About Sirius Black escrita por Ster


Capítulo 30
Durante - 6º


Notas iniciais do capítulo

Olááááááá.Gente, preciso falar algo sério aqui: Eu sei que é delicioso capítulos que não acrescentam em NADA na história, mas eu não posso continuar com eles se não o DURANTE vai ficar gigantesco, já basta o time que eu perdi com o 5º ano, não era pra ele ter ficado daquele tamanhão. Então eu vou cortar sim algumas parte, e esse capítulo que eu vou postar agora eram dois, a primeira parte era sobre a aula de Poções onde eles aprendiam sobre amortentia e tudo mais, aí tinha vários momentos awn e blablá mas eu tive que cortar, me perdoem.Só que o Halloween foi tão engraçado que eu não tive coragem de jogar fora kkkkk Então está aí, me perdoem por ser tão longo.Ai, mas chega de falar porque esse capítulo tem BARRACOOOOOOOOO, AWEEEEEEEEEEEEEEE!Sem mais delongasLETS DO THISSSSSSSSSSSSSSSSSSSS



THE LOSS OF MARLENE

OUTUBRO

HOGWARTS



– Eu perdi a paciência, cara.

– É mesmo?

– É! A garota era uma idiota. Só faltou mijar nas calças, odeio essas pirralhas.

– Hm...

– Aí ela disse: “Eu nunca beijei um menino”, aí eu disse: “Nem eu”, aí ela deu uma crise de riso estrondosa, quase derrubou a sala. – James e eu estávamos andando pelo corredor em direção das masmorras para mais uma aula de Poções. Ultimamente, meu melhor amigo tem entrado em uma crise de existência incontrolável. Já não conseguia ter paciência para nenhuma garota, estava explosivo e já tinha cumprido nove detenções em menos de um mês por ter azarado o Monitor Chefe, Edgar, mais de quinze vezes. E pior que até com a cara fechada as meninas suspiravam apaixonadas ao seu redor.

– Mas você pegou ela? – quis saber.

– Ah, peguei né, já estava lá mesmo. Mas foi horrível, muito inexperiente. – James girou os olhos. Caramba, tinha que estar muito apaixonada para nunca ter beijado ninguém e ainda ter deixado o James colocar os fluídos nojentos dele dentro dela.

– Ela estava apaixonada por você. – eu disse, risonho.

– Eu sei. Por isso que ela é idiota.

– Que nojo. – disse Marlene, aparecendo entre nós dois. – Vocês dois só pensam nisso? Sexo? Pensei que fossem mais que isso.

– É, mas não somos! – rebateu James, como se fosse óbvio. Marlene olhou-me com um sorrisinho, pensando a mesma coisa que eu: Essa TPM do James vai durar.

Halloween. Cerveja. Narciso. Lá estávamos nós.

James apontava a varinha para a própria cara, com o lumus dando-lhe uma iluminação bizarra. O quarto estava escuro para dar um clima pesado, a neblina nos envolvia por causa do baseado e a cerveja amanteigada estava acabando.

– E o homem disse... – James engrossou a voz após tragar o seu fininho. – Achei o suéter da sua filha. Ela deixou no meu carro ontem a noite. E a mulher disse: Impossível. Minha filha morreu há dez anos.

Fitamos James por segundos intermináveis. Eu não sabia porque ele estava se multiplicando ali na minha frente, mas ele estava, o que me deixava um pouco curioso.

– E daí? – perguntei.

– Então ela estava morta! E pegou uma carona! E estava morta! – James disse, como se fosse óbvio. Aff, que história ruim, que halloween horrível! Pedro nos olhou após tragar, estava com um chapéu com orelhas de burro, feito por mim.

– Quando eu tinha seis anos, meus primos me penduraram no poste da nossa rua. Eu fiquei lá por um dia inteiro. Essa história não me assusta. – Pedro passou o fininho para Remo.

– Ah, fala sério, como não pode ser assustador um cara com o suéter de uma garota morta? Ela estava morta! – grifou James.

– Por que um fantasma teria um suéter? – perguntei.

– Talvez faça frio no céu. – pensou Remo.

– Sabe o que é assustador? A cara do Pedro. – gargalhei sozinho. – Lembra daquela vez que trancamos ele no banheiro da Murta que Geme e ele mijou nas calças? Clássico!

– Isso não é engraçado. Ei... Talvez a Murta que Geme tenha deixado o suéter com esse cara. Faz todo sentido. – ponderou Pedro, fitando as mãos. – Por que será que temos unhas?

– Talvez tenha sido ele quem a matou. Devemos mandar flores a ele ou mata-lo por nos castigar com aquela praga? – refleti, enrolando mais um baseado.

– Ok, ok, ok... Olha, essa é boa: Há um caminhoneiro perdido na estrada... – começou James, mas Remo interrompeu.

– Deixe-me adivinhar: Ele deixou o suéter dele em algum lugar.

– Ok, Nox, chega, acabou o Halloween, vocês não estão colaborando. – James colocou a varinha no malão de Pedro. James pegou um baseado pronto na mesa e acendeu, dando um longo trago e passando para Remo. – Pedro, mal posso acreditar que você finalmente desvirginou.

– Não é que nem daquela vez em que você comprou um hamster e colocou o nome dele de virgindade e aí perdeu ele... Né? – quis saber Remo, preocupado.

– Não, agora é de verdade. – sorriu Pedro, passando o baseado para mim.

– Eu tive um hamster uma vez. Aí eu amarrei ele em um balão com um cartão e ele foi parar na América! – gargalhou James.

– Vivo? – perguntei.

– Não, eu não amarraria um hamster morto em um balão! É desrespeitoso! – ofendeu-se James.

– Vai Pedro, conta aí.

– Foi incrível. Pandora e eu estávamos discutindo, então nos beijamos e fomos para a Sala Precisa, onde tiramos as roupas. – ele nos olhos, ansioso. – E então fizemos.

– Detalhes! Quero detalhes! – pediu Aluado.

– Bem, nossos rostos não estavam alinhados direito, então eu fiquei esfregando meu queixo em seu nariz. E então tiveram os sons.

– Sons? – perguntei.

– Bom, com certeza não eram aplausos. Não teve música romântica como nos filmes, então eu tive que começar a gemer para preencher o silêncio. – Tapei a boca com a mão, impedindo a mim mesmo de rir enquanto James olhava Pedro como se ele contasse algo muito traumático, o que parecia ser. – Então Panda pediu para que eu parasse de gemer. Aí ela caiu na real, então ficou doida e depois ficou triste. Tudo ao mesmo tempo.

– Não se preocupe, provavelmente ela se sentiu mal por estar transando com alguém tão gordo. – disse James e eu juro que quase mijei nas calças segurando o riso. Pedro o olhou, visivelmente ofendido.

– Continuando, depois que eu sai de dentro dela, eu fui para o banheiro e chorei um pouco. – fechei os olhos com força, realmente passando mal de tanto segurar o riso. Coitado do meu amigo, mas meu Deus, como eu queria gargalhar. – Aí eu fugi pela porta dos fundos.

– Podia ter sido pior. – disse Remo.

– Eu esqueci minha cueca no banheiro. – disse Pedro. Quando James gargalhou, eu me permiti rir também, mas eu ri tanto que quase morri chorando também. Remo também riu e até Pedro deu uns risinhos, mais ainda estava traumatizado, coitado. Olhei Remo através da neblina.

– Aluado, você é o último cabaço entre nós agora.

– Eu sei, acho que vou ser virgem pra sempre. – ele disse, dando um trago.

– Porque quer! Digo, eu jurava que você trepou a semana toda com a Emmeline naquela semana que ficou com o mapa. – disse James, dando um gole na cerveja.

– Não, só nos beijávamos e nos tocávamos. Mas nada demais. Fui covarde demais para tentar tirar a roupa dela. – Nesse momento, Marlene abriu a porta do quarto, quase não dava para vê-la de tanta fumaça. Ela caminhou até o malão e sentou-se entre James e Remo, pegando um baseado e acendendo.

– É um clube fechado, precisa pagar para entrar. – eu avisei.

– Aqui está o pagamento. – e mostrou o dedo do meio. – Sobre o que estão falando?

– Sobre sexo. Compartilhe conosco sua primeira trepada. – disse James. Marlene quase acaba com o baseado em um só trago.

– Eu sou virgem. Há um cadeado na minha calcinha. – Lene Moo passou o baseado para Pedro e nos olhou misteriosamente. – Votos de castidade eterna.

– Hm, as melhores. – sorriu James maliciosamente. Marlene gargalhou por longos segundos, pegando a cerveja amanteigada e dando um gole. Então riu mais ainda, já doida pelo Narciso. Nós a fitamos rir, risonhos, ela nunca parava de rir!

– Estou rindo tanto que até esqueci porque estou rindo. Não é engraçado? – James fez uma careta engraçada e Marlene quase morreu rindo.

– Sirius, eu quero te dizer algo que eu sempre quis dizer: Primeiramente, você é a pessoa mais legal que eu já conheci!

– Ah, que isso, não é pra tan... Sim, sim, eu sou. – apaguei meu baseado, sorrindo para Marlene Dragonina.

– Ok, ok, eu ouvi falar que James Potter está apaixonado. – Marlene encheu seu copo novamente. – Então eu ri, porque, fala sério!

– Mas é verdade. – disse James. Então nós rimos. Mas rimos tanto que se alguém passasse ali pensaria que estávamos sendo torturados. – Por que ninguém acredita?

– É EVANS pra você POTTER! – gritou Marlene, fazendo a voz trêmula e petulante de Lily.

– Vai meu Lírio, só uma saidinha, me dá uma chance, por favor princesa. – imitei a voz retardada de James, fingindo bagunçar o cabelo.

– Eu não sairia com você nem que tivesse que beijar um testrálio em vez disso! – imitou Remo.

– Ah poxa vida, Evans, por favor. – implorei, quase chorando.

– Parem com isso... – pediu James, nos olhando com raiva.

– Você é um saláfraio, arrogante, cínico e escroto. Que nojo! – imitou Marlene novamente. Nós rimos olhando o olhar constrangido de James.

– Eu tento entender até hoje porque picas essa menina não gosta de mim!

– Bem... Porque você é tudo isso que ela fala. – riu Marlene. – Mas por que você quer a Evans se tem um monte de garotas que morreriam por você?

– Porque ele é idiota! – expliquei. – Por isso.

– Não, é porque ela especial.

– É, o especial dela é odiar você. – riu Pedro.

– Não porra! Vocês não entendem! Será que ninguém aqui nunca sentiu que fosse sufocar quando a pessoa aparece? Quer estar ao seu lado o tempo inteiro, seu corpo age sob uma força sobrenatural quando vocês estão perto, tamanha vontade é de tocar a pessoa? Que você se pega pensando nela nos momentos mais importunos... – olhei Marlene e ela me olhou, mas desviamos o olhar rapidamente, assustados. Eu... Bem, isso tudo é muita viadagem do Pontas. Certamente. Mas Pedro começou a chorar.

– Eu sei. – ele soluçou. – Eu acredito em você, Pontas.

– Eu também. – lamentou-se Remo, apagando seu baseado.

– James... Eu vou te ajudar, ok? – Marlene acariciou seu ombro e James deu-lhe um sorrisinho triste e rápido. – Mas não se esqueça: É Evans pra você, Potter.

Todos jogaram a cabeça para trás entre a neblina, dando a primeira gargalhada de muitas daquela noite de Halloween.




NOVEMBRO

HOGWARTS



– Ok, vamos fazer assim, enquanto James e eu vamos à Zonko’s...

– Não, eu tenho que ficar, tenho que me preparar.

– Ah é, pode crer, então o Pedro fica pra vigiar e eu vou.

– É perigoso, algum monitor pode aparecer e o mapa vai estar com você.

– Então o mapa fica com vocês.

– Tá mas o Sirius vai se ferrar mais ainda se pegarem ele saindo de alguma passagem, e ele não vai saber porque vai estar sem o mapa.

– Por isso o Remo tem que fica perto da passagem! Ele é monitor, então o mapa fica comigo.

– Não! Como a gente vai saber se é seguro sair? Vamos estar carregando caixas de explosivo!

– O que estão fazendo? – meu coração quase explodiu quando pulamos assustados e damos de cara com Edgar Bones. James estufou o peito e o olhou com desafio, torcendo para que ele dissesse algo, desse qualquer desculpa para que James o atacasse. Remo balançou a cabeça negativamente freneticamente, morrendo de medo de Edgar descobrir o que estávamos planejando fazer.

– Nada. – dissemos em coro.

– É óbvio que estão mentindo. – ele cruzou os braços. – Mas já são três horas e eu não dou a mínima.

E saiu, tirando seu crachá de Monitor Chefe enquanto andava. Respirei, aliviado, se ele tivesse nos pego, teria rendido uma boa detenção de semanas e se tem uma coisa da qual eu não quero é detenções. Digo, só se for com Hestia. Mas aquele era um dia muito especial para ficar imaginando o que eu faria aquela noite com minha namorada, seria a estréia de Marlene no time de Quadribol.

Após ela ter quebrado o braço de Dolohov no jardim por ele ter levantado sua saia (Eu aproveitei e chutei a barriga dele enquanto Marlene batia nele), descobrimos que Marlene tem uma força extraordinária, digo, eu sempre soube porque eu apanhei dela o suficiente para saber. James, capitão da casa, estava precisando de um novo batedor uma vez que o nosso era ruim de doer, disse que Marlene podia canalizar sua raiva a favor da Grifinória. Levou uma semana só para convencê-la a fazer o teste e quando conseguimos, foi assustador vê-la voando pelos ares e rebatendo os balanços com tanta força que poderia quebrar o taco de tanta brutalidade.

– Ela é quase um homem! – disse Pedro, apavorado com a força sobrenatural de Marlene. Mas eu não conseguia me concentrar direito ao ver seus longos cachos louros voarem pelo ar numa velocidade assustadora e ela rebatendo os balanços que vinham em sua direção. É tão... Sexy. Continuei inclinado na arquibancada, deliciando-me com a visão de Marlene jogando. Sábado, Grifinória versus Sonserina, isso precisava de uma boa comemoração. Por isso estávamos planejando comprar três caixas de explosivo e colocar em pontos estratégicos para depois do jogo, o que exigia muito planejamento.

– Estou tão nervosa... – Marlene começou a torcer os dedos, já no uniforme. Como ela estava gostosa naquela roupa, Santo Merlin... O número dez em sua camiseta fazia uma longa curva nos grandes seios de Marlene, qual será a cor do sutiã dela? Seria muito bonito se fosse vermelho, iria dar um lindo contraste.

– Sirius! – nem percebi Hestia sentada ao meu lado. – Você me ouviu?

– Aham.

– Então tudo bem?

– Tudo bem o que? – ela suspirou.

– Eu disse que eu gostaria que fossemos ao Três Vassouras. – ela mordeu uma maçã com a casca e Marlene desviou o olhar, fechando a cara.

– Ele não pode. Ele vai comemorar nossa vitória. – cortou Marlene, seca. Hestia olhou-a como se ela tivesse dito que eu ia ser mandado para Azkaban.

– Desculpe? É você que decide o que ele faz ou deixa de fazer?

– Bem, eu duvido que Sirius vá querer ir ao Três Vassouras em vez de comemorar com a família dele uma vitória. – Marlene enfiou o garfo na torta com tanta força que ela partiu no meio. Remo inclinou-se na mesa, para assistir melhor.

– Escuta aqui garota, eu cansei de você.

– Ahhh, primeiramente, essa é a mesa da Grifinória, então independentemente se sua creche te soltou mais cedo, não significa que pode sentar aqui. Cai fora.

– O quê? – Hestia arregalou os olhos. – Qual é a porra do seu problema, McKinnon? Mais uma e eu vou terminar de deformar seu rosto!

– Então vem pra cima! – Marlene levantou-se, tirando os brincos. Meu Deus, seguro as duas ou deixo elas se matarem? Droga... Seguro ou deixo? Porcaria de indecisão! – Vamos, vem, sua tampinha!

Hestia soltou um rosnado idêntico ao de um gato e pulou em cima da mesa em direção de Marlene, que a puxou com força e as duas caíram no chão, entre rosnados e gritos de raiva. Agora já foi! Pulei em cima da mesa também para poder assistir melhor e James não sabia se torcia ou se separava as duas. Alunos se formavam ao redor enquanto Hestia subia em cima de Marlene e lhe dava um forte tapa na cara, mas a loira não deixou por menos e quase arrancou todos o cabelo de Hestia em uma tacada só. A quantidade de alunos ao redor impedia qualquer professor de se aproximar e então James berrou:

– BRIGA DE GOSTOSAS! – Marlene sacudiu Hestia e a jogou no chão novamente, arranhando seu lindo rostinho, enquanto isso minha namorada tentava desviar das garras de minha melhor amiga e ataca-la também.

– ACABA COM ELA, HESTIA! – gritou Pedro.

– SOLTA SEU PODER ESPECIAL, MCKINNON, TOCA FOGO NELA!

– Já sei! Podemos molhá-las e assim poderíamos ver através das blusas! – disse James, animado. Ninguém estava a fim de separar as duas, nem eu. Eu não sabia se torcia pela Marlene ou pela Hestia, que merda! A porrada estava rolando solta quando Hestia mordeu o braço de Marlene e ela soltou um berro de dor, em seguida, quase enforcando minha namorada, que começou a chutar minha melhor amiga. A multidão começou a se dispersar, o que significa que tinham professores se aproximando. James pulou em cima delas e agarrou Marlene com força para longe de Hestia, arrumando seu cabelo com desespero, mas ela tarde demais, a professora iria ver que elas estavam tentando se matar.

– O que significa isso! – a boca da professor McGonagall estava trêmula. A cara de Hestia estava arranhada e seu cabelo virou uma juba tão grande quanto a de Marlene, que tinha o canto da boca machucado.

– Foi só uma discussão boba, professora, não é Marlene? – disse Pontas.

– Apenas um mal entendido. – assentiu Aluado.

– Menos cinquenta pontos para a Corvinal e para a Grifinória! – ela disse, olhando as duas com repugnância. – Francamente, uma monitora e... Você, Marlene? – a professora parecia decepcionada quando começou a dispersar os alunos ao nosso redor. As duas se entreolharam e Hestia saiu correndo. Suspirei, teria que ir atrás dela agora... O que significa que iria perder o começo da partida, ninguém merece.

– Você acabou com ela! – gargalhou James.

– Ela me mordeu. Espero que não tenha me passado raiva de vadia. – Marlene sentou-se novamente, acariciando o braço mordido, com os cachos todos bagunçados.

– Marlene, eu não acredito que você bateu na Hestia. – gargalhou Lily. – Foi a melhor luta que eu já vi na vida!

– Você viu aquela parte em que a Marlene puxou o cabelo dela? – riu James com Lily, ela assentiu, recuperando o ar.

– Melhor foi quando a Hestia mordeu ela! – gargalhou Lílian, os dois pareciam amigos de infância rindo da desgraça das duas. Eu realmente não tinha ideia do que pensar, foi engraçado, excitante, divertido, mas assim que eu fosse procurar minha namorada, eu tenho certeza que ela não vai estar nem um pouco divertida. Marlene olhou-me com raiva e olhou para Régulo, chamando-o. Aproveitei a deixa e fui atrás de Hestia, ver se ela tinha se machucado muito. Subi até a sala comunal e peguei o mapa para saber exatamente onde ela estava.

Em lugar nenhum, logo...

Assim que a porta se abriu, entrei no costumeiro quarto onde Hestia e eu nos encontrávamos. Ela estava tocando seu cabelo com a varinha, fazendo ele se encaracolar mais e mais enquanto ela enxugava as lágrimas. Receoso, aproximei-me lentamente da cama e sentei-me, procurando palavras entre as fungadas doloridas de Hestia. O que eu poderia dizer a ela? Aliás, eu não devia dizer nada, eu não tenho culpa se elas se estranham.

– Chega. – ela balbuciou, chorosa. – Chega.

Tive medo de perguntar o que tinha acabado. Hestia virou-se para mim e meu coração despedaçou-se ao vê-la chorando.

– Eu não posso mais suportar isso, Sirius. Eu não consigo. – ousei tocá-la, mas ela se encolheu, afastando-se de mim. – Eu já suportei tempo demais.

– Hestia... – ela olhou-me com seus olhos amendoados, e a dor gravada naqueles olhos conseguiam me atingir numa intensidade que nem eu acreditava que seria possível. Recuei, arrependendo-me de não ter separado as duas.

– É exaustivo demais amar você, Sirius. – soluçou Hestia, mal percebendo o que tinha feito. Ela parecia ter me jogado uma maldição da morte tamanha a intensidade de suas palavras. Desviei o olhar, recuperando o fôlego. – Eu não posso mais competir com ela.

– Eu estou aqui agora. Com você. – Hestia levantou-se, ficando de costas para mim, então eu levantei-me, sugando toda a coragem que eu tinha e fui atrás dela e a virei para mim. Ela era tão pequena e delicada, diferente de Marlene. Elas eram totalmente diferentes uma da outra. Como água e óleo. E eu estava bem no meio. – Isso é o melhor que eu posso fazer.

Agarrei seu rosto e encostei minha testa na sua antes de beijá-la. A rigidez de Hestia foi embora quando eu finalmente consegui relaxá-la, caminhando lentamente até a cama. Ela deitou-se, como uma criancinha indefesa, eu deitei-me sob ela e beijei toda a extensão da sua clavícula, com Hestia ficando mais ofegante a cada segundo. Desabotoei minha camisa agilmente enquanto Hestia fazia o mesmo, com uma rapidez impressionante. Com as mãos, eu explorei todo o corpo dela enquanto a beijava, mapeando em minha mente cada centímetro de sua pele morena. Cataloguei cada detalhe: cada ponto que fez Hestia suspirar ou arquejar em meu toque, cada pequena cicatriz ou imperfeição, cada mergulho ou ascensão. A forma como beijar o interior de seus pulsos fez suspirar. O jeito que ela gemeu quando eu beijei entre seus seios. Cada toque, cada beijo, cada movimento foi simploriamente mágico. O desejo, a excitação em cada ato, fazia nossos corpos parecerem um só. Ela foi feita para mim, cada detalhe. Foi como se tivesse sido feita baseada em mim. Nos perdemos entre as carícias, a intimidade e cumplicidade entre os atos, a satisfação ao ver ouvir os gemidos abafados de Hestia em meu ouvido, estimulando, ajudando, aprofundando aquele momento mais e mais até os dois não conseguirem mais se libertar um do outro enquanto o desejo não acabasse.

Depois de toda a nossa reconciliação, Hestia e eu voltamos ao normal. Eu evitava Marlene toda vez que estava com ela, por mais que eu odiasse isso, era para o bem do meu namoro. A nova batedora da Grifinória percebeu o gelo na nossa amizade e tentou arrumar a confusão, mas era tarde demais para isso. Mas em uma das noites em que eu voltava da Sala Precisa, eu pude ver no mapa o nome de Marlene zanzando pra lá e pra cá pelo sétimo andar, provavelmente esperando algo. Com o caminho limpo, eu continuei andando, passei até por um grupo de garotas do quarto ano muito bonitas.

– Boa noite, senhoritas. Sou Sirius Black. – beijei a mão de cada uma, a loira era bem bonita, apesar de eu não gostar muito de loiras, todas são imperfeitas em com comparação com... Ah de qualquer jeito. – Um prazer conhecer vocês, qualquer coisa é só me chamar.

SLEEPING AT LAST - TURNING PAGE

Continuei caminhando com o coração nas mãos com medo do que dizer a Marlene. Passar reto ou cumprimentar? Fingir que nada aconteceu? Quem ela está esperando, o namorado?

– Você! – ela acusou, me empurrando contra parede assim que virei o corredor. – Chega, agora você vai me dizer por que está me evitando!

– Não estou te evitando! – eu não conseguia sair de onde estava com Marlene segurando meus braços, cachos desordenados, olhar raivoso e mordendo o lábio com força... Deliciosamente suculenta.

– Está sim! Está deixando um namorinho de nada atrapalhar nossa amizade! Quem te livrou de metade das detenções que você podia ter pego? Quem te passa as respostas de TCM? Quem é que faz a porcaria do carinho em você no sofá quando você está passando mal? Quem é que sabe que você nunca toma leite quente e gosta de comida bem salgada? Eu duvido que Hestia sabe de tudo isso! – explodiu Marlene, possessiva. Que desnecessário.

– Bem, eu...

– Não é o suficiente pra você? Bem, então saiba que seu primeiro beijo com Emmeline só aconteceu porque eu fiz de tudo pra que acontecesse, ok? E aquela porcaria daquela miniatura é uma fortuna, e eu não escolhi de última hora, eu levei MESES pra achar a miniatura certa! Eu... Eu... Sou eu quem te ajuda quando você tá fugindo de uma detenção. – Marlene respirou fundo, tentando controlar sua voz embargada. – Sou eu quem te abraça, te aconselha... Sou eu a Fera e você a Bela! Não tem outra pessoa nisso!

Abaixei a cabeça, incapacitado de responder Marlene. Eu não podia escolher entre duas mulheres que eu amava, porque cada uma era de um jeito diferente. As coisas não são tão simples como Marlene pensava que era. Mas quando eu vi seus olhos encherem-se de lágrimas, eu pensei em simplesmente fugir, sair correndo, mas eu fiquei ali. Covarde o suficiente para ver as lágrimas silenciosas no rosto de Marlene.

– É humilhante depender tanto assim de uma pessoa, mas você foi meu único e melhor amigo durante anos... E você não tem noção, do quão horrível é me desfazer disso. Ter que dividir você... Você não sabe como é. – Ela soluçou, enxugando as lágrimas. Eu queria tanto tocá-la, dizer que estava tudo bem, que tudo vai acabar. Mas o que iria acabar? Qual dos lados iria ceder, uma vez que os dois tinham quase a mesma quantidade de força? – Então... Aqui vai. Eu sei, ok? Eu sei que a Hestia é uma garota incrível. Mas eu... Amo você, Sirius. E a pior parte disso, é que é tanto... Que eu sinto que vou sufocar a qualquer momento. Tanto que eu sempre cedo e acabo ouvindo aquelas músicas barulhentas que você tanto gosta, deixo você comer o último pedaço da torta de abóbora por mais que eu ame a torta e deixo você sair beijando a escola e isso me faz odiar você! Amar... Você. Então, Sirius, me escolha. – e saiu. Marlene... Me ama? Mas, em que sentido ela quis dizer isso? Eu devia ter dito algo? Eu devia ter falado que eu tinha vontade de estar com ela o tempo inteiro, que eu amava seus cachos bagunçados e vê-la voando pelos ares? Que eu simplesmente ficava encantado quando ela mordia os lábios ou a simples forma dela colocar seus cachos atrás da orelha?

Mas eu não posso dizer tudo isso.

Eu já tinha feito minha escolha.