Confronto 2ªtemporada escrita por Gabszinha FerCosta


Capítulo 164
Capítulo 163-No aeroporto e no Avião




  Isabella Marie Swan Cullen

  Estávamos esperando o nosso voo ser anunciado. Edward e eu estávamos sentados, eu estava com as minhas pernas em seu colo, e ele as acariciava, minha mão esquerda estava em seus cabelos da nuca, acariciando e Edward estava de olhos fechados, aproveitando o cafuné.

  Finalmente teríamos alguns dias só pra nós dois. Eu amava os meus filhos, mas, eu também merecia ter meu maridinho só pra mim de vez em quando. Eu sabia que as crianças ficariam bem sem a gente. Marie estava no internato, e Kristen já era quase uma adulta, sabia se cuidar, Anthony também já estava bem grandinho pra se cuidar, e os dois, juntos, cuidariam do Rob, que era o único que precisava de cuidados.

  Edward se remexeu ao meu lado e eu o olhei.

  -Tá demorando. –Ele disse.

  -Logo saí o nosso voo. –Disse.

  -Hum. E será que as crianças vão ficar bem sem a gente? –Edward perguntou.

  -Já estão todos crescidos, o único que é realmente preocupante, é o Rob, Anthony ajudará Kris a cuidar dele e se eles precisarem de ajuda, gente é que não vai faltar, nossa família é bem grande.

  Ele riu.

  -É, mas, você tem razão. Eles já estão todos grandes, Rob é o único pequeno, os três já estão até namorando. –Ele me olhou. –Temos que encomendar novos.

  O olhei.

  -Não vou embarcar nessa de montar um time de futebol. –Disse.

  Ele começou a rir.

  -Podíamos ter gêmeos de novo. –Ele disse.

  -Não, não, não me venha com essa. Eu sofri naquela gravidez, Edward. Acha que é fácil carregar dois bebês? Eu não tenho mais 20 anos. –Disse.

  -Ah, mas você tem o corpo bem melhor do que muita menininha de 20 anos. –Ele disse.

  -Por quê? Você anda reparando nas menininhas de 20 anos? –Perguntei.

  Ele me olhou.

  -Não Bella, mas, eu reparo no seu corpo e ele está sempre ótimo, não tem nenhum mudança, nem nos seus pós-partos. –Ele disse.

  Assenti.

  -Aposto que essas garotas de 20 anos, são aquelas malditas Maria-Chuteiras. –Disse.

  Ele gargalhou.

  -Oh, minha ciumentinha. –Ele disse, me dando um selinho.

  -Saí, Edward! –Reclamei.

  -Olha, eu jamais repararia em outra mulher, que não fosse a minha linda esposa. –Ele disse.

  Sorri.

  -Tá, vou acreditar em você. –Disse.

  -Mas, eu quero que engravide de novo. –Ele disse.

  Assenti.

  -Eu vou me esforçar, mas sabe que eu preciso da sua ajuda, não sabe?

  -Claro que eu sei, Bella. –Ele disse.

  -E por falar em filhos, o aniversário do Rob está chegando. –Disse.

  Ele sorriu.

  -Ah, passou tão rápido. –Ele disse.

  Sorri.

  -É, parece que foi ontem, que achou o teste de gravidez no quarto da Kristen e você fez aquele escândalo. –Disse.

  -Vocês me enganaram. O teste estava no quarto dela, só podia ser dela. –Ele disse.

  -Sim, ela estava um pouco atrasada, por ter começado a tomar anticoncepcional, então, ela ficou preocupada e fez um teste, ela pediu pra eu fazer junto com ela, por que ela estava com medo, eu fiz, mas só nos focamos com o dela, que deu negativo, então jogamos dos dois testes fora, sem me preocupar com o meu. –Disse.

  Ele riu.

  -Tá, foi um pouco engraçado. Mas, já parou pra pensar que o dela poderia ter dado positivo? Você poderia ter sido vovó. –Ele disse.

  Revirei os olhos.

  -Ai, nem me diga isso. Eu estou muito nova pra ser avó. –Disse.

  Ele riu.

  -Quantos anos a Renée tinha, quando você engravidou da Kris? –Ele perguntou.

  -36. Ela e meu pai. A idade do seu pai.

  -É, mas a diferença, era que eles viraram avós, o meu pai, tinha virado pai, de novo. –Ele disse.

  Comecei a rir.

  -Bom, isso não vem ao caso. Você tem 31, são 5 anos a menos que os seus pais. –Ele disse.

  -Olha, você sabe que eu sempre tive medo da Kris engravidar com essa idade, não queria que ela passasse por tudo que eu passei. E você, Emmett e seu pai, não ficariam nada feliz com isso. –Disse.

  Ele assentiu.

  -Realmente, eu iria matar aquele garoto. Filhos, só depois do casamento, e quando eles tiverem pelo menos uns 30 anos. –Ele disse.

  -Ai, não exagera, Edward. Quando nos casamos, você tinha 18 anos, e eu 21. E nesse mesmo ano, eu engravidei dos gêmeos. –Ele disse.

  -Eu não posso querer uma coisa diferente pra minha irmãzinha linda?

  -E pra Marie? –Perguntei.

  -Eu nunca disse que a deixaria se casar. –Ele disse.

  Comecei a rir.

  -Coitado do Gabriel. Mal sabe ele o sogro que arrumou. –Disse. –Nem todo mundo teve a sorte que você tem, em não ter nenhum sogro.

  -Acha que se tivesse se envolvido comigo primeiro, seus pais teriam ficado do seu lado? –Ele perguntou.

  -Bom, eu não sei. Se fosse naquela época, eu teria 15 e você 12, eu já estava no auge da adolescência e você estava entrando, ainda era considerado uma crianças, não sei se eles aprovariam. E talvez esse não seja o motivo pra eles não te aceitarem, e sim o fato de você ser filho de Carlisle Cullen. –Disse.

  -Então, se eu fosse da sua idade, eles ainda poderiam não nos aceitar? –Ele perguntou.

  Assenti.

  -Isso mesmo. –Respondi. –Por que a pergunta?

  -Nada, eu só queria saber se tudo fosse diferente, a gente teria uma boa convivência com eles. –Ele disse.

  -Já viu que isso seria impossível. –Disse.

  Ele sorriu.

  -Mas, você se dá muito bem com os seus sogros. –Ele disse.

  -É, começando por eu ter tido uma filha com o meu sogro. –Ele disse.

  -Foi só o começo da longa história da nossa família. –Ele disse. –É por isso que temos que aumenta-la cada vez mais.

  -Ai, esse assunto de novo. –Disse. –Olha, vamos deixar pra pensar em fazer outro filho, quando estivermos sozinhos no nosso quarto de hotel.

  Ele riu.

  -Tudo bem.

  -Faremos alguma coisa para o Rob? –Perguntei.

  -É claro que faremos, por que não faríamos? É o primeiro ano de vida dele, eu quero dar uma enorme festa. –Ele disse.

  -Ah, é mesmo? E você vai planejar? Por que você diz que quer dar uma festa, mas não ajuda em nada e eu que acabou organizando tudo sozinha, eu não fiz ele sozinha, Edward. –Disse.

  -Tá legal, eu ajudo no que você quiser. –Ele disse.

  -Acho bom mesmo. –Disse.

  Ele sorriu.

  -Nosso garotinho mais novo, já vai fazer um ano. Como passou rápido, não é? –Ele perguntou.

  -É, o ano passa mesmo rápido. –Disse.

  -Logo, ele vai estar na escola. –Ele disse.

  -É, acho que já está na hora. –Disse.

  -O que?

  -É, uma creche, e da creche, ele vai direto para o jardim de infância, assim ele já pega o ritmo, vai poder estar com outras crianças da idade dele e sua mãe vai poder se dedicar a sua nova irmãzinha.

  -Sabe que minha mãe não se importaria de continuar cuidando dele, não sabe?

  -Sei, mas, eu quero que seu pai e ela, aproveite todo tempo com ela, e nós cuidamos dos nossos próprios filhos, e o nosso trabalho nem ocupa o dia inteiro assim, é mais você quando tem treino, então, Rob não ficaria tanto tempo na creche. –Disse.

  -Mas, em algum dia, podemos deixa-los um tempo a mais, não podemos? –Edward perguntou.

  -Pra você ficar a sós com a mãe dele? Sim, podemos, contanto que pague a diferença das horas. –Disse.

  -Eu pago o preço que for. –Ele disse. –Olha, eu concordo com o que decidir, mas, temos que conversar com a minha mãe, pra ela não pensar que não queremos que ela continue cuidando do nosso filho.

  Assenti.

  -Claro, conversaremos direito com ela, eu só quero que ela cuide da filha dela, cada um cuidando dos próprios filhos. –Disse.

  Ele riu.

  -É. –Ele disse. –Então, quando voltarmos de viagem, a gente acerta tudo sobre uma boa creche para o nosso por enquanto, caçula. –Comecei a rir. –E, acertamos tudo sobre o aniversário dele.

  Assenti.

  -Feito. –Disse. –Bom, eu vou pegar alguma coisa na lanchonete, quer alguma coisa? –Perguntei, levantando-me do seu colo.

  -Um cappuccino. –Ele respondeu.

  -Ok.

  -Quer dinheiro? –Ele perguntou.

  -Não, eu tenho. –Dei-lhe um selinho nele. –Não saia daqui.

  Ele sorriu.

  -Jamais irei a nenhum lugar sem você. –Ele disse.

  Soprei um beijo pra ele e fui até a lanchonete. Pedi um chá de camomila pra mim, o cappuccino do Edward e duas rosquinhas de chocolate. Fiquei esperando meu pedido ficar pronto. Comecei a ter uma sensação de estar sendo observada e olhei, disfarçadamente para trás. Vi um cara de longe, tirar uma foto com sua câmera.

  -Isabella? –A moça da lanchonete me chamou e a olhei.

  Pela sua cara, ela tinha me reconhecido, mas, disfarçou, o que era bom.

  -Sim?

  -Seu pedido, senhora. –Ela disse, me entregando os copos e o pacote com as rosquinhas.

  -Obrigada. –Agradeci e lhe entreguei meu cartão, ela inseriu na maquina e eu digitei minha senha. Ela devolveu meu cartão, junto com a nota.

  -Boa viagem. –Ela disse.

  Sorri.

  -Obrigada. –Disse e voltei pra onde Edward estava.

  Ele continuava no mesmo lugar, com uma cara de tédio.

  -Oi. –Disse, sentando-me ao seu lado.

  -Oi. –Ele disse.

  -Demorei? –Perguntei.

  -Em comparação a esse voo? Não. –Ele disse.

  Comecei a rir.

  -Toma o seu cappuccino. –Entreguei o copo pra ele.

  -Valeu.

  -Eu também trouxe rosquinha. –Disse, pegando as rosquinhas do pacote e lhe entregando uma.

  -Valeu. Está me fazendo sair da dieta.

  -Edward, nós estávamos em uma festa de chá de bebê, você saiu da sua dieta há muito tempo. –Disse.

  Ele começou a rir.

  -Eu preciso te contar uma coisa. –Disse.

  -O que?

  -Eu acho que vi um paparazzi. –Disse.

  Ele engasgou com a rosquinha.

  -Calma. –Dei tapinhas em suas costas. –Eu não quero ficar viúva.

  Ele bebeu um pouco do cappuccino e se recuperou.

  -Tem certeza disso? –Ele perguntou.

  -Sim, eu estava na cantina, olhei pra trás e vi um cara, com uma câmera profissional, tirando fotos que com certeza eram minhas. Era um paparazzi. –Disse.

  Ele respirou fundo.

  -Fala sério, essa gente não vai nos deixar em paz? –Ele perguntou.

  -Somos pessoas públicas, Edward. –Disse.

  -Devíamos ter vindo disfarçados. –Ele disse.

  -Ah, mas eu jamais faria isso. Me disfarçar? Eu não devo nada pra ninguém. –Disse.

  -Mas, merecemos um pouco de paz. –Ele disse.

  -E nós teremos. Ninguém vai pagar uma passagem de avião, só pra ficar seguindo a gente. –Disse.

  -Tem certeza disso? –Ele perguntou.

  -Tenho, isso tudo, é por que estamos bem aqui, no hall do aeroporto, quando passarmos pelo portão de embarque, isso vai acabar. –Disse.

  -Ok, mas, se esse cara estiver no nosso avião, me avise e eu chamo a segurança. –Ele disse.

  Assenti.

  -Pode deixar. –Disse.

  Nós terminamos de fazer nosso lanche e Edward jogou as embalagens fora, ficamos ali, sentados e consegui fazer Edward relaxar com uns beijinhos inocentes, ficávamos apenas namorando. Pelo menos isso causaria uma boa impressão aos paparazzi. Eles tirariam muitas fotos nossas assim, mostrando pra todo mundo que ainda éramos um casal apaixonado.

  Nosso voo enfim foi anunciado.

  -Ah, finalmente! –Edward disse, comemorando.

  -É, finalmente você vai parar de reclamar. –Disse, me levantando.

  Ele se levantou.

  -Eu não reclamava há algum tempo, por que minha língua estava dentro da sua boca. –Ele se aproximou de mim, chegando perto do meu ouvido. –Mas, ela queria estar em outro lugar. –Ela sussurrou.

  Dei um tapa em seu braço e me afastei.

  -Comporte-se!

  Ele riu.

  -O que? Eu estou ansioso por essa viagem, não vejo a hora de te ter em meus braços. E será daqui a pouco…

  -Eu não vou me enfiar no banheiro do avião com você, Edward. –Disse.

  -O que? Mas, por quê? –Ele perguntou.

  -Edward, pelo amor de Deus. Você está parecendo um cachorro no cio. –Disse.

  Ele sorriu.

  -Eu só quero ficar sozinho com você. –Ele disse.

  Sorri.

  -Eu também quero ficar sozinha com você, então, seja paciente. –Disse.

  Ele deu um sorriso torto. Esse sorriso, matava qualquer mulher do coração.

  -Pode ser só uma rapidinha no banheiro. –Ele disse.

  Revirei os olhos.

  -Vamos logo, Edward. –Disse, dando as costas pra ele e seguindo para o portão de embarque.

  -Hei, você não me respondeu. –Ele disse.

  Comecei a rir e continuei andando, ele ainda tentou uma resposta, mas, eu preferia me calar. Eu não sei por que ele estava com tanta pressa, teríamos dias pra fazer tudo o que ele queria.

  Duas horas depois…

  Acordei no avião. Não sabia quanto tempo eu tinha dormido. Olhei para o lado e Edward estava lendo uma revista, com um sorriso enorme no rosto.

  Aproximei dele e vi que era uma matéria sobre ele, suas jogadas estavam sendo elogiadas.

  -Uau, não tem mais nada pra ler? –Perguntei.

  Ele sorriu.

  -Não seja invejosa, estou sendo muito elogiado aqui. –Ele disse.

  -Olha só, pegue revistas sobre cinemas, séries e moda, pra você ver, terá muitas matérias sobre mim, eu não preciso ter inveja de você. –Disse.

  Ele me olhou.

  -Exibida. –Ele disse.

  -Exibido. –Disse.

  Ele começou a rir.

  -Onde conseguiu essa revista? –Perguntei.

  -Uma mulher me deu. –Ele disse.

  -Que mulher? –Perguntei.

  -Aquela ali. –Ele apontou pra mulher, que o olhava com cobiça.

  -Aquela que está te devorando com os olhos? –Perguntei.

  Ele me olhou.

  -Bella.

  -O que?

  -Você sempre teve ciúmes das minhas fãs.

  -Por que as suas fãs são oferecidas. –Disse.

  -Ah, e os seus fãs não são? –Ele perguntou.

  -Aquela mulher sabe que eu estou do seu lado e continua te olhando. –Disse.

  -Ai, não exagera. –Ele disse.

  -Sem contar que ela tem idade pra ser sua mãe. –Disse.

  Ele me olhou.

  -E o meu pai, tem idade pra ser seu pai. –Ele disse.

  Assenti.

  -Tudo bem, eu não falo mais nada. –Disse. –Vou assistir a um filme.

  Liguei a minha TV e comecei a assistir a um filme qualquer.

  -Hei. –Edward acariciou meus cabelos. –Me desculpe, eu não queria te chatear.

  O olhei.

  -Quer saber? Eu não vou mais discutir sobre o que eu tive com o seu pai. Sabe por quê? Por que eu não tenho do que me envergonhar, eu o amei, e tivemos uma linda filha juntos. –Disse.

  -Sim, assim como nos amamos hoje em dia e temos três filhos lindos. –Ele disse.

  -Exatamente. Então podem falar a vontade, você ou qualquer pessoa, eu não tenho o porquê me envergonhar. –Disse.

  -Tem razão. Me desculpe. Eu não devia ter citado você e o meu pai, por que você ficou com ciúmes. É que eu acho um saco nós estarmos fazendo uma viagem romântica, e acabarmos tendo uma crise de ciúmes. –Ele disse.

  -O que você pensaria seu eu visse alguém dando em cima de você, e não fizesse nada? Simplesmente não me importasse?

  -Bom… eu acharia estranho. –Ele disse.

  -Acharia estranho? Ou, acharia que eu não me importo mais com você, que eu não te ame mais? –Perguntei.

  -Eh… talvez. –Ele respondeu.

  -Exatamente, então, dê graças à Deus que eu ainda estou sentindo ciúmes de você, por que eu ainda te amo. –Disse.

  Ele me olhou.

  -Ainda? –Ele perguntou.

  -É, ainda. –Respondi.

  -Tá legal, tá legal. Me desculpe. Mas, saiba que o fato de eu ter aceitado o presente de uma fã, ou ela ter dado em cima de mim, não significa que eu vá dar bola pra ela, sabe por quê? Por que eu sou um homem casado, e muito bem casado, que ama a esposa dela e não a trocaria por ninguém. –Ele disse.

  Eu não disse nada.

  -Sabe, não me leve a mal. Mas, há 15 anos o meu pai teve uma crise no casamento com a minha mãe, te conheceu e começou a ter um caso com você, o que o fez amar vocês duas ao mesmo tempo, mas, ele não te amava o suficiente pra deixá-la, e quando minha mãe quis o divórcio, ele viu que a amava mais, e te deixou pra voltar com ela. –Ele disse. –Você me vê como ele, por que eu sou filho dele. Pare de achar que eu vou arrumar uma amante também, e esperar você me dar um motivo pra voltar pra você.

  O olhei.

  -Eu nunca pensei isso de você. –Disse.

  -Pois, está parecendo. Pra você achar que uma mulher vai dar em cima de mim na sua frente e eu vou cair na dela. –Ele disse.

  -Bom… sua mãe não estava com o seu pai quando o conheci, e não fui eu que dei em cima dele, foi ele quem deu em cima de mim. –Disse.

  Ele riu.

  -Mas, você deu em cima de mim. –Ele disse.

  Virei-me de lado em sua direção e passei os dedos pela sua nuca, passando de leve minhas unhas em sua pele.

  -E eu sempre irei te seduzir, como da primeira vez. –Disse.

  Ele suspirou.

  -É, com certeza. –Ele segurou minha mão. –Não faz isso.

  -Tá, se não quer que eu te toque, eu não te toco.

  -Muito pelo contrário, eu quero muito que me toque, se aceitar vir para o banheiro comigo. –Ele disse.

  Comecei a rir.

  -Que insistência. –Disse.

  Ele sorriu.

  -Vamos parar com essas briguinhas bobas? Eu quero só romance nessa viagem. –Ele disse.

  Assenti.

  -Vamos. –O puxei pela nuca e o beijei.

  O beijo não demorou pra ficar quente, Edward começou a ter umas mãos bobas e eu o empurrei.

  -Já chega, vai lavar o rosto, vai. –Disse.

  Ele bufou.

  -Você me paga! –Ele disse, se levantando e indo para o banheiro.

  Comecei a rir.

  Percebi que a tal fã dele, foi logo atrás, e claro, eu não iria deixar isso barato e fui atrás. Ela estava na porta do banheiro, toda sorridente, esperando por ele.

  Aproximei-me.

  Ela se virou e se assustou quando me viu.

  Sorri.

  -Olá.

  -O…oi.

  -Eu posso ajudar? –Perguntei.

  Ela negou.

  -Não. –Ela respondeu.

  -Sabe quem eu sou, não sabe?

  Ela assentiu.

  -Sei.

  -Ótimo. Por que eu sei exatamente o que está procurando. –Aproximei-me dela. –Eu sou muito boazinha, mas não sou idiota. A ex namorada dele que tentou tirar com a minha cara, acabou com os cabelos cortados. –Ela me olhou, com medo nos olhos. –Se eu fosse você, eu tomaria cuidado. O ciúmes pode levar a loucura.

  Ela engoliu em seco.

  -Por que não volta para o seu lugar? –Sussurrei.

  -Com licença. –Ela disse, voltando para o seu lugar.

  A porta se abriu e Edward colocou a cabeça pra fora.

  -Pelo visto você a espantou. –Ele disse.

  Dei um sorriso vitorioso.

  -Entra. –Edward disse, me puxando pela cintura, pra dentro do banheiro e trancou a porta, ele me sentou na pia e me atacou.

  -Edward, Edward. –O empurrei e ele me olhou. –Você sabia que ela tinha vindo atrás de você?

  Ele negou.

  -Não, eu nem sabia que ela estava ai, eu escutei vozes do lado de fora e abri pra ver o que era. Ai eu vi você e ela voltando para o lugar dela. –Ele sorriu. –Eu tenho que agradecê-la.

  O encarei.

  -Como é? –Perguntei.

  -É, ela veio e isso fez com que viesse também, agora, você está exatamente onde eu queria. –Ele disse.

  Sorri.

  -Parece até que foi uma armadilha. –Disse.

  -Não foi, eu não contava com isso. Quando vim para o banheiro, eu já tinha desistido de tentar algo com você, ai eu abro a porta e tenho essa maravilhosa surpresa. –Ele disse, descendo a mão para a minha esquerda e apertou.

  -Ai, Edward! Vai me deixar marcada. –Reclamei, segurando sua mão.

  Ele começou a rir.

  -Olha, ela estava atrás de você, eu não sei o que ela iria fazer, mas, cortei as asinhas dela, antes dela tentar. –Disse.

  -Uau! Minha mulher é poderosa. –Ele disse, me dando um selinho.

  -Você veio para o banheiro e em seguida, ela foi atrás, eu vi e fui atrás dela, ela estava bem aqui na porta, e quando ela se virou, se assustou quando me viu, eu perguntei a ela se eu poderia ajudar, ela disse que não. Perguntei se ela sabia quem eu era, e ela disse que sim. Disse que eu sabia exatamente o que ela estava procurando. Disse que eu era boazinha, mas não idiota. E contei a ela o que eu fiz com sua querida ex namorada e com os lindos  cabelos loirinhos dela. E disse a ela para tomar cuidado, por que o ciúmes pode levar a loucura.

  Edward riu.

  -Você é triste.

  Sorri.

  -Eu perguntei o porquê ela não voltava para o lugar dela, então, ela pediu licença e voltou para o lugar dela. Ai, você abriu a porta, e me puxou pra dentro desse banheiro. –Disse.

  Ele sorriu.

  -Foi o destino dizendo que era para estarmos bem aqui dentro. –Ele disse, me atacando de novo.

  -É, pelo visto o destino está conspirando a seu favor. –Disse.

  -Então, que tal a gente aproveitar, hein? –Ele perguntou, beijando meu pescoço.

  -Ed…

  Ele levou as mãos para minhas costas e desceu o zíper do meu vestido e ele me olhou.

  -Ainda temos muitas horas de voo. –Ele disse.

  -E não vamos ficar todas essas horas trancados aqui nesse banheiro. –Disse.

  -Ok, não vamos. Mas, ficaremos por um tempo. –Ele disse.

  Comecei a rir e passei as alças do vestido pelos meus braços, o descendo. Edward o puxou pra baixo, eu levantei o meu quadril, pra ele tirar o resto e ele jogou meu vestido no chão, fazendo-me ficar somente de calcinha e sutiã. Ele levou as mãos para os meus seios e os massageou.

  -Quatro filhos e seu corpo continua o mesmo. –Ele disse e sorriu. –Você sempre será a minha linda.

  Sorri.

  -Obrigada. –Agradeci, curvando-me e lhe dei um selinho.

  Peguei a barra da sua camisa e a levantei, a passei pela sua cabeça e a joguei no chão. Minhas mãos passearam pelo seu peito, descendo pra sua barriga sarada.

  -Você não continua com o mesmo corpo, de quando tinha 15 anos. –Disse.

  Ele me olhou.

  -Ah é? Eu fiquei feio? –Ele perguntou.

  -Muito pelo contrário. Você ficou mais forte, sarado, gostoso. –Disse e mordi seu peito.

  Ele sorriu.

  -Então gosta de como eu estou? –Ele perguntou.

  -Muito. O treinamento pra jogador, te faz muito bem. –Disse.

  Ele riu.

  -Fico feliz que a minha linda esposa esteja satisfeita com o meu corpo. –Ele disse.

  Sorri e acariciei seu rosto.

  -Mas, você vai ser o meu eterno garotinho de 15 anos. –Disse.

  Ele sorriu.

  -Que você sempre vai levar para o mau caminho. –Ele disse.

  Comecei a rir.

  Ele sorriu.

  -Você sempre será a minha vida. –Ele disse.

  Sorri e lhe dei um selinho.

  -Eu te amo. –Disse.

  Ele sorriu.

  -Eu também te amo. –Ele disse.

  Levei minhas mãos para as costas e desabotoei o sutiã, o tirei e o joguei no chão. Olhei para o Edward.

  -Agora, é com você. –Disse.

  Ele sorriu, pegando minha calcinha e a descendo, tive que mais uma  vez levantar meus quadris, pra ajuda-lo, ele jogou minha calcinha no chão e eu fiquei completamente nua.

  Ele sorriu.

  -Não foi tão difícil, pra um banheiro apertado. –Ele disse.

  Sorri.

  -Acho que vai ser mais difícil pra você. –Disse.

  Ele riu e desabotoou a sua própria calça e a desceu, ele a tirou, junto com os seus sapatos e também ficou nu. Ele encaixou-se entre minhas pernas e me deu um beijo apaixonado. Depois, ele colou sua testa na minha e me olhou nos olhos.

  -Eu te amo. –Ele disse.

  -Eu também te amo. –Disse, retribuindo seu olhar.

  Ele me penetrou, ainda me olhando nos olhos e nós dois gememos.

  Edward segurou firme na minha cintura e começou a se movimentar, seus movimentos eram rápidos e fortes, fazendo-me gemer, e entre os movimentos, nós nos beijávamos e gemíamos um na boca do outro.

  O empurrei e desci da pia, fiquei de costas pra ele, apoiando-me na pia e ele me penetrou de novo, segurando firme na minha cintura e eu olhei para o espelho, onde estava o reflexo do casal ali, fazendo seus movimentos, a mulher no espelho fazia cara de prazer, assim com o homem que se movimentava atrás dela.

  Edward me olhou através do espelho e aumentou o ritmo dos movimentos, apertei meus dedos na pia, segurando-me para não gozar, e gemi quando ele me deu um tapa na bunda e acariciou-a em seguida, o local onde provavelmente havia ficado vermelho.

  Ele me puxou e me virou em direção a parede, onde ele me empurrou contra ela, me levantou pelas minhas coxas e me penetrou de novo, ele voltou a se movimentar com força, fazendo minhas costas baterem na parede.

  Edward gemeu e enterrou a cabeça no meu pescoço, eu mordi meu lábio, sabendo que não aguentaria por mais tempo.

  -Ah… bebê. Vai mais rápido. –Disse.

  Edward sentou-se na privada, comigo no colo e mordendo o lábio, ele olhou pra baixo.

 Segurei-me nos seus ombros, cravando minhas unhas em seu ombro, eu comecei a me movimentar nele, com rapidez.

  Edward apertou a minha bunda, ele também já estava quase lá.

  -Edward… -Gemi.

  Ele me olhou.

  -Bella… -Ele gemeu.

  Comecei a apertá-lo.

  -Ahh! –Tombei minha cabeça pra trás, ao gozar.

  Ele enterrou a cabeça no meu pescoço, e se derramou dentro de mim, dizendo palavras desconexas.

  Deitei minha cabeça em seu peito, e ficamos abraçados, esperando nossas respirações voltarem ao normal.

  Quando consegui me recuperar, levantei a minha cabeça o olhei.

  -Satisfeito? –Perguntei.

  Ele riu.

  -Sim, você sempre me satisfaz. –Ele disse.

  Sorri e lhe dei um selinho.

  -Agora, só no nosso quarto de hotel. –Disse. –Pelo menos terei mais espaço pra fazer um showzinho.

  Ele riu.

  -Eu vou te cobrar. –Ele disse.

  Sorri.

  -Pode cobrar. –Disse. –Olha, vai ser difícil nos vestir agora.

  -Vai você primeiro, eu vou ficar aqui sentado. –Ele disse.

  Assenti.

  -Tudo bem, eu não demoro. –Disse, lhe dando um selinho e me levantando do seu colo.

  Peguei minhas roupas no chão e comecei a me vestir.

  -Tem uma coisa que me preocupa. –Edward disse, enquanto eu me vestia.

  -O que? –Perguntei.

  -Kristen. E seu namoradinho pervertido na minha casa. –Ele disse.

  Comecei a rir.

  -Ai, Edward. Kris é bem responsável, não se preocupe. E toda a família vai ficar de olho nela e nas crianças. –Disse.

  -Assim espero. –Edward disse.

  -Seja bonzinho com o Seth, ele é um garoto responsável e sofre uma barra junto com a irmã, pra cuidar da mãe. –Disse.

  -Eu sei, e sou solidário com ele por isso, mas não vou deixar ele perverter a minha irmã. –Ele disse.

  -Eu nunca a ouvi reclamar. –Disse.

  Senti o olhar dele e o olhei.

  -Que foi? –Perguntei.

  -Dá pra você não ser uma mãe tão liberal? –Ele perguntou.

  Sorri.

  -Eu não sou uma mãe liberal, e também não sou uma mãe autoritária. –Disse. –Será que dá pra você ser um irmão mais liberal?

  -Não, não dá. E eu ainda nem falei nada sobre a Marie. –Ele disse.

  -Deus tenha piedade da alma do Gabriel. –Disse.

  -Engraçadinha. –Edward disse.

  Comecei a rir.

  -Agora, mudando de assunto. Foi uma bela festa. –Edward disse.

  Sorri.

  -É, foi mesmo. –Disse.

  -Correu tudo tranquilo, eu só achei que a sua tia não estava muito bem. –Ele disse.

  Respirei fundo.

  -É, ela está piorando. –Disse.

  -E como o Jasper está com tudo isso? Ele não parecia bem.

  Ele realmente não estava bem, estava suportando tudo isso com bebida e isso não acabaria bem.

  -Bom… daquele jeito de filho que está prestes a perder a mãe. –Respondi.

  -Deve ser uma sensação muito ruim. Eu não me imagino perder minha mãe. –Ele disse.

  -Bom, eu não tenho nada a dizer. –O olhei. –Eu matei a minha mãe.

  Ele respirou fundo.

  -Foi legitima defesa. Ela tentou matar você e o nosso filho. –Ele disse.

  Sorri.

  -Eu sei. A única pessoa que eu realmente pude considerar uma mãe pra mim, que tem estado ao meu lado desde que engravidei da Kris, é ela e a mãe da Rosie. Tia Margareth é a única Swan que realmente ficou ao meu lado. –Disse.

  -Bom, você pode não ter mais nenhum Swan além dos seus filhos, mas você tem uma família enorme chamada Cullen, que vai sempre estar ao seu lado. –Ele disse.

  Sorri.

  -É, eu sei. –Disse.

  -E, iremos dar todo o apoio do mundo ao Jasper e ao pai dele, eles merecem, são ótimas pessoas. –Ele disse.

  Sorri.

  -É, eu sei.

  Eu adorava o meu primo, e esconder esse segredo de todos estava me matando por dentro, eu só queria que ele desse um jeito nesse vício logo, pra eu não me sentir mais assim.

  Terminei de me vestir.

  -Pronto, sua vez. –Disse, me sentando na pia.

  -Tem certeza de que não quer um segundo round? –Ele perguntou.

  O olhei.

  -Tenho. Guarde esse fogo todo, pra quando chegarmos em Caribe. E eu fiquei cansada, preciso dormir pelas próximas horas. –Disse.

  É, confesso que eu também me cansei e preciso repor as energias para quando chegarmos. –Ele disse, se vestindo.

  Edward logo terminou de se vestir e veio me dar um beijo.

  -Vamos? –Ele perguntou.

  -Vai indo na frente, eu preciso arrumar meu cabelo e lavar o rosto. –Disse, descendo da pia.

  -Tudo bem, não demora. –Ele disse, deu um tapa na minha bunda e saiu do banheiro.

  Encarei-me no espelho e respirei fundo.

  -Calma Bella, não estrague tudo por causa do seu primo idiota.

  Edward e eu estávamos indo curtir uma segunda lua de mel, então eu tinha que me esquecer de tudo e deixar pra resolver os problemas, quando a gente voltar pra Londres.

  Arrumei meu cabelo, que estava desarrumado, lavei o rosto e saí do banheiro.

  Todos os passageiros estavam dormindo, fui até o meu assento, Edward me deu espaço e eu fui para o meu lugar, sentei-me ao seu lado e peguei em sua mão.

  -Tudo bem? –Ele perguntou.

  O olhei e sorri.

  -Sim. Você me fez ficar ótima. –Respondi.

 Ele riu e me beijou.

  -Vem. –Ele passou o braço envolta de mim. –Precisamos dormir um pouco.

  -Uhum. –Levantei minha cabeça e lhe dei um selinho. –Eu te amo.

  Ele sorriu.

  -Eu também te amo.

  Deitei minha cabeça em seu ombro, e não demorou muito para nós dois dormirmos. Esse sim era o clima perfeito para uma segunda lua de mel, e a partir de agora, nós dois só teríamos ótimos momentos, até voltarmos pra realidade.





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