Just Wana Be With You escrita por natthy


Capítulo 2
SURPRESAAAAAA!




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“você é meu passado (Amor)
você é meu futuro (Amor)
e é verdade, você é a única em que eu estou pensando”

(Baby Love - The Pussycat Dolls)

 

 


( Bella )

 


Um toque, dois toques, três toques, quatro toques... Caixa postal.

 

Hey, aqui é Alice Cullen. Deixe sua mensagem após o sinal!

 

PIIIIIIIIIIIIIIIII

 

- Alice, aqui é a Bella – disse mal humorada – você está muito, muito, muito encrencada, está ouvindo? – amenizei o tom de voz, choramingando – onde você está, mulher? Estou te esperando há uma hora! Cadê você? – e então, voltei a falar com a voz ríspida – se você não aparecer aqui em exatos cinco minutos, juro que vou te matar! – e desliguei o celular.

 

Havia chegado no aeroporto há uma hora e quinze, mais ou menos, mas não achei justo cobrá-la pelos poucos minutinhos em que o avião se adiantou, mas, se atrasar por uma hora, é muuuuuita sacanagem. Cadê aquela amiga que dizia que estaria comigo até que eu me habituasse com a vida na nova cidade? É assim que ela se preocupa comigo? Se ela quer mesmo que eu não me perca, ela não deveria me dar motivos para sair por aí sozinha. Humph.

 

- Eu vou matar aquela anã idiota! – murmurei pra mim mesma, sentada em uma das cadeiras de espera com a cabeça apoiada nas mãos, que estava sobre os braços apoiados nos joelhos.

 

E então, ouvi uma risada já conhecida ecoar em meus ouvidos.

 

- Se precisar de um cúmplice, estou pronto para ajudar!

 

Peraí. Peraí. PERAÍ! EU CONHEÇO ESSA VOZ!

 

Levantei a cabeça imediatamente.

 

- EDWARD! – gritei, levantando-me da cadeira e me jogando em seus braços.

 

- Quanto tempo, pequena. Nem acredito que estamos juntos de novo! – ele respondeu contra meu cabelo, correspondendo meu abraço.

 

- Um ano demorou mais do que realmente deveria, para passar – murmurei emburrada, fazendo-o sorrir.

 

- Também acho, mas agora não é hora para reclamarmos pelo o que passou, certo? – ele me afastou, cedo demais, para me ajudar a pegar minhas malas – agora nós temos que aproveitar! Por agora, e pelo tempo perdido. Já perdemos tempo demais!

 

Será que era minha imaginação ou será que realmente tinha um duplo sentido nessas últimas frases?

 

Antes que pudesse chegar a qualquer conclusão, Edward interrompeu meus pensamentos.

 

- E então, animada?

 

- Muuuuuito! – admiti, sorrindo.

 

Ele correspondeu meu sorriso da forma mais linda do mundo.

 

Longe dele, me parecia estúpida essa minha mania de sempre esquecer de como se respira quando ele sorria, ou quando ele chegava muito próximo a mim. Mas agora, que eu podia sentir de novo o que era estar com Edward, e todo o poder que, involuntariamente, ele exercia sobre mim, eu podia perceber de novo que estúpida eu fui, ao aceitar aquela proposta idiota dele.

 

Não a de me casar, é claro. Mas sim, a de aceitar passar tanto tempo longe dele. Céus! Como eu consegui?

 

Apenas observar Edward nunca foi algo muito difícil pra mim. Na verdade, muito pelo contrário. Sempre me perguntei se algum dia, eu iria descobrir alguma coisa melhor que observá-lo. Quando morávamos todos em Forks, lembro-me de que vivia saindo do quarto de Alice no meio da noite para vê-lo dormir. Por incrível que pareça, era ainda mais lindo do que acordado! Fazia isso toda noite – já que meus pais me deixaram passar as férias de meio de ano lá, enquanto eles seguiam para uma nova lua-de-mel –, até que um dia, Emmett teve a infeliz idéia de acordar no meio da noite e descer para beber água, e adivinha? Eu ainda estava lá, na porta do quarto de Edward, praticamente babando por vê-lo.

 

Urgh. Fiquei fazendo seus trabalhos de casa durante um mês inteiro para que ele não contasse nada a ninguém. Cara, aquilo foi uma tortura! Ele é dois, quase três anos mais velho que eu, e com isso, meu trabalho era redobrado. Enquanto eu ainda estava terminando o primeiro ano, ele já estava terminando o terceiro! Fala sério, eu não sabia nada daquilo que estava escrito e não podia pedir ajuda a ninguém. O jeito era recorrer a Internet.

 

Como se fazer seus trabalhos pudesse parar Emmett, né? Cada exercício errado, cada ponto a menos ou qualquer outra coisa do tipo; era uma piadinha, ou melhor, uma indireta a mais – o que era uma injustiça, já que eu não conhecia aquela matéria, então eu não tinha como adivinhar se estava certo ou errado.

 

Já me ocorreu a idéia de que os exercícios estavam sim certos, e que ele é quem estava mudando as respostas para poder zoar com a minha cara; mas eu não podia reclamar, afinal, por alguma sorte, Edward nunca ligou para as indiretas que ele dava. E se eu reclamasse, ele poderia piorar ainda mais as brincadeiras, e aí eu não quero nem imaginar!

 

- Cadê o pessoal? – perguntei, enquanto colocávamos as malas no porta-malas do carro.

 

Emmett foi o primeiro a ir para Londres, e assim como Edward, ele arrastou Rose consigo, que por sua vez, arrastou Jasper, e foi por isso, que Edward conseguiu arrastar Alice com tanta facilidade.

 

Emmett, Alice e Edward são os irmãos mais unidos que já vira em toda minha vida! Eles conseguiam zoar um dos outros até quando estavam brigando sério, tem noção? Rosalie e Jasper já são completamente o oposto. Apesar de também se amarem muito, eles brigam mais do que não-sei-o-quê!

 

Os dois moram com os Cullen desde pequenos. Seus pais atravessaram um sinal vermelho enquanto iam buscá-los na escola, e depois disso, só o que sei é que um caminhão perdeu a direção na contra mão, vindo exatamente na direção em que eles iam.

 

Bem, o resto já dá para imaginar, não é? Como Carlisle e Esme eram muito amigos de seus pais, eles resolveram meio que adotá-los. Eles não os criaram como se fossem pai e mãe, mas, mais como padrinhos, sabe?

 

- Ah, você conhece a Rose – Edward fez uma careta – deve estar perdida em algum salão por aí, com Alice. E hoje é o dia Oficial do basquete, bom, ao menos pra gente. Então Emmett com certeza está em algum estádio com Jasper. Eu também ia ir, mas você conhece minha irmã “Hoje Bella chega de viagem! Você sabe que eu te amo, não sabe, maninho preferido? Vá buscá-la pra mim, por favor?” – ele imitou sua voz, numa tentativa de fazer piada – Não dá para discutir com ela...

 

- Ah... – foi tudo o que saiu de minha boca.

 

Eu, que estava mais tagarela do que nunca, após ouvir isso, não me veio mais nenhum assunto a cabeça para que pudéssemos conversar. É claro que eu já esperava por isso. Eu mesma disse várias vezes, que sendo a irmã mais nova – como me chamavam –, eu tinha o direito de fazer um pedido. Como um presente de chegada, talvez. E esse pedido foi para que eles não fizessem nada de exagerado e nem extravagante com minha chegada.

 

Bom, eu realmente não queria nada disso, mas, ignorar minha chegada, já é outra história. Poxa, eu estava morrendo de saudade. Passei o maior tempão sem vê-los!

 

Continuei encarando o lado de fora da janela em silêncio, sem enxergar nada em especial.

 

Não tentei controlar minha expressão, como sempre fazia quando estava chateada com alguma coisa, na verdade, eu nem percebi que meu rosto esboçava alguma expressão, só percebi que sim, porque de repente, Edward encostou o carro no acostamento e segurou minha mão.

 

- Hey pequena, não fica assim – ele me tirou do banco sem muito esforço, me acomodando logo em seguida em seu peito.

 

- Ah, Edward! – não consegui dizer mais nada, as lágrimas já estavam descendo.

 

Ok, eu estava exagerando e fazendo um pouquinho de charme, mas eu realmente estava chateada. Eles não podiam ter feito isso comigo!

 

- Shhhh. Não fala nada, só chora! Às vezes, é o melhor a fazer... – ele me deu uma piscadela e sorriu.

 

Não pude deixar de sorrir com isso. Aquela era a minha frase, para quando eu precisava reconfortar alguém.

 

- É bom saber que ao menos você não esqueceu de mim – murmurei, escondendo meu rosto contra seu peito.

 

Tudo bem, tudo bem. Estava começando a exagerar no drama.

 

Ele beijou o topo de minha cabeça e entrelaçou seus dedos em meu cabelo, fazendo carinho. Com a outra mão, ele puxou o celular do bolso e, o pouco que consegui ver, foi que ele digitou o numero três da discagem rápida e colocou o celular na orelha.

 

Mal deu tempo de chamar e ele já estava falando.

 

- Esquece o que eu disse. Você está MESMO me devendo uma! – e desligou.

 

- Edward...? – afastei minha cabeça de seu peito para olhá-lo nos olhos.

 

- Deixa pra lá – ele deu de ombros – depois te explico – ele encostou novamente minha cabeça – assim que estiver se sentindo melhor, me avise e então nós vamos.

 

Passamos uns 40 minutos assim – apesar de eu já estar muito melhor, e nem me lembrar mais do porque de ter ficado chateada.

 

Ele ficou o tempo todo de olhos fechados, e, eu sabia que ele não estava dormindo, assim como eu. Estávamos apenas aproveitando o momento. Sentindo um ao outro.

 

Eu acariciava levemente seu braço, sem ter coragem de subir minha mão para o seu pescoço ou seu cabelo, enquanto ele continuava me abraçando forte e brincando com meus cabelos.

 

- Estou ficando com fome – murmurei baixo, amaldiçoando-me por precisar de comida. Mas achei melhor falar logo, antes que os roncos de minha barriga ficassem altos o suficiente para que ele também ouvisse.

 

Em menos de cinco minutos já estávamos no prédio. E, wow, que prédio!

 

- Pode deixar que eu levo as malas, só abre a porta pra mim, por favor – ele me deu a chave.

 

Não adianta discutir com essa família! Desde quando existe alguma dificuldade em subir com malas em um elevador? Isso faz minha vida em Forks parecer tão difícil...

 

Destranquei a porta, e, mal girei a maçaneta, quatro corpos se chocaram com o meu, me derrubando, literalmente, no chão, enquanto serpentinas caiam sobre nós.

 

- SURPRESAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA! – eles gritaram.

 

Serpentinas? E eu que achei que eu estivesse exagerando...

 

 

-

-

 

 

 

Gente, vocês não fazem idéia do quanto eu estou feliz em escrever essa história *-* Tô gostando taaanto dela... Já a tenho toda pronta em minha cabeça, falta só passar para o papel!


Ah, e, sobre as reviews, poxa gente, 5 reviews para mais de 50 leitores é muita sacanagem! Não vai cair o dedo, né?!


Esse capítulo não ficou muito emocionante, mas foi bem explicativo. Acho que tudo o que vocês precisavam entender para poder continuar com a historia, já está aí. Ah, e me desculpem por não responder os comentarios hoje. Respondo todos eles amanhã!

Bom, acho que é isso. Só depende de vocês: mandem review!

 

 


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