About Sirius Black escrita por Ster


Capítulo 38
Durante - 7º


Notas iniciais do capítulo

Oi.Dois dias seguidos?Exatamenteeeeeeee! hahahahahahahha Eu quero acabar logo com o DURANTE, sinceramente. Ah, e eu quero saber se vocês gostam da nova geração. Eu escrevi uma fanfic quase inteira sobre a nova geração e eu gostei, mas tenho medo de postar e ninguém ler porque eu fiz algo muito meu, a personalidade deles, a aparência e tudo mais. De qualquer jeito, vamos logo entrar na cabeça do Régulo, cherto? Chhhhhherto.





ABOUT REGULUS BLACK

SETEMBRO

HOGWARTS

POV RÉGULO BLACK




Tem um fim para toda tempestade.

Quando todas as árvores forem arrancadas, quando todas as casas forem destruídas, o vento vai se acalmar, as nuvens vão se dispersar, a chuva vai parar. O céu ficará limpo em um instante, e só então, nesses momentos silenciosos após a tempestade, nós descobrimos quem foi forte o bastante para sobreviver.

Eu não fui.

Tão iguais e tão diferentes.

Druella sempre contava que Sirius era o bebê mais problemático da face da terra. Manipulava, chorava, fazia escândalo por qualquer coisa. Era uma birra infinita, dizem que foi isso que traumatizou Walburga. Mas eu, bem, eu era o oposto dele. Se não se lembrassem que eu existia, poderia ficar meses no meu berço. Chorava apenas quando estava com fome ou com dor, era simpático, sociável e dócil.

Durante a infância, Sirius era o comandante.

Ele traçava toda a história da brincadeira do dia, e Régulo tinha que segui-lo. Mas ele não nasceu para liderar, era demasiado impulsivo, ousado, corajoso... Mas eu era fraco, covarde e sempre emburrado o suficiente para não aceitar nenhum de seus desafios. Então um dia simplesmente paramos de tentar. De insistir em algo morto. Sirius tentou se divertir com nossas primas e eu me divertia nos livros, ouvindo a conversa dos adultos, observando Monstro trabalhar na cozinha, observando.

Apenas observando, absorvendo, aprendendo, aceitando...

Por mais invisível que fosse, nós dois estávamos sempre disputando as coisas.

Briagavamos pelo mesmo lugar na mesa, pelo mesmo sapato, pelo lugar no sofá ou no balanço. Brigamos até mesmo na hora de escolher uma coruja, pois os dois queriam a mesma. Na escolha da varinha, não ficamos surpresos quando a mesma varinha respondeu aos dois, e Olivaras teve que fazer a minha varinha com gêmea com a de Sirius.

Estavamos eternamente separados e juntos ao mesmo tempo. Era como se cada um estivesse de um lado diferente em um campo de centeio, e nenhum dos dois podia atravessar, mas também não poderia se afastar.

Tão iguais e tão diferentes.

– Régulo, o que aconteceu com você? – a garota com Varíola de Dragão fechou a porta da torre de Astronomia. Eu sempre ficava ali, pois eu podia observar as pessoas. Podia ver Sirius e seus amigos entrarem no Salgueiro Lutador todas as noites de Lua Cheia. Eu conseguia ver Snape azarar o Potter para ser azarado em seguida. Eu também via Sirius e sua namorada, juntos e tão apaixonados como recém casados.

– Nada. – retruquei, seco. Evitei olha-la, não queria sentir aquilo novamente.

– Olhe pra mim!

– McKinnon, saia por favor.

– O quê? – esganiçou ela, visivelmente magoada. – McKinnon? É assim que vai me chamar agora? Régulo, eu te conheço há seis anos e namorei você por quase dois anos então me diga como... Como tem coragem de me chamar de McKinnon como se fossemos inimigos!

– Quer que eu te chame de que? Amor, querida, princesa? – explodi, virando-me para ela. E então, acontecia. Era tão rápido que eu nem conseguia evitar. Eu estava preso naquele mundo paralelo onde ela seria minha eterna Marlene McKinnon, minha princesinha. Desde então, novamente meus pensamentos se voltavam a uma única coisa, a uma única pessoa: Lene. A dona de meu coração, e até mesmo de minha vida. Tudo se tratava sobre ela. Desde o simples abrir de meus olhos pela manhã até o fechar urgente deles ao anoitecer; sempre pensando naquela garota de cabelo bagunçado e sorriso empolgado. Em tão pouco tempo, ela se tornara a razão de tudo; eu não passava um dia sem pensar ou falar sobre ela, nem mesmo uma hora. Sua presença era extremamente necessária, seus toques eram mais do que importante e seus beijos funcionavam como remédio; sempre me livrando de todas as dores, de todos os problemas. Exatamente como uma droga. E como uma droga, Lene era meu vício. Eu era refém de seus gestos, como um escravo.

Ela era um Imperius que tinha vida.

– Quero que me trate como a amiga que sempre fui. – disse ela, com a voz embargada.

– Não é mais minha amiga. – eu disse contra vontade. Precisava ser forte, mas como seria se nunca fui? Ainda mais naquele momento. Ouvi os passos de Marlene ressonarem em minha direção. Em segundos, ela já me tocava e tinha que me segurar para não agarrá-la, beijá-la, matar o que me matava, extravasar toda a falta que senti dela.

– Régulo, por que você fez isso, não entendo... – Marlene acariciou o meu braço direito, fazendo-me retirar bruscamente, sem coragem para olhá-la. – Você não é assim, por que não me deixa te ajudar?

– Seu namorado sabe que está aqui?

– Pare de ser infantil!

– Então não me perturbe.

– Como você pode ser tão frio? Onde está o Régulo que eu conheço?

– Morreu! – gritei, agarrando seus braços. – Morreu! Ele morreu, e você nem estava aqui para se despedir dele!

– O que ele fez com você... – Marlene juntou as sobrancelhas, como sempre fazia quando ia chorar. – Régulo, ainda dá tempo de você voltar atrás, você ainda tem tempo!

– Não tem tempo nenhum. – livrei-me dela, virando o rosto e apoiando-me na grade da Torre. Ela não sabia nem metade do que acontecera comigo naquele verão. Não fazia ideia do que aconteceu... Fechei os olhos com força, reprimindo pensar em tudo novamente. Só me deixaria pior do que já estou. – Preciso que entregue uma coisa a Sirius.

– Entregue você! Precisa falar com ele, eu tenho certeza que ele sente sua falta apesar de não demonstrar, eu sei que Sirius sente sim sua falta, e de toda sua família. Ele ama vocês.

Gargalhei, olhando-a com descaso.

– Ama tanto quanto Andrômeda, obrigada por lembrar.

– Chega de me tratar mal, estou perdendo a paciência. – avisou ela, ficando séria. Foda-se, foda-se ela ser namorada do meu irmão, não me interessa. Reprimi um sorriso, cruzando os braços e olhando-a.

– Vai fazer-me esse favor ou não?

– Não. Faça você mesmo. – andei em direção dela, e Marlene assustou-se quando joguei-a contra a parede bruscamente, grudando meu corpo no dela. – Para com isso, me solta!

– Não. – retruquei, olhando no fundo dos seus olhos.

– Régulo, se você não me soltar eu grito, juro que grito.

– Grita nada. – debochei, admirando seu rosto. Ela não mudou muito nesse verão, talvez só tenha ficado mais bonita ainda. Ousei beijar seu queixo, indo para seu pescoço. Por um segundo apenas, Marlene cedeu, mas então ela notou o que estava acontecendo e socou meu ouvido esquerdo, dando um agudo grito em seguida.

Após o soco eu soltei-a, ouvindo um zumbido em meu ouvido. Que desgraçada! Olhei-a, apavorado com a agressividade.

– Qual o seu problema? – esganicei, ainda sofrendo.

– Você... Você seu... Seu abusado! – ela ofegou. – Fique longe de mim!

– Bem, você costumava gostar disso. – debochei, fazendo Lene Moo rolar os olhos, prestes a explodir.

– Seu sarcasmo dá nojo, Régulo. – disse ela, fria. – Olhe, eu vim aqui tentar recuperar nossa amizade, mas pelo jeito é melhor deixar as coisas como estão.

– Isso, vai mesmo, volta pro seu namoradinho.

– É exatamente o que vou fazer. – disse ela, virando as costas. O impulso bateu forte quando eu simplesmente deixei escapar as palavras que tanto guardei.

– Eu... Eu sinto sua falta. Muita. – Marlene parou na porta e abaixou a cabeça, girando seu pequeno pé esquerdo feito uma garotinha indecisa. Ela encostou seu rosto na porta quando virou-se para mim e me deu um sorriso terno, acalmando todas as minhas preocupações.

– Eu também senti sua falta. – disse ela. – Vai me deixar te ajudar?

– Ninguém pode me ajudar. – respondi, sentindo minha garganta fechar-se.

– Ah Regs... Se você fosse menos orgulhoso. – e então finalmente saiu. Suspirei e voltei-me para a grade, controlando minha respiração. Por que, meu Deus... De tantas garotas, por que Marlene Dragonina?





A fria floresta estava escura quando frio lampejo verde iluminou o lugar. Ele fechou seus olhos, com medo de que fosse para ele. Sentiu-se idiota por sentir medo nos últimos segundos de sua vida, mas não era para ele. Nunca foi.

Foi na direção dele.

E realmente o atingiu, bem em seu peito. Mas parecia mentira quando ele continuou respirando, se movendo, como se tivesse sido apenas um jato de luz. Em seguida, após uma longa e fria gargalhada, ele terminou de brincar com sua presa:
– AVADA KEDAVRA!

Pulei da cama, suando feito um maluco.

Olhei o quarto iluminado pelo sol fraco e Mulciber revirar-se na cama, quase enforcando-se com o cobertores. Maldito seja Deus ou qualquer ser superior que me tortura no único momento onde posso esquecer a vida que tenho. Seria uma castigo? Estaria a alma de algum auror me assombrando ou algo do tipo? Levantei-me da cama e suspirei para mais um dia de aula. Após todo o processo de toda manhã, desci as escadas e ignorei todos os presentes na sala comunal, inclusive Rebecca Lestrange, mas a garota não era fácil.

– Regs. – chamou ela, me seguindo pelas escadas.

– Meu nome é Régulo.

– A feiosa pode te chamar de Regs e eu não? – ignorei-a, enfiando a mão nos bolsos e fingindo que ela era parte da mobília. – Pare de me ignorar!

– O que você quer? – perguntei, perdendo a paciência. Parei para poder ouvi-la, mas era só mais uma provocação ou conversinha sem fundamentos. Eu tinha nojo dela e dos irmãos dela, aliás, tinha tanto nojo dela que eu precisava de meses de paciência pra conseguir aturá-la no meu ouvido.

– Quero que pare de me ignorar. – sorriu ela, maliciosa. – E me dê uma chance.

– Você realmente me parou para dizer isso? – perguntei, reprimindo o ódio em minha voz. Olhei-a com descaso. – Poupe seu fôlego, Rebecca, ofereça-se para outro garoto.

– Mas eu quero você! – gritou ela, dengosa. Continuei andando pelo corredor, reprimindo um sorriso.

– Que pena. – gritei de volta. Eu estava atrasado para a aula de Herbologia, mas eu precisava muito encontrar Snape. Passei pelas salas do sétimo ano e cheguei a conclusão que ele não estava tendo aula. No Salão Principal, lá estava ele. Na mesa quase vazia da Sonserina, Pettigrew estava sentado entre Avery e Amico... Que estranho. Aproximei-me deles e sentei-me.

– Bom dia. – cumprimentei, tirando a mochila das costas.

– E aí, Régulo. Está matando aula? – sorriu Aleto.

– Herbologia, quem se importa. – dei de ombros. Ela abaixou seus olhos cinzentos e reprimiu um sorrisinho tímido.

– DANÇA, POTTER, DANÇA! – berrou uma voz feminina pelo salão. Algumas pessoas riam olhando para a mesa da Grifinória, onde James Potter dançava ridiculamente em cima da mesa com Sirius vermelho de tanto rir ao lado do Lupin e a linda Emmeline Vance, que incentivava ele a dançar. – APLAUSOS PARA O MONITOR CHEFE DA GRIFINÓRIA!

– Desprezível. – murmurou Severo, olhando o Potter com nojo. Eu não entendia muito bem porque os dois não se gostavam, mas era divertido ver Severo inventar feitiços e testá-los no Potter pelo corredor. Como na vez em que cresceu um rabo nele, bem na frente da ruivinha sangue ruim que o Snape gosta. Ele quase explodiu de orgulho quando ela gargalhou.

– O que está estudando aí, Severo? – perguntei. Ele deu de ombros, ainda sem tirar seus olhos do livro.

– Poções.

– Não duvido nada Sev virar professor de Poções. – riu Aleto, sorrindo e apertando o braço dele. Snape reprimiu um sorriso, ainda lendo seu livro. Eu queria muito tirar minha dúvida com ele, mas não dava pra fazer isso na frente de todos eles. Principalmente do Pettigrew, que conversava animadamente com Avery.

– O que ele faz aqui? – perguntei baixinho para Amico. Ele olhou o gordão e deu um sorrisinho malicioso.

– McGonagall colocou ele no nosso grupo de estudos depois que o seu irmão quase matou o Doholov com aquele explosivo dentro da caixa de chocolates. Disse que iria acabar com essa rivalidade da Sonserina e da Grifinória. – respondeu ele, debochado. – Até parece, prefiro morrer a ser amigo de seu irmão e a raça dele.

– Ele e aquela McKinnon asquerosa. – Aleto torceu o nariz. – Odeio aquela vaca deformada.

Então ele notou meu olhar e corou fortemente, desviando o olhar.

– Então, Pettigrew... – avaliei-o com um falso sorriso. Eu me lembrava muito bem dele, sempre correndo atrás de meu irmão e do Potter, entrando no Salgueiro Lutador, terminando com a maluca da Moon na frente de toda a escola... E também da vez que Potter o deixou o dia inteiro pendurado na árvore perto do lago, como isca para a Lula Gigante.

– Régulo. – esganiçou ele, timidamente.

– Não somos tão ruins assim, afinal, não é Rabicho? – debochou Amico, sorrindo para ele.

– Não... Até que não.

– Rabicho está muito interessado em aprender um pouco sobre as três Maldições Imperdoáveis, não é? – sorriu Severo, fechando seu livro.

– Ah é mesmo é? – debochou Aleto. Pettigrew nos olhou, envergonhado.

– Bem... É apenas curiosidade.

– Não fique apavorado, Rabicho. Querer aprender não é pecado... Faz muito bem em querer saber das coisas, ao contrário de seus amigos invencíveis, que não vão sobreviver muito tempo no tempo em que estamos.

– Não fale assim deles! – Pettigrew exaltou-se, apertando fortemente sua mochila. Snape olhou-o teatralmente, como se não soubesse que tinha o ofendido.

– Oh, desculpe. – dissimulou Severo. – Me esqueci que lambe o chão que o Potter e o Black pisam.

Aleto e Amico riram, fazendo Rabicho corar.

– Eles são meus amigos.

– Não, você é apenas um servo, um estepe, um brinquedo pra entretê-los quando estiverem entediados. É isso que você é, e burro como é, não vê. – Severo sorriu ao fechar seu livro e aprontar-se para levantar. Apressei-me e fui atrás dele. Conhecendo ele muito bem, em breve olharia-me com descaso. Dito e feito.

– O que quer?

– Eu... Oras, sou estou andando com meu amigo. – Severo reprimiu um sorriso e continuou andando pelo corredor.

– Ambos sabemos que estamos longe de ser amigos, fale logo o que quer, Régulo.

– Bem, podemos ser então! É tão amigo de Ciça, pode ser meu também. Minha família adora você. Minha mãe por exemplo, não se cansa de ler aquele livro da sua bisavó.

– Interessante.

– Severo, o que sabe sobre horcruxes? – Ele parou e virou-se lentamente para mim com um torto sorriso malicioso no canto da boca.

– Onde ouviu falar sobre isso?

– Só me responda, por favor. – ele avaliou-me, parecendo pensar seriamente se eu era ou não de confiança.

– Bem, isso é magia negra do último patamar. E muito antiga. – ele disse lentamente. – É estranho você saber que ela existe.

– É só curiosidade... Eu li em alguns canto na biblioteca.

– Mentiroso. – ele cortou. – Não tem sequer citações sobre isso na biblioteca.

– Então como você sabe?

– Eu roubei da seção reservada. – sorriu ele.

– Então porque você quer saber sobre?

– Pelo mesmo motivo que você.

– Jura? – perguntei, assustado.

– Bem, para aperfeiçoar meus estudos. Não é para isso que quer saber? – dissimulou ele. Assenti freneticamente, respirando fundo. – Horcruxes são objetos mágicos que guardam fragmentos da alma da pessoa que a fez. A torna imortal, uma vez que sua alma continua na Terra.

– E como a pessoa faz isso?

– Matando, é óbvio, seu estúpido. – ele revirou os olhos. – Para se fazer uma horcrux a pessoa precisa ser quase insana de tão maldosa.

– E o que precisa fazer para destruí-la? – os profundos olhos negros de Snape olharam-me curiosamente, fazendo com que ele juntasse as sobrancelhas.

– Não sei. – disse ele, de repente, voltando a sua expressão passiva.

– Ah, qual é, você não procurou saber como faz para destruir? – indignei-me.

– Tudo que sei é que a pessoa precisa sentir remorso. Mas se já foi capaz de fazer tamanha monstruosidade, duvido que consiga se arrepender dos feitos. Então não existe como destruir uma horcrux, Régulo.

– Tem que existir. – eu disse, quase implorando. Mas Snape olhou seu pulso rapidamente.

– Faça uma e depois tente destruir então. Boa sorte. – e continuou andando pelo longo corredor. E quando meu irmão gritou “VAI TOMAR BANHO?” Snape apenas agitou a varinha em sua direção, sem sequer parar de andar ou olhá-lo, fazendo Sirius cair do outro lado do jardim enquanto ele continuava andando em direção de sua aula. Respirei fundo, tentando controlar todos os pensamentos pulsando freneticamente em minha mente.

Eu ignoro ou anuncio ao mundo?

A solução mais fácil era continuar vivendo minha vida como se nada tivesse acontecido. Mas eu conseguiria fazer isso? Nunca desejei tanto um amigo quanto eu queria naquele momento. Olhei para a torre de Astronomia e vi Dumbledore acenar para mim, com um sorriso acolhedor. Será que ele pode saber o que estou pensando? Afastei a ideia aterrorizante e encostei-me na parede, ainda sentindo um bolo na boca do estomago.

– Tudo bem? – Marlene encostou-se na parede, de frente para mim. O olhar perfurador de Sirius ao longe era visível mesmo que eu não estivesse olhando para ele.

– Não. – minha voz saiu embargada.

– Precisa de um abraço Lene Moo? – O nome Marlene tem origem germânica, é uma mistura de Maria com Madelaine, que significa estrela do mar. Porém, se você for mais afundo, o nome tem o próprio significado: Família. Morreria por eles sem sequer pensar duas vezes, seja seu amigo ou qualquer coisa do gênero, tem um amor incondicional pelas pessoas ao seu redor que pode ser comparado ao de mãe. Talvez, Lupin soubesse de tudo isso quando inventou o apelido Lene Moo. Lene de Família. Moo de Amor. E se você estava em algum problema, seja ele qual for, só ela poderia resolver.

Há um motivo para dizer que eu seria mais feliz sozinho.

Não foi porque eu pensei que seria mais feliz sozinho. Foi porque eu pensei que se eu amasse alguém, e depois acabasse, talvez eu não conseguisse sobreviver. É mais fácil ficar sozinho uma vez que ficou assim a vida toda. Porque, e se você descobrir que precisa de amor e depois você não tem? E se você gostar e depender dele? E se você modelar a sua vida em torno dele e então… ele acaba? Você consegue sobreviver a essa dor? Perder um amor é como perder um órgão. É como morrer. A única diferença é que a morte termina. Mas isso...

Pode continuar para sempre.

– Sim. – respondi. E ela sorriu ao me abraçar carinhosamente como tia Druella fazia comigo. Como uma mãe. Enfiei meu rosto em seus cachos louros e por alguns milagrosos minutos, eu esqueci de toda aquela maldita assombração. Mesmo entre seus cachos, eu pude ver Sirius cruzar os braços sob sua camisa, com a gravata totalmente desfeita e erguer o queixo em desafio. Então eu soltei Lene Moo. – Diga a Sirius que tio Alfardo teve um derrame esse verão e morreu. Ele deixou metade da fortuna para ele, é só ele conferir em Gringotes. E diga que mamãe sente falta dele, porém quase tocou fogo em seu quarto.

E dei-lhe as costas, deixando meus fantasmas tomarem conta de mim novamente. E eu agradeci a todas as divindades possíveis por arrependimento não matar.

Caso contrário eu já estaria debaixo da terra.



Notas finais do capítulo

Vou responder vocês, relaxxxxxem.Esse capítulo foi tristinho e tudo mais, mas os próximos dois capítulos são bem engraçados e descontraídos e o Natal do Sirius, nossa, seeeeemmmmm palavraaaaas, superou todos hahahahahahahahahaha Esse sim é foda demais da conta hahahaha Mas então, depois é tudo tenso e triste e BOOM, fim do DURANTE hahahahahahaha Vou tentar terminar o essa época em três semanas, duas no máximo. Pode ser? Pode?Então comentem hein.MUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH ♥