The Choices Of Life... escrita por Natyh Chase Jackson


Capítulo 22
De Acordo?


Notas iniciais do capítulo

Oie, pessoal...
Tudo bem com vocês???
Eu espero que esteja tudo okay. E caso alguém queira saber comigo também está tudo bem.

Acredito eu que vocês perceberam que eu demorei um pouquinho dessa vez kkk Mas a verdade é que eu estava sem net há umas... Acho que duas semanas, e só ontem a minha mãe ameaçou ligar para o Procon ou foi para a Anatel, não lembro direito, e de repente, brotou um técnico da Vivo aqui em casa para resolver o problema. Incrível!

Além da falta de internet, na primeira semana da volta às aulas eu tive que ler o Livro Paradidático que eu tinha que ter lido nas férias, mas sabe como é que é, né... Mas eu li, e simplesmente me apaixonei por Capitães da Areia. Sério, é simplesmente INCRÍVEL, recomendo a leitura pois é maravilhoso, além de ser leitura obrigatória para muitos vestibulares. Sendo assim, não percam tempo e leiam. Combinado?

Nesse embalo de leitura na segunda semana de agosto eu li A Herdeira que é continuação da trilogia A Seleção e também é muito legal. Também recomendo.

E por último, nessa última semana que passou eu li Como Eu Era Antes De Você, e só para vocês terem uma noção, eu ainda estou me recuperando desse livro quem leu chore comigo, e quem não leu vá, porque é MARAVILHOSO.

Sendo assim, já que eu estou nesse ritmo louco de leitura vocês não estão a fim de me indicar algum livro???

Sintam-se a vontade para deixar a sua sugestão nos comentários e se você já leu algum desses livros comente para comentarmos juntos kkk

Gostaria de agradecer ao reviews que eu recebi no último capítulo. Vocês são simplesmente demais. De verdade. Responderei a todos, caso ainda esteja faltando algum.


E eu também gostaria de agradecer e dedicar esse capítulo à Sabidinha e Cabeça de Algas que recomendou a fic desde a última atualização. Muito obrigada mesmo pelo carinho e eu adorei a sua recomendação. De verdade.

Agora, eu vou parar de enrolar e deixar vocês com mais um capítulo.

Boa Leitura.



Um soco.

Essa foi a primeira coisa que Thalia desferiu contra Luke, assim que o loiro abriu a porta do apartamento.

Depois desse primeiro contato, um tapa e alguns pontapés se seguiram, e antes que a morena pudesse empurrá-lo, derrubá-lo e enchê-lo de socos, como seu irmão havia feito há algumas semanas atrás, Nico a agarrou pela cintura, tirando-a de perto do Castellan.

– Me larga, Di Ângelo. - a garota gritou enfurecida ao tentar chocar seus pés descalços contra as pernas do moreno, na vã tentativa de fazê-lo soltá-la. - Eu disse que mataria esse verme. E é isso o que eu vou fazer. – vociferou a menor com a raiva ainda borbulhando em seu sangue.

– Thalia, se acalma. - Nico pediu, enquanto lutava para mantê-la em seus braços.

Luke, obviamente, estava sem entender nada do que estava acontecendo à sua frente. Afinal, o porteiro o tinha avisado que Nico estava subindo e ao que tudo indicava sozinho, em nenhum momento a presença, da louca e desvairada, Thalia Grace fora anunciada. E mesmo se tivesse, a última coisa que o loiro esperava ao abrir a porta, era receber um soco. Ainda mais na sua casa.

– Ficou louca, garota? – Luke perguntou abismado, enquanto levava uma de suas mãos ao maxilar, local onde a morena acertara o primeiro golpe, e desde então doía como o inferno.

A garota tinha força.

– Você quem ficou louco, seu retardado. – Thalia gritou chacoalhando-se toda para sair do aperto de Nico. – Me larga, Di Ângelo. Ou vai sobrar para você também. – a Grace ameaçou ao parar por um segundo.

Ao perceber que a morena tinha parado de se remexer toda, Nico, quase, fora enganado, mas antes que fosse tarde demais, ele percebeu que ela tentaria fugir dos seus braços no segundo seguinte em que ele baixasse a guarda. Sendo assim, ao invés de afrouxar o seu aperto como a garota esperava que ele fizesse, ele o intensificou, fazendo-a bufar de raiva.

– Você me prometeu que iríamos conversar com ele primeiro. – Nico acusou com tom de repreensão e Thalia revirou os olhos para a fala do rapaz.

– Nunca vi ninguém conversar com vermes como ele antes de matá-los. – a Grace soltou ácida, o que fez Luke a olhar torto, e Nico a levar de volta para o corredor, trancando a porta logo em seguida.

Thalia quase ficou feliz ao ver que estava solta, mas ao perceber que estava do lado de fora do apartamento de May, a morena voltou a se irritar e com raiva perguntou sem a menor preocupação com os possíveis vizinhos:

– O que você pensa que está fazendo? – gritou ela descontrolada.

– Te controlando. – Nico respondeu com tom de obviedade, fazendo a Grace se estressar ainda mais.

– E, por acaso, eu tenho cara de animal para ser controlada? – a morena resmungou alto o suficiente para Luke e os vizinhos de cima ouvirem a sua reclamação. – Poupe-me, Nico. Agora saia da minha frente, para que eu possa terminar o que eu já devia ter feito há muito, muito tempo.

– Thalia...

– Cala a boca e me deixa passar. – a morena rosnou antes que ele terminasse o que ia dizer, fazendo Nico revirar os olhos e cruzar os braços, deixando bem claro que não sairia da porta até ela acalmar os ânimos.

Nunca, em toda a sua vida, Thalia se arrependera tanto de algo como naquele momento.

Ao encarar Nico na frente da porta do apartamento onde o Castellan se escondia como um covarde, a morena se arrependeu amargamente por ter ligado para o Di Ângelo, a fim de conseguir o paradeiro do loiro platinado. Em sua mente, a garota xingava-se de tudo quanto era nome, já que se tivesse conseguido o enderenço sozinha, era capaz de já estar desovando o corpo de Luke no Rio Hudson ou em uma vala qualquer da cidade, e não parada como uma retardada encarando Nico Di Ângelo.

– Eu só pedi a porra do endereço para você. E não que viesse aqui defender esse filho da puta do seu amiguinho. – a morena resmungou desgostosa, e Nico ergueu a sobrancelha desafiando-a.

O Di Ângelo sabia que estava brincando com fogo, e a qualquer momento Thalia explodiria de verdade, mas o moreno não podia deixar que ela fizesse uma besteira por causa da raiva. Afinal, ela poderia se arrepender, o que ele achava muito difícil, ou quem sabe, acabar piorando ainda mais a situação.

– Você me prometeu lá embaixo que conversaríamos antes da agressão. – Nico debochou e a garota revirou os olhos, resmungando pela sua falta de sorte.

A morena estava tão cega de ódio que nem viu Nico na portaria quando chegara ao prédio. Ela só queria subir e acabar com a raça do Castellan Júnior, mas assim que ele a viu estacionar o carro de qualquer jeito na área reservada para taxistas, Nico a agarrou pelo braço, exigindo que contasse o porquê de tanta raiva, e Thalia não teve como escapar.

Depois de xingar meio mundo e despejar o que Hermes tinha proposto a Annabeth, a morena explicou detalhadamente a tortura que faria com Luke e a forma que se livraria do corpo do rapaz, deixando Nico bem assustado com as atrocidades que saiam de sua boca.

Com medo do que ela poderia fazer com ele, e querendo tirar aquela história a limpo, Nico prometeu que a ajudaria subir, mas antes fez com que a morena prometesse que antes de qualquer pancadaria, haveria uma conversa, e depois de que tudo estivesse esclarecido, dependendo do resultado, ela poderia bater nele.

Na hora, Thalia prometeu que seguiria as regras de Nico, já que o moreno podia muito bem chamar um dos armários que se diziam seguranças, e estes pediriam que ela se retirasse do prédio, ou a arrastariam para fora, o que era bem mais provável de acontecer.

– Fica aqui perto do elevador, porque quando eu estiver subindo você entra comigo. Okay? – Nico perguntou depois de fazer com que ela prometesse mais três vezes.

Thalia assentiu animada com a ideia de que em poucos segundos, ela poderia bater no Luke Idiota Estúpido e Retardado Castellan, o cara mais babaca que já conhecera em toda a sua vida. Mas, infelizmente, a única coisa que Nico permitiu que ela fizesse, foi desferir alguns golpes bem fraquinhos no rapaz.

– Você não reparou que eu menti lá embaixo? – Thalia inquiriu com um falso tom de surpresa, fazendo com que Nico revirasse os olhos diante sua infantilidade.

– E você não reparou que pode piorar as coisas para a Annabeth? – o moreno a imitou debochadamente, fazendo com que dessa vez fosse a garota quem revirasse os olhos. – É realmente isso o que você quer? Fazer com que o Luke culpe a Annabeth por suas idiotices? Se você não sabe, o que você está cometendo é invasão de domicilio, já que ele não permitiu a sua entrada, além de que ele pode te denunciar por agressão. O que só acarretaria em processos desnecessários que prejudicariam a Annabeth, já que você é alguém do convívio dela e consequentemente do Peter. – Nico explicou como se o fizesse para uma criança de cinco anos de idade. – Você percebe o quão idiota é?

– Eu não sou idiota. – Thalia refutou com raiva, e Nico a olhou com escárnio.

– Então pare de agir como uma. – o rapaz retrucou, fazendo com que a crista de Thalia abaixasse definitivamente.

Depois de alguns segundos em silêncio, o Di Ângelo voltou a falar:

– Podemos entrar e ter uma conversa civilizada, ou você ainda prefere agir como uma louca?

Thalia nada respondeu, apenas assentiu com a cabeça enquanto arrumava sua postura, e esperava que o rapaz voltasse a abrir a porta. Deixando mais do que claro que dessa vez ela iria se comportar.

– Só avisando que se ele fingir não saber de nada, eu acabo com ele. – a morena murmurou para Nico, enquanto passava pelo mesmo – E eu estou pouco me lixando se ele pode, ou não, me processar.

O moreno assentiu com a cabeça, concordando com os termos da morena, e abriu a porta, permitindo que a mesma passasse.

Não foi uma completa surpresa para Nico abrir a porta e ver que Luke estava acompanhado. O moreno sabia que alguém apareceria, ainda mais depois de ouvir os gritos escandalosos de Thalia, e o moreno até sentiu-se aliviado por ser May a pessoa que aparecera, já que ele duvidava e muito que ela fosse a favor daquele absurdo que Thalia contara mais cedo. Se é que o que a morena contara fosse verdade.

– O que está acontecendo aqui? – a mais velha questionou abismada, enquanto analisava o maxilar de Luke, este que começava a ficar um tanto quanto avermelhado.

Thalia sorriu ao perceber a consequência de seu soco.

– Thalia? Nico? O que vocês estão fazendo aqui? – May voltou a questionar ainda mais confusa com a situação, e dessa vez Nico dirigiu-lhe um sorriso amarelo que dizia que explicaria o que estava acontecendo.

– Desculpe-me por entrar dessa forma em sua casa, Srª Cas... – Nico não sabia como chamá-la, já que ela estava separada de Hermes.

May vendo o embaraço do rapaz, sugeriu:

– Chame-me apenas de May. Pode ser?

Nico assentiu encabulado, enquanto agarrava a mão de Thalia, e fazia com que os seus corpos se sentassem de frente para Luke, este que fuzilou a morena de olhos azuis com toda a raiva que havia em si. Ele ainda não entendia o porquê do soco e da loucura da morena. Thalia não se fez de rogada e devolveu aos olhares do loiro, ameaçando-o em pensamento. E Nico ao reparar a troca de faíscas, fez o favor de apertar a mão de Thalia, chamando-a de volta para a realidade, e obviamente, repreendendo-a pela ação.

– Eu posso saber o que vocês estão fazendo aqui? E por que você está de pijama, Thalia? – May perguntou confusa, segundos depois de pedir um pouco de gelo para uma empregada.

– Eu... – Thalia olhou para as roupas que usava e quase se bateu mentalmente por ter se esquecido de trocá-las. – Bom...

Definitivamente, a morena não tinha a mínima ideia de como daria uma desculpa plausível para aquela situação. Já que não era a coisa mais comum do mundo, alguém invadir a sua casa, de pijama e socar seu filho.

– Eu precisava resolver algumas coisas urgentes com o seu filho. Acabei saindo de casa como uma louca. – Thalia explicou-se dando de ombro, e May sorriu amarelo, sem saber como agir ante a situação.

Um silêncio incômodo se instalou na sala, e só fora quebrado quando a empregada de May apareceu com uma bolsa de gelo e a entregou para a dona da casa. May colocou a bolsa no maxilar de Luke, e o mesmo fez uma careta ao sentir o local latejar.

Depois de mais alguns segundos em silêncio, o loiro tomou a iniciativa de falar alguma coisa ao perguntar:

– Posso saber o motivo da agressão?

– É verdade! – May exclamou ao se lembrar que seu filho tinha apanhado – Nico, por que você bateu no Luke? O que ele fez?

– Como assim, o que eu fiz? - antes que o Di Ângelo tivesse a chance de responder, Luke interrompeu ultrajado. – Eu estava em casa, sem fazer nada a ninguém, nem mesmo a uma mosca e quando abro a porta recebo um soco. A culpa não foi minha.

May revirou os olhos, mas não retrucou.

Antes que Nico pudesse se defender alegando que não tinha sido ele quem batera em Luke, Thalia tomara a dianteira:

– Na verdade, quem bateu no Luke fui eu, May.

A ex- Castellan abriu a boca abismada. A mulher sabia que Thalia era explosiva e tudo mais, todavia, não sabia que a morena era capaz de algo tão primitivo quanto aquilo.

– Com que direito você vem a minha casa e bate no meu filho desse jeito? – por ser mãe, May não aceitou nem um pouco bem a situação.

Claro que Thalia sentiu-se ultrajada como o tom que May usara consigo, mas a morena ainda tinha a certeza de que estava certa naquele caso, por isso logo retrucou:

– Eu venho aqui com o mesmo direito que Hermes, o digníssimo pai do seu digníssimo filho, foi até a Annabeth e a ameaçou, dizendo que tiraria dela a guarda de Peter e fecharia a empresa de sua família caso ela não aceitasse se casar com o santo do seu filho. Agora se eu estiver errada por tentar punir o verdadeiro culpado por essa situação para lá de bizarra, a senhora me desculpe, mas não pedirei perdão a ele. Aliás, ele merecia muito mais do que eu acertei.

A dona da casa não sabia o que falar.

– Hermes fez o quê?

– Ameaçou, chantageou, manipulou, intimidou... Enfim, há inúmeras formas de chamar o que Hermes fez para a Annabeth, mas em suma, ele disse que se ela não se cassasse com o idiota do seu filho em um mês, ele mesmo tomaria conta de fazer da vida dela um inferno. – Thalia contou com o tom mais cínico existente na face da Terra, já que Luke fingia-se de abismado, assim como sua mãe, sinceramente, aparentava estar.

– E o que isso tem a ver comigo? – o loiro perguntou com desconfiança, e Thalia revirou os olhos ante a deplorável tentativa do rapaz em se passar por inocente.

– Por acaso, está escrito idiota na minha testa? – Thalia questionou fechando as mãos em punho, e se preparando para voar em cima do rapaz, caso ele continuasse a tentar sustentar a imagem de bom moço, coisa que ele, definitivamente, não era.

– Thalia! – Nico resolveu intervir antes que a morena pulasse em Luke.

– Não, Nico! Nem tenta me parar. – a morena chacoalhou o braço que o moreno pegara por precaução e se soltara do aperto preventivo – Ele está achando que eu, ou melhor, que nós somos idiotas. – a Grace esbravejou indignada com a calma de Nico.

– Ele não disse isso. – o Di Ângelo tentava apaziguar a situação da melhor forma possível, já que ele sabia que Luke só abriria a boca caso fosse tratado sem acusações. Normalmente, é dessa forma que se deve agir em tribunal, e Nico estava estudando para isso. A melhor forma de fazê-lo colaborar era cercá-lo por todos os lados. – Deixe-me falar agora. Tudo bem?

– Mas...

– Por favor. – o moreno insistiu, fazendo com que a Grace se emburrasse e cruzasse os braços, esperando que ele fizesse a sua mágica.

May ainda estava atônita com a revelação de Thalia, pois apesar de ter errado com Annabeth, a mulher desconfiava, que Luke jamais seria capaz de fazer algo que a magoasse, ainda mais em um nível como Thalia contara.

– Luke? – a mulher chamou apreensiva, e o loiro logo congelou em seu lugar ao perceber o tom usado por sua mãe. Era algo semelhante a incerteza e a decepção. Tudo misturado. – O que você tem a me dizer sobre isso? – May questionou olhando-o nos olhos.

– Mãe, eu não tenho nada...

– Luke, não minta. – Nico pediu com a voz autoritária, e que não dava margens para brincadeiras.

O Castellan mais novo sabia que mais cedo ou mais tarde, alguém apareceria em sua casa atrás de satisfações. O rapaz até mesmo já estava preparado para receber um Percy furioso, ou até mesmo uma Annabeth raivosa. No entanto, a última pessoa que ele esperava que tomasse as dores da Chase era Nico, até porque, ele também era seu amigo.

– Nico, eu não sabia disso. Eu juro.

– Até parece. É você quem está sendo obrigado a se casar com a Annabeth. Como você não sabia disso? – Thalia resolveu se meter mais uma vez, indignada com as mentiras do rapaz. – É até mesmo capaz, de ter sido você a mente podre por trás desse plano medíocre.

May escondeu seu rosto entre suas mãos, sem saber aonde enfiar-se diante tanta vergonha. Afinal, ela não tinha criado seu filho para aquilo. Ela o tinha criado para ser um homem de bem, não alguém que usava de todas as artimanhas para conseguir aquilo que queria.

– Luke Castellan, conte a verdade agora, ou nunca mais me chame de mãe. Já que eu não criei um filho para...

– Mentir? Enganar? Ameaçar? Ser um idiota? Foi mal, May... Mas acho que você não conseguiu. – Thalia murmurou debochada, e a mais velha olhou-a decepcionada consigo mesma.

Luke fuzilou Thalia com o olhar, e quando voltou a dar atenção a sua mãe, pode perceber o quão decepcionada ela estava consigo.

– Primeiro, eu descubro que tenho um neto, este que você e seu pai tentaram matar antes mesmo de nascer, depois descubro que você abandonou a mãe de seu filho e o seu filho a esmo, quando eles não tinham ninguém que os defendessem e agora eu descubro que você os está ameaçando. O que você tem na cabeça, Luke? – May perguntou chocada, e quando a resposta não veio pressionou – Hein?! Me fala. O que é que você tem na cabeça?

O Castellan não tinha a mínima ideia do que falar naquele momento, o rapaz estava para lá de perdido, já que o confronto que imaginara para aquele assunto, não envolvia sua mãe, extrema e claramente, decepcionada com ele.

– Eu... Eu só quero ter uma nova chance com a Annabeth e como o meu filho. – o rapaz respondeu hesitante, como se não soubesse se aquela era, ou não, a resposta certa para a pergunta de sua mãe.

– E para isso você resolve amedrontar a garota? Isso foi o que eu te ensinei? – May retrucou levantando-se raivosa.

– Eu não estou amedrontando-a... Eu só estou dando algumas opções para ela. – Luke responder dando de ombros, fazendo com que May o olhasse abismada.

– Opções? – a mulher perguntou cínica, e o rapaz deu de ombros, não sabendo o que responder – Opção seria, se você propusesse um acordo para a guarda de Peter. Opção seria, se você tentasse recomeçar, como amigo, dela. Opção seria, se você mostrasse que realmente está arrependido, que realmente mudara.

– Mas essa é a questão, mãe. Eu não quero ser só um amigo. Será que você não entende? Eu a amo. De verdade. - Luke retrucou elevando seu tom de voz e levantando-se do sofá.

– Mas ela não te ama mais. Aceita que dói menos. – Thalia debochou transbordando sarcasmo, e Luke a olhou feio.

– Cala a boca! – o rapaz berrou, estressado com as alfinetadas na morena.

Thalia sorriu satisfeita por estar conseguindo tirá-lo do sério. E para provar que ela sabia enlouquecê-lo como ninguém, soltou sem papas na língua:

– Ela ama o Percy. O Peter ama o Percy. Não há nada que você possa fazer para mudar isso.

– Luke! – May gritou abismada, quando viu seu filho praticamente voar em direção a Thalia, pronto para bater na mesma, coisa que de fato aconteceria, se Nico não tivesse entrado na frente.

– Você não vai bater nela. – o moreno de olhos negros como a noite murmurou cauteloso, enquanto segurava o punho de Luke no ar.

– Você ficou louco? – May perguntou assustada com a atitude de seu filho.

– Você é um covarde! – Thalia acusou de forma abusada. E só o fez, pois sabia que Nico não permitiria que o Castellan relasse um dedo nela, mas se não fosse por isso, a morena, com certeza, estaria encolhida no chão, com medo do que Luke poderia fazer.

O filho de Hermes bufava de ódio, suas narinas estavam dilatadas de raiva e as palavras de Thalia ainda retumbavam em sua cabeça, fazendo-o ficar ainda mais nervoso. O loiro queria fazer com que ela se arrependesse de dizer aquelas mentiras, mas ele sabia que não era possível, já que não eram mentiras. Tudo o que ela dissera era a mais pura e simples verdade.

Annabeth amava o Percy, e o contrário também era verdade.

Mas para Luke, ela ainda sentia alguma coisa por ele, algum sentimento escondido por tudo que acontecera, soterrado abaixo das camadas de decepção, algo que ainda fizesse o coração da garota bater um pouco mais forte em sua presença. Algo que fizesse com que ele sonhasse com o seu final feliz, ao lado da mulher e do filho que tanto amava.

Ele não podia, e não ia desistir dos dois. Ele iria até o final com aquela história.

– Você é uma idiota, Thalia. – o loiro acusou por cima do ombro de Nico, fazendo com que a morena se encolhesse minimamente. – É mentira! Tudo o que você disse.

– Você sabe que não é. Todo mundo sabe. – a Grace retrucou antes que ele tomasse fôlego para mais uma acusação.

– Não, não é. E eu vou provar para todos vocês. A Annabeth me ama, e quando ela se casar comigo todo mundo irá ver.

– Ela não vai se casar com você, seu... Seu cretino!

– Thalia! – May a repreendeu, ao agarrar Luke pelo braço, afastando-o de Nico e consequentemente da morena.

Com o olhar, a ex-Castellan pediu que Nico controlasse Thalia, já que ela tentaria fazer o mesmo com Luke. O Di Ângelo entendendo perfeitamente o recado da mais velha, segurou a morena pelo pulso e fez com que ela se sentasse novamente no sofá, e em um pedido quase mudo, disse:

– Deixa que eu resolvo daqui para frente. Por favor.

– Não...

– Eu não quero que você se machuque, Thals. – o moreno apelou, olhando-a nos olhos e, de algum modo muito estranho, fazendo-a entender de uma vez por todas que as coisas poderiam ficar piores do que já estavam.

– Okay! – a morena concordou, meio que a contragosto, mas concordou.

Enquanto isso, May tentava acalmar Luke, este que batia um pé ritma e incansavelmente, o que mostrava o quão nervoso ele estava.

– Meu amor, vamos conversar? – a mulher perguntou com a voz mais doce possível.

Luke a olhou nos olhos e negou com a cabeça, enquanto falava:

– Eu sei que a senhora vai tentar me convencer a desistir, mas eu não vou. – o loiro estava decidido, e não aparentava estar inclinado a mudar de opinião – A Annabeth vai se casar comigo, ou eu vou fazer da vida dela um inferno. Simples assim.

– Luke, meu filho, este não é você. – May murmurou assustada com a semelhança entre Luke e Hermes, já que que aquela fala era algo que o Castellan mais velho diria sem hesitar, e não o seu filho. Não o seu Luke.

– Eu só estou correndo atrás do que eu quero. A senhora sempre me ensinou a perseguir os meus sonhos...

– Mas não desse jeito. – May o interrompeu chocada. – Um casamento baseado na ameaça, ou qualquer outra coisa que não seja o amor, não tem futuro, Luke. Isso não vai dar certo.

– Só porque a senhora não soube manter o seu casamento, não quer dizer que eu também não saiba.

May o olhou abismada por longos segundos, enquanto Luke assistia os olhos azuis e mansos de sua mãe se encherem de lágrimas. Somente depois de ver a decepção dançar pelo olhar da mais velha foi que o Castellan percebeu o teor de suas palavras e o quanto elas poderiam machucar.

– Mãe, eu... Eu não quis dizer isso. Eu...– o rapaz não tinha a mínima ideia de como se desculpar, e não foi preciso, já que May não queria ouvi-lo, pelo menos não naquele momento.

Depois de levantar uma mão, em um mudo pedido de silêncio, May se afastou de Luke, enquanto enxugava algumas lágrimas teimosas que desceram por seu rosto sem a sua permissão.

Thalia e Nico estavam em silêncio há um bom tempo, e viram a mancada que Luke dera ao mencionar o fracassado casamento de sua mãe. Nico, percebendo que a situação tinha pesado, decidiu se intrometer e entender de uma vez por todas qual era a da ameaça de Hermes.

– Luke, será que você poderia me explicar o porquê de tudo isso? – o Di Ângelo perguntou de forma descontraída, atraindo a atenção do loiro para si, tirando-a de uma May chorosa que se encontrava em um dos cantos da sala de estar.

– Eu sei que a Annabeth ainda sente alguma coisa por mim. – Luke iniciou ao mesmo tempo em que Thalia abria a boca para desmenti-lo, mas antes que algum som saísse de sua boca, Nico apertou sua mão repreendendo-a – E ela só vai perceber isso quando se afastar do Percy e de todo mundo que acha que os dois se amam. – e com essa última fala o loiro olhou diretamente para Thalia, esta que revirou os olhos diante a baboseira que entrava por seus ouvidos.

– E casar-se contra a vontade dela é a melhor forma de fazê-la perceber isso? – Nico perguntou retórico, e um tanto quanto confuso.

– É a única forma de afastá-la definitivamente daquele idiota. – Luke respondeu rapidamente. – Sem contar, que a criação do Peter será mil vezes melhor se for ao lado dos pais dele e não de um estranho. – Luke resmungou como se tivesse decorado todos aqueles motivos.

– Engraçado, esse tal estranho segurou Peter mais vezes do que o próprio pai. ­– Thalia alfinetou, e Luke a fuzilou com o olhar.

Antes que o comentário fora de hora de Thalia se transformasse em uma briga, Nico falou:

– Você não acha que se a Annabeth realmente sentisse algo forte por você ela não teria ficado sozinha durante todo esse tempo? Não faz sentido. Entende?

Dessa vez Luke desejou matar Nico com os olhos, ao invés de Thalia.

– Ela estava grávida e sozinha...

– Porque você a deixou sozinha. – a Grace resmungou com raiva daquele discurso nojento que Luke estava fazendo.

– É claro que alguém poderia se aproveitar da situação. Como eu tenho certeza de que Percy fez, se mostrando um bom moço, prestativo, um ombro amigo para quando ela precisasse. É óbvio que isso a confundiria. – Luke continuou a despejar seus motivos, sem ao menos se abalar com a acusação de Thalia.

– Então, você acredita que fazendo-a se casar com você, ela perceberá que ainda te ama? – Nico confirmou, e Luke assentiu sem pestanejar.

Nico soltou um sorriso convencido diante a resposta de Luke, nem mesmo o moreno estava acreditando no que ouvia. Já Thalia estava a um ponto de soltar uma sonora gargalhada, pois achava toda aquela cena uma grande palhaçada. O simples pensamento de uma Annabeth ainda apaixonada por Luke era o suficiente para fazer com que a Grace risse por anos. Sendo assim, aquele discurso todo seria capaz de fazê-la rir por éons e éons. Sem parar.

– Mas e se ela não te amar mais? Você manterá ela em um casamento infeliz? – Nico supôs, fazendo com que Luke pensasse. – Os dois estariam fadados a ser infelizes.

– Eu tenho certeza de que ela ainda...

– Mas e se não amar? Nico insistiu e garantiu na sequência – Não estou falando que ela não ame. Da mesma forma que existe o sim, também existe o não. E você precisa pensar nas duas possibilidades.

De repente, o silêncio se instaurou na sala de estar, e May, que antes analisava tudo em silêncio, saiu do cômodo ainda muito magoada com as palavras de Luke.

Thalia que apenas observava a conversa que Nico estabelecia com o Castellan, apertou um pouco mais forte a mão do moreno, chamando a atenção dele para si, e a base de murmúrios, perguntou:

– O que você está querendo com esse lenga-lengua todo?

– Eu quero fazer com que ele perceba que essa ideia é idiotice. – Nico respondeu da mesma forma, e a morena assentiu, mesmo não sabendo como aquela conversa faria com que Luke mudasse de ideia.

Enquanto Thalia e Nico trocavam cochichos confidentes, Luke pensava nas palavras do mais novo, estas que o faziam imaginar milhões de possibilidades para o plano que seu pai lhe dera como solução de seus problemas.

Até aquele momento, o Castellan mais novo só tinha pensado até o momento em que Annabeth aceitava se casar com ele, o que viria logo depois do sim ainda não estava determinado com exatidão em sua cabeça.

É claro, que ele torcia para que Annabeth ainda o amasse e que durante os primeiros meses de casados, percebesse que o que tinham não era algo para se jogar fora, algo que ele fizera na primeira oportunidade que teve. E caso ela ainda o amasse, com certeza viveriam uma vida feliz juntos.

O rapaz até já conseguia se imaginar acordando com ela ao seu lado todos os dias, no quarto principal de uma enorme casa, onde Peter e talvez mais duas crianças entrariam correndo e gritando pelo papai; eles também teriam um cachorro, este que brincaria com as crianças, enquanto Annabeth e ele admiravam o ótimo trabalho que tinham feito ao tê-los. E, obviamente, todos viveriam felizes para sempre. Como em um verdadeiro conto de fadas.

A vida, entretanto, não era um conto e muito menos de fadas. E ao pensar positivamente sobre o rumo que aquela ameaça poderia levar, fora inevitável não pensar no outro lado da moeda. E se ela nunca mais voltasse a amá-lo? E se...?

De repente, a casa de três andares, piscina e um grande jardim para as crianças perdeu a cor, a felicidade que a imagem trazia se esvaíra por completo, e já era possível ver um Peter revoltado, xingando Luke por ser um péssimo pai e marido, jogando em sua cara que Percy com certeza teria sido muito melhor do que ele. Os outros filhos que imaginava ter com Annabeth, se escondiam como se fossem um erro indesejado, e Annabeth, aquela com quem ele imaginara acordar todos os dias de sua vida, não conseguia olhá-lo nos olhos, já que a tristeza emanava de seu corpo como um lembrete do quão infeliz era por estar casada com ele.

Luke chacoalhou a cabeça rapidamente, querendo se livrar o mais rápido possível daquela imagem.

A Annabeth ainda me ama!

O loiro gritou dentro de sua cabeça, querendo que seu corpo e sua mente voltassem a se fantasiar com as imagens de uma família unida e feliz que só existia em sua cabeça. Ele precisava acreditar que estava fazendo o certo.

– Luke, pense bem. – Nico reiniciou ao perceber que algo incomodava o Castellan – Você e a Annie são novos, podem encontrar amores novos. – o Di Ângelo queria fazer com que ele entendesse que era hora de seguir em frente e deixar o passado para trás.

– Eu não preciso de um novo amor. – Luke rosnou ante a possibilidade.

– Não estou dizendo que você precise, meu amigo. Eu só quero deixá-lo ciente de que a Annabeth não é a única mulher do mundo. – o moreno disse mantendo a calma, pois se ele explodisse, perderia totalmente o controle da situação – Você ainda pode encontrar alguém cujo o passado não é tão difícil quanto o dela, ou que não tenha nenhum tipo de rancor contra você.

Antes que Luke pudesse respondê-lo de forma malcriada, a maçaneta se mexeu e a porta se abriu no segundo seguinte, permitindo assim que Hermes entrasse em casa.

– Vejam só se não é o Idiota Mor? – Thalia o saudou com sarcasmo, e Hermes ergueu a sobrancelha em desafio ao vê-la em sua sala de estar.

– Posso saber o que a senhorita está fazendo aqui? – o velho italiano perguntou enquanto fechava a porta, e antes que Thalia jogasse algumas verdade em sua cara, o homem complementou – Ainda mais nesses trajes deploráveis. Sua mãe não te ensinou que pijama se usa para dormir?

Toda a vontade de brigar que habitava Thalia naquele momento se esvaiu com extrema rapidez, enquanto a morena se xingava, mais uma vez, por não ter trocado de roupa. Agora nada do que ela dissesse seria levado a sério por Hermes, o máximo que ele faria seria rir da garota e tal constatação a frustrou em níveis alarmantes.

Mas como estamos falando de Thalia Grace, é óbvio que a morena fingiu não se abater com as palavras do mais velho, e logo vestiu uma máscara de indiferença ao devolver no mesmo tom sarcástico:

– E a sua não te ensinou a aceitar um não? – antes que Hermes pudesse retrucar a garota emendou – Se ensinou, ela deve estar se retorcendo no caixão vendo o grande desgraçado que você é.

Nico até teria rido das diversas cores que tomaram conta do rosto de Hermes ante aquela resposta de Thalia, mas o moreno se segurou pois sabia que aquela vermelhidão exacerbada não era de vergonha, mas sim de raiva.

– Quem você acha que é para vir a minha casa e me dizer uma coisa dessa? – o Castellan mais velho perguntou espumando de raiva, e Thalia riu debochada, sabendo que estava tirando-o do sério.

– Com certeza, alguém mil vezes melhor do que você.

– Sua...

– Pai! – Luke interrompeu a fala do Castellan mais velho em tom de advertência.

Hermes segurou a língua entre os dentes, e não disse o que tinha em mente, mas ainda sim provocou:

– Realmente, eu sou superior demais para brigar com uma adolescente revoltada com a vida.

– Eu não estou revoltada com a vida não, meu senhor. É só com você mesmo, que não é homem suficiente para conseguir o que quer, e para fazê-lo ameaça as pessoas da forma mais imunda que existe.

– Ah... Agora entendi o que você está querendo aqui. – Hermes soltou uma risada feliz, e depois de deixar sua pasta em uma das poltronas, se voltou para Thalia – Sua amiguinha já foi chorar no seu ombro?

– Você é mesmo um grande filho da puta, não é mesmo? – a Grace questionou com raiva, e Hermes a repreendeu com o olhar.

– Thalia! – Nico murmurou alarmado, com medo do que Hermes poderia fazer com ela.

– O que é? Só estou falando a verdade. – a morena se defendeu ao cruzar os braços indignada.

Antes que Hermes pudesse retrucar, ou até mesmo ligar para a portaria e solicitar a presença dos seguranças em seu apartamento, Luke disse chamando a atenção para si:

– Pai – o mais velho se voltou para ele com um quê de dúvida em seu semblante – Precisamos conversar. A sós.

May, que até então escutava tudo da sala anteposta a de estar, entrou no cômodo e se auto convidou a participar da pequena reunião que haveria entre pai e filho.

– Precisamos esclarecer muitas coisas, Hermes. – a mulher murmurou de forma calma e um tanto quanto fria, o que fez seu ex-marido ficar atento.

– Se querem conversar... – o homem deu de ombros como se não tivesse nada contra – Vamos ao escritório. – o mais velho disse e logo tomou a dianteira, indo em direção ao cômodo mencionado.

Luke mandou um último olhar indecifrável na direção de Thalia e Nico, enquanto arrastava seus pés até o escritório de sua mãe.

– O que será que ele quer conversar? – a morena de olhos azuis perguntou em um sussurro, e Nico deu de ombros, já que não tinha a mínima ideia do que se passava na cabeça do Castellan mais novo.

– Eu só espero que ele desista dessa maldita ideia.

...

Já tinha se passado mais de meia hora desde que a família Castellan em peso entrara no escritório e, Thalia e Nico, não tinham a mínima noção do que estava acontecendo lá dentro. Tal situação estava deixando-o apreensivo, enquanto ela só faltava derrubar a porta do cômodo e exigir explicações.

– Será que ainda vai demorar muito? - a morena questionou, e Nico revirou os olhos, já que era a décima vez que a garota fazia a mesma pergunta.

– Eu não sei, Thalia. – o rapaz resmungou em forma de resposta, fazendo-a bufar descontente.

– Eu duvido que todo aquele seu lengua-lengua tenha feito com que ele mudasse de ideia. – a morena resmungou a fim de irritá-lo.

– E eu duvido ainda mais que uma surra sua teria feito com que ele mudasse de opinião. – o moreno retrucou sem culpa.

– Eu já aposto que com mais alguns socos e um chute no meio das pernas, ele já teria desistido dessa palhaçada.

– Até parece. – Nico soltou debochado e Thalia o desafiou com o olhar.

– Quer que eu te mostre o quanto esses truques podem ser convincentes?

– Passo. – o rapaz negou, enquanto tentava pensar em algo que tirasse os olhos eletrizantes da garota de si.

Antes que alguma ideia mirabolante surgisse na cabeça do moreno, a porta do escritório fora aberta com força, batendo em uma parede em seguida, e fazendo com que o barulho da colisão se propagasse como um trovão pelo apartamento.

– Só para deixar claro: Se ele não desistir dessa ideia ridícula, eu acabo com ele. – Thalia murmurou para Nico, ao se lembrar do acordo de conversa primeiro e pancadaria depois.

– Você quem sabe.

– Eu espero que você saiba o que está fazendo, Luke. – Hermes disse com sua voz trovejando de raiva.

– Meu filho, por favor, desista dessa ideia. – May pediu com um tom de voz mais manso.

– Eu vou fazer o que eu acho certo e ponto. – Luke resmungou ao alcançar a sala de estar.

Assim que a família Castellan entrou no cômodo, Thalia e Nico trocaram um olhar apreensivo e se voltaram para Luke, este que aparentava estar transtornado, não tanto quanto Hermes, mas ainda sim transtornado.

– E então? – Nico resolveu iniciar a conversa, quando um silêncio para lá de incômodo tomou conta da sala.

Luke respirou fundo umas três vezes antes de respondê-lo

– É o seguinte, eu tenho um novo acordo para propor a Annabeth.

O loiro iniciou o monólogo que ensaiara desde que saíra do escritório, o que não tinha muito tempo, mas antes que ele pudesse concluí-lo, Thalia o interrompeu com um grito:

– Como é que é? Você não vai desistir dessa porcaria de ameaça?

– Thalia! – Nico a repreendeu de forma severa, já que queria saber até onde Luke iria.

– Mas...

– Sem mas. – o moreno resmungou de forma firme, e logo voltou a ceder a voz à Luke – Pode continuar, por favor.

– Como eu ia dizendo... – e com essa pequena indireta, o Castellan direcionou um olhar de advertência a Thalia, como se a desafiasse a falar – Há quanto tempo a Annabeth e o Percy estão juntos?

– O que isso tem a ver... – Thalia iniciou, mas Nico fora mais rápido e respondera ao mesmo tempo.

– Vai fazer um ano que eles estão namorando.

– Como eu previ, Percy teve cerca de um ano para conquistar, ou melhor, iludir a Annabeth. Eu quero ter o mesmo tempo para provar que ela ainda sente algo por mim.

Nico analisou as palavras de Luke com cautela, e quando entendeu o teor delas, questionou:

– Você está me dizendo que quer ficar com a Annabeth por um ano? É isso?

– Exatamente. Se depois de um ano casados ela não sentir mais nada por mim, eu assino o divórcio sem problemas, mas se depois de um ano ela ainda sentir algo por mim, ficaremos juntos.

– Você é louco! – Thalia resmungou ultrajada com o novo acordo.

– E quanto a empresa e a guarda de Peter?

Nico como um bom futuro advogado, pensava nas melhores, e nas piores, possibilidades que aquele acordo trazia para Annabeth, esta que parecia mais uma de suas clientes.

– Se ela cumprir um ano como estou pedindo, meu pai devolverá três por cento das ações que ele tem na Olympus Arquitetura C.O e ela voltará a ser a sócia majoritária. – Luke respondeu solicito, enquanto seu pai bufava desgostoso, já que se seu filho não aceitasse se casar de nada adiantaria todo o seu esforço.

– É claro que a parceria entre a Costruzione Castellan e a Olympus Arquitetura C.O terá de ser mantida. – Hermes ressaltou ainda que contrariado com a situação.

– E quanto a guarda de Peter? – Nico perguntou cauteloso.

– Teríamos que entrar em um acordo. Sendo que eu prefiro a guarda compartilhada.

– Eu não acredito no que eu estou ouvindo. – Thalia murmurou ao passar a mão na testa completamente impaciente.

– E então, estamos de acordo? – Luke perguntou estendendo a mão e a última coisa que o loiro viu foi uma Thalia furiosa voar na sua direção.



Notas finais do capítulo

E então, pessoal, o que acharam? Sejam sinceros. Combinado?

— O que você fariam se fosse a Annabeth? De verdade.
— Digam o que você acharam do capítulo, e o que faltou.

Deixem os seus palpites, as suas frustrações... Enfim apareçam e é claro aguardem os próximo capítulos, porque a coisa só está começando kkk

Beijos e até o próximo capítulo, ou quem sabe, até o review.

P.S: Caso queiram entrar em contato comigo, bom, eu fiz o grupo no Facebook, é só entrar lá e falar comigo.

Aqui está o link:

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P.S.2: Caso tenha algum erro muito grave, me avisem. Ou até mesmo um pequeno.

P.S.3: Arrumei um erro de sequência que tinha no capítulo anterior.

P.S.4: NÃO ESQUEÇAM DE ME INDICAR LIVROS. POR GENTILEZA.