A Maldição Do Dragão escrita por Julie


Capítulo 32
Retomando a Jornada...


Notas iniciais do capítulo

Gostei muito deste capítulo, apesar se ser só blá, blá , blá e nenhuma ação, demostra a nova atitude da Kenna, que como disse minha cara Adelia, está mais confiante. A história no final é só para preparar vcs para o que está por vir, ou seja, muita luta com monstros esquisitos! É, eles vão voltar no próximo capítulo.




POV Kenna

Muito bem senhorita incrível.– Diz Terry em tom de brincadeira e aponta para a proa do barco- O timão* é todo seu.

Ótimo.– Digo e seguro firme o timão. Eu não posso explicar como sei o que fazer, mas aparentemente Aaminah deixou dentro da minha mente as instruções para navegar no Rio Dourado. Basta segurar o timão e o barco será guiado pela minha vontade e nos levará aonde eu quiser. Mas minha vontade neste momento é que ele pare.

Por que estamos parando?– Pergunta o curioso Luc.

Porque já está na hora de Lady Aurora voltar para seu reino. - Respondo alto para todos ouvirem.

– Eu a ajudarei a descer.– Minna se prontifica, mas Aurora não sai do lugar.

Eu esperava um pouco de gratidão.– Élio intervêm.

– Lady Aurora poderá me agradecer quando eu salvar a todos.– Retruco com ironia.

Não foi isso que eu quis dizer...– Ele rebate e eu o interrompo.

– Sei exatamente o que você quis dizer Élio. Eu poderia ser eternamente grata a Aurora se ajuda dela fosse por bondade e não por ambição. - Declaro dando por encerrada a questão.

– É bom saber que você se sente tão virtuosa e superior.– Aurora diz e abre um de seus portais. - Só tenha certeza de que matou o dragão antes de você morrer.– E dizendo isso ela parte deixando sobre mim seu mau agouro.

***

Navegar pelo Rio Dourado não é tão complicado com eu esperava, mas antes de tudo tenho que ter certeza para onde devemos ir, caso contrário, ficaremos perdidos entre as dimensões. O Rio Dourado percorre todas as dimensões e reinos existentes, criando atalhos entres eles, e assim uma viajem de meses pode durar apenas alguns dias. Fazem quase duas semanas desde que saímos da casa de Élio e já deveríamos estar bem perto se não fosse pelos imprevistos que sugiram, situações essas causadas por aquele homem, agora tenho certeza, depois da traição de Dione ficou bem claro pra mim, que alguém não quer que eu cumpra o meu destino. Mas seja lá quem “ele” for, não vou deixar que me impeça.

Élio.– Chamo e ele vem até a proa. Não estamos navegando mas preferi ficar por aqui para pensar. - Eu gostaria de saber qual o rio mais próximo da Caverna da Morte.

Rio?– Ele pergunta confuso.

Sim.– Terei que explicar tudo a ele. - O Rio Dourado se utiliza de outros rios como fossem atalhos, é assim que funciona. Você me diz qual o rio mais próximo da Caverna e o Rio Dourado nos levará até lá.

Eu vou consultar o mapa. - Ele diz mas não sai do lugar.

O que foi?– O olho curiosa. - Aconteceu alguma coisa?

Eu gostaria de saber o que ouviu . - Eu sabia, ele quer saber sobre o momento que o vi sair do quarto de Aurora.

– Está insinuando que fiquei ouvindo atrás da porta enquanto você fazia sei lá o que com Lady Aurora?– Me finjo de ofendida. Bem, não fiquei ofendida com a pergunta dele, mas fiquei magoada quando o vi saindo do quarto dela. Foi para lá que ele correu depois de eu o ter beijado?

O que?– Ele parece assustado. - Não. Eu não estava fazendo nada com Aurora. -Ele deu ênfase no “nada”.

Quer dizer que vocês só ficaram olhando um pra cara do outro?– Pergunto seriamente, mas por dentro estou sorrindo. É divertido vê-lo assim, todo atrapalhado.

É claro que não ...–Élio tenta esclarecer. Mas o interrompo, quero prolongar isto mais pouco.

Então estavam fazendo alguma coisa.–Eu afirmo um tanto maliciosa esperando o ver corar ou algo parecido. Mas Élio me olha nos olhos e parece perceber que estou fazendo de propósito.

– Estávamos conversando.– Ele recupera sua firmeza de sempre. - Sobre você na verdade.

Sobre mim?– Agora ele que me pegou.

Sim. E só queria saber o que ouviu, pois talvez tenha ouvido errado e pense que falava mal de você.– Élio diz e percebo onde ele quer chegar.

E por que acha isso?– Retruco.

– Pelo modo como reagiu. - Diz por fim.- Saiu correndo para o quarto e se recusou a falar comigo.

Eu não ouvi nada. Apenas não queria olhar e nem falar com você.– Digo e tento disfarçar meu constrangimento, não queria ter que dizer isso a ele.

Mas por que?– Ele pergunta mas depois percebe o quanto foi idiota, vejo isso nos olhos dele.

E precisa perguntar?– Falo com um pouco de raiva na voz. Não consigo evitar, sempre que estou a sós com ele perco meu equilíbrio.

Kenna, eu ...– Tenta dizer algo, mas decidi que não quero ouvir.

Apenas faça o que eu pedi e esqueça o que aconteceu.– Digo rapidamente e ele desiste do ia falar.

Tudo bem.– Diz com calma. - Eu já volto.– Ele desce até o meio do barco e Feo vem até mim.

Algum problema?– Ele me pergunta me fitando com seus sempre inquisidores.

Problema nenhum.– Digo confiante, mas sei que meu irmão me conhece o suficiente para saber que estou mentindo. - Élio foi verificar o mapa para podermos partir logo.

Vocês brigaram. - Feo diz e sorri. - Ou melhor, você brigou com ele.

Eu brigo com quase todo mundo.– Confesso. - Não tenho culpa que algumas pessoas são idiotas.

Eu pensei que você gostava dele. - Ele fala como quem não quer nada. - Fico surpreso por você achar ele idiota.

Gostar? É claro que não!– Minto novamente. - Pare de falar essas coisas sem sentido!

Eu te conheço muito bem irmãzinha.– Ele se aproxima e me dá um rápido abraço.- Acha mesmo que eu não notaria que está apaixonada?

Não sei do que está falando.– Continuo negando o óbvio.

Só tome cuidado.– Feo segura em meu rosto. - Ele é um rapaz perigoso.

Rio Augúria.– Élio diz e eu me assusto, não o tinha visto se aproximar. - É o mais próximo da Caverna.

A que distância exatamente?– Me recomponho.

500 quilômetros.– Responde.

É muito longe.– Contesto. - Levaria mais de uma semana para chegarmos até lá a pé, já deixamos nossos cavalos no Vale dos Dias.

– Sinto muito Kenna, mas a rota o original foi mudada, fizemos um desvio para o Vale dos Dias e contando com os imprevistos que tivemos, eu diria que uma semana a mais não é tão ruim assim. Seria pior se tivéssemos que voltar para o fim da Floresta das Almas.– Élio explica. E ele tem razão, já perdemos muito tempo.

Certo.– Eu me decido. - Então é isso, vamos para o rio Augúria. Mas ainda a uma questão a acertar Élio.

Diga.– Ele olha na expectativa.

Em que ponto do rio Augúria nós vamos parar?– Preciso de todos os detalhes.

O Reino Perdido de Tessália.– Ele declara em voz alta e todos no barco se voltam para nós.

Tel lugar não existe.– Terry diz vindo em nossa direção, seguido por Minna e Luc.

Segundo o mapa da Kenna existe.– Élio responde.

É só uma lenda para crianças.– Terry replica. - Você deve ter lido errado.

Não há erro príncipe Terry.– Élio afirma sem paciência. - Eu li o mapa várias vezes e tenho certeza do que vi.

Eu nunca ouvi falar sobre este lugar.– Luc fala e a tensão diminui um pouco. As vezes a ingenuidade dele faz bem.

– Se você lesse um pouco ao invés de ficar atrás de garotas, saberia do que se trata.– Minna alfineta.

E me tornar um chato como você? Nunca!– Luc devolve no mesmo tom. - Mas já que você é a sabichona poderá me dizer.

– O Reino Perdido de Tessália é uma mistério para todos. - Minna começa a contar.– As lendas sobre este lugar são tantas e que não se pode saber qual a verdadeira. Mas o que eu sei é o que minha mestra me contou.


“ Há muitos milênios atrás, nosso mundo era dominado pela magia; mas um lugar era especialmente mágico: Tessália. Um reino fundado pelos próprios Seres da Luz e deixado como o centro de tudo, um lugar conhecido pela beleza dos grandes monumentos feitos de pura magia. Lá todos os seres místicos coexistiam em harmonia, todos os dias as criaturas iam e vinham de Tessália, mas algo terrível aconteceu, a maldade em forma de um espírito penetrou o nosso mundo. Adentrou no coração das criaturas mágicas e houve guerra em Tessália. Temendo que a maldade em Tessália contaminasse o resto do mundo, os Seres da Luz fizeram com Tessália nunca mais fosse achada, ninguém poderia ir ou vir de lá. Depois disso, os Seres da Luz criaram os homens e outras criaturas, a fim de dar um novo sentido para o nosso mundo.”

Muito bem.– Digo fazendo todos me olharem. - Tessália existindo ou não, é para lá que nós vamos. Preparem-se.

Vou para minha posição e seguro firme novamente no timão, fazendo com o que barco e o Rio sigam meu desejo. Estamos indo direto para o desconhecido. Meu tipo de lugar preferido.



Notas finais do capítulo

* Timão : É a direção do barco.

Então, gostaram das atitudes de Kenna? O que faço com ela e Élio? Esses dois são muito teimosos e não se declaram logo um pro outro! Por que será que Élio foge tanto de seus sentimentos por Kenna? Perguntas e mais perguntas. kkkkkk



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