P.s.: Eu Te Amo escrita por Dreamy


Capítulo 39
James Sirius Potter




Capítulo Extra – James Sirius Potter

–Está tudo bem?

–Não. – respondi em pânico.

–Eu não falei com você James, falei com a Hestia. – respondeu Rose me lançando um olhar mal-humorado.

–As dores estão aumentando. – Hestia respondeu respirando com dificuldade.

Então ela soltou um grito que definitivamente me apavorava. O que eu estou fazendo aqui?, me perguntei enquanto Hestia apertava minha mão a tal ponto que achei que quebraria. “Seja forte!” disse a mim mesmo. Droga, minha mulher ali parindo e eu quase desmaiando. Que tipo de marido eu era? Ah sim, o tipo que prefere ficar andando de um lado para o outro no corredor esperando do que ficar vendo tudo. Quer dizer, eu queria ficar ao lado dela, mas vê-la ai gritando e sofrendo me deixava maluco.

–Vamos Hestia... – incentivou Rose – Só mais um pouco.

Foi isso que eu fiz quando Helena e Brian nasceram. Ficar andando de um lado para o outro no corredor, quero dizer. Muito mais fácil!

Mas ai Hestia engravidou de novo. Brian estava com cinco anos e Helena com dez, nenhum de nós dois pensávamos que teríamos outro filho. Com Brian foi mais fácil descobrir... Os enjoos entregaram tudo. Intermináveis enjoos antes do café-da-manhã, depois do café-da-manhã, antes do almoço, depois do almoço, durante o chá, antes do jantar, na hora de dormir, durante a madrugada... Hestia emagreceu ao invés de engordar, isso nos primeiros meses. Depois que começou a ganhar peso foi que eu fiquei em pânico.

Ela chorava por tudo. Veja bem, Hestia é Hestia. Ela é forte, independente, não gosta de demonstrar emoções e eu só conhecia os nuances dos seus sentimentos por que a conhecia melhor do que conhecia a mim mesmo. Eu estava acostumado a lidar com ela. Mas lidar com uma Hestia que chorava apenas por que não conseguia encontrar a blusa que queria usar... Essa eu não tinha a menor ideia de como lidar. Foram tempos difíceis... Ela queimava o café-da-manhã, começava a chorar. Descobria que os sapos de chocolate tinham acabado, começava a chorar. Não podia mais pegar Helena no colo por causa da barriga, mais choro. Foi desesperador. Mas consegui escapar ileso.

Quando levamos Brian para casa, Helena ficou morrendo de ciúmes. Ela olhava para o pequeno embrulho que mostrávamos a ela desconfiada.

–Ele estava dentro da sua barriga? – ela perguntou a Hestia.

–Estava meu bem – respondeu Hestia – agora ele saiu, é seu irmãozinho.

Helie ficou olhando para Brian se decidindo se gostaria dele ou não, eu e Hestia esperamos pacientes enquanto ela pensava.

–Posso pegar ele? – ela perguntou e eu e Hex trocamos um olhar em dúvida. Brian tinha apenas um dia de nascido, seria seguro? Resolvemos deixar. Helena o pegou com todo o cuidado, ela estava em cima da cama para não ter perigo de cair. Brian abriu os olhos e olhou a irmã, seus olhos ainda eram meio difíceis de discernir a cor, mas eu arriscava a dizer que ficariam iguais os da Hestia. Eles se encararam, então Brian se aconchegou nos braços da irmã e voltou a dormir. Helena o entregou a Hestia, ainda com todo o cuidado, como se soubesse que ele era frágil. Ela pulou da cama e saiu do quarto – Ele é feio. – ela disse e eu e Hestia sorrimos aliviados.

–Isso Hestia – disse Rose – quase lá. – olhei para o rosto contorcido de dor da minha mulher e fiz uma careta. Minha mão já estava dormente e eu sabia que aquilo não podia durar muito mais, afinal já estávamos ali há oito horas, acho que até um pouco mais.

Bons tempos aqueles em que eu ainda sentia minha mão... Não que eu não estivesse gostando da segunda gravidez da minha mulher. Eu estava amando. Seria uma menina agora, eu estava ansioso e feliz. Helena estava empolgadíssima em ter um bebê em casa, Brian estava confuso acima de tudo. O problema, mais uma vez, foram os hormônios. Ela não teve enjoos, não chorava por bobagens, mas entre o tesão incontrolável e a raiva ensurdecedora eu ficava com saudade do tempo dos choros.

Não que eu estivesse negando fogo. Porra, eu sou James Sirius Potter! Mas vamos combinar que eu duvido encontrar um homem que aguentasse aquela rotina. No começo até que eu fiquei empolgado, Hestia estava cada dia mais linda e a barriga crescendo pouco a pouco só a deixava mais sensual a meus olhos. A imaginação dela chegou ao máximo, eram fantasias ousadas, brinquedinhos incríveis, lugares mais inusitados possíveis, situações completamente improprias... Hestia exalava sexo e eu estava adorando aquilo.

Cara, eu sou um homem e meus sonhos estavam se tornando realidade. Não que Hestia reclamasse ou se negasse a fazer amor comigo alguma vez, mas a situação era completamente diferente. Primeiro que ela estava sempre, eu repito, sempre disposta. Podia ser de manhã, na hora no almoço, a tarde, enquanto estávamos fazendo lanche para as crianças, a noite – toda noite –, de madrugada, domingo, feriado, dia de semana. Qualquer hora era hora. Segundo, nós não estávamos fazendo amor, aquilo era sexo puro. E eu sei bem a diferença, nunca fui santo quando solteiro, eu sabia muito bem quando era só sexo. E era isso que eu estava fazendo com a minha mulher. Contudo aquilo era demais... Até mesmo para mim. Eu estava no final do campeonato do meu último ano no time, tinha uma criança pequena e uma criança que estava – para meu terror – entrando na pré-adolescência para cuidar, uma mulher que aquela altura estava com sete meses de grávida que reivindicava meus serviços como homem a toda e qualquer hora que tivéssemos a sós e eu estava exausto.

As crianças estavam na casa dos meus pais, que tinham feito a misericórdia de ficar com elas no final de semana. Tudo que eu queria eram algumas horas para curtir com a minha mulher. Sabe... ficar abraçados, conversar, namorar no sentido mais puro possível da palavra. Mas, é claro que Hestia tinha outros planos. Ela estava me beijando, me devorando seria a palavra mais certa, entretanto eu não estava conseguindo entrar no clima, se é que você me entende.

–Hestia... – tentei falar, ela não estava me escutando, na verdade ela estava tirando a minha roupa – Hestia amor... – tentei de novo, nada. Ela arrancou minha camisa e foi para o cinto. Eu estava me sentindo violentado pela minha própria mulher. – Hestia para! – falei incisivo a segurando pelos braços. Ela finalmente me olhou.

–O que?

–Eu não consigo – admiti sem um pingo de vergonha. Porra, eu estava acabado.

–O que? – como se eu tivesse falado que bruxos não existem.

–Não tem clima – disse mesmo sabendo como aquilo estava soando gay – sabe... beijos, caricias, essas coisas. Eu preciso de algumas palavras.

Eu vi a expressão dela mudar e sabia que estava fodido. Essa era a outra parte que acabava comigo... ela explodia por qualquer coisa.

–Eu estou gorda, não é isso? – eu tentei argumentar, foi impossível – Não minta! – ela gritou e eu agradeci que as crianças não estavam em casa. Antes que eu pudesse reagir, ela partiu para cima de mim me estapeando – Seu mentiroso! Eu estou horrorosa, gorda, nenhuma maldita roupa me serve e agora nem o meu marido me quer. – a cada palavra ela desferia um golpe contra mim. Não era apenas simples tapas não, eram golpes refinados e letais. E eu não conseguia me defender já que tinha medo de machucá-la. – Para que merda eu tenho um homem se ele não me quer? – a questão não era por que ela estava grávida que eu não queria transar com ela, por que ela continuava sexy, mesmo com sete meses ela me dava tesão, mas eu não conseguia, simplesmente não conseguia manter o pique como ela estava fazendo – É isso então? Você tem outra? Aposto como ela não deve estar enorme de grávida e deve estar com um corpo lindo e sensual. – esse era outro ponto, Hestia, durante a gravidez ficou possessa de ciúmes – Vai com ela então! Não precisa encostar em mim nunca mais. – eu fiquei calado, não adiantava responder – Não vai falar nada? – e ela recomeçou com os golpes – Por que você nunca fala nada? Reaja! Fala alguma coisa!

–Hestia para! – falei, melhor dizendo, eu gritei – Não existe outra. Não existe ninguém na minha vida a não ser você. – segurei seus braços o mais firme que consegui sem machucá-la – Você não esta gorda ou feia. É a mulher mais sexy que eu conheço mesmo grávida e você me excita, mas, por favor, por favor, podemos ficar apenas hoje sem sexo? – terminei soltando ela e me sentando na nossa cama. Quando olhei para ela, Hestia estava sorrindo.

–Me acha sexy? – ela perguntou com aquela voz manhosa que só ela tem.

–Muito. – respondi a abraçando.

Transamos a noite toda.

–Isso Hestia. – disse Rose me trazendo de volta a realidade e em seguida Hestia gritou mais uma vez e eu escutei um choro que me dizia que minha filha tinha nascido. Rose fez os procedimentos necessários e depois colocou a pequenina nos braços da Hestia. Eu me abaixei para ficar da altura dela e da nossa filha.

–Ela é linda – disse Hestia com a voz cansada.

–É sim – confirmei enxugando os olhos com a manga da veste. Mais uma vez eu estava chorando ao ver um filho nascendo – Já sabe que nome vamos colocar? – perguntei e então percebi que a Hestia estava chorando – Hei o que foi? – perguntei enxugando as lágrimas dela.

–Olívia. – disse Hestia e eu fiquei sem entender, ela provavelmente viu isso no meu rosto e começou a explicar. O acidente de Helena, o sonho que não parecia sonho, Olívia... – Eu não entendi direito na época, mas agora está tudo claro. Você entende?

–Entendo – respondi, eu não era muito crédulo, mas depois de tudo que tinha acontecido, com toda a certeza eu acreditava em milagres. – O nome dela vai ser Olívia. – falei e Hestia sorriu enquanto me passava minha filha caçula e eu a pegava nos braços pela primeira vez. Meus olhos ficaram úmidos mais uma vez enquanto olhava atentamente para o rostinho dela.

E eu fui engolfado por lembranças que a muito tempo não me recordava.

Eu estava muito feliz. Tinha feito mais de trezentos pontos no jogo e mesmo que o time adversário tivesse capturado o pomo, nós tínhamos ganhado. O time resolveu comemorar em um bar trouxa. O lugar não era muito sofisticado, mas tinha bebida e o mais importante, tinha mulheres. Várias chamaram minha atenção, mas eu não estava muito no clima, só queria uma boa bebida e depois iria para minha casa.

Me levantei da mesa e fui em direção ao balcão, queria alguma coisa mais forte que me fizesse capotar logo de uma vez.

–Whisky, por favor. – pedi a menina do outro lado. Não parecia ter idade para trabalhar em um bar – Você não é muito jovem para trabalhar aqui? – perguntei enquanto ela me servia uma dose.

–Tenho idade suficiente. – ela sorriu. E foi só.

Depois daquele dia eu passei a ir ao bar pelo menos a cada dois ou três dias.

–Você de novo. – ela cumprimentou sorrindo na segunda vez que fui ao bar.

–Eu de novo. – respondi. Engraçado que eu não estava flertando com ela e nem ela comigo.

–Quer Whisky? – ela perguntou ainda sorrindo.

–Algo mais leve dessa vez. – e assim foi.

–Hei atleta, como vai o seu time? – ela perguntou na terceira vez que eu visitei o bar.

–Como sabe que sou atleta? – perguntei de volta.

–Vocês estavam bem felizes no outro dia, ficou claro que tinham ganhado algum jogo. – ela sorriu de novo – Jogam o que?

–É um esporte estrangeiro. – respondi me esquivando da pergunta – e o time está ótimo, obrigada.

–Não vai me dizer quantos anos têm? – perguntei na quarta vez que a via.

Ela apenas continuou sorrindo.

–Sou James Potter. – disse na quinta vez.

–Olívia Russel. – ela se apresentou... sorrindo e continuou trabalhando.

–Olá James Potter. – ela cumprimentou.

–Olá Olívia Russel. – cumprimentei também – Não acha que está não hora de me dizer sua idade?

–É falta de educação perguntar a idade de uma mulher. – ela disse sem me olhar, mas lá estava o sorriso.

Nos já conversávamos sobre tudo, há quase cinco meses eu frequentava o bar em que ela trabalhava. Certo dia fiquei até o bar fechar e decidi acompanhá-la até em casa.

–Não é preciso. – ela disse sorrindo.

–Faço questão. – respondi. Foi ai que tudo mudou.

Quatro ou cinco homens nos cercaram logo que saímos do bar. E eles com toda certeza não queriam pedir informação. Eu levei a mão em direção a varinha e esperei.

–Hei bebê esse cara não é homem para você. – disse um dos caras.

–Por favor, não reaja. – pediu Olívia – Apenas ignore e eles param.

–Venha aqui e eu vou te levar ao paraíso boneca. – disse um segundo e meu sangue estava fervendo.

–Larga esse filho da mãe e vem com a gente, vamos te ensinar muitas coisas. – e eles sorriram.

Eu realmente não iria fazer nada como Olívia tinha pedido, mas um deles se aproximou e puxou Olívia, enquanto os outros me cercavam. O que fiz foi automático, simplesmente peguei a varinha e petrifiquei eles, antes que qualquer um tivesse alguma reação. Olívia me olhava aterrorizada.

–Santo Deus, você os matou! – ela colocou a mão na boca.

–Não estão mortos – esclareci sabendo que teria de contar a verdade a ela e que isso me traria muitos problemas com o Ministério – estão petrificados.

–O que? – ela perguntou.

–Sou um bruxo. – disse.

–Ora por favor, não brinque comigo. – ela pediu.

–É verdade – disse enquanto pegava a varinha e a levitava alguns centímetros do chão. Dizer que ela ficou surpresa era pouco.

–Oh céus! É verdade. – eu a acompanhei até em casa e ela fez um chá. Enquanto eu contava tudo, ela me olhava admirada; pediu para pegar a varinha, para que eu fizesse outros feitiços e várias, várias perguntas.

10 meses depois ela estava sentada ao meu lado em um hospital bruxo me dizendo que estava grávida enquanto a mulher que eu amava estava a poucos metros e escutando tudo. Se eu não conhecesse Hestia tão bem, mesmo depois de anos, poderia pensar que ela nem mesmo tinha escutado nada. O tempo que ficou em choque foi mínimo, depois ela saiu da sala normalmente, mas eu a conhecia bem demais, sabia que ela tinha escutado tudo e sabia que ela estava pensando o mesmo que eu.

Aquilo era uma brincadeira de muito mau gosto do destino.

–Papai, papai – chamou duas vozinhas me trazendo ao presente – papai eu quero vê-la.

Eu olhei para Helena que estava na ponta dos pés e Brian logo atrás meio desconfiado. Entreguei Olívia a Helena sem hesitar, eu sabia que minha menina protegeria a irmãzinha, assim como fizera com Brian quando o pegou pela primeira vez.

–Helena, Brian esta é a irmã de vocês: Olívia.

–É o nome da minha mãe. – disse Helena se aproximando de Hestia – Mamãe, você colocou o nome da minha outra mãe nela?

–Isso mesmo querida. – disse Hestia – Você deixa?

–Eu? – Helena ficou surpresa com a pergunta – Deixo. – respondeu e ficou olhando para Olívia, depois olhou para Brian – Vem ver ela Bry, anda logo!

Em seguida toda a família, minha e da Hestia entraram no quarto para ver a nova integrante da família. Todos pegaram Olívia... todos que conseguiram arrancá-la dos braços de Helena.

Nós estávamos em casa. Helena dormindo, Brian dormindo, Olívia dormindo. Hestia ainda estava um pouco inchada por causa do parto, mas muito bem em outros aspectos. Não queria saber de sexo graças a Merlin! Eu a ajudei a deitar e fui para o meu lado da cama, quando deitei, ela se aconchegou em mim.

–Senti falta disso. – disse.

–Eu fiquei apenas dois dias no hospital, não pode ter...

–Eu quis dizer disso aqui... – a apertei contra mim – Te ter nos meus braços sem ter que transar com você para isso.

Hestia riu.

–Eu não sei o que deu em mim.

–Chama-se gravidez. – respondi.

Ela sorriu. Eu amava o sorriso dela. Por que Hestia não era dada a sorrisinhos, então quando ela sorria era verdadeiro e era lindo.

–Acredita em outras vidas James? – ela perguntou me surpreendendo.

–Você quer dizer... em outros planetas? – perguntei sem entender.

–Quero dizer vida após a morte... essas coisas. – ela esclareceu.

–Eu não sei dizer, nunca parei para pensar. – respondi, ela permaneceu calada – Por quê? Você acredita?

–Eu andei pensando muito nisso, mas ainda não sei se acredito ou não. – ela respondeu, então escutamos um choro vindo do quarto ao lado.

Me levantei e fui buscar Olívia, que chorava a plenos pulmões. Bry e Helie acordaram com o choro da irmã e foram para o nosso quarto.

–Faz ela parar mamãe. – reclamou Brian tampando os ouvidos enquanto Hestia tentava acalmar Olívia.

–Ela é um bebê, bebês choram seu idiota. – disse Helena.

–Helena, não fala assim com seu irmão. – repreendi e ela fez uma careta para Brian.

–Viu Bri – disse Hestia – ela já parou, Olívia só estava com fome.

As crianças dormiram na nossa cama, eu não tive coração para tirá-las de lá.

–Sabe no que eu acredito Jamie? – perguntou Hestia quando eu pensei que ela já estava dormindo.

–No que? – perguntei, anotando mentalmente para aumentar a cama no dia seguinte. Eu estava com Olívia nos braços, ela ressonava como um pequeno anjo.

–Acredito no amor. – ela estava sussurrando, contudo eu escutava cada palavra hipnotizado. – O amor por quem eu sou, por mim mesma e mais forte do que isso, o amor por você, pelos nossos filhos. Eu não sei se acredito em outras vidas James, mas o amor que eu sinto por você... esse é capaz de superar tudo.

Horas depois, quando Hestia a muito estava adormecida eu me levantei. Estava todo dolorido pela posição desconfortável, ainda com Olívia nos braços, eu me sentei em uma poltrona antiga; ela estava acordada, mas eu não queria acordar Hestia para amamentá-la. Então resolvi tentar fazê-la dormir por conta própria.

–Que tal se o papai ler para você hein? – perguntei.

Abri um baú, tão antigo quanto a poltrona e peguei o primeiro livro que minha mão alcançou.

–Ok, vamos lá. – ajeitei ela nos braços e abri o livro – Três do seis de dois mil e vinte dois, vinte e três horas e cinquenta e nove minutos. Meu nome é Hesti... – parei de ler e fechei o livro o virando, só então percebendo que não era um livro, era o diário que eu dera a Hestia em Hogwarts. Lá estavam as iniciais do nome dela que eu mandara escrever no dorso do diário. Eu fiquei olhando hipnotizado, eu sabia que ela escrevera nele, mas nunca tinha lido ou mesmo visto.

–Se você quiser, pode ler. – a voz dela me tirou do transe – Eu não me importo, não a nada ai que você já não saiba.

–Eu não quero invadir sua privacidade. – respondi, mesmo querendo ler.

–A minha privacidade consiste em dizer repetidas vezes e de diversas formas que eu te amo. – ela zombou se levantando e pegando o diário da minha mão – Meu nome é Hestia Sammer, sou uma bruxa, estudo em Hogwarts no sétimo ano. Sou Slytherin... É bem bobo na verdade.

–Posso te contar um segredo? – perguntei.

–Pode. – ela respondeu. Eu me levantei, entregando Olívia para ela e abrindo novamente o baú.

–E se eu te contar que no dia que comprei o seu, na verdade eu comprei dois diários. – entreguei para ela o caderno idêntico ao que ela segurava, apenas as iniciais eram diferentes.

–JSP – ela leu em voz alta – Você está brincando comigo? – ela não estava com raiva, mas completamente surpresa.

Peguei de volta o diário e pigarreando comecei a ler.

Cara, é muito gay escrever em um diário?, mas também a culpa é dela. A culpa é toda dela. Hestia como eu te odeio, não, na verdade eu não te odeio, na verdade eu te amo. Mas eu odeio você ser essa Slytherin orgulhosa. Quem eu sou? Eu sou James Sirius Potter e sou Gryffindor...



Notas finais do capítulo

Bem, eu passei a noite pensando em como diria adeus a vocês, mas querem saber? Eu não vou dizer adeus, por que isso não é o fim, do mesmo modo que Harry Potter vive em nossos corações e do mesmo modo que eu não coloquei um "Fim" depois da última frase, eu não vou dizer adeus a nenhum de vocês, que mesmo não conhecendo pessoalmente, sinto como se conhecesse.
Cada comentário, por menor que tenha sido, me incentivou a escrever mais e mais e dar o melhor de mim em cada capítulo... e mesmo quem não comentou, apenas favoritou ou acompanhou, também me incentivou e eu não tenho palavras para dizer o quanto vocês me deixam feliz ao ler uma fic que nasceu de uma imaginação muito fértil e uma vontade gigantesca de expressar o que eu sentia.
P.S.: Eu Te Amo, nasceu de um duelo no Pottermore e se tornou um pedacinho de mim.
Então, muito obrigada a você que acompanhou e torceu por Hestia desde o começo, mesmo às vezes querendo bater nela.
Espero que vocês tenham gostado de ler tanto quanto eu gostei de escrever. Até breve, até algum dia, até sempre...
P.S.: "Claro que está acontecendo em sua mente... mas por que isso significa que não é real?" Albus Dumbledore.