O Impossível Se Torna Possível escrita por Day Marques


Capítulo 17
Capítulo 17


Notas iniciais do capítulo

Galerinha, é com o coração na mão que eu venho me despedir de vocês. Esse é o último capítulo do ISTP... Amei estar aqui com vocês, amei escrever e tudo o mais. Diverti-me muito e amei cada palavras que vocês me disseram. Eu já estou com novos planos na mente, espero contar com a ajuda de vocês. Espero que vocês tenham gostado e se divertido. Obrigado por tudo e desculpem qualquer coisa. Beijão...




POV Bella

A vida me ensinou muito esses dias, e uma que não vou esquecer é que não devemos desistir facilmente. As palavras do Edward ainda rondam minha cabeça, palavras que nunca imaginei ouvir sair de sua boca. Ainda não sei se a escolha que eu fiz foi a melhor, mas não consigo me arrepender de nada no momento. Tudo está indo de vento em polpa, mas quem dera fosse sempre assim. É claro que nada é um mar de rosas, também nunca esperei por isso. Será que sou a única pessoa que desde pequena nunca acreditou em histórias felizes com príncipes encantados em seus cavalos brancos? Quando o Edward me disse tudo isso, eu logo pensei que também não sou perfeita, e a quem eu estou querendo enganar? Eu o quero desde sempre, mas a vida é tão estúpida, eu sou estúpida, e não consigo assumir isso. Ainda me assusto quando ele diz que me ama, pois eu não consigo responder de volta. Por mais que tenha dito que gosto dele, ainda não sei meus verdadeiros sentimentos, ou ainda não os descobri. Ele diz que não fica chateado quando não retribuo, mas vejo o quanto ele fica triste, posso ver em seu olhar.

– No que essa linda moça está pensando? – Disse me dando um selinho. Um sorriso espontâneo surgiu em meus lábios. É sempre assim, ele aparece e não consigo deixar de rir.

– Em tudo, mas principalmente em você – Passei meus braços sobre seus ombros – O que você está fazendo aqui? Como entrou? – Falei percebendo que ele tinha entrado em minha casa sem nenhum barulho.

– Não deveria deixar a porta destrancada, pode ser muito perigoso. A qualquer momento pode entrar um tarado e tentar te seqüestrar.

– Não se preocupe, eu convivo com um. Sei bem como me defender – Sorri de sua cara de ofendido.

– Hei, eu sou um cara do bem. E – Levantou o dedo – Não se esqueça que estou me comportando – Fez biquinho.

– É claro que está baby – Beijei seus lábios com paixão. É estranho estar com alguém assim, mas é tão bom. É bom, mas machuca. Bom, não tentem me entender. A pessoa que consegui, merece um prêmio Nobel, porque não é fácil.

– Estava pensando em fazer uma pequena viagem. Sua família também está convidada se quiser – Disse Edward.

– Hãn, eu acho que pode ser uma boa, mas não sei se estou muito afim.

– Ah, qual é Bella, nós queremos ir – Disse Emm aparecendo do nada.

– De onde você surgiu criatura? – Perguntei assustada.

– Estávamos lá em cima o tempo todo. Teria notado quando chegamos se não ficasse caindo de amores pelos cantos – Edward riu.

– Eu não fico caindo de amores pelos cantos – Bufei. Droga! – Por que vocês não me deixam em paz – Virei para Edward – E você pare de rir – Bati em seu ombro e isso só o fez rir mais.

– Todos queremos uma boa semana de diversão – Falou me abraçando.

– Lice, o flashmob vai ser no domingo – Falei.

– Bella, nós vamos na quinta e voltamos no sábado de tarde ou noite – Disseram todos.

– Que fogo é esse de vocês?

– É uma fazenda com tudo que temos direito, não existe coisa melhor – Gritou Emm. Ri com seu entusiasmo.

– Ta bom, ok. Eu vou dizer a minha mãe que partiremos na quinta.

– Não precisa – Disse ela surgindo do meu lado.

– Jesus! Qual o problema de vocês? – Esse povo ainda me mata do coração.

[...]

– Vamos Bella, você tem que levantar – Edward me incentivava.

– Não, eu não agüento mais remar – Eu se encontrava estendida no fundo do barco. Nesta linda manha de sexta o pessoal resolveu fazer um passeio de barco, cada um com seu parceiro, pelo lago que se encontrava atrás da fazenda. Como já é de se ver, eu não sou uma pessoa matinal, e com tanto sono que estou, pois são 07h30min da madrugada – Pelo menos para mim – Estou sem um pingo de entusiasmo.

– Já estamos quase chegando – Riu.

– Não, maldito seja quem deu essa droga de idéia – Levantei-me aos poucos.

– Foi idéia da minha mãe – Disse.

– Louvada seja sua mãe, que idéia maravilhosa – Sorri amarelo. Depois de mais alguns minutos, chegamos à fazenda de novo, louvado seja Deus por isso. Odeio viver na água, não literalmente, mas eu não sou muito chegada em tipos de esportes em água.

– Terra, terra firme – Cai de cara no chão ao sentir meus pés em terra firme – Todos riram.

– É, água não é o forte dela Edward – Jasper falou dando um tapa de leve nele – Boa sorte com essa ai.

– Não falem de mim como se eu não estivesse aqui. Se me dão licença, eu vou tomar um banho – Levantei e segui para a sede. Nunca achei que me veria assim um dia, na casa de férias de um namorado, engraçado tudo isso. Depois do almoço, fui tirar uma soneca, estava exausta. Também queria preparar minha mente para as piadas e historias sem graça que contariam hoje na fogueira.

[...]

– E foi assim que a Bella perdeu o seu primeiro dente – Dizia minha mãe. É, ela estava contando da vez em que eu estava com o dente prestes a cair e eu não queria ir ao dentista e nem deixar ninguém arrancá-lo. Um belo dia, eu fui descer as escadas e tropecei, caindo logo em seguida. Lá no chão, eu corri para minha mãe chorando e ela riu de mim quando viu a “Janelinha do vovô” como o Jasper me zombava – A Bella sempre foi a pessoa mais desastrada que eu conheci.

– Ai mãe, vocês bem que podiam contar histórias mais interessantes? E não me culpem por não ter a minha coordenação perfeita. Isso já foi comprovado pelos médicos – Emburrei e isso só fez rirem mais.

– Você é perfeita assim, meu amor – Edward, sempre sendo tão gentil. Lutei comigo mesma para não revirar os olhos.

– Gente, tem uma piscina super legal nos esperando, com uma hidromassagem. O que vocês estão esperando? Vamos deixar os velhos aqui – Sem ofensa pessoa – E vamos correr para lá – Disse Emm na maior cara de pau. Todos os senhores disseram “Sem problemas” em uníssono.

– Você está maluco? Está um gelo hoje – A Rose se encontrava numa situação muito engraçada, ela estava toda empacotada de tanto frio. Eu amo o frio, então já estou acostumada.

– Fricote – Falei – Eu topo – Levantei.

– Se a Bells vai, eu também vou – Disse Lice.

– Então vamos todos – Edward saiu puxando o bonde e poucos minutos estavam todos com seus trajes de banho e tremendo dos pés a cabeça.

– Vou contar até três e todos pulam na piscina – Gritou Edward parecendo uma criança que pularia em uma piscina de doce. Como ele tem mudado, me surpreende a cada dia. E meus amigos o amam. Assentimos e esperamos chegar ao três e corremos como vacas loucas e pulamos com tudo.

– Jesus – Gritei que meus pulmões doeram – Está um gelo. Não dá, me deixa sair daqui – Segurei na beirada da piscina.

– Nem pensar, você apoiou e vai ficar – Edward me segurou pela cintura.

– Acho bom você me soltar – Rosnei.

– Não tenho mais medo das suas ameaças. Eu sei que você não vive sem mim - Desafiou-me rindo.

– Se eu morrer de hipotermia a culpa é sua – Nadei para longe dele e fui conversar com as meninas.

– Tão dramática, mas eu sei que me ama – Falou.

– A partir de hoje? Vai sonhando – Driblei as meninas e sai correndo da piscina para a sede. Jesus, que frio filho de um pai. Escutei passos apressados atrás de mim e não dei chance alguma, sai correndo pelo corredor do andar de cima e me tranquei no quarto depois de quase cair com o escorregão que levei.

– Ah Bella, assim não vale – Edward resmungou do outro lado da porta.

– Troque-se e vamos ficar juntos. Estou precisando de alguém que me esquente.

– Você joga sujo, sabia?

– Nunca disse que jogaria limpo baby – Fiz de suas palavras a minha. Ouvi sua risada e depois seus passos afastando-se. Peguei uma roupa quentinha e me troquei. Um caramba que vou tomar outro banho. Terminando de me arrumar, peguei meu casaco e fui para a sala esperá-lo.

– Buu! – Pulei de susto – Você é muito assustada menina, está devendo a máfia é? – Edward gargalhava.

– Quanta imaturidade. Quando foi que você ficou tão idiota assim em? – Ele se jogou do meu lado.

– Quando foi? – Deu um selinho no bico que eu nem percebi que estava fazendo – Quando eu conheci você senhorita. Fiquei idiota de amor e a culpa é sua – Deu outro selinho.

– Ai Deus, tão convencido – Passei meus braços por seus ombros – Mas eu gosto tanto – Ele suspirou e encostou no sofá – O que?

– Não foi nada.

– Não mente para mim, o que foi?

– É só que... – Passou a mão no cabelo – É tão difícil assim dizer aquelas três palavrinhas?

– Quais? Ah, eu acho que entendo – Seus olhos brilharam – Você. Está. Lindo – Curvei meu corpo para lhe beijar, mas ele se desvencilhou.

– Não são essas palavras que quero ouvir.

– Pelo amor de Deus, o que você quer ouvir então?

– Eu te amo, eu te amo. São essas palavras que quero ouvir, Bella – Se frustrou e levantou. Passei a mão no rosto e respirei fundo.

– Eu vou dizê-las, Edward. Eu só não sei como dizer ainda. Eu tento dizê-las, mas sempre travo – Segurei seu braço e o virei para mim – Hei, eu vou dizer ok. Por favor, confie em mim – Alisei seu rosto e beijei-o.

– Você é mesmo uma enrrolona – Não conseguiu segurar o riso.

– Eu só uso as armas que tenho – Caímos no sofá beijando a monte.

[...]

Finalmente chegamos, como é bom estar em casa. Me joguei no sofá e fechei os olhos, como pode uma pessoa que nem dirigiu estar tão cansada? Talvez seja a força da gravidade. Dei um risinho, às vezes sou tão idiota.

– Mas já? Mal chegamos e você já vai dormir – Abri um olho e vi o Edward com minhas bagagens tombando pela sala.

– O que posso fazer? Estou cansada – Voltei a fechar os olhos.

– Eu te disse Edward, essa daí é mais preguiçosa que a própria preguiça – Disse Jasper entrando e se jogando em cima de mim.

– Ai – Falei sem ar – Vou ficar tuberculosa se você não sair de cima de mim – Ele riu e saiu fazendo peso. Nojento filho de um pai.

– Anda Bella, levanta daí ou vou embora sem me despedir – Fui caindo do sofá, mas não consegui levantar. Minhas pernas, ou melhor, meu corpo não obedecia. Bufei e deitei no sofá de novo – Tudo bem, eu vou até você – Se abaixou do meu lado e beijou meus lábios – Credo, que beijo mais chocho – Resmungou e tive que me ajeitar para beijá-lo melhor. Segurei firme sua nuca e aprofundei o beijo, nos beijávamos como selvagens, quando ele tentou se afastar, puxei seu lábio e suguei. Ele gemeu para minha alegria.

– Não consigo me controlar se você continuar fazendo isso – Falou. Ri.

– Desculpe, mas também não está fácil para mim – Com esse beijo, meu corpo despertou e o sono se foi. Sentei e o puxei para perto – Para onde você vai agora?

– Eu estou indo para a empresa, preciso ver como andam as coisas. Faz um bom tempo que não dou as caras.

– Não gostei – Bufei – Quando vamos nos ver agora?

– Não vou demorar, você pode ir lá para minha casa e preparar o jantar. Eu ficaria feliz de encontrá-la lá.

– Ainda está na hora do almoço – Falei rindo.

– Você pode ir mais tarde se quiser. Eu acho que vou almoçar por lá mesmo.

– Tudo bem, eu vou pensar no seu caso – Ele deu mais um selinho em mim e se foi. Já sei o que vou fazer, eu faço o jantar aqui e passo na empresa para lhe fazer uma surpresa. Levantei sorridente e peguei meu Ipod e coloquei a musica ta Tina Turner – Proud Mary e sai dançando até o meu quarto. Coloquei uma roupa mais confortável e corri para fazer o jantar. Primeiramente peguei uma revista de receitas e escolhi Carne ao vinho e Espaguete ao molho branco. Como sobremesa Fondue de chocolate. Comecei primeiro pela carne ao vinho, depois que a temperei e carne a deixei dourando no fogo baixo. Fiz então o fondue e separei alguns morangos para comermos junto. Estando pronto, despejei tudo no richaud e deixei em cima da mesa. A carne não tardou em ficar pronta e finalmente acabei. Separei um bom vinho e fui tomar banho. Peguei uma camisa de manga comprida vermelha e uma calça jeans um pouco rasgada. Acho que uma sapatilha preta fechava o look. Fiz um rabo de cavalo no topo da cabeça, passei uma maquiagem leve e fui para o carro. Coloquei tudo o que tinha feito na mala do carro, estavam tudo dentro de uma caixa só assim não derramaria. Quando deu umas 17h40min liguei o carro e fui para a empresa do Edward. Só espero que ele não fique chateado. Meu coração acelerava a cada metro a menos que se encontrava entre nós. Parei em frente a mesma e desci nervosa. Na recepção disse o meu nome e quem iria ver, briguei com a mulher porque ela queria dizer ao Edward que eu estava lá, mas finalmente ganhei. Subi para onde era seu escritório e a mulher que estava atrás da mesa – provavelmente a secretaria de alguém – Me impediu de entrar na sala.

– O que foi agora? – Falei já estressada.

– A senhora não pode entrar, o senhor Edward está com visita.

– Mas eu sou a namorada dele, eu vou entrar sim e ponto – Abri a porta com tudo e a menina veio ao meu alcance. A cena que vi foi terrível que me deu um arrependimento sem tamanho de não ter escutado a secretaria. Uma ruiva estava sentada no colo do Edward e ele não esboçava nenhuma repulsa por ela estar lá.

– Desculpe, eu não queria atrapalhar – Falei o olhando, eu simplesmente não conseguia sair do lugar.

– Bella – Pulou jogando a mulher no chão – Calma, você não pode pensar besteira. Não estava acontecendo nada.

– Claro que não, só essa... Essa... Essa mulher oferecida sentada no seu colo – Segurei-me para não chamar nomes feios.

– Desculpe senhor, eu tentei impedi-la de entrar – Se defendeu a menina se borrando de medo.

– Tudo bem, Angela. Eu conheço essa mocinha ai. Pode nos deixar a sós, por favor – Disse – Você também Victoria – Grunhiu quando a mulher não se mexeu. Ela o fuzilou com os olhos depois a mim e saiu.

– Bella – Não consegui o encarar – Bella – Puxou meu rosto – Você prometeu que sempre me escutaria – Falou.

– É isso que me prende aqui, Edward. Acho bom você desembuchar logo.

– Tudo bem – Sentou-me me em seu colo e exigiu que eu o ouvisse com paciência – Olha, eu sei que é isso que todo mundo diz, mas não era nada do que você viu.

– Você quer que eu acredite que vocês não estavam fazendo nada? – Esbravejei – Eu não sou idiota, Edward. O que ela estava fazendo sentada no seu colo então?

– Ela se jogou no meu colo minutos antes de você entrar por aquela porta. Eu a odeio tanto quanto você, mas infelizmente tenho que trabalhar com ela. Meu pai deve um favor ao pai dela e ela trabalha conosco agora. Ela esta sempre dando em cima de mim e só não bato nela porque sou homem. Sou mulherengo, mas eu juro, eu nunca fiquei com ela – Não queria lhe escutar, mas seus olhos diziam e transpareciam sinceridade.

– Edward, eu não quero ser enganada. Você promete que não rolou nada?

– Eu prometo, meu amor. É você que eu amo – Beijou meu biquinho – Estou perdoado?

– Não sei, vou pensar.

– Mas me diga, o que você está fazendo aqui? Eu não te disse para ir para meu apartamento?

– Eu queria lhe fazer uma surpresa...

– E que surpresa – Me interrompeu rindo.

– Como eu estava dizendo, eu queria fazer uma surpresa e então eu fiz o jantar na minha casa e passei aqui pensando que podíamos ir juntos para a sua.

– E fez muito bem, amei sua surpresa. Estava mesmo de saída. Vamos? - Suspendeu-me e depositou-me no chão. Passamos pela tal Victoria e ela fez cara feia. O Edward saiu me carregando e antes de entrar no elevador eu olhei para ela e lhe mostrei a língua. Ah Deus, eu realmente tenho que parar com essas coisas de criança.

[...]

– Uhmm, este jantar está perfeito – Disse Edward – Realmente você já pode casar – Sorriu.

– Obrigada, mas ainda prefiro a vida de solteira – Falei sem pensar.

– Hei, como assim “solteira”? – Fez cara de bravo.

– Ops, falei sem pensar – Ri sem jeito.

– Eu desculpo se você me der um beijo – Mandou em me aproximar com o dedo. Pus minha cadeira do seu lado e lhe beijei – Olha, tem uma coisa no seu nariz.

– O que? – Passei a mão e nada saiu.

– Isso – Passou a mão no molho da carne e melou meu nariz.

– Hei – Protestei – Seu desgraçado – Peguei uma punhalada de macarrão e joguei em seu rosto. Ele se desviou e o macarrão bateu na parede.

– Owu, você acabou de melar minha parede? – Encolhi-me de medo – Mas isso não vai ficar assim mesmo. Ele encheu a mão de macarrão e corri para a sala.

– Não, edw... – O macarrão bateu bem na minha cara – Eu não acredito que você fez isso. Agora é guerra - Ele deu a volta na mesa e pegou um prato cheio de comida e correu para trás da bancada. Fiz o mesmo colocando a cadeira como meu escudo. Joguei minha primeira remessa de macarrão e graças a Deus bateu nele. Ficamos nessa e morríamos de rir um da cara do outro.

– Não – Edward gritou. Olhei para minha mãe e percebi que ia jogar o prato totalmente vazio – Deus, isso não ia acabar bem.

– Droga, estou sem munição.

– Agora você é toda minha – Disse se aproximando como se fosse um leão rodeando sua presa. Tentei correr, mas ele foi mais rápido. Pegou uma colher de fondue e despejou na minha cabeça e riu da minha cara.

– Edward, o fondue não – Resmunguei – Minha nossa – Exclamei ao olhar em volta, Edward fez o mesmo e sua boca caiu.

– Acho melhor a gente começar a limpar isso logo – Sugeriu.

– Eu deveria deixar você limpar tudo sozinho – Falei – Mas eu sou uma boa namorada e vou te ajudar.

– Vou pegar os produtos de limpeza – Até esse homem todo sujo continua lindo como sempre. Ao voltar, limpamos tudo vagamente por já estarmos cansados, mas sempre rolava uma brincadeira, um escorregão ali outro aqui, claro que da minha parte e muitas gargalhadas do Edward.

– Estou morta – Falei e caímos abraçados no chão – Não faço mais nada por hoje e nunca mais faço isso.

– Ah, você tem que confessar que foi divertido – Afagou minha bochecha.

– Foi sim, mas deu trabalho. Eu devia estar descansando para amanha – Falei.

– Ok, você pode ir tomando banho que eu termino de arrumar tudo aqui – Nem protestei, levantei e fui para o banheiro, tomei banho no chuveiro mesmo, lavei os cabelos e sai enrolada na toalha.

– Nossa, assim fica difícil se controlar – Pulei de susto.

– Eu juro que ainda vou te matar por fazer isso – Segurei firme a toalha ao notar seu olhar para mim.

– Sabe, você é tão linda – Foi se chegando – Acho que posso provar um pouco do banquete – Ralou seus lábios no meu pescoço.

– Não, para com isso já e vai tomar seu banho – Sai do seu caminho e fui pegar uma roupa. Ele entrou no banheiro rindo e ligou o chuveiro. Sentei na cama o esperando para irmos comer o que sobrou do fondue, mas logo uma curiosidade me bateu. Como será o corpo do Edward completamente sem roupa? Eu poderia dar uma olhada sem más intenções pela porta já que ele se encontrava pelado bem perto de mim. Não!! Isso é totalmente errado Bella, você não pode fazer isso. Fiquei um bom tempo batendo o pé e roendo as unhas para me controlar.

– Ah, que se dane – Pulei da cama e me aproximei silenciosamente da brechinha que se encontrava da porta a aberta. A porta do Box estava aberta, o que só facilitou minha espiada. Deus, me perdoe o que estou fazendo agora, mas que corpo divino é esse? Não consigo parar de olhar, espera, acho que tem uma baba escorrendo da minha boca. Suas navegas são tão redondinhas que minhas mãos coçaram para alisá-las. Suas costas tão duras, firme e máscula, passaria o dia todo alisando elas.

– Que feio mocinha, ficar espionando um pobre homem tomar seu banho – Disse o Edward e com o susto meu corpo foi para frente se chocando com a porta e cai de cara no chão.

– O que? – Bufei – Não, eu não estava te olhando. Eu só estava vindo te chamar – Bufei.

– Você mente divinamente. Mas não se preocupe, eu não estou chateado. O que é bonito é para se ver não é verdade? – Passou por mim enrolado na toalha me deixando de boca aberta. Recuperei minha dignidade e minha coragem que estavam no chão e fui ao seu encontro. Ele tinha colocado uma calça de moletom e já me esperava com os braços cruzados.

– Pensei que ficaria lá. Vamos, quero comer o fondue com você antes de te levar para casa.

[...]

– Bella, acorda – Cai de cara no chão com o grito da Alice.

– O que? Calma mãe, eu não comi o chocolate todo. Eu juro – Falei me levantando atordoada.

– Que Mané sua mãe o que – Disse rindo – Estamos atrasadas, alias, você está. Corre agora para o banheiro que eu já separei sua roupa.

– Eu quero comer uma torta de chocolate antes de sair – Resmunguei indo pro banheiro.

– Eu sei disso, então a torta está te esperando na mesa. Se apresse e poderá comê-la – Saiu do quarto me deixando sozinha. Graças a Deus. Tomei banho a jato, arrumei o cabelo e só passei lápis nos olhos e pronto. Coloquei a cancã jeans justa que a Alice tinha separado junto com a blusa do flashmob, calcei a bota sem salto e desce. Fui comendo a torta no carro da Alice enquanto estávamos a caminho.

– E minha família? – Perguntei.

– Já estão todos lá, só falta você para começarmos – Acelerou mais e foi digna de uma buzinada. Chegamos ao park onde rolaria a dança e estava mesmo bem movimentado. É o lugar perfeito para chamar atenção.

– Bella, só falta você. Vamos logo – Rose saiu me puxando para o meu ponto de partida e ficamos esperando o Emm fazer a abertura. A musica que dançaríamos é uma musica brasileira, de uma cantora Aline Barros – Sonhos de Cristo, mas a música em Inglês é claro. Olhei em volta procurando o Edward e nem um sinal dele. Poxa, ele prometeu que chegaria aqui a tempo. Chegou a nossa vez e começamos a dançar. Enquanto isso, eu pedia a Deus que ele não me deixasse errar e muito menos caísse, estava tão nervosa que não sei como não desmaiei ainda. Minutos intermináveis depois, o que para mim pareciam horas, a musica acabou e corremos nos juntando e gritamos.

– Mundo, despertais para o nosso Cristo Salvador – E nos abaixamos para agradecer. Quando levantei a cabeça, avistei de longe um Edward total sorridente e sorri também. Sai correndo em sua direção e esbarrando em umas pessoas de vez em quando. Pulei eu seus braços quando ele os abriu e quase caímos. Ele me rodopiou no ar e me beijou.

– Você estava maravilhosa, e muito linda – Seus olhos brilhavam de orgulho, isso só me fez mais confiante.

– Obrigada, eu pensei que você não viria mais.

– Eu vi tudo, não perdi nada. Estou tão orgulhoso, meu amor – Encarou-me – Sabe, eu te amo. Te amo mais que minha própria vida – Disse.

– Sabe, agora eu sei o quanto eu também te amo – Ele sorriu e começou a me girar mais uma vez, nos desequilibramos e caímos rindo.

Sabe, algo incrível aconteceu desde o dia em que Esme acordou, o Edward ainda não aceitou a Deus, mas ele vai a igreja comigo de vez em quando e posso até notar que ás vezes ele pensa sobre isso. Vamos esperar e ver, nada para a glória de Deus vem rápido. Tudo tem que ser perfeito.

Enquanto eu o admirava, eu pensava em quanto à vida nos surpreende. Olhando para o homem em minha frente que um dia tanto odiei, agora penso que realmente os opostos podem se atrair.



Notas finais do capítulo

Galera, se vocês verem alguns nomes trocados, me perdoem. Como sabem, estou sem not e estou postando pelo tablet e não dá pra eu revisar. Espero que tenham sido a altura do que vocês queriam. Amei cada tudo, obrigada e até breve...



Hey! Que tal deixar um comentário na história?
Por não receberem novos comentários em suas histórias, muitos autores desanimam e param de postar. Não deixe a história "O Impossível Se Torna Possível" morrer!
Para comentar e incentivar o autor, cadastre-se ou entre em sua conta.