Who I Really Am? escrita por CarolBlackPotter, Gii


Capítulo 11
Peculiar




Capitulo 10



POV Renesmee.

O bolo que Nahuel me oferecera antes de começar a comer estava com uma cara realmente ótima.

Disfarçadamente encostei meu braço no seu, lendo sua mente. Ele pensava em como conseguiria me tirar daqui, mas logo eu tirei o braço, não suportava e ainda não suporto tirar a privacidade das pessoas, e, apenas com aqueles pensamentos e os que eu consegui no dia em que mostrei-o as minhs vagas memórias de casa, eu conseguia ter quase a certeza de que ele era completamente confiável.

Peguei o prato que continha o bolo e comecei a comer, ainda em silêncio. Percebi um par de olhos em mim e quando me virei ele sorria, provávelmente por me ver finalmente comer.

Abaixei os olhos para o prato mais uma vez e decidi contar.

– Johan veio aqui hoje.

Ele largou o garfo no prato de súbito e colocou-os na bandeja, se sentando de frente pra mim.

– E o que ele disse? Te machucou? - perguntou meio histérico - Ele tocou em você? Me desculpa por não estar aqui eu…

– Não foi sua culpa, e não, ele não me machucou. - cortei-o - Na verdade ele nem abriu a cela, mas ele falou uma coisas bem horríveis…. Sobre meus pais e os testes que faria comigo.

– Ele não vai fazer nada com você. - comentou voltando a comer seu bolo. - Você parece melhor hoje.

Ponderei sobre o assunto um minuto. Sim, eu estava melhor, aparentemente pelo menos, já que eu havia ingerido pelo menos um pedaço de bolo.

– Fisicamente, me sinto melhor; - disse acabando o bolo - Mas acho que um banho me faria bem.

Era verdade, eu estava nojenta. A cela não era a coisa mais limpa deste mundo, e eu conseguia sentir os fungos se procriando nas paredes de pedra, por isso evitava ao máximo ao menos chegar perto delas.

– Mas é claro. - disse sorrindo. - Providenciarei isso, e é claro, vou arranjar um jeito de te tirar daqui. Você precisa de ar fresco e sol, você está pálida.

– Eu sou palida. - soltei um riso fraco.



Ele saiu alguns minutos depois, e foi conseguir a permissão de Johan para me levar para sair um pouco, e voltou uma hora depois com uma muda de roupa, e um par de chinelos para mim.

Aquelas roupas definitivamente não eram minhas. Ele carregava um short curto, e o que parecia ser uma regata, uma toalha com roupas íntimas enroladas. Olhei-o intrigada.

– Eu mexi na sua mala, me desculpe. - riu se sentando ao meu lado e me entregando minha escova de dentes verde que brilhava no escuro. Lembro de ter implorado pelo que pareceu horas, no mercado, para minha ‘mãe’ compra-la para mim.

– Não tem problema, mas… essas roupas não são minhas… são? - questionei.

– Bom as íntimas sim. - respondeu corando. - As outras eu peguei de uma das minhas irmãs, Layla, que tem mais ou menos o seu tamanho.

– E por que?

– Bom por que com as roupas que você carrega naquela mala parece que está indo para o Alásca, aqui, o clima é tropícal, sua pressão pode cair se você colocar uma roupa daquelas.

– Ah, obrigada. - responde sincera. Ele estava fazendo tanto por mim.

– Venha, você vai tomar um banho longo e refrescante e depois eu vou te levar para conhecer tudo por aqui. Johan foi bastante gentil. Alguém acordou com o pé direito hoje… Quer dizer, acordaria se ele dormisse…

Eu tive que rir daquela.

Era a primeira vez que eu passava por aquela porta sem alguém me segurando brutamente pelos pulsos. Os corredores eram largos e tinham quadros dos mais diversos artistas espalhados pelas paredes. Não pude deixar de reparar na limpeza do local. Era muito arrumado, com tudo em seu devido lugar, o chão brilhando e os móveis lustrados perfeitamente.

Mas não haviam fotos. Um gesto tão comum de famílias, principalmente as maiores. Não havia nenhuma, o que só provava que o carinho que Johan tinha para com as filhas era nulo.

Paramos em frente à uma porta branca alta, que ficava ao lado de um banco de madeira parecido como o de um jardim, feito de madeira escura.

– Fique a vontade. Temos shampoo, sabonete, e todas essas coisas de meninas. Afinal, elas são muitas por aqui. Demore o quanto quiser.

Ele se sentou no banquinho sorrindo, sacou o celular do bolso e começou a digitar, bem rápidamente, pelo que percebi.

O banheiro não poderia ser descrito como menos que perfeito. Era amplo, com cores claras, e, apesar de não ter uma banheira, como aposto que as suítes da casa tinham, ele tinha um chuveiro enorme.

Deixei as coisas que Nahuel trouxera, em cima da pia, e me olhei no espelho.

Eu estava um lixo.

Meus cabelos estavam mais embaraçados que um maço de feno, meus olhos estavam com fundas olheiras roxas e minhas mãos, unhas e pele estavam imundas, implorando por qualquer resquício de água.

Me despi, percebendo que a calça jeans que um dia fora tão justa , estava praticamente larga.

Era verdade, eu devia ter emagrecido muito, já que na cela era bem quente e eu estava de moleton e jeans. Eu precisava urgentemente de uma refeição mais reforçada, mas agora que eu poderia confiar em Nahuel, conseguiría comer e beber algo a mais, principalmente aquele suco de laranja gelado que estava me tentando desde o primeiro dia.

Tomei o banho mais longo da minha vida, num morno quase frio. Parecia que, apenas lavando o cabelo a sensação era de uns cinco quilos a menos, juntando com o corpo, eu me senta levissíma. Consegui até relaxar e suspirar por um momento.

Me vesti e comecei a escovar os cabelos, constatando que eles precisavam de um bom corte, já que estavam quase chegando ao final da minha coluna. Enrolei-o em um coque, prendendo-o fortemente com ele mesmo, coisa que o comprimento permitia.

Escovei os dentes três vezes, só para ter certeza de que estavam perfeitamente limpos e frescos.

Eu me sentia aíviada quando abri a porta, me deparando com um Nahuel quase adormecido no banquinho.

– Demorei tanto assim? - perguntei baixinho.

Ele pareceu se assuspar por um momento, pois levantou em um rompante, mas logo se acalmou e me olhou parecendo contente.

– Melhor? - perguntou ainda sorrindo.

– Sim, obrigada.

– Venha, vamos sair de dentro desta casa um pouco.

Ele me levou em direção a uma grande porta - que parecia ser a principal - e, assim que abriu-a tive a sensação de estar sendo tirada de uma caixa de papelão vazia e escura.

Eu havia visto aquela cena antes, mas estava quase escuro quando chegamos, e não tinha a mesma majestia a noite, quanto num dia de sol.

Fomos parados por alguns dos guardas de Johan na borda da clareira, mas e seguida liberados, depois deles receberem a confirmação via telefone de que nós realmente poderíamos dar uma volta pela floresta, mas que qualquer coisa fora do comum, era para eles verificarem imediatamente.

Seguimos em direção a floresta em silêncio, Nahuel parecia apreênsivo e eu estava começando a me preocupar.

Ele nos parou alguns minutos depois, quando já estávamos mais ao centro da floresta, e se virou para mim, ainda nervoso.

– Preciso falar uma coisa séria com você, e eu não sei quantas chances eu vou ter de te tirar da casa, então…

– O que foi? - questionei quando ele parou.

– Eu… hãm… sou muito amigo dos seus pais. - comentou. - Os verdadeiros.

Eu não pude evitar sorrir. Se isso fosse realmente verdade, ele me levaria para casa, finalmente.

– Oh meu Deus, isso é sensacional. Você vai me levar pra casa não é? Por favor…

– Sim, eu vou te levar pra casa. - sorriu. - Mas primeiro temos que descobrir como vamos fugir daqui com os guardas de Johan por toda parte.

– E se nós formos agora? - questionei animada. Eu faria de tudo. - Tem frutas na floresta, e nós podemos correr rápido até a cidade mais próxima e conseguir um pouco de dinheiro, ou roupas.

– Ok, você tem certeza que não quer esperar até estar mais forte? - questionou preocupado

– Eu estou perfeitamente bem, só me leva pra casa, por favor.

O meu último pedido pareceu fazer ele pensar. Tirou o celular do bolso e arregalou os olhos.

– Tenho apenas 3% de bateria, que droga. - resmungou. Depois ele começou a digitar ainda mais rapidamente do que antes e acabou, alguns segundos antes de o celular apitar, indicando que estava sendo desligado.

– Eu os avisei que devemos estar chegando lá em no máximo três dias. - comentou, e sorriu. - Vamos, precisamos chegar a cidade antes dos guardas de Johan perceberem tudo.

A adrenalina e a felicidade queimaram nas minhas veias. Eu me sentia como se estivesse saidno de dentro de uma gaiola e finalmente encontrando a liberdade.

Nós começamos a correr. Eu nunca corri tão livremente como naquelas três horas que levamos para chegar a cidade mais próxima, indo em direção a America do Norte. Era uma cidade pequena e simples, no começo da Colômbia. Paramos para beber um pouco de água em uma pousada e recomeçamos a correr, com a meta de chegarmos em algum lugar na área central do México, para passar a noite.

E foi o que aconteceu. Depois de mais de cinco horas e meia correndo pelas florestas do Mexico, chegamos a uma cidadezinha agradável. Paramos logo na divisa da floresta e conseguimos, por algum milagre algumas frutas nas árvores, que nos alimentaram antes de encostarmos embaixo do telhado de uma casa, para nos protegermos da chuva, que veio em boa hora para apagar os rastros que havíamos deixado para trás.

– Eu estou feliz que você tenha comido alguma coisa. - comentou depois de a chuva passar e voltarmos a correr. - Achei que você fosse deshidratar.

– Talvez fosse isso que eu quisesse que acontecesse. Pensei que talvez Johan me deixasse em paz.

– Até que funcionou um pouco. Ele não fez nada enquanto você estava lá daquele jeito… Mas ele nunca vai te deixar em paz. - comentou ainda correndo. - Ainda mais depois de fazermos ele de trouxa bem debaixo do nariz dele e dos guardas.



Sim, a chuva tinha nos dado uma vantagem quanto ao cheiro, mas também havia um prejuíso. Eu era uma pessoa completamente descoordenada para qualquer tipo de atividade que envolvesse chão e água, então conseguia cair com frequência, fazendo meus joelhos, pernas, bochechas e as palmas de minhas mãos, ficarem cada vez com mais machucados.

Nahuel fez questão - apesar dos meus protestos - de darmos uma pausa para ele poder roubar alguns remédios e curativos de alguma casa desprotegida antes de continuarmos a nossa fuga.

Eu não queria admitir, mas aquilo mexeu bastante comigo e eu me sentia bem melhor quando voltamos a correr.

Havíamos chegado naquela tarde ao começo da America do Norte. Mas precisamente no Texas, o que significava que teríamos apenas mais cinco ou seis estados até estarmos em Washington, onde ficava a cidade de Forks.

Pelo fato de estarmos no outono, logo esfriou, e eu e Nahuel, estávamos usando bermudas e camisetas leves, o que nos fez desistir de parar para descansar a noite e continuar correndo, já que daquela maneira, pelo menos, o nosso corpo permanecia aquecido.

Chegamos no Arizona aquela noite, e apesar de ser um dos países mais quentes, dentro da floresta fechada a noite, era frio, nos fazendo parar por pelo menos algumas horas para descançar e dormir um pouco, coisa que era difícil devido a expectativa.




A manhã seguinte acordou ensolarada. Eu diria que era pelo fato de estarmos no Arizona, mas, até mesmo quando chegamos na divisa de Oregon e Washington o sol continuava a brilhar.

Aquilo não estava me fazendo bem, pois, como Nahuel disse, eu não estava acostumada com o calor, já que passei a minha vida inteira na Irlanda, e aquele calor estava fazendo minha pressão arterial cair. Mas eu aguentaria é claro. Não iria cair agora que eu já estava no mesmo estado que eles, mais uma vez.

Nahuel me seguia de perto, se certificando de que eu bebesse água vezes o suficiente para não virar um tomate desidratado. Sim, por que eu estava muito vermelha, sendo vítima do sol, principalmente nas maçãs do rosto, que eram bem sensíveis devido a minha pele branca.

Depois de todo aquele tempo correndo juntos, o clima entre nós era só de brincadeiras, ainda mais que estavamos tão perto. Apesar da preocupaão que nunca se afastava, as brincadeira e risos iam ficando cada vez mais faceis.

Fazia alguns quilometros desde que Nahuel parecia estar tentando segurar o riso de alguma coisa. Eu corria sempre um pouco mais na frente, sempre o ultrapassando quando ele tentava ficar na frente, mas eu podia ver claramente aquela careta engraçada que ele fazia, olhando para alguma coisa em mim.

Até o momento, que não aguentei mais e o parei. O encarei, tentando fazer minha melhor cara de brava. Isso pareceu piorar a situação e ele começou a rir para valer.

– O que é tão engraçado? - eu acabei rindo, contagiada com a sua risada.

– Bom… - Ele disse tentando parar de rir - você tem algo preso aí no seu cabelo. Na verdade, são vários.

Eu fiquei confusa com o que ele disse, tateando as cegas os meus cabelos, que ficavam cada vez mais armados por conta do sol e da falta de uma boa hidratação. Foi quando eu encontrei os intrusos que o faziam rir.

Foi mais rapido do que eu pensei que demoraria para achar, mas acontece que eram muitos.

Com aquele negócio de ficar se escondendo, andando no meio da mata, sempre havia alguns obstáculos, como um mato mais alto do que o normal ou arbustos, até mesmo o vento levando várias folhas que caíam por causa do outono.

E eu descobri, que com esse negócio de cabelo não hidratado, tomando chuva e sem um banho descente toda noite, ele virava um ótimo imã para folhas, pequenos galhos e até mesmo alguns pequenos insetos.

Eu surtei, procurando loucamente qualquer fonte de água proxima - no caso uma cachoeira - e me jogando em baixo dela. Um arrepio de nojo passou por mim enquanto eu via tudo aquilo saindo na água, principalmente aqueles insetos nojentos.

No meio disso, Nahuel ria loucamente da minha reação. Eu sai de dentro da água encharcada, batendo os pés com força e indo na direção dele.

– Por quê não me falou antes?!? - Eu gritei raivosa e isso só fez ele rir mais. - Não tem graça!!

Eu cruzei os braços, virando de costas e fazendo bico. Aquilo tinha seriamente me magoado. Quando ele notou minha cara, imediatamente parou de rir e foi até mim, colocando a mão no meu ombro. Sua pele era quente.

– Me desculpa, minha inteção não era te magoar… é que você parecia tão selvagem e…

– Parecia o quê?! Selvagem?! - Eu o encarei novamente nervosa. Como ele ousa?!?

Ele ergueu os braços em rendição, dando um passo para trás;

– Ei, não é um selvagem no sentido ruim, é um selvagem bonito, meio sexy. - Ele disse tentando concertar.

A palavra “sexy” ali no meio pareceu nao ser totalmente assimilada por mim. Eu virei de costas, fingindo ainda brabeza, ao notar que eu começava a corar. Meu Deus, ele havia dito que eu era sexy?

Imediatamente tomei consciencia do estado que estava e das minhas roupas terrivelmente molhadas, coladas e transparentes. Senti meu rosto ficar ainda mais quente. Tentei me cobrir com as mãos.

Ele não pareceu notar a minha aflição interna.

– Quero dizer, você ficou tão meiga que eu não conseguia evitar não rir.

– V-Você podia ter me contado antes - eu gaguejei, ainda de costas

– E perder essa sua reação? Nháá… - Ele riu e dessa vez eu o acompanhei. - Então, vamos ficar aqui para sempre ou podemos seguir em frente, senhorita selvagem.

“Sexy”

– H-hum, claro… Só que - Eu olhei para as minhas roupas, vagamente e ele entendeu.

Ele segurou a barra da camisa que vestia, uma vermelha um tanto apertada, a retirando de uma só vez, me dando a visão completa do seu peito nu. A voz dele soou mais uma vez na minha cabeça. “Sexy...”

– Nada posso fazer com o seu shorts, mas pegue minha camisa até a sua secar. Pelo menos não corremos o risco de você pegar um resfriado. Acho que Bella me mataria se chegasse com você doente.

Eu dei um risinho meio nervoso, pegando a camisa da sua mão, muito consciente da aproximação dos nossos corpos necessaria para realizar tal ato.

– Eu, han… - Disse mostrando a camisa.

– Ahh, claro! Vou virar de costas - Ele sorriu muito a vontade com a situação.

Eu fiquei estatica enquanto o via virar de costas. Virar de costas? Por que não vai para o meio da floresta? Ah, Deus.

Eu tentei tirar a camisa o mais rapido que eu podia, mas ela grudava com uma facilidade imensa á minha pele e sua temperatura me dava calafrios cada vez que encostava em uma parte diferente do corpo. Eu pensei em retira-la sem encostar muito em mim, mas isso exigia tempo e conscentração, coisa que eu não tinha pois tinha um homem seminu, que acabara de me chamar de selvagem-sexy de costas bem na minha frente.

Eu me enrolei um pouco quando me libertei da camiseta molhada, enfiando de a sua camisa quente e seca o mais rapido que eu pude. Eu respirei mais aliviada, como se ela fosse um casulo que me protegesse.

– P-pronto, agora podemos ir - eu avisei enquanto torcia a minha camiseta molhada.

Quando ele se virou, novamente começou a rir de mim e eu me perguntei se, na cabeça dele, eu tinha alguma caracteristica de palhaço. O que havia de errado dessa vez?

– Você colocou a camiseta do avesso. - ele disse.

Eu não acredito nisso. Eu grunhi irritada. Como eu fora burra o suficiente para fazer isso?

Ele achou mais graça da minha reação; Eu virei de costas eu mesma, lutando com a camiseta para retira-la. Eu estava passando mico demais! Aquilo só podia ser algum tipo de carma, ou sei lá!

– Ei, ei, calma! Assim você vai rasgar a camiseta! - ele falou atrás de mim e eu fiz ao máximo para ignorar - Esperai, deixa eu te ajudar.

A ultima palavra ecoou na minha cabeça alguns segundos até eu entender o que ele ia fazer.

– NÃO, NÃO PRECISA! - Eu gritei, com metade da blusa já tirada, mas minha cabeça ainda presa. Eu virei ás cegas na direção dele, tentando impedi-lo, mas só acabei piorando mais a situação. Quando vi, eu tinha enfiado a minha cabeça no meio do seu peito e ele parecia ter se envolvido numa especie de abraço doloroso e emparaçoso comigo.

E minha cabeça continuava presa e meu sutien de fora, encostado em seu peito.

Eu quis sair correndo e me afogar na cachoeira. Aquele era o fim. Eu não podia mais viver depois de tudo aquilo. Era simplesmente inegociavel. A vida me odiava! Eu havia jogado pedra na cruz e estava pagando por aquilo só agora!

Nahuel gargalhou, me ajudando a me levantar e eu finalmente tirei a camiseta. Eu tentei ficar completamente focada na minha atividade de desvirar a camisa, mas minhas mãos tremiam tanto e eu sentia tanta vergonha de estar ali, seminua na frente de um cara seminu, com ele podendo ver quase que completamente os meus seios, que a tarefa se tornou impossivel.

Ele pareceu notar isso.

– Deixa eu dar uma mãozinha - Sua voz parecia divertida com a stuação.

Isso me fez ficar levemente irritada e mais vermelha ainda. Ele desvirou a camisa em três segundos.

– Levante os braços. - Ele disse.

– O quê?!? - Eu tinha ouvido direito?

– Levante os braços, Nessie, vou colocar essa camisa em você sem que você acabei se enforcando no meio do processo

Eu encarei os seu rosto, chocada. Ele não podia estar falando sério!

– Você está louco?

– Ahh, por favor, para com isso - Ele levantou ele mesmo meus braços e enfiou a camisa em mim, enquanto eu ficava boquiaberta encarado seu rosto.

O que raios tinha acontecido??

Então, como se não tivesse acontecido nenhuma cena de nudismo e esquisitice, ele simplesmente virou, com aquele meio sorriso irritante e disse:

– Vamos andando que nesse ritmo, amanhã de manhã estamos chegando em Forks.

Simples assim. Sem nenhum comentário sobre o fato de eu, á alguns segundos atras, ter estado deitada sobre ele com os peitos quase á mostra.

Ok. Tudo bem.

Eu soltei um suspiro profundo antes de sair correndo atrás daquele garoto que só podia ser descrito como peculiar.