O Impossível Se Torna Possível escrita por Day Marques


Capítulo 10
Capítulo 10


Notas iniciais do capítulo

Olá galera, depois da semana super difícil das provas, aqui estou eu de novo e com um capítulo maior que os outros. Me desculpem a demora, mas as ultimas semanas não estavam nada facil. Beijos e ENJOY




Estava pensando comigo mesma o que posso fazer, e se realmente eu estiver gostando dele? Eu tenho que fazer algo hoje, não gosto de ter duvidas, então tenho que tirar minhas próprias conclusões e tem que ser hoje. Resolvi sair um pouco e andar por ai. Gosto de ir ao park, ver as pessoas felizes, com suas crianças ou seus amores me ajuda a pensar. Coloquei apenas um sapato confortável e sai rumo ao park. Chegando lá, o lugar estava bem movimentado. Fiquei em pé encostada em uma árvore em cima de um montezinho onde estava com menos gente e fiquei observando. No tempo que eu pisquei passou uns três casais agarradinhos e sorrindo um para o outro. Droga!

- O amor existe mesmo? Meu Deus, o que o senhor está fazendo comigo – O que eu posso fazer, uma pessoa não pensa em outra tanto assim quando não está gostando. E muito menos para pra pensar se gosta ou não. Estou totalmente em problemas. E se ele realmente não gostar de mim, só estiver brincando? Ah, são tantos e se...

- O que tanto preocupa esse rostinho lindo? – Dei um passo em falso com o susto e resultou na minha pessoa rolando montezinho a baixo parando apenas depois que derrubei uma criança.

- Meu filho sua maluca, olha por onde anda – A mãe da criança, deduzi pela sua cara de preocupação e raiva – Você está bem?

- É, eu estou bem sim. Obrigada. Desculpe por isso – Levantando a cabeça eu vi que a mulher já tinha se afastado.

- Acho que ela não estava falando com você – Edward me ajudou a levantar, mas ainda rindo.

- O que diabos você está fazendo aqui?

- Sempre caminho por aqui essa hora – Olhei para ele, reparando bem dessa vez, e ele estava com roupa de corrida – Se machucou?

- Não, eu estou bem.

- Nossa, não é o que diz esse corte imenso no seu joelho.

- Ai caramba – Minha cabeça rodou – Odeio isso.

- Vamos, eu te ajudo – Ele me deixou passar na frente, mas quando eu estava subindo, minha visão ficou escura devido eu senti o cheiro do sangue que estava escorrendo na minha testa.

- Wow, acho melhor te carregar.

- Eu... Só não... Re...

[...]

Fui aos poucos abrindo os olhos e minha vista doeu. Droga de fobia de sangue. Espera ai, esse não é meu quarto, essa não é a minha casa.

- Olha só quem acordou, a senhora sangue.

- Você é muito engraçado. Como eu vim parar aqui na sua casa? – Falei levantando.

- Bom, eu não podia te levar para sua casa, não achei apropriado. Então, eu te trouxe para minha casa, assim poderia cuidar melhor de você - Riu - E, não se assuste, mas eu tive que tirar sua calça para fazer o curativo – Olhei para baixo e quase gritei com todas as forças – É... – Coçou a cabeça – E eu coloquei uma camisa minha em você, já que a sua não estava muito legal.

- Minha nossa, você me viu pelada? – Arregalei os olhos.

- Tecnicamente de lingerie.

- Isso é abuso sexual, eu devia te denunciar – Falei, mas algo em sua cara me fez rir.

- O quê?

- Nada, é só que é engraçado ver você todo sem graça – Ele riu sem jeito – Onde é o seu banheiro?

- Você pode usar o do meu quarto. É a porta bem atrás de você – Ainda bem que sua camisa ficou uma camisola em mim, não tive que ficar puxando para baixo tentando esconder minhas partes. Entrei e fechei a porta soltando um suspiro de alivio. Deus, ficar perto desse homem deixa qualquer uma sem raciocínio. Ainda mais em sua cama.

- Aliás, você tem uma cicatriz parecida com uma borboleta muito linda no bumbum.

- Argh – Chutei a porta. Pude ouvir sua risada longe. Limpei meu rosto jogando um pouco de água, arrumei a roupa. Sai do banheiro e fui rumo à sala.

- Ah – Voltei correndo para o banheiro e verifiquei se estava com mau hálito. Sei nem porque estou fazendo isso, mas moça sábia é moça precavida. Arrumei a roupa mais uma vez e fui ao seu encontro.

- Estou tentando fazer algo para comermos – Disse ao me avistar – Mas, eu não acho que seja uma boa idéia – Confessou.

- Bom, a gente prova, se não ficar bom eu já tenho o que pedir em mente. O que você está preparando?

- Macarrão com queijo, espero que você goste. É a única coisa que eu sei fazer e olhe lá – Ele preparou tudo numa travessa de vidro e colocou na mesa. Eu o ajudei a colocar a mesa e sentamos.

- Bom, bom apetite – Ele serviu a mim, e o macarrão estava parecendo que alguém tinha vomitado dentro da panela e ele nem viu, depois ele se serviu e me encarou.

- O que? Você quer que eu prove primeiro? – Ele assentiu – Nem pensar, você é o dono da casa.

- Tudo bem, não deve estar tão ruim assim – Ele pegou o garfo e enrolou o macarrão. Sabe aquele clima tenso em que o cara vai desarmar uma bomba? Pois é, era esse clima que pendia na cozinha. Ele aproximou o garfo da boca e...

- Eu acho melhor a gente pedir pizza.

- É, eu também acho -  Falamos quase ao mesmo tempo, tamanho foi o desespero. Peguei o celular e pedi duas pizzas de calabresa, ele pegou o telefone da minha mão e passou o endereço correto, já que eu estava à meia hora tentando falar para a atendente. Seguimos para a sala e sentamos no sofá. Ficamos conversando sobre banalidades, até que a campanhinha tocou, mas ao mesmo tempo o telefone residencial tocou também.

- Tudo bem, pode deixar que eu vou atender a porta.

- Obrigado, o dinheiro está em cima da mesa – Peguei o dinheiro e fui atender a porta.

- Boa noite, foi aqui que fez o pedido de duas pizzas?  - Disse o entregador gaguejando. Caramba, agora que eu me lembrei que estou indecente. Vou matar o Edward.

- Sim, aqui está o dinheiro, pode ficar com o troco – Fechei a porta e segui pra sala e vi o Edward sentado no sofá. Coloquei as pizzas na mini-mesa.

- Seu folgado, nem vai me aju... – Deixei a frase inacabada ao ver a expressão do Edward – Hei, o que foi que houve? – Me agachei a sua frente. Ele nada disse, seu olhar estava completamente longe e vazio – Edward, você está me assustando. Edward!!! – Gritei. Ele piscou lentamente e me encarou.

- A minha mãe, ela sofreu um acidente de carro e está no hospital... Em coma – Disse e caiu aos prantos.



Notas finais do capítulo

Ai meu Deus, que noticia ruim em? Espero que vocês tenham gostado, beijos e vejo vocês em breve...



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