About Sirius Black escrita por Ster


Capítulo 15
Antes - 4º


Notas iniciais do capítulo

Olá, pitelzinhos!Mais um capítulo hoje porque eu vou estar ocupada nos próximos dias e não vou poder postar, infelizmente. :(Deixo com vocês o pior capítulo que eu já escrevi até onde eu já andei com a fanfic.O mais curto.E o mais triste.Beijos.



CRY ME A MARLENE

NOVEMBRO

HOGWARTS




Agora com as aulas opcionais que de opcionais não tinham nada, minha vida em Hogwarts se tornou algo muito atarefado. O novo professor de DCAT era muito bom, apesar dele estar ensinando coisas que já sabíamos. E quando ele entrou na matéria de Lobisomens, Remo deu um sorriso tão grande quanto o de nós três.

Já tínhamos um Excede Expectativas garantido.

Em Adivinhação, era sempre um show Sibila brigando com a professora, ela afirmava com toda a certeza que a professor não estava conseguindo interpretar as coisas direito. Ela mudou bastante esse ano, mudou definitivamente suas mechas coloridas para roxo e parou de usar meias coloridas, agora ficando apenas com suas pulseiras. Ah, e seu amor por James também morreu. Em Trato de Criaturas Mágicas, era sempre divertido sentar perto de Dorcas, pois ela parecia ter uma atração natural que fazia os animais serem simpáticos com ela, ao contrário de mim e James, que sempre apanhávamos por mais inocente que o bicho fosse.

Durante os horários vagos, nós nos reuníamos através do espelho para praticar e estudar Transfiguração. James estava ficando muitíssimo bom, e eu também, fiquei bem surpreso quando a Professor Minerva entregou-me meu primeiro E em Transfiguração. Pedro era o único que estava tendo um pouco de dificuldade, mas nós o ajudávamos e ele conseguiu tirar um Ótimo.

A noite, James e eu passeávamos por Hogwarts, explorando. Desde que encontramos a passagem secreta no ano passado, nós criamos o objetivo de achar todas as passagens secretas, então passávamos cerca de duas horas andando por todo o castelo, tocando quadros, conversando com eles, tocando paredes e destrancando portas emperradas. Mas Hogwarts era muito grande e era extremamente cansativo fica pra lá e pra cá tentando achar passagens secretas. Mas nós achamos algumas coisas bem úteis como a sala comunal da Lufa-Lufa, que fica quase no porão, e no mesmo corredor nós vimos um garoto da Lufa-Lufa sair de um quadro de frutas, cheio de comida nos braços. Mas ele não nos viu por conta da capa, mas já foi um avanço e tanto, já estávamos procurando incansavelmente há um ano.

Também achamos o quadro da Senhora Tortilha, que dava diretamente para o jardim do colégio. O no terceiro andar (Não fomos muito afundo por medo do Trasgo) tinha uma porta que te jogava do outro lado do castelo. Era bom quando estávamos atrasados, simplesmente nos teletransportávamos para o outro lado do castelo.

Outra coisa que nunca deixou de nos ocupar eram as detenções. E por incrível que pareça, elas ficaram mais frequentes com o passar do ano. Sempre era porque estávamos brincando com alguém, ou porque provocamos confusão da sala de aula ou fizemos algo errado. Filch já não deixava James e eu juntos nas detenções, mas nós sempre conversávamos pelo espelho para combinar onde nos encontrar depois da detenção.

Não demorou muito para a primeira partida de Quadribol chegar e seria a estreia de James no time. Assim que ele vestiu o uniforme e desceu para o café da manhã de seu primeiro jogo Grifinória x Lufa-Lufa, as meninas correram para cima dele, animadinhas. Ele sentou e respirou fundo, sorri para ele, apertando seu ombro. Ele estava nervoso, coitadinho. Mas eu sabia muito bem que ele se sairia muito bem, James era o melhor do time e o Diggory não era nada perto dele.

– Gostou? – Marlene deu uma volta com seus pompons vermelho e dourado. Ela gargalhou quando parou de girar, tirando seus cachos da frente do rosto marcado. Ela nunca fica tão bonita quando ri, parece outra pessoa.

– Está ótimo, você que fez?

– Na verdade, quem fez com a Naomi Campbell, você sabe que ela é gamada no James. Ela organizou tudo, até as camisetas. – Ela envolveu seu braço no meu ao caminharmos juntos até o campo. – Eu não entendo muito de Quadribol, pra mim são só muitas pessoas voando e bolas voando pra lá e pra cá, mas se eu prestar atenção na narração, talvez eu consiga comemorar na hora certa.

– Quem precisa de narração com um historiador de Quadribol ao seu lado? – ela riu, estava bem nervosa quando nos sentamos. Mas no levantamos em seguida, eu não queria ver o show de James sentado, queria aplaudi-lo de pé, queria ficar visível quando ele pegasse o pomo, para que ele acenasse para mim e eu gargalhasse com sua vitória, xingando os lufanos. Marlene tirou seu braço do meu quando chamou Régulo para juntar-se a nós, era só o que faltava.

– Torcendo pra Lufa-Lufa, hm? – ela riu. E Régulo também, nossa, que engraçado.

– Faz parte da minha índole, desculpe.

– É, mesmo é? Pois aqui só fica os torcedores da Grifinória, qualquer energia ruim é dispensada. Tchau. – Régulo sorriu para mim.

– Sem ressentimentos na frente da visita, Sirius. – disse Régulo. – Ele já te contou que pisou no pés de Lucius Malfoy no dia que anunciou seu noivado com nossa prima Narcisa e disse “Não vou deixar você casar com minha prima, espiga de milho”.

Marlene riu tanto que eu até me acostumei, como se fosse uma música ambiente.

– Nossa, bem conveniente você. – ironizei, rezando para que o jogo começasse logo.

– Tem vergonha das suas artimanhas? Aposto que Lene conhece várias. – ESPERA, LENE? Ele chama ela de LENE?

– Ah Regs, você sabe que não tenho uma memória muito boa... Ah, teve a vez que ele quase explodiu a cara de Fabian Prewett, colocou um explosivo na mochila dele. Eu quase molhei as calças de tanto rir. – Regs? De onde vem toda essa intimidade, alguém pode me dizer? Finalmente o jogo fora anunciado. Fingi que eu não estava vendo nada direito e me enfiei entre os dois, colocando meu binóculos e ignorando qualquer olhar que eles trocassem diante da minha falta de educação. Quando James entrou em campo, as meninas quase morreram atrás de nós, gritando todo o tipo de coisa. Não só na Grifinória, como num curto grupo de Corvinais e Lufanas. Até na Sonserina tinha umas quatro ou seis garotas clamando seu nome sem vergonha na cara.

Ele já subiu em sua Shooting Star sorrindo, Remo e Pedro chegaram quase em cima da hora, pois estavam cuidando dos últimos preparativos para o início da poção, ficaram perto de nós, ansiosos. Lufa-Lufa já começou marcando ponto, pois nosso goleiro era ruim que até doía os olhos e o coração.

James corria pelo ar na velocidade da luz e eu não conseguia ver o pomo de jeito nenhum. Amos Diggory também corria atrás dele, então ele fez o que disse que faria. Foi em direção do chão, mas Diggory era esperto. James era ágil por ser mais magro que Diggory, então ele ficou passando entre os balanços até que um dele atingiu a vassoura de Amos e ele levou alguns minutos para se recuperar.

Enquanto isso, a Grifinória conseguiu marcar cinquenta ponto e as arquibancadas vibraram com a agitação. Até mesmo Lílian Evans gritava “VAI LÁ, POTTER!”, o que foi engraçado de se ver. Marlene pulava animada, balançando os pompons. Quando a Lufa-Lufa conseguiu acumular noventa pontos, James achou o pomo e deu um berro tão grande que soubemos na hora que ele tinha conseguido. Ele voou para a frente da torcida da Grifinória e equilibrou-se em sua vassoura, de pé, agitando o pomo nas mãos.

– JAMEEEEEEEEEEEEEES! – gritei para ele.

– E AI, ALMOFADINHAS! – Hã? Ignorei aquele nome estranho e continuei gritando para ele, comemorando. Continuamos agitando incansavelmente até James ter que descer e apertar a mão do Diggory. Régulo disse que teria que se juntar aos Sonserinos e nós voltamos para a escola, mas Marlene não envolveu seu braço no meu, e eu me senti estranho por desejar que ela o fizesse. Ela parecia muito nervosa.

– O jogo já acabou, só pra avisar. – eu disse, mas ela deu um riso trêmulo.

– Eu sei... Eu sei... – ah, entendi. Ela olhava Amos Diggory. Ele era o cara mais forte da escola, fortão mesmo. Batia de frente com James quando o assunto era garotas. Ele era bom em Quadribol e um dos melhores amigos de Dorcas, o cara era quase um deus em Trato de Criaturas Mágicas. Ele era meio obsessivo também, quando ele gostava de algo, ele gostava demais, tipo muito mesmo.

– Gosta dele é?

– Oi? Não, claro que não... Não sei, eu... Não sei de onde tirou isso! – disse Marlene, ficando vermelha. Dei um sorrisinho falso para ela.

– Impossível, você só falta molhar as calças. – continuei andando em direção do castelo com Marlene atrás de mim, parecíamos até que estávamos no segundo ano, comigo andando na frente e Marlene atrás.

– Sabe, as vezes eu esqueço que você é um idiota ignorante. – ela disse, ofegante ao acompanhar meus passos rápidos. – Sirius, para de andar rápido!

– Estou andando normalmente. – respondi frio. Ela continuou arfando.

SEGAL - VESSEL

– Por que essa raiva repentina? É raiva de Régulo? – virei-me para ela, dando de ombros. Flocos de neve caiam lentamente, apesar de a neve ainda não estar próxima de começar a cair. Estava muito frio e grande parte das pessoas já tinham corrido em direção do castelo, atrás de James.

– Régulo? Ah, seu melhor amigo. – Sua testa enrugou. Os flocos de neve estavam derretendo sob seus cachos e ela largou os pompons vermelhos, estava muito pálida e ofegante.

– Sirius, qual é o seu problema? – ela gritou, com a voz trêmula. Ainda estava arfando apesar de não estar correndo.

– O MEU PROBLEMA É VOCÊ, MARLENE! – eu mal terminei de falar isso e os olhos de Marlene giraram e ela caiu no chão. Eu nunca tinha visto nada parecido antes, parecia estar tendo um ataque epilético ou algo do tipo. Corri até ela e tentei segurá-la. As pessoas começaram a juntar-se ao nosso redor enquanto os olhos de Marlene simplesmente afundaram nas órbitas. Meu coração parou e minhas mãos nunca tremeram tanto. Seus braços e suas pernas se debatiam incansavelmente. Os alunos falavam algo como “ataque” ou “convulsão” mas eu não conseguia ouvir ou ver nada que não fosse Marlene. Parecia noite de tanta gente em cima de nós.

– CHAMEM MADAME POMFREY, CORRAM, AJUDEM POR FAVOR! – eu berrei, desesperado. Seus olhos estavam inteiramente brancos e seu cardigã estava molhado com a baba.

– Ela está morrendo?

– CALA A BOCA, CALA A BOCA! – eu gritei, para quem fosse. Uma espuma branca saia de sua boca enquanto ela se debatia, começou a ficar vermelha, ela estava mordendo a língua. Alguém estava molhando Marlene. – Parem... – tentei dizer, mas minha voz estava rouca. – Parem de jogar água!

– Água? – ninguém estava jogando água, eram minha lágrimas molhando seu rosto verde. Tentei segurá-la enquanto ela se balançava toda. Ela estava morrendo? Tudo parecia se mexer em slow motion e eu jurava que passaram-se horas que ela estava se debatendo. Estávamos apenas conversando, como o tempo pode ser tão sacana desse jeito? Segurei seus braços e suas pernas, tremendo tanto quanto ela. Senti sua saia molhar-se, olhei-a, desesperado.

– Eu estou aqui... Shhhh, eu estou aqui. Eu estou aqui, Lene.

Eu estou aqui.



Notas finais do capítulo

Acho que não é segredo para ninguém que metade dos personagens apresentados irão MORRER.E o Sirius está vivo na época desses acontecimentos, e eu já estou sofrendo antecipadamente hahahaha Se você já se apaixonou por algum personagem que irá morrer, eu realmente lamento muito porque eu estou tão apaixonada por eles quanto vocês.O que será da minha pobre Marlene?Uma leitora fez para mim, uma fotinha do DEPOIS na história: https://lh5.googleusercontent.com/-kokXwMV-Jxs/UeCWeOnquRI/AAAAAAAAAds/tsmrjQYUuA0/w500-h415-no/dfsdf.jpgAdivinha quem é essa linda mulher de rosto esverdeado?Até ♥