About Sirius Black escrita por Ster


Capítulo 52
Depois - 1979


Notas iniciais do capítulo

Eu vou responder vocês, plmdds, me perdoem pela demora.



WE NEVER CHANGE

1979

– Régulo foi dado como desaparecido. – Ok. Quem se importa? Eu que não. Então por que flashes de um bebê no colo de Walburga assombram minha mente? Sua primeira palavra, as conversas que tínhamos e quando corríamos pelo jardim, pisando com força na cabeça dos gnomos? Todas as brigas, não tinha uma que eu conseguisse esquecer. Eu me recordava de todas. Era uma onda de coisas ruins acontecendo e nós procurávamos desesperadamente um botão de “stop”.

Marlene entrou em desespero quando soube da notícia. Convenhamos, Régulo é um Comensal, jamais desapareceria, ele morreu. Que a verdade seja dita, ele está se decompondo nesse exato momento. E agora, eu era o último Black. Eu sei que devia ser otimista, que deveria sair a procura dele, fazer uma trégua com minha família e ajuda-los na busca, mas isso era impossível. Eu estava do outro lado do campo de centeio e deixei Régulo cair.

Nem me preocupei em segurá-lo.

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– Marlene... Você está... Oh meu Deus! – riu Lílian, dando pulinhos ao ver Marlene. Apenas eu, Lily e eu estávamos no ambiente, observando Marlene experimentar seu vestido que havia terminado de ser feito. Eu sei que era errado, eu tenho plena ciência disso, mas eu senti uma vontade incontrolável de... Agarrá-la. O vestido era justo até seus joelhos, deixando bem claro suas curvas bem feitas e seus seios volumosos, e então ele se abria, em uma calda bem cheia e clássica. Ela olhou-se no espelho e sorriu, com lágrimas nos olhos.

– Eu não consigo acreditar que estou me casando. – riu ela. – Senhora Dearborn. Soa tão bonito.

– Marlene Black ficaria muito mais. – Lílian olhou-me feio enquanto ajeitava o cabelo de Marlene. Era apenas uma brincadeira, e minha melhor amiga apenas riu, ainda alisando seu vestido. No fundo, eu acho Piper Black muito mais bonito.

– Eu queria tanto que Dorcas estivesse aqui. – ela fechou os olhos. – Ela seria a noiva mais bonita do mundo.

– Seria. – afirmou Lily. Marlene balançou suas mãos em direção dos olhos, como se quisesse secar as lágrimas.

– Não vejo a hora de Cadaroc voltar dessa missão logo, ele não responde meu Patrono! – Marlene continuou se olhando, e não notou meu olhar para Lily, que retribuiu. Cadaroc não deu sinal de vida com os Prewett já fazia uma semana e Dumbledore estava desconfiando de que algo aconteceu, mas todos preferiram esconder de Marlene.

– Ok, ok, podemos ir? – bufei, cruzando os braços. – Esse casamento é só daqui a três meses, não precisa ficar experimentando toda santa hora!

– Eu ainda tenho que colocar o meu! – Lily saiu correndo para o quarto enquanto Marlene se avaliava diante do espelho. Aproveitei a brecha e levantei-me do sofá, indo até seu lado. Até que era uma imagem bonita: ela vestida de noiva e eu ao seu lado. Será que seria tão difícil assim subir na porra do altar, colocar uma aliança e recitar uns versos?

– Uma vez, no Natal do segundo ano, eu tive um sonho. – Lene virou-se para mim, curiosa. – Você estava se casando.

– Meu noivo era bonito? – quis saber ela. Então eu a olhei, divertido. Ela nunca esteve tão deslumbrantemente linda. Seu rosto estava livre da Varíola apesar da parte que antes era verde ainda ser um pouco mais pálida, deixando claro que já teve a doença. Mas agora era claro suas sardas por todo o rosto, os olhos verdes eram mais intensos e seu sorriso era... Ela ainda tinha um poder sobre mim... Que me assustava.

– Ele era muito... Bonito.

– Quem era ele? – Ela começou a arrumar seus cachos, já sem prestar muita atenção em mim. O anel de noivado reluzia em seu anelar.

– Ninguém importante.

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– Fabian e Gideon não me respondem há uma semana. – Dumbledore olhou por cima do aro dos óculos para os três jovens que estavam em torno de seu escritório.

Eu estava sentado em uma cadeira, de braços cruzados sobre o peito, olhando atento. James estava encostado na parte de trás da outra cadeira, recusando-se a sentar-se, mas ainda ouvindo. Já Remo estava imerso no que Dumbledore dizia, sem perder um detalhe.

Lembrei-me da primeira vez que nós tinhamos visitado aquele lugar. Ao longo de oito anos atrás.

Petulantes aos 11 anos de idade. Pelo menos James e eu, pois Remo parecia que ia explodir de vergonha e constrangimento a qualquer segundo. Pedro estava à beira de lágrimas. Mas eu me lembro muito bem que eu estava de cabeça erguida, olhando o velho Dumbledore em tom de desafio. Duelo com esse velho e acabo com ele em segundos, com certeza foi o que eu pensei. Já James parecia estar em um stand-up, se divertindo com a situação de seus três amigos terem se ferrado por culpa dele.

A mudança ao longo dos anos tinha sido incrível. Jovens arrogantes para homens que queriam salvar o mundo. James por Lily. Remo por Dorcas. E eu... Bem, eu por eu mesmo.

– Caradoc bem foi enviado com eles em sua missão. Acho que os Prewetts possivelmente perderam a noção do tempo e negligenciando entrar em contato comigo, mas Caradoc é muito responsável e focado, jamais falharia contato.

– Busca e salvamento? É isso? – James estava frustrado. Queria um batalha para que achasse o assassino de seus pais e devolvesse na mesma moeda. Mas Remo e eu sabíamos muito bem que ele não teria peito pra isso, ele não era uma pessoa ruim.

– Vocês três precisam investigar com cautela o que está acontecendo a partir de sua última localização conhecida para determinar o próximo plano de ação. – Dumbledore disse calmamente.

– Parece divertido. – dei de ombros.

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– Já se passaram três dias. Se eu tiver que dormir no chão mais uma noite eu vou me matar! – gritei, frustrado. Estavamos no meio da puta que pariu, cheio de mosquitos carnívoros e sanguinários, barulhos horrendos, árvores gosmentas e Remo resmungando para a lua de dois em dois segundos, sem contar James abraçando-me a noite e fungando no meu pescoço, pensando que sou Lílian.

– Não foi você que disse que isso seria divertido? – debochou Remo, passando repelente.

– Cale a boca. Pensei que seria glorificado. Caçando Comensais da Morte e resgatar os nossos amigos das garras do mal. Vamos virar comida de mosquito antes de achar um deles! – James continuou andando em silêncio enquanto Remo e eu o seguíamos.

Aluado deslizou por baixo do ramo e olhou ao redor.

– Pontas, você mesmo sabe onde estamos?

– Temos prospecção mesmo raio de cinco milhas. – James respondeu.

– QUÊ? – eu estava muito irritado e insuportável. Chato no último nível possível. Tudo que eu queria era dormir em uma cama quentinha, comer a comida de Lily, minha Guzzi, minha música, meu uísque e algumas mulheres. – Você tem um mapa aí?

– Não Sirius... Remo, tem alguma poção aí que melhore o humor de Sirius? Vamos acabar nos matando aqui se passarmos mais um dia com esse mal-humorado do inferno. – resmungou Pontas, fazendo-me gargalhar. Remo tinha parado de se mover, e agora estava cavando furiosamente através de sua mochila. Pegou sua varinha e apontou para a mochila.

Accio Mapa!

James arregalou os olhos.

– VOCÊ TINHA UM MAPA? – berrou ele.

– Eu não sabia que você estava perdido! – Aluado disse em protesto. – Eu pensei que você realmente tinha uma pequena idéia para onde estamos indo!

– AH ÓTIMO, ÓTIMOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO – urrei. – Estamos três dias servindo de comida de inseto, perdidos, com fome e frio enquanto Remo tinha um mapa dentro da porra da bolsa o tempo inteiro. PUTA QUE PARIU!

– Sirius! – estrilou Remo.

– Aluado, seu apelido nunca fez tanto sentido, mas que caralho! – gritou James, ameaçando socar sua cabeça contra uma árvore.

– Não gritem comigo!

– Estavamos esse tempo todo marchando a Escócia toda com um mapa na mochila, um mapa na mochila e James quebrando a cabeça pra saber onde estava... Estou enfartando...

– SHHHH! – interrompeu Remo. Esperamos um momento. Em seguida, eu ouviu. Uma risada? Tão perto. Começamos a andar novamente. Depois de cerca de uma centena de metros, James parou. Senti a sensação de coceira de uma barreira mágica. Estendi minha varinha e um brilho se formou.

– Aqui.

– Pode rompê-la? – questionou James.

– Sei lá.

– Vamos chegar chegando? – sorriu James. Me senti em Hogwarts novamente quando James e eu trocávamos informações mentalmente e Remo as lia, protestando em seguida.

– Nah, não, não, não e não!

– Fica quieto, Aluado. – ordenei. Estimulei a barreira com a minha varinha assim como James e em seguida ela explodiu. Droga, isso é uma praga ou o que? Sempre que não ouvíamos Aluado, isso acontecia.

– Eu avisei. – disse ele, convencido.

Nem tive tempo de atacar, pois James nocauteou os dois Comensais de uma vez só. Ele sorriu triunfante, como fazia quando atacava Ranhoso. Em árvores não muito longe, Fabian e Gideon estavam amarrados. Eles estavam inconscientes, com os braços enganchados e amarrado a um galho grosso. Um deles – Eu ainda não fazia ideia de quem era quem - tinha dois cortes profundos no rosto, o outro tinha um nariz quebrado e sangrando.

Renervate! – Remo despertou os dois. Assim que acordaram, o com nariz quebrado deu um longo suspiro.

– Cristo na cruz, estou morrendo de vontade de mijar. – Aquele era Fabian, certeza.

– Você demoraram, que inferno! – estrilou o outro, que só afirmou minha certeza que era Gideon.

– Onde está Cadaroc? – questionou James.

– A última vez que nós o vimos, McMillian disse que faria um churrasco com ele. – explicou Fabian. Um grito preencheu a floresta, em seguida um raio vermelho foi disparado não muito longe dali. Não pensei duas vezes quando assumi minha forma animaga e disparei em direção do raio, farejando o cheio que impregnava. Quando cheguei na clareira, havia um Comensal desmaiado e Cadaroc curando seus próprios machucados, ele apontou sua varinha para mim rapidamente e eu tratei de me transformar.

– Você... Você é um animago? – indagou, assustado.

– Também sou jovem, rico e bonito. – ajudei-o a se levantar. – Tudo bem?

– Eu pensei que ia morrer. – ele deu um sorrisinho. – Eu acabei de enviar um patrono para minha Lene, ela está bem?

– Está sim, ninguém contou a ela sobre isso. Ela pensa que ainda está em missão... Seu patrono vai assustá-la. – Cadaroc encantou o Comensal desmaiado para voar a nossa frente enquanto voltávamos para onde os gêmeos estavam.

– Ah... Bem, lá eu invento alguma história. – suspirou Cadaroc. – Eu perdi a escolha do bolo, sabe que sabor ela escolheu?

– Chocolate e beijinho. – retruquei um pouco seco, sem querer conversa, mas o Dearborn gostava de falar.

– Ahhhh, eu adoro esses sabores. Já comeu com uma boa dose de Água de Gilly? É uma delícia! Teve um dia no hospital... – girei os olhos e parei, enfiando as mãos no bolso da jaqueta.

– Olhe cara, eu sei que você é super legal e tal, mas... Eu não gosto de você. Eu simplesmente não gosto de você. E também não quero ser seu amigo. – Cadaroc parecia petrificado, e eu pensei que iria calar a boca, mas continuei falando. – Eu, eu Sirius Black, conheço a sua noiva há exatos nove anos, ok? Eu conheço ela melhor do que você, e por muito, muito tempo eu fui apaixonado por ela e eu só senti isso durante o que, cinco meses? E agora eu não posso mais me arrepender porque ela tem você. E vocês vão se casar. E isso me dá vontade de te matar. Mas eu não vou fazer isso, porque isso deixaria Marlene triste. Então por favor... Eu te peço por favor... Não força. Tudo bem?

O homem corpulento assentiu lentamente, ainda com a aparência chocada. Continuamos a andar em silêncio, apenas com iluminação da lua. Eu estava me sentindo bem melhor agora.

– Bem... Eu dizer que vou cuidar muito bem dela melhora a situação? – sorriu Cadaroc. Droga, o cara era o máximo. Não consegui esconder meu sorriso.

– Não, não melhora.



Notas finais do capítulo

Gostaram do Cad?MUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH ♥