O Segredo das Sombras escrita por Alison Adams


Capítulo 1
Prólogo


Notas iniciais do capítulo

Aqui está o começo da minha fic, espero que gostem e que comentem :) É a minha primeira fic após várias tentativas e quero as vossas reviews...




22 de Agosto de 1998

O que aconteceu naquela noite ainda não era muito perceptível para muitas pessoas. A história dos acontecimentos daquela noite era muito complicada e muitos dos seus aspetos foram, provavelmente, distorcidos pelos diferentes relatos.

Naquela zona, haviam poucos moradores e muitos deles ficaram demasiado assustados para contar às autoridades o que acontecera, outros foram parar ao manicómio. Um dos pontos comuns entre os depoimentos são certos acontecimentos bizarros que ocorreram naquela terra, na noite do primeiro aniversário de uma menina. Ninguém acreditou no caso e desvalorizaram-no para um mito urbano, que ainda assombra as pessoas que se lembram e as novas gerações dessas famílias.

Na véspera desse dia, o sol brilhava no céu limpo. O dia era caracterizado pelo seu grande calor, no qual passava por vezes uma leve brisa para deixar o ar um pouco mais leve. As pessoas passeavam pelas terras e cumprimentavam os vizinhos. Naquela localidade existia uma certa harmonia da qual todos os seres faziam parte.

- Era como se tudo estivesse ligado e fizesse parte de um todo especial. Não sei explicar... era único – caracterizou um antigo morador.

E depois veio a noite com a sua escuridão. Há medida que a meia noite se aproximava, ao pé de uma casa com um pequeno quintal à frente começou a se levantar fortes rajadas de ventos que destruíam as sebes. O vento parecia surgir de lá e foi nessa altura que estranhos acontecimentos começaram a surgir.

A temperatura desceu bruscamente. À luz do luar viam-se dezenas de sombras a se dirigirem àquela pequena casa.

- Arrepiei-me toda a ver aquilo. Não havia um corpo para o qual aquelas sombras correspondiam. A lua estava cheia e eu só conseguia ver sombras – disse uma senhora que assistira àquele evento – E lembro-me que no quintal e no telhado daquela casa começaram a se acumular corvos. Muitos corvos.

Os vizinhos espreitavam pelas janelas à espera de uma reação vinda do seu interior enquanto sentiam calafrios a percorrerem cada centímetro da sua pele.

Uma senhora alta, de cabelos castanhos escuros com largos caracóis desfeitos e olhos verdes um pouco azulados saiu da casa com o passo acelerado. As mãos delas tremiam e por baixo do seu casaco, ao colo, junto ao seu peito e à sua fina cintura, vinha um bebé enrolado num cobertor.

As sombras aglomeraram-se à sua volta e a senhora caiu protegendo com os seus braços a pobre criança. Alguns moradores mais curiosos aproximaram-se dela.

- Teresa, Teresa... está bem? – perguntou um senhor que se aproximara juntamente com mais três ou quatro pessoas.

Mas ela não lhe respondia porque estava a sufocar. A sua face começou a ficar branca e ela tentou falar, ainda que a custo:

- Le-levem-na. Por-por favor.

Uma senhora pegou na criança e desapareceu na escuridão. Ninguém a conseguiu identificar. O seu rosto estava coberto por um lenço que ela trazia.

A outra, que se encontrava no chão, ainda vivia. Através das expressões do seu rosto deduzia-se um grande sofrimento ao longo de todo o seu corpo, até que ela começou a cuspir sangue para o chão enquanto tossia fortemente. Algumas pessoas afastaram-se um pouco mas o senhor de barba grossa grisalha e alto, que outrora falara com ela, tocou-lhe na mão para a tentar ajudar e caiu morto por terra.

Aí houve um alvoroço total. Pessoas corriam em opostas direções. Gritos, choro, medo... propagava-se naquele local como uma grave epidemia.

- O que é que se passa? – interrogavam-se vários vizinhos.

- Fujam – diziam outros.

- A terra está amaldiçoada!

Poucos moradores ficaram para trás e ainda há quem diga que um homem alto e jovem apareceu por entre o caos. Com um corpo atlético, cabelo castanho curto e olhos castanhos, e com uma expressão de calma. Ele aproximou-se da senhora, que já não se sabia se estava morta ou via, e pôs o rosto dela entre as suas mãos.

As poucas pessoas que ainda se encontravam na rua ficaram perplexas e depois, ao verem que nada lhe acontecia, gritaram:

- Bruxo!

- Só pode vir do inferno!

- Impuro!

Ele murmurou-lhe qualquer coisa ao ouvido, que ninguém conseguiu perceber, e levantou-se lentamente. As pessoas calaram-se e limitaram-se a fitá-lo, um pouco retraídas com o medo. Ele apenas olhou para elas.

- Pelos seus olhos via-se uma dor profunda que parecia corroer-lhe a sua própria alma – disse uma das poucas pessoas, que ficara para trás, nos relatos.

E há quem diga que pela sua face escorria uma lágrima que lhe fugira do olho. O seu rosto agora apenas demonstrava tristeza e o seu olhar um poço de desespero.

Uns dizem que ele se foi embora a correr, outros que ele desapareceu no ar.

Mas o que é certo é que quando a polícia chegou ao local já nem o corpo da mulher e do senhor de barbas restava. Apenas um local completamente devastado por uma terrível ventania. Ainda há quem tenha medo de se aproximar daquele sítio porque foi onde uma parte do inferno um dia esteve.

Agora apenas restam dúvidas sobre o objetivo daquele acontecimento. E o que é que aconteceu àquela criança? E quem era aquele homem misterioso? Somente questões sem resposta que ainda assombram aquele lugar.



Notas finais do capítulo

Tentarei pôr o próximo capítulo o mais rapidamente possível. Espero que tenham gostado porque isto foi apenas uma amostra do que ainda está para vir. Não se esqueçam de comentar por favor ;)



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