Confronto 2ªtemporada escrita por Gabszinha FerCosta


Capítulo 170
Capítulo 169-Quase morte/ Fazendo as pazes/ Mais problemas




  Edward Anthony Cullen

  Meu pai deitou Bella no chão e começou a fazer massagem cardíaca nela.

  -Vamos, Bella. Você não pode fazer isso com a gente! –Meu pai disse.

  Ele parou a massagem e escutou seu coração com o estetoscópio, ele empalideceu.

  -Não!

  Os enfermeiros se aproximaram com um desfibrilador, ele o ligou e deu um choque nela.

  -Vamos lá, você consegue!

  Ele deu mais um choque nela.

  Eu estava em pânico. Eu sabia que ela não estava respirando, seus olhos estavam abertos, ela estava…

  -ADRENALINA! –Meu pai gritou.

  Um enfermeiro trouxe uma injeção, e meu pai a cravou em seu peito, com força, inserindo o líquido em direção do seu coração.

  -AHHH! –Ela grunhiu, seus olhos piscavam com força.

  -Hei, calma, você vai ficar bem.

  Ela fechou os olhos e desmaiou.

  -Pai, o que ela tem? –Kris perguntou. –Ela vai ficar bem, não vai?

  Meu pai respirou fundo.

  -Por muito pouco não a perdemos, eu vou leva-la para ser examinada e ver o quão grave está. –Ele disse.

  -Ela só tem 31 anos. –Minha mãe disse.

  -Ela sempre teve uma saúde de ferro. –Jasper disse.

  -Desde que ela colocou os pés aqui no hospital, ela não parecia nada bem. –Emmett disse.

  -É, eu tinha certeza que tinha algo de errado com ela. –Rosie disse.

  -Eu vou cuidar dela. Cuidem dos preparativos do velório da Meg, Jack precisa de vocês, principalmente de você, Jasper. Bella se odiaria se deixássemos de lado, por causa dela. –Carlisle disse.

  Jasper assentiu.

  -Eu vou ficar com o meu pai, mas, me mandem notícias. –Jasper disse.

  -Pode deixar. –Meu pai disse. –Edward, eu preciso que fique por perto, você como marido, terá que dar autorização, para qualquer procedimento.

  Assenti.

  -Ok, eu só preciso que a deixe inteira. –Disse.

  Ele assentiu.

  -Eu jamais decepcionaria meus filhos. –Ele disse, olhando pra mim e pra Kris.

  -Nós confiamos em você, pai. –Kristen disse, passando o braço envolta da minha cintura.

  -Vai lá, querido. Bella precisa de você, eu cuidarei do resto. –Minha mãe disse.

  Meu pai deu um selinho nela e foi cuidar da Bella.

  Fechei meus olhos e não contive minhas lágrimas.

  -Meus meninos. –Minha mãe disse, abraçando a mim e a Kris, e acabamos chorando feito crianças em seus ombros.

  Eu só sentia medo, medo de perde-la.

  Algumas horas depois…

  Bella já estava no quarto e estável, ela ainda estava sedada, eu estava de longe, com os braços cruzados, velando seu sono.

  Eu ainda não tinha entendido direito o que aconteceu, parece que tudo paralisou, desde a morte da Margareth, eu não conseguia acreditar nos que havia acontecido com a Bella, e nem conseguia acreditar que por tanto tempo, ela não estava bem em Paris, e eu simplesmente não sabia de nada, ela devia ter me ligado, contado que não estava bem, eu teria corrido até ela e cuidado dela.

  -Oi. –Meu pai entrou no quarto.

  -Oi. –Disse. –Conseguiu falar com o médico que cuidou dela?

  -Sim, ele inclusive me mandou todos os exames dela, e eu confirmei tudo. –Ele respondeu.

  -Então, está tudo confirmado? –Perguntei.

  -Está, principalmente aquela parte. –Ele disse.

  -E por que ela teve um enfarte, sendo tão nova? –Perguntei.

  -Edward, hoje em dia, não se tem mais idade para ter um enfarte, até uma criança poderia ter. Podia ter acontecido com a Kris, a Marie, o Anthony. –Meu pai disse.

  -Vira essa boca pra lá. –Disse.

  -Eu não estou desejando isso pra eles, eu só estou dizendo, que não é somente os velhos que tem essas coisas, e no caso da Bella, foi estresse. –Ele disse.

  O olhei.

  -Estresse? –Perguntei.

  -É, tudo o que aconteceu. Ela saiu daqui arrasada, Alice estava a odiando, você também, isso tudo já causou um estresse terrível nela. E eu também conversei com a Mary, pra saber o que havia acontecido, pra ela ter ido parar no hospital.

  -Eu o que ela disse?

  -Ela disse que a Bella estava muito triste com tudo que aconteceu por aqui, entre vocês, mas, o que a fez piorar, foi receber a ligação de um advogado que você contratou, ela disse que Bella tinha certeza que você o contratou, para tratar da separação, ela nem sequer deixou o advogado falar.

  Respirei fundo.

  -Eu sabia que ela pensaria isso.

  -Iria mesmo pedir o divórcio? –Meu pai perguntou.

  -Claro que não! –Disse. –Jasper estava em Forks, completamente acabado, e tive que contratar outro advogado. Para entrar com uma ação, pra remover aquelas malditas fotos.

  -Sério?

  Assenti.

  -É, talvez se ela tivesse deixado o advogado falar do que se tratava, ela não teria ficado mal desse jeito.

  -Se coloque no lugar dela, Edward. Vocês estavam brigados e de repente um advogado a procura em seu nome.

  Assenti.

  -É, talvez eu tivesse pensado o mesmo. –Disse.

  -Mary disse que depois que ela recebeu essa ligação, ela a procurou, desesperada, começou a passar mal, com falta de ar e foi parar no hospital, com ataque cardíaco, então, ela ficou internada nesses dias em diante, para se recuperar, e ela ainda não tinha se recuperado pra poder viajar, ela saiu do hospital, contrariando ordens médicas, a viagem longa e a morte da tia dela, agravou ainda mais o seu estado, o que causou um enfarte.

  Respirei fundo.

  -Foi tudo minha culpa. –Disse.

  -Edward, não foi sua culpa, isso poderia ter acontecido de qualquer jeito, devido a morte da Margareth. –Meu pai disse.

  -Como ela vai se recuperar, depois disso? Margareth era a única pessoa materna que a Bella tinha. –Disse.

  -Bella sabe que pode contar com a sua mãe. Ela ainda é uma pessoa muito materna. –Meu pai me olhou. –Só fique ao seu lado a apoiando, assim, você estará cumprindo a promessa que fez a ela no altar.

  Sorri.

  -Sim, na alegria e na tristeza. –Disse.

  -E agora, ela está precisando de você na tristeza.

  -Eu não vou sair de perto dela. –Disse. 

  Ele assentiu.

  -Mary me disse que Bella e o médico que cuidou dela, acabaram se tornando grandes amigos. E ele me parecia bem preocupado com ela. –Meu pai disse.

  Respirei fundo.

  -Era só o que me faltava, um médico apaixonado por ela. –Olhei para o meu pai. –Ela realmente os atraí.

  -Não olha pra mim, eu não tenho nada haver com isso. –Ele disse.

  Assenti.

  -Tem razão, podia ser qualquer um, até algum modelo que estava trabalhando com ela. –Disse.

  -Sobre aquilo, vai falar pra ela? Ela ainda não sabe.

  Neguei.

  -Não, no estado em que ela está, ela vai se preocupar ainda mais. –Disse.

  -Cedo ou tarde, ela vai acabar percebendo. –Meu pai disse.

  -Quando ela estiver melhor, eu conto. –Disse. –E como ela vai ficar?

  -O enfarto não foi tão grave, ela nem precisou de cirurgia, foi pequeno.

  -O coração dela parou, pai. Eu vi. Como foi pequeno?

  -Foi pequeno, por que seu coração voltou a bater. Se fosse mais grave, ela poderia não ter sobrevivido. Se fosse mais grave, ou ela tinha morrido ali mesmo no chão, ou no meio da cirurgia. –Meu pai disse.

  Senti um arrepio.

  -Deus me livre. –Disse.

  -Ela só vai precisar tomar alguns medicamentos por um tempo, e repouso.

  -E esses medicamentos não vão fazer mal pra ela? –Perguntei.

  Ele negou.

  -Não. Não tem com o que se preocupar.

  Assenti.

  -Bom, eu vou ver como estão as papeladas, pra liberar o corpo da Margareth, qualquer coisa, chame uma enfermeira. –Ele disse.

  -Ok. E as crianças? –Perguntei.

  -Sua mãe está com eles na minha sala.

  Assenti.

  -Eu vou mais tarde. –Meu pai disse.

  -Tá bom, tchau. –Disse.

  -Tchau.

  Meu pai saiu do quarto e eu me aproximei da cama, sentei-me na cadeira ao lado e acariciei os cabelos da Bella.

  -Meu anjo, eu prometo que vou cuidar de você, ok? –Disse, com lágrimas nos olhos.

  Eu não sairia daqui, até ela acordar e eu ver que ela estava bem, eu também tinha que explicar pra ela, que eu jamais a deixaria, jamais sairia do seu lado e sempre a amaria.

  Isabella Marie Swan Cullen

  Acordei sentindo-me completamente cansada. Parecia que eu não havia dormido nada.

  Puxei da memória o que havia acontecido. Lembrei-me da morte da minha tia e o meu mal estar terrível, eu realmente senti que iria morrer, e a última coisa que eu vi, foi o rosto do Edward.

  Olhei por todo o quarto e percebi que eu estava em um quarto de hospital, olhei para o lado e vi Edward sentado na cadeira, os cotovelos apoiados na cama, ao meu lado, o rosto apoiado nas mãos e em seus pulsos, havia um terço enrolado, que reconheci ser da Esme, ele estava rezando.

  -Foi tão feio assim, pra você estar rezando?

  Ele deu um pulo e levantou o rosto, me olhando.

  -A sua mãe é a religiosa da família, agora você, isso é raro. –Disse.

  -Bella.

  Sorri.

 -Oi.

  Ele se levantou e me abraçou, forte.

  -Pelo visto eu assustei você. –Disse, me sufocando pelo seu aperto. –Está me sufocando!

  Ele me soltou.

  -Desculpe. Eu… estou tão feliz que tenha acordado.

  -É, eu também estou.

  Ele pegou na minha mão.

  -Eu soube que estava internada em Paris, por que não ligou pra ninguém avisando?

  -Eu não queria preocupar ninguém, nem mesmo você. E não queria acabar fazendo as pazes, só por que eu tive um mal estar.

  -É, mas você sabe que não foi um simples mal estar, Bella. Você teve uma parada cardíaca, viajou contra ordens médicas e piorou aqui, você teve um enfarte. Seu coração parou de bater, e foi preciso você tomar adrenalina, pra voltar a bater. –Ele disse.

  O olhei.

  -Sério? –Perguntei.

  -Sim, meu pai salvou você, graças à Deus você não precisou de cirurgia, terá que tomar alguns remédios por um tempo, e ficar de repouso. –Ele disse.

  -Nossa, isso significa que estou envelhecendo. –Disse.

  -Não. Foi estresse. –Ele disse. –Tudo o que aconteceu, e a morte da sua tia, fez com que passasse mal.

  Assenti.

  Realmente, havia acontecido muita coisa que mexeu com o meu emocional.

  -Eu tenho que te explicar uma coisa. –Ele disse.

  -O que? –Perguntei.

  -O advogado que te ligou, era a respeito das fotos que tirou, eu entrei com uma ação pra remoção delas. –Ele disse.

  O olhei.

  -Tá falando sério? –Perguntei.

  Ele assentiu.

  -Sim, eu jamais pensei em divórcio, Bella. Eu estava esperando você voltar, pra resolvermos tudo como um casal. –Ele disse.

  -Então, quer dizer que durante todo esse tempo, eu tirei conclusões completamente erradas? –Perguntei.

  -E bem precipitadas. –Ele disse. –E agora eu estou me sentindo culpado por você estar desse jeito. Eu prejudiquei sua saúde.

  -Não, isso não é verdade, Edward. –Disse.

  -Claro que é. Eu briguei com você antes de viajar, e sei que ficou mal com isso, ai, você achou que eu estava pedindo o divórcio e acabou indo parar no hospital, ai, você volta, e piora ainda mais. –Ele disse, com lágrimas nos olhos.

  -Hei. –Acariciei seu rosto. –Tá tudo bem.

  -Quando estava passando mal, seu coração parou, e eu te vi ali, seus olhos, perdendo a luz, naquele momento eu achei…

  -Desculpe ter te preocupado, mas, você não vai se livrar tão fácil de mim. –Disse.

  Ele fechou os olhos, deixando as lágrimas caírem e soluçou.

  Sentei-me na cama.

  -Vem cá. –Disse, abrindo os braços.

  Ele se sentou na cama e me abraçou, enterrando o rosto no meu ombro e chorando.

  Eu senti tanta falta desse abraço, pensei que eu nunca mais o teria de novo. 

  -Fique calmo. Eu estou bem aqui com você. –Disse.

  Ele me soltou e me olhou.

  -Eu não quero passar por isso de novo. –Ele disse.

  Sorri.

  -Eu prometo que eu vou me cuidar. –Disse.

  Ele sorriu e me olhou.

  -Aquelas fotos…

  Dei um sorrisinho pra ele.

  -Estava tentando chamar minha atenção?

  Assenti.

  -Eu pensei que pegaria o primeiro voo pra Paris, só pra reclamar dessas fotos, e quando você não apareceu e aquele advogado me ligou, eu tive a certeza de que o nosso casamento havia acabado. –Disse.

  -Eu realmente fiquei muito irritado com aquelas fotos, mas, eu conversei com todos, principalmente com a Rosalie, e todos me convenceram de que havia sido só pra me provocar, por que você sabia como eu era, pra fazer umas fotos dessas. –Ele disse.

  -O trabalho era da Rosalie, e o Emmett é mais liberal. –Disse.

  Ele assentiu.

  -É, fiquei sabendo. –Ele disse. –Eu ainda vou tentar remover essas malditas fotos.

  -Boa sorte. –Disse.

  Ele sorriu e se aproximou de mim, colando seus lábios nos meus.

  Afastei-me dele e o olhei.

  -Que foi? Está sentindo alguma coisa? –Ele perguntou.

  -Não, é que eu preciso falar sobre a minha estada no hospital, em Paris.

  Ele assentiu.

  -Quer me falar sobre o seu médico? –Ele perguntou.

  -Sabe sobre ele? –Perguntei.

  Ele assentiu.

  -Meu pai falou com ele, pra ele mandar seus exames. Mary disse ao meu pai que vocês ficaram bem amigos, e meu pai me disse que ele parecia bem preocupado com você. –Ele disse. –Pode me falar, Bella. Você achou que eu não queria mais saber de você.

  Respirei fundo.

  -Um pouco antes da Kristen me ligar, ele se declarou pra mim, e ia me beijar, quando meu celular tocou e eu vim correndo, eu lhe dei um selinho antes de ir embora, prometendo voltar.

  Ele assentiu.

  -E você vai voltar? –Ele perguntou.

  -Eu prometi voltar, por que pensei que você não queria mais nada comigo. –Disse. –Agora é diferente, e tem mais uma coisa.

  Ele me olhou.

  -O que?

  Sorri.

  -Eu amo você. –Disse.

  Ele sorriu.

  -Eu também amo você. –Ele disse e me beijou.

  Agora sim, tudo estava voltando ao normal de novo.

  Escutamos o barulho da porta e no afastamos.

  -Atrapalho? –Carlisle perguntou, fechando a porta.

  Edward se afastou de mim.

  -Não. –Ele respondeu.

  Carlisle se aproximou e me olhou.

  -Bella, finalmente você acordou, e nos deu um baita susto. –Ele disse.

  Fiz uma careta.

  -Desculpe, eu não queria preocupar ninguém. Por isso não avisei do meu estado em Paris. –Disse.

  -Devia ter nos avisado. –Carlisle disse.

  -Eu já estava me recuperando.

  -Eu conversei com o Sebastian, ele me mandou seus exames. Você teve um ataque cardíaco, e foi devido ao estresse. Você ainda não estava recuperada pra viajar, foi o que agravou mais o seu caso, e ainda teve todo o estresse que passou, desde que chegou, com a morte da sua tia.

  Respirei fundo.

  -Eu não queria ter que passar mal desse jeito, eu tinha que ficar forte, pra apoiar o Jazz e o meu tio. –Disse.

  -Eles estão cientes sobre tudo que houve com você, Bella. Eles entendem. –Carlisle disse.

  -E quanto ao velório? O enterro? Alguém tem que cuidar de tudo. –Disse.

  -Eles já estão providenciando isso.

  -Você não tem que se preocupar com nada. –Edward disse.

  -Preocupe-se somente com a sua recuperação. –Carlisle disse. –O seu coração parou de bater, e eu tive que ressuscitá-lo, injetando adrenalina.

  -Por que todo mundo fica repetindo, que meu coração parou?

  -Por que ele parou. –Edward disse. –Bella, foi por pouco tempo, mas, você esteve morta na nossa frente.

  -Olha, não estamos querendo te assustar, mas, você teve um pequeno enfarto. Não foi tão grave, você não precisou de cirurgia e nem nada, apenas de alguns medicamentos, que você terá que tomar por um tempo. Você terá que se cuidar, de preferencia, sem estresse por um bom tempo. –Ele olhou de mim para o Edward. –Será que vocês conseguem fazer isso?

  -Bom, faremos de tudo pra tentar. –Edward disse.

  Carlisle assentiu.

  -Então, eu terei que ficar de molho por um bom tempo? –Perguntei.

  -Vai, pelo bem da sua saúde. Você ainda é muito nova, Bella. E mãe de quatro filhos, um deles é um bebê, se esqueceu?

  Neguei.

  -Não, eu jamais me esqueceria dos meus filhos.

  -E como está a Kris? –Edward perguntou.

  -Ainda dormindo. Sua mãe e o Thony, estão com ela. –Carlisle respondeu.

  Olhei para os dois.

  -O que aconteceu com a Kris? –Perguntei.

  -Ela estava aflita, desde que você passou mal. Ninguém conseguia acalmá-la, foi preciso eu sedá-la, pra ela poder se acalmar.

  -Drogou a minha filha? –Perguntei.

  -A NOSSA filha, estava aos prantos por que viu a mãe quase morrer na frente dela. –Ele disse.

  Respirei fundo.

  -Ai, coitadinha da minha Little. –Disse. –E o Thony e Rob?

  -Rob ainda é um bebê, e não entende o que está acontecendo. Mas, o Thony, ele sabe de tudo, e está sendo bem maduro. Ele que está cuidando da Kris, junto com a Esme. –Carlisle explicou.

  Sorri.

  -Ah, meu doce menino. –Disse.

  -Eu avisei a Marie, expliquei tudo o que aconteceu, até do nosso desentendimento, ela entendeu tudo também, e pedi para o Emmett ir busca-la no internato. –Edward disse. –Ela tem que comparecer ao enterro da tia avó.

  Assenti.

  -E quanto ao Jazz? Como ele está? –Perguntei.

  -Alice está o tempo todo com ele, pra ele não acabar bebendo. Espero que isso faça com que os dois se reconciliem. –Carlisle disse.

  -Eu acho que todo mundo vai acabar se reconciliando. –Edward disse e me olhou.

  -Que bom, pelo menos vamos voltar a paz de novo. Eu não quero adotar uma criança, e que ela pense que somos uma família de loucos. –Carlisle disse.

  -Bom, também não somos a melhor família do mundo. –Edward disse.

  -Pra mim, eu tenho a melhor família do mundo. –Carlisle disse.

  -E por falar em família, eu posso ver a Kris? –Perguntei.

  -Você acabou de acordar, é melhor ficar descansando mais um pouco, Edward vai cuidar de você. E quanto a Kris, pode deixa-la comigo, eu vou cuidar da nossa menina. –Carlisle disse.

  Fiz uma careta.

  -Eu nem vou poder me despedir da minha tia? –Perguntei.

  -Eu jamais faria isso com você, Bella. Terá que ir pelo menos em uma cadeira de rodas, sei que vai ser bem triste e emocionante pra você, e não quero que corra riscos. Também ficarei o tempo todo do seu lado, caso sinta alguma coisa. –Carlisle disse.

  Assenti.

  -Ok. Obrigada. –Agradeci.

  -Eu vou só te examinar, pra ver se está tudo bem. –Carlisle disse.

  Assenti.

  -Ok.

  Carlisle pegou o estetoscópio e ouviu meu coração.

  -E então? –Edward perguntou.

  -Parece que está normalizando. Eu vou fazer mais alguns exames em você, pra ver se está mesmo tudo bem com você, mas, te deixarei descansando mais um pouco. –Carlisle disse.

  -Enquanto isso, eu terei que ficar enfurnada aqui nesse hospital? –Perguntei.

  -Pelo menos por alguns dias, depois eu te mando para se recuperar em casa. –Carlisle respondeu.

  Respirei fundo.

  -Tudo bem. Mas, vai dar uma olhada na Kris? Eu preciso saber se ela está bem. –Pedi.

  Carlisle assentiu.

  -Claro, farei isso agora mesmo, não se preocupe. –Ele disse.

  -Obrigada. –Agradeci.

  Ele sorriu.

  -Não precisa me agradecer, eu só estou fazendo o meu trabalho como médico, e, também é minha responsabilidade cuidar da Kris. –Ele disse.

  Sorri.

  Carlisle se virou para o Edward.

  -Fique de olho nela, e qualquer coisa, me mande mensagem. –Ele disse.

  Edward assentiu.

  Carlisle saiu do quarto e ficamos sozinhos de novo.

  Olhei pra ele.

  -Nós temos muito que conversar. –Disse.

  Ele balançou a cabeça, negativamente. 

  -Não agora. Você tem que descansar. –Ele disse.

  -Eu já estou bem, eu juro. –Disse.

  -Bella, vamos fazer um acordo? Aceite descansar um pouco, senão, eu não trago as crianças pra te ver, nenhum deles, nem mesmo a Kris. –Ele disse.

   O olhei, surpresa.

  -Isso é injusto. –Disse.

  Ele sorriu.

  -Eu só estou cuidando de você. –Ele disse.

  -Você está me chantageando. –Disse.

  -Pra que você aceite se cuidar. –Ele pegou na minha mão e me olhou nos olhos. –Por favor.

  Respirei fundo.

  -Eu vou tentar. –Disse.

  Ele se aproximou e me deu um beijo na testa.

  -Então tente. Eu vou ficar bem aqui, com você. –Ele disse.

  Sorri.

  -Obrigada. –Disse e fechei os olhos.

  Eu ainda estava sob efeito de remédios, então, não foi difícil fechar os olhos e dormir, e até que não foi tão ruim assim.

(…)

  Acordei meio grogue, vi que ainda estava naquele quarto de hospital. Mas, estava sozinha, Edward não estava aqui comigo.

  Sentei-me bem devagar na cama e suspirei.

  Escutei o barulho da porta e olhei pra ela. Kristen passou por ela e me olhou.

  Sorri.

  -Oi.

  Ela correu na minha direção.

  -Mãe…

  Ela me abraçou.

  -Oi, querida.

  Ela soluçou, com a cabeça deitada no meu peito.

  -Tá tudo bem, filha. Eu estou bem. –Disse.

  Ela me soltou e me olhou.

  -Você me assustou. Assustou a todos nós. –Ela disse.

  -Eu sei, me desculpe, não foi a minha intenção. –Disse.

  -Por que não nos ligou? Por que não nos contou que não estava bem, que estava internada?

  -Eu não queria preocupar nenhum de vocês, nem deixar seu pai e Alice se sentindo culpados. –Respondi.

  -E como você acha que o meu irmão se sentiu, quando te viu daquele jeito? –Ela perguntou.

  Assenti.

  -É, eu sei que ele ficou bem mal. –Disse e a olhei. –E quanto a Alice?

  Ela limpou o rosto e mudou a cara.

  -Eu não sei. –Ela disse.

  A olhei.

  -Kristen. –Ela me olhou. –O que foi?

  Ela negou com a cabeça.

  -Nada. –Ela disse.

  -Nada? –Perguntei.

  -Nada. –Ela afirmou.

  A olhei.

  -Kristen, eu te conheço muito bem, o que aconteceu? –Perguntei.

  Ela me olhou.

  -Eu não quero que se irrite e acabe passando mal. –Ela disse.

  -Me fala logo o que aconteceu.

  -Promete que não vai se irritar? –Ela pediu.

  Respirei fundo.

  -Eu prometo. –Respondi.

  Ela respirou fundo e começou a me contar tudo o que aconteceu entre ela e Alice e eu não acreditei em nada que ouvi.

  -Eu não acredito nisso, Kristen.

  -Eu não tive culpa, mãe.

  -Kris, a Alice foi uma das pessoas que me ajudou a cuidar de você, a criar você. Ela foi sua babá, Kristen. Aprendeu cuidando de você, para poder cuidar da Mellanie, eu não acredito que saíram no tapa, depois de tudo isso. Você era tão apegada com ela, filha.

  -Me desculpe, mãe. É que eu não aguentei, ela começou a falar mal de você e eu não me segurei. –Ela disse.

  -Você não devia ter feito o que fez. Passaram esse tempo todo brigadas?

  Ela assentiu.

  -Sim, nós não estamos nos falando. –Ela disse.

  Assenti.

  -Ok, então eu quero que a procure e peça desculpas. –Disse.

  -O que? Mas, mãe, você sabe que eu não sou a única culpada dessa história toda, Alice também teve culpa. –Ela disse.

  -Eu quero que conversem e peçam desculpas uma pra outra. –Disse. –Kris, Alice não errou em falar mal de mim, ela estava com raiva, por que eu errei com ela. Ela tinha total razão. Alguma hora, ela vai ter que me perdoar, e eu quero que ela te perdoe também, que você a perdoe, por ela de alguma maneira, ter ofendido a sua mãe. Ok?

  Ela respirou fundo.

  -Eu vou tentar, mas, não vai ser fácil. –Ela disse.

  Assenti.

  -Então, se esforce. –Disse.

  Ele assentiu.

  -E como você está? –Ela perguntou.

  Sorri.

  -Bom, não foi dessa vez que parti dessa pra melhor. –Disse.

  -MÃE! –Ela chamou minha atenção.

  Comecei a rir.

  -Tá legal, me desculpe. Eu sei que não devia brincar com uma coisa dessas. –Disse.

  -É melhor se recuperar rápido e voltar pra casa. Aquilo tem ficado morto sem você. –Ela disse.

  -E como Edward tem passado sem mim? –Perguntei.

  -Ficou um velho ranzinza, não sorria mais, eu realmente fiquei preocupada com ele, mas, o vi pior ainda, quando você passou mal. –Ela disse.

 Assenti.

  -É, eu sei. –A olhei. –E ele ficou muito bravo, com as fotos?

  -Uma fera. Você pegou pesado. –Ela disse.

  Sorri.

  -Eu precisava reconquistá-lo de alguma maneira, mas, esse feitiço virou contra mim. Quando o advogado me ligou, achei que ele estava se preparando para se separar de mim, por isso passei mal. Agora, descobri que ele está tentando entrar com uma ação, pra remoção das fotos. –Disse. –Ele está exagerando.

  Kristen riu.

  -Não, mãe. Ele não está. Você pegou pesado, e os comentários dos homens safados, só pioram. Você conhece meu irmão, e sabe como ele é ciumento. –Ela disse.

  Sorri.

  -É, eu sei. Nem vou mais me meter nisso. Deixarei que ele resolva sozinho. –Disse.

  Ela assentiu.

  -É o melhor que você faz. –Ela disse.

  -E como estão seus irmãos? –Perguntei.

  -Bem, Rob está dormindo na sala do papai e Thony foi fazer um lanche na cantina e ligar pra Felicity. –Ela respondeu.

  -Marie ainda não chegou? –Perguntei.

  Kris negou.

  -Ainda não, mas, Edward já foi para o aeroporto, para esperar por ela. –Ela disse.

  -Ela não ia vir com o Emmett? –Perguntei.

  -Vai, mas, ela continua sendo filha do Edward, e ele quer recebe-la. –Kristen disse.

  Assenti.

  -Entendi. –Disse.

  -E ai? Vai me contar sobre esse tal médico que cuidou de você? –Ela perguntou.

  A olhei.

  -Pelo visto, já está todo mundo sabendo. –Disse.

  -É, essas noticias voam. –Ela disse.

  Respirei fundo.

  -Tudo bem, eu vou te contar tudo. –Disse.

  Comecei a contar pra Kristen, tudo o que aconteceu em Paris e a minha amizade com o Sebastian, que quase vai mais além.

  Algumas horas depois…

  Eu já estava com metade da família no quarto. Estavam Esme, Thony, Rob, que estava no meu colo, Kristen e Seth. Carlisle estava cuidando de alguns pacientes, Rosalie estava no seu quarto, já que havia dado a luz, Emmett estava vindo com a Marie, Edward estava os esperando no aeroporto e Alice e Jasper, estavam fazendo os preparativos para o enterro da minha tia.

  Parecia que a minha relação em família, estava voltando ao normal, aos poucos, só faltava eu me entender com a Alice.

  A porta do quarto se abriu e Edward passou por ela.

  -Oi. –Ele disse.

  -Oi. –Dissemos.

  -Trouxe visitas. –Ele disse e atrás dele, apareceram Emmett e Marie.

  Sorri, ao ver minha bebê.

  -Mãe. –Ela veio em minha direção e me abraçou com cuidado, pois, eu estava com o Rob no colo.

  -Oi, querida. –Disse. –Desculpe te tirar da escola.

  -Tudo bem, a minha família é mais importante. Como você está? –Ela perguntou.

  -Bem, e vou me recuperar. –Disse.

  -Eu fiquei muito triste, quando soube da Vó Meg. –Ela disse.

  Respirei fundo.

  -É, todos nós estamos. –Disse.

  -Onde está o meu padrinho? Eu quero dar os pêsames. –Ela perguntou.

  -Seu padrinho está ocupado resolvendo tudo com sua madrinha, Mer. Por que não liga para o Gabriel e conta pra ele, que está na cidade? –Edward disse.

  Ela negou.

  -Não, eu não estou aqui de visita, Gabbe vai entender. –Disse.

  -Mer, os nossos padrinhos estão ocupados, mas, o Vô Jack, está disponível. Por que não vamos falar com ele? –Anthony perguntou.

  Marie assentiu.

  -Claro. Tudo bem, mamãe? –Ela perguntou.

  Sorri.

  -Claro, querida. Vai tranquila. Seu tio avô está precisando mais de atenção, do que eu. Eu já estou recebendo atenção demais por aqui. –Disse.

  -Tá legal, não iremos demorar. –Ela disse.

  -Tchau. –Disse.

  -Se cuidem. –Edward disse e os dois saíram do quarto.

  Edward se aproximou de mim e deu um beijo na testa do Rob.

  -Como você está se sentindo? –Ele perguntou.

  Sorri.

  -Estou melhor. –Respondi.

  Ele sorriu.

  -Que bom. –Ele disse.

  -Eu preciso saber dos detalhes. O horário do velório, do enterro. –Disse.

  -Calma, Bella. –Edward disse.

  -Eu vou procurar a Alice, pra saber de todos esses detalhes, Bella. Não se preocupe com nada. –Esme disse.

  -Por favor, Esme. Só me mantenha informada. E eu preciso de uma roupa pra ir ao velório. –Disse.

  -Pode deixar, que eu vou cuidar de tudo isso. –Disse.

  -Kris, não é melhor irmos com seus irmãos? Sua mãe precisa descansar. –Seth disse.

  Kristen assentiu.

  -Tem razão, e eu vou levar o Rob, está bem?

  Assenti.

  -Ok, só cuide bem dele. –Disse e dei um beijo na bochecha do Rob. –Tchau, meu amor.

  Kris o pegou do meu colo.

  -E você, Emm? Vem também?

  -Eu vou ver a Rosie e o meu caçula. Encontro vocês depois, está bem? –Emmett disse.

  -Ok.

  -Emm, diga a Rosie, que depois eu quero vê-la e conhecer o novo membro da família. –Disse.

  -Pode deixar, Bellinha. Agora, descanse. –Ele disse e me deu um beijo na testa.

  -Eu vou me cansar de tanto descansar. –Disse e Emmett riu.

  -Tá legal, vamos gente. –Kristen disse. –Ed, cuide bem da minha mãe.

  Edward assentiu.

  -Pode deixar comigo. –Ele disse.

  -Tchau, Bella.

  Todos se despediram de mim e foram embora, exceto o Edward, que assim que todo mundo saiu, ele se sentou a minha frente e pegou na minha mão.

  -Como você está?

  Sorri.

  -Bem, não tem com o que se preocupar. –Respondi.

  -Hum, não sei não. Tenho as minhas duvidas. –Ele disse.

  Sorri.

  -Se eu estiver sentindo alguma coisa, eu aviso. –Disse.

  -Avisa mesmo? Você podia ter morrido em Paris, e nem sequer avisou. –Ele jogou na minha cara.

  Revirei os olhos.

  -Tá bom, eu sei que devia ter avisado. E prometo avisar dessa vez, então, me desculpe. –Disse.

  Ele sorriu.

  -É, acho que eu posso te perdoar. –Ele disse.

  O olhei.

  -E pode me perdoar somente por isso? –Perguntei.

  Ele me olhou. Ele sabia exatamente do que eu estava falando.

  -Eu não queria te magoar e nem magoar a Alice, eu tinha que ajudar meu primo. –Disse.

  -Você podia ter me pedido ajuda. Achou mesmo que eu iria correndo contar pra Alice, se você me contasse? Trair a sua confiança?

  -Eu não escondi de você, por que achei que você iria correndo contar pra Alice, e sim, pra você não ter que esconder nada da sua melhor amiga, eu não queria que quando ela descobrisse, ficasse com raiva de você, por não ter contado nada pra ela. –Disse.

  -Mas sabia que ela ficaria com raiva de você. Preferiu arriscar a sua amizade com ela, do que a minha com ela?

  Assenti.

  -Você a conhece por mais tempo. Não era justo com você. –Disse.

  -Bella, isso foi ridículo. –Ele disse. –Você pode até ter salvo a minha amizade com ela, mas, quase destruiu o nosso casamento, e isso só te prejudicou.

  -Eu sei, acredite, eu jamais quis que o nosso casamento acabasse, eu nem sequer sei viver sem você. –Disse.

  Ele sorriu.

  -E acha que eu sei viver sem você? –Ele perguntou.

  Sorri.

  -Por que não me contou sobre o passado do Jasper? O que ele fez com a Rosalie. Ela me mostrou as fotos.

  Respirei fundo.

  -Era o passado dele. Foi no momento de dificuldades. Estávamos desesperados, por que não queríamos que nada faltasse pra Kris, o dinheiro que meus tios e os pais da Rosie mandavam, já não eram mais suficiente, e cogitei ir atrás do Carlisle, pra ele assumir a Kris e pagar uma pensão pra ela, pra me ajudar. Mas, Jasper levou essa ideia pra outro lado. Ele tinha certeza de que quando eu me encontrasse com o seu pai, rolaria uma recaída e eu acabaria o abandonando, então ele se afundou por medo e acabou virando um alcoólatra. E tudo ficou insuportável. Eu o via ficando furioso, irritado e me preocupei somente com a Kristen. Eu chegava a passar o dia inteiro fora com ela, pra que ele acabasse não a machucando, e me esqueci completamente, de que ela não era a única que eu tinha que me preocupar.

  -Você se esqueceu da Rosalie. –Edward disse.

  Assenti.

  -Pois é. Eu me esqueci da garota que quando me conheceu não foi com a minha cara, e que foi preciso a Elena ser internada, pra que pudéssemos nos dar bem, e ela ainda foi a pessoa que mais me ajudou, quando eu fiquei grávida, e eu não pude protege-la, do meu próprio primo.

  -A culpa não foi sua, Bella. –Edward disse.

  -Um dia  eu simplesmente chego em casa e pego meu primo dando uma surra na Rosalie, e ele estava completamente bêbado. –Disse. –Rosie estava tão desesperada, eu não sei de onde eu tirei forças pra tirá-lo de cima dela.

  Ele sorriu.

  -Você foi forte. –Ele disse.

  -Eu fiz a minha melhor amiga se machucar, Edward.

  -Você não a machucou, foi o Jasper. E pelo que soube, ele ficou muito mal com tudo isso. –Ele disse.

  Assenti.

  -É, ficou. E foi a partir disse que ele se tratou. E também teve o fato que eu joguei toda a culpa no Carlisle. –Disse.

  -Você estava brava, e ressentida por ele ter te deixado.

  -Eu coloquei toda a culpa em alguém, que nem sabia da existência da filha. Eu fui muito cruel.

  -Bella, meu pai não está chateado com você, tudo isso já passou. –Ele disse.

  -Eu sei. –Disse. –Edward.

  -Hum.

  -Me desculpe, por tudo. –Disse.

  Ele pegou minha mão e depositou um beijo.

  -Eu te desculpo. –Ele disse.

  Sorri.

  -Eu te amo.

  Ele sorriu.

  -Eu também te amo. Só não me assusta desse jeito de novo. –Ele disse.

  Sorri.

  -Eu vou tentar. –Disse.

  Ele revirou os olhos e eu ri.

  -Eu quero que as coisas voltem a ser como antes. –Disse.

  Ele me olhou.

  -Vai ser difícil.

  -Eu sei, sei que muita coisa aconteceu. Mas, eu só quero a minha vida de volta. Acordar ao seu lado, cuidar dos nossos filhos, leva-los pra escola, ir trabalhar na agencia. –Disse.

  Ele sorriu.

  -Você se esqueceu dos nossos dias de folga, que passávamos a tarde toda em casa. –Ele disse.

  -Isso mesmo. É isso que eu quero de volta. Sem contar dos nossos almoços de domingo, na casa dos seus pais. –Disse.

  -Olha, eu também quero a nossa vida de volta, mas, tem coisas que precisamos resolver antes. –Ele me olhou. –Depois do enterro, temos que ajudar o Jasper.

  Assenti.

  -Eu sei. Espero que ele passe por tudo isso. –Respirei fundo. –Eu espero que todos passemos por isso.

  Ele pegou minha mão.

  -Está tudo bem? Você não disse como se sentia, em relação a morte da sua tia.

  Respirei fundo.

  -Ela foi a única Swan que me ajudou quando eu precisei. E agora ela não está mais aqui. Ela se foi, como todos os Swans, e eu fui a única que sobrou. –Disse, deixando as lágrimas rolarem.

  -Hei. –Edward acariciou meus cabelos. –Eu sei o quanto ela foi importante pra você, ela te ajudou, quando você engravidou, e você vai ser eternamente grata, e ela está muito feliz por você ter virado essa mulher maravilhosa e construído essa família linda. E mais. –Ele sorriu. –Você não foi a única que sobrou. Se esqueceu que nossos filhos também tem o sobrenome Swan?

  Assenti.

  -É, eles tem. –Disse.

  -E isso é por que você é a mãe deles. –Ele disse.

  Sorri.

  -Está tentando me consolar? –Perguntei.

  -Estou tentando te dizer, que você não está sozinha. –Ele disse.

  -Eu sei que não. Eu tenho você, nossos filhos e toda a sua família. –Disse.

  Ele sorriu.

  -Sim, NOSSA família. –Ele disse.

  Sorri.

  -É. –Disse. –Nossa família.

  Ele sorriu pra mim e beijou minha mão.

  -Eu preciso te pedir uma coisa. –Disse.

  Ele assentiu.

  -Pode pedir. –Ele disse.

  -Pode ir pra casa? –Perguntei.

  Ele me olhou.

  -Como é? Bella, eu não vou pra casa e te deixar aqui, sozinha.

  Sorri.

  -Calma, eu não estou te expulsando. Só que eu preciso de uma roupa pra ir ao velório. –Disse, ficando decepcionada de novo.

  Ele assentiu.

  -Bom, se é isso, então tudo bem, eu vou buscar uma roupa pra você usar. –Ele disse.

  Assenti.

  -Obrigada. –Agradeci.

  Ele acariciou meu rosto.

  -Eu estou com você, para o que der e vier. –Ele disse.

  Sorri.

  -Eu sei. Obrigada. –Agradeci. –Eu te amo.

  Ele sorriu.

  -Eu também te amo. –Ele disse.

  Meu celular começou a tocar no criado mudo e Edward o pegou. Ele olhou para o visor e depois me olhou.

  -Sebastian.

  -Não me olha desse jeito.

  -Deu seu número pra ele?

  -Sim, quando eu estava sob os cuidados dele.

  -É, mas acho que não precisa mais manter relações com ele. –Ele disse.

  -Ai, pelo amor de Deus, Edward. –Disse.

  -Ele é meu concorrente. –Ele disse. 

  -Não existe concorrência. Eu sou sua, meu bebezinho. –Disse.

  -Parece que ele ainda não se tocou disso.

  -Ele não sabe que fizemos as pazes, Edward. –Disse. –Dá meu celular, eu vou atende-lo e dizer a ele.

  -Não, eu não quero você falando com ele, de jeito nenhum. Eu vou confiscar seu celular. –Ele disse, colocando meu celular no bolso.

  -O que? Edward, para de besteira. –Disse.

  -Eu vou em casa pegar suas coisas. –Ele disse.

  -Edward…

  Ele me deu um beijo na bochecha.

  -Tchau.

  Ele saiu do quarto tão rápido, só pra não dar tempo de eu falar mais nada.

  Balancei a cabeça.

  É, as coisas tinham mesmo voltado ao normal.

  Respirei fundo.

  Agora, a única coisa que eu tinha que superar, é a falta que a minha tia iria me fazer.

(…)

  Eu estava entediada e Edward não voltava nunca, eu comecei a ficar entediada, muito entediada.

  Liguei a TV e procurei alguma coisa pra assistir, e acabei em um canal de fofocas, com certeza tinham várias coisas de mim.

  Curvei-me na cama, para prestar mais atenção, e eu não acreditei no que estava ali, a notícia que estava ali.

  -Eu não estou acreditando nisso. –Disse.

  Fui distraída pela porta que se abriu e Carlisle passou por ela.

  -Bella.

  Pela cara dele, ele também já sabia da nova notícia.

  -Pelo visto, você já sabe. –Ele disse.

  -E pelo visto, isso está em todo lugar. Onde está o Edward? –Perguntei.

  -Ele foi pra casa, buscar algumas coisas pra você. –Ele disse.

  Assenti.

  -Ok, então traga a Alice aqui. Ela vai ter que me explicar o que é isso. –Disse.

  -Tá, mas, tente se acalmar, você não pode se alterar. –Ele disse.

  Assenti.

  -Ok, mas, eu quero uma explicação. –Disse.

  -Tudo bem, eu a trarei e ficarei aqui o tempo todo, se você se estressar, eu te dopo. –Ele disse.

  -Está bem. –Disse, concordando.

  Eu sabia que não tinha saída mesmo, mas, eu teria uma explicação, sobre o que estava acontecendo.

  Continua…





Hey! Que tal deixar um comentário na história?
Por não receberem novos comentários em suas histórias, muitos autores desanimam e param de postar. Não deixe a história "Confronto 2ªtemporada" morrer!
Para comentar e incentivar o autor, cadastre-se ou entre em sua conta.