P.s.: Eu Te Amo escrita por Dreamy


Capítulo 33
Pedido


Notas iniciais do capítulo

Olááá
Mais um capítulo pronto, espero que vocês apreciem sem nenhuma moderação!
Bjos e até dia 11/02




Capítulo 33 – Pedido

Eu acordei desorientada. Completamente perdida, por que a cama não era a minha, essa era dura demais, o cobertor era fofo demais, as paredes do quarto eram de um tom vermelho e dourado. Definitivamente não era meu quarto ou o quarto do meu noivo.

Argh eu tinha um noivo!

Fiz uma careta e me virei para perguntar a Clay onde nos estávamos, mas não era Clay ao meu lado, por que com toda a certeza Clay não tinha cabelos castanhos avermelhados e todo bagunçado. James estava encolhido no canto da cama, completamente vestido e tremendo levemente de frio. Olhei rápido para mim, confirmando que eu com o cobertor enrolado no corpo e que, graças a Merlin, eu estava de roupa, a mesma roupa que eu me lembrava de ter colocado para buscar Helena no Beco Diagonal, só minhas sandálias que haviam sido retiradas.

Me levantei devagar, sentindo a cabeça latejar e esperando não acordar James. Foi em vão. Com o menor movimento que eu fiz ele já estava de pé.

–Oi – ele disse.

–Oi – respondi sem graça.

O que, em nome dos calções de Dumbledore, tinha acontecido entre a gente?

... ... ... ... ... ...

36 horas antes

Eu estava encarando Clay completamente em choque. Como eu podia responder alguma coisa se eu não estava preparada para o que estava por vir? Eu. Não. Estava. Preparada. Não queria estar preparada, eu não sabia o que responder a ele, na verdade eu sabia sim, mas não conseguia falar nada, tinha sido pega de surpresa, por que quando Clay me chamou para vir ao mesmo restaurante que fomos pela primeira vez eu não poderia sequer imaginar que a intenção dele era essa.

–Então, casa comigo Hestia? –ele repetiu a pergunta com a caixinha com um anel na mão e me encarando com aquele olhar esperançoso dele.

–Eu...

–Não responda agora – ele falou pegando minha mão e fechando em torno da caixinha – eu sei que é uma decisão importante, te dou um tempo para pensar.

Não consegui comer quase nada durante o jantar, nem consegui conversar direito, ainda estava em choque. Quando chegamos em casa, Clay ficou esperando eu o convidasse para entrar, mas Merlin é testemunha que eu não conseguiria, praticamente fechei a porta na cara dele, depois coloquei a caixinha com a aliança na mesa da cozinha e fiquei olhando para ela de longe, como se a caixa, ou melhor a aliança dentro dela fosse um tipo de doença contagiosa. Só em pensar na palavra casamento eu entrava em pânico.

Eu já tinha ido longe demais com essa historia toda, estava com Clay a tempo demais. Eu não o amava, sabia disso, na verdade, sempre soube que não seria capaz de amá-lo, mas mesmo assim insisti em ficar com ele. Eu era uma tola! Era uma egoísta, mas estava na hora de acabar com isso. Por mais que eu magoasse Clay, se eu aceitasse seria o ser mais egoísta da face da terra!

24 horas antes

No dia seguinte, sábado, acordei tarde e atrasada para buscar Helena. Eu a encontraria no Beco Diagonal às 11 horas e só consegui chegar lá por volta do meio dia. Estava um pouco afobada, muito distraída e James percebeu assim que me viu que tinha acontecido alguma coisa. Essa era uma das vantagens – ou desvantagens – de conviver com uma pessoa que você conhece desde criança, a pessoa passa a reconhecer seu humor quase melhor que você mesma.

–O que aconteceu? – ele perguntou quando sentamos para tomar um sorvete que Helena tinha quase chegado a histeria por que queria tomar com nós dois.

–Nada. – respondi me desviando da pergunta.

–Bem, nada está te deixando bem nervosa. – ele disse passando a mão no canto da minha boca e eu quase engasguei com meu sorvete com esse gesto – Estava sujo.

Então que ele deixasse sujo. Por que droga agora ele estava se comportando assim? Eu não queria, não podia aceitar isso.

–Rebecca me procurou ontem pedindo desculpas. – ele contou e eu bufei, falar daquela mulher meu deixava com mais raiva ainda.

– Aquela... – olhei para Helena que estava toda lambuzada e nem prestava atenção na nossa conversa – Aquela mulher era uma vaca.

–É, eu sei. – ele suspirou deixando o olhar vagar por um momento, depois me encarou de novo – Sabe... eu fiquei muito orgulhoso do que você fez.

Eu corei.

–Eu não estava brincando sobre o que falei pra você James, pense melhor da próxima vez que levar alguma vadia para perto da Helena.

–Mamãe, o que é vadia? – Helena me perguntou e eu quis me socar. James começou a rir.

–É uma mulher ruim, muito ruim. – respondi revirando os olhos para James.

Helena logo voltou a atenção para o sorvete e James arqueou uma sobrancelha para mim. Eu bufei.

–O que você quer? – perguntei impaciente.

–Está acontecendo alguma coisa com você. – ele disse – O que é?

–Não que isso seja da sua conta, mas... não é da sua conta. – respondi.

–Sabe, você pode confiar em mim. – ele tinha um sorriso no canto dos lábios.

–James o que você está tentando fazer? – perguntei desconfiada.

–Tentando ser seu amigo. – ele pegou minha mão por cima da mesa.

–Eu não acredito em você. – respondi me levantando da mesa – Vamos Helena, vamos embora colega.

–Vamos! – ela gritou alegre.

Eu abri a mochila dela para pegar uma flanela e limpa-la, Helena estava toda suja de sorvete, mas enquanto procurava um pano, uma roupa ou qualquer coisa, o toquinho de gente que pulava ao meu redor percebeu que tinha esquecido uma coisa.

–Mamãe esqueci o Tod.

–Helena você fica sem o Tod essa noite Ok? – disse tentando limpá-la.

–Não. – como essa menina sabia dizer não!

–Helena...

–Mamãe é o Tod. – ela disse fazendo cara de choro.

Eu sabia que nada do que eu falasse iria convencê-la a deixar o urso e sabia que teria que ir a casa dela buscar. E esse era todo o problema, eu não queria ira casa dela, por que a casa dela era a casa do James, obviamente. Suspirei resignada.

–Tudo bem, vamos buscar o Tod.

Aparatamos no Beco Diagonal e segundos depois estávamos em frente a casa dele em Godric´s Hollow. A casa ficava a algumas quadras da casa dos pais de James, perto o suficiente para que James pudesse pedir socorro quando precisasse, mas longe o suficiente para que pudesse ter a independência que queria.

11 horas antes

–Cadê o Tod Helie? – perguntei para ela que me olhava culpada.

–Está dentro da bolsa mamãe. – ela respondeu corando.

Apertei a têmpora, fechando os olhos e reprimindo um suspiro, Helena simplesmente não tinha olhado direito dentro da mochila. Eu a encarei.

–Vem, vamos embora.

–Espera – disse James me detendo – eu ganhei uma bebida trouxa de um amigo, mas não sei o que é, talvez você possa me ajudar.

–Não entendo nada de bebidas trouxas – respondi áspera, eu estava entendendo muito bem a intenção dele.

–Ah qual é Hestia? – ele fez aquela cara de pidão dele – Uma pequena ajuda.

Suspirei mais uma vez.

–Ok.

James me trouxe uma garrafa de tequila intaquita.

–Então, sabe o que é? – ele perguntou me entregando a garrafa.

–Meu pai chama de bebida de mulher, eu chamo de Tequila. – respondi.

–Bebida de mulher? – ele perguntou James sorrindo – Por quê?

–De acordo com ele é fraca demais para homens. – eu ri.

James abriu a garrafa e pegou dois copos de Whisky de Fogo os enchendo até a metade, eu ri mais ainda.

–Hã James... Tequila é bebida em doses e não em um copo cheio.

–Ah – ele olhou para os copos e deu de ombros – Quer um pouco?

Acabei aceitando.

Olhei para Helena e a vi toda entretida com um brinquedo qualquer, voltei minha atenção para a bebida.

–Então Hestia... sobre sermos amigos, pelo bem da Helie sabe, acho uma boa ideia e...

Peguei a garrafa das mãos dele e coloquei mais uma dose para mim, aquela bebida era horrível, mas depois de umas doses eu passei a achá-la a melhor coisa do mundo, ainda mais por que todos os meus problemas começaram a parecerem bobagens. Eu era jovem, linda e estava aonde queria estar, ao lado do homem que eu amava. Eu não tinha problemas! Sorri bebendo mais, seja lá o que James estava falando perdeu todo o significado para mim. Helena acabou pegando no sono no carpete e James a pegou para colocá-la na cama. Eu fiquei sozinha... com a tequila. Enchi novamente o copo, Merlin como aquilo era bom!

Esvaziei metade da garrafa enquanto James colocava Helena da cama, olhei pela janela me lembrando que eu tinha uma decisão muito importante para tomar, mas aquilo simplesmente não era importante para mim, não no estado que eu estava. Sacudi a cabeça, tomando outro pequeno gole e olhei para o corredor que James estava vindo. Nunca o vi mais lindo!

–Você esta bêbada. – não era uma pergunta.

–Não era isso que você queria? – perguntei rindo.

–Não exatamente. – ele respondeu sincero.

Me aproximei dele sentindo meu corpo leve, olhei em seus olhos castanhos – ou seriam verdes – e então apaguei...

... ... ... ...

–Você está bem? – James perguntou com um sorriso debochado brincando nos lábios.

–Minha cabeça está estourando. – respondi.

–Eu tenho uma poção que pode te ajudar. – James pegou uma frasco do banheiro e me entregou.

Eu tomei de um gole só e quase imediatamente senti a ressaca passar.

–Você não lembra de nada não é? – ele perguntou e eu gelei.

Merlin o que tinha acontecido? O que eu tinha feito? Simplesmente não era possível que depois de todos esses anos eu finalmente tinha estado com James de novo e não podia me lembrar!

–O que aconteceu? – perguntei com um fio de voz.

–Relaxa, não aconteceu nada – James me tranquilizou com um olhar mais debochado que seu sorriso.

Eu soltei o ar que nem percebi que segurava.

–Não aconteceu por que eu quero– James se aproximou de mim, o corpo quase totalmente colado ao meu – que você se lembre de cada detalhe quando acontecer.

–Você me odeia lembra? - disse sem fôlego, um arrepio cruzando todo meu corpo.

–Não, eu não odeio. – ele colocou a mão no meu rosto.

–Eu matei a Olívia. – eu disse mesmo sem saber o porquê. Droga, por que eu estava tão determinada a não deixar que James se aproximasse de mim? Ah sim, por que era exatamente isso que eu queria quando aceitei ajudar Olívia e agora eu me sentia culpada.

–Não, você salvou Helena. – ele disse suavemente.

–Por que essa mudança de comportamento James? – perguntei me afastando dele.

–Por que...

–Mamãe – uma vozinha conhecida me chamou, eu não fui capaz de me mover, queria tanto ouvir o que James tinha a me dizer – Mamãe.

–Ela acorda chamando por você todos os dias. – James contou.

–Acho melhor ver o que ela quer. – respondi sem saber como voltar ao assunto.

Segui para o quarto de Helena tremendo. James foi ao meu lado e quando Helena me abraçou, seus bracinhos em volta do meu pescoço, percebi que a mão de James estava na minha e isso nunca foi tão certo, nem tão errado em toda a minha vida.



Notas finais do capítulo

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