O Impossível Se Torna Possível escrita por Day Marques


Capítulo 14
Capítulo 14


Notas iniciais do capítulo

Oi gente, quanto tempo, não? Bom, eu ainda não estou com meu not, então eu estou tentando postar pelo meu tablet mais uma vez. Tentei concertar o capitulo anterior, mas ainda sim ficou uns errinhos, mas está bem melhor de ler. Eu vou postar agora também porque estou preocupada de deixar vocês sem nada. E também tava com saudades de postar kkkkk. Perdões infinitos pelos erros e como tinha prometido, ASSIM que eu pegar meu not, eu vou concertar tudo e vai voltar a ser tudo "perfeito" kkkkk. Ai está mais um cao, se deleitem e deixem suas criticas. Beijao e Deua abencoe todos. Ah! Feliz natal e ano novo atrasado kkkk. Espero que tenho se divertido!!!




É, e aqui estamos de volta à estaca zero. Depois da conversa o Edward está tentando mais controlar seus ciúmes com o James. A Tanya de vez em quando dá umas provocadas de leve, mas logo pede desculpa. O James, mesmo pela situação que estão passando, não deixa de fazer suas gracinhas também. Com isso, tinha se passado mais duas semanas. Um mês que tudo continuava no mesmo. Tenho notado que o Edward sempre bebe quando a situação da mãe aperta, está sendo muita pressão para ele, e isso acaba me afetando. Estou me sentindo mal, que Deus me perdoe o que vou dizer agora, mas desde que conheci o Edward, só tenho tido tristeza e decepção na minha vida. Talvez ele tenha tido razão ao dizer que ele não me faria bem, eu sinceramente já não sei mais o que pensar em relação a nós. Não como, não bebo, todo o meu tempo está sendo dedicado para cuidar dele para que eu possa ter a certeza de que ele não vai fazer nenhuma besteira, mas vejo que nem sempre posso evitar. Várias vezes ele chegou batendo em minha porta bêbado, às vezes agressivo ou então simplesmente só chorava, e isso está me desgastando e acabando com minha vida. Eu agradeço a Deus por meus pais estarem nessa viagem, eles não precisariam saber e nem ver isso. Sempre estou pedindo a Deus que me dê forças para não desistir de tudo, chegamos tão perto, não seria justo largar tudo agora. Eu vou lutar e vou ajudá-lo e se recuperar, pela Esme... Por mim. Mas não sei por quanto tempo agüento mais.

– Bella – Tanya gritou em meu ouvido – Cara, você estava parecendo uma morta agora. Seus olhos estavam sem vida – Falou preocupada.

– Desculpe, é só que eu estava com o pensamento longe.

– Não estou gostando do que vejo – Disse – Está acontecendo alguma coisa?

– Não, está tudo bem – Falei, mas não acho que ela acreditou.

– Eu exijo agora que você vá para casa e descanse. Escute Bella, eu sei que você está nos ajudando e eu agradeço muito por isso, mas não é sua obrigação ficar dia e noite aqui no hospital – Tentei protestar, mas me interrompeu – Isso não é um pedido, é uma ordem. Eu não quero mais te ver aqui por umas boas horas, vá embora agora – Puxou-me e deu uma tapa em minha bunda incentivando a ir. Dessa vez não protestei, estava mesmo precisando de umas boas horas de sono. Disse que iria, mas voltaria assim que possível, disse que mandasse um beijo ao James, que tinha ido para casa descansar, e parti para casa.

[...]

Enganasse quem pensou que eu conseguiria dormir, quando eu paro e tudo está calmo é que os pensamentos do dia atacam minha mente. É inevitável, eles só vem e vem. Sentei na cama e peguei um livro, tentei ler, mas foi em vão, eu não conseguia me concentrar. A solução foi colocar o som bem alto e arrumar a bagunça que estava meu quarto para depois a casa. Coloquei a musica UP do James Morrison e fui tirando os lençóis de minha cama. As musicas do James sempre me passam uma mensagem boa quando precisa, não vejo maldade nelas e sempre parece que cada uma foi escrita para cada problema que eu estava passando no momento. Peguei todas as roupas sujas que tinha na casa e coloquei a primeira parte na maquina de lavar. Com os materiais de limpeza em mãos, limpei meu quarto em tempo recorde e depois limpei os outros quartos. Quartos limpos, banheiros e corredor limpo, segui para o andar de baixo. A musica So What da Pink tocava e isso me fez dançar, fazendo a vassoura de guitarra. Quem nunca fez isso? Adoro essa música. Limpei os banheiros de baixo, a sala de jantar e fui limpando o que tinha na frente. Deixei a cozinha por ultimo, só iria limpar quando terminasse de cozinhar. Peguei uma receita de panquecas recheadas e coloquei em prática. Tudo pronto, coloquei a mesa, que no caso era só a minha pessoa já que o Jasper estava na igreja com o pessoal, e limpei a cozinha, lavando fogão e tudo o mais.

– Ufa, finalmente terminei. Posso tomar o banho que tanto mereço – Coloquei alguns sais de banho na banheira já cheia, pus os produtos de cabelos perto a mim e deixei meu corpo relaxar dentro d’água. Provavelmente eu passei aproximadamente uma hora tomando banho e mais de meia para lavar os cabelos. Eu estava precisando de uma higiene bem feita. Sai meus dedos estavam engelhados, sorri comigo mesmo achando engraçado e vesti a roupa que estava em cima da cama. Sequei o cabelo e senti o cheiro de frutas vermelhas que vinha deles. Senti-me mais leve, até o ambiente estava mais leve com a limpeza que eu fiz. Mas eu sei que isso logo acabará. Depois que comi, assisti um pouco de TV e olhei o relógio que marcava 20h00min, pensei bem e não iria mais voltar ao hospital por hoje. Liguei para Tanya lhe desejando boa noite e dizendo que logo pela manha estaria lá. Contei sobre o meu dia e ela ficou muito feliz que eu consegui relaxar um pouco, disse até que sentiu uma pontada de inveja, rimos com isso. Também disse que estava indo para casa e James com seu pai ficariam no hospital, mas logo de manha também estaria lá. Ficamos um pouco de papo, mas ela disse que precisava desligar.

[...]

Acordei com o celular tocando, era manha de sábado e eu tinha adormecido no sofá. Sentia-me disposta e posso dizer que tive uma boa noite de sono, nada de sonhos, nada de nada. O celular não parava de tocar e isso me irritou.

– Calma, eu já estou indo – Atendi já no final da musica – Alô – Gritei mal-humorada.

– Credo, é assim que você fala com sua amiga que não vê a tempo? – Alice.

– Ai Lice, me perdoa. Você sabe que não tenho um bom humor de manha.

– Perdoada – Sorriu – Então, virá para o ensaio hoje? – Falou empolgada.

– Hãn, sim, claro que eu vou. Estou me arrumando agora mesmo e passo na sua casa. Pode ser?

– Claro, estarei esperando – A linha ficou muda e já iria desligar pensando que ela não estava mais lá, mas não, ela suspirou e falou – Sinto sua falta, Bella – Um nó subiu em minha garganta, eu também sentia muita falta dela. Já fazia duas semanas que eu não via Lice, tudo por causa do meu sei lá o que.

– Ah Lice, eu também sinto sua falta. Perdoe-me por estar sendo tão ausente esses dias – Choraminguei.

– Só não se esqueça de mim. Te amo, estou te esperando – Desligou sem me deixar responder.

[...]

– Você voou em – Disse ao entrar no carro.

– Tudo por você, meu amor. Hoje, depois do ensaio, seremos só nós duas – Seus olhos brilharam.

– Promete?

– Super prometo. Agora vamos antes que a Rose nos mate – Rimos. Ah, como é bom estar com minha amiga. Todo mundo vibrou quando chegamos, isso é uma mania que temos para quando alguém chega atrasado. Não teve como não. Cara, como eu senti falta de estar aqui. Minha segunda casa. Pude até sentir um ar mais respirável.

– Olá gente, que bom ver vocês – Corri para abraçar o Emm, Rose e todo o resto.

– Senti sua falta, pestinha – Emm me girou no ar.

– Também – Ri.

– Chega de melação ou vou ficar com ciúmes – Rose se intrometeu.

– Como assim? Tipo... Vocês... O que? – Comecei a rir.

– É Bella, eu sei que você deve estar doida para dizer “Eu disse a vocês”. Pois é, eu e Memmett estamos juntos – Todos riram do apelido que ela deu a ele.

– Nininha, eu já te disse para não me chamar assim na frente deles. Vou ser zoado pelo resto da minha vida – Falou e foi para o canto de cabeça baixa.

– Quem danado é “Nininha”? – Perguntei para Alice.

– É um diminutivo para “Gatinha” – Fizemos careta e rimos.

– Enfim galera – Gritou Rose – Vamos começar que o ensaio vai ser longo – Gritamos animados e ela se posicionou em frente a todos para passar os passos.

[...]

Passado os constrangimentos dos meus passos toscos, tropeços e quando eu não levava alguém ao cair junto, eu e Lice saímos rumo ao shopping. Compras a parte, seguimos para o cinema, escolhemos um filme super hilário de comedia, foi bom rir espontaneamente. Xingamos quando o filme acabou e saímos escondidas sem devolver os óculos 3D. Não façam isso em casa.

– Que tal jantarmos naquele restaurante italiano maravilhoso? – Falei olhando o relógio, e era 20h00min.

– Perfeito – Corremos para o estacionamento com a Alice por pouco não caindo de tantas sacolas que tinha em mãos. É, eu não iria mesmo para o hospital hoje, ligarei depois para me desculpar com a Tanya. O Edward ligou para mim quando estávamos na metade do caminho e conversamos um pouco.

– Onde você está? Eu não te vi o dia todo – Perguntou – Estou sentindo sua falta – Coloquei no viva-voz. Alice fez uma cara de babona, mas enjoada ao mesmo tempo. Rimos abafadamente. A Lice já sabia de tudo, mas quem dos meus amigos não sabia? Eu fui zoada por um bom tempo quando os contei.

– Depois que sai do ensaio da igreja, passei o dia com Lice. Estamos nesse exato momento indo jantar – Falei.

– Alice sortuda – Resmungou. Tão lindo. Ah Deus, por que ele não pode ser assim sempre? – Alias, mande um beijo para ela.

– Mandarei. Vejo-te amanha, beijos e se cuida.

– Espero ansioso por amanha, beijos minha bela – Desliguei com um sorriso que não cabia em meu rosto.

– Ah, que fofo. Bem que eu podia arrumar um assim. Ele tem irmão? – Perguntou.

– Tem sim, mas não iria querer ele já que está apaixonada pelo meu irmão – Não teve tempo de reclamar, chegamos e um cara pegou as chaves do carro para estacionar. Pegamos a mesa mais reservada, porque alguém sempre acabava me reconhecendo e se tornava um caos.

– Bella, está tão na cara assim? – Disse Lice quando estávamos acomodadas.

– Do que você está falando?

– Sobre mim e Jasper – Confessou. Segurei sua mão ao falar.

– Amiga, você sabe que sim. Não é mais segredo para ninguém.

– Estamos nos encontrando faz um tempinho, só que eu não estava segura para contar a ninguém, desculpe, mas nem mesmo a você.

– Eu vou superar – Rimos – Mas e ai?

– Bom, nós estamos meio que namorando. Eu estou amando esse clima de segredo, mas está ficando chato. Eu quero poder andar com ele de mãos dadas por ai, que todas vejam que ele é apenas meu e eu sou apenas dele – Seus olhos só faltavam derreter em doce quando ela falava dele.

– Então faça, eu sei que meu irmão quer isso também. Eu tenho notado ele meio inquieto esses dias. Acho que ele também está incomodado com algo – Ela deu uma gargalhada alta.

– Ele disse que queria assumir namoro comigo desde o dia em que um menino deu em cima de mim na frente dele. Você tinha que ver a cara que ele fez, quase pulou no pescoço do menino – Gargalhei.

– Está vendo, acho que está mais que na hora – Falei. Mas isso me deu um pouco de inveja deles, todos queriam compromisso, e eu nem sabia o que eu tinha. Não sei se estou preparada para uma relação agora, mas tenho vontade de estar em uma.

– E você e Edward? Como está indo o namoro?

– Não sei se posso chamar o que temos de namoro, não sei nem se ainda existe alguma coisa – Falei triste.

– Como assim? Ele parecia tão apaixonado ao telefone. E você nem se fala – Disse confusa.

– Todo mundo diz que ele está apaixonado por mim...

– E está, e você também – Me interrompeu.

– Tanto faz – Pigarreei – Mas eu não vejo isso Lice, ele nem demonstra nada.

– Para o resto do mundo nem precisa, ele demonstra tudo isso apenas ao olhar para você Bella, devia prestar mais atenção.

– Não é o que parece – Falei cabisbaixa.

– Como assim? – Contei tudo o que estava acontecendo e deixou de acontecer nos últimos tempos e ela ficou chocada e ao mesmo tempo não sabia o que dizer. A conversa foi longa, ela me deu vários conselhos e me segurei para não chorar. Enfim chamamos o garçom e pagamos a conta. Convidei Lice para dormir em minha casa e ela não pensou duas vezes antes de aceitar. Estávamos tão cansadas que nem tomamos banho, apenas trocamos de roupa e deitamos em minha cama. Sempre que Alice vinha dormir aqui, ela ficava no meu quarto, por mais escolhas que tivesse. Ela estava encostada na cabeceira da cama quando deitei na mesma.

– Obrigada pelo dia, obrigada por ser minha amiga e Irma – Ela abriu os braços e corri ao seu encontro. Quando não tinha minha mãe perto, ela se tornava uma. E assim, dormimos aconchegada uma na outra como nos velhos tempos de criança.

[...]

– São 13h00min da tarde, acho que vou para o hospital agora – Falei colocando as ultimas peças de roupa e causando os tênis.

– É, já te roubei por tempo demais. Não me troque por essa tal de Tanya, eu sou melhor que ela – Ri do seu biquinho. Mas é ciumenta meu Deus, eu mereço.

– Você é única, ninguém ocupa seu cargo sua ciumenta – Apertei seu nariz e pude ver seu sorriso de orgulho – Agora vamos que ainda tenho que te deixar em casa – Peguei minha bolsa, porque estava levando umas lembrancinhas para o pessoa. Deixei Lice em casa e corri para o hospital.

[...]

Tanya estava agarrada a seu pai e o mesmo estava com os olhos inchados e vermelhos, James se encontrava mais afastado, mas sua aparência não era muito diferente. Todo mundo me olhou com cara de enterro quando entrei em campo de vista, me arrepiei toda. Não seja uma noticia rui, não seja uma noticia ruim. Repetia várias vezes para mim mesma.

– Boa tarde gente, aconteceu alguma coisa? – Perguntei relutante com medo da resposta.

– A mamãe teve piora da noite para dia, estão fazendo uma cirurgia nesse exato momento. Se ela não tiver melhora daqui para quarta-feira com essa cirurgia, não há mais o que fazer – Disse James.

– Você está querendo dizer que...

– Se ela não melhorar irão desligar os aparelhos – Falou, mas nem parecia acreditar nas próprias palavras.

– Deus! – Exclamei sem acreditar. Minhas pernas fraquejaram e só não cai porque me apoiei na parede. De certo modo eu me apeguei a Esme de uma forma afetuosa, mesmo não a conhecendo eu aprendi a gostar muito dela. Sentei perto do James e fiquei sem saber o que fazer, odeio esses momentos e não sei como agir. O Edward!!! – Hei, onde está o Edward?

– Ele saiu como louco quando recebeu a noticia. Já tentamos ligar para ele, mas nada, está desligado – Isso me deixou bastante preocupada. Já até imagino onde possa estar.

– Tanya – A chamei e só então ela olhou para mim – Pode vir aqui, por favor? Tenho algo a lhe dar – Ela veio sem reclamar ou perguntar algo, sentou ao meu lado e antes de tudo lhe dei um abraço. Então, peguei minha bolsa e de lá tirei uma pulseira com um pingente que para mim dava sorte. Era uma corrente de ouro branco com uma pedra meio rosa claro, meio cor de pele, com uns rabiscos em cor preta. Ela olhou atentamente para a mim e sorriu quando pedi que estendesse seu pulso. Com cuidado, coloquei a corrente no seu devido lugar e dei um beijo de sorte.

– Nossa, Bella. Eu não sei nem o que dizer – Olhava maravilhada para a pulseira.

– Não agradeça, eu quis lhe dar. Eu considero essa pedra como uma pedra da sorte, desde pequena sempre gostei muito dela.

– Você não existe, simplesmente é um anjo que Deus mandou – Pulou em meu pescoço e me enforcando com seu abraço de urso. Ri de sua empolgação e seu pai junto com James fez o mesmo – Também tenho uma para vocês rapazes – Levantei com as duas caixinhas em mão e coloquei primeiro em Carlisle – Pode usar como quiser se caso lhe incomodar – Falei e ele riu para mim.

– Está perfeito como está. Obrigada minha filha – Me abraçou e confesso que fiquei sem graça. Logo em seguida fui rumo a James, que sorriu ao ver a sua.

– E esta é a sua, irmão – Coloquei a pulseira e assim que terminei, ele me deu um grande abraço e beijou minha bochecha.

– Não posso nem sair por um minuto e vocês já ficam se agarrando? Não respeitam nem minha família? – Ouvi a voz do Edward atrás de nós e ao virar vi que não conseguia ficar em pé de tão bêbado que estava. Afastei-me do James e fui a sua direção, mas ele se afastou com cara de nojo.

– Edward, pare com isso, o que está fazendo? – Falei tentando manter a calma, apesar do sangue já está subindo a cabeça.

– Não me toque, você me dá nojo – Praticamente cuspiu em minha cara.

– Você que está me dando nojo – James ficou entre mim e Edward – Você devia crescer.

– Meninos – Chamou Carlisle, mas de nada adiantou.

– Vai defender sua namoradinha? – Provocou.

– Ela não é minha namorada, Edward. Ela é uma irmã para mim e já conversamos sobre isso. Pare com suas paranóias.

– Estavam tão íntimos que pareciam que já haviam ido para cama – Não sei o que aconteceu, fui empurrada e quando percebi o James estava agarrado ao Edward no chão. Tanya gritava aos prantos para que os dois parassem, mas parecia que estava falando com animais selvagens. Carlisle tentou separar e quase levou um soco. Levantei do chão já possessa e puxei todo o ar do meu pulmão para gritar.

– Parem – Gritei – Não vêem que estão agindo como idiotas? – Todos que estavam perto já olhavam para nós. Tanya chorava nos braços do pai e ele a tentava acalmar – Eu disse para pararem – Gritei chutando a barriga do Edward. No mesmo momento ele parou e me encarou com cara de chocado. James levantou e limpou o sangue que saia do nariz na própria blusa e me encarou também. Edward tentou se levantar em seguida, mas mais caia do que tudo.

– Bella... – Tentou chegar até mim, mas me afastei.

– Não – Gritei – Não me toca, não chama o meu nome. Agora eu que estou com nojo de você, olhe a sua volta Edward, veja a vergonha que você está fazendo sua família passar – Apontei para as pessoas que se tocaram e tentaram pelo menos disfarçar.

– Eu... Bella, eu... – Tentava falar algo.

– Cala a boca e guarde o pouco de respeito que ainda tem por sua mãe. Eu vou embora agora e acho bom você não vir atrás de mim ou vou te dizer coisas que não irei me arrepender depois, mas você sim – Me virei para James e pedi desculpa por tudo aquilo e depois pedi desculpa a Tanya e seu pai. Prometi que falaria com eles em outro momento, mas agora não dava para ficar. Eles disseram que entendiam e esperariam por mim. Sai em disparada para o carro, peguei as chaves e tentei acertar o buraco da fechadura por tremer tanto.

– Edward não – Escutei a voz de James e me virei para ver o que era agora. Vi a carcaça do Edward vir em minha direção e me preparei para o pior e James vinha em seu alcance.

– Bella, você não pode me deixar – Gritava vindo até mim.

– Senhor, me ajude – Sussurrei.

– Olha, escuta o que eu tenho para dizer – Tentou segurar minha mão, mas a raiva era tanta que o empurrei e quase caiu.

– Eu disse para você não vir atrás de mim – Cuspi – Você quer mesmo ouvir o que eu tenho a dizer? Então ta, vamos lá. Primeiramente vê se cresce Edward, o mundo não gira ao seu redor e ao seu favor. Você está agindo como uma criança e eu não agüento mais isso. Você deveria estar são e sóbrio para ajudar sua família, mas não, você acha mais fácil agir como o cara mimado e vai encher a cara. Você não tem noção da vontade que eu estou de te dar uns bons socos e te xingar até da mais palavra secreta. Você está acabando com a saúde da sua irmã que só se preocupa com você e seu irmão, seu irmão que só está tentando ajudar. Você é o mais velho dos filhos, era para você estar agindo maduramente e não ele. Você fica se preocupando com coisas que não fazem nem sentido, desde que você pisou na minha vida eu te dei algum motivo para desconfiar de mim? O James tem um passado condenado, mas e daí? Você deveria confiar mais nele. Pelo amor de Deus, você me pediu perdão e disse que não ia mais fazer isso. Eu acreditei em você Edward, e veja onde estamos. Você tinha razão quando disse que podia fazer mal a mim, pois é, eu estou morrendo desde que conheci você. Você está confundindo minha cabeça, não toma uma atitude digna na sua vida, fica envergonhando sua família que está passando por um momento tão difícil, tenha uma atitude de homem uma vez na vida. Eu estou cansada, não agüento mais. Eu não durmo, não como, eu nem sei mais o que é sorrir e ver meus amigos por causa de você. Dediquei todo o meu tempo para cuidar de você e olhe para si mesmo agora, olhe o estado que você está. Eu não quero uma pessoa assim em minha vida, Edward. Eu não quero ter uma vida miserável como a sua. Sinto muito, talvez não sejamos feito para o outro enfim. Eu não vou deixar de falar com seu irmão por sua causa, seu doente acho melhor você se tratar – Por incrível que pareça eu não chorei, talvez porque no meu interior eu já sabia que esse dia chegaria, mas não achei que de uma forma tão trágica.

– Não, não Bella nunca mais diga isso – Se ajoelhou e segurou minhas pernas, tentei o afastar, mas ele estava firme e forte, era como se sua embriaguês tivesse evaporado – Eu te imploro, não me abandone. Você é tudo para mim.

– Me larga, Edward. Eu nunca fui tudo para você, se eu fosse, você teria mais cuidado.

– Eu imploro se separou e ficou de frente a mim ainda ajoelhado e com as mãos juntas em suplica – Eu não posso te perder.

– Levanta daí – Tentei levantá-lo.

– Não, eu só levanto daqui quando você disser que vai ficar.

– Sai, eu não quero mais Edward, pra mim chega – Me afastei um pouco....

– Não Bella, eu te amo – Parei no mesmo momento. Suas palavras foram como milhões de facadas no meu peito. Deus, como isso está doendo, acho que vou morrer.

– Sinto muito, Edward. É tarde demais – Entrei no carro e não parei por nada, nem pelo seu reflexo correndo atrás do meu carro.



Notas finais do capítulo

Vim na casa da minha vozinha e concertei essa bagaça kkkkkkkkkkk. Agora podem ler direitinho. ENJOY!!!



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