About Sirius Black escrita por Ster


Capítulo 47
Depois - 1978


Notas iniciais do capítulo

Um capítulo bem engraçado pra gente ler, já que os próximos serão bem tensos, né? Antes da leitura, quero saber onde estão meus leitores pelamor de Deus, desertaram? NÃO SE DESERTA DA PATRULHA DA NOITE! Vou ser obrigada a cortar a cabeça de vocês, é bom que fujam pra bem longe, para o outro lado da muralha.Vamos ler.



JAMES'S CHOICE

1978

UM LUGAR QUALQUER

– AUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU – berrei quando acelerei a motocicleta com James berrando no meu ouvido. Ele tirou as mãos de dentro do bolso da minha jaqueta e implorou para que passássemos dentro de uma nuvem. Ele teve uma crise de riso estrondosa quando fizemos. Passamos ao lado de um avião e acenamos felizes para os passageiros que nos olhavam, chocados. Gostávamos de ficar assim algumas noites. Em outras simplesmente íamos em rachas trouxas, onde eu ganhava bastante dinheiro.

Mas essa noite era especial, pois James e eu estávamos caçando Comensais. Simplesmente arranjando briga, negligente como sempre fomos. Infelizmente não conseguimos achar nenhum, então estávamos voando em direção da casa de Rabicho para comer algo. Finalmente em terra firme, saímos da moto e quando íamos bater na porta, ela abriu-se revelando ninguém menos que Mulciber.

– Não acredito! – James enfiou a mão no bolso para pegar a varinha, mas ele aparatou rapidamente. Meu coração já não batia só de pensar na possibilidade de entrar dentro da casa... O que ele fizera com Pedro? James e eu nos entreolhamos, com o medo tremulando no olhar. Adentramos e nenhum sinal de guerra. Bem a cara do Pedro morrer sem lutar. Meu Deus, que tipo de pensamento é esse que estou tendo?

– Vocês? – Pedro estava na cozinha com um copo de água, pálido.

– Seu desgraçado! – gritou James, quase arrancando os cabelos. Joguei-me da cadeira, respirando pela primeira vez. – Você quase nos matou de susto, caralho!

– Eu... Vocês...

– Um Comensal acabou de sair daqui! Como você não o notou dentro da sua casa? Ele ia te matar! – gritei também, ainda chocado com a burrice de Pedro.

– Se não tivéssemos chegado você estaria virando comida inseto! – disse Pontas, dando um tapa forte em sua cabeça. Rabicho encolheu-se todo, parecendo muito apavorado.

– Um Comensal? – gaguejou ele.

– É, Mulciber! – respirei fundo, ainda me acalmando. Mas como é possível ser tão burro, meu Merlin do céu, não é possível! – Pedro, você precisa tomar cuidado, cara. Tem uma guerra acontecendo, ficou sabendo?

– Me desculpem... Eu... Eu fui desatento.

– Ah é? Jura? – ironizou James, sentando-se. Ele fitou a mesa com raiva, porém seus traços suavizaram segundos depois. – Eu encontrei o Ranhoso semana passada.

Nós três demos risinhos retardados.

– E aí? – perguntou Rabicho.

– Eu azarei ele. – gargalhou Pontas, como fazia na escola. Ele não tinha mudado muito, continuava o mesmo, apenas o fato de ter crescido que agora já não andava com roupas amarrotadas e nem deixava os óculos escorregarem pelo longo nariz. – Cara, eu me senti eu mesmo.

– Fazia tempo que você não o azarava. A última vez foi... – começou Pedro.

– No último dia de aula. Nunca vou esquecer. James deixou ele pendurado na masmorra. – gargalhei, lembrando-me dos berros desesperados de Snape.

– É, a Marlene ficou atirando maçãs nele, lembram? – riu Pedro. Então ele se calou subitamente sob o olhar detonador de James. – Ops...

– Falando nela... Ficaram sabendo? Ela vai se casar. – eles se entreolharam novamente. Ótimo, eles sabiam e não iam me dizer nada! – Seus dois falsos do inferno!

– Achamos que era melhor não saber. – disse Pontas, parecendo temeroso.

– Por que não? Ela tão minha amiga quanto de vocês!

– Qual é, Almofadinhas, todo mundo aqui sabe que você e a Marlene são mais que amigos. – disse Rabicho.

– Não mais. Há muito... Aliás, foi um erro que eu me arrependo eternamente ter ficado com Marlene. Nunca devia ter acontecido, nunca!

Eles ficaram quietos diante da minha declaração. Suspirei, exausto. Eu sentia tanta falta de Piper e suas aventuras. Mulher só ferra minha vida, vou ficar bem longe delas e focar na única que não tem capacidade e jamais iria me magoar.

CASA DOS TONKS

– Você é uma horrorosa. É feia e eu sou linda! – Ninfadora agarrou a cabeça da boneca contra a do hipogrifo e mudou de voz.

– Eu vou matar você, roubou meu marido. – disse ela, então soltou as bonecas e pegou o centauro de madeira. – O que está acontecendo aqui?

Segurei o riso, observando ela brincando com seus brinquedos. Mas Andrômeda e Ted não estavam achando nada engraçado enquanto liam o Profeta Diário. Eles mudaram drasticamente através dos anos. Andie já não era a jovem prima que eu observava pela fechadura da porta, e sim uma mulher que engordou um pouco, de cabelos curtos e rugas perto dos olhos. Ted, que antes tinha seus fios em um azul claro, passou para um azul médio, quase forte. Eles estavam apavorados com as coisas que estavam acontecendo.

– Então você viu Ciça? – perguntei, tentando quebrar o gelo. Andie despertou de seus pensamentos e olhou-me, assentindo lentamente.

– Sim... Fui comprar umas coisas no Beco Diagonal e ela estava na loja. Dora começou a fazer um show por causa desse hipogrifo, mas não tinha dinheiro o suficiente... Ela comprou. Comprou para Dora. – sorriu Andie. – Não falou comigo, mas comprou o brinquedo e deu na mão dela.

– Narcisa não é uma pessoa ruim... – eu disse, mais para mim do que para outra pessoa. Ted acariciou sua cicatriz no queixo, resultado de um acirrado duelo com Bellatrix no mês passado.

– Eu tenho tanto medo. – começou Ted. – Tanto medo de morrer.

Andrômeda e eu nos entreolhamos.

– O que vai ser de Dora se isso acontecer? – seu cabelo escureceu.

– Ted... – comecei, mas Andie apertou minha mão.

– Sirius, ele está certo. O que vai ser da nossa menininha caso algo aconteça conosco? A guerra está matando a todos.

– Vocês não vão morrer. – sorri, tentando amenizar o gelo. – Fiquem calmos...

– Posso te pedir uma coisa?

– Andie...

– Por favor, Sirius. Se alguma coisa acontecer com Ted e eu, nós te imploramos por tudo que há de mais sagrado nesse mundo, cuide dela. Cuide como se fosse sua filha. Pelo amor de Merlin, jure que cuida dela.

– Andrômeda! – olhei-a, assustado. Ela suspirou e olhou para a filha, a beira de lágrimas. Saiu correndo da sala com Ted atrás dela. Os dois bateram com força alguma porta no andar de cima e Dora notou o silêncio na sala. Ela tinha acabado de fazer seis anos e a cor definida de seu cabelo era rosa chiclete, definitivamente.

– Bigode, eu fiz um desenho. Quer ver? – assenti enquanto Dora se levantava e corria até a prateleira, pegando seu caderno de desenhos. Ela mostrou-me uma folha onde um homem de terno estava montado em um hipogrifo. Ao seu lado, um velho também montado em um hipogrifo de mãos dadas com o homem de terno. – Esse é o Voldemort, esse é o Dumbledore e esses são os hipogrifos deles, que são Barack e Osama.

– Oh... Dora... Dora, onde você está ouvindo falar tanto de Voldemort?

– Carlinhos no parquinho. Gui manda ele calar a boca, mas ele nunca calou, então não vai ser agora, né? E agora Percy...

– Percy?

– É o novo bebê dos Weasley, digo, novo não... Percy já tem três anos e brinca com a gente no parquinho. Semana passada eu peguei o Fred no colo. São dois dele, Fred e George.

– O quê?

– Ai como você é burro. De qualquer forma, ele disse que Voldemort está em todos os lugares e que nos observa quando dormimos... – ela começou a falar arrastado como sempre faz. –... No banheiro, quando roubamos chocolates... Está sempre perturbando as pessoas.

– Dora... Acho que... Não bem verdade o que o Carlinhos disse.

– Está dizendo que ele é um mentiroso?

– Não exatamente...

– Então cala a boca. – sorriu ela. – E cuidado. Voldemort está em todos os lugares.

JAMES POV

CASA DOS EVANS

Eu me sentia em um frigorifico.

Era como se todo meu corpo tivesse sido enterrado debaixo de uma casa feita de gelo. Meus pés já estavam prestes a serem decepados espontaneamente tamanha frieza em que se encontravam. Um calafrio percorreu minha espinha e eu ouvi meus dentes trincarem com deu lábios frios.

– James. – chamou uma voz do além. Abri os olhos, assustado, dando de cara com Lily vermelha, com vontade de rir. Que inferno, era esse o frio? Olhei o quarto roxo de Lily e agarrei seu cobertor florido, me cobrindo. – Ficou assim a noite toda?

– Não... Das uma até as quatro eu estava choramingando porque seu joelho estava nas minhas costas. – Lily riu alto, pressionando seu rosto contra meu pescoço.

– Estava nas suas costas porque você estava tentando me agarrar em quanto dormia.

– Eu não estava dormindo. – segurei o riso.

– LÍLIAN! LÍLIAN O QUE ESTÁ ACONTECENDO AÍ? – ai caralho! Dei um pulo da cama enquanto Lils fazia o mesmo, desesperada. Seu pai deu fortes batidas da porta e eu não pude deixar de imaginar ele dando aquelas porradas e mim. Ai Merlin do céu se você existe precisa me ajudar agora! Coloquei o agasalho de Lily às pressas enquanto ela colocava seu moletom, arrumando o cabelo desesperadamente.

– Estou entrando! – ela empurrou-me para dentro do guarda-roupa assim que a porta escancarou-se. O Senhor Robb Evans não gostava muito de mim, talvez porque Lily foi muito esperta em dizer que eu a perturbava em Hogwarts, exageradamente, o que passou a ele a imagem de que eu era um tarado com sérios problemas mentais. – Ouvi vozes.

– Era eu! Estava recebendo essa linda... Linda manhã.

– Aham. – mal levou um segundo para a porta se abrir. Assenti, levantando as mãos e saindo do armário, rendido como um ladrão sendo encontrado. O homem alto e magro cruzou os braços, olhando o agasalho cor de rosa de Lily. – Posso saber por que está com a blusa da minha filha?

– Eu achei que ficaria chateado se me visse nu. – evitei olhá-lo nos olhos, apavorado.

– Eu... – o pai de Lily ficou vermelho, parecendo prestes a explodir. – Espero que não fique para tomar café.

Assim que ele saiu, Lily e eu nos entreolhamos.

– É... Ele te odeia. – gargalhou Lily.

SIRIUS POV

CASA DOS POTTER

– James, pelo amor de Deus, me escute...

– Não, Almofadinhas, você que precisa me escutar. Ela é a mulher ideal, sou louco por ela. Preciso fazer isso.

– Mas não agora! Pode esperar até fazer trinta anos, sei lá!

– Não exagere, Sirius.

– Cala a boca, Aluado.

– Vocês não estão ajudando!

– Não grite, Pontas. Ainda estou meio surdo depois daquele duelo da semana passada.

– Rabicho, nem atingido no ouvido você foi, pare de ser chorão!

– Pontas, você está partindo o coração de Almofadinhas o trocando por Lily.

– Muito engraçado, Aluado, ria mesmo. Pode rir, seu infeliz.

– Eu chamei vocês aqui para me ajudarem e não para tentarem me fazer mudar de ideia, o que não vai acontecer.

– Cara, você vai cometer o maior erro de toda a sua vida. De coração.

– Almofadinhas, se você conhecesse Lily como eu conheço e a amasse como amo, não pensaria duas vezes nessa decisão.

– Quê? Jamais! Prefiro morrer a me casar.

– Já que estamos falando em casamentos... Eu estive pensando em pedir a mão de Dorcas também.

– AH NÃO, NÃO É POSSÍVEL!

– Sirius, pare de gritar, meu ouvido!

– Vocês enlouqueceram? Casar? A gente ainda se reúne no malão do Pedro, vocês não podem casar! – no porão da casa dos Potter, lá estávamos nós em volta do velho e encardido malão de Pedro. A neblina tomava conta do espaço quando Pedro começou a falar sozinho.

– O eco está me respondendo, está na hora de parar. – disse Rabicho, um pouco assustado.

– Você está certo, Sirius. Chega de reuniões no malão, temos dezoito anos, fala sério, temos que evoluir. – disse Aluado, apagando seu baseado.

– Não! Não, vocês me entenderam errado Eu não quis dizer que devemos acabar com as reuniões e sim que não devemos deixar as Yokos corrompe-las!

– Sirius, nós não somos os Beatles. – disse James. – E Marlene participava de metade de nossas reuniões, por que Lily não pode? Aliás, ela ainda pergunta onde vou toda Lua Cheia.

– Não é pra contar pra ela! – avisei.

– Por que não? Lily iria entender.

– Porque é nosso, caralho! Ela não é do grupo, não é nossa amiga, é só sua namorada! – retruquei, era tão óbvio, porque todos estavam com dificuldades em entender? Os três me olharam de forma estranha. – Olha... Eu só quero que tudo continue como sempre foi.

– E vai continuar. Daqui a quarenta anos ainda estaremos aqui, só que acho que estaremos tomando café ou alguma poção para os ossos. E reclamando. – riu Rabicho.

– Nada vai mudar. A única coisa que vai mudar é que cada um vai ter sua própria casa. – disse Remo, sorrindo para mim.

– É... E não se preocupe com as crianças, só vamos ter que aturá-las durante onze anos, depois nos livramos delas mandando-as para Hogwarts. – riu James. – Vamos sempre estar juntos, não foi uma promessa que fizemos há anos atrás?

– Vai mudar sim... Eu sei que vai. – fechei os olhos com força, sentindo medo. Eu não queria ter que dividi-los, ter que aceitar quando James quiser ficar em casa com Lily e seus filhos ou quando Remo estiver viajando com Dorcas. Pedro poderia encontrar o amor da sua vida no dia seguinte e eu morreria sozinho. Seria um lobo solitário e isso nunca dá certo.

– Sirius, você tem um grave complexo de abandono. – riu Aluado, envolvendo seu braço em meus ombros e beijando rapidamente minha testa. – Ninguém aqui vai te deixar, relaxa. Vamos estar sempre juntos. Certo?

– Jurem. Jurem solenemente. – eu disse. Rabicho rolou os olhos.

– Juro solenemente. – disse ele.

– Juro solenemente. – riu Aluado. Olhei Pontas, esperando. Ele sorriu para mim e eu soube. Não precisava de juramento nenhum. Ele nunca me deixaria. E por mais distantes que estivéssimos, ainda estaríamos ligados de alguma forma.

– Juro solenemente.

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– Isso é tão sua cara, Lily. – gargalhei. Estávamos no telhado da casa dos pais de James, que dava uma visão incrível para o bosque de Godric Hollow. Havia se passado um mês desde que James havia pedido Lílian em casamento, mas eles nunca foram um casal muito normal. James era possessivamente ciumento e Lílian também, então os dois só faltavam se matar. Tanto que em uma das brigas Lily jogou o anel longe.

– Cala a boca, Sirius! – disse ela, nervosa. Agora ela tinha a mania de deixar seu cabelo ondulado e abandonara os coletes que usava, agora usando regatas floridas que deixavam amostra as pintas nos ombros que James tanto amava.

– Se você jogou o anel daqui, ele tem não pode estar muito longe. – ponderou Remo, tentando acalmar Lily.

– Eu compro outro. – disse James, dando de ombros. – Está tudo bem.

– Não, não está nada bem, James Potter! O anel é o símbolo do nosso amor, não posso deixar ele no meio do mato! – exasperou Lily.

– Por que não cionad o anel? – perguntou Dorcas, comendo algo com Rabicho.

– Ele não vem, era da minha mãe... Meu pai colocou um feitiço que não pode ser cionado, o mesmo do mapa.

– Ok, eu sou o cara mais inteligente daqui então vamos fazer uma linha do tempo. – fui para o lado de Lily. – Você estava aqui, neste local. Muito brava, com uma garrafa de hidromel e lágrimas. Então você olhou para o anel e o anel olhou pra você e os dois olharam para o bosque.

– Foi desse jeito. – assentiu Lily.

– Ok, quer dar uns amassos? – James deu-me um forte soco no braço, bonquiaberto entre os risos de Dorcas, Rabicho e Remo.

– Sirius, isso não é brincadeira!

– Ok, ok... Rabicho, me dê os doces... Ah, seu rato infeliz! – Dorcas enfiou na boca o último feijãozinho, olhando-me como uma criança sapeca.

– Não devíamos ter deixado os doces com ele. – disse Remo.

– Olha, não quero te zoar e tal, mas se você tivesse comprado a Lily um diamante descente já teríamos achado esse anel há meses. – disse Rabicho. Assenti, segurando o riso com o rosto indignado de James.

– Sempre que eu via o anel, eu pensava que Lily estava muito longe. Mas ela estava do meu lado. – gargalhei.

– Da primeira vez que eu vi, eu disse: Lily, tem uma sujeira no seu anel. Aí eu vi que era o anel. – riu Dorcas.

– Caras, parem com isso. – apartou Remo. – Temos que encontrar o anel antes que os mosquitos engulam sem querer.

Todos gargalharam, mas James fechou a cara quando até mesmo Lily riu.

– Olhe, eu amei o anel. Era delicado e não vistoso. – sorriu ela, beijando o noivo rapidamente. Eu tentei me segurar, mas não consegui.

– Bem, Lily sempre teve uma coisa por miniaturas. Sabe, o anel, seu pinto... – James balançou a cabeça negativamente quando todos gargalharam.

– Ok, ok, chega. – pediu James. Ele nunca aguentava ser zoado.

– Ai, tem algo no meu olho! – fingiu Dorcas. Rabicho aproximou-se dela, teatralmente.

– Ohhhh, é o anel de Lily!

– Não, é grande demais pra isso! – riu Dorcas.

– Devíamos conjurar bolhas de ar para não respirarmos o anel de Lily sem querer. – gargalhei.

– Lily, você gostaria de ter ganhado um anel maior? – perguntou James. Ela ficou alguns segundos em silêncio, o suficiente para eu berrar.

– CLÁÁÁÁÁÁÁÁSSICOOOOOOOOO!

– Eu não disse nada! – riu ela.

– Então diga! – retruquei. Ela ficou vermelha quando olhou James timidamente.

– Poderia ter sido maior...

– CLÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁSSSSSSSSSIIIIIICCOOOOOOOOO! – urrei entre gargalhadas.

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– Uh, quem é ela? – sorriu Fabian Prewett ao ver Lily. Olhei-o, parando tudo que eu estava fazendo.

– Nem pensei nisso. Lily é do James. Em seguida, ela é minha.

– E minha em seguida. – avisou Remo.

– Vai pro fim da fila. – ordenei quando ele me deu uma cotovelada. Estávamos na nova sede da Ordem, fazendo uma social depois da reunião. Semana passada fomos atacados na antiga e quase morremos encurralados. Lily e James tiveram um duelo acirrado com Voldemort durante mais de dois minutos e só acabou com Dumbledore interrompeu, roubando a atenção de Voldemort para si.

– Nem consigo acreditar que teremos que chama-la de Lily Potter daqui há alguns meses. Isso é surpreendente. – admirei-me quando Lily e James sentaram-se no sofá conosco. – Digo, eu consigo imaginar Remo casando, mas James é como imaginar... Sei lá, Dumbledore fazendo xixi.

– Obrigada por me fazer imaginar Dumbledore no banheiro. – sorriu Dorcas, girando em seu dedo a aliança.

– Espero que me esperem para ter filhos, eles tem de ir juntos para Hogwarts, então tem que ser no mesmo ano. – avisei.

– Oh, James querido, nunca teremos filhos então. Se depender de Sirius... – mostrei a língua para Lily.

– Não preciso casar... É só eu arranjar uma mulher muito bonita pra isso. Se Piper estivesse aqui....

– Ela precisa ser bonita mesmo, pois se depender de você, coitadinho do bebê. – riu Lily. James gargalhou com os outros, encenando eu recebendo uma ligação sobre o nascimento do meu bebê.

– Buá, buáááá, buáááá. Aqui é seu bebê. E eu sou muito feio. – choramingou James com uma voz forçadamente ridícula, fazendo todos rirem. – AH-CLÁSSICO!

– Não pode ser meu bebê porque não existe possibilidades do meu bebê ser feio. – sorri. – O nome do seu bebê, como vai ser? Bambi?

– Ah muito original seu PANACA! – retrucou James. – Meu filho vai se chamar: James. Porque não há nome mais foda.

– Não... Não sei se é seguro colocar James no nome dele. – riu Lily, diante das gargalhadas dos presentes, ela sentiu-se na obrigação. – Clássico!

– Mais ênfase, Evans.

– CLÁÁÁÁSSICO! – gritou ela, fazendo Pontas rir. – O nome do meu bebê vai ser Chandler. É um lindo nome.

– Ah não, é nome de nerd. – maneei a cabeça negativamente.

– Normalmente os Chandlers tem muita espinha e gaguejam. – lembrou Fabian.

– Bem, então o nome de Rabicho deveria ser Chandler. – riu Pontas.

– Por que vocês têm esses apelidos? – questionou Dorcas. – O único que eu entendo é de Remo, mas e de vocês? Por que Almofadinhas, Rabicho e Pontas?

Nos entreolhamos, com dúvidas. Se dependesse de mim, Dorcas e Lily jamais iriam saber de nada, mas não era eu quem decidia as coisas ali. Mas realmente, as coisas estavam mudando e elas precisavam saber da verdade pois em meses Lily e Dorcas seriam as esposas dos meus respectivos irmãos.

Que droga.



Notas finais do capítulo

Se eu não me engano, faltam quatro ou três capítulos para a grande voltaaaa da McKinnon com surpresas. hahahahahaNós vamos nos surpreender com a volta dela, no aguardo.E vocês gostam da 3º Geração e personagens complexamente originais? Então não custa nada dar uma passadinha e ler só a sinopse da minha nova long fic.Link: http://fanfiction.com.br/historia/423729/Umbrella/Agora sim.MUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH ♥