O Impossível Se Torna Possível escrita por Day Marques


Capítulo 4
Capítulo 4


Notas iniciais do capítulo

Olá galera, está voltando as aulas - infelizmente ¬¬ - e as coisas começam a ficar complicadas né? Eu vou avisar aqui que vou ficar postando todo sábado ou até domingo ok? Espero vocês aqui, beijos.

A esperança é a última que morre!!




Fiquei sem ação até a Nicole pigarrear e chamar minha atenção.

- Tudo bem? – Sussurrou

- É... Sim, claro – Entramos e me sentei na ponta da mesa do lado direito. E ele estava na ponta do lado esquerdo.

- Bom dia senhoras e senhoras. Vejo que temos uma presença inusitada hoje – Sorri sem humor algum pra ele.

- Não pude deixar de vir – Sorriu debochado. Já disse que não gosto desse cara?

- Vamos começar a reunião. O que iremos discutir hoje é a parte mais importante do contrato. O pagamento. A oferta que eu tenho em mente é uma quantia razoável ao meu ver.

- Compartilhe conosco, querida – Sério? Querida? E esse cara não tira esse sorriso debochado da sua cara nunca? Respirei fundo e prossegui.

- A minha quantia é um milhão de dólares – Falei sem respirar.

- Hum.. É uma quantia um pouco alta. Mas levando em consideração as boas idéias que eu ouvi, acho que podemos concordar com isso. Mas, eu realmente preciso de tempo para pensar sobre tudo – Falou o tal fulano que eu ainda não sei o nome.

- Mais? – Extrapolei – Mais tempo? Já estamos nessa a mais de dois meses senhor... Senhor? – Todos me olharam.

- Cullen, Edward Cullen – Riu.

- Bom, senhor Cullen, eu posso dizer que já esperamos muito tempo. Creio que não posso lhe dar mais...

- Tudo bem senhorita Swan – O que? Como ele sabe meu nome? Sua burra, você é a única desatualizada aqui – Peço no mínimo uma semana e convocaremos uma ultima reunião.

- Eu acho um bom tempo, chefe – Se intrometeu Nicole. Olhei bem pra ela e ela balançou a cabeça discretamente mandando eu seguir em frente.

- Uma semana senhor Cullen, uma semana e ponto. Não passa disso. Se o senhor não quer nada com a nossa empresa, tem quem queira. Bom, creio que a reunião está encerrada – Me levantei e todos nos encaravam com cara de quem não entendia nada. Fui pra minha sala sem nem olhar para trás e bati a porta com toda força ao passar, sentei e massageei meus ombros. Nossa, não tinha percebido que estava tão tensa assim. Ouvi a porta abrir.

- Chefe, o quê é que foi aquilo lá na sala? – Ela parecia bem surpresa – Vocês já se conheciam?

- Não, claro que não. Eu só não gostei desse cara, eu só errei uma coisa sobre ele. Ele não é velho, mas é muito ranzinza e pude ver que é muito debochado também – Bufei.

- Hum, sei não em – Deu um sorrisinho – Parecia que vocês se conheciam de algum lugar.

- Nicole, não enche. Eu já disse que não conheço esse imbecil – Bati na mesa e ela me olhou assustada. A porta se abriu mais uma vez e lá estava o imbecil com um maldito sorriso no rosto.

- Posso falar com você um minuto?

- Não, eu estou ocupada - Falei emburrada.

- Nicole, meu bem, pode nos dar licença um minuto?

- Hãn, sim, claro. Com licença chefe – Saiu fechando a porta delicadamente antes de dar uma piscadela. Ela me paga!!!

- Posso sentar? – Perguntou.

- Se eu disser que não, você vai sentar do mesmo jeito. Só diga o que você quer e saia – Sentei cruzando os braços em frente ao meu corpo.

- Bom, eu primeiramente queria pedir desculpas por gritar com você naquele dia. Não era um dos meus melhores dias.

- Uhum – Foi o que simplesmente falei.

- E segundo, você é uma gracinha brava – Riu.

- Ótimo, se já terminou me dê licença que eu tenho mais o que fazer.

- Posso te fazer um convite?

- Ah meu Deus, o que você quer cara?

- Aceita jantar comigo? Sabe, para falarmos dos negócios – Por que ele riu com certa malicia?

- Você é maluco ou o que? Você não percebeu que eu não gosto de você?

- Ah qual é, não foi minha culpa você se jogar na frente do meu carro. Hei, espera ai, você é evangélica?

- Com muito orgulho meu bem – Coloquei a mão na cintura – E não, eu não vou sair com você. Agora, POR FAVOR, saia da minha sala – Ele me analisou um pouco e sorriu. Maldito sorriso, vou arrancar ele de seu rosto.

- Tudo bem, apesar de amar ver você bravinha, eu infelizmente tenho que ir. Pense bem sobre o meu convite, sei que você vai aceitar de um jeito ou de outro  – Levantou e passou a mão nos cabelos – Bem, foi bom te ver de novo – Abriu a porta e disse – Não se jogue mais na frente dos carros – E fechou a porta. Corri até ela e abri gritando.

- Eu não me joguei na frente da droga do seu carro – Ele se virou e riu.

- Se cuide senhorita Swan.

- E não se conheciam em chefinha.

- Nicole... Shiu!!!

[...]

Já cheguei em casa batendo a porta com toda força que eu tinha. Todo mundo me olhou.

- Iiiii, alguém não teve um dia bom – Disse minha mãe me seguindo até o quarto – O que houve baby?

- Não foi nada mãe, esquece. Só o estresse do trabalho.

- Hum, esse trabalho tem a ver com algum carinha? – Riu.

- Não – Bufei. Pronto, foi o fim para saber que sim, sim tinha um carinha no meio da história.

- Filha – Repreendeu.

- Ok mãe, é um cara sim. Lembra que eu te falei que estávamos fechando um ótimo contrato com a NYT? – Assentiu – Pois é, o dono da NYT é o cara que quase me atropelou no sábado. E posso dizer com todas a letras que ele é sim um babaca. Ele ficava o tempo todo rindo com deboche pra cima de mim, e você acredita que ele ainda teve a ousadia de me chamar pra jantar?

- Não... Sério?

- Super sério mãe, eu quase perco o controle. Ah, mas ele me paga. Eu vou aumentar o valor que eu já tinha lhe proposto. Ele mexeu com a pessoa errada – Olhei pra minha mãe e ela prendia o riso – Mãe, qual o seu problema. Eu estou desabafando com a senhora e você fica rindo?

- Desculpa filha, mas isso está me parecendo amor – Explodi em uma estrondosa gargalhada.

- Ai mãe, a senhora fala cada absurdo às vezes. Ai ai, agora deixa eu tomar um banho e cair na cama. Perdi até a fome agora.

- Você tem que comer – Repreendeu.

- Tudo bem, eu vou comer um sanduíche – Ela meio hesitante, saiu e finalmente pude tomar um banho e junto com o cair da água, deixei o estresse ir junto. Comi o que minha mãe preparou e dormi como uma pedra, quero dizer, não antes de ficar pensando um pouco no canalha do Cullen. Só era o que me faltava ficar pensando nele, mas a gente pensa nas pessoas que odiamos neh? Quer saber, eu vou é orar e pedir a Deus que ele tire isso do meu coração.

[...]

A semana passou bem rápido, graças a Deus, e finalmente é sábado. Todos já estavam lá embaixo esperando minha pessoa se arrumar. Coloquei uma calça jeans colada, uma blusa de manga comprida, uma bota sem salto. Fiz uma maquiagem leve e pronta, eu estava prontinha.

- Vamos lá pessoal, vamos que hoje eu quero me divertir – Pulei os degraus da escada.

- Nossa, quem te viu quem te vê em Bella. Está toda animada – Disse Lice.

- Meu bem, hoje é sábado e as minhas férias já é na segunda depois da minha reunião.

- Está animada para reencontrar seu gatinho? – Brincou o Jasper. Todos riram. Maldito dia que eu contei o que aconteceu para eles.

- Rárá, muito engraçado. Agora podemos ir?

- Vamos estressadinha – Fomos no carro do Emmett. Estava bem animada para chegar ao park, fazia um tempinho que não me divertia. Depois de quase uma hora de viajem, chegamos.

- Chegamos – Disse meu irmão.

- Vamos primeira na montanha-russa. Antes de comermos – Falei.

- Super apoio amiga – Disse Lice – Depois eu quero ir no túnel do amor – Falou e depois riu sem graça.

- Com quem? Com o Jasper? – Ri. Já faz um certo tempinho que esses dois ficam de trocas de olhares, pensam eles que ninguém percebe.

- O que? Claro que não. Nada a ver menina – Ficou toda vermelhinha. Ponto pra mim.

- Vocês dois pensam que a gente é besta, é? Nós já percebemos o que está rolando – É, o Emm também percebeu – Não precisam ficar falando de pegar fulano, pegar sicrano para disfarçar, enquanto isso estão se pegando.

- Aff, eu disse que a gente precisava ser mais discretos baby. Nada se passa pelo olhos desses dois ai – Disse Jasper se rendendo, não teve como não rir.

- Ta, vamos deixar de baboseira que já está me dando enjoou – Disse – Eu quero ficar de cabelos em pé na montanha-russa.

- Uhuuuuuul – Gritamos. A fila estava enorme, mas com paciência chegou nossa vez. Eu peguei o carrinho da frente, claro, e a Lice foi comigo. Os meninos preferiram ir no meio, disserem que não queriam ver os trilhos. Medrosos. O menino lá apertou o botão e o trem começou a se mexer. Levantei os braços e deixei a adrenalina invadir meu corpo, nossa como eu estava precisando disso. Chegamos na ponta e o trem despencou com tudo, eu e a Li começamos a gritar como loucas, acho que meu pulmão vai explodir! Ficamos de cabeça pra baixo e foi emocionante ver tudo e todos lá de cima.

- Ah meu Deus, alto, muito alto – Gritou o Jasper e começamos a rir. O carro voltou a despencar e finalmente e infelizmente paramos.

- Wow, foi demais – Gritei com os braços pra cima – De novo, por favor.

- Controla seus hormônios menina, temos muito mais para irmos – Corremos para a fila do Eletro Spin e foi maravilhoso. Ficamos virados para fora nesse brinquedo e a adrenalina é mil vezes maior que a montanha-russa. O pessoal foi no túnel do amor – blá – e eu fiquei esperando. Fomos no Spook a Rama e minha nossa, quase me cago – literalmente. Estávamos nos divertindo muito, mas a fome bateu. Fomos para um dos restaurantes de lá e comemos feito porcos. Conversamos para descansar a comida e depois o pessoal deu a ideia de ir na roda-gigante. Detesto, não sei o que o povo vê nela. É tão entediante.

- Tudo bem gente, eu vou ficar bem aqui. Vão lá, eu vou aproveitar e ir naquela barraca de bichinhos de pelúcia e comprar um algodão doce.

- Tem certeza – Perguntou o Emm.

- Não vá roubar todos os prêmios do pobre homem, em - Debochou o Jasper.

- Claro, vai lá – Eles pensaram um pouco, mas foram. Esperei eles subirem, o Emm ficou falando algo sobre querer a Rosalie lá. Pois é, eles se gostam e são outros que não se assumem. Fui para a barraca e pedi para jogar. Quase nas ultimas, eu consegui derrubar três garrafas e escolhi um golfinho enorme. Amo bichinhos de pelúcia. Fui em outras barracas e depois segui para o algodão doce. Paguei ao senhor e quando me virei...

- Ora, ora, ora. Olha só o que o destino me reservou – Sério Deus? O que esse homem está fazendo aqui?

- Cara, o que você está fazendo aqui?

- Acho que é o destino – Encolheu os ombros como quem não tem culpa. Opa!!!

- Espera ai, você está me seguindo? – Eu não acredito.

- Eu não diria seguindo, e esse lugar é para todos – Sorriu. Agora sim eu estou com medo.

- Você é doente. E eu não acredito em destino, e Deus não faria isso comigo.

- Talvez seu Deus não exista e seja mesmo obra do destino – Ai.Meu.Deus, ele acabou mesmo de dizer que Deus não existe? Ele é maluco ou o que?

- Olha, você é maluco. Fica longe de mim – Sai andando e senti que ele me seguia.

- Olha, não se sinta mal por acreditar em algo que não existe. Cada um com sua opinião.

- Você é um bruto, idiota sem coração.

- Eu gosto de coisas brutas, amo fazer coisas com brutalidade – Meu corpo estremeceu. Ele riu e me segurou pelo braço – Espera um pouco. Vamos conversar, que mal há nisso?

- Você, você não é uma pessoa de Deus. E eu sei o que você quer comigo, eu não posso me envolver com gente que não acredita em Deus. Minha nossa, como você vive? – Puxei meu braço, mas ele voltou a me puxar.

- Quem sabe você possa me fazer acreditar passando uma noite comigo, ou ao contrario – Riu.

- Você é masoquista do estilo de contratos com chicotes e tudo o mais? Pelo amor de Deus, veja só o que você está dizendo homem. Eu não sou pra você e muito menos você pra mim.

- Eu juro que se você sair para jantar comigo eu assino o contrato agora mesmo – Apelou. Até que não é uma má ideia, mas eu não vou me render tão fácil. O que estou pensando, eu nem posso me render. Bella, ele não acredita em Deus.

- Desculpe, mas eu não sou de render-me a esses tipos de encantos. Também não sou nenhuma puta – Tentei puxar meu braço, mas mais uma vez em vão – Você é um conquistador barato, que todo dia está com uma mulher diferente. Vem cá, o que você quer comigo em? Você sabe quem eu sou e o que sou, sabe que eu não posso e nem devo te dar chances para algo. Por que ainda tenta?

- Você quer saber? Mesmo? – Assenti entediada – Vou chegar bem perto de você e assim eu te conto – Foi se aproximando do meu ouvido e sussurrou – Eu gosto do fruto proibido, senhorita Swan – Jesus, me tira daqui antes que eu cometa uma loucura. Por que eu estava sentindo umas coisas perto desse homem? Ele é sujo.

- Fica longe de mim, por favor, ok? – Puxei meu braço.

- Eu não posso deixar você ir até dizer que aceita sair comigo – Ai meu Deus, que inferno.

- Acho bom você ter esperanças, porque é a única coisa que vai ter de mim – Sai o deixando sozinho. Que cara mais folgado, eu em.

- Hei, que cara é essa? – Perguntou o Jasper.

- Vocês não vão acreditar em quem eu encontrei...

- Quem?

- O idiota do Edward Cullen.

- Mas o que? Como ele te achou? – Perguntou a Li chocada e ao mesmo tempo rindo.

- E eu que sei. E ele ainda teve a coragem de dizer que não acredita em Deus amiga, eu tenho pavor só de repetir essa frase – Estremeci.

- Nossa, que bad boy – Riram – Você bem que poderia dar uns pegas nele e fazer com que ele se converta – Brincou.

- Eu concordo plenamente com a parte de “me dar uns pegas” senhorita amiga da senhorita Swan – Demos um pulo ao ouvir a voz do Cullen.

- Eu já mandei você me deixar em paz – Esbravejei.

- Olá, eu sou o Edward Cullen – Me ignorou completamente e apertou as mãos dos meus amigos e irmão.

- Prazer – Falaram todos.

- Ah, então você é o idiota que está tirando a paciência e a sanidade da minha irmã? – Disse Emm rindo - Alias, eu sou o Emmett, essa é a Alice e o Jasper.

- Hum, sua irmã anda falando de mim, então? – Riu debochado – Isso é bom, muito, muito bom.

- Dá para você ir embora? Vamos gente.

- Você disse para eu ter esperança. Isso eu tenho de sobra em relação a você senhorita. Já disse, aceite jantar comigo e lhe deixarei em paz.

- O cara tem garra e determinação. Eu apoio – Sussurrou o Emm e os outros concordaram. Ótimo, eu estou perdidamente ferrada.

- Seus amigos concordam comigo, certo pessoal?

- Com certeza

- Super apoio

- Prefiro não comentar – Falaram todos ao mesmo tempo.

- Vocês vão pagar por isso diante de Deus, ah se vão – Sai marchando com muita raiva desses traidores.

- Senhorita Swan, eu vou gritar para todo mundo ouvir que eu quero sair com você. Mas, se não quiser que eu faça isso, acho melhor aceitar – Vi o pessoal atrás dele escondendo o riso.

- Não – Respondi secamente e sai marchando mais uma vez.

- Eu estou aqui está noite – Virei e não acreditei no que vi. O Cullen estava sendo sustentado pelo Emm e o Jasper e começou a gritar – E...

- Ok – Gritei – Eu desisto dessa merda. Me pegue amanha as 20:00 horas depois do culto – E sai correndo pro carro. Minha noite já tinha dado o que tinha que dar. Mas ouvi ele dizer pros meninos “Vocês ouviram, ela que mandou eu pegar ela” Todos riram.

- Qual o seu problema Emm, você é meu irmão. Irmãos defendem e protegem suas irmãs de psicopatas como ele – Falei assim que todos entraram no carro.

- O que eu posso fazer? O cara ganhou o meu respeito.

- Você vai queimar no inferno por estar apoiando uma pouca vergonha dessas. E eu vou dizer a mamãe – Todos explodiram em gargalhadas.

- Quantos anos você tem amiga? Cinco? – Riram mais. É, eu devo ter jogado pedra na prostituta quando Jesus pediu.



Notas finais do capítulo

E ai galera? O que acharam? Particularmente esse esse capítulo é um dos meus preferidos. Espero vocês por aqui, beijos amore.



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