About Sirius Black escrita por Ster


Capítulo 62
Depois - 1980




THINGS WE SAID TODAY

1980

– Essa é boa?

– É maravilhosa. – James e eu nos inclinamos na mesa para analisar o mapa. – Um missão de ouro se quer saber.

– Onde?

– Aqui, nessa região. Há suspeitas de que Voldemort está bem aqui, pois McMillian foi capturado por aqui.

– McMillian atacou os Longbottom semana passada não foi? – questionou Pedro.

– Certo pra porra Rabicho, mas apenas Frank estava em casa. – sorri, satisfeito. Pedro ergueu as sobrancelhas rapidamente e sentou-se novamente.

– Marlene operou Dolohov semana passada– comentou James, mexendo nas coisas de Frank. Aquele escritório era mais nosso do que do próprio. Praticamente vivíamos ali, por isso ele estava sempre reclamando da sujeira e da bagunça. Quando finalmente entendi o que meu amigo havia dito, quase desmaiei.

– O QUÊ?

– Isso mesmo. Ela operou Dolohov, salvou a vida dele.– grifou James. Pedro prestava muita atenção no relato, assim como eu.

– Mas... Mas como assim...

– Moddy foi lá conversar com ela, mas eles não têm provas que ele é um comensal, apenas suspeitas. Infelizmente ele ainda está lá, totalmente livre. E Marlene cuidando dele.

– Aí estão vocês! – A mulher que fechou a porta rapidamente já não era nem a sombra da Lílian que eu conheci aos onze anos. Enorme de gorda e sempre muito vermelha, ela arrastou-se até a cadeira rapidamente, empurrando Pedro para fora dela. – Meu Deus, eu acho que seu filho quer sair pela minha garganta, não é possível.

– Lily, seu marido e eu vamos para uma missão fodástica semana que vem. – gabei-me. Ela virou seus olhos verdes para mim cheia de irônia.

– O quê? Comigo completando nove meses? Jamais. – Ela abanou-se. – Esse bebê vai sair ainda essa semana, pode aguardar. Está ouvindo, não é Harry? É bom você sair logo, não aguento mais esse calor infernal!

– Mas Lily! – choramingou James, cruzando os braços.

– Mas nada, James! Você não vai e pronto! Até parece, ter esse bebê sozinha... Pedro! Faz alguma coisa da sua vida e me busca um copo d’água. ANDA LOGO! – Pedro saiu correndo da sala e Lily logo voltou ao normal. – Oh meu Deus, eu sou um monstro!

Quando ele não estava prestando atenção, James deixou claro suas intenções quando sussurrou rapidamente no meu ouvido.

– Nove horas na segunda feira. Está combinado. – ele piscou rapidamente e foi abanar Lily.

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Precisei conferir.

Pela janela do quarto, eu pude ver Marlene checando os batimentos cardíacos de um homem deitado, que fitava o teto. Ela disse algumas coisas e ele respondeu. Marlene respirou fundo e maneou a cabeça negativamente, parecendo irritada. Quando preparou suas coisas para sair, Dolohov segurou sua mão rapidamente.

– Que nojo. – foi a única coisa que consegui dizer depois de cinco longos meses sem ver Marlene. Ela parou e fechou a porta, caminhando até mim. – Que nojo!

– Ele é um ser humano, Sirius. Não parece, mas é. – soltei um muxoxo de deboche.

– Isso é ridículo, Lene. Esse cara te zoava em Hogwarts, jurou matar você e sua família! Quem sabe não era ele naquele atentado a sua casa? Quer saber? Tenho quase certeza que era!

– Eu não posso levar isso em conta aqui, Sirius. Aqui eu salvo vidas! – ela virou as costas para mim, voltando a andar pelo corredor do hospital búlgaro.

– As vidas que ele destrói, Marlene!

– Eu solenemente me comprometo a consagrar minha vida a serviço da humanidade. – Ela virou-se bruscamente e eu uni as sobrancelhas, assustado. – Praticarei minha profissão com consciência e dignidade. A saúde de meus pacientes será minha primeira preocupação. Respeitarei os segredos a mim confiados, mesmo após a morte de meus pacientes. Manterei de todas as maneiras a honra e a nobreza da profissão. Meus colegas serão meus irmãos e irmãs. Não permitirei que considerações de idade, doença, deficiência, crença, origem étnica, sexo, raça, filiação política, nacionalidade, orientação sexual, posição social ou qualquer outro fator interferir entre meu dever e meu paciente. Vou manter o máximo respeito pela vida humana. Não vou usar meus conhecimentos médicos para violar direitos humanos e liberdades civis, mesmo sob ameaça. Faço estas promessas solenemente, livremente e sobre a minha honra.

Fitei os olhos verdes de Marlene mais uma vez. Às vezes, as coisas que ela dizia, passavam por meus ouvidos e impregnavam em mim feito a pele.

– Foi por esse juramento que eu salvei Dolohov. Eu sei que você não me entende. Eu não me entendo. Eu fiz por compaixão, porque não quero ser uma pessoa ruim. Mas é muito difícil não ser uma nesse mundo.

– Ok.

– Ok? – assenti lentamente enquanto ela sorria. – Sentiu minha falta?

– Não muita. – sorri.

– Ah eu duvido, sou difícil de lembrar, mas impossível de esquecer. – Coloquei as mãos no bolso, ainda sorrindo. Saímos do hospital e tomamos um café juntos, e pensando bem...

Essa frase a resume muito bem.

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– Aquele com o poder de vencer o Lorde das Trevas se aproxima... Nascido dos que o desafiaram três vezes, nascido ao terminar o sétimo mês... e o Lorde das Trevas o marcará como seu igual, mas ele terá um poder que o Lorde das Trevas desconhece... E um dos dois deverá morrer na mão do outro pois nenhum poderá viver enquanto o outro sobreviver...

A sala ficou em silêncio. Lílian sequer piscava enquanto fitava a janela, assim como eu e Marlene ficamos fitando James. Eu não entendi nada muito bem, mas Lene parecia atordoada.

– Um bebê que nascer no final desse mês... Vai derrotar Você-Sabe-Quem? – sussurrou ela. Que bebê é esse?

– Como assim? – perguntei, confuso. – Que bebê é esse?

James nunca me pareceu tão terrivelmente velho quando olhou-me. E aquele olhar pareceu me derrubar quando eu finalmente entendi. Olhei para Lily novamente e ela continuou fitando a janela passivamente, quase alheia a tudo aquilo.

– Pontas...

– Bem... – sua voz estava rouca. – Ainda tem Alice e Frank, certo? Não é certeza.

– E é Sibila, pelo amor de Deus, ela é louca de pedra. – cruzei os braços, tentando convencer a mim mesmo daquilo.

– E só Dumbledore sabe dessa profecia, Você-Sabe-Quem nunca irá ficar sabendo. – Marlene apertou a mão de James carinhosamente.

– Há um espião na Ordem. Não é coisa da cabeça de Moody, Dumbledore chegou a conclusão de que realmente há um espião. São muitas informações vazando para Voldemort e o único jeito disso estar acontecendo é um espião. – começou James. – Ele recomendou que não contássemos a ninguém, mas... – James olhou para Lily, que continuou olhando para a janela incansavelmente. – Queremos que vocês sejam os responsáveis por Harry caso... Caso algo aconteça.

– Odeio essas conversas. – bufei, jogando-me no sofá.

– Isso é sério, Sirius. Marlene, você é a segunda mulher mais inteligente que conheço, saberia cuidar muito bem de Harry e Sirius... Acho que eu nem preciso dizer nada.

– Eu? Acho o maior erro que você já cometeu. – Lílian finalmente parou de fitar a janela e me olhou da mesma forma que fazia quando tínhamos onze anos. – Seria mais adequado Remo.

– Ele foi pessoa que pensamos. – a voz sempre aguda e trêmula de Lily pela primeira vez estava fria e direta. – Mas ele é um lobisomem, não vai conseguir cuidar de uma criança, muito menos sustenta-la descentemente.

Bem cruel, Lílian.

Ela suspirou e esfregou o rosto, realmente cansada.

– Me perdoem é que... – Lily recomeçou a fitar a janela. – Eu me sinto um monstro em desejar com todas as minhas forças... Que seja o bebê de Alice e não o meu.

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O+S FLOWERS - TURN TO FIRE

– Cheguei! – James ofegou, fechando a porta do escritório. Frank colocou o mochilão nas costas e nos olhou, receoso. Passou-se uma semana que James não dava sinal de vida, acabei convidando Frank para substitui-lo na missão e agora ali estava ele, de mochila e tudo. – O que ele está fazendo aqui?

– Frank vai comigo na missão. – joguei na lata.

Eu vou na missão. – corrigiu James. – Eu... Eu só estava arranjando alguém para ficar com Lily, você sabe, não sei quanto tempo...

– Eu não me importo com Lily, James. Estou preocupado com a missão. E Frank comigo nela.

– Mas eu... Eu achei a missão e...

– Você terminou a pesquisa? Você recolheu todas as testemunhas que eu pedi? Você fez isso, James? – ele continuou em silêncio. – Frank irá comigo.

– Frank, você pode sair por um instante, por favor? – Longbottom não hesitou em sair da sala e fechar a porta. James maneou a cabeça negativamente. – Você roubou essa missão de mim.

– Me desculpe. Eu realmente queria que você fosse comigo...

– Eu trabalhei duro para conseguir essa missão para nós dois e você a deu de mãos abertas para Frank!

– James, você não estava aqui. Não estava focado, estava atrasado e alheio. Eu não roubei essa missão de você, eu salvei. Porque eu sei que não conseguiria.

– Oh meu Deus! – gargalhou James. – Olhe, eu sei que acha que é um presente de Ares para o mundo bruxo, mas eu também sou um auror tão talentoso e competente quanto você!

– Não, você não é. – eu disse isso calmamente, mas James ouviu como se eu tivesse berrado em seu ouvido, até mesmo dando um passo para trás. – Me perdoe, mas você não é. E quer saber? Está tudo bem. Você tem prioridades diferentes agora e eu entendo isso. Você passa menos tempo no escritório, executa missões fáceis e sem desafios, não pesquisa, não participa de perícias e ok. Eu entendo. Digo... Você tem Lily e Harry agora e quer ser um bom pai e marido.

– Eu não acredito em você, Sirius. – James provavelmente me interpretou totalmente errado, só aquilo explicava sua expressão apavorada. – Está dizendo que não posso ser um bom auror e um bom pai!

– Claro que não! Frank é um ótimo pai.

– Então o que você está querendo dizer? – respirei fundo.

– Frank nunca se abateu. Alice nunca se abateu. Oh meu Deus, Charlus Potter NUNCA se abateu. Mas eu sei que não quer ser seu pai, não quer passar mais tempo aqui do que em casa, mas o que eu quero dizer... É que começamos a correr pelo mesmo caminho e em determinado ponto você parou. Diminuiu sua frequência. Mas eu continuei. Consegue entender isso? Não diga que eu não te apoio, pois eu apoio. Eu adoro Lily e Harry, e principalmente você. Você fez suas escolhas e elas são válidas, mas não finja que elas não afetam suas habilidades. Você é um bom auror... Mas estamos em lugares diferentes agora. E está tudo bem.

Tudo estaria bem se James tivesse retrucado, respondido algo, me ofendido de alguma forma. Mas ele simplesmente saiu da sala e nem fechou a porta.

A terrível sensação de que você quebrou algo que parecia inquebrável.



Notas finais do capítulo

Vocês me perdoam pela demora?
Como eu tinha dito, estou tendo que escrever tudo novamente e tá um saco fazer isso porque eu não sinto que estou me superando, fazendo melhor que da última vez. Pelo contrário eu sinceramente acho que esses estão sendo os capítulos mais fracos de toda a fanfic.
AAAAAAAAAAAAAAAANNNNNYYYYWAAAAAYYYY
A amizade dos dois irá dar uma esfriada monstruosa, se preparem.
Mas é claro, como já foi dito antes: Não existe James sem Sirius, nem Sirius sem James. Então é só uma tempestade, certo?

Ou não.

MUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH



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