O Impossível Se Torna Possível escrita por Day Marques


Capítulo 11
Capitulo 11


Notas iniciais do capítulo

Oi gente, mas uma vez peço desculpas pela demora. Estava sem not e quando o recupero, o Nyah entra em manutenção. Mas aqui estou com um capítulo fresquinho, e maior claro kkk, do jeito que vocês gostam. Ah gente, eu vou logo avisando que essa fic não vai rolar gente má que vai tentar separar os dois, eu não tenho tempo e saco para isso, então sorry por isso. Desde o começo eu acho que já expliquei qual o meu objetivo nessa história, é simplesmente a superação sobre tudo na vida. Bom, mas deixemos de falar e vamos partir pro abraço. Beijos e até daqui a pouco... ENJOY




Eu fiquei o olhando sem saber o que fazer, eu não sabia se eu dizia algo ou apenas o abraçava. Optei pela segunda opção. Sentei ao seu lado e o abracei forte, esse gesto só fez com que ele chorasse mais.

– Calma, Edward você precisa se acalmar. Olha, você precisa ir para o hospital ficar com sua mãe – Ergui sua cabeça para olhar seu rosto. Deus, nunca vi tanta dor em um olhar.

– Eu não consigo – Resmungou tentando se desviar.

– Eu imagino que não deve ser fácil, mas você tem que ir. Vamos, eu te ajudo – Por mais que eu não achasse certo, eu o ajudei a trocar de roupa, coloquei seus sapatos e ele estava pronto, ele me disse que eu podia pegar umas roupas da sua irmã que estavam no segundo quarto, me arrumei e pronto. Descemos para a garagem, onde estava seu carro, e o deixei ir. Ele me encarou confuso.

– Ah, tudo bem, eu posso pegar um táxi – Seu olhar transmitiu desespero e agonia.

– Por favor, eu não posso fazer isso sozinho. Eu quero que você venha comigo.

– O que? Não, eu não posso Edward. É sua família, eu nem os conheço.

– Hoje eu preciso de você, não se preocupe, eles vão gostar de você.

– Ai, ok. Vamos antes que eu me arrependa – Entramos no carro e ele saiu em disparada. Chegamos ao hospital Lenox Hill mais rápido que o normal, não me pergunte como. Estou tentando recuperar meu fôlego até agora.

– Eu vou ficar aqui esperando, pode ir lá – Sentei no sofá da recepção.

– Bella, por favor deixa disso e vem logo comigo – Levantei soltando a respiração toda pelo nariz. Ok, eu estou super nervosa que vou conhecer a família do Edward da maneira mais trágica que se pode acontecer um dia. Ele se aproximou do balcão da moça lá e ela o olhou cobiçadamente, isso me tirou do serio.

– Posso ajudar? – Sorrio descaradamente.

– Minha mãe sofreu um acidente de carro e foi traga para cá. Seu nome é Esme Cullen – Ela procurou lá no computador e o olhou sorrindo.

– Ela está no 4° andar, sala 408... – Ele nem deixou a menina terminar de falar, saiu correndo e me puxando com ele. Tentei acompanhar o seu ritmo e pedindo a Deus para não cair na frente daquelas pessoas. Entramos no elevador e suspirei. Ele ficou tenso de repente e apertou minha mão.

– Hei, vai ficar tudo bem. Sua mãe vai ficar bem – Passei a mão em seu braço e ele me encarou. Meio sem jeito, eu me afastei e esperei a porta abrir. Saímos e fomos direto para o quarto onde sua mãe estava, enfermeiras tentaram chamar sua atenção – o que eu não as culpo – mas ele nem deu bola.

– Oi, Edward. Que bom que chegou – Uma mulher muito bonita veio abraçá-lo e tive que me afastar, quer dizer, eu tentei já que ele não largava minha mão – Quem é essa?

– Essa é Isabella – Falou sem muito humor.

– Olá, é um prazer conhecê-la – Falei sem graça por deduzir que as roupas eram dela.

– Oi Bella, eu sou a Tanya, irmã do Edward. Ele nunca apareceu com uma garota em casa, e muito menos andou com uma. Pena que estejamos nos conhecendo numa hora não muito boa – Disse sem respirar.

– Eu sinto muito, desejo melhoras para sua mãe. Eu vou orar por ela.

– Uma garota religiosa em Edward – Ela sorriu para ele, mas o sorriso morreu quando ela viu sua expressão. Acompanhei seu olhar e ele encarava um homem que me parecia ser seu pai – Não, Edward não – Tarde demais, ele seguia loucamente em direção ao seu pai e ninguém conseguiu pará-lo. Ele já chegou empurrando o homem e ele nem reagiu, ele o pegou pelo o colarinho da camisa e prensou na parede.

– Seu idiota, o que você fez.

– Edward... – Falou com dificuldade – Eu sinto muito, mas não é minha culpa.

– Mentira – Gritou o prensando mais – Você é o culpado por tudo.

– Edward, larga ele agora – Grito sua irmã. Ele chacoalhava o seu pai e estava fora de si. Corri para o seu lado e ao segurar seu braço, recebi uma cotovelada em cheio no meu rosto.

– Edward – Gritou Tanya chocada vindo me ajudar, cai no chão com tanta força que bati a cabeça. Minha audição ficou apitando e fiquei um pouco desnorteada.

– Bella, Bella? – Escutei alguém me chamar ao longe. Tentei focar minha visão e o que vi foi o rosto preocupado do Edward – Você está bem? Está me ouvindo? – Concentrei-me em lhe responder.

– Hãn, sim, eu estou legal. Só fui pega de surpresa – Tentei sorrir.

– Me desculpe, eu fui uma idiota. Eu não sei o que deu em mim. Eu pensei que você fosse algum enfermeiro... – Ele não parava de falar e minha cabeça doía.

– Pelo amor de Deus, eu já disse que foi sem querer – Toquei seu rosto – Está tudo bem – Falei mais calma.

– Edward, eu quero mesmo falar com você – Disse seu pai.

– Vai, por favor, escuta o seu pai e não faça besteira. Eu posso esperar por você aqui. Eu não vou a lugar algum, eu prometo – Ele me olhou hesitante, mas aceitou a mão do pai.

– Me desculpe por isso – Disse Tanya meio sem graça – E obrigada.

– Não fiz nada, não me agradeça – Sorri. É, ela é uma boa cunhada. Nossa, olha para mim, o que eu estou dizendo. Bati em minha testa mentalmente.

– Você quer tomar um café ou comer algo? Estou faminta e minha mãe estará bem sozinha por alguns minutos.

– Sim, claro – Seguimos para a cantina e sentamos numa mesa perto de onde estávamos, queríamos ficar de olho nos dois que deixamos sozinhos.

– Então, ótimo primeiro encontro com a família, em – Sorrio para mim, mas seu sorriso não chegava aos olhos. A tristeza por sua mãe era mais que obvia – Há quanto tempo vocês estão juntos?

– Nós, ah não, não estamos juntos. Somos só amigos ou coisa assim, quer dizer, nos conhecemos no trabalho.

– Vocês podem tentar negar, mas eu vejo. Acredite em mim, o Edward deve gostar muito de você a ponto de trazê-la com ele. Ainda mais em uma situação tão família. Nunca vimos qualquer garota que ele tenha se encontrado antes. Sem falar que os olhos dele brilham quando ele te olha ou você fala com ele.

– Isso deve ser coisa da sua mente – Tentei fugir do assunto.

– Pense o que quiser, mas eu conheço meu irmão como a palma da minha mão – Ela me olhou e suspirou – Não se assuste com o Edward, ele não é assim, não com a família. Principalmente com o nosso pai, o Carlisle. Ele o venera, ele está de cabeça quente. Ele culpa o papai, porque a mãe sofreu o acidente depois que eles discutiram. Não foi por coisa grave, eles brigaram, meu pai tentou a fazer ficar porque ela queria ir para a casa do Edward, mas ela não quis. Minha mãe perde a cabeça muito fácil, e esse foi o caminho para o acidente – Falou cabisbaixa – Mas sabe Bella, eu sei que ela vai sair dessa. Ela é uma mulher guerreira, a mais guerreira na verdade, ela não vai se entregar tão fácil.

– Tanya, apesar de não conhecer sua mãe, eu já a admiro por ter tido filhos tão maravilhosos. Deus não vai deixar que nada aconteça, acredite.

– Você é religiosa?

– Sou.

– Então, ore junto comigo pela minha mãe. Eu sempre peço ao Edward para fazermos isso, mas ele não acredita. Espero que mude algum dia – Ficamos de mãos dadas até que o Edward apareceu e sorriu com o que viu.

– Oi, espero que a Tanya não tenha enchido seu saco – Deu um beijo na irmã. Olhou para meu rosto e alisou onde eu fui nocauteada – Me desculpe por isso, está bem vermelho. Eu acho bom colocar gelo.

– Edward, não começa, eu já disse que estou bem – Revirei os olhos.

– Bom, eu vou deixar vocês dois sozinhos. Vejo-te depois Bella – Disse Tanya e saiu com seu andar gracioso. O Edward se levantou e me deu as costas.

– Hei, para onde você vai? – O chamei.

– Vou pegar gelo, já disse que você está precisando. E não adianta dizer que não – Saiu sem ao menos me deixar eu dizer um “Ai”. Encostei-me à cadeira bufando. Poucos minutos ele volta com uma bolsa de gelo, puxou uma cadeira e sentou de frente a mim.

– Venha, deixe-me cuidar de você – Meio sem jeito eu me curvei em sua direção e deixe que colocasse o gelo em meu rosto. Ao tocar, eu percebi o quanto estava dolorido, mas não a ponto de ficar roxo, assim espero. Fiquei sem graça, porque ele ao mesmo tempo em que pressionava o gelo, ficava alisando minha face. Olhava-me com adoração, como se estivesse vendo o próprio Deus em sua frente.

– Você é tão linda, como não gostar de você – Encarou meus olhos como se quisesse ver além da minha alma.

– O que aconteceu com você e seu pai? – Mudei de assunto.

– Já conversamos e nos resolvemos. Como eu sei que a Tanya gostou de você, ela já deve ter te contado – Assenti – Bella, obrigado por tudo, se você não estivesse aqui e eu não tivesse escutado sua voz naquela hora, eu teria feito algo muito ruim que me arrependeria depois. Apesar disso – Se referiu a meu machucado – Obrigado mesmo.

– Não tem de quê – Disse sem graça.

– Mas eu acho que você devia se afastar de mim, Bella. Desde que me conheceu, eu só te machuco.

– Não sei se posso, não mais – Baixei a cabeça envergonhada. Eu nunca estive numa situação dessas.

– Como assim? – Falou surpreso.

– Bem, quando eu fui ao park, fui para pensar sobre você.

– Sobre mim? – Ouvi uma risadinha abafada.

– Já fazia três ou dois dias que não nos víamos, e você não tinha ligado. Eu comecei a pensar que você não queria mais saber de mim, e isso de uma forma me afetou. Comecei a ficar rabugenta com as pessoas e a Lice já caiu em cima de mim e perguntou sobre você.

– Eu não liguei, porque eu pensei que você não o quisesse – Disse agora segurando minha mão. Ficamos um pouco em silencio, mas ele falou depois de uns minutos – Então, qual a conclusão que você chegou.

– O que? – Não entendi.

– Sobre mim, qual a conclusão que chegou sobre mim?

– Eu sinceramente não sei o que sinto Edward, mas eu sei que dói pensar em você longe de mim – Fiquei vermelha.

– Não há vergonha em dizer o que pensa, Bella. Eu também gosto de você de uma forma que nunca gostei de uma mulher antes, se é que um dia eu já gostei. Também não consigo parar de pensar em você e dói quando vejo você partir sem uma garantia que vou lhe ver na próxima manha. Olhe para mim – Levantou minha cabeça com ternura – O que você quer de mim?

– Eu não sei, eu não sei de nada – Fui sincera.

– Eu não sei como começar isso Bella, mas se você quiser, podemos tentar.

– Tentar?

– Sim, sei que podemos dar uma chance ao outro. Vamos ao menos tentar.

– Eu não sei se isso é uma boa idéia – Olhei para seus olhos e vi apelo neles, Deus o que eu faço com esse homem. Meus olhos desceram para sua boca e a encarei. Seus lábios me pareciam tão convidativos. Percebendo o que eu fazia, ele se aproximou e encostou seus lábios nos meus. Foi terno e calmo, mas dentro de mim acendeu uma chama da saudade que eu sentia do seu beijo. Só o provei uma vez, mas foi o suficiente para viciar. O puxei mais e aprofundei o beijo. Separamos-nos e ele me deu um selinho demorado.

– Viu, precisamos um do outro – Sorriu. Encostou sua testa na minha e ficamos assim por um tempo.

– Ok, eu acho que podemos tentar – Sussurrei e vi seu sorriso maior que tudo e mais lindo que todos. Não consegui deixar de sorrir também. Ele me abraçou forte e me deu dois selinhos, se afastou e ficou me encarando.

– Vamos fazer valer à pena, vamos fazer dar certo – Deus, que isso não acabe mal.



Notas finais do capítulo

Gente, eu nem percebi que já tinha chegado tão longe em relação a capítulos kkkkk. Eu achei esse cap bem legal e vocês? Não deixem de comentar, não vai cair seus dedos ou seja lá o que te impede de comentar. Beijos galerinha e até breve



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