A Filha Do Velho Morcego escrita por Guyn, Any Cristine


Capítulo 50
Capítulo 50


Notas iniciais do capítulo

Volteiiiiiiiiiiiii e agora pra terminar :D
Galera das antigas mil desculpa por tudo, galera mais recente mil desculpas também...
Então meus amores...
1º aviso, eu reli toda a historia e me veios novas ideias q mudaria os acontecimentos que eu já tinha postado, eu tinha duas escolhas excluir e repostar a fanfic ou apenas excluir os capítulos que eu já havia postado, pensei e repensei então escolhi apagar apenas os 6 últimos capítulos... O que nos leva ao 2º aviso que estar mais para um pedido, releiam a fic novamente relembrem e revivam as mesmas emoções, riam e chorem novamente kkkk
3º aviso, antes de apagar eu li todos os comentários que vcs me mandaram e agradeço demais foram eles que me fizeram retornar :) a todos o meu agradecimento. E espero receber mais agora que voltei. kkkk
4º E ultimo aviso sim ela estar concluída, postarei os cap todas terça e quinta!
Sejam bem vindos novamente e boa leitura.



Pov Snape

Ao aparatar no meio da sala da professora Walker fiquei surpreso, primeiro por saber onde era o esconderijo da garota e segundo por ver a própria garota deitada no sofá, com o dedo na boca e com a cabeça no colo da professora que alisava carinhosamente seus cabelos, e alguma coisa tinha acontecido, pois seu rosto de pele alva estava um pouco vermelho e manchado pelas lagrimas secas. Ao ver-me ali no meio da sala, a professora ficou surpresa e rapidamente levou um dedo a boca fazendo sinal de silencio. Arqueei uma sobrancelha de modo interrogativo.

Ela lentamente levantou a cabeça da Lohane e colocou uma almofada embaixo e se levantou, chegou perto de mim, segurou minha mão e me puxou para fora da sala.

— Ela acabou de pegar no sono. – a professora disse quando já estávamos do lado de fora.

— O que aconteceu? – perguntei.

— É um assunto que somente Lohane pode te contar ou não. – ela respondeu seria. E algo me dizia que não era coisa boa.

— O elfo me disse que ela estava chorando, algo grave deve ter acontecido. Lohane não é de chorar facilmente.

— Sim é verdade, estava muito abalada, mas como eu já falei isso é um assunto dela, não posso dizer nada.

Eu fiquei irritado, já nem sabia mais por qual motivo, por saber que a garota estava chorando, por saber que aquela professora não queria me dizer, ou saber que a própria professora estava ajudando ela a se esconder.

— Quem é você que pode saber das coisas assim? E, aliás, todo esse tempo você esteve acobertando-a. Posso saber o porquê de não ter me dito onde ela estava?

— Não me lembro do senhor ter me perguntado. – respondeu ela com descaso.

 - Você como professora deveria ter dado uma detenção nessa garota, ela passou dos limites. – disse já bufando de raiva.

— Sim confesso que ela passou dos limites, mas foi apenas uma brincadeira, não precisa levar isso a sério. – quem aquela professora pensava que era pra falar assim comigo.

— Mas é claro que eu vou levar a sério, dessa vez ela não vai sair impune por suas brincadeiras de criança. – disse com raiva.

— Você sabe que ela não fez isso por maldade, não entendo porque toda essa raiva. – a professora falou já se irritando.

— A senhora não precisa entender, só o que importa é que quando ela acordar vai ter um belo castigo.

— Você não tem esse direito.

— Ah eu tenho sim. – disse com gosto. – E se a senhora não sabe, sou pai dela, e dessa vez ela passou dos limites da minha paciência.

— Não é motivo para um castigo.  – a mulher falou com um tom mais auto. Nesse momento a porta se abriu é Lohane saiu.

 

POV Lohane

Já estava cochilando quando ouvi o som de aparatação dentro da sala, abri minimamente um olho e nem precisei olha no rosto da pessoa, pois as vestes negras já diziam tudo. Senti Vivian levantar minha cabeça e colocar uma almofada e depois a vi sair puxando meu pai para fora. Respirei fundo e me sentei no sofá, pude ouvir sussurros do lado de fora e com minutos já conseguia ouvir claramente a conversa. Sim logo eles estariam discutindo. Levantei-me e caminhei lentamente para porta, estava esgotada, naquele momento para mim nada importava, mesmo depois de toda a conversa, conselhos e conforto que Vivian havia me dado.

Cedo ou tarde teria que falar com o Snape, sabia que teria punição pelo meu ato, horas antes eu estava me importando com isso, de como ele iria reagir, realmente estava me importando, mas depois do acontecimento com a vaca aloirada, parece que tudo não tinha mais valor. Abri a porta e os dois dirigiram o olhar para mim.

— Tudo bem Vivian, tenho mesmo que falar com ele. – disse sem emoção. – Vamos. – disse passando por eles e seguindo para as masmorras.

Durante todo o caminho fui de cabeça baixa e em silencio, Snape vinha logo atrás de mim. Os poucos alunos que passaram pela gente se mostraram curiosos pelo que iria acontecer, mas eu não estava lingando. Entrei na sala dele e me sentei na cadeira em frente a sua mesa. Ele veio e sentou-se na sua cadeira.

— Primeiro: O que foi que aconteceu? – perguntou duro e direto.

— Nada importante. – respondi em voz baixa.

— Minha paciência com você já acabou garota. Vamos o que aconteceu? – ele estava com raiva e impaciente.

— Nada de importante. – respondi novamente sem emoção.

— Se você acha que fazer essa cara de tristeza, vai me abalar, estar muito enganada. – exclamou extremante irritado, eu apenas continuei calada e de cabeça baixa. – Você passou dos limites Lohane, uma garota de 16 anos fazendo brincadeiras de criancinhas, nem parece minha filha, estou extremamente desapontado com você. Suas atitudes já me encheram a paciência, só escuto reclamações vindas dos outros professores. A partir de hoje se as suas atitudes não mudarem terei que tomar medidas bem piores. – eu acho que se estivesse no meu normal eu teria batido de frente, teria reclamado e discutido com ele, mas apenas ouvi tudo calada e escutando cada palavra. Palavras essas que estavam com o poder de machucar cada lugarzinho do meu coração.  – Você vai ficar o resto do ano sem passeios para Hogsmeade e detenções durante dois meses, não apenas comigo, mas com Minerva também, E pode começar agora com aqueles caldeirões ali. – disse apontando para o final da sala onde estavam os caldeirões.

Sem reclamar ou falar alguma coisa me levantei e fui em direção aos caldeirões. Lavar essas coisas com magia era muito simples, mas sem o uso dela, era a coisa mais difícil que existia.

Todos eles tinham uma camada grosa de uma gosma melequenta, sem contar que alguns estavam secos que provavelmente dificultaria ainda mais na remoção. Sem luva nem nada, apenas com sabão e uma espoja comecei a lava-los. Três horas depois, o suor já descia pelo meu rosto, minhas mãos estavam enrugadas, doloridas, vermelhas e com pequenos cortes e arranhões devido ao processo repetitivo de esfregar a espoja no metal, e depois de todo esse tempo tinha conseguido limpar apenas dois de cinco caldeirões.

E o sofrimento não era apenas esse, pois durante todo o tempo eu pensava e repensava, mesmo não querendo nas palavras que a professora Devian havia me falado mais cedo. Querendo saber por que aquilo me desestabilizou tanto?! Pensei que já tinha superado que isso não me importava mais, no entanto eu estava enganada, aquele assunto ainda era um problema na minha vida. Naquele momento estava muito triste e abatida e o que eu mais queria naquela hora era terminar logo com aqueles caldeirões e ficar um tempo sozinha com a minha solidão...

Quando terminei com o segundo caldeirão e já ia por terceiro, ouvi Snape me mandar parar e ir almoçar e depois voltar para continuar. Soltei a espoja na pia e lavei minhas mãos com agua corrente que causou uma grande ardência. Quando olhei minhas mãos elas estavam bastante vermelhas. Sem me virar para a mesa do professor, sai da sala e caminhei pelo corredor, pensei em ir almoçar, mas estava sem fome, talvez depois passasse na cozinha para comer algo, mas no momento decidi ir caminhar um pouquinho para me distrair, pois era o que eu precisava naquele momento.

O lugar mais reservado que me veio em mente foi à torre de astrologia, com certeza poderia ficar alguns minutos sozinha pensando um pouco na vida. Já na torre me aproximei da barra de proteção é fiquei olhando o horizonte, sentindo a brisa em meu rosto. Fechei meus olhos e tentei desligar todos os meus sentimentos naquela hora e apenas senti a magia ao meu redor, fazendo assim a paz do lugar me preencher e me acalmar.

Depois de sentir meu corpo mais leve e calmo abri meus olhos e admirei a paisagem que podia ser vista ali da torre, e naquele momento uma nova decisão eu tomava na minha vida, Snape tinha razão eu não era mais uma criancinha, e não agiria como uma. Iria cumprir com minhas obrigações e viver minha vida da minha maneira, me importando apenas com as pessoas que me amavam de verdade e que se importavam comigo.

E a primeira coisa já estava sendo feita, superar o meu passado. Sim eu fui abandonada pelo meu pai, e durante 15 anos vivi muito bem sozinha, posso continuar vivendo sem ele, as coisas entre nós dois agora seria diferente, eu não seria mais a insolente que ele tanto gostava de chamar. De agora em diante nada mais me abalaria daquela maneira.

Decidida da minha nova vida desci da torre e fui ate meu quarto tomar um banho que eu estava precisando, depois vesti meu belíssimo uniforme da Grifinória e olhando para o espelho novamente mudei meu cabelo, deixando um pouco mais curto cacheado e em um tom vinho escuro, e finalizei com uma leve maquiagem. O novo visual me deixou bem alegre.

Olhei para o relógio e já faltavam 10 minutos para o horário de o almoço terminar, tempo necessário para voltar às masmorras. Ao chegar à sala do Snape ele não se encontrava, mas eu apenas segui para pia e continuei a minha tarefa. Vinte minutos depois ele chegou, ficou alguns segundos me olhando, porem não falou nada e foi pra sua mesa.

Eu dei um pequeno sorriso e pensei “É Snape agora as coisas vão ser diferente entre nós dois.”.

 Durante toda a tarde fiquei em silencio, confesso que já estava ficando louca, acho que era a primeira vez que ficava tanto tempo em silencio.

POV Snape

Depois que mandei a garota iniciar sua detenção e ela seguiu sem nem reclamar de nada, fiquei intrigado pensando no que tinha acontecido, Lohane nunca foi de ficar calada, muito menos comigo, algo tinha acontecido.

Algumas horas já tinham se passado e a garota continuava em silencio apenas limpando os caldeirões, olhei no relógio e já estava na hora do almoço então a liberei dizendo para voltar depois. A garota lavou as mãos e saiu sem nem olhar pra mim, quando a porta se fechou eu respirei fundo e pensei “Como é difícil lidar com ela”.

Terminei de organizar algumas provas e segui para o salão principal.

— Olá Severus, soube que você encontrou a Lohane. – falou Dumbledore. – Não seja tão rigoroso com ela.

— Eu não fui ela apenas terá duas semanas de detenções comigo e com Minerva e não irá mais a Hogsmeade.

— E onde ela estar nesse momento? – o velho perguntou.

— Há alguns minutos atrás estava comigo, mas eu a liberei para o almoço, não sei onde ela estar agora. – olhei a procurando em sua mesa, entre seus amigos, mas ela não estava lá. Talvez estivesse com a professora Walker ou talvez não já que a professora também estava ali almoçando.

O horário do almoço terminou e ela não apareceu. Me levantei e fui ate a professora Minerva comunicar sobre as detenções que Lohane teria com ela, e depois voltei para minha sala.

E ao entrar tive uma surpresa, primeiro que Lohane já estava lá limpando os caldeirões e segundo que seu cabelo estava diferente, sua aparência estava diferente.

Mas uma vez suspirei e voltei para minha mesa, há algumas horas atrás a garota estava triste e abatida, e agora já estava bem melhor e sorrindo.

"É muito complicado entender essa garota."

 E novamente o silencio da tarde me intrigou, nunca vi Lohane tanto tempo calada. Me aproximei dela e fiquei a observando, e quando ela foi lavar as mãos e fez um gemido de dor, foi que notei como suas mãos estavam feridas.

POV Lohane

— Deixe ver suas mãos. – Snape falou.

— Estar tudo bem, é só um corte. – falei.

— Deixe de ser teimosa garota, eu estou vendo como suas mãos estão vermelhas. – ele falou já se irritando.

Eu sorri internamente, pensando como ele se irritava rápido srsr. A resposta veio ate a ponta da língua, mas eu a engoli de volta e apenas estiquei as mãos para ele.

Ele olhou, depois foi ate a estante e pegou um tipo de pomada e passou em minhas mãos. Confesso que aliviou bastante.

— Obrigada! – foi somente o que disse. Sem ironia nem nada, apenas um agradecimento normal. Ele me olhou com uma sobrancelha arqueada, mas também não disse nada.

Temos que admitir talvez essa não fosse à reação que ele esperasse de mim. Nem eu mesmo esperava isso de mim, mas se eu estava a fim de evitar confrontos com ele, teria que ser assim.

Depois que sai da sala fui atrás dos meus amigos e contei tudo o que tinha acontecido e depois disso passei o restinho do dia no salão da Grifinória me divertindo com eles. Para os meus amigos eu continuaria sendo a mesma Lohane, brincalhona e divertida, mas para o resto do castelo seria uma aluna comportada.

Uma semana depois e todos já notavam a mudança, comecei a frequentar todas as aulas, e já não bagunçava como antes, me tornei uma aluna participativa que comentava e perguntava coisas sobre a matéria, e só nessa semana ganhei quase metade de todos os pontos que já tinha perdido para minha casa, com exceção é claro as matérias de poções e de runas antigas que eu apenas ficava calada da minha durante toda a aula. Nos primeiros dias Snape estranhou um pouco o meu silencio, mas também não comentou nada, porem nas aulas de Runas aquela vaca aloirada estava insuportável, sempre me insultando, mas eu estava aguentado firme calada na minha.

Certo dia depois de sair de mais uma aula de insultos um garoto da Corvinal me parou.

— O que aconteceu Lohane? – ele perguntou. Eu não entendi a pergunta e fiz um cara de duvida. – Você nunca foi de ficar calada e já faz quase uma semana que vemos a nojenta da Devian te insultar e você nenhuma palavra falou.

Na hora eu ri bastante, não imaginava que as pessoas sentissem falta da antiga Lohane.

— O Nathan tem razão Lohane, as aulas sem você irritando os professores não tem mais graça. – falou outro garoto.

— Eu sei que vocês gostavam das minhas brincadeiras, mas eu decidi da um tempo, parei de irritar os professores. – falei ainda sorrindo.

— Espero que esse tempo passe logo, essa escola estar um desanimo sem suas brincadeiras. – disse o garoto.

Depois dessa conversa que aconteceu do lado norte do castelo, com menos de cinco minutos o lado sul, leste e oeste já comentava “Você tá sabendo? Lohane parou com os professores.”.

Era incrível a velocidade que as fofocas corriam naquela escola.



Notas finais do capítulo

Espero que gostem dessa nova versão!
Ansiosa para ler os comentários de vcs!
Bjs ate quinta!



Hey! Que tal deixar um comentário na história?
Por não receberem novos comentários em suas histórias, muitos autores desanimam e param de postar. Não deixe a história "A Filha Do Velho Morcego" morrer!
Para comentar e incentivar o autor, cadastre-se ou entre em sua conta.