About Sirius Black escrita por Ster


Capítulo 29
Durante - 6º


Notas iniciais do capítulo

Oláááááá pessoinhas.Não tenho o que dizer aqui, então vamos ler e depois a gente conversa.



JAMES POTTER IS IN LOVE

SETEMBRO

EXPRESSO DE HOGWARTS




– Sirius, você precisa vir aqui! – uma garota que eu nunca vi na vida me empurrava pelos corredores.

– Olha querida, eu já deixei essa vida, e aliás, tenho namorada. Então se puder me soltar...

– Não é nada disso. – ela empalideceu, olhando-me temerosa. – É James.

– O que tem ele? – perguntei, tentando não transparecer preocupado. Será que algum atentado tinha acontecido com os Potter e não saiu no Profeta Diário?

– Ele está muito mal. Ele precisa muito de você. – A anãzinha abriu a cabine ao seu lado e revelou um compartimento lotado de garotas com Remo e Pedro em um canto, extremamente envergonhados com meu amigo. James estava deitado no colo de cinco meninas, gemendo e resmungando enquanto uma acariciava seus cabelos, a outra o rosto e as outras davam-lhe feijõezinhos de todos os sabores em sua boca. Entrei no compartimento, cruzando os braços.

– O que é isso? – perguntei.

– Sirius do céu. – ele gemeu. – Venha aqui meu irmão, estou morrendo. – Remo deu um bufo de insatisfação e quase grudou sua cara na janela, provavelmente achando tudo aquilo muito ridículo.

– O que você tem?

– Meu coração.

– Está com problemas cardíacos?

– Além disso, cara. Primeiro acabei descobrir que sou Deus, pois meu coração foi pisoteado e ainda está batendo. – Quando eu olhei bem as garotinhas, eu notei algo bem... Diferente. Todas eram ruivas. Das mais claras as mais escuras. A que tinha o cabelo mais acaju, beijou James na bochecha e o acariciou como se ele realmente estivesse doente.

– Exemplifique. – eu pedi, ficando enojado. James fechou os olhos com força.

– Eu tive minha alma quebrada em pedaços. Fui traído. Usado. Jogado aos diabretes como se fosse um pedaço de carne sem importância. Meu coração sangra, Sirius. Já não tenho mais nenhuma vontade de viver.

– Meu Deus, que ridículo.... – murmurou Remo.

– Cara, o que aconteceu! – eu pedi, exausto de enrolação. James sentou-se no colo de uma das ruivas. Os olhos castanhos de James ficaram aquosos e ele olhou-me teatralmente ao dizer:
– Lílian Evans Potter está namorando. – olhei-o, me segurando para não agarrar seu pescoço. Eu sabia que James era dramático, mas aquilo era extrapolar.

– E daí? – ele arregalou os olhos e Remo riu.

– Lá vai. – anunciou Aluado.

– E DAÍ? E daí que eu sou o cara mais bonito dessa escola, então porque ela foi escolher logo um zé ninguém? Eu sou popular...

– Bonito. – disse uma das ruivas.

– Engraçado.

– Gostoso. – disse a mais cheinha.

– Encantador.

– Perfeito. – sorriu uma, olhando James apaixonadamente. Ela ergueu as mãos para os elogios e olhou-me como se fosse óbvio.

– Vai ver ela não gosta de caras... Gostosos?

– Eu não quero deixar de ser magnifico para conseguir a Evans. – ele disse, emburrado como uma criancinha.

– Príncipe, você não precisa... Esqueça essa oferenda, olhe só quantas mulheres tem para sua disposição. – pediu a anãzinha. James a analisou como se ela fosse um pedaço de carne estragada.

– Saiam daqui, todas vocês. O cabelo de vocês é ridículo! Será que é tão difícil achar alguém com tom ACAJU? Saiam! – Magoadas, todas as ruivas saíram do compartimento de James, de cabeça baixa. Ele sentou-se no banco e massageou as tempuras, de olhos fechados. Eu preciso encontrar Hestia, se não eu morro de saudade ali mesmo.

– Onde pensa que vai? Eu preciso de você aqui! – ele disse.

– Eu tenho que encontrar minha namorada.

– ÓTIMO! Esfrega mesmo na minha cara que você tem alguém, deixa bem explicito que a Evans não me quer. Eu sou tão bonito! Pela primeira vez quero ser tão feio quanto Snape para ver se ela me nota! – fechei a cabine, segurando o riso. Andei pelo corredor empurrando o pirralhos da minha frente e quando passei pela cabine dos monitores, eu vi o que James estava quase morrendo por ter acontecido. Um garoto da corvinal tinha seu cabelo amarrado em um rabo de cavalo, com sobrancelhas grossas e um sorriso tão brilhante quanto seu distintivo de Monitor Chefe no uniforme, estava de mãos dadas com Lily Evans, que o olhava como se fosse Deus. Segurei o riso, realmente, James era bem melhor que aquele moleque.

Como eu disse, vai ver ela gosta de gente feia.

Entrei na cabine sem pedir e procurei Hestia com o olhar.

– Cabine de monitores. – grifou Evans, petulante como sempre.

– Eu sei princesa, estou procurando minha namorada. Sabem onde está Hestia?

– Ela foi te procurar. – respondeu o namorado da Evans. Assenti e sai da cabine, respirando fundo e enfrentando o corredor lotado novamente.

– Sai da frente, melequento. – empurrei um pirralho para fora do meu caminho e espiei todas as cabines, procurando Hestia desesperadamente, puta que pariu, cadê ela? Continuei tirando as crianças da frente e procurando minha namorada. Mal posso esperar que entrem na Grifinória, James estava precisando de um empregado novo. E eu também, obviamente. Na última cabine, lá estava ela fitando Marlene e Régulo com tédio. Assim que entrei na cabine e ela me viu, pulou para cima de mim. Que saudade daquele cheirinho cítrico! Beijei seu pescoço e apertei bem suas costelas contra mim, sentindo todo aquele frio na barriga sempre que eu a beijava ou a tocava. Seus cachos cresceram nesse verão, sem contar que ela estava mais alta. Após um longo beijo cheio de tosses de Marlene, eu soltei Hestia, sorridente como uma garotinha.

– Então... – ela apontou para seu peito, mostrando o crachá de Monitor Chefe brilhante fortemente em seu peito. Que orgulho, o cara que mais cumpre detenções namora uma monitora chefe.

– Estou tão orgulhoso de você. – eu disse, beijando sua bochecha com força. Ela riu enquanto nos sentávamos, de mãos dadas. Eu realmente senti falta dela. De cada detalhe, até mesmo de sua voz irritantemente perfeita. O tempo se arrastava quando eu estava longe dela, cinco minutos pareciam cinco horas inteiras. Ela fitou-me, encostada no banco, como se temesse que eu desaparecesse. Então eu brinquei com seu anel em seu dedo enquanto a fitava de volta, encantado com suas sardas e aquela pinta perto da boca que a deixa tão absurdamente sexy e maravilhosa.

Eu tinha a namorada mais linda do mundo!

– Psiu. – ela chamou, dengosa.

– Hm. – neguei-me a devolver o sorriso que ela me dava.

– Eu amo você. – ela sussurrou. Então o sorriso quase engoliu meu rosto. Era extremamente delicioso ouvir aquelas palavras. Era uma sensação indescritível de fazer parte de algo, e aquele caso em questão, era fazer parte da vida dela. Aproximei-me e beijei sua bochecha, indo lentamente até sua boca, e me deliciando com aqueles lábios que eu tanto senti falta. Meu Deus, quem diria que um dia eu iria me apaixonar perdidamente por alguém? Como se as únicas mulheres na minha vida eram Ninfadora e minha Guzzi? Mas elas tiveram que ceder espaço para Hestia, que rápido até demais, estava conquistando cada pedaço de mim.

– Jones... Jones... Você é nascida trouxa? – a voz extremamente irritante invadiu a cabine e eu me toquei que Marlene e Régulo ainda estavam lá. Lene Moo estava com a cabeça encostada no ombro de seu namorado, brincando com as vestes dele enquanto o idiota sorria para Hestia.

– Meus pais são trouxas. – ela respondeu, com um meio sorriso.

– Interessante. – ele sorriu para mim e eu fiz questão de não retribuir.

– Por que quer saber, Régulo? Está interessado na minha namorada? – Marlene olhou-me, com raiva. Ô menina chata! Quando ela ficava emburrada desse jeito, eu não conseguia deixar de lembrar do primeiro ano, quando ela era uma menina chata, emburrada e petulante, achava que era a dona da verdade. E era nessas horas que essa menina voltava.

– Claro que não, irmão. Já tenho a minha McKinnon. – seu sorriso se estendeu. – Toujours Pour.

– Vamos sair daqui, Hestia. – ordenei, levantando-me e pegando sua mão. Meu estômago congelou só com a ideia de Régulo dar uma de idiota e “deixar escapar” a informação que Hestia era nascida trouxa para meus pais. O medo nem era por mim, e sim por ela, minha família era doida de pedra. Hestia disse que infelizmente teria que se juntar aos outros monitores, mas em Hogwarts nós mataríamos essa saudade, se é que me entendem. Sorridente, voltei para a cabine dos Marotos. Agora Dorcas estava lá, ouvindo atentamente as chatas lamentações de Aluado enquanto Rabicho parecia imerso em pensamentos enquanto fitava a paisagem. Já James estava brincando com o pomo idiota.

– Sou capitão agora. – ele mostrou um distintivo. – Sou foda.

– Sim, você é. – ele continuou brincando tristemente com o pomo. – Por isso não devia se importar se a Evans quer algo com você. Esquece essa garota. Desiste.

Ele olhou-me como se tivesse sido ofendido.

– Desistir? Você já me viu desistir de algo? Enquanto eu não beijar aquela garota, eu não vou descansar! Mesmo que eu só faça isso daqui a vinte ou trinta anos.

– Que drama.

– Drama nada, sou mais persistente que você, em vez de lutar pela Marlene, preferiu ceder e ainda arranjou uma namorada para disfarçar. – HÃ?

– Quê? Do que você ta falando?

– Sirius, você acha que eu sou idiota ou o que? Eu te conheço, Almofadinhas. Melhor que qualquer um, você não me engana. – ignorei James e acomodei-me no banco, observando Dorcas e Remo.

– Eu estou me sentindo tão mal, Dorcas. Digo, eu realmente não queria ter feito aquilo com Emmeline, mas eu fiz, e depois eu fui sincero com ela, então eu quebrei o coração dela de novo! Eu sou um baita canalha, talvez mais do que James, nem ele faz isso... Ok, ele faz isso, mas pelo menos todo mundo sabe que ele é um canalha, entende? Eu não quero ser um canalha, não nasci pra isso.

– Remo... Está tudo bem, Emms não está brava.

– Eu gosto dela, eu realmente gosto muito dela. Emmeline é linda, inteligente, engraçada... É perfeita!

– Aham...

– Eu acho que poderíamos ter um bom futuro juntos, sabe? Mas eu tenho medo dela não suportar na hora de colocar as fichas na mesa.

– Fichas na mesa?

– Ah, esquece. – Remo fitou o teto encantado e esqueceu totalmente de Dorcas. Ela terminou seu sapo de chocolate e fitou Remo discretamente, quase hipnotizada. Era ridículo ela pensar que Remo a olharia uma vez que Emmeline ficava jogando sua beleza a quatro cantos dos ventos o tempo inteiro. Mas a esperança, o carinho em seus olhos, era comovente.

– Remo... Você sabe que existem outras garotas, não sabe? – perguntou ela, temerosa.

– Onde? – ele perguntou, mas não para obter respostas. O rosto de Dory praticamente berrava “Aqui! Tem eu, Remo!”. Mas tudo que ela fez foi desviar o olhar, exausta. Covarde dos dedos dos pés até a raiz do cabelo. Constrangedor. Para melhorar a situação, Emmeline decidiu entrar na cabine, para ter a desculpa de se esfregar em Remo, cumprimentou todos nós com um beijo e sentou-se entre Dorcas e Aluado por mais que não houvesse um espaço entre eles. Que tédio. Preciso de novos amigos, esses são chatos demais.

O trem finalmente parou, e eu recolhi minhas coisas, com James resmungando e empurrando as criancinha para podermos sair. Já fora do trem, esbarramos em Lílian Evans direcionando os pirralhos.

– Olá, Evans. – disse James, educadamente.

– Oi. – ela respondeu, curta e grossa.

– Como foi seu verão?

– Gloriosamente bom.

– Quer saber como foi o meu? – ela deu-lhe um sorriso falso.

– Na verdade, não.

– Pontas. – chamei, olhando a petulante da Evans com o nariz retorcido. Ela retrucou, saindo de perto. Eu não sabia porque cargas d’agua James gostava tanto dela. Ela era extremamente irritante, petulante e com uma mania terrível de achar que estava certa em tudo! Irritante sabe-tudo.

– James, esquece essa garota. – aconselhei. Mas ele deu-me seu sorriso maroto de sempre.

– Nunca! Será que não vê, Almofadinhas? Inteligente, bonita, estressada... Perigosamente calculada para mim! Eu... Eu me casaria com ela!

– Vira essa boca pra lá! – ordenei, assustado.

– É sério, Almofadinhas, eu realmente... Eu... Já não é uma quedinha cara, agora é sério. – James respirou fundo e olhou solenemente no fundo dos meus olhos. – Estou apaixonado por Lily Evans.

– Não está não! Você só não aceita a ideia dela odiar você, é só isso!

– Não, não é cara! É mais que isso, tenta entender! Você não sente o mesmo pela Hestia? Quando você se olha no futuro, você... Você não se vê com ela? – ele me deixou em um beco sem saída. Eu penso em mim com quem no futuro? Em Hestia? Como uma vez que eu sempre me vejo muito bem acompanhado de diversas mulheres e um belo copo de uísque de fogo?

– Você tá muito doido, esse é seu problema.

– Ok, não acredite se não quiser, mas estou decidido a conseguir a Evans e agora é sério. Primeiro eu mato o Bones, e aí, eu consigo a Evans.

– Bones?

– É, Edgar Bones, é o namorado da Evans. Por enquanto. – ele fitou Hestia e Edgar direcionando os pirralhos. – Eu vou cortar a língua dele e fazer ele engolir.

– Tudo isso pra conseguir dar um beijo na Evans? – James olhou-me como se eu fosse a pessoa mais burra que ele já conheceu.

– Não, seu idiota! Eu já disse que é mais que isso! Eu a amo!

– James...

– É sério, que droga, por que você não acredita! EU AMO LÍLIAN EVANS, EU A-M-O! – Segurei o riso quando todos os estudantes pararam com a declaração de James para o mundo inteiro. Lily Evans virou-se para James, perdida entre choque e desprezo. Ele olhou ao seu redor e suspirou, pegando suas malas e indo em direção de Hogwarts.