pequena mala que sempre os acompanhava para todos os lugares que Peter ia junto, rapidamente começou a ser enchida com pertences do pequeno, desde roupas e fraldas até os brinquedos favoritos do mesmo.

Annabeth se permitiu tomar um banho, e Percy fez o mesmo, mas em seu quarto, pois sabia que aquele não era o momento.

Depois de trocados e com os pertences de Peter guardados, os dois desceram e não se surpreenderam ao encontrar Sally, Poseidon e Thalia na sala de estar.

— Olá! – O Jackson mais velho foi o primeiro a se manifestar.

— Oi. – o casal respondeu sem jeito.

Depois disso ninguém se atreveu a falar mais nada. Annabeth deixou seu olhar vagar por todos os presentes, e não se surpreendeu ao encontrar sinais de uma noite mal dormida neles.

Sally pigarreou atraindo a atenção de todos para si, e perguntou:

— O que vocês pretendem fazer agora?

— Eu vou lá. – Annabeth respondeu convicta, e Percy apenas assentiu concordando com a garota.

Sally já esperava por aquela atitude de Annabeth, até porque faria a mesma coisa que a nora se estivesse no lugar dela, mas depois de passar horas conversando com Poseidon sobre os acontecimentos do dia anterior, a mais velha chegara a conclusão de que deveriam evitar tudo aquilo que afastava Peter deles, e arrumar briga na casa dos Castellan no primeiro dia em que a guarda provisória fora passada para Luke parecia ser algo que deveriam evitar ao máximo, por isso a morena soltou:

— Eu entendo a sua angústia, Annie. Mas você não acha melhor deixar as coisas esfriarem um pouco? Se vocês se encontrarem agora acabarão brigando, e isso pode ser algo que ele use contra você depois. – Annabeth negou com a cabeça. – Eu sei que é difícil, mas...

— Sally eu preciso vê-lo. Agora, de preferência.

— Eu entendo, mas...

— Annie, o que a minha mãe quer dizer é que você devia planejar os seus próximos passos, e não agir com a emoção. – Thalia disse pela primeira vez, fazendo com que o olhar de Annabeth recaísse sobre si – Eu, por exemplo, posso ter estragado tudo quando fui atrás daquele idiota e...

— Nada disso é sua culpa, Thals. – a loira soltou e caminhou até o sofá em que sua melhor amiga estava – Luke é o culpado de tudo isso que está acontecendo.

— Eu não estou tirando a culpa dele, longe disso. Na verdade, em minha cabeça ele já está morto e enterrado, mas nós não podemos fazer nada que o favoreça. Entende?

A Chase pensou por um segundo, e rapidamente a imagem de sua mãe lhe veio à cabeça. Atena sempre dissera que deveríamos agir com a razão, pois quando a emoção falava mais alto tendíamos a fazer coisas das quais nos arrependíamos no futuro, e a última coisa que Annabeth queria naquele momento era se arrepender de algo em relação ao seu futuro com Peter.

— E o que vocês me sugerem? – a loira murmurou cabisbaixa, e Thalia apertou a sua mão em demonstração de apoio.

— Você deveria conversar com um advogado. Aquele da sua família pode te ajudar, o Quíron. Você parece confiar nele. – Poseidon disse, e Annabeth assentiu.

— Eu vou até a casa dele, então. – a loira resmungou incerta e Percy segurou seu ombro para mostrar que estava com ela, independentemente da sua escolha.

— Na verdade, o Nico e ele estão vindo para cá, nesse exato momento. – Thalia soltou depois de uma rápida checagem em seu celular.

Nada mais fora dito depois dessa informação, e para o alívio de todos, não demorara mais do que dez minutos para que Quíron e o Di Ângelo se juntassem a eles.

— Bom dia. – o advogado mais velho cumprimentou assim que entrou na sala dos Jackson, e rapidamente o senhor de pouca idade pôde perceber quão triste havia sido a última jogada de Hermes. – Sinto muito pelo acontecido, Annabeth.

— Eu também, Quíron. Eu também. – a Chase resmungou ao abraçá-lo.

Nico se contentou em soltar um aceno contido para logo em seguida sentar-se ao lado de Thalia, esta que, inacreditavelmente, dirigiu-lhe um sorriso tímido.

— Annie, eu tomei a liberdade de deixar o Sr. Brunner a par da situação...

— Me chame de Quíron, meu jovem. Estamos entre amigos.

— Ah... – Nico ficou sem graça por um segundo, mas logo deu continuidade ao seu pensamento – Bom, tomei a liberdade de contar tudo o que aconteceu até aqui, e ontem depois que fui embora, consegui o relatório sobre o seu caso no fórum...

— Como você conseguiu isso? – Thalia perguntou quando viu o rapaz estender uma pasta com o emblema do Fórum de Justiça de Nova York para o advogado mais velho.

— Eu disse que era o advogado que te representaria. – Nico respondeu olhando para Annabeth, está que até então só assentia com a cabeça.

— Isso não causará problemas? Você ainda não é formado, Nico! – a morena de olhos azuis elétricos exclamou assustada e um tanto quanto inconformada com a atitude do garoto.

Nico encolheu os ombros, no momento, não tinha pensando nas possíveis consequências. Só sabia que precisava ajudar.

— Como não é um grande caso, tal atitude não acarretará problemas, mas isso foi perigoso para sua carreira, Nico. – Quíron informou olhando-o atravessado. – Querendo ou não, você mentiu. E isso é uma atitude grave para um advogado.

— E-eu... Só queria ajudar. – o moreno gaguejou um tanto quanto envergonhado, visto que queria impressionar o grande advogado Quíron Brunner.

— Eu sei das suas intenções, Nico. Mas, não quero que ninguém se prejudique por minha causa. – Annabeth resmungou cabisbaixa, e o Di Ângelo assentiu.

— Eu sei, e como já está feito podemos nos informar e basear a sua defesa.

O rapaz entregou a pasta para Quíron que a abriu rapidamente e fez uma leitura superficial do documento.

— E então, o que o senhor nos diz? – Percy, que até então tinha se mantido em silêncio, perguntou um tanto quanto aflito com a demora de Quíron.

— A Vara de Família não é, exatamente, o meu departamento como vocês bem sabem. O meu negócio são trâmites empresarias, mas pelo o que eu pude ver aqui, Luke deu entrada no caso através de um pedido de reconhecimento de paternidade, e com urgência.

— Isso tem quanto tempo? – Annabeth perguntou a fim de esclarecer uma dúvida.

— Menos de uma semana. O que me surpreende, visto que mesmo com pedidos de urgência alguns casos demoram cerca de um mês para terem a sua primeira audiência.

— Isso tem uma explicação bem óbvia: dinheiro. – Thalia soltou amarga e Quíron tratou de olhar o nome do juiz responsável pelo caso.

— Eu gostaria de negar essa hipótese, Thalia, mas o Juiz Henry Peterson é conhecido por facilitar alguns casos de forma duvidosa. – Quíron atenuou sua denúncia, mas ainda assim deixou claro que Thalia estava certa.

 - E o que devemos fazer? – Poseidon perguntou estralando os dedos em um claro sinal de nervosismo.

— O fato do juiz ter sido comprado dificulta, e muito, o lado de vocês...

— Não podemos pedir que o caso seja transferido para outra pessoa?

— Casos em remanejamento podem levar meses, mas é a coisa mais indicada a se fazer. Se o caso continuar nas mãos do Henry, é bem capaz que a causa já esteja ganha, e o resultado não é favorável à vocês. – Quíron afirmou com pesar e pequenas lágrimas começaram a se forma nos olhos de Annabeth.

Percy passou as mãos nos cabelos em sinal de nervosismo, e bufou claramente indignado com a situação. Eles não podiam fazer isso, era cruel e até mesmo desumano.

— Quais são as principais alegações deles? – Nico perguntou com o semblante pensativo- Temos que pensar na nossa defesa, afinal.

Quíron assentiu em concordância e voltou a ler o relatório que o Di Ângelo havia conseguido.

— Luke afirma que não sabia da paternidade, segundo ele, esta lhe fora escondida pela mãe da criança...

— Isso é mentira! – Thalia exclamou ultrajada. – A Annabeth contou e ele rejeitou a criança, depois voltou e praticamente ordenou que ela tirasse o bebê.

— Mas quando ele fez esse pedido, eu neguei que estava grávida. Disse que tinha sido alarme falso. – a Chase murmurou sabendo que tinha omitido a existência de Peter.

— Mas só porque ele pediu que você abortasse a criança, isso deve contar como alguma coisa. – a morena resmungou ainda ultrajada com a cara de pau de Luke.

— Você pode apresentar isso em sua defesa, Annabeth. - o advogado resmungou pensativo – Mas desse jeito afirmará que escondeu a criança dele, sendo assim a alegação dele não é falsa.

A loira assentiu e pediu que ele continuasse a leitura do documento.

— A segunda alegação dele é que o ambiente em que Peter vem sendo criado é violento. – Quíron leu mais alguma coisa só para si, e rapidamente foi até o final da pasta, tirando de um pequeno compartimento algumas fotos – Ele fez exame de corpo de delito depois de duas agressões sofridas. A primeira ele alega ter sido você, Perseu, quem o agredira em uma tentativa de afastá-lo do menor. – o mais velho passou as fotos para o Jackson mais novo e ele as analisou embasbacado. Afinal, parecia que eles tinham tudo minuciosamente calculado, nenhum detalhe tinha sido deixado de fora. – E a outra agressão teria sido cometida pela Srta. Grace, esta que invadira seu apartamento e o agredira sem motivos aparentes.

— Canalha! – Thalia limitou-se a resmungar.

— Isso piora muito a nossa situação, não é mesmo? – Nico perguntou atento, e o mais velho assentiu com um semblante pesaroso.

— Querendo ou não ele tem provas, essas agressões realmente aconteceram, podem não ter sido pelos motivos apresentados, mas ocorreram. – a advogado esclareceu.

— Tem mais alguma coisa? – Sally perguntou por perguntar, a Sra. Jackson não acreditava que tinha mais alguma acusação contra a sua família, mas ela estava enganada, pois enquanto esperava uma negação por parte de Quíron, este assentiu com a cabeça e voltou a ler o relatório.

— Luke também alega que Annabeth não tem condições para criar Peter.

— Como assim? É claro que eu tenho condições! – Annabeth ultrajou-se ao extremo, e se levantou nervosa. Percy rapidamente se juntou a ela, e tentou, mesmo que em vão, acalmá-la.

— Segundo os Castellan, você não possui residência própria, nem mesmo renda fixa. – Quíron voltou a pegar alguns papéis no compartimento atrás da pasta, e de lá tirou extratos e fichas de rendimentos – Também informaram ao juiz que a empresa de onde você fazia suas retiradas mensais, no caso a Olympus Arquitetura C.O, está a ponto de declarar falência, provando assim que você não possui uma renda satisfatória para a criação de Peter.

— Mas eu possuo as casas alugadas! Isso é, ou deveria ser, suficiente. O dinheiro que eu consigo com elas é o bastante para manter Peter e a mim em uma situação para lá de confortável.

Annabeth estava começando a se irritar com tudo aquilo. Enquanto ela não tinha nada para se defender, Hermes e Luke pareciam ter armado todas as acusações, possíveis e impossíveis, para derrota-la. A cada minuto que passava parecia ser ainda mais difícil de vencer aquela batalha. Mas, ela não desistiria, a Chase lutaria com unhas e dentes para ter Peter de volta, e ao final de tudo aquilo, ela mesma se encarregaria para que Luke não o visse nunca mais.

— Aluguéis de casas de alto padrão, como as suas, são instáveis. O mercado imobiliário é. Para a justiça só importa se você tem uma renda fixa, ou seja, se você possui uma fonte de renda que não sofra grandes variações. – Quíron passou a explicar com a voz calma, tentando passar tal sensação para a loira, que agora andava de um lado para o outro da sala. – Sem contar que não são todas as casas que estão alugadas.

— Eu vou perder meu filho! – Annabeth soprou assustada, e Percy rapidamente a abraçou, deixando que a mesma chorasse sob seu ombro. – Eu vou perder meu filho, Percy.

O moreno não sabia o que falar, a cada alegação nova, o moreno via a chance de ficar com Annabeth e com o Peter se afastar ainda mais. A loira achava que perderia o pequeno, o moreno tinha quase certeza de que perderia os dois.

— Calma, Sabidinha. Nós vamos arranjar um jeito. Eu prometo. – o rapaz segredou próximo do ouvido da garota, e rapidamente deu um beijo em sua testa, em um pedido mudo de calma. – Eu prometo.

— Eu sei que a situação já está ruim, mas ainda tem uma última alegação. – Quíron murmurou cabisbaixo.

Era difícil para ele ver a loira sofrer, visto que tinha acompanhado seu crescimento de perto, além de ver todo esforço de Frederick e Atena para que a vida da garota fosse a mais perfeita possível, e de repente, nada parecia fazer sentido na vida da pequena Chase.

— Qual? – Percy fez a pergunta que ninguém queria fazer, e se arrependeu no mesmo instante.

— Aqui tem a sua ficha criminal, Percy. – Quíron soltou assustando a todos – Aparentemente, você aprontou bastante quando adolescente e isso pode vir a ser um empecilho na luta da guarda de Peter.

— M-Mas isso foi quando eu tinha dezesseis anos, é injusto reviver isso agora. Eu mudei! – o rapaz exclamou se soltando de Annabeth, e dessa vez foi ela quem precisou, ou ao menos tentou, acalmá-lo.

— Históricos de vícios são bem relevantes em disputas de guarda. E, bem, pelo o que eu posso ver você teve de fazer tratamento na Inglaterra, depois que seus pais perderam a sua guarda.

Percy não sabia o que dizer.

Ele se arrependera de tudo o que tinha feito naquele ano, de toda gota de álcool que fora parar em sua boca, e consequentemente, todas as ações que fizera enquanto estava sob o efeito da bebida, mas ele já tinha pagado pelos seus erros, afinal, tivera de ficar um ano longe de todos aqueles que amava por conta da sua irresponsabilidade, tivera que ver seus pais sofrendo com a distância por conta de suas ações. Não era justo tudo aquilo voltar lhe cobrando um novo preço.

Ele já tinha pagado, caralho! Já tinha!

Naquele momento, o moreno realmente acharava que todo aquele pesadelo tinha ficado para trás, mas parece que aquilo o perseguiria até o fim de seus dias.

— O que a gente pode fazer? – Nico perguntou quando o silêncio reinou por mais de dez minutos.

— Não posso mentir dizendo que será uma batalha fácil, porque não será. – o homem rapidamente buscou o olhar de Annabeth, este que parecia um tanto quanto perdido diante de todas aquelas informações – Todas as alegações deles tem embasamento, e o juiz está do lado deles. Para mim só existem dois caminhos a serem seguidos agora, ou você tenta mudar o juiz responsável pelo caso e monta uma defesa plausível, ou você tenta ganhar uma causa que aparentemente já está perdida.

Com essas palavras a loira desabou. Saber que tudo já estava perdido antes mesmo de lutar era difícil. Não era justo!

— Quanto tempo o senhor acha que isso pode levar? – Thalia perguntou com os olhos cheios de lágrimas.

— Sinceramente? Meses. – Quíron respondeu tristemente – E, enquanto isso, ficará valendo a decisão do Juiz Henry, a guarda provisória é de Luke.

 Annabeth voltou a chorar, e Percy rapidamente a abraçou. Aquilo só podia ser um pesadelo.

— Eu sei que vocês precisam pensar, por isso deixarei o contato de um amigo que cuida de casos desse porte. O nome dele é Michael Themis, creio que ele poderá ajuda-la, Annabeth. – Quíron anotou o telefone em um pedaço de papel, e o entregou a Poseidon, visto que nenhum dos demais presentes pareciam em condições de dizer ou fazer algo naquele momento. – Saiba que apesar de não ser o meu campo de atuação, farei questão de acompanhar tudo de perto.

Annabeth assentiu sem condições de falar, e Quíron limitou-se a um aceno de cabeça, enquanto Nico o acompanhava até a porta.

— E agora? – Thalia perguntou em choque, quando Nico voltou a sentar-se ao seu lado.

— Precisamos pensar em algumas estratégias. – Percy respondeu com o olhar vago.

...

Dizer que sua noite fora tranquila era a maior mentira que Luke poderia contar naquela manhã. O rapaz mal chegara a fechar os olhos durante a noite, pois depois de arrumar a bagunça que fizera ao cuidar de Peter, o pequeno voltou a chorar em plenos pulmões, deixando-o sem saber o que fazer.

Hermes se estressou e May voltou a brigar com ele, alegando que toda aquela bagunça era culpa dele, o que não deixava de ser verdade.

E a noite na casa dos Castellan acabara por se resumir nisso, Luke tentando acalmar Peter, este que até chegava a se render ao sono, mas meia hora depois acordava mais desesperado do que antes, e May e Hermes brigando como cão e gato, o que não ajudava em nada a situação de Luke.

Quase perto das seis horas da manhã, Peter rendeu-se finalmente ao sono e ao cansaço que o rondavam, May e Hermes tinham se cansado um pouco antes, e Luke não conseguira descansar, na verdade, o loiro acabou por ficar zelando o sono de seu filho, pois mesmo que o pequeno tenha dormido ainda estava agitado, e aquilo preocupara o loiro mais velho.

— Filho? – uma voz distante murmurou perto de si, e Luke rapidamente deu um pulo da poltrona onde, ainda de madrugada, tinha se instalado para velar o sono de Peter.

— O que foi? – o rapaz perguntou assustado, e olhando para todos os lados.

— Hey, acalme-se! – May pediu tentando conter uma risada, sendo malsucedida, é claro – Só vim pedir para você ir para a cama, essa posição não é legal. – a mulher sussurrou a fim de não acordar Peter, este que estava mais calmo, segundo a observação de Luke.

— E-eu.. Não era para eu ter dormido. – o rapaz resmungou olhando o pequeno Chase no berço, e May sorriu compreensiva, mas ainda sim insistiu para que o mais velho fosse para a cama, visto que aquela poltrona não era nenhum pouco confortável. – Que horas são?

— Nove e meia. – a mulher respondeu sorrindo quando seu filho arregalou os olhos. – Vocês dormiram um pouquinho além da conta, mas isso não foi nada além do esperado. Nossa noite foi bem... agitada!

— Nós fomos dormir depois das seis, creio que podemos esticar mais um pouquinho, não é mesmo? – o rapaz perguntou encaminhando-se para sua cama, e May limitou-se a rir, enquanto o Castellan se enrolava com o edredom.

— Te chamarei às... – antes que May pudesse completar sua fala, a campainha do apartamento soou de forma estridente, e os dois logo direcionaram suas atenções para Peter, este que, graças aos deuses, continuava a dormir.

— Quem será a essa hora? – May sussurrou com curiosidade, e um tanto assustada, visto que o porteiro não tinha interfonado.

Luke deu de ombros e voltou a fechar os olhos, sua mãe deu uma pequena risada, e foi abrir a porta.

Para May, não fora uma completa surpresa ver que quem estava atrás da porta era Annabeth, a ex-Castellan estava esperando aquela visita desde o segundo que Hermes e Luke entraram com Peter nos braços, ela mesma não se contentaria com a explicação fajuta dada pelos dois. Na verdade, ela acreditava que nenhuma mãe se contentaria com aquilo.

— Oi, Annabeth. – a mais velha saudou deixando-a que a mais nova entrasse, e essa não hesitou nem por um segundo.

— Olá, May. – a loira cumprimentou olhando em volta, com certeza em busca de Peter – Eu sei que está cedo, e...

— Você não precisa me explicar nada. Eu te entendo completamente, e repudio com todas as minhas forças o que eles fizeram. De verdade. – a ex-Castellan resmungou segurando uma das mãos de Annabeth, e a loira assentiu, um tanto quanto arredia com todo aquele falatório, até porque, aos seus olhos May não tinha feito nada para impedir, ou mudar aquela situação, logo era bom que Annabeth mantivesse a suas ressalvas quanto a mulher.

 Annabeth esfregou o rosto rapidamente, e voltou a olhar em volta. A loira ainda não tinha engolido tudo o que Quíron havia lhe dito antes de sair de casa, e o silêncio que Perseu mantivera durante o trajeto até ali fazia com que o seu coração se apertasse a cada segundo que passava, como se algo ruim estivesse para acontecer.

A loira balançou a cabeça tentando afastar tais pensamentos, e rapidamente se voltou para May, notando só então que esta parecia cansada, como se não tivesse dormido durante a noite, assim como ela.

— May... – a loira deu uma pausa, pensando no que deveria ou queria, ela não sabia exatamente, falar – Sei que, talvez, eu nem devesse estar aqui, mas...

— Você é mãe. Como eu disse, te entendo.

E antes que qualquer uma das duas pudesse acrescentar algo àquela conversa, o choro de Peter ecoou pelos quatro cantos do apartamento, fazendo com que Annabeth seguisse em direção ao som, sem se importar se estava ou não invadindo uma casa alheia.

Até porque era Peter quem estava chorando, e ele precisava dela.

Annabeth nem prestou muita atenção no caminho, ou no que a rodeava, quando deu por si ela estava entrando em um quarto desconhecido, no qual esperava que Peter estivesse sozinho, por isso se surpreendeu quando entrou e encontrou seu pequeno já nos braços de Luke, este que tentava, em vão, acalmar o Chase.

 - Hey, calma, Peter. Por favor! – o loiro pedia em súplica, mas o pequeno não lhe dava a mínima, chorando a plenos pulmões.

Rapidamente os braços de Annabeth se estenderam em direção aos dois, e Luke assustou-se ao perceber quem era que estava ao seu lado.  Num primeiro momento, a Chase não dera um pingo de atenção à Luke, até porque, estava mais preocupada em acalmar Peter a brigar com o Castellan.

O mais velho sabia que demoraria bons e longos minutos fazendo com que Peter se acalmasse, por isso não apresentou nenhum tipo resistência ao passar o pequeno para os braços da mãe, esta que o acolheu com o maior cuidado e carinho do mundo, fazendo com que Luke se sentisse culpado, ainda mais quando um suspiro de alívio escapou pelos lábios rosados da menor, assim que o corpo de Peter ficou em contato com o seu.

— Hey, meu amor. A mamãe está aqui. – a loira murmurou, enquanto balançava seu corpo em um ritmo cadenciado, e aparentemente conhecido por Peter, porque mais do que rapidamente o pequeno colocou sua cabeça na curva do pescoço da mais velha e aconchegou-se ainda mais ao corpo da mesma, fazendo com que o choro que até então era estridente e sofrido não passasse de soluços esporádicos, e murmúrios de manha. – Calma, meu peixinho.

Peter não voltou a dormir, pelo contrário, ele resistiu ao sono e continuou agarrado a sua mãe. Mesmo tendo apenas um ano de idade, o pequeno Chase já conseguia sentir e entender algumas coisas que aconteciam a sua volta, e umas delas era quando sua mãe se afastava, e naquele momento a última coisa que ele queria era ela longe de si. E Annabeth, bom, ela não o soltaria tão cedo.

A loira começou a cantarolar uma música qualquer, ainda com Peter aninhado em seus braços, e continuou assim por longos e incontáveis minutos. Vez ou outra, a mais velha percorria o nariz pelo pescocinho do mais novo e aspirava com calma o perfume único que o seu peixinho tinha. Com calma passava a mão por todo o corpo minúsculo do pequeno, e beijava-lhe a cabeça em tempos espaçados de trinta segundos. A mais velha chegou a contar os dedinhos do mais novo, para garantir que estava tudo bem com Peter.

Em algum momento, Annabeth não quis saber quando nem o porquê, May chamou Luke para ir com ela até a cozinha e o loiro rapidamente a seguiu sem protestos. A Chase aproveitou a oportunidade para aconchegar-se ainda mais a Peter e niná-lo, como deveria ter feito na noite passada, assim como em todas as outras.

Com o tempo, Peter voltou a dormir e Annabeth, mesmo que relutante, o devolveu ao berço, deixando que assim ele aproveitasse o descanso merecido. Por segundos a fio a loira velou o sono do menor, e enquanto o fazia tentava, em vão, segurar as lágrimas de saudade que já queriam transbordar de seus olhos cinzas.

Meu peixinho, antes que você possa se dar conta a mamãe vai voltar e te levar para casa. Tudo bem? – a Chase perguntou à base dos sussurros, enquanto segurava a pequena mão de Peter.

Antes de sair de casa, Annabeth e os outros tinham discutido milhares de formas para reaver a guarda de Peter, sempre descartando, é claro, a proposta feita pelos Castellan. Aquilo estava fora de questão, sempre estivera, na verdade. Não seria agora que a reconsiderariam.

Mas, infelizmente, não tinham chegado em nada que fosse realmente útil, todos os planos, estratégias e defesas plausíveis levariam cerca de meses para apresentar um resultado, e não havia nenhuma garantia de que o mesmo seria positivo, o que acabava sendo como um balde de água fria sob as expectativas da loira mais velha.

Voltando a si, Annabeth deu um beijo em Peter e rapidamente saiu do quarto, visto que se demorasse mais um segundo não sairia dali tão cedo, e talvez, isso viesse a se tornar um problema mais para frente.

Quando voltou à sala, Luke e May se encaravam sentados em sofás opostos. O silêncio reinava no local, e assim que o Castellan fez menção de falar alguma coisa, Annabeth levantou a mão, em um pedido de silêncio, e rapidamente caçou na bolsa que trouxera o peixinho de pelúcia com o qual Peter dormia todas as noites.

— Ele não dorme sem isso. – Annabeth resmungou sem olhar para nenhum dos dois presentes, e logo em seguida voltou ao quarto do Castellan.

Com calma, a Chase depositou o pequeno objeto laranja ao lado de Peter, este que rapidamente enganchou-se ao peixinho e sorriu satisfeito, fazendo com que o mesmo sorriso se estampasse no rosto de sua mãe.

— Durma com os anjos, meu anjinho. — Annabeth voltou a beijá-lo, e dessa vez saiu rapidamente do quarto.

De volta à sala, a loira logo se desculpou por estar ali.

— Bom, eu sei que não deveria estar aqui, mas...

— Eu entendo, Annabeth. Não precisa se desculpar. – Luke soltou ao se levantar.

O loiro estava nervoso, e isto estava nítido em seus movimentos. Ora ou outra, ele passava as mãos pelos cabelos, e às vezes, secava a mão na única peça de moletom que usava, fato que Annabeth reparara somente naquele momento.

— Eu... – a loira se embaralhou com as palavras, e logo voltou seu olhar para outro lugar que não fosse o loiro à sua frente – Eu precisava vê-lo e trazer algumas coisas.

A loira voltou a mexer na bolsa que trouxera, e rapidamente tirou alguns objetos da mesma.

— Como eu já disse, todas as noites ele dorme com aquele peixinho, caso ele não queira dormir, é só niná-lo por alguns minutos, e depois colocá-lo ao lado do peixinho é tiro e queda. – a loira ergueu uma mamadeira e completou – Essa é a mamadeira dele, sei que você me disse que comprou tudo o que ele precisava, mas eu não sei se você a escaldou antes de usá-la... Enfim, aqui está a dele.

May riu do nervosismo da mais nova, esta que pouco se importou com a risada.

— Aqui tem algumas roupinhas que ele gosta. – a loira apontou para a bolsa – Se estiver muito calor, você pode deixá-lo só de fralda. Não tem problemas. Quando ele fizer xixi ou cocô, você tem que trocá-lo imediatamente, porque ele assa muito fácil. E caso ele se asse, aqui está a pomada dele. Pelo amor dos deuses, use essa marca, aquela outra mais famosa causa alergia nele.

Apesar da clara preocupação da garota, Luke estava se divertindo com o falatório da mesma, esta que nem o olhava enquanto despejava todas aquelas informações sobre ele.

 - Ele não gosta de cenoura, mas a pediatra disse que é bom na idade dele, por isso mesmo que ele cuspa é para fazer com que ele coma. Tudo bem? – antes de ter uma resposta, a loira continuou – Isso, na verdade, é com todo os legumes e verduras, não deixe-o achar que manda, apesar de ser uma boa criança tem alguns momentos que você precisará ser firme.

— Ele não tem alergia há nada, mas caso apresente alguma reação adversa ou sinta dor, você pode ligar para a Dr. Yew, aqui está o telefone. – a loira entregou à ele um pequeno cartão, que o encarou atento - Foi a doutora Justine que me a indicou, e ela acompanha o Peter desde que ele saiu da minha barriga, sendo assim é confiável e... Por favor, me ligue assim que notar algo errado. Você tem o meu número, não tem? – Luke assentiu.

— Ele adora água, mas não deixe que o banho se estenda por muito tempo, ou ele pode ficar resfriado. Se forem para a piscina lembre-se de passar protetor solar de duas em duas horas, no máximo, a pele dele é muito sensível.

— Não deixe ele comer muito doce, principalmente chocolate, ele fica superelétrico e segurá-lo é impossível.

Annabeth parou de falar tentando se lembrar de algo mais, e enquanto o fazia deixou que seu olhar vagasse entre May e Luke, que a olhavam com um ar de divertimento.

— Desculpa pelo falatório. – a loira corou e completou irônica - Mas ninguém me deu a chance de falar nada disso ontem. - de repente a preocupação deu espaço para o rancor que sentia.

Rapidamente o clima pesou, e Luke tirou o sorriso divertido do rosto.

— Você sabe o que tem que fazer para ter o Peter de volta, Annabeth.

— Luke... – May tentou repreendê-lo, mas o rapaz fingiu que a mulher nem existia.

— Case-se comigo por um ano, e depois desse tempo podemos combinar a guarda compartilhada dele.

— Você tem noção do quão cruel está sendo? – a loira questionou com lágrimas nos olhos. – Ele é a única família que me restou, e...

— Não seja tão dramática. Você ainda tem seus primos, tios e o seu avô. – o loiro resmungou sarcástico – E o Percy, não é mesmo? E você preferiu ele a seu filho, Annabeth. Por isso, não se faça de coitada.

— Isso é mentira! – a loira gritou ultrajada, e logo se arrependeu, visto que Peter ainda dormia.

— Mentira? Pelo que eu entendi, a única coisa, nesse caso pessoa, que te impede de passar um ano morando aqui é o Percy.

— Não, a única coisa que me impede é o ódio que eu sinto por você, e tudo que você me fez.

— Eu sei que o que fiz foi horrível, mas não estou pedindo que me ame novamente. – Luke engoliu em seco nesse momento - Só quero ter a chance de me redimir e fazer parte da vida do meu filho.

— Você acha que com essa proposta conseguirá alguma coisa? – a loira cruzou os braços e o olhou de cima.

— Sinceramente? Sim! – Luke debochou.

Annabeth respirou fundo, discutir não a levaria a lugar nenhum.

— Quais são os dias que posso vir visita-lo? – a Chase perguntou ríspida e a ideia de não vê-lo todos os dias a assustava .

A loira, sinceramente, esperava que a resposta fosse sempre que ela quisesse, mas com a condição de avisar antes, assim como ela tinha estabelecido com ele. A resposta, no entanto, a deixou desesperada.

— A cada quinze dias.

O coração de Annabeth se apertou e as lágrimas vieram à tona quase que imediatamente.

— Como?

— Suas visitas são a cada quinze dias. De preferência, aos finais de semana.

Antes que Annabeth soltasse os cachorros sobre Luke, a porta da sala de estar se abriu e por ela passou o seu maior pesadelo, visto que do ponto de vista da loira, Hermes Castellan era quem manipulava todo aquele inferno em sua vida.

— Ora, ora, ora! – o homem entrou com sua pose imponente de sempre, depositou uma maleta no sofá, e parou ao lado do filho – Veio aceitar a nossa proposta?

— Vocês são patéticos. – a loira resmungou e começou a andar em direção a saída.

Ao passar por eles, a mesma fez questão de esbarrar nos ombros dos dois, mas antes de sair se limitou a dizer:

— Peter é meu, e eu não vou desistir até tê-lo ao meu lado novamente. Vocês me ouviram?

Hermes riu e Luke a encarou, como se a desafiasse.

— Annabeth, precisamos conversar...

— Não temos o que conversar, May. – a loira já estava com a porta aberta – Nós sabemos o que eles querem, e se depender de mim... Bom, isso nunca vai acontecer!

Annabeth bateu a porta e rapidamente se encaminhou até o elevador, enquanto o esperava o coração da Chase se apertou e o fôlego lhe faltou. A saudade já se fazia presente, e antes que ela pudesse pensar no que estava fazendo, já tinha lágrimas abrindo caminho por suas bochechas, e aparentemente, o choro não pararia tão cedo.

O elevador não demorou muito, e quando menos esperava a garota já estava no hall de entrada do imponente prédio.

Sem ligar para os demais transeuntes e o que eles estariam pensando sobre as suas lágrimas, Annabeth caminhou para a rua, e rapidamente reconheceu o carro de Percy, este que estava no mesmo lugar em que ele havia estacionado antes dela subir.

De longe, ela o observou.

A garota notou rapidamente a aparência abatida do rapaz, assim como a dela e a de todos na casa dos Jackson.

Annabeth sabia que o mais velho estava abalado, pois querendo ou não ele amava Peter, talvez na mesma proporção que a Chase o fazia, e isso enchia o coração dela de amor. Saber que mesmo não sendo o pai do garoto ele o amava tanto quanto, ou mais, do que cargo exigia a fazia ter a certeza de que queria passar o resto de sua vida ao lado dele e de Peter. E o coração dela voltou a se apertar.

Annabeth passou a se aproximar do carro, e Percy não a notou de cara, até porque estava ocupado com uma ligação. Com calma e tentando secar algumas lágrimas, Annabeth abriu a porta do carona, e rapidamente escorregou para dentro do carro, fazendo com que Percy a notasse.

— Agradeço pela compreensão, até uma outra hora. – o rapaz logo se despediu de quem quer que fosse do outro lado da linha, e antes que Annabeth pudesse esboçar um sorriso, ou formular uma frase, os braços de Perseu já estavam ao seu redor, acalentando-a e fazendo com que as lágrimas jorrassem com ainda mais força.

— Foi horrível, Percy! – a loira resmungou contra o peito do rapaz, este que apenas continuou a acalentá-la.

Percy sentia-se como um nada naquele momento, saber que não podia fazer algo para mudar aquela situação estava acabando com ele, ainda mais sabendo que era um dos maiores empecilhos para que Annabeth obtivesse a guarda de Peter novamente. Aquilo o estava devastando por completo.

Depois de vários minutos, o choro da Chase passou a ser menor, e os braços de Percy logo a soltaram, mas a loira preferia que isso nunca tivesse acontecido, pois para o desespero dela o moreno falou:

— Nós precisamos conversar.

E assim, o coração da garota se apertou uma última vez, em um claro sinal de que nada de bom sairia daquela conversa.



Notas finais do capítulo

E depois de quase um ano - faltam três meses para isso - aqui estamos nós novamente com a pergunta:

E aí o que acharam?

O que será que o Percy quer conversar?

Como será que vai terminar essa conversa?

O Luke é um filho da puta: Sim ou Claro?

Choramos? Sim ou Com certeza?

Como será que isso vai acabar?

Respondam as perguntas acima no seu review.

Desde já, agradeço kkkk

E aí, pessoal, como estão?

Como já disse lá em cima, eu realmente espero que você estejam bem.

Como eu já expliquei para alguns leitores que me procuraram, o ano passado foi ano de vestibular para mim, e por isso não pude me dedicar a fic.

Sinto muitíssimo.

Não vou prometer que esse ano será diferente, pois nem eu sei o que acontecerá comigo esse ano, então, sem grandes cobranças. Combinado?

Se você ainda está lendo essa história, ou até mesmo essas nota finais, muito obrigada pelo carinho, consideração e paciência. Sei o quanto é difícil ter de esperar, mas é que realmente eu não tive tempo de me dedicar a história.

Não sei o que dizer, acho que estou um pouco enferrujada tanto aqui nas notas, quanto na história, por isso se quiserem me dar uns toques quanto a escrita ou o desenrolar da história, sinta-se à vontade.

Mais uma vez obrigada pela paciência e até o próximo capítulo, este que provavelmente sairá daqui duas semanas, no minimo, ou três, no máximo.

Beijos e até o próximo.

Caso alguém queira entrar no grupo:
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