A Nossa História de Amor escrita por Manu Pontes


Capítulo 20
Capítulo 20


Notas iniciais do capítulo

Eu apareci como prometido.. No tempo que eu marquei com vocês.. ^^
Pelo menos isso, não é? shuashua.. XD Claro, minhas provas no técnico acabaram na sexta-feira!
Mas em fim, boa leitura! ^^
E MUITO OBRIGADA AOS ONZE COMENTÁRIOS DO CAPITULO 17! *feliz*
EU SABIA QUE PODERIA CONTAR COM VOCÊS.. ;D



Capitulo 18 – Um Novo Começo..

Era irradiante o sorriso que se largueia nos lábios delicados da menina, em um abraço forte ela ria enquanto exclamava em pleno fôlego a melhor “decisão” que uma criança poderia ter.

- Sim, sim. Sim! – gritava, abraçando o loiro de maneira tão doce. Quantas informações num dia só aquela “família” conseguia arranjar.

A menina não poderia estar mais feliz, conhecera a figura que mais sonhara conhecer, ter a mãe ao seu lado diariamente. Não que nunca tivesse sido feliz, oh, ela sempre se sentira bem ao lado de Hiashi. Ele a criara com muito carinho, e a presença das irmãs, mesmo não tão regular desde que elas se mudaram para New York, ainda assim elas sempre tiveram um papel importante. Neji também era um primo querido, com os outros ele era um pouco sério, algo a seu ver que ela não entendia muito bem, lembrara-se dele lhe explicando que agia assim para que as pessoas o respeitassem, pois era difícil acreditarem nele por ser ‘novo’ nos negócios. Ainda tinha a tia Kenia, a mulher que cuidava dela como uma neta. Sentia saudades dela que não viera morar em New York, continuando na Mansão Hyuuga junto com seu marido e filhos.

Mesmo com uma família tão linda e querida, ainda existia um lugar vago, algo que mesmo sem explicação ela sentia ser preenchido somente com a presença de Hinata. A primogênita de Hiashi sempre lhe despertara um carinho inexplicável aos olhos de terceiros. Sempre unidas, era muito difícil vê-la ter que partir a cada visita mensal ou quinzena que ela fazia a bela casa de Boston. Porém desde que viera morar com Hinata e Hana, sua vida que tivera uma mudança significativa para qualquer criança no auge de seus sete anos, até que estava sendo uma boa vida. Via as Hyuuga diariamente, tinha todo o carinho dos tios e tias que adquirira. Mas em especial podia estar na presença e amor constante de Hinata e de Naruto. Oh! As saudades de Hiashi eram, às vezes, tão grandes para o seu coraçãozinho infantil, que somente eram amenizadas pelo loiro. Pois era assim que sua figura era vista desde que o conhecê-lo, desde Boston e suas visitas em segredo de Hinata. Claro, para o segredo havia explicação, Naruto não queria entrar em atrito novamente com a morena, porém amava demais aquela família que o conquistara para se submeter à espera de uma reconciliação com Hinata, que sempre fora uma certeza de um futuro próximo.

Naruto também não se aguentava de felicidade. Queria gritar que agora tinha uma filha, de modo mais oficial. Pois aquela pequenina sempre tivera um carinho, um lugar especial em seu coração. Um coração que palpitava paternidade por aquele anjinho Hyuuga.

- Mamãe eu agora também tenho um pai. – a menina exclamou encarando Hinata com um lindo e largo sorriso. - Quer dizer, um novo pai! – ela concluiu com um risinho agarrada ao pescoço do Uzumaki. Hinata suspirou com pesar, vendo os dois risonhos e abraçados, aquilo tudo estava ultrapassando todos os limites. Como Naruto poderia propor aquilo a sua filha?

- Yurika, por favor, querida, você pode ir para o ser quarto por alguns minutos? – pediu com uma voz doce, muito calma. Se esforçando para escolher as palavras certas, para não confundir ainda mais a cabecinha da pequena. - Eu preciso conversar com o Naruto.

- Mas...? – a menina quis retrucar, ansiando permanecer na presença daquele casal, seus pais, uma família que ela conquistara em uma única noite. Uma família em que ela ansiava há tanto tempo estar.

- Vá, Yu. – o loiro pediu ainda com um sorriso. - Eu também preciso conversar com sua mãe. – concordou o loiro, acalmando a menina. Pelo visto Hinata não reagira tão bem quanto como o esperado por ele, era nítido o nervosismo em seu olhar. Mas isso também já era previsto.

- Mas pai...?! Hunf! Conversa de adulto, ok, só não briguem, sim? – se estivessem numa situação menos tensa, o pequeno e preocupante sermão da pequenina os faria rir com a ingenuidade da mesma.

- Claro, filha. – não havia como descrever o orgulho que sentia em chamá-la de filha. – Boa Noite, princesinha. – disse depositando um beijo na testa da menina que sorriu. Definitivamente era ótimo ter um pai.

- Boa noite pai. – caminhou até a outra Hyuuga. – Boa noite mamãe. – disse abraçando-a, recebendo um beijo nos cabelos.

- Boa Noite, meu anjo. – disse a Hyuuga mais velha, sorrindo boba de como aquela menina podia ser tão incrível. Sua filha era a pessoa mais importante para si, que alguém lá do céu poderia ter lhe presenteado depois de tanta tristeza. Assim que notaram que Yurika já estava devidamente instalada em seu quarto, o semblante doce da face de Hinata se transformou, passando a uma fisionomia nervosa, até mesmo indignada.

- O que você pensa que está fazendo? – indagou, logo na primeira frase, e já sentia uma inquietação dentro de si. Não podia perder o controle, mas estava insurrecionada quando a atitude do Uzumaki.

Naruto suspirou. Aquela não era boa reação, não agora que tudo parecia estar se encaixando. Por que Hinata não poderia compreender que ele estava absurdamente feliz, não só porque tinha uma filha, oficialmente, mas também pelo orgulho que sentia dela, Hinata finalmente poderia curtir todo o sentimento de mãe preso dentro dela. Claro, também havia se esquecido de como mães são protetoras.

- Não se faça de desentendido, Naruto. – exclamou após ver que o loiro não responderia sua pergunta. – Como você pode iludir uma criança? – indagou a acusação. Naruto, mesmo compreensível com a confusão que deveria estar à mente de Hinata, sentiu-se ofendido com aquela acusação. Ele nunca faria mal algum a Yurika. A felicidade daquela menina era o mais importante para ele em relação a toda a bagunça que via em sua vida.

- Eu nunca faria algo assim a Yurika. – disse, e a voz do loiro soou fria, magoada. Mas a frente do loiro não estava a mulher que o amava, estava ali uma mãe que faria tudo que pudesse para impedir que alguém mais magoasse sua filha.

- Como não?! Ela está lhe chamando de pai. – exclamou, e sua voz começava a aumentar.

- Você sabe que tenho um grande carinho por ela. Yurika é para mim como uma filha.

- Mas ela não é a sua filha! Você não sabe como é ter uma filha. – as palavras foram duras, e o rosto do Uzumaki se contorceu ao ouvi-la. Hinata não sabia o que dizia, ela, com certeza, não sabia. Ponderou, tentando se acalmar.

- Ela me chama de pai. – sua voz, novamente soara fria. Ele tinha que se manter calmo, para não dizer nada à morena que pudesse se arrepender depois.

- Ela é só uma criança Perdeu o pai há pouco tempo, ela não pode simplesmente escolher um novo pai. – Naruto não estava facilitando aquela conversa. Conhecia-o bem, ele estava irredutível.

- Você quer tanto que eu me afaste assim da sua vida? – indagou, e suas palavras surpreenderam Hinata. – Eu não vou desistir de Yu. Não pense que aquele franguinho Uchiha vai me afastar dela.

- “Então era isso.” – finalmente tudo aquilo parecia estar tendo coerência. Naruto estava com ciúmes de Itachi. Ela sabia que ele ficara estranho ao ver a presença do irmão de Sasuke em seu apartamento naquele inicio de noite, e agora toda a insegurança dele estava se mostrando palpável.

- Naruto eu só quero o melhor para a minha filha. – aquilo era o mais importante, ultrapassava qualquer mágoa ou sonho que pudesse ter. Sua vida era em função de sua pequena. – E meu relacionamento com Itachi só diz respeito a mim.

- Relacionamento. E para quando é o casamento? – murmurou irônico, enquanto a raiva contra Itachi ia aumentando dentro de si. Como aquele Hinata insistia em se aproximar daquele idiota?

- Eu ainda não decidi a data. Mas se quer tanto saber, você será o primeiro a receber o convite. – disparou a resposta sem perceber, assustando o Uzumaki. Realmente eles iriam se casar?

Hinata não entendia como conseguira dizer algo assim a Naruto, talvez a raiva lhe fizesse dizer coisas precipitadas, como deixar entender que se casaria com o Uchiha mais velho. Porém seu relacionamento com Itachi já estava esclarecido antes de se despedir do moreno mais cedo, não havia dúvidas quanto às decisões tomadas e muito menos ponderaria mais uma vez em qualquer uma delas.

Flashback on:

Hinata estava na cozinha, decidira antes colocar Yurika para tomar um banho fazer um lanche para ela e Itachi. A menina e o Uchiha estavam na sala, assistindo algum desenho que Yurika insistira manhosa em assistir com Itachi. Era realmente muito difícil dizer um não para a menina, quando seus olhos brilhavam e um bico infantil era feito em sua face. Linda, e com um gênio definitivamente Hyuuga. Sorriu mesmo que o estômago tenha se contorcido com uma lembrança, com sorte sua menina trouxera praticamente todos os traços Hyuuga em sua personalidade e fisionomia, ela nada teria semelhante à Daiki se não fosse do mesmo tipo sanguíneo que ele, como constatara logo que a menina nascera. Balançou a cabeça, afastando algumas lembranças, terminando, em seguida, um suco de laranja que preparava.

Pôs tudo o que prepara em uma bandeja branca com borda ondulada, e caminhou em direção a sala de estar. Encontrando, assim que chegara a sala, uma menina dormindo no ombro de Itachi, enquanto o mesmo sorria com sua chegada.

- Ela parecia bem cansada. – disse o moreno com um sorriso gentil. Hinata retribuiu o sorriso, depositando a bandeja na mesinha de centro, aproximando-se em seguida do sofá, ajeitando a menina ali, afastando-a do ombro de Itachi. Deixaria que ela descansasse um pouco antes de acordá-la. Voltou-se em direção ao Uchiha, que a olhava tão intensamente, que se sentiu um pouco envergonhada.

- Obrigada. – agradeceu depois que o moreno se aproximou de si, e lhe tirou alguns incômodos fios de cabelo de seu rosto, o moreno somente sorriu ainda próximo a ela.

Eles ficaram em silêncio. Hinata sem saber como reagir, porque como já constatara, Itachi era um homem excelente. Poderia classificá-lo como próximo ao homem dos sonhos para qualquer mulher, menos, e ironicamente, para ela. E essa situação a deixava angustiada, ela não poderia ter relacionamento com nenhum homem. Seu passado era um limite para si, e por mais torturante que fosse, seu coração já pertencia a certo loiro.

Suspirou, afastando-se do moreno assim que percebera sua intenção de beijá-la. Itachi merecia alguém livre e que realmente o amasse. Naquele momento se arrependera dos poucos beijos que trocaram, afinal, aquele havia sido o único contato intimo entre eles, e o máximo contato que Hinata tivera com qualquer homem, que não fossem Naruto, e infelizmente, Daiki.

- Entendo. – a voz de Itachi atraiu sua atenção. Os orbes ônix do moreno estavam levemente tristes, e conformados. - Você já fez a sua escolha. – concluiu o moreno com um fraco sorriso.

- Como? – Hinata não estava entendo o que ele dizia. Mas algo lhe instruía que Itachi não voltaria mais a cortejá-la.

- Eu pensei que pudesse te fazer recomeçar. Mas isso é impossível. – ele ainda insistiu com um pequeno sorriso, suspirando em seguida. – Sabe não se consegue recomeçar enquanto algo não estiver acabado de verdade e definitivamente.

- Eu... – a morena não conseguia dizer uma só palavra. Itachi apesar de tudo a conhecia tão bem, e mesmo com a rejeição, ainda tratava-a com tanto carinho. Sentiu-se horrível. Ele era o segundo homem que fazia sofrer.

- Hina, eu sinceramente lhe desejo toda a felicidade. Você é uma mulher adorável. E ele é um sortudo.

- Itachi. – murmurou. Sabendo que ele estava certo e errado ao mesmo tempo. Ela não era adorável, não depois de cometer tantos erros. E Naruto, tinha certeza que Itachi se referia ao loiro, não era ele o sortudo. Ela a sortuda, se é que poderia classificar-se assim, pois encontrara dois homens maravilhosos, porém não poderia se entregar a nenhum deles.

- Espero que ele saiba preservar toda essa sorte, esse trevo único e belo. – desejou, depositando um suave beijo na testa de Hinata, enquanto a abraçava, confortando-a como um bom amigo. Aquela mulher sempre seria uma parte importante em sua vida, e torcia profundamente ver, definitivamente, o brilho gracioso que vira mais cedo na Hyuuga enquanto ela estava próxima a Naruto. Um brilho apaixonado.

Flashback of.

Hinata sentiu o corpo pesar com a lembrança. Nos últimos tempos não sabia como aguentava tantas situações extremas. Sua vida que deixara de ser fácil e com problemas rotineiros como de qualquer adolescente desde que Daiki a usou, em seguida se vira grávida, enrolada em uma teia de mentira tecida pelo seu medo que a fizeram ocultar a maternidade. Desde aquele tempo nada era fácil e normal. Com uma aparente vida dos sonhos para a maioria das pessoas que conhecia, ocultou todas as lembranças e dor que sentia. Mudou-se para New York e reconquistara sua carreira de modelo, e investira também em uma profissão, sonhando em um dia possuir uma agência que com um pessoal integro não transformasse mais meninas em monstros como ela.

Trancou-se para qualquer relacionamento homem-mulher, e seria assim até o atual dia, se não conhecesse Naruto Uzumaki, um loiro sorridente, lindo e integro. No começo até tentara manter-se longe, mas eram tantos trabalhos e campanhas que faziam juntos, e com certeza a insistência da amizade que o Naruto oferecia a convenceram abrir-se um pouquinho. Um pouquinho que transformara uma amizade em um lindo sentimento recíproco, em um relacionamento de dois anos e meio de muito amor.

Um amor que ainda está vivo mesmo depois de dois anos separados. Um amor que a fizera ceder a uma noite inesquecível ao lado do loiro. Uma noite seguida de mais turbulência, quando tudo parecia que poderia ser resolvido. Agora também havia a chance de pôr tudo a limpo, porém aquilo parecia um tanto improvável com eles a brigarem. Com ela ainda sem merecer aquele homem.

- Ótimo. – o resmungo de Naruto a atraíra ainda mais.

Eles se olhavam em silencio, os olhos denunciavam a fúria que sentiam dentro deles. Hinata sentia raiva, se sentia encurralada. O dia com certeza estava sendo longo e arrastado. Não negava que faltava pouco para explodir-se de tanta felicidade. Afinal, agora poderia chamar abertamente Yurika de filha, assim como a chamava silenciosamente enquanto a sentia crescer em seu ventre, e quando a tivera pela primeira vez em seus braços, tão pequena e frágil. Agora podia mimar e cuidar de Yu como a mãe coruja que sempre quisera ser.

Mas a felicidade ainda não estava totalmente plena, em seu coração ainda havia algumas coisas a resolver.

- Naruto. Você quer chá? – indagou de repente, para a surpresa do Uzumaki, e talvez para sua própria.

- Hã? – o loiro pensou estar a ficar louco, pois tamanha era a confusão que Hinata transmitia a ele.

- Você quer chá? – perguntou mais uma vez procurando controlar o nervosismo dentro de si. Ela e Naruto precisavam conversar com calma, ao menos pelo bem estar de Yurika, agora estavam, de fato, ligados. Mas o que diria a ele? Eram tantos pensamentos.

- Err... Sim. – concordou. Hinata estava levantando a bandeira branca, e ele mesmo não queria mais brigar. A verdade era que a queria em seus braços de uma vez, porque não aguentava mais aquela distância. Agora que não existiam mais segredos que ela tivesse medo de dividir com ele, eles não precisavam insistir naquela absurda separação. Precisava daquela morena, da sua doce fada. De seu olhar extasiante que direcionava somente a ele. Precisava senti-la em seus braços, vê-la corada com a sua proximidade. Sentir a presença da jovem garota modelo por quem se apaixonara. Pela mulher forte que ele sempre amou e admirou.

- Certo, eu vou preparar. – disse ao se dirigir a cozinha, a fim de preparar a bebida quente, e ter tempo para pensar sem a significativa presença do Uzumaki. Os minutos do preparo do líquido quente serviram para Naruto refletir, estavam discutindo por algo infantil, não que um casamento entre Hinata e Itachi fosse para ele uma brincadeira, em hipótese alguma pensaria assim. Mas estavam perdendo tempo em uma discussão desnecessária, ele não desistiria de Hinata por nada e mesmo que, às vezes, ela tenha tentado, sabia que ela não deixara de amá-lo. E isso era um combustível suficiente para se negar a perdê-la.

- O que quer conversar comigo? – ele indagou depois que se dirigira a cozinha, e lá ficara em silêncio esperando que ela terminasse de preparar o chá. Irônico, a última vez em que estivera naquele cômodo fora quando terminaram o namoro. E daquela vez ele queria um novo final.

- Eu... – balbuciou confusa, suspirando profundamente em seguida, a fim de obter fôlego para aquela conversa final. Serviu-se de chá, e serviu ao loiro também, e acomodou-se na cadeira, frente ao Uzumaki.

- Não vou me afastar de Yu. – declarou, sem deixar que Hinata pudesse pensar em algo assim.

- Nem eu quero que se afaste dela. – percebendo o olhar confuso do loiro, mas ainda assim alegre com o que havia dito-lhe, completou. – Tem razão em dizer que ela o escolheu como pai. Você sempre esteve com ela. Acho que até mais do que eu mesma.

- Nunca chegaria aos seus pés. A tudo que fizera por ela, pelo bem dela. – ponderou. Não era sua intenção disputar quem fizera mais por Yurika. Ele só queria estar com elas. Protegê-las sempre.

- Você tem boas intenções. – suspirou, tentando controlar-se, e evitar uma nova briga. Yurika também estava próxima, imaginava que pela àquela hora a menina já estivesse adormecida, e poderia acordar, não queria que a menina ouvisse mais palavras intensas naquela noite. Estava feliz por tê-la aceitado como mãe, era inexplicável sua felicidade. Mas sua razão gritava que aquilo já era demais. Que por mais que não enquadrasse um pai melhor para Yurika, exceto Hiashi, não era possível aquilo. - Mas ela está sensível. Aceitou-me bem, acima de minhas expectativas, e muito levo em conta ao seu estado frágil. – foi sincera, a menina já tinha uma essência doce, mas com certeza os últimos acontecimentos também fizeram com que seu aceite fosse rápido. - Ela é uma criança que deseja uma família depois de tudo que passou. Você não pode simplesmente achar que brincando de casinha fará tudo isso melhorar. – acusou, em todas as palavras estava à voz de uma mãe que não veria passivamente sua princesinha triste novamente. Não iria se esconder por medo. Sua pequenina necessitava de sua força.

- Como você...? De novo, não, Hinata. – exclamou. Por que a morena insistia naquilo? Era tão difícil acreditar que ele amava Yurika como Hinata a amava? - Eu amo aquela menina. Faria tudo por ela, você sabe disso. – aquilo estava passando dos limites. Não fora ali para brigar com a Hyuuga, mas sim para que pudessem por um fim, na verdade um novo começo ao relacionamento entre eles. Mas da mesma forma que a amava, tinha um enorme carinho por Yurika, era um afeto paterno, tinha certeza disto. E ainda tinha as lembranças de Itachi, aquele baka estava de novo atrás da Hinata, impossível era agora aquietar a angustia dentro de si. Suspirou, passando a mão pelos fios dourados. Por que não podia ser mais fácil?

- Olhe. Por favor, não duvide do que eu sinto ou faria por vocês. – pediu. E Hinata voltou a sentir-se um lixo, não merecia aquele amor. Será que o loiro também não poderia perceber isso? – Você sabe o porquê estou aqui, não é? – ele indagou, e finalmente o assunto encontra seu foco. Hinata sentiu o estômago revirar, e bebericou um pouco de chá de maçã. Esse era o assunto que agora a perturbava, queria tanto resolver isso. Afinal isso também era um dos motivos para a ideia precipitada do chá. Por que não podia ter um pouco mais de coragem como o loiro estava tendo? – Eu nem sei se me declarar novamente a você irá mudar algo. – disse com um sorriso fraco. Hinata tinha que se calar justamente agora? – Hina, eu não sei mais o que fazer, sinceramente. Antes o que nos impedia era o fato de você não me contar sobre Yurika, mas e agora? Aquela menina a partir de hoje em diante é minha filha também. Isso é algo indiscutível entre nós. – declarou antes de qualquer retruque da morena. O silêncio da mesma parecia ser a concordância com aquele fato, e isso era menos um problema para ele naquele momento. Hinata finalmente aceitara, e mesmo que a Hyuuga não o encarasse, sabia que era uma decisão irrevogável. Porém, era não ter o olhar dela para si, que estava o deixando ainda mais nervoso. Levantou-se, e nostalgicamente, a cena parecia como a daquela noite chuvosa, em que angustiado optara ser um covarde e se negara a insistir no relacionamento deles.

Hinata ouvira o barulho da cadeira sendo levemente arrastada para trás, e o som dos passos, sempre reconhecíveis do loiro, a caminharem até ela. Ela fechou os olhos, sentindo a fragrância do Uzumaki bem próxima. Só voltara a abrir os olhos, quando por susto, Naruto puxara cuidadosamente sua cadeira para trás, e segurando-lhe uma mão, erguera-lhe. Apesar da diferença de estatura, os rostos estavam próximos, com o loiro inclinado sobre a Hyuuga.

- Eu já lhe disse que sinto saudades, que te amo, e que lhe quero dia e noite junto a mim. – ele sussurrou próximo aos lábios de Hinata, fitando-lhe os olhos diretamente. Hinata arfou, era impossível negar algo a ele a essa distância, ouvindo tamanha sinceridade. – E tenho certeza de que você me ama tanto quanto eu. – disse circundando sua cintura fina, aproximando mais os corpos. Hinata fechara os olhos, e depois de tanta discussão, uma lágrima escorrera pelo canto dos olhos perolados, sendo seca pelos lábios do Uzumaki.

- Me beija. – o loiro tremera ao ouvir a voz de Hinata em um sussurro, pedindo-lhe um contato que ele tanto ansiava. Não demorou, e os lábios finos e macios de Hinata estavam cobertos pelos de Naruto, que provava o sabor com tanta gentileza, e amor, que Hinata cogitara desfalecer em seus braços naquele momento. A morena se agarrou no pescoço do mesmo com uma força, que fizera o loiro suspendê-la, pondo-a sobre a mesa enquanto o beijo atingia um nível sôfrego. As línguas se encontraram, unidas, num duelo em que não havia vencedor.  Provavam o gosto único, maravilhoso que encontravam um nos lábios do outro. Ninguém queria se afastar, porém, a ausência do ar pôs fim aquele contato de incríveis minutos. Hinata relaxou o rosto no ombro largo de Naruto, enquanto a respiração arfante era acalmada. A mente parecia uma página em branco, não conseguia refletir nada.

Enquanto o loiro, ainda com a respiração desregulada, beijava-lhes os cabelos, sorrindo como um bobo apaixonado. Aquele seria declarado o dia mais feliz da vida dele. Conquistara de fato sua tão sonhada família. Afastaram-se após um tempo, o loiro ainda lhe dera um leve beijo nos lábios, sem dar tempo a Hinata para pensar, porém duvidava que a racionalidade voltasse se ele continuasse a beijando.

- Então isso quer dizer que estamos juntos? – ele indagou com um sorriso bobo, um sorriso que apertou o coração da Hyuuga. Aquilo não era o correto. Suspirou, fugindo do alegre olhar de Naruto. – Hina? – aquilo não era um bom “sinal”, as belas íris peroladas evitavam encará-lo. Por que ela fugia de novo, o que havia agora?

- Desculpe-me. – murmurou, fitando o piso branco e frio. – Eu sinceramente não sei o que responder. – disse, erguendo com esforço os olhos. Encarando duas safiras totalmente confusas. Por que Naruto não facilitava as coisas? Por que ela mesma não facilitava?

- Como assim? Hinata. – riu sem vontade, devido ao nervosismo. – O que há agora?

- Você não entende? Naruto, você não tem a obrigação de acolher uma família! Eu entendo seu amor por Yurika, ela é totalmente inocente nessa história toda. Mas olhe para mim. Eu lhe enganei por anos. Comecei um relacionamento lhe escondendo segredos importantes. Como pode insistir em algo comigo?

- Está de brincadeira, não é? Hinata, eu acho que o motivo é óbvio. Eu amo você. Amo Yurika. E o que mais quero é construir de fato essa família ao seu lado. Eu não me importo com o passado.

- Você não sabe o que diz. Não é possível que saiba. – disse se afastando dos braços fortes do loiro, descendo da superfície de vidro.

- Hina, pare com isso. Eu não tenho o que perdoar.  – até porque ele também escondia algo. Quem não escondia, mesmo que com o objetivo de ver o outro feliz? - Na verdade, quem não se perdoa aqui é você.

- Você fala como se fosse fácil. – esbravejou. Ora, quando aquilo se tornara uma discussão calorosa? A sensação dos lábios dele cobrindo os seus ainda era nítida, assim como a tensão naquela sala. – Naruto. – suspirou. – Coloque os pensamentos no lugar, por favor. E entenda que nós não podemos. Isso não é justo. – disse, enquanto sentia que sua voz traía seus sentimentos. Parecia a voz de alguém que implorava para que se não ouvisse o que pronunciava. Parecia que as palavras se transformavam num desejo sonoro de que ali se vencesse mais uma barreira, de que o “final feliz” ilustrasse definitivamente uma nova vida para eles. Era assim que Hinata acreditava que Naruto estivesse a ouvi-la, pois o loiro caminhava até a mesma, próximo demais para alguém que ouvia mais uma recusa. Sereno e confiante demais.  Afinal o que o loiro tinha que não desistia “deles”?

- A única coisa que eu desejo nesse momento. – murmurou tão próximo a si, que ela suspirou, incapaz de se conter aquela presença forte que ele emanava nela, incapaz de se afastar dele. Era a presença de seu amor. - E que você entenda que não pode fugir do que sentimos. Você é a minha mulher, a minha doce fada. – Hinata fechou os olhos, controlando as próprias emoções, sentindo-se nostálgica com as palavras do Uzumaki, com aquele possessivo, porém romântico sentimento de posse em relação a ela. Como fugir de alguém que claramente retribui um sentimento nobre e idêntico ao seu? Como fugir, quando os segredos já estão revelados, e ainda que tudo seja escuro encontrar alguém que lhe mostra uma luz incessante?

A doce sensação voltou a invadi-la. Um toque calmo, incrivelmente persuasivo. Naruto mordeu-lhe o lábio inferior. Hinata tinha de perceber que depois de tudo estava mais claro e sem dúvida alguma de que eles sempre tiveram uma chance, e que ele nunca desistiria deles. Nunca. Mas por que assumir um relacionamento parecia algo ainda tão pesado, tão inexplicável. Hinata voltou a fitá-lo, encarando um olhar tão cheio de amor, tão ansioso. Suspirou. Ele precisava de alguma resposta, e ela definitivamente precisava de uma noite de descanso.

- Um tempo. Eu preciso de um tempo. – disse baixo, ouvindo o loiro suspirar resignado. Ambos exaustos de um dia extremamente longo, e cansativo.

- Certo. Eu não vou pressionar mais. Hoje. – declarou com um pequeno sorriso de canto. Aquilo não era uma desistência, longe disto. Aquele era o tempo para Hinata refletir a tudo que disseram. Mas antes de ir, ele voltou, para a surpresa de Hinata, a se inclinar e beijá-la. Uma fração de um pensamento surgiu pela Hinata, Naruto certamente sabia persuadi-la com beijos.



Notas finais do capítulo

E aí, curtiram o capitulo?
Amores, me desculpem qualquer erro..
Eu não vou ficar aqui me lamentando dessa vez, ok? Não depois de tanta coisa acontecendo.. o.O
Quero mesmo é agradeceer o carinho de vocês. E pedir que comentem, ok?
E até uma próxima..
BeijoOs..