About Sirius Black escrita por Ster


Capítulo 67
Depois - 1981




THIS IS WHY WE FIGHT

1981

31 DE OUTUBRO

GODRIC HOLLOW

O que é o que é.

Clara e salgada,

Cabe em um olho e pesa uma tonelada,

Tem sabor de mar,

Pode ser discreta,

Inquilina da dor,

Morada predileta,

Na calada ela vem,

Refém da vingança,

Irmã do desespero,

Rival da esperança,

Pode ser causada por vermes e mundanas

Ou pelo espinho da flor,

Cruel que você ama,

E eu que me julguei forte,

E eu que me senti,

Serei um fraco,

Quando outras delas vir,

Do que adianta eu ser durão e o coração ser vulnerável,

O vento não, ele é suave, mas é frio e implacável,

A lágrima de um homem...

Vai cair.

POV LÍLIAN

– JAMES! – gritei, assustada. Um cervo enorme carregava Harry nas costas, que se divertia puxando a gralhada. Segurei a garrafa de vinho com mais força, ainda assustada. Ver James na forma animaga ainda conseguia me apavorar. Fechei os olhos quando ele voltou ao normal, gargalhando. Agarrou o bracinho de Harry com facilidade, se virando no chão para sentá-lo em sua barriga.

– Estou entediado, e Harry também. – meu bebezinho olhou-me com aqueles olhos verdes e eu revirei os olhos, me rendendo. Deixei o vinho em cima da mesa e agarrei Harry pelos pezinhos enquanto ele berrava e gargalhava. Aquilo era a música mais preciosa que eu já tinha ouvido. James fazia palhaças para ele enquanto eu corria pela casa com ele deitado em minhas mãos, como se fosse um pássaro.

– Vai lá, Harry, pega! – ele esticava toda a sua mãozinho minúscula para alcançar os passarinhos no teto.

– Vamos, testudo, pega! – incentivou James. Arregalei os olhos, chocada.

– Não acredito que ainda está chamando ele com esse apelido idiota!

– Olha o tamanho da testa dele! É melhor ele já se acostumar, pois vão zoar ele. – James cruzou os braços, se defendendo. Coloquei Harry no colo de uma forma que ficasse de frente para James.

– Esse garoto é você cuspido e escarrado, se ele é testudo, a culpa é toda sua!

– O QUÊ? – Sai do quarto e desci as escadas ouvindo meu bebê balbuciar coisas inteligíveis. – Eu sou maravilhoso! Não tenho testona!

– Na verdade, você tem. Reze pra não ficar careca, se não vai ficar assustador. – debochei, colocando Harry no sofá e ligando a tv, procurando algum canal com desenhos.

– Não acredito que você está dizendo isso, Lílian! – girei os olhos, arrependendo-me de ter falado aquilo. James não pode conviver sabendo que tem imperfeições, se não é capaz de se matar.

– Retiro o que eu disse, Harry puxou a minha testa, pronto. – entreguei, contrariada. Ele fez a mesma pose quando vencia algo, cruzando os braços com aquele seu sorriso enorme, o fazendo parecer Deus.

– Eu sei. – disse o senhor convecido. – Na verdade, a testuda é sua irmã. Talvez ele tenha puxado algo a ela.

– Ai que horror. – agonizei, olhando automaticamente para o quadro horrível que Petúnia enviou. Sempre que Harry parecia que iria vomitar eu corria para o quadro rezando para que ele pelo menos gorfasse nele assim como me fez o favor de quebrar o vaso assustador que ela também enviou de Natal, eu não conseguia me sentar na sala em paz sem olhar aquele pavor que era chamado de vaso.

– Hmmmmmmmm. – Harry apontou desesperadamente para a vassoura que Sirius lhe deu e eu ameacei chorar. – Maaaaaah, hmmmmmmmmmmmmmmmm!

– Eu entendi, Harry.

– MAAAAAAAAAAAAAAH, HMMMMMMMMMMMMMM!

– James, se proteja. – levantei-me com meu bebê e o coloquei em cima da vassoura no chão. Ele segurou-se a ela com uma força assustadora e em segundos estava batendo desesperadamente nas pernas de James para que saísse da frente.

– Calma, moleque! – James saiu da frente e em segundos Harry estava quebrando as coisas no corredor. Sirius, seu desgraçado. Bem, aquilo iria acontecer uma hora ou outra, James ainda sonha em jogar para o Puddlemere United depois que essa guerra passar, o convite já foi feito. E eu sonhava em voltar para o hospital, deixei tantos pacientes para trás... Só de me lembrar já me dava saudades.

Principalmente de Marlene.

Eu chorei o dia e a noite inteira quando Rabicho teve a coragem de nos contar sobre a morte dos McKinnon dois meses depois do acontecido. Sequer tive chance de dizer adeus. Observei meu marido andar a casa toda, quase doente de ficar trancafiado. Antes ele se atrevia a sair escondido com a capa, mas agora que emprestou a Dumbledore, era obrigado a ficar em casa. Se não estava fácil pra mim, não quero imaginar para ele, que não conseguia ficar quieto nem enquanto dormia. A cerca que dava na casa rangeu levemente e James correu para a janela.

O céu nunca foi tão escuro.

01 DE NOVEMBRO

REVOLUTIONARY ROAD

POV SIRIUS

Guardei a carta de Lily e a foto de Harry em minha bolsa e deixei-a no quarto de Emmeline, descendo as escadas rapidamente. Coloquei a capa e andei até Emmeline, roubando seu café. Ignorei seus chamados e fui até minha Guzzi, pilotando em direção da casa de Pedro. Tratei de terminar o café o mais rápido possível e joguei o copo na porta da casa de alguém, acelerando mais ainda. Eu ODIAVA essas conferências infernais que Dumbledore me obrigava a fazer. Se eu fosse o fiel do segredo e ele fizesse Pedro vir conferir minha existência todo dia eu matava ele, embrulhava e mandava para Dumbledore.

Fala sério, quem é que vai desconfiar que o Pedro é o Fiel do Segredo?

Ele poderia muito bem me poupar de ter que acordar as plenas quatro horas da madrugada pra ir conferir se aquela bola viva ainda está respirando, respondendo meu Patrono e minha carta, mas não, fazer algo útil é uma tarefa muito difícil para Rabicho. Estacionei na frente da casa dele e fui até a porta, batendo uma vez como o combinado.

Silêncio.

Provavelmente estava dormindo, desgraçado.

– PEDROOOOOOOOOOOOOOOOOOOO! – berrei, injuriado. ODEIO acordar cedo. E eu quero que morra todas as pessoas que gostam de acordar cedo e se não bastasse acordam sorrindo e desejando bom dia. Dei um soco na porta. – RABICHO, CARALHO!

Silêncio.

Respirei fundo, agora nervoso de verdade, arrombei a porta com a varinha e fui direto para as escadas da casa, subindo em direção do quarto, eu ia dar um choque bem no rabo dele, pra nunca mais me deixar esperando. Abri a porta do quarto com um estrondo, pra assustar o desgraçado, mas ele sequer estava lá. Estranho. Conferi nos outros cômodos da casa e cocei a cabeça com a varinha quando notei que Pedro não estava na casa. Será que ele dormiu no James? Vou conferir.

Apesar de ainda estar MUITO mal-humorado, eu pilotei em direção da casa de James, que não era muito longe dali. Saco, o vento está me irritando, o céu escuro, as casas, minhas respiração, tudo! Sabe quem deveria conferir se Pedro está vivo quatro horas da manhã? DUMBLEDORE! Não é ele que está preocupado? Então devia ser ele que... O que é isso?

Essas noites também têm sido tristes para mim

Uma fumaça rasa subia em uma casa ao longe, como pó. Acelerei mais ainda, mas minha moto parecia estar em câmera lenta quando uma grande casa vitoriada de frente para o bosque de Godric Hollow estava destruída. O segundo andar sequer existia mais. Parecia que uma grande bomba caiu sobre a casa e tudo que sobrara fora entulhos. Parei a moto lentamente e desci da mesma, não sentindo minhas pernas. Não havia palavras para descrever como eu estava me sentindo. O mundo havia acabado e somente eu sobrevivi. Uma grande sombra saiu de dentro da casa destruída carregando um pacotinho de cobertores no colo.

Mas eu não rezo

– Oh, Sirius. – choramingou Hagrid. – Melhor você não entrar.

– Onde estão James e Lílian? – eu me senti mais pequeno ainda quando Hagrid olhou-me com toda a piedade existente no mundo.

– Eu sinto muito, Sirius. – Como estava abafado... As coisas estavam se movendo devagar e tudo parecia muito grande e eu era tão pequeno... Olhei ao redor, sufocado. Se Lílian está morta... James também? Isso não é possível. James com certeza está na floresta pregando uma peça em todos nós. Comecei a rir. Idiotas, realmente pensaram que James morreu? ELE É IMORTAL! Ninguém vence James Potter. Olhei para a casa novamente e respirei fundo.

“James?”

Falei.

“JAMES!”

Gritei.

“James...”

Berrei.

“James.”

Urrei.

BELIEVER - SUSANNA

Você sabe porquê.

Estou com medo. Estou apavorado. Estou com todo o medo que pode habitar em mim. O que o mundo irá fazer... Como... Como o mundo pode se desfazer do sorriso mais contagiante que já existiu. Quem irá se erguer como ele, quem irá na frente, quem irá transmitir a invejável confiança que ele conseguia ter? Olhe para ele... Parece imortal. Eu perdi algo muito importante... Como eu faço para achar?

– Me dê.

– Não posso, ordens de Dumbledore.

– Eu sou o padrinho dele. Marlene e eu. Vamos cuidar dele.

– Sirius, Marlene já morreu. – Será morrer dói? Dizem que um Avada Kedavra é instantâneo, mas nada é, então porque um feitiço seria? Ele não sentiu dor nesse um segundo? Ele não sentiu humilhação quando caiu no chão, pela primeira vez na vida vencido?

– Pode usar a moto. Não preciso mais disso. – minha voz saiu mais fria do que planejado. Hagrid apertou meu ombro rapidamente antes de se posicionar. A Guzzi saiu voando com Hagrid e Harry nela e eu estava sozinho.

Como sempre estive.

Não queria que terminasse assim

Eu não sei dizer adeus, pois eu sei o que isso significa. Por que? Por que James e Lílian? Não podiam ser Alice e Frank? Foda-se se são meus amigos também, eles não são meus irmãos. Entrei dentro da casa, assustado com seu estado. Subi as escadas lentamente, e evitei olhar o quarto de Harry. Na escada, havia apenas uma coisa.

– E aí, qual seu nome? – perguntou o de óculos para mim.

– Sirius, e o seu?

– James. – ele sorriu. Ele gostava de sorrir.

Peguei os óculos de James e sentei-me na escada, devastado. Eu não conseguia parar de imaginá-lo morto. Era como imaginar casas flutuando. Coisas impossíveis... Aquilo me dava pavor, ânsia de vômito, dor. Chorei feito uma criança olhando óculos de James, por favor, não morra, Pontas... não morra... Enfiei a mão no bolso e peguei o espelho. Enxuguei as lágrimas e olhei o lugar escuro onde estava o espelho de James.

Olhei para James atrás do espelho. Olhei aquele rosto brincalhão e descontraído, o cabelo negro nunca penteado, os óculos estranhos e o castanhos esverdeado dos olhos...

– Você é meu melhor amigo. – James sorriu.

– Você é meu melhor amigo. – ele respondeu.

Você sabe porquê.

Você definitivamente não é meu melhor amigo, James. Você é minha pessoa. Pensamos que somos invencíveis, e nós somos, não é? Porque não importa o quão longe você esteja... Você ainda vai estar aqui pois... Não existe Sirius sem James... E nem James sem Sirius.

Olhei Pontas, esperando. Ele sorriu para mim e eu soube. Não precisava de juramento nenhum. Ele nunca me deixaria. E por mais distantes que estivéssimos, ainda estaríamos ligados de alguma forma.

– Juro solenemente.

You are a believer.

(Você é um crente.)

I’m not.

(Eu não.)

02 DE NOVEMBRO

RUA FIDELIUS

Eu sequer sabia que horas eram.

A fúria estava me consumindo a cada batida compassada do meu coração. Eu iria esmagar a cabeça de Pedro assim que eu o encontrasse. Como as pessoas podiam sorrir e comemorar sendo que James e Lílian estavam mortos? Como podiam respirar sabendo que Harry estava órfão? COMO? Desgraçados... Continuei andando pela rua, apavorado. Já era quarta feira e eu não iria descansar enquanto não o encontrasse. Tirei minha jaqueta e joguei no chão, ainda andando pela Rua da Fiação. Eu já estava chegando no Largo Grimmauld e não pararia de andar até meus pés sangrarem.

Sirius?

– PARA! – berrei para a voz em minha cabeça. Marlene ficava me chamando o tempo inteiro... Fechei os olhos com força e tentei arrancar meus cabelos, frustrado. Olhei para a mulher sentada na calçada, olhando-me assustada. – AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!

Assim que terminei de berrar ela já estava do outro lado da rua. Comecei a correr, desesperado. Os ecos em minha mente nunca foram tão altos e fortes como estavam. Tudo parecia tão distorcido, pisquei milhares de vezes, tentando voltar ao normal. A rua começou a se desestruturar na minha frente. Se transformava.

Estávamos em Hogwarts?

SIRIUS! – chamou James. Olhei para os lados, procurando. Então tudo voltava ao normal. Andei mais um pouco, até tudo começar a tentar se desconfigurar novamente. Meu cérebro latejava de dor. As pessoas me olhavam assustadas e eram apenas olhos. Não existiam rostos, apenas olhos julgando, sussurrando, rindo.

Ei, estrelinha. – Parem com isso, por favor... Coloquei as mãos na cabeça, soluçando de dor. Atravessei a Avenida mais movimentada de Londres, ouvindo as buzinas e os carros passarem por mim na última velocidade. Eu não me importaria se me matassem. Seria um grande favor. Eu poderia finalmente descansar. – Six?

Inimigo invisível, judas incolor,

Apenas por 30 moedas o irmão corrompeu,

Atire a primeira pedra quem tem rastro meu,

Cadê meu sorriso? Onde tá? Quem roubou?

Cinza escuro do céu.

Chuva cai lá fora e aumenta o ritmo,

Sozinho eu sou agora o meu inimigo íntimo.

Pode ser assustador para descobrir que você esteve errado sobre alguma coisa, mas não podemos ter medo de mudar nossas mentes, a aceitar que as coisas são diferentes, que nunca vai ser o mesmo, para melhor ou para pior. Temos que estar dispostos a desistir do que estamos habituados a acreditar. Caminhei até o homem gordo andando tranquilamente pela rua e não poupei esforços quando meti meu punho em seu ouvido, o fazendo cair.

– AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH – urrei lhe dando um chute na barriga.

– Ah meu Deus, socorro... – gemeu Pedro, levantando-se e correndo para longe de mim, com a varinha em mãos.

– EU SOU A PORRA DO SEU PESADELO, SEU GORDO DO INFERNO! – Atirei um feitiço letal diretamente em seu rosto, mas ele se protegeu. As pessoas olhavam ao redor, assustadas. FODA-SE TODO MUNDO, EU VOU MATAR PEDRO AGORA E NA FRENTE DE TODOS!

– S-s-s-s-sirius... V-v-vo-vo-vo...

– AGORA QUE MATOU OS DOIS, QUER ME MATAR? HEIN? – berrei. Passei um dedo na linha de corte do meu pescoço, arregalando os olhos. – Vamos, você tem coragem de me enfrentar? Você tem? HEIN? HEIN, SUA BALEIA!

– E-e-e-eu não sei do-do-do que está fa-fa-falando... – Pedro olhou para os lados com seus olhinhos apertados de traidor. – Foi você quem matou Lílian e James!

– O QUÊ? – urrei. Ele deu vários passos para trás e começou a chorar.

– Você... Co-co-como teve coragem, Sirius! Ele era seu melhor amigo!

– DO QUE VOCÊ ESTÁ FALANDO SEU RATO DO CARALHO! – corri em sua direção, mas a bola era rápida. As pessoas na rua comentavam assustadas, enquanto eu reunia coragem para dizer a maldição que eu nunca tive coragem de dizer.

HALLELUJAH - RUFUS WAINWRIGHT

– Como você pôde, Sirius! – lamentou Pedro. Seu olhar era de dor, mas o sorrisinho em seu rosto contrariava tudo. Ele apenas apontou sua curta varinha rapidamente e tudo era luz. Senti meu corpo mais uma vez ser levantado e erguido no ar, jogado para longe de uma explosão ensurdecedora que se abria no chão. Finalmente colidi contra o chão, ralando o lado direito do meu rosto. Apertei minha varinha, tentando não engolir o pó em minha boca. Tossi agressivamente, quase cego tamanha a fumaça expressa que me rodeando. Aos poucos, os corpos no chão ficaram visíveis assim como a grande cratera na rua, deixando apenas um conjunto de vestes de Pedro e... Um dedo?

Ah, estrelinha... Como você é tolo. – Sai correndo, desesperado, tentando achar Pedro entre os mortos. Sai arremessando todos os pedregulhos na minha frente na esperança de acha-lo. Estalidos percorreram por toda a rua e em segundos haviam tantos aurores no local que eu mal conseguia contar. – Tão bobinho... Minha estrelinha... Tão estúpido...

Não protestei quando eles pegaram minhas mãos, fechando em um feitiço poderoso. Olhe pra mim, mamãe. Orgulhando os Black uma última vez. Eu procurei Pedro por todo um dia, sem saber o porque, mas agora eu sei. Moody não era louco no fim das contas, realmente havia uma espião. E ele era tão esperto... Tão esperto...

– Senhor Sirius Orion Black, o senhor está preso. Não tem direito a julgamento por ter sido pego na cena do crime. Está sendo diretamente mandado... O senhor está me ouvindo? – Gargalhei mais alto ainda. Entre berros e gargalhadas, eu continuei rindo. E eu nunca ri tanto em toda minha vida. E os ecos de pessoas do meu passado continuaram rindo e debochando. Entre chamados e gritos. A demência dos Black vazava através dos meus olhos, que só conseguiam soltar lágrimas, e meus risos... Eram latidos. Ouvi dizer que os Black são loucos.

Grande Pettigrew, vencedor de James Potter e Sirius Black.

E depois de tantos anos...

Era ele o Maroto mais inteligente.

ANTES – DURANTE – DEPOIS



Notas finais do capítulo

Ok, agora eu estou definitivamente triste.

Acabou.

ACABOU.

Agora eu vou ter que escrever sobre um Sirius louco, amargurado e possessivo por vingança... Nunca mais vou poder ver minha estrelinha de verdade, essa que morreu aqui.

Esses "poemas" são da música Jesus Chorou do Racionais MC's e essas frases em itálico são da música Believer, que foi postada pra vocês ouvirem.

O próximo capítulo vai demorar pra chegar porque ainda estou me recuperando psicológicamente e também vai ser bem curto, só pra vermos quem está lá em Azkaban com Sirius.

Então vem aqueles três capítulos de 12 anos que eu falei pra vocês, lembram? Primeiro Ninfadora, depois Snape e por último Remo. Aí voltamos pro Sirius.

Bem, até lá... Oremos.

Até