Confronto 2ªtemporada escrita por Gabszinha FerCosta


Capítulo 151
Capítulo 150-Véspera da festa/ Julgamento




  Kristen Swan Cullen

 

  Algum tempo depois…

  Eu andava de um lado para o outro, completamente aflita, nervosa, eu estava à beira de ter um colapso.

  Meu celular começou a tocar, o peguei e vi que era a Marie.

  -Oi, Marie. Péssima hora. –Disse.

  -Desculpe atrapalhar seus preparativos da véspera da sua festa. Eu só queria avisar que estou no aeroporto, irei embarcar daqui a pouco, pode avisar a mamãe?

  -A mamãe e o Edward não estão em casa, eles estão no julgamento da Elizabeth, que horas você chega? –Perguntei.

  -No final da tarde.—Ela respondeu.

  -É, talvez eles já tenham chegado. Ligue quando você pousar, iremos te buscar. –Disse.

  —Tudo bem, até daqui umas horas, maninha.—Ela disse.

  -Até, tchau Mer. –Disse.

  —Tchau, Kiki.—Ela disse e desligou.

  Voltei para a minha correria.

  -Kris.

  Olhei pra escada e Seth estava descendo.

  -Onde está o Rob? –Perguntei.

  -Acabei de fazê-lo dormir. –Ele disse, se aproximando.

  Assenti.

  -Valeu. –Agradeci.

  -Agora eu tenho que ir. –Seth disse.

  O olhei.

  -O que? Não, você não pode ir, Seth. Rob precisa de alguém cuidando dele. –Disse.

  -Sim, e a irmã aqui é você. –Ele disse.

  -Seth, eu estou toda atarefada, minha mãe está na naquele maldito julgamento, e eu espero mesmo que aquela maluca seja condenada, minha festa é amanhã e eu estou aos prantos…

  -Amor, amor, calma. Respira fundo.

  Respirei fundo.

  -Olha, Rob está dormindo, então fica tranquila, você pode continuar fazendo as suas coisas, e daqui à pouco Anthony chega do futebol e irá te ajudar. Eu tenho que ir. Preciso liberar a minha irmã e tomar seu lugar tomando conta da minha mãe. –Ele disse.

  Assenti.

  -Tudo bem, vai. –Disse.

  -Olha, tente se acalmar, se não você vai enfartar, antes da sua tão esperada festa. –Ele disse.

  Sorri.

  -Eu vou tentar. –Disse.

  -E, quando a sua mãe chegar, se já tiver terminado tudo o que tinha pra fazer e quiser relaxar, passa lá em casa. –Ele disse.

  Comecei a rir.

  -Não é uma má ideia. –Lhe dei um selinho. –Eu vou sim.

  -Ok. –Ele disse e me beijou.

  O beijo foi de tirar o fôlego, ele me segurava firme pela cintura, nossas línguas se entrelaçavam.

  O empurrei, já sem ar.

  -É melhor ir embora, você já está me distraindo. –Disse.

  Ele riu.

  -Tudo bem, até mais tarde, linda. –Ele disse e me deu um selinho.

  -Até. –Disse e ele foi embora.

  Respirei fundo e me concentrei nos últimos preparativos, mas minha cabeça também estava naquele julgamento, então peguei meu celular e liguei para o pai.

  —Oi, querida.—Ele atendeu.

  -Oi, pai. Atrapalho?

  —Não, estamos no intervalo. Algum problema? Sua mãe me disse que deixou você e o Seth responsáveis pelo Rob.

  -Não, tá tudo bem, Rob está dormindo. Eu liguei para saber como vão as coisas por ai. –Disse.

  -Estão indo. As testemunhas ainda estão depondo.—Ele respondeu.

  -Elizabeth tem chances de ser condenada? –Perguntei.

  —Grandes chances.—Ele respondeu.

  Respirei fundo.

  -Ótimo. –Disse.

  -E como você está? Amanhã é o grande dia.—Ele perguntou.

  Suspirei.

  -Estou aflita. Ainda tem tanta coisa, não consigo ficar quieta, estou nervosa, ansiosa, acho que eu vou ter um ataque. Pode me receitar um calmante? –Perguntei.

  —Claro que não, você é muito nova para tomar calmantes.—Ele disse.

  -Papai, eu estou quase tendo um ataque. –Disse.

  —Olha só, relaxa. Tome um suco de maracujá bem forte.—Ele disse.

  Respirei fundo.

  -Tudo bem, eu vou preparar esse susto. –Disse.

  —E vá dormir um pouco. Você não vai querer ficar cheia de olheiras amanhã.—Ele disse.

  -Claro que não. Eu vou tentar relaxar, obrigada papai.

  —De nada, querida.

  -Boa sorte pra todos vocês. –Disse.

  —Obrigado, querida. Se cuide.

  -Você também, tchau. –Disse.

  —Tchau.—Ele disse e desliguei.

  Respirei fundo e fui pra cozinha, preparei um suco de maracujá e bebi, depois voltei pra sala de estar e encontrei Anthony entrando em casa.

  -Oi, Thony. –Disse.

  Ele me olhou.

  -Oi, Ki. –Ele disse e me deu um beijou na bochecha. –Meu pai e a mamãe ainda estão no julgamento?

  Assenti.

  -Sim, eu acabei de falar com o meu pai e ele disse que as testemunhas ainda estão depondo, mas, as chances da Elizabeth ser condenada, são bem grandes. –Disse.

  Ele assentiu.

  -Que bom. –Ele disse e se jogou no sofá.

  -Veio andando? –Perguntei.

  Ele negou.

  -Não, a mãe de um amigo meu do futebol, me trouxe. –Ele respondeu.

  Assenti.

  -Está sozinha em casa?

  -Estou, Seth acabou de ir embora e Rob está dormindo. –Respondi.

  Ele assentiu.

  -Falando nisso, sobe, vai ver se ele ainda está dormindo. –Disse.

  -Tá legal, só por que é a véspera do seu aniversário. –Ele disse.

  Comecei a rir.

  Thony subiu e eu me sentei no sofá, voltando ao trabalho.

  Alguns minutos depois, Thony desceu.

  -Ele está dormindo como um anjo. –Ele disse.

  Assenti.

  -Que bom.

  Thony foi até a cozinha e voltou comendo um sanduiche.

  -Quando a Marie chega? –Ele perguntou.

  -Ela me ligou e disse que estava embarcando, ela vai chegar no final da tarde. –Respondi.

  -Estou morrendo de saudade dela. –Ele disse.

  Sorri.

  -É, eu também. –Disse.

  Thony olhou para o que eu estava fazendo.

  -Quer ajuda? –Ele perguntou.

  O olhei.

  -Tem certeza de que quer me ajudar? –Ele perguntou.

  Ele assentiu.

  -Eu quero que a minha irmã mais velha tenha um dia muito especial. –Ele disse.

  Sorri.

  -Tudo bem, vamos lá. –Disse.

 Anthony começou a me ajudar.

  Eu com certeza tinha o melhor irmão do mundo, ele estava me ajudando e muito, agora eu poderia ficar mais tranquila.

  Isabella Marie Swan Cullen

  Eu já estava ficando entediada de ficar aqui nesse tribunal, Elizabeth estava sentada na cadeira do réu, e nos fuzilava com os olhos.

  Deitei minha cabeça no ombro do Edward.

  -Tudo bem? –Ele perguntou.

  -Estou entediada. Eu quero ir embora. –Disse.

  -Bella, não podemos ir embora, você é a vitima, tem que estar aqui. –Ele me deu um beijo na cabeça. –Aguente firme, tá?

  Respirei fundo.

  -Eu vou tentar. –Disse.

  -Ótimo.

  Continuamos prestando atenção no julgamento.

  Eu queria estar em casa, Kris devia estar ficando maluca organizando tudo e cuidando do Rob, amanhã era o grande dia.

  -Isabella Cullen! –O promotor me chamou.

  Olhei para o Edward.

  -Vai lá, você consegue. –Ele disse.

  -A última vez que eu depus em um tribunal, eu saí presa. –Disse.

  -Você não fez nada, relaxa. –Edward disse.

  Assenti.

  -Tudo bem. –Disse, lhe dei um selinho e me levantei.

  Sentei-me na cadeira de testemunhas.

  -Sra. Isabella Cullen, me diga, há quanto tempo conhece a réu? –O promotor perguntou.

  -Há alguns meses. –Respondi.

  -A senhora teve um caso com o Dr. Carlisle Cullen há 15 anos, certo?

  Assenti.

  -Sim.

  -E teve algum ciúmes dela, com o Dr. Cullen? –Ele perguntou.

  -Não! Eu conheci Elizabeth há pouco tempo, o que eu tive com o Carlisle, foi há 15 anos atrás, hoje eu sou casada com o filho dele e eu o amo. –Disse.

  -E como eu vou saber se é verdade isso? Como eu vou saber que o que a senhora não esteve tendo um caso com o Dr. Cullen, por todos esses anos.

  -O que?

  -Sr. Promotor, por favor. –O juiz disse. –Está exagerando.

  -Desculpe, meritíssimo. –O promotor disse.

  -Sra. Cullen, pode nos relatar tudo o que aconteceu entre a senhora e a réu? –O juiz perguntou.

  Assenti.

  -Sim. Quando eu fiquei sabendo da existência dela, soube apenas que ela tinha sido uma enfermeira que trabalhou com o Carlisle há alguns anos, depois eu soube que eles tinham tudo um caso. –Disse.

  -A réu demonstrou um grande ódio por você, Sra. Cullen. Sabe o por quê? –O promotor perguntou.

  Olhei para o Carlisle e ele assentiu.

  -Sim. –Respondi.

  -E qual é o motivo? –O juiz perguntou.

  -Ela… tem algumas semelhanças comigo e… Carlisle ficou com ela, somente por causa disso. –Respondi.

  -Então esse é o motivo dela te odiar? –O promotor perguntou.

  -Sim.

  -E ela odeia a esposa do Dr. Cullen, Esme Cullen, por que ela é a esposa, certo?

  Assenti.

  -Certo.

  -Vamos listar, primeiro, há mais de 20 anos, o Dr. Carlisle Cullen e sua esposa, Esme Cullen, estudaram com seus pais, Charlie e Renée Swan e sua mãe teve uma obsessão pelo Dr. Cullen, certo?

  Assenti.

  -Certo.

  -Segundo, a obsessão da sua mãe durou anos, e quando ela soube que estava tendo um caso com o seu grande amor e estava grávida, ela, junto com o seu pai te expulsaram de casa, certo?

  Assenti.

  -Certo.

  -Terceiro, você teve que criar sua filha sozinha, por três anos, até reencontrá-lo e ele assumir sua filha, certo?

  -Certo. –Disse.

  -Quarto, seus pais voltam, faz da sua vida um inferno, sequestra você e sua filha, são presos. Certo.

  -Sim.

  -Quinto, seus pais voltam anos depois, sua mãe querendo o Dr. Cullen e ela o conseguiu por um tempo, você se junta ao seu pai para destruí-la, ela tentou te matar e você a matou para se defender, certo?

  Assenti.

  -Certo.

  -E agora, correu o risco de morte por causa da réu que tem uma paixão pelo Dr. Cullen, certo?

  -Certo. –Disse.

  -Sra. Cullen, já parou para pensar que todas as desgraças na sua vida, tem relação com o Dr. Cullen? Não acha que conhece-lo, fez com que sua vida se tornasse um inferno? –O promotor perguntou.

  -Não. Coisas horríveis podem sim ter acontecido comigo, mas podia ter acontecido com qualquer um. E não acho que Carlisle tenha tornado a vinha vida um inferno. Sim, eu tive um caso com ele, que era um cara casado. Sim, eu tive uma filha dele e a criei sozinha, por que ele não sabia da existência dela. Sim, meus pais enlouqueceram por causa disso, Elizabeth apareceu pra me matar, mas coisas boas também me aconteceram, só por conhece-lo.

  -Tipo o que? –Ele perguntou.

  -Ele me deu nossa filha, que é a melhor coisa que me aconteceu na vida, também tem meu marido, meus outros filhos, tudo isso aconteceu, por causa da história que tivemos, então sim, conhecê-lo e me envolver com ele, aconteceram coisas muito boas. –Disse.

  -Sra. Cullen, para terminar, nos explique o que houve naquele dia no hospital, começando pelo motivo da sua internação. –O juiz pediu.

  -Meu meio irmão, filho do meu pai estava com leucemia, eu me internei para doar minha medula pra ele. Acordei meio grogue, vi Elizabeth no quarto, ela estava como enfermeira. Ela começou a dizer o quanto me odiava e que queria acabar comigo, então ela se aproximou com uma injeção que havia um liquido azul, eu tentei impedi-la, mas eu estava fraca demais para detê-la e ela acabou aplicando a injeção em mim e eu apaguei.

  -Os relatórios dizem que o conteúdo que havia na injeção, era um remédio que estava em teste, para a cura do Alzheimer, ele deu errado e  causou morte cerebral em um macaco. –O promotor disse.

  -Sim, estou lendo isso aqui. O Dr. Cullen conseguiu fazer um ótimo trabalho revertendo o estado. –O juiz disse. –Espero que esteja totalmente bem, Sra. Cullen.

  Assenti.

  -Eu estou.

  -Sra. Cullen. –O juiz se aproximou de mim. –Eu vou te fazer uma pergunta e quero que responda.

  Assenti.

  -Ok.

  -Tentaram te matar no hospital? –Ele perguntou.

  Respirei fundo.

  -Sim. –Respondi.

  -E a pessoa que tentou te matar, está presente?

  -Está. –Respondi.

  -Sra. Cullen, pode apontar para a pessoa que tentou te matar?

  -Sim. –Respondi e olhei pra Elizabeth, que me fuzilava com os olhos. Apontei pra ela. –Ali.

  -A réu, tentou te matar?

  -Tentou. –Respondi.

  Ele assentiu e se afastou de mim.

  -Sem mais perguntar, meritíssimo. –Ele disse.

  -Sra. Cullen, pode voltar para o seu lugar. –O juiz disse.

  Levantei-me e fui me sentar no meu lugar, ao lado do Edward. Ele pegou na minha mão e me olhou.

  -Você se saiu muito bem. –Ele disse.

  Sorri.

  -Obrigada. –Agradeci.

  -Próxima testemunha. Dr. Carlisle Cullen.

  Carlisle se levantou e se sentou na cadeira de testemunhas.

  -Dr. Cullen, o senhor foi o responsável por tudo, certo? –O promotor perguntou.

  Carlisle assentiu.

  -Sim.

  -Vamos começar pela Isabella Cullen. O senhor conheceu os pais dela primeiro, teve um namoro pela mãe dela, que teve uma paixão obsessiva pelo senhor, anos depois, quando já estava casado e tinha dois filhos, se envolveu com a Isabella, mesmo sabendo que ela era filha da sua ex namorada, certo.

  Carlisle assentiu.

  -Sim.

  -Dr. Cullen, quantos anos tinha, quando se envolveu com Isabella Cullen? –O promotor perguntou.

  -33. –Carlisle respondeu.

  -E quantos anos Isabella tinha?

  -15.

  -Doutor, o senhor sabia que é crime, se envolver com uma menor de idade?

  -Sim, eu sabia.

  -E mesmo assim se arriscou.

  -Sim.

  -O senhor podia ter jogado a sua carreira no lixo. –O promotor disse.

  -Ele está pegando muito pesado com ele. –Edward disse.

  -Acham que o seu pai é o culpado de tudo o que aconteceu. –Disse.

  -Pode ser sincera comigo, Bella. Você não acha mesmo isso? –Ele perguntou.

  O olhei.

  -Está me perguntando como meu marido ou como filho dele? –Perguntei.

  -Como filho dele. –Ele respondeu.

  As vezes era fácil esquecer que Edward era filho do Carlisle, e que ele o amava muito.

  Sorri.

 -Não Edward, eu não o culpo de nada que aconteceu, e sabe por quê? Por que se não fosse por ele, eu não teria a Kris, assim como se não fosse por você, eu não teria Marie, Anthony e Rob. –Disse.

  Ele assentiu e me deu um beijo na bochecha.

  -Obrigado por ter sido sincera comigo. –Ele disse.

  Peguei sua mão e a beijei.

  -E obrigada por estar sempre ao meu lado. –Disse e o olhei. –Eu te amo.

  Ele sorriu.

  -Eu também te amo. –Ele disse e me deu um selinho.

  Nós voltamos a prestar atenção no depoimento do Carlisle.

  -Dr. Cullen, o senhor não sentiu alguma vergonha? Isabella tem a idade do seu filho mais velho, ela poderia até ser a sua filha, já que teve um romance com a mãe dela. –O promotor disse.

  O promotor estava caindo em cima do Carlisle, eu só espero que seja forte o suficiente para enfrentar isso.

  -Não, senhor promotor. Eu não senti vergonha. Eu sempre soube que a Bella tinha a idade do meu filho mais, velho, lembro-me perfeitamente. Quando soubemos que Renée estava gravida, Emmett tinha acabado de nascer. E não senti nenhuma vergonha disso, pois o que eu tive com a Bella, foi bem natural, e ela não poderia ser minha filha, por que quando namorei com a Renée, não tive nenhuma relação sexual com ela. –Carlisle disse.

  -Uma relação natural. Então me responda com sinceridade, Sr. Cullen. O Isabella Swan era para você? Uma mulher, ou apenas uma meretriz?

  -Ai, eu não quero ficar aqui sendo ofendida. –Disse.

  -Calma amor, não é nada contra você. –Edward disse.

  Respirei fundo.

  -Como uma mulher. Eu a amava. –Carlisle disse.

  -A amava? E a sua esposa?

  -Eu também a amava, amava as duas, mas descobri que amava mais a minha esposa do que a Bella. –Carlisle respondeu.

  Olhei para o Edward.

  -Desculpe por isso. –Pedi.

  Ele me olhou e sorriu.

  -Tudo bem, eu sei da história de vocês. –Edward disse.

  Assenti e voltei a olhar.

  -O senhor ainda sentia alguma coisa por ela, quando a reencontrou? Quando ela já estava namorando o seu filho? –O promotor perguntou.

  Carlisle negou.

  -Não, eu não sentia mais nada. Ali, éramos e somos até hoje, sogro e nora. –Carlisle respondeu.

  -Dr. Cullen, o senhor deixou uma adolescente de 15 anos criar uma menina sozinha, fez com que os pais dela a odiassem, a sequestrassem, fez com que Isabella matasse a própria mãe, e agora, ela quase que foi morta por uma pessoa que foi usada, para que se lembrasse da sua ex amante. –O promotor disse.

  -Sr. Promotor, contenha-se! –O juiz pediu.

  -Eu não sabia que ela estava grávida, senão eu teria assumido, eu não pedi para Charlie e Renée a odiasse, não tive culpa que Renée tinha uma paixão obsessiva por mim e Charlie me odiava por isso, quanto ao sequestro, foi tudo arquitetado pela Renée, apenas para ter uma filha minha com ela, Bella matou a própria mãe, por legitima defesa, Renée foi pra cima dela primeiro, e quando a tentativa de homicídio, Elizabeth não tinha motivos para tentar mata-la, por que hoje Bella é casada com o meu filho. –Carlisle disse.

  -O senhor acha que tem culpa por tudo que aconteceu?

  -Sim, mas há alguns males que vem para o bem. –Carlisle disse.

  -Como?

  -Hoje eu tenho uma filha maravilhosa. Pode ter sido uma loucura eu ter me envolvido com a Bella, mas foi graças a essa relação, que somos felizes hoje. –Ele olhou pra mim e para o Edward. –Muitos amores aconteceram.

  Edward e eu nos entreolhamos e sorrimos.

  -Por que se envolveu com a réu?

  -Confesso que ela lembrava a Bella, eu ainda sentia muita falta dela, e me envolvi com ela, mas em nenhum momento eu procurei por ela, foi ela quem deu em cima de mim, mas ela não sabia de nada, Esme acabou contando toda a história e ela surtou, ainda mais depois que eu terminei com ela, então ela foi embora e só voltou agora. –Carlisle disse.

  -E no fim, o senhor acabou voltando mais uma vez para a sua esposa. –O promotor disse.

  -Ela é o amor da minha vida, eu sempre vou voltar pra ela. –Carlisle disse.

  Esme sorriu pra ele.

  -Dr. Cullen, o senhor acha que a réu tentou matar Isabella Cullen?

  -Eu não acho, eu tenho certeza. –Carlisle respondeu.

  O promotor assentiu.

  -Isso é tudo. –O promotor disse.

  -Pode ir para o seu lugar, Dr. Cullen. –O juiz disse.

  Carlisle se levantou e se sentou em seu lugar.

  -Vamos dar uma pausa e voltamos para ouvir os outros depoimentos. –O juiz disse.

  Levantamo-nos e saímos do tribunal, para a pausa. Esse julgamento ficava cada vez mais longo.

***

   Horas já haviam se passado e esse julgamento ainda não havia acabado, mas já estava acabando, finalmente. O tribunal havia entrado em recesso, e quanto voltarmos, seria declarado a sentença.

  -Como será que a Kris está? –Esme perguntou.

  Respirei fundo.

  -Ela deve estar nervosa, e eu ainda deixei o Rob com ela, ainda bem que o Seth tá lá pra dar uma força. –Disse.

  Ela assentiu.

  -Assim que isso terminar, iremos pra sua casa e todos ajudaremos nos preparativos finais. –Esme disse.

  Sorri.

  -Ok, obrigada. –Agradeci.

  -Não precisa agradecer, amanhã será a tão esperada festa de 15 anos e não lembraremos mais desse dia ruim. –Ela disse.

  Assenti.

  Algum tempo depois, fomos chamados de volta ao tribunal, para escutarmos a sentença.

  Sentamo-nos em nossos lugares.

  -Todos de pé. –O juiz disse.

  Levantamo-nos.

  -Estamos aqui, para julgar o caso da réu, Elizabeth Green, pela tentativa de homicídio contra Isabella Cullen. Por favor, jurados. Anunciem a decisão de vocês. –O juiz disse.

  Um dos jurados abriram o envelope e começaram a ler todas as leis.

  -Caso de tentativa de homicídio contra a vítima, Isabella Swan. Nós, os jurados, consideramos a réu, Elizabeth Green, culpada.

  -A réu cumprirá 25 anos de prisão em regime fechado. –O juiz disse e bateu seu martelo. –Caso encerrado.

  -Maldição! Isso não vai ficar assim! Eu vou destruir toda essa família! –Elizabeth gritou.

  Os policiais a pegaram, gritando e a levaram embora.

  Respirei, aliviada.

  -Ah, estou tão aliviada. –Disse.

  -Finalmente ela vai pagar pelos crimes dela. –Esme disse.

  -É, finalmente acabou. –Carlisle disse.

  -Agora você não tem que temer nada. –Edward disse, me abraçando.

  -Finalmente a nossa família não corre mais riscos. –Emmett disse.

  -É, agora vocês estão livres. Quando Elizabeth for solta, ela estará bem velha e não vai importunar ninguém. –Jasper disse.

  -Assim esperamos. –Rose disse. –Agora nós podemos ir? Eu estou morrendo de fome e preciso comer comida de verdade.

  Sorri.

  -Vamos, vamos lá pra casa comemorar e ajudar a Kris para os preparativos finais da festa. –Disse.

  -É gente, vamos, por que amanhã é dia de festa. –Alice disse.

  Saímos do tribunal e fomos pra casa, agora era ajudar a minha filhota e esperar para o grande dia amanhã, que seria esquecido todo esse longo dia e seria um dia de comemoração.





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