We Are Demigods escrita por Alice Kirkland, The duck next door


Capítulo 16
Slythindor


Notas iniciais do capítulo

QUEM QUER BRINCAR DE ACERTE A FACA NA AUTORA?
Sim, eu sei que demorei pra caramba. Droga. Aqui em casa só tem UM computador que eu posso usar para postar, o da minha irmã, o que significa que eu não tenho nenhum rascunho de outros capítulos e tenho que escrever tudo direto aqui.
Para compensar a demora, vou postar mais capítulos mais rápido. Assim que postar esse já vou começar a escrever o próximo, tá?
Se isso faz alguém se sentir melhor, Dominique está me espancando com um chinelo que ela achou na rua e com imagens do Sr. D dançando funk de sunguinha brilhante.



ANTHONY

– Grifinória.

– Sonserina.

– Grifinória.

– Sonserina.

– Grifinória.

– Sonserina.

– Grifinória.

– Sonserina.

– Grifinória.

– Sonserina e pronto. - Angel começou a sair andando depois de falar.

– Grifinória é melhor. - Catherine continuou falando, seguindo ela.

– Parem com isso! Essa já é... - comecei a contar nos dedos, mas parei depois de perceber que não tinha dedos suficientes - NEM EU SEI MAIS QUAL VEZ! Vocês discutem isso desde que entraram aqui!

– E...?

– Isso irrita!

– E é por isso que eu continuo. Quanto mais uma coisa irrita alguém, mais eu faço! - Cat sorriu e levantou os polegares.

– Sério que você não percebeu isso até hoje, Tony? - Angel fez aquela cara de "really, bitch?"

– Ah...

– Awwn! O neném vai fazer birra!

– O que?

– Você fez cara de birra.

– Eu não tenho cara de birra!

– Tem sim.

– Não tenho!

– Você cruza os braços, franze as sobrancelhas e faz bico. Cara de birra.

– Por favor, não me deixem de vela aqui.

– Fica quieta, Cat.

– Nop.

– Você não tem aula agora?

– Ah é. Adiós, muchachos!

– Vai fazer alguma coisa, Angel?

– Na verdade, sim. Vou aproveitar que temos um tempo livre agora e procurar um bicho papão.

– Pra... - comecei, mas Angel já havia sumido. Por que ela queria um bicho papão? Ela já tinha procurado no salão comunal da Sonserina ontem! E antes ela tinha ido até o salão da Grifinória procurar um... Espera! Merlin! Eu tive uma ideia brilhante!

***

– Tony, o que, em nome de Hades, você está fazendo?

– Você já vai ver, Angel! AH! CAT, VEM AQUI!

–Que foi?

– Só me sigam! AH! Professor Longbottom!

– Olá, Anthony. Sim?

– Oi. Eu tive uma ideia tão brilhante que faria as cuecas de Merlin virarem pó! Sabe, existe uma rixa Grifinória e a Sonserina desde sempre, então eu pensei: por que não trocamos dois estudantes de cada casa por uma semana? Eu sugiro essas duas aqui! - Puxei Angel e Cat para minha frente.

– Isso é uma ótima ideia!

– Angeline, Catherine, vou avisar aos outros professores. Vocês ficarão com as casas trocadas por uma semana!

– Mas hoje é quinta! - Angel reclamou - Sábado tem jogo de Quadribol!

– E é Sonserina contra Grifinória. Não vai fazer nenhum mal, já vocês duas são artilheiras - Falei antes que o Professor Longbottom mudasse de ideia. EU TIVE UMA IDEIA BRILHANTE E TODOS TEM QUE ACEITAR ISSO!

– Anthony está certo. Até mais! - O Professor Longbottom saiu do corredor, acho que ele deve ir avisar os outros professores agora (ou ir para as estufas).

– Anthony. - Angel falou com os dentes cerrados - Te dou três segundos para correr antes da sua morte chegar.

...

– FUI!

ANGEL

Anthony, você é um imbecil. Professor Longbottom, você deve fumar naquelas estufas. Obrigada pela atenção. Agora...

PORRA, TONY! QUE MERDA VOCÊ FUMOU HOJE?! TEU PÓ DE FLU VENCEU? ACHOU UMAS FOLHAS DE BANANEIRA NO SEU QUARTO? FOI NA COZINHA CHEIRAR ORÉGANO?! VOCÊ TEM MERDA NA CABEÇA!

O.k, estou melhor agora. Mentira, não estou não.

– Não acredito que você convenceu os professores que essa sua ideia era boa.

– A minha ideia é boa,Angie.

– Não me chame assim. É AN-GEL.

– Tá legal - Tony revirou os olhos. Nesse momento, acho a existência dele desnecessária e irritante. - Por que você tem que reclamar tanto? Veja a Cat. Ela só disse que "meu cérebro só produz ideias de jerico" e me deu um tapa na cabeça. Por falar nisso, o que é jerico? Nunca ouvi ninguém falar isso. - Completamente desnecessária e irritante.

– Sinônimo de burro, jumento. - Disse um aluno da Corvinal aparecendo do nada. - Desprovido de inteligência. - Ele deu de ombros, saindo normalmente de perto. Eu hein. Depois eu sou esquisita.

– Uh, quase na porta do salão comunal. E... Chegamos. Angel, não espanque os grifinórios, eles não tem culpa de terem ficado em uma casa como essa.

– O que você quis dizer com "uma casa como essa"? - Cat perguntou abrindo a porta do salão comunal.

– Qual é, todo mundo resolveu aparecer do nada hoje? - Tony reclamou, voltando a fazer a cara de birra.

– Caso você não tenha notado, eu acabei de sair de trás de uma porta.

– Quadro, você quis dizer. - Falei.

– Bem, sim. Um quadro.

– Hey, você foi na cozinha hoje? Parece que vai ter batata frita na janta.

– Sério? Eu tenho que descer para jantar cedo.

– Sim. Ah, e me acorda na hora do jantar. Eu vou dormir, jantar e dormir.

– Boa.

– Vocês podem me incluir na conversa? - Tony perguntou. Eu sorri e me virei para ele.

– Não.

– Nesse caso... ANGEL, VOCÊ TEM QUE ENTRAR NO SALÃO COMUNAL DA GRIFINÓRIA E FICAR AI POR UMA SEMANA!

– ... Qual a necessidade de gritar?

– GRITAR É DIVERTIDO!

– EU SEI, AGORA CALA A BOCA!

– A senha é piñata vermelha.

– Tá. Valeu, feia. A senha da Sonserina é basilisco.

– Uau. Quanta criatividade.

– Sem hora para sarcasmo, Cat.

– Sempre é hora para sarcasmo.

– Não, é sempre hora para eu divar. Tony, meus óculos escuros. - Eu havia obrigado Tony a carregar meu malão e meus óculos escuros. I'm a bad bitch. Coloquei meus óculos divos ft. sedução e entrei no salão comunal da Grifinória divando. A primeira intenção é a que fica, baby. Tony me seguiu puxando meu malão e Cat voltou para dentro para me mostrar onde é o dormitório. Depois, os dois desceram, provavelmente indo para o salão comunal da Sonserina. AAAAHHHH eu quero voltar para as masmorras!

CAT

Eu gosto muito mais do sétimo andar do que das masmorras. Sério. Não que eu não goste do frio que faz aqui, porque na realidade eu amo frio, mas... Sei lá. Grifinória.

– Onde é o dormitório? - Perguntei.

– Ali. - Tony apontou.

– Obrigada.

– O que?!

– Ahn... Obrigada?

– Merlin. Pensei que vocês não conhecessem essa palavra.

– O que? Ah, certo. Angel. Não conte a ela que eu disse isso (porque eu não quero acordar com uma borboleta na cara), mas Angel acha por alguém na presença dela já deve agradecer.

– Você sabe que isso faz sentido? Acho que vou fazer isso também. SCORPIUS!

– Que foi, demônio?

– Me agradece.

– Por que...?

– Pela minha presença!

– Ah... Não.

– Por favoooooor! - Tony sorriu e tentou fazer uma cara fofa. Scorpius apenas revirou os olhos.

– Obrigado pela sua presença, Anthony. O mundo não seria o mesmo sem você.

– Agradeço, querido amigo.

– Tá, legal, o que você fumou hoje, Tony? Seu pó de flu venceu?

– O que? Não! Meu pó de flu é novinho!

Nesse momento, deixei os dois continuarem a discutir e segui o caminho até o dormitório que Anthony havia apontado. Blá, blá, blá, abri a porta e entrei, e assim que fechei a porta três cabeças apareceram na minha frente.

– Por favor, me diz que você não é sonâmbula!

– O que? Nha, só falo dormindo as vezes.

– O QUE NÓS FIZEMOS PARA MERECER ISSO?!

ANGEL

Não gosto do salão comunal da Grifinória. É vermelho demais. Cansa meus olhos divos.

Bem, eu não sou fã daqui, mas fazer o que? Bah, lugar podre. O ponto bom é que é cheio de ruivos. Não contem para a Leia, senão ela vai ficar se achando, mas gente ruiva é diva. Aqueles cabelos divam quase tanto quanto o Tony Stark (quase. Ainda não).

Entrei no dormitório e fui direto para a cama. Eu precisava dormir um pouco. Cat me acordaria na hora do jantar. Eu amo dormir. Dormir é vida. Quem me atrapalha a dormir sofre.

Larguei meu malão em um lugar qualquer, joguei a gravata num canto, tirei os sapatos e deitei na cama. Não era a minha, mas teria de servir.

SÁBADO

É oficial: se eu ver mais alguma coisa vermelha na minha frente eu vou vomitar. Isso aqui é pior que a arena depois que alguém irrita os filhos de Ares! Mas isso já está acabando. E hoje é dia de quadribol. Não acredito que vou falar isso, mas tomara que eu perca.

***

– Angeline, eu já disse! Você tem que usar a roupa da Grifinória para jogar quadribol!

– Mas...

– Sem "mas". Ande logo, temos que ir para o campo daqui a pouco.

Praguejei em grego por um tempo, mas finalmente coloquei o uniforme. Pelo menos não é azul...

– GRIFINÓRIA... E Angeline, VAMOS PARA O CAMPO!

E fomos para o campo.

A Sonserina já estava lá. Cat parecia tão desconfortável quanto eu no uniforme da MINHA casa. Tony estava sorrindo. Aquele puto.

Não-me-interessa-o-que-depois, o jogo começou. Eu deveria pelo menos parecer um pouco interessada, então comecei a voar por ai.

Estava bem com o meu interesse fingido, até jogarem a goles para mim e um dos batedores sonserinos rebater um balaço na minha direção e eu ter que desviar.

Quando desviei, fui em direção ao gol. Eu só precisava jogar fraco e fingir que havia errado. Então, fui fazer isso.

Cheguei perto o suficiente do gol para parecer que ia acertar e joguei de um modo que sabia que ia errar. Mas... A goles passou por um aro. Como? Eu tenho certeza que havia jogado fraco o suficiente para errar. O que...? Me afastei do gol e olhei em volta. Não muito longe de mim, uma criatura loira estava sorrindo. Cat.

AH, MAS AQUELA BISCATE TRAPACEOU! ISSO NÃO VAI FICAR ASSIM NÃO! SE UM JOGO SUJO ELA QUER, UM JOGO SUJO ELA VAI TER!

CAT

Talvez você se pergunte: se vocês entraram no quinto ano, como estão jogando quadribol? Não teriam que estudar muito?

Deixe-me explicar. Nós tivemos umas aulas extras para conseguir notas e o quadribol também dá mais nota. Explicado.

Vamos ao jogo.

Quando Angel foi jogar a goles, deduzi que ela ia errar de propósito, então fiz o que qualquer pessoa faria: usei o legado da telecinese para acertar o aro. Duh.

E o jogo continuou assim. Eu fazendo as goles da Grifinória acertarem, o batedor da Sonserina que não é o Tony tentando acertar a Angel, Tony fazendo ele não acertar a Angel (Anthony ♥ Angeline), Angel passando pelas sombras para poder atrapalhar a Grifinória.

Tenho certeza que quando esse jogo acabar Angel vai concordar em convencer o Tony e o professor Longbottom deixarem essa "ideia tão brilhante que faria as cuecas de Merlin virarem pó" de lado.



Notas finais do capítulo

Aqui está chovendo pra caramba. ZEUS, EU JURO QUE NÃO TE CHAMEI DE FABULOSA!