About Sirius Black escrita por Ster


Capítulo 7
Antes - 2º


Notas iniciais do capítulo

Oláááá leitoras!
Esse capítulo é mais descontraído, uma vez que o próximo é o casamento de ninguém menos que Bellatrix Black! E vamos descobrir bastante coisas nele também, mal posso esperar!
Então, leiam, se divirtam e principalmente: COMENTEM. Eu gosto muito de ler o que vocês escrevem para mim, então leitores fantasmas, sejam bem vindos, não se acanhem: COMENTEM!



WE CAN DO IT!

NOVEMBRO




Putaquepariuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu! Eu ODEIO feitiços. Simplesmente odeio! Eu sei que simplesmente não ser um bruxo sem fazer feitiços, mas eu não nasci pra isso! É muita palhaçada ter que girar a varinha direitinho e sabe pronunciar corretamente o feitiço, e quem tivesse um sotaque doente como o de Alice?

– Senhor, será que não tem uma outra pena, não? – perguntei, colocando a mão na cabeça, impedindo a mim mesmo de partir minha varinha em dois.

– Qual o problema com a sua? – quis saber o pequeno Profº Flitwick.

– Não sei, talvez ela me odeie ou esteja tão tímida que se recusa a se mexer. – respondi, frustrado. A sala riu, mas eu não achei graça nenhuma. O professor simplesmente virou-se e fingiu que eu não existia. Lupin já tinha feito sua pena subir, descer, dançar, fazer todo o tipo de coisa, mas eu e James estávamos na mesma.

– Sirius, sim? – perguntou. Virei-me, nem tinha notado aquela garota sentada ao meu lado. Ela tinha olhos enormes, muito grandes mesmo, castanhos, igualmente seu cabelo. Era da Sonserina. – Sirius, você está dando ênfase na sílaba errada. Não é Leosa, é Leviosa!

Tentei fazer o que ela me disse e quase gargalhei quando minha pena começou a flutuar. Ensinei a James e em minutos estávamos fazendo nossas penas brigarem no ar. Virei-me para a garota Sonserina novamente.

– Qual seu nome?

– Emma Vanity.

– Hm... Valeu pela ajuda. – ela sorriu, um pouco nervosa. Virei-me para James novamente e recomeçamos nossa pena. Nos divertimos bastante até termos tipo a ideia idiota que enfeitiçar o livro e sem querer caiu na cabeça do professor. Ainda bem que a aula estava acabando, então simplesmente saímos correndo. Alguém tocou meu ombro, virei-me ainda sorridente, a garota, a tal de Emma, estava segurando meu livro de Feitiços.

– Você deixou na sala. – olhei o livro e a olhei novamente.

– ANDA LOGO, RETARDADO! – gritou James no pé da escada. Ignorei seus chamados e peguei meu livro, sorrindo para Emma.

– Valeu. Quer vir com a gente? Vamos jogar meu amigo Pedro no lago, ver se ele consegue ver a Lula Gigante. – ela pareceu chocada. Nossa, nem me apresentei! Dei um tapinha na minha testa, balançando a cabeça negativamente. – Eu sou o...

– Eu sei quem é você. É um dos Marotos. Sirius Black. – Esse apelido estava me irritando, quem foi o retardado que inventou de nos chamar assim?







– Vai, Pedro! – mandou James. Já era seis horas da tarde, ninguém estava fora do com exceção de nós quatro e Rita, que iria tirar a foto da Lula Gigante engolindo Pedro ou simplesmente o pegando pela cintura e o jogando no jardim novamente.

– Pode ser perigoso...

– Será que você ainda não notou que todas as ideias de Sirius e James são perigosas? – disse Remo, tremendo apenas de calção. Seu peito tinha um grande traço de um arranhão, deve ter doído bastante. – Estou pensando seriamente na possibilidade de vocês serem sadomasoquistas.

– Uh, que desnecessário. – eu disse, tremendo por causa do vento gélido. – Olha, estou ficando entediado novamente, entra logo nesse lago, Pedro. Vamos estar aqui pra te salvar se ele te engolir.

Pedro olhou-me a beira das lágrimas.

– Olha, é pra hoje, ok? – disse Rita. – Parem de ser bichinhas, entrem todos!

Nos olhamos. Fui o primeiro, minha respiração virou gelo assim que entrei em contato com a água gelada. Estava congelando, meu Merlin... James veio em seguida, dando berros e espasmos, que fez todo mundo rir. Ele provavelmente não estava vendo porra nenhuma por estar sem seus óculos, mas ele estava muito engraçado. Remo entrou também, tremendo e em seguida Pedro. Em minutos, todos nós estávamos no lago.

– É só nadar pra aquecer. – disse James. Mergulhamos, nadamos, ainda estava gélido, mas melhor do que congelado. Em segundos estávamos nos divertindo, afogando uns aos outros. James deu uma gargalhada.

– Cuidado com a Lula Gigante! – gritou para Pedro. Ele começou a se retorcer todo, jogando água pra todo canto.

– O que vocês querem dizer quando dizem Lula Gigante?

– Bem... Uma Lula... Gigante. – todos gargalharam até tremerem. Lupin piscou para mim, olhando Pedro. Então ele sacudiu-se todo e desapareceu debaixo da água. Pedro quase enfartou ali mesmo, colocando a mão no peito e fazendo cara de choro. Fiz o meu possível para não começar a rir. James mordeu o lábio, fitando a água.

– Acho que ela comeu o Lupin. – disse James, choroso. Rita bufou e gritou algo posicionando a câmera para tirar uma foto.

– Ah... Eu acho que vou fazer xixi. – chorou Pedro. ARGH! James e eu começamos a nadar para fora do lago enquanto Pedro quase morria afogado tentando nadar também. Uma coisa tremulou abaixo de nós e de repente uma bola de água simplesmente foi jogada para cima. Uma luz forte invadiu o ar quando a bola foi arremessada contra a água novamente. Rita deu um berro e um pulinho, esperando a foto de sua Polaroid sair. Remo apareceu, ofegante, com um olhar de pânico.

– ELA EXISTE! – ele gritou, Pedro saiu na velocidade da luz da água e correu em direção do castelo apenas de cueca, todo encharcado. Eu nunca ri tanto em toda a minha vida. Remo também saiu correndo, apavorado.

– CLÁSSICO! – berrei, gargalhando.

– Calma cara, a gente já assustou ele. – riu James.

– Não seus idiotas! ELA AGARROU-ME E ME JOGOU PRA FORA! – berrou Remo, tremendo todo enquanto colocava suas roupas.

– Aqui! – disse Rita, sacudindo uma foto. Nos juntamos ao seu redor para ver a foto. Era infame. James e eu gargalhando, saindo lentamente da água e Pedro, um pouco atrás de nós, com cara de choro, nadando desesperado. E no ar, Remo parecendo uma estrela toda envolvida em água, com o pânico estampado em seu olhar. – Esse vai para o jornal da escola.







– Aquela é a...

– Ela mesmo. Dorcas Meadowes. – disse Pedro. Estávamos tomando café e assistindo Remo conversando educadamente, como sempre, com uma garota loura. Ela era meio estranha, mas até que era bonita.

– Como é que ele faz isso, eu fico intrigado. – quis saber. Emmeline sentou-se ao lado de James.

– Ele é educado, doce, simples, inteligente e bonito. Tudo que você não é, Sirius. – ela tomou seu suco de laranja. – E Dorcas é uma interesseira!

– Você está com ciúmes porque Remo não quer saber de você. – riu Pedro. Chutei sua perna com toda força que eu tive e lágrimas brotaram em seus olhos quando ele mordeu seu bolo de milho. Emms pareceu decepcionada.

– Ele... Ele disse isso?

– Sabe... Remo não liga muito pra garotas. – disse James, delicado.

– É, mas eu ligo. Sempre vou estar aqui para você. – sorri para Emmeline.

– Argh, prefiro morrer sozinha! – Marlene chegou e sentou-se ao meu lado. – E você já tem namorada, Black.

– Quem? Me avise, pois eu não estou sabendo. – falei, contrariado. Emmeline sorriu para mim e Marlene, mas a mesma olhou para mim, risonha.

– Você não sabe?

– Não sei o que? – quis saber. As duas riram.

– Mary MacDonald é apaixonada por você. – James arreganhou a boca, chocado. Uia, dessa eu não sabia. Coloquei a mão na gravata, tentando digerir os fatos. E eu aqui perdendo meu tempo com garotas que nem querem saber de mim, e esse tempo todo eu tinha Mary nas pontas dos dedos. Clássico!

– E por mim? Quem é apaixonada por mim, hein? – quis saber James.

– Sibila Trelawney. – respondeu Marlene. Gargalhei, coitadinho do meu amigo. Até as garotas riram dele, que emburrou-se todo. – Não fique triste, James.

– É, até que ela não é tão ruim assim. – todos nós nos viramos para ver Sibila na mesa da Sonserina. Retiro o que disse, ela é bizarra. Coloca a varinha atrás da orelha, bate na mesa duas vezes antes de comer qualquer coisa e quando ri abre a boca toda. James olhou-me, quase chorando.

– Você tá mal, hein. – disse Pedro.

– Desculpe? Acho que você está um pouco sem moral pra falar de mim. – zoou James.

– Não cara, ele tem a Pandora Moon.

– OI? – gritou James. – Isso só pode ser zoeira!

– Desculpa, cara... Talvez seja sua feiura. – opinei. James tocou o peito e tirou os óculos, sentido.

– Isso dói, Sirius. – ele riu e colocou seus óculos novamente. – Eu não preciso de ninguém apaixonado por mim, ok? Estou muito bem com a minha solidão.

– Peça uma para Remo, ele tem logo quatro garotas. – disse Marlene. Emmeline soltou seus talheres.

– QUATRO?

– Caraca, isso sim é charme. – eu gargalhei. – Quatro garotas? Eu só sei da Emmeline, Dorcas e Alice... Quem é a outra?

Nesse instante, Lílian Evans atravessou o salão com livros pesados na mão. Remo pediu licença para Dorcas e levantou-se, pegando os livros de Lily e levando até a mesa. Ela sorriu para ele de um jeito muito... Diferente. Virei-me lentamente para James, que parecia petrificado.

– Lílian Evans? – sussurrou Pedro. Ele olhou James. – Cara... Ele roubou sua garota.

– Evans não é minha garota. – disse James, recomeçando a comer seu cereal. Ele não parecia magoado, só um pouco assustado. – Quem imaginaria que esse tempo todo a Evans era interessada pelo Lupin.

– A partir do momento que ela disse para você chama-la de Evans e Remo chama-la de Lily. – respondeu Pedro, mas ele calou-se sob o olhar de James.

– Chega desse assunto, vamos falar sobre algo mais interessante. – James disse, sorrindo.








Eu estava andando aos redores da estufa de Herbologia quando um cheiro quase insuportável de mato sendo queimado invadiu tudo ao meu redor. Intrigado, eu fui me aproximando mais e mais de cachos negros sendo balançado no ar junto com alguém de cabelos azuis mudando de cor freneticamente. Assim que abri a porta, dei de cara com Bartô e Ted Tonks fumando um negócio muito mal cheiroso.

– Upa, olha só. – sorriu Tonks para mim. – Te vejo por aí, Bartô.

E foi embora, ainda fumando o negócio. Parecia um cigarro, mas era longo e gordo demais para ser um. Bartô continuou, ainda tragando e soltando a fumaça lentamente.

– Que isso?

– Hm? Isso? – ele olhou seu cigarro. – Isso é Merlin em forma de Narciso.

– Narciso?

– Essa florzinha poderosa aqui. – ele beijou uma flor branca ao seu lado. – Faz milagres. Toma, dá um traguinho.

– Não, obrigada. – Bartô começou a andar pela estufa, cantando alguma música. Ele se mexia todo e às vezes, através de sua camisa branca da Sonserina, era possível ver uma mancha preta em seu braço.

– ROUGH IN THE JUNGLE, INNIT IN THE JUNGLE. – berrava e se balançava todo, com o cigarro pendendo no canto da boca. – Sabe, eu acho que eu cresci alguns centímetros, posso sentir isso em minhas bolas.

– O que é isso em seu braço. Essa coisa preta. – Bartô olhou-me, e começou a girar pela estufa, procurando algo.

– Onde está meu braço... – perguntou. Meu Deus. Caminhei até ele e subi a manga de sua camisa, fitando de perto a tatuagem. Uma cobra que saia da boca de uma caveira, tinha um relevo absurda na pele e era muito negra, como se tivesse sido feita de tinta mesmo. – Aqui está.

– O que é isso, Bartô? Por que você e Bella tem a mesma tatuagem?

– Porque nós nos amamos. – ele disse, tragando o cigarro. – Eu sou apaixonado por ela, e já que ela vai casar, nos tatuamos para confirmar nosso amor.

– Jura?

– Não. – ele sorriu. – Eu sou apaixonado somente por mim. Olha só esse corpo, Sirius. Esses músculos. – ele ergueu seu braço da tatuagem e lambeu o braço magro. – Olhe mas não toque.

– Idiota. – dei as costas para ele, prestes a ir embora.

– Aquele Tom Riddle é um pedófilo. Um pervertido, um fodedor de magia negra. – o cigarro de Bartô finalmente terminou o cigarro e pegou um saquinho com provavelmente aquele Narciso esmagado. Ele pegou um papel em seu bolso, era meio transparente. Espalhou o Narciso nesse papel e fez um canudinho, lambendo a quantidade de papel que sobrou e terminando de enrolá-lo. – Essa tattoo, ele que fez a gente fazer. É para nos reconhecer. Nos chamar pra uma orgia quando ele estiver entediado.

– Quê? – ele não estava falando nada com nada. Não que o que ele já tenha dito um dia tenha sentido.

– Sirius, por favor, me escuta! – ele correu até mim, com o cigarro já enrolado e pendendo no canto de sua boca. – Tempos difíceis estão por vir e eu quero que você esteja pronto. Coisas muito ruins estão para acontecer. Aliás, já estão acontecendo, mas nós... – ele colocou seu dedo indicador na minha boca. – Estamos protegidos por Hogwarts e nosso sangue puro.

Tirei sua mão imunda da minha boca.

– Você fica com Katherinne Vance, ela é nascida trouxa.

– Ah Sirius, quem é que se lembra disso quando olha aqueles lindos seios, hm? – ele acendeu o cigarro e deu uma longa tragada.

– O que você quis dizer com “tempos difíceis estão por vir”? – Bartô olhou-me como se tivesse me visto pela primeira vez ali. Olhou meu uniforme da Grifinória.

– Lindo cardigan. – ele disse, olhando o brasão da Grifinória e o cigarro pendendo no canto da boca. Então saiu da estufa, tragando aquele cigarro e cantando aquela música maluca que estava cantando na estufa.

– Maluco.

**Bartô Crouch.



Notas finais do capítulo

Adoro o Bartô, definitivamente hahahaha
Vamos para o casamento?
Até!