Ocean Wide escrita por Pih Chan


Capítulo 10
Capitulo 10 - Pervertidos também podem ser inteligentes.


Notas iniciais do capítulo

Hey minna-san õ/ Me desculpem a demora, isso foi o resultado de perfeccionismo misturado com bloqueio criativo, basicamente me deu vontade de postar esses dias e eu simplesmente disse para mim mesma que não daria para deixar esse capitulo melhor do que isso, acabei usando muito do meu rascunho, algumas vezes até frases inteiras (Nunca faço isso o.o Normalmente reescrevo tudo, apenas mantenho a ideia do capitulo). O LuNa também foi pouco, me desculpem por isso, mas os próximos capítulos serão melhores. ~~Uau, esse foi o capitulo mais cansativo que já escrevi ç.ç
Aliás, eu reli meu rascunho inteiro e percebi que tenho até mais ou menos pouco depois de quando a Hancock aparece, hihihi, mal posso esperar para chegar nessa parte, parece bem melhor de escrever XD
Lutas... Como eu amo lutas, é uma pena que descrevê-las seja tão cansativo ç.ç
Queria agradecer à Batmina pela recomendação ~~Tive uns ataque quando vi, aliás, ainda estou tendo *u* ~~ e bem... O aniversário da Maitê está chegando (Yay, feliz aniversário õ/) capitulo dedicado para as duas õ/
Bom, depois de 2 meses, ai está õ/ ~Espero que gostem, prometo que os outros serão melhores.
Ps: Me avisaram de um erro no outro capitulo, o Luffy pode escolher quem o haki dele vai atingir, eu tinha esquecido isso, mas como vai afetar a história, vou ter que manter o erro, desculpa aê pessoal ç.ç



Capitulo 10 - Pervertidos também podem ser inteligentes.

Pov Narrador

Estava começando a recobrar a consciência, seu corpo estava o traindo de modo que não se via na condição de mover sequer um membro ou mesmo senti-los.

Pouco a pouco seus sentidos pareciam voltar como a dor intensa se fazia presente, sua cabeça estava amortecida sobre o chão frio e seus olhos finalmente abriam, mesmo que sua visão agora estivesse turva achou ter visto algo como um teto cobrindo-o.

Sentiu uma pressão em seu peito enquanto o cheiro de laranja invadia suas narinas como seu olhar instintivamente caiu sobre a navegadora adormecida encima de si.

Demorou para assimilar o que estava acontecendo, mesmo suas memórias pareciam traí-lo. No entanto a sensação de ter Nami dormindo em seu peito parecia familiar de alguma forma.

Algo estava a prendê-los juntos, porém essa não era a razão de sua dormência, os socos da azulada pareciam ter impedido o movimento de qualquer um de seus membros desde aquele momento.

Suspirou tentando mover sua mão para encontra-la ainda entrelaçada com a da ruiva, mesmo que debaixo daquela estranha corda.

Tendo de fazer alguma força para que isso ocorresse, aproximou seu rosto da garota sussurrando perto de seu ouvido com sua voz fraca que falhava ao chama-la.

—Nami. — Luffy repetiu alguma vezes, mas estava prestes a desistir depois de não obter resposta, quando ouviu-a murmurar algo como “Luffy... Deixe dormir mais um pouco” enquanto aconchegava sua cabeça no peito do companheiro. — Nami. —Chamou mais uma vez.

A ruiva piscou algumas vezes para então vislumbrar o casaco vermelho do capitão, não associa de imediato, apenas depois de encontrar com o rosto do amigo fitando-a com aqueles olhos negros de coruja.

─Luffy! ─ O punho de Nami estaria encontrando com a cabeça do garoto de borracha agora se não fossem por aquelas cordas apertadas entorno dos dois. ─ Mas o que diabos...?!

─Oh, finalmente acordaram. ─ Uma voz familiar surge ao fundo acompanhada de um riso baixo como “fufufu” fazendo com que os dois congelassem perante a situação atual nada favorável.

Uma aura demoníaca avançou sobre o chapéu de palha aos pulos, como se não pudesse usar os braços para manter o equilíbrio ou afastar as pernas para correr.

─LUFFY! SEU MALDITO! ─ A figura finalmente cedeu as leis da física e foi atraída para o chão antes mesmo de conseguir tocar em seu alvo revelando então aos dois um cozinheiro depressivo. ─ Maldito sortudo, eu queria ficar amarrado com a Nami-swaaaaan.

Luffy apenas limitou-se a rir da situação.

Esses ataques de Sanji sempre seriam um mistério para ele, assim como o porquê de Brook sempre perguntar as garotas se elas lhe mostrariam suas calcinhas.

“Yosh, então são panos misteriosos” devia ser seu pensamento em relação a isso, afinal, esse é Monkey D. Luffy, a definição perfeita para a palavra “inocente”.

Nami olhou envolta do modo que pode, constatando, para sua infelicidade, que todos os seus companheiros encontravam-se ali.

Robin era a mais próxima, parecia bastante calma para alguém que acabara de ser capturada e que, provavelmente, seria entregue a marinha.

E ao contrário de seus companheiros, ela passaria pelo inferno antes de poder dar-se ao luxo de descansar em paz, seria obrigada a assistir a execução pública de cada um deles e traduzir poneglyphs para o governo mundial, mas mesmo assim, não demonstrava preocupações.

Talvez, depois de tudo, Robin tivesse desistido de duvidar das pessoas que esperara sua vida inteira, aqueles que podia chamar de amigos.

Ao lado da morena, encontrava-se o espadachim de cabelos esverdeados oferecendo um olhar assustador qualquer coisa que estivesse à sua frente, estava claramente irritado por ter sido pego desprevenido daquela forma e agora, tinha como “brinde” o cozinheiro apaixonado gritando elogios para as “damas” da tripulação.

O narigudo estava amedrontado, quase a chorar, apenas segurava-se para manter o orgulho. As pernas tremiam por baixo das cordas, mas mesmo assim punha-se a proferir suas mentiras costumeiras.

“Sabe, Chopper, isso não é nada para o grande capitão Usopp, o homem que lutou com reis dos mares na Calm Belt, já estive em situações bem piores, já te contei da vez em que eu lutei com dinossauros para salvar meus amigos gigantes no começo da Grand Line?”

De certa forma, isso acalmava a pequena rena que tinha os olhos brilhando enquanto murmurava para si mesmo um baixo “Incrível!” em admiração ao seu herói.

Brook também não aparecia apresentar qualquer problema com a situação atual, apenas observou o capitão e a navegadora por alguns segundos até deixar-se dizer :

─Boa, Luffy-san, talvez a Nami-san te deixe ver a calcinha dela mais tarde. Yohohoho ─ Apenas para ganhar um olhar demoníaco da ruiva logo em seguida. ─ Isso foi assustador, me fez tremer até os ossos... Espera! Eu sou só ossos mesmo! Yohohoho! Piada de caveira!

E por fim, seu olhar conseguia alcançar o ciborgue que não estava com uma cara muito boa, como se dissesse “Isso não é SUPEEER”.

─Sharararah! ─ Um riso que seria dado como a descrição perfeita para a palavra “irritante” ecoou pela pequena gruta. A palavra “Mellorine” também podia ser ouvida a medida que a garota de cabelos azulados se aproximava.

Um sorriso malicioso estampou-se em seu rosto ao fitar o espadachim irritado mais ao fundo que resmungava sem lhe dar atenção.

─Vocês são patéticos. Essa é a tripulação do chapéu de palha? ─ Sayo disse segurando as bochechas de Zoro, obrigando o mesmo a olhar para ela. ─ Apenas algumas ilusões e já se tornam sentimentais. Shararah!

Raiva. Era o que Roronoa sentia naquele momento, se ao menos tivesse ao seu lado pelo menos uma de suas espadas...

Ela continuaria, se não fosse um senhor mais velho, baixo e de capuz esverdeado que a acompanhava.

─Sayo-san, não seja tão cruel. ─ Estava claramente incomodado com a situação e tomava a atitude de empurrá-la de volta para onde vieram.

─Por que não? Eles não podem fazer nada mesmo! Sharararararah! Nada melhor que vitimas totalmente indefesas. – A sardenta o empurra para longe voltando a andar na direção em que fora mandada.

─Apenas acho que não será bom se as coisas... ─ o velho direcionou seu olhar para os prisioneiros dando ênfase na última palavra enquanto deixa algo, acidentalmente, cair. ─ Esquentarem.

Por fim, agora de costas, chutou o objeto para perto dos piratas antes de desaparecer no fim da gruta.

Uma chave.

O ciborgue rapidamente queimou as algas que o prendiam para então pegar a chave e soltar cada um de seus companheiros.

Suas armas e pertences pessoais tinham sido tomados tornando Usopp, Nami e Brook indefesos, talvez até mesmo Roronoa Zoro, embora o mesmo fosse capaz de se virar sem suas espadas.

─Por que ele nos ajudou? ─ Indagou o narigudo desconfiado.

─Eu apenas não quero cooperar com eles. ─ Ouviram um murmúrio vindo do velho que se aproximava cuidadosamente. ─ Agora, fujam rápido, a marinha está vindo.

Aquele mesmo som irritante de mais cedo ecoava novamente seguido por passos.

─Eu sabia. Sharararah! ─ A garota dos cabelos azuis virava-se para trás de modo que parecia estar acompanhada de mais pessoas. ─ Disse que não podíamos confiar nele. ─ Sayo anda até o velho dando-lhe um tapa no rosto que o jogou longe. ─ SEU TRAIDOR!

─Ossan! (*) – Gritou o chapéu de palha ao ver a cena com as mãos ainda acorrentadas com a navegadora sendo os últimos, salvo por Robin, a serem soltos.

─Fique parado, idiota! ─ A ruiva esbravejou deixando seu punho encontrar com a cabeça do companheiro.

Sayo empunha uma de suas espadas antes encontradas na bainha apenas esperando a chance de serem usadas e a apronta para o velho no intuito de ataca-lo agora que estava indefeso caído no chão frio e com a bochecha que fora atingida num tom de avelhado mostrando quão forte tinha sido o tapa.

O que não esperava era que um certo espadachim de cabelos esverdeados seria capaz de roubar uma espada de um de seus subordinados e ser rápido o suficiente para defender o velho.

Esse era o abismo chamado de diferença entre forças de ambos. Zoro era completamente superior.

O tempo fora suficiente para Nami conseguir libertar-se do chapéu de palha, porém todas as suas esperanças de fugir sem mais problemas evaporaram ao ouvir o berro de capitão “ESTOU LIVRE” que fora entendido pelos encapuzados como um grito de guerra.

“Por que sempre tão impulsivo?” esse é o pensamento compartilhado pela ruiva e o narigudo, naquele momento estavam indefesos.

Sanji rapidamente derrubou grande parte dos encapuzados com facilidade considerável visto a diferença entre números.

─SAÍAM DE PERTO DA NAMI-SWAAAAN! ─ Gritou enquanto desaparecia na multidão de inimigos onde apenas se via encapuzados sendo arremessados por todos os lados.

─Você usa três espadas e nesse momento só tem uma, não pode usar sua força total, eu uso duas, você não tem chance. ─ A garota provocava tentando achar uma brecha para pegar a segunda arma.

─Posso te vencer facilmente com apenas uma espada. ─ O esverdeado deixa um sorriso convicto tomar conta de seus lábios.

(...)

Nami e Usopp não tinham opções a não ser covardemente esconder-se, agora eram mais inúteis que usuários de akuma no mi acorrentados com kairouseki.

Nami se odiava por isso, ela havia prometido a si mesma durante aqueles dois anos solitários que se tornaria mais forte por seu capitão, porém até agora não fora útil em qualquer luta.

Com a chave em mãos, a ruiva fitou a amiga ainda presa, se ela pudesse ao menos soltá-la já estaria satisfeita consigo.

─Para onde foi o Sanji? ─ Ouviu a voz inconfundível de seu capitão enquanto derrubava vários de uma vez.

Nami correu convicta, agora, sem o cozinheiro, a arqueóloga seria de grande ajuda. Naquele momento, agachada perto da amiga rapidamente puxou-lhe o pulso na tentativa de colocar as chaves nas algemas.

─Navegadora-san, atrás de você. ─ Robin tardiamente avisava a companheira do inimigo que se aproximava pelas costas.

Nami não teve o pensamento rápido o suficiente para desviar, seus reflexos simplesmente a fizeram encolher-se com os olhos fechados, apenas esperando o impacto que nunca veio.

Espiou por cima do ombro encontrando o capitão que segurava o braço do encapuzado com uma feição assustadora que nunca imaginaria ver naquele rosto sempre tão risonho.

Ele agressivamente arremessa o inimigo na direção de outros dois que se aproximavam. Nami observava em transe pensando como aquela reação do companheiro se parecia com quando maltratavam seu tesouro.

Ela corou ao comparar-se ao querido chapéu de palha do garoto, mas logo balançou a cabeça tentando mandar o pensamento para longe e se concentrar em salvar sua amiga.

─Mil fleur! Gigantesco mano! (*) ─ Mãos gigantes surgiram do chão esmagando boa parte dos encapuzados.

─Radical beam! (*) ─ O raio de Franky veio de conjunto também derrubando boa parcela de inimigos.

─Heavy point! (*) ─ A pequena rena se transforma num mostro pouco maior que um humano, era pouco perto do que poderia fazer se tivesse suas rumbles balls, mas como não dispunha das mesmas naquele momento, só lhe restava improvisar e dar seu melhor.

– - - - - - -

O mugiwara (*) simplesmente não conseguia se distanciar da companheira ruiva, talvez ele mesmo não tivesse percebido isso, mas o capitão a defendia de todos que se aproximavam com uma estranha violência nunca vista pela mesma.

Sem muita defesa, Nami não podia fazer muito além de se esconder atrás do menino de chapéu de palha.

Não podia também deixar de sentir-se lisonjeada como ele a protegia como fazia com seu tesouro, porém não gostava de como seu amigo parecia com tanta raiva.

Ela agarrou-se em seu braço impedindo-o de desferir mais um golpe.

─Por favor, pare. ─ A ruiva dizia apertando mais o adolescente do capitão que agora parecia paralisado, a navegadora tinha um estranho efeito sobre ele.

(...)

Luffy fitou a companheira que mantinha o domínio sobre seu braço por alguns segundos antes de enviar-lhe um sorriso doce que fora entendido pelos dois como um tipo de resposta silenciosa.

─Nami-swaaaaaaaaaan! ─ Um furacão loiro cruzou a gruta poucos segundos depois de desfazer-se a cena entre o capitão e navegadora.

─Onde você estava, Ero-cook? ─ Indagava o espadachim enraivecido enquanto defendia-se com facilidade de todos os golpes desferidos pela garota de cabelos azuis que agora usava duas espadas.

O loiro simplesmente ignora o esverdeado e continua a falar com a ruiva, a maior parte se resumia em cantadas e declarações de amor diversas que com o tempo se tornaram características do cozinheiro.

Luffy continuava a lutar, agora mais suavemente, enquanto escutava as baboseiras do amigo para a navegadora e se perguntava o que era aquela sensação estranha em seu peito.

Felizmente para Nami ─ e para o capitão ─, Sanji finalmente voltou ao ponto principal da conversa entregando-lhe o seu clima tact (*) que ele havia encontrado nesse meio tempo.

Embora a beldade do bando fosse sua prioridade, ele não se esquecera do resto, nem mesmo de Roronoa Zoro.

Sanji podia ser um pervertido, mas era um pervertido brilhante.



Notas finais do capítulo

Muito obrigada por lerem õ/
O que acharam? Bom? Ruim? Mereço um abraço do Luffy? *u* ~~Yay, Luffy-kuuun, quero um abraço mesmo que a resposta seja não *u* ~~ Por favor, digam nos comentários, quero saber a opinião de vocês ^-^
*Ossan: Pode significar "tio" ou homem de idade.
*Mil fleur, gigantesco mano: https://www.youtube.com/watch?v=GMUMb3VA0-0
*Radical beam: https://www.youtube.com/watch?v=5t2QwM4r1aM
*Heavy point: https://www.youtube.com/watch?v=KRtN8629s4w
*Mugiwara: Significa "Chapéu de palha", muitas vezes chamam o Luffy assim.
*Clima tact: É arma da Nami.