Confronto 2ªtemporada escrita por Gabszinha FerCosta


Capítulo 137
Capítulo 136-Briga no trabalho/ Demissão/ Fazendo as pazes/ Anthony mal


Notas iniciais do capítulo

Últimas semanas...



  Isabella Marie Swan Cullen

 

  Continuação…

  Eu ainda não estava entendendo o que estava acontecendo entre o Edward e a Mary.

  -Não vão me falar nada? –Perguntei.

  Mary me olhou.

  -Edward veio até aqui, pedir pra eu tirá-la da campanha. –Mary disse.

  Olhei para o Edward.

  -Eu não concordei, então ele me ameaçou. –Mary disse.

  -O que? Edward.

  -Sim, eu disse que se ela não tirasse você da campanha, eu faria o meu time tirar o patrocínio e diria a imprensa sobre Sam Winchester. –Edward disse.

  -Eu não acredito nisso, Edward. Você está pegando pesado. –Disse.

  -Eu estou pegando pesado? Ela está querendo que faça um trabalho com seu ex namorado, que inclusive já machucou a minha mãe, se lembra?

  -Edward…

  -Sem contar que ela disse que tínhamos que ser profissionais. –Edward disse.

  Olhei pra Mary.

  -É a verdade. –Ela disse.

  Olhei para o Edward.

  -Não devia ter vindo, você está me prejudicando. –Disse.

  Ele respirou fundo.

  -Tudo bem, me desculpe ter atrapalhado o seu trabalho. –Ele disse. –E quer saber? Vai em frente, faça o seu trabalho, mas me faça um favor?

  Assenti.

  -Claro.

  -Não seja mais a musa do meu time, eu não quero mais. –Ele disse.

  O olhei.

  -Edward, eu sou a madrinha do time. –Disse.

  -Você pode pedir pra sair. Eu não quero mais que os nossos trabalhos se envolvam. –Ele disse. –Talvez a Tanya aceite o seu lugar.

  Eu sabia que ele estava fazendo aquilo para me fazer sentir mal, como ele estava.

  -É melhor ir embora, Edward. E, por favor, não arranhe o meu piso. –Mary disse.

  -Mary! –Chamei a sua atenção.

  -Não se preocupe. –Edward disse e saiu da sala da Mary.

  Fui atrás dele.

  -Oi, Edward. –Rose e Alice disseram.

  -Oi. –Ele disse, passando por elas e foi para o elevador.

  -Edward, espera!

  Ele entrou no elevador e as portas se fecharam, antes mesmo de eu me aproximar.

  -Droga! –Dei um murro nas portas do elevador.

  -Hei.

  Rose e Alice se aproximaram de mim.

  -O que aconteceu? O que o Edward estava fazendo aqui? –Alice perguntou.

  -Mary. –Disse e voltei pra sala da Mary, Rosalie e Alice vieram atrás de mim.

  -Mary.

  -Olá meninas. –Mary disse. –Bella, sobre o que aconteceu…

  -Por que falou daquele jeito com o Edward? –Perguntei.

  -Ele veio aqui me ameaçar.

  -Você pediu pra ele não arranhar o seu piso. –Disse.

  -Nossa, pegou pesado Mary, isso é preconceituoso. –Rose disse.

  -Por favor, Rosalie, Alice, não se intrometam. –Mary disse.

  -Em primeiro lugar, não fale assim com elas, em segundo lugar, se falar daquele jeito de novo com o Edward, eu mesma o incentivo a te processar por preconceito a um cadeirante, não se esqueça que o meu primo e marido da Alice, é advogado dele e dos bons. –Disse.

  -E nunca perdeu uma causa. –Alice disse.

  -Tudo bem Bella, me desculpe, eu peguei pesado. –Ela disse.

  -Agora podemos discutir como tudo isso começou?

  Ela assentiu.

  -Tudo bem, vamos para as respostas dos cônjuges. Tanya teve a mesma reação que o Edward e não aceitou que Jacob fizesse a campanha com você.  Minha opinião, é que os dois estão sendo imaturos, eles tem que entender, isso tudo é profissionalismo e que é o trabalho de vocês, e você e Jacob tem que ser profissionais. –Ela disse.

  -Então você quer que nós dois façamos mesmo esse trabalho?

  -Sim. –Ela respondeu.

  -Por que a insistência dos dois juntos, Mary? –Alice perguntou.

  -Por que os dois tem uma excelente química juntos. –Ela respondeu.

  -Em base a tudo o que aconteceu entre a gente? Mary, você está se ouvindo?

  -Eu sei que você e o Jacob passaram por umas coisas ruins…

  -Coisas ruins que ele causou. Você sabe o que ele fez depois que terminamos, ele se juntou com o meu pai, a Tanya, você lembra o que ele fez com a Esme?

  Ela respirou fundo.

 -Sim Bella, eu me lembro de tudo que aconteceu com vocês, mas você e o Jacob tem que aprender a ser profissionais e Edward e Tanya tem que respeitar isso.

  -Tá legal, Mary a visita do Sam está afetando a sua cabeça? –Rosalie perguntou.

  -Como é que é? –Mary perguntou, olhando pra Rosalie.

  Rose se aproximou.

  -Rosie, não você não pode se estressar. –Alice disse.

  -Você está tentando destruir o casamento da Bella e do Jacob, não percebe isso? –Rosalie perguntou.

  Mary não disse nada.

  -Você não se importa, não é? Já que o seu casamento está perfeito. –Rosalie disse.

  -Tudo bem, Rosalie. Deixa. –Olhei pra Mary. –Mary, por favor, não faça com que Jacob e eu trabalhemos juntos, nós não queremos isso.

  -Você não pode decidir nada, eu sou a chefe aqui. –Ela disse.

  Assenti.

  -Tudo bem, então eu me demito. –Disse.

  -Bella, você tem um contrato comigo. –Ela disse.

  -Se quiser levar isso para o tribunal, vai ser pior. –Disse.

  -Você está levando isso longe demais. –Ela disse.

  -Não, você que está. A propósito, eu sou mãe de quatro filhos e eles são maravilhosos e nunca cometeram nada de errado, como o seu precioso Sam. –Disse.

  Isso a desestabilizou e ela teve que se sentar, eu acertei o seu ponto fraco.

  -Pelo menos eu sou uma mãe melhor que você. –Disse.

  Ela me olhou e sabia que eu a tinha magoado, mas ao se meter no meu casamento, ela também me magoou.

  -Cuidem da chefe de vocês, ela está precisando de ajuda. –Disse e saí da sala da Mary.

  Peguei a minha bolsa.

  -Meus parabéns, Jacob. A campanha é sua. –Disse e entrei no elevador, deixando o Jacob sem entender nada.

  Agora eu só queria ir pra casa e esquecer-se de tudo isso.

  Edward Anthony Cullen

  No dia seguinte…

  Ontem o dia foi bem puxado, saí da agencia bravo com a Bella, voltei pra casa e fiquei aqui com as crianças, Kris passou a tarde no sofá com o Seth e a Marie, Anthony havia se trancado em casa, o clima não estava nada bom.

  Quando a Bella chegou em casa, ela deu um oi bem frio a todos, depois ela fez o jantar, e subiu, sem comer nada, no quarto, ela não deu uma palavra e sabia que ela estava brava comigo, fomos dormir sem falar um com o outro.

  No dia seguinte, ela também não deu uma palavra, levou as crianças pra escola e depois voltou, ela não tinha ido trabalhar, e eu não perguntei o que estava acontecendo.

  Eu preferi não falar com ela, nós merecíamos um tempo separados.

  Passei o dia no treinando os meus passos, pra deixar logo essa cadeira de rodas, eu estava treinando, até o meu celular tocar. Sentei-me na cadeira e peguei meu celular, era a Rosalie, atendi.

  -Oi, Rose. –Disse.

  —Oi Edward, tudo bem? Como está a Bella?

  -Eu estou bem. Ela está em casa, mas não estamos nos falando. –Disse.

  -Então você não sabe?—Ela perguntou.

  -Não sei do que? –Perguntei.

  -Depois que você saiu, Bella teve uma discussão feia com a Mary e se demitiu.—Rose disse.

  -O que? Ela se demitiu?

  —É, Mary insistiu pra ela fazer a campanha com o Jacob, Bella disse que não faria e Mary disse que ela era a chefe, então a Bella se demitiu.—Rose disse.

  -Eu não sabia disso. –Disse. –Eu vou falar com ela.

  —Ok, olha, Bella não gosta de brigar com você, ela fica muito mal quando briga com você, por favor, fique do lado dela, por que agora ela tá sem emprego.

  -Tá, não se preocupe. Eu vou falar com ela e dar um jeito de resolver essa situação. –Disse.

  —Ok, obrigada Edward.

  -Eu é que agradeço. Tchau, Rose. –Disse.

  —Tchau, Ed.—Ela disse e desligou.

  Respirei fundo.

  Eu não acredito que praticamente fiz a Bella pedir demissão, não era para isso ter acontecido.

  Saí do quarto e procurei a Bella. A escutei no começo do corredor, ela estava sentada ao lado da porta do quarto do Anthony, encostada na parede, os braços apoiados nos joelhos e o rosto apoiados nos braços, ela chorava, eu escutava ela soluçando e bem alto, ela estava acabada e estava colocando tudo pra fora.

  Aproximei minha cadeira dela, ela escutou o barulho da cadeira e secou o rosto.

  -Não disfarce, eu escutei você chorando de longe. –Disse.

  Ela olhou pra cima e me encarou, seus olhos estavam bem vermelhos de tanto chorar.

  -Precisa de alguma coisa? –Ela perguntou.

  -Conversar com você. –Disse.

  -Edward, eu não to muito pra conversa hoje. –Ela disse.

  Saí da cadeira e me joguei no chão.

  -Edward!

  Sentei-me ao seu lado.

  -Se machucou? –Ela perguntou.

  Neguei.

  -Não, eu estou ótimo. –Respondi. –Nós perdemos a cabeça ontem, não foi?

  Ela assentiu.

  -É, parece que sim.

  -Rosalie acabou de me ligar.

  -E ela está bem? –Ela perguntou.

  -Ela está, mas e você?

  Ela me olhou.

  -O que a Rosalie te contou?

  -A verdade que você não me contou até agora. Quer que eu vá me desculpar com a Mary, pra ter o seu emprego de volta?

  Ela negou.

  -Não, fui eu que me demiti.

  -Se foi por minha causa, então peça seu emprego de volta, eu não quero te causar problemas. –Disse.

  -Não foi por sua causa, Edward. Eu não gostei do que ela falou pra você, o lance do piso.

  Sorri.

  -Bella, acha que eu me importei com isso? Muitas pessoas tem preconceito com os cadeirantes, é o mundo que a gente vive. Mary não é assim, ela falou aquilo, por que estava brava comigo.

  -Tanya também não concordou com essa campanha e Mary disse que vocês tinham que entender, Rose e Alice perguntaram por que a insistência de Jacob e eu fazermos essa campanha e ela disse que era por que tínhamos química, então eu disse que não faria essa campanha e ela disse que eu ela era a chefe, então eu me demiti.

  -Você agiu sem pensar. –Disse.

  -Eu fiz a coisa certa, e a fiz se sentir muito mal. Disse que os meus quatro filhos eram bons e não se comparavam ao Sam, e que eu era uma mãe melhor que ela, isso a deixou arrasada. –Ela disse.

  Sorri.

  -Esqueci do quão vingativa você é. –Disse.

  Ela sorriu.

  -Você está mal com tudo isso, me desculpe, eu não queria que isso tivesse acontecido. –Ele disse.

  -Tudo bem, eu vou ficar bem. –Ela disse e deitou a cabeça no meu ombro.

  -Por que está aqui, ao lado do quarto do Anthony?

  Ela ficou quieta.

  -Por nada. –Ela respondeu, algum tempo depois.

  -Bella, não está me escondendo nada, está? –Perguntei.

  -Não, podemos conversar depois?

  Assenti.

  -Tudo bem, vamos para o quarto. –Disse.

  Ela se levantou e me ajudou a levantar, sentei-me na cadeira e a olhei.

  -Vem cá, senta aqui.

  Ela se sentou no meu colo e segurei suas pernas, ela abraçou o meu pescoço e eu dirigi a cadeira para o nosso quarto.

  Entramos no quarto e ao chegarmos perto da cama, ela se levantou e se sentou na cama, levantei-me e me sentei ao lado dela.

  -Quer uma reconciliação ou ainda está muito triste pra isso?

  Ela me olhou e sorriu.

  -Não, você faz eu me sentir melhor, bebê. –Ela disse.

  Sorri.

  -Então eu sou todo seu. –Disse.

  Ela sorriu.

  -É, eu não tenho nada pra fazer mesmo. –Ela disse e se sentou no meu colo.

  Bella me deitou na cama e me beijou. Depois de um dia inteiro sem nos falarmos, nós merecíamos esses momentos, até por que daqui a pouco as crianças chegariam da escola.

(…)

  Bella e eu ainda estávamos deitados, abraçados, e apenas o lençol cobria a gente.

  -Precisamos nos vestir, antes que as crianças cheguem. –Bella disse.

  -Daqui a pouco, vamos ficar mais um tempo aqui.

  Ela riu e levantou a cabeça.

  -Não vamos mais brigar por causa do nosso trabalho. –Ela pediu.

  Assenti.

  -Por mim tudo bem. –Disse e beijei o seu cabelo. –A série e os filmes, tem alguma coisa haver com a agencia?

  Ela negou.

  -Não. –Ela respondeu.

  -Então você não está desempregada. –Disse.

  Ela sorriu.

  -É, isso é bom, e espero que logo você volte para o seu trabalho. –Ela disse.

  Sorri.

  -Eu também espero que seja logo. –Ele disse.

  Seu celular apitou, Bella o pegou no criado mudo e respirou fundo.

  -Mensagem da Mary.

  -O que ela disse? –Perguntei.

  -Pediu pra eu voltar, prometendo tirar o Jacob da campanha e coloca o Dean. –Ela respondeu.

  Assenti.

  -É, com o Dean foi só um beijo, eu posso aceitar. –Disse.

  Ela riu.

  -Ela quer que vamos a agencia para ela se desculpar.

  -Ok, então nós iremos.

  -Tem certeza? –Ela perguntou.

  -Tenho, por que eu sei que você gosta de trabalhar e Mary admitiu seu erro. –Disse.

  Assenti.

  -Ok, eu vou confirmar. –Ela disse, respondendo a mensagem da Mary.

  Meu celular tocou, o peguei e olhei o identificador de chamadas.

  -É da escola do Thony e da Marie. –Disse.

  Bella se sentou na cama.

  -Será que eles expandiram a briga deles pra escola?

  -Pode ser, até por que Gabriel está lá. –Disse.

  -Atende.

  -Alô? –Atendi.

  -Sr. Cullen, aqui é Britanny Batton, diretora da Elite High School London.

  -Oi, algum problema com os meus filhos?

  —Bom, sim… Anthony se sentiu mal.

  Sentei-me na cama.

  -No futebol?

  -Não, foi em sala mesmo, ele estava apresentando um trabalho, se sentiu mal e desmaiou. Tivemos que chamar a ambulância, um professor e Marie foram com ele, ele deve estar sendo atendido pelo Dr. Cullen.

  -Tá, obrigado por me avisar, eu e minha esposa estamos indo pra lá. –Disse.

  -De nada, espero que ele esteja bem.

  -Obrigado, tchau Diretora Batton. –Disse.

  —Tchau, Sr. Cullen.—Ela disse e eu desliguei.

  -O que aconteceu? –Bella perguntou.

  -Anthony passou mal, ele desmaiou e foi para o hospital.

  Ela me olhou.

  -Eu preciso te contar uma coisa. –Ela disse.

  -O que? –Perguntei.

  -No dia da briga dele com a Marie, que eu disse que ele comeu muito e passou mal, eu menti. Ele realmente estava vomitando, mas eu desconfiei dele ter comido toda aquela comida, depois de ter feito dieta por semanas, então eu perguntei se ele tinha forçado o vomito e ele confirmou, eu também percebi que ele anda comendo pouco.

  -Por que não me contou nada?

  -Eu entrei em pânico, lembrei quando foi comigo, você ficou furioso, ele é como eu. –Ela disse.

  -É por isso que estava chorando ao lado da porta do quarto dele? Você não sabia o que fazer, não é?

  Ela assentiu.

  -É, e há dias eu estava me sentindo uma mãe horrível por isso. –Ela disse.

  -Vida. –Acariciei seu rosto. –Na nossa profissão, somos vulneráveis a esse tipo de coisa. Mas, eu te ajudei a sair dessa e juntos ajudaremos o nosso filho.

  Ela assentiu.

  -Vamos para o hospital. –Ela disse.

  Assenti.

  -Vamos.

  Bella se levantou e me ajudou a me vestir, agora era hora de ajudar o nosso filho, e eu sabia que ele teria a força de vontade que a Bella teve e até hoje tem.

  Anthony Swan Cullen

  Cheguei a escola e fui me sentar em uma mesa do lado de fora da escola, na área de laser.

  Peguei meu livro sobre futebol e fiquei lendo um pouco.

  Eu tentava fazer de tudo para esquecer o que havia acontecido, mas não conseguia, eu não sabia como pedir desculpas pra minha irmã, pois eu sabia que estava errado.

  Logo Marie iria embora para o internato e eu não queria que ela partisse, brigada comigo, eu tinha que arrumar um jeito de pedir perdão pra ela, tinha que haver um jeito e eu iria conseguir.

  -Anthony.

  Olhei pra cima e vi Gabriel.

  Respirei fundo.

  -O que você quer? –Perguntei.

  -Nós precisamos conversar. –Ele disse, se sentando a minha frente.

  Fechei o livro e o olhei.

  -Tudo bem, fala logo por que você está atrapalhando a minha leitura. –Disse.

  -Thony, cara, você é o meu melhor amigo, eu não quero ficar assim com você. –Ele disse.

  -Você traiu a minha confiança, ficando com a minha irmã. –Disse.

  -Eu não fiquei com a Marie, nós somos só amigos. –Ele disse.

  -E vai negar que vocês não sentem nada um pelo outro?

  Ele respirou fundo.

  -Não, eu não vou negar, Anthony.

  Assenti.

  -Eu só quero saber uma coisa. Quando essa sua raiva passar, seremos amigos de novo?

  -Eu não sei. Por enquanto eu acho melhor você andar com a Marie e parar de falar comigo. –Disse.

  -Você sabe muito bem que ela jamais pediria pra eu escolher um de vocês, não é?

  Assenti.

  -Eu sei, mas eu quero isso, e quero que escolha ela. –Disse. –Afaste-se de mim e ande com ela, cuide bem dela, por favor.

  O sinal tocou.

  Gabriel e eu não falávamos nada, só nos olhávamos.

  -Oi, eu atrapalho?

  -Não Felicity, eu já estava indo. –Gabriel disse e se levantou. –Tchau.

  -Tchau.

  Gabriel foi embora.

  Peguei minha mochila e me levantei.

  -Bom dia, Lily. –Dei-lhe um beijo na bochecha.

  -Bom dia, Thony. –Ela pegou na minha mão. –Tudo bem?

  Respirei fundo.

  -A mesma coisa.

  -Bebê, você vai se entender com a sua irmã. –Ela disse, acariciando meu rosto.

  -Tomara, bebê. E eu prometo que depois que tudo isso passar, eu irei te levar ao cinema e para conhecer a minha mãe, como prometido. –Disse.

  Ela sorriu.

  -Eu sou super fã da sua mãe, mas sou mais fã ainda, por ela ter tido um filho maravilhoso. –Ela disse.

  Sorri.

  -O que seria de mim sem você?

  Ela sorriu e me deu um selinho, de surpresa.

  A olhei.

  -O que foi isso?

  Ela sorriu.

  -Cansei de esperar. –Ela disse.

  Comecei a rir.

  -Cullen, Gilbert, estão atrasados pra aula. –A diretora disse.

  -Já estamos indo. –Disse.

  Peguei na mão da Felicity e fomos pra sala.

  Entramos na sala e vi minha irmã sentada com suas amigas e Gabriel.

  -Vem. –Felicity me puxou para o fundo da sala.

  Sentamo-nos no fundo.

  A professora de história começou a aula e a apresentação do trabalho.

  Passei meu braço envolta dos ombros da Felicity e assistimos as apresentações. Olhei pra ela. Ela era tão linda e sempre estava ao meu lado a qualquer momento.

  Apesar de estar ali, com uma pessoa maravilhosa, meu estômago roncava, eu estava morrendo de fome, mas não podia comer.

  -Lily.

  -Hum.

  -Eu também cansei de esperar. –Disse.

  Ela sorriu e me olhou. Aproximei meu rosto do dela.

  Chegou a hora.

  Alguém pigarreou e nos afastamos, olhamos e vimos Marie e Gabriel a nossa frente.

  -Mais que droga! O que vocês querem? –Felicity perguntou.

  -Desculpe atrapalhar o namoro de vocês, mas temos que apresentar o nosso trabalho. –Marie disse.

  -É, vocês ainda são do nosso grupo, não são? –Gabriel perguntou.

  -Claro, vamos.

  Felicity me puxou e fomos pra frente da turma.

  Começamos a apresentar o nosso trabalho.

  No meio da apresentação, eu me senti zonzo, meu estômago começou a doer e me senti fraco.

  Quando chegou a minha fez de falar, eu não consegui.

  -Anthony, você nunca foi tímido. –A professora disse.

  -Tá tudo bem, Thony? –Felicity perguntou.

  -Não.

  -O que você tem?

  Não consegui responder e desabei no chão.

  -ANTHONY! –Felicity e Marie gritaram e correram até mim.

  -Não toca nele! –Felicity gritou com a minha irmã.

  -Não toca você! Ele é meu irmão! –Marie gritou.

  -Eu vou buscar ajuda. –A professora disse e saiu da sala.

  -Mer. –Marie me olhou e pegou na minha mão. A olhei. –Me perdoa…

  Tudo ficou escuro e eu apaguei.

  Se eu estava morrendo, pelo menos eu pedi perdão antes de partir.

  Continua…





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