About Sirius Black escrita por Ster


Capítulo 23
Durante - 5º


Notas iniciais do capítulo

Pitelzinhos, eu sinto dizer que a fanfic acabou. Zoeira hahahahahaha Estamos quase ultrapassando a linha dos trinta capítulos e eu estou com medo dela ficar tão longa que até desistam de ler hahhahahaha Eu vou cortar alguns capítulos pra não ficar muito longe, RELAX!Well, vamos ao capítulo então, lá embaixo noize conversa.



HESTIA'S TIME

MARÇO

HOGWARTS






– Namorando? – O mundo pareceu parar ao ouvir aquelas palavras. Na-mo-ran-do. Cada sílaba era um soco bem forte na minha cara. O que eu deveria dizer? Fazer? Pensar? Olhei Marlene, que olhava admirada o lindo anel de ouro de duende com diamantes negros salpicando ao redor. Parecia que ela estava casada! A felicidade em seus olhos, o sorriso derretido em seus lábios, os gritinhos excitados das meninas ao seu redor fazia minha cabeça girar.

– Como ele pediu? – quis saber Lílian, animada.

– Ah... Ele simplesmente me mostrou o anel e eu coloquei no dedo. – riu ela, toda dengosa enquanto as meninas davam pulinhos animadas.

– Ele é tão romântico. – sorriu Alice.

– E bonito! – disse Dorcas, jogando-se no sofá, com a mão no peito. – Você é tão sortuda, Lene!

– Eu sei! – ela vibrou, fechando os olhos de excitação. – Ai meninas, ele é tudo de bom. É educado, sincero, doce, gentil... Parece até que está no último ano!

– É estranho, tão parecidos e tão diferentes. – todos os olhos das meninas daquela sala vieram parar em mim. Garotas idiotas. Mais um maravilhoso dia na vida de Sirius Black, aulas para serem assistidas, marotagens para serem feitas, garotas para serem beijadas e tocadas, o dia estava pronto para ser concluído quando eu simplesmente me dei o trabalho de ouvir o zumbido irritante da boca daquelas garotas na sala comunal. Elas pareciam animadas, principalmente Marlene, que em seu dedo mostrava a todas um grosso anel de ouro com diamantes cravados. Ela disse que estava escrito Ad astra et ultra, do latim: Até os astros e além. Eu tinha ouvido boatos de que eles estavam juntos, mas sempre que eu perguntava a Marlene ela desconversava, bem, agora era oficial.

Levantei-me e sai da sala comunal, possesso. Um ódio mortal invadiu meu peito e eu nem sequer tinha pistas de onde toda aquela raiva saiu. Do porque eu estar sentindo aquilo. Eu não sabia se estava com raiva dele ou dela, ou dos dois juntos, mas a pergunta mais instigante era o porquê de toda aquela raiva. Eu estava me sentindo traído? Mas por que se eu não tenho nada a ver com isso? Caminhei pelos corredores, em direção especificamente do Salgueiro Lutador, queria me transformar, andar por Hogsmeade a noite toda e simplesmente ignorar esses pensamentos doentios girando em minha mente. Assim que preparei-me para chegar perto da árvore, alguém gritou:

– NÃO! – virei-me para ver o autor, mas tudo que eu vi foi Hestia Jones, ex-namorada de Bartô. Como ele conseguiu Hestia eu não faço ideia, mas conseguiu. Ela era tudo de bom, inteligente, bonita, sexy... – Você enlouqueceu, garoto? Já passou do toque de recolher, veio aqui se matar?

– Pode até ser... Mas acabei de mudar de ideia. – mordi os lábios ao dar um bom olhada naquelas pernas lindas que ela tinha. A vontade de tocar era quase incontrolável.

– Você... Você é o Black que deu errado, não? O único que não caiu na Sonserina. Eu já vi Bartô te carregando no colo pelo jardim. – ela cruzou os braços sob o uniforme da Corvinal. Que maravilha, a única lembrança que ela tem de mim é de Bartô me zoando.

– É, eu sou o erro da minha família. Mas... Eu posso ser corrigido. – levantei as mãos, dando-lhe um longo sorriso. – Estou muito arrependido, Monitora. Pode me castigar.

Hestia riu.

– Você está dando em cima de mim? Lindinho, você está pensando que sou uma da garotas idiotas que você enrola? Suas histórias chegam longe. – ela sorriu.

– Ahhh, vai dizer que você acredita em boatos? O que eu posso fazer se sou bonito demais? Elas que abusam de mim. – aproximei-me dela. – E quer saber? Eu gosto.

– É mesmo? – porra, que menina difícil. – Sabe o que eu acho? Que você merece uma boa detenção por estar fora do castelo a essa hora.

– Que castigo vai me dar? Hm? Pode dizer, sou todo seu.

– Estou perdendo a paciência com você. – ela sorriu, falsa.

– Você está sendo indelicada com uma pessoa que estava tentando se matar, isso é errado! Devia me dar carinho... E algumas coisas a mais. – tomei a liberdade em tocar sua cintura, mas ela pegou a varinha e enfiou na minha bochecha.

– Se eu fosse você, engolia essa sua prepotência toda e calava a boca. – e deu as costas para mim, voltando para o castelo. – Anda logo!

O resto da noite foi esfregar o chão da sala de Adivinhação, com Hestia observando sentada comendo uma maçã. Malditos monitores, eu só não matava todos porque seria injusto deixar Remo e Lílian vivos.

Os dias se arrastaram e tudo que eu fazia era me deitar debaixo de uma árvore no jardim e simplesmente ver minha vida passar por mim, assim, reto. A pressão dos N.O.M’s não me atingia, mas era engraçado pegar Alice Wonder chorando pelos cantos, dizendo que não iria conseguir passar, que a mandariam para o planeta dos repetentes. Virou uma rotina agradável ficar perambulando pelos corredores onde Hestia fazia ronda, e eu me sentia melhor quando ela girava seus lindos olhos verdes e saia andando em direção da detenção que eu deveria cumprir. O mapa passava mais tempo comigo do que com qualquer outra pessoa. Eu gostava de sentar em minha cama e deixar minha varinha seguir o nome Marlene McKinnon deslizar pelos corredores, sempre acompanhado por aquele maldito nome.

Régulo Black.

Foi um fim de semana de estudos, mas pela primeira vez Marlene não parecia querer estudar com aquele lindo vestido verde escuro. Com certeza ela vestiu para agradar Régulo, seu namoradinho do caralho. Fingi estar muito bem entretido na conversa de Pedro sobre a sobremesa, mas tudo que eu consegui foi expulsá-lo dali. Assim que Pedro saiu, continuei observando Marlene colocar seus sapatos, sentada na poltrona. Ela olhou a sala rapidamente e notou-me ali, dando-me um sorrisinho.

– Oi.

– Oi – eu disse. Ela levantou-se, e eu também. A sala caiu em um peso dramático em questão de minutos. Aproximei-me de Marlene, para poder vê-la melhor. Seus lábios sempre vermelhos como se ela tivesse beijado o dia inteiro, os olhos verdes, sempre instigantes. Os cachos louros, o rosto marcado pela varíola... Mas tudo que meus olhos conseguiam alcançar era sua fina cintura naquele vestido demonstrativo, com um decote tentador. A garota do meu irmão. O fruto proibido. Mas, acima e antes de qualquer coisa... Minha melhor amiga. Eu a vi crescer, e como.

Marlene parecia nervosa, sem conseguir me fitar.

– Eu te deixo nervosa? – perguntei, e ela ofegou discretamente. Tudo que ela fez foi abaixar os olhos, unindo as sobrancelhas como se estivesse brigando consigo mesma. Eu já não controlava minhas atitudes quando minha mão tocou sua cintura, sentindo-a. Uma sensação prazerosa em meu estomago só reafirmavam a agitação em meu corpo. Marlene finalmente me olha, tomando coragem para me empurrar para longe. Era incrível como eu conhecia cada expressão dela, desde de um olhar à um toque. – Esse vestido fica bem em você.

Nossos corpos estavam tão próximos que eu poderia beijá-la se quisesse. Só para saber como era, qual era a sensação de pisar em Régulo, mostrar que posso ser melhor do que ele, ou simplesmente porque eu realmente queria sentir aquela boca na minha, por mais absurda que fosse a ideia, talvez fosse porque eu nunca vi Marlene tão bonita como ela estava. Poderia ser facilmente incluída na minha família tamanha classe e poder que exalava naquele vestido decotado e as jóias caras.

– Obrigada. – balbuciou ela, olhando-me bobamente. Não... Não seja que nem as outras garotas, Marlene. E assim, em um passe de mágica ela tirou minha mão de sua cintura, parecendo ler meus pensamentos.

– Você está linda. Não sei porque está perdendo seu tempo com Régulo. – Antes que Marlene pudesse responder, eu a fiz engasgar com suas palavras quando acariciei lentamente seu braço, em especial a mancha em seu ombro. Ela fechou os olhos e meus lábios rasgaram um sorriso torto quando eu toquei delicadamente sua cravícula, contornei todo o desenho de seu pescoço até seu torso, quase aproximando-me de seu decote. Retirei minha mão, amargo. Ela finalmente abriu os olhos, em uma rasa linha de decepção e choque.

Dei um passo para trás e olhei seu anel de compromisso, dando-lhe um falso sorriso amargo.

– Divirta-se.

Já eram uma da manhã quando eu encostei-me no corredor do sétimo andar, esperando mais uma detenção. Hestia Jones vinha caminhando em minha direção, mas após um mês inteiro de noites juntos, conversando sobre todo o tipo de coisa, ela simplesmente se rendia a um sorrisinho ao me ver a esperando. Ela encostou-se na parede ao meu lado e suspirou, olhando-me. Olhei-a de canto de olho, divertido.

Hestia era incrível. Tinha lindos olhos verdes claros, o que dava um perfeito contraste em sua pele morena e seus cachos crespos cor de mel. Ela tinha um gingado sexy, era muitíssimo inteligente e esperta, não tinha uma cantada minha que colasse com ela. Era adulta, era diferente de todas as garotas que eu já me envolvi em toda minha vida. Eu realmente gostava dela, de verdade. Era interessante saber que Hogwarts não estava infestada de garotas burras e iludidas, que havia esperança e ela estava ali. Em menos de um mês, eu já a conhecia na palma da mão.

– Quem é você? – perguntou ela, no silêncio do corredor deserto.

– Um mês de detenção e nem meu nome você sabe?

– Eu já ouvi muito sobre você. Muito mesmo. E você não é nem a lembrança do Sirius Black que me apresentaram pelos corredores. – Virei-me para ela, semicerrando os olhos.

– Não sei do que está falando.

– Você sabe sim. – desviei o olhar, suspirando e olhando-a, entediado. – Mas... Eu gosto desse Sirius.

Parecia um sonho quanto Hestia passou a mão em meus ombros, agarrando minha gravata desfeita, curvando-me feito um cachorrinho diretamente para seus lábios carnudos. A intensidade naqueles olhos verdes me embebedaram de desejo de tocá-la, senti-la perto de mim. Hestia deixou o trabalho para mim, que simplesmente agarrei sua cintura, encostando-a totalmente em mim. Seu toque suave envia outro arrepio irradiando através de meu corpo, fazendo meu sangue pegar fogo. Os dedos ágeis de Hestia brincaram com o meu cabelo e eu lutei para não parecer estar tendo um ataque cardíaco tamanha agitação em meu peito.

Nossos lábios roçando juntos suavemente e eu já não aguentava mais, eu queria Hestia ali e agora. Mas ela sabia brincar e muito bem, pois seu dedo indicador deslizou por toda a minha coluna, enquanto ela me dava uma mordidinha leve no canto da boca, afastando-se em seguida.

– Bobinho. Tão... Inocente. – ela zombou, sorrindo. E não perdeu tempo em puxar me puxar de volta para ela, grudando seus lábios nos meus rapidamente, desta vez com muito mais vigor e urgência. Deixei escapar um gemido quando Hestia fez com a língua um contorno perigoso em minha boca, era um prazer enlouquecedor sentir a língua quente de Hestia pressionando contra a minha. Eu nunca experimentara nada parecido com aquilo.

Sinto que estou sendo jogado para trás, com os pés arrastando rapidamente enquanto Hestia me pressiona para a parede fria do sétimo andar, minhas mãos estavam descontroladas, simplesmente explorando além do suéter de Hestia, afundando minhas mãos para dentro da mesma. Tudo que eu queria era mais e mais daquela garota, experimentar tudo que ela tinha para me dar. Um gosto encantador de caju simplesmente tornou-se meu sabor favorito.

Ela tinha total controle sobre mim e era irresistível estar sob controle uma vez que eu estava sempre sob controle. Mas, em seguida, a mão de Hestia está em meu peito, deslizando-se como uma cobra venenosa em direção da minha calça. Mas então ela para e olha ao redor. Uma porta se materializa diante de nós, bem no canto de parede. Ela me dá um sorriso perverso e me arrasta em direção da mesma, abrindo a porta. Era um quartinho minúsculo, e havia uma cama nela. O que é isso, uma solitária? Hestia sorriu para mim.

– Sala Precisa. – Essas garotas do sexto ano! Eu estava hipnotizado quando ela simplesmente entortava seus lábios em um sorriso torto, desfazendo o nó de sua gravata azul. E quando Hestia tirou seu suéter e desabotoou vagarosamente sua camisa, eu soube o que eu estava prestes a fazer, e que não tem mais volta. E cada segundo que se passou, gravou-se em minha mente com adesivo permanente.

Se eu fechasse os olhos, eu conseguiria ver perfeitamente minha mão pálida deslizando pela longa cintura morena de Hestia e o contraste de duas cores tão diferentes, mas que se completavam de uma forma tão... Perfeita.

Se ainda restava algum pingo de inocência em mim, eu deixei tudo naquela cama.

E pela primeira vez na minha vida, eu queria estar o tempo inteiro com alguém. Nos dias que se seguiram, eu gostava de sorrir ao vê-la passar com suas amigas corvinais, pensando no que iríamos fazer na Sala Precisa em mais uma noite de detenção. Eu gostava de entrelaçar sua mão na minha e ouvi-la contar sobre suas aulas, me dar dicas para quando eu chegar no sexto ano. Contar sobre suas amigas e a reação delas ao contar que estávamos juntos. Eu amava seus cachos, o som de seu riso e sua inteligência absurda.

E ela era perfeitamente calculada para mim.

Sirius Black fora oficialmente fisgado.



Notas finais do capítulo

COMO ASSIM, STER, COMO ASSIM.Não sei gente, aconteceu hahahahahahaha Duvido que o Sirius só tenha tido a Marlene de namorada no colegial, aliás, quem disse que eles namoraram? Então eu dei uma namorada de presente pra ele hahahahahahahAos interessados pela aparência da Hestia: http://about-siriusblack.tumblr.com/tagged/hestia%20jonesAnyway, eu fiquei muito indecisa em relação ao cabaço do Sirius kkkkkkkk Eu não sabia se eu ignorava isso, só mostrava mais tarde algo significativo, se eu mostrava explicitamente, eu fiquei horas pensando nisso na época em que eu escrevi esse capítulo. Então saiu isso e eu gostei, não sei se vai ter NC nessa história. Talvez no DEPOIS ou no fim do DURANTE, mas agora não, me perdoeeeeeeeeem.Será que tinha sacanagem em Hogwarts? Mas é claro queSIMGente, colégio interno, nenhum adulto supervisionando, cês acha? hahahahaha Só não acho que era na sala comunal, em cima da fogueira, no armário de vassouras ou em cima do chapéu seletor como eu vejo por aí hahahahahahaha E NEM TODA HORA, AI MEU DEUS. Não gostou da minha Hestia latina? Gente, relaxa que a raiva de vocês vão sair da boca da Marlene a cada capítulo, elas não vão se gostar de jeito nenhum hahahahahahahahahaha Aliás, em algum capítulo não muito longe..."A quantidade de alunos ao redor impedia qualquer professor de se aproximar e então James berrou: BRIGA DE GOSTOSAS! Já sei! Podemos molhá-las e assim poderíamos ver através das blusas!"BEIJÃO! ♥Ah, não antes de recomendar uma história para os que gostam do Sirius e sempre quiseram conhecer o Régulo. Apesar de não ser no mundo bruxo, a paixão pega de jeito nessa história da Lean:http://fanfiction.com.br/historia/382859/O_Trono_dos_Black/Agora sim, BEIJÃÃÃÃÃO ♥