About Sirius Black escrita por Ster


Capítulo 18
Durante - 5º


Notas iniciais do capítulo

Droga, eu não aguentei segurar o capítulo.FINALMENTEEEEEEEEEEEEEEEE, CHEGAMOOOOOS, UHUUUUL!Eu me diverti demais escrevendo esse capítulo, inventando apelidos mirabolantes, inventando coisas e feitiços para eles colocarem no Mapa... Eu simplesmente amei.A sensação de nostalgia tomou conta de mim logo nas primeiras linhas desse delicioso capítulo (modestia cai fora).Sinceramente?Foi o melhor capítulo que eu escrevi nessa história.ELES CHEGARAM COM TUDO!



THE MARAUDERS

1º ANO

1971

Há exatamente quatro anos atrás, o malão de Pedro servia para nossas sodas enquanto jogávamos uma boa partida de 21 Bruxos. Era sempre um dos melhores momentos das noites em Hogwarts. Escolhíamos aquela noite em que ninguém estava com muita vontade de dormir e Remo ainda não estava doente.

Cada um sentava de um lado do malão, em cima de almofadas. Olhares misteriosos sob as cartas. Eu sempre fazia cara de descaso com meu cachos negros muito bem penteados e cuidados. Já James dava risadinhas sob as cartas, ajeitava seus óculos e ria mais ainda, com seu cabelo sempre despenteado. Já Pedro tinha um olhar medroso, com aqueles olhos amendoados e os fios castanhos claro, bem penteados. Já Remo era misterioso, nos olhava como se fossemos todos inimigos.

– Ok, Pedro, quem é mais poderosa? Jane a gênia ou Samantha de “A Feiticeira”? – perguntei, tentando quebrar o gelo.

– Fácil. Jane detona a Samantha porque... Porque ela pode virar pó! Game over. – ele riu. Remo balançou a cabeça negativamente.

– Por que Jane usa aquelas roupas transparentes? É vulgar. – disse Remo, concentrado em suas cartas. Eu me sinto enjoado quando a vejo.

– Claro que Samantha pode ganhar. Ela é uma bruxa, se ela quiser, pode convocar o Aguamenti e fazer a Jane virar meleca! – riu James, empolgado.



3º ANO

1973



As espinhas tomaram conta do rosto de Pedro enquanto ele virava o copo de cerveja amanteigada, observando as cartas. James encheu mais o seu caneco e depois virou sozinho a garrafa, rindo em seguida. Ele estava sem óculos, então seria fácil ganhar dele aquela partida. Remo estava concentrado, revezando entre olhar suas cartas e beber sua cerveja. Um risco atravessava seu rosto bem apessoado.

E eu, bem, meus cachos cobriam meu maxilar e os primeiros vestígios de barba apareciam em meu queixo, que eu fazia questão de acariciar enquanto planejava minha jogada perfeita. Olhei para meus amigos.

– Quer saber? Nem ferrando que a Samantha é mais gostosa que a Jane. – comentei, tomando um gole da minha cerveja.

– Ouvi falar de um episódio que nunca foi ao ar, onde a Jane fica totalmente nua. É o máximo, eu daria tudo para ver. – riu James, já bêbado. – Maldito governo trouxa censurou.

Pedro ria que nem um idiota.

– Só sei que com aquele nariz torcendo, a Samantha tirava toda a roupa. Só mexendo o nariz! – gargalhou ele, quase mostrando suas cartas. – Isso é demais!

Remo nos olhou pensativo.

– E se não precisasse escolher? Digo, e se desse para ficar com as duas ao mesmo tempo! – Ponderou Remo. Pedro deu um grito de excitação e virou-se para mim.

– Isso não é ilegal? – ele perguntou.

– Cara, se não te prenderem. – respondi, sorrindo para James. – Nada é ilegal.



5º ANO

ATUALMENTE



James tragou o Narciso e passou para Emmeline, que ficou mais de quinze segundos tragando o baseado. Já não tinham cartas no malão, apenas copos de cerveja amanteigada e Narciso esmagado. As espinhas de Pedro sumiram e ele tinha emagrecido finalmente. Remo ainda tinha a expressão preocupada com Emms sentada em seu colo. James estava terminando de ficar bêbado quando bateu no malão, assustando Marlene sentada ao meu lado.

O quarto estava uma neblina assustadora de tantos fininhos que nós queimamos.

– Caras, esse assunto já foi longe demais. Ontem eu assisti o episódio que a Samantha volta no tempo, isso é superar qualquer coisa que a Jane já tenha feito! – riu ele. Pedro olhou-o, magoado, deu um trago no narciso e expirou.

– Ah é? Mas a Jane pode congelar o tempo! Então a Samantha volta e a Jane congela ela lá! Quem detona quem, hein?

– Sabe o que resolveria isso tudo? Uma luta em um ringue de lama. Samantha versus Jane. – sorri, com minha mente viajando. Ninguém estava muito lúcido ali. Tudo estava muito bom.

– Tudo que eu sei é que Samantha ajuda Darrin no trabalho mas o que Jane faz pelo Major Nelson, hein? Transforma o chefe dele em um macaco! – disse Aluado, indignado. Emmeline concordou, acariciando sua nuca.

– Ok, eu preciso colocar em questão a sexualidade do Major Nelson. – disse Marlene, após uma boa tragada. – Digo, qualquer cara que tem uma gênia quase pelada, tipo, não tem nexo! Com certeza ela faz mais que lavar as roupas dele.

Concordei com Marlene, passando o baseado para James. Emmeline olhou para todos, pedindo atenção.

– Sabe o que seria perfeito? O cabelo da Samantha, a sala da garrafa da Jane e os acessórios da Mulher Maravilha. Viiiiiu, piu, piu, viiiiiiiiiiu. – ela começou a encenar uma mini luta, tão doida quanto nós.

– Caras, estamos falando disso há muito tempo. E quer saber? As duas ganham. As duas são gostosas, as duas são incríveis. – conclui, apagando o baseado. – Valeu a pena esse debate.



DURANTE

HOGWARTS

THE RAPTURE - ECHOES



– Senhor Black, o que você realmente acha dessa reunião?

– Falando sério? Uma bosta. – gargalhei.

– Desculpe?

– Olha, realmente quer saber o que eu aprendi com trinta e nove detenções? Se for fazer algo, não seja pego! – Coloquei os pés no sofá e sorri para a senhora, que tinha os lábios trêmulo de reprovação.

– Senhor Potter, o senhor acha que mudou?

James pensou por longos minutos.

– Eu acho que estou mais alto, sabe. Meu cabelo também está melhor. E eu estou mais forte. – James empurrou sua camisa par mostrar seu braço magro. – Olha só isso. Delicioso.

– Estamos aqui para falar sobre...

– Eu estava pensando seriamente: Se Dumbledore e o Lord das Trevas brigassem. – Ele balançou o pescoço para a Instrutora. – Quem ganharia?

– Pedro Pettigrew...

– Tudo que eu tenho pra dizer é: Eles sujam a porcaria do banco e nós limpamos? Eles sujam a porcaria do banco e NÓS limpamos? ELES SUJAM E NÓS LIMPAMOS? Eu tenho cara de idiota ou algo do tipo?

– Senhor Lupin... Eu me pergunto o que faz aqui. Deve ser difícil lidar... – a Instrutora olhou pela janela e viu James montado nas costas de Sirius enquanto Pedro tentava subir nos dois. Ela parecia traumatizada. – Lidar com eles.

– São meus amigos.

– São idiotas. – após perceber o que disse, deu um pulo e tapou a boca com a mãe. – Desculpe, eu... Bem, o que eu vejo são ótimas notas. Sirius e James só tem Excede Expectativas em seus boletins, você segue o ritmo e Pedro também é esforçado. Não consigo entender... Trinte e nove detenções.

– Exatamente quinze horas de nossas vidas. – sorriu Lupin. – A senhora tem razão, eles são idiotas. Na verdade, nós somos idiotas. Mas se a senhora realmente quer saber o que aprendemos em trinta e nove detenções... Bem, muita coisa...



– UM MAPA! – James jogou um pergaminho em cima do malão de Pedro – Roubei da sala do Filch, é a planta original de Hogwarts.

Nos aproximamos no pergaminho antigo. O rosto machucado de Remo o alisou, sorrindo timidamente. Pedro ficou de longe, observando o mapa com seriedade, porém James nunca esteve tão animado.

– Isso é velho pra porra, deve estar todo desatualizado. – eu disse. Mas ele balançou a cabeça negativamente.

– Nunca mudam Hogwarts, só fazem uma coisinha ali e outra aqui. – disse Remo.

– Ok, eu achei as passagens secretas, olhe só. – ele apontou no mapa as passagens, não eram nada discretas.

– Se estava na sala do Filch, então ele sabe onde estão e deve vigiar. – disse Pedro, aproximando-se. James deu um soco na mesa.

– Calma cara, a gente já conhece mais quatro que ele não conhece. Vamos conferir se não tem mais nenhuma. – eu disse. E foi o que fizemos. Cada um colocou seu fone de ouvido e uma música foda. Os discman eram a única maneira segura de se ouvir música em Hogwarts. Discman e LP’s. Eu não hesitei em colocar o CD da melhor banda de todos os tempos¹.

James pegou sua capa da invisibilidade e Remo segurou o mapa. Ou decoramos esse castelo hoje, ou vamos embora amanhã. Cada um ia por uma parede encostando, socando, empurrando coisas e as tirando do lugar para conferir. Levou três dias inteiros, mas conseguimos explorar cada cantinho do castelo, achamos até mesmo a sala comunal da Corvinal, que era perto do Corujal. Anotamos cada mudança, por mais mínima que fosse, o mapa estava minuciosamente atualizado e completo. As passagens secretas foram marcadas com pequenos círculos vermelhos e nas que Filch conhecia, grifamos o fato. Já no jardim, inserimos o Salgueiro Lutador em cima na passagem secreta que dava para a Casa dos Gritos.

– Perfeito. – sorriu James para o mapa. – Nunca mais seremos pegos, somos Dumbledore agora! O castelo nosso, porra!

Comemoramos, cansados. Mas nossa felicidade não durou muito quando simplesmente continuamos sendo pegos em lugares onde não deveríamos estar. A frustração de James só crescia e ele quase partiu o mapa em dois. Mais uma reunião no malão de Pedro, nos inclinamos sob o mapa e tentamos pensar em uma solução.

– Não adianta nós conhecermos todo o castelo e não sabermos onde as pessoas estão, de que buraco vão sair. – disse James, colocando os óculos.

– Se formos mais cuidadosos... – começou Pedro.

– Mais cuidadosos? Só se nós voarmos! – eu exclamei, cansado de ter que ficar escrevendo na lousa a noite inteira. Observamos o silêncio de Remo, que observava o mapa com convicção. Ele tinha uma ideia, era o mais inteligente de nós. Ele nos olhos, sorridente.

– E se nós conseguíssemos ver onde cada pessoa desse castelo está? – o sorriso no rosto de James ao ouvir aquelas palavras, foram quase doentias.

– Isso é impossível. – sussurrou Pedro.

– Nada impossível pra nós, não entendeu isso ainda? – sorri para Pedro. O feitiço era complicadíssimo, mas se conseguíssemos, aquele mapa valeria ouro. Mais um trabalho árduo para os Marotos, tivemos que apelar e pedir ajuda da melhor pessoa em Feitiços, que era Lílian. Remo foi o encarregado em pedir ajuda à ela, pois era o único que ela parecia não detestar.

– É um sonho. – assim que a varinha de Remo bateu no pergaminho, nomes surgiram por todos os cantos, se movendo, correndo, parados... Alvo Dumbledore parado em seu escritório. Marlene McKinnon correndo pelo corredor do primeiro andar, Emmeline Vance estava no Salão Principal, Narcisa Black e Lucius Malfoy estavam com seus nomes quase um em cima do outro no quartinho da Estufa de Herbologia, oh meu Deus, eu posso ganhar dinheiro com esse mapa. Flagrar minha prima dando uns amassos no futuro marido faria eu me aposentar aos dezesseis.

– Parede até mentira. – disse James, choroso. Seu dedo passou pelo nome de Lílian Evans parada no dormitório feminino. – Isso é....

Nos entreolhamos.

– Clássico! – dissemos em coro.

– Mais do que isso, é só nosso. É nossa herança. Isso aqui vai para a mão nos nossos filhos. – disse James, com os olhos brilhando. – Imagine só meu filho na escola com isso e a capa da invisibilidade? Vai ser mais foda que eu!

– Ei, o meu também! – disse Pedro.

– Quero ter uma menina, não sei se vai ser legal ela andar com os filhos de vocês. – disse Remo, recebendo um soco leve de James.

– Bem, eu não pretendo ter filhos, mas se tiver, o meu com certeza vai azarar sua filha, Remo, não se preocupe, vou garantir que ele seja tão bonito quanto eu.

– Gente, vamos melhorar isso. – disse James assim que conseguiu parar de rir. – Esse pergaminho tem cheiro de Filch, vamos passar o mapa para outro pergaminho.

Com um pergaminho do exato tamanho do mapa, passamos o copicola sobre todo o novo pergaminho. Estava ficando muito bonito.

– Podemos escrever nessas linhas que são as paredes, que lugar estão indo. – disse Remo, escrevendo sob as linhas.

– Sim! E nos lugares que são passagens secretas, nós colocamos como passar. – eu disse, apoiado no malão.

Usamos todo o tipo de pena, das mais grossas às mais finas para traçar cada palavra, cada curva do castelo com um cuidado minucioso. Passávamos horas vagas complementando o mapa, os fins de semana inteirinhos planejando e tendo uma ideia melhor que a outra para deixar o mapa perfeito. Cada espaço era preenchido pelo nome, como a Floresta Negra que foi toda preenchida com seu nome. A cada dia que passava o mapa ficava mais nosso. Era como se fosse nosso filho tamanho cuidado que tomávamos para que ele fosse nada menos que magnificamente perfeito. Após um mês, lá estava em nossas mãos, o mapa de Hogwarts. Dobramos o mapa cuidadosamente e fitamos a capa.

Um pequeno castelo muito bem desenhado por mim completava o mapa, escureci toda a parte de dentro para que escrevêssemos algo.

– Pode ser assim: Os Senhores Black, Lupin, Potter... – começou Pedro, mas eu o interrompi.

– Muito esperto, aí pegam o mapa e somos expulsos, porque com certeza não ficaram feliz em saber que enfeitiçamos um mapa pra saber onde cada pessoa está!

– Ok... Então... Droga, não tem o que colocar. – suspirou Pedro. Olhamos James, pensativo.

– Estou mais preocupado com o nome.

– O nome é simples: Mapa de Hogwarts. – sorriu Remo.

– Não, foi a gente que fez, não o diretor! Tem que ser algo nosso, só nosso.

– A gente pensa nisso depois. Tem muita coisa ainda. Precisamos enfeitiçá-lo a mudar de acordo com a escola e não poder ser accionado. – lembrou Remo.

– Verdade, tem muita coisa ainda. Vamos continuar. – E os dias continuaram a se passar. As aulas se tornavam mais difíceis e os professores não perdiam a chance de nos pressionar para os N.O.M’s por mais longe que estivesse, mas nossos pensamentos só giravam ao redor do mapa no fundo do malão de Pedro. Após a aula de DCAT onde aprendemos o feitiço do Patrono, James nunca pareceu tão doente, dizendo que tinha a ideia perfeita para colocar nossos nomes no mapa. Por termos roubado livros de feitiço da biblioteca, nós já tínhamos lido sobre o Patrono e até tentamos, então na sala não foi nada muito difícil de fazer. Aliás, meu Patrono era um cachorro e James não deixou de grifar isso durante uma semana, um Akita¹. Ele mal saiu de minha varinha e correu pela sala para correr atrás do patrono de Marlene. A raça daquele cachorro é muito usado para caçar Texugos, que por ironia do destino, era o Patrono de Marlene.

– Os senhores Cachorro, Aluado, Rato e... – começou James.

– Por que esse “Senhores” na frente? – quis saber Remo.

– Porque somos importantes! – disse James, como se fosse óbvio. – Continuando...

– Isso ficou ridículo, vão rir de nós. Cachorro, Rato e Veado? Isso é um circo ou um zoológico?

– É um cervo, seu cabeção! – irritou-se James. – Meu patrono é um Cervo, porra!

– Realmente, vai ficar ridículo. – disse Remo.

– Por que não Almofadinhas para o Sirius? O Patrono dele é um cachorro e James vive chamando ele disso. – opinou Pedro.

– Cara, isso é perfeito! – sorriu James, mas eu não gostei nem um pouco.

– Não! Almofadinhas é ridículo!

– Na verdade, na mitologia da Grã-Bretanha, um cão fantasma gigante vagava pelos cemitérios a noite e o nome dele era Almofadinhas. – disse Remo. Taí, gostei. Eu aceito ser chamado de Almofadinhas agora.

– Perfeito, agora falta o meu e o de Pedro.

– Veado! – sorri.

– Corno! – riu Pedro, imitando a gralha do Patrono de James com os dedos.

– Parem com isso, que saco! – gritou James. Enquanto eu ria de Pedro mexendo os dedos acima da cabeça, fingindo ser as pontas da gralhada de James... Espera...

– Pontas. – eu disse, e James olhou-me. – Pontas!

– Gostei! – sorriu ele. – Isso aí, Pontas! Eu sou o Pontas!

– E eu? – disse Pedro. Mas eu nem pude dizer nada, pois James já tinha o apelido na ponta da língua:
– Rabicho. – sorriu ele. Muito badass para o Pedro, e ele pareceu gostar. Com a letra mais bonita, que era a de James, ele escreveu cuidadosamente:



Os Srs. Aluado, Rabicho, Almofadinhas e Pontas,

Fornecedores de Recursos para Bruxos Malfeitores,

Tem a honra de apresentar:



– Apresentar o Mapa dos Fodões. – sorriu James, largando a pena.

– Ótimo, coloca isso mesmo pra mostrar o quão idiota nós somos. – disse Remo.

– Não somos idiotas, idiotas não fariam esse pedaço de ouro! – reclamou James. Já era uma da manhã e lá estávamos nós, apoiados em cima do malão de Pedro, observando atentamente a capa do mapa.

– Cara, não me vem outro nome que não seja Mapa de Hogwarts. – suspirei.

– Que saco. – Pedro deitou no chão do quarto. – Era só o que faltava. Trabalhão que deu para fazer o mapa, termos dificuldade pra dar um nome.

– Mapa dos Fodões é ótimo!

– Não, eu já sei, já sei, já sei! – pulou Remo. – Todo mundo nos chama de Os Marotos, então o mapa vai ser O Mapa dos Marotos!

James deu um berro e começou a pular pelo quarto, animado.

– PERFEITO! CLÁSSICO!

– OK, deixa eu escrever! – James pegou a pena e com muito cuidado e habilidade, traçou cada volta de cada letra com muita paciência, agora estava perfeito. A não ser por um detalhe.

– SEU IDIOTA! – gritei. – Você escreveu “Mapa do Maroto”, não “Mapa dos Marotos”.

– Ah, não que droga! – gemeu Remo.

– Não! Tá perfeito assim, está ótimo. Mostra que o mapa não só nosso, é de qualquer maroto. Dos nossos filhos, dos nossos netos e lá vai bolinha. – disse Pedro, nos acalmando. E então olhamos nosso Mapa. Eu nem conseguia acreditar que eu fiz aquilo, que eu participei. E então todas as noites em claro valeram a pena, toda a frustração ao tentar fazer os feitiços sob aquele pedaço de pergaminho valeram e muito a pena. James aperto a mão de cada um, sorrindo.

– Meus amigos, aqui está o futuro. – ele pegou o mapa delicadamente. – Nós o fizemos. Nosso lindo bebezinho.

– Que precisa ser protegido. – disse Remo. – Temos que protege-lo de um jeito que somente pessoas...

– Safadas... – complementou James. Remo assentiu, sorrindo.

– Possam ter acesso.

– Ah, tem que ter um bloqueio para o Revelium. – lembrei.

– Tem que ter uma senha pra revelar e esconder o mapa. – disse Pedro. – Qual pode ser?

– Juro não estragar esse mapa. – disse James.

– Pode ser, é bom. – concordei.

– E para fechar pode ser um “Use com cuidado”. – sorriu Remo. James maneou a cabeça negativamente.

– Ou pode ser “Juro usar esse mapa o bem” – opinou Pedro. Dei um pulo de excitação, sorrindo para Pedro.

– Melhor que isso, pode ser assim: “Juro usar esse mapa para o mal!”

– ÓTIMO! – aprovou James.

– Ficaria melhor assim: “Juro solenemente não fazer nada de bom”. – recitou Remo.

– Oh meu Deus, essas palavras são lindas! – sorriu James. – CLÁSSICO!

– E para fechar pode ser: “Malfeitores, feito!” – disse Pedro.

– Malfeito, feito! – gritei, animado.

– LINDO, PERFEITO! – gargalhou James, pulando feito um macaco. Remo bateu sua varinha e disse o feitiço, em seguida, dizendo “Juro solenemente não fazer nada de bom!” e aos poucos a tinta se revelava com todo o cuidado de cada linha traçada por nós. Conferimos se estava tudo ali ainda e fechamos o mapa, batendo a varinha em um “Malfeito, feito!”. Após muito trabalho duro, foi simplesmente lindo quando saímos do quarto no meio da noite e fomos para o corredor. Assim que descemos as escadas, James bateu a varinha no pergaminho e encheu o peito de orgulho ao dizer:

– Juro solenemente não fazer nada de bom! – a capa apareceu como se tivéssemos derrubados tinta sob ela:



Os Srs. Aluado, Rabicho, Almofadinhas e Pontas,

Fornecedores de Recursos para Bruxos Malfeitores,

Tem a honra de apresentar:

O

MAPA

DO

MAROTO



Notas finais do capítulo

Enfim, o que acharam?Por favor, COMENTEM, eu realmente PRECISO saber o que vocês acham. Como eu deveria ter feito, o que eu esqueci, whatever, não me deixem falando sozinha.¹Akita foi a raça que eu escolhi para ser o Cão em que Sirius se transforma pela etimologia relacionada à lealdade. Um cão chamado Hachiko que viveu em 1923 na França, é mundialmente conhecido pela lealdade, pois até o dia de sua morte, esperou seu dono na estação de Trem, sem saber que ele tinha sido morto. A raça Akita também é muito conhecida por se assemelhar ao Pastor Alemão, e também tem um temperamento forte e briguento.