D.N.A Advance: Nova Ordem do Século escrita por Sensei Oji Mestre Nyah Fanfic


Capítulo 96
O Soco do Ano!


Notas iniciais do capítulo

Olá de novo. Quero que tenham felicidades neste final de ano, feliz Natal também. Espero que o próximo ano seja melhor que este. Falo isso porque vai ser a última postagem de Digimon em 2016.

Boa Leitura!



 

Justimon acertou um potente soco na cara de Fatmon o suficiente para matá-lo. O digimau, com toda a sua arrogância, perdeu rápido demais, pois pensou bater de frente com um oponente que estava no nível dos governadores. Sanzomon, por sua vez, estava paralisada de medo. Viu o seu colega, que era poderoso, ser derrotado da forma mais humilhante possível.

— Você foi muito prepotente e ignorante. Pensou que eu estava com pena naquela hora que pediu clemência e que poderia poupar-lhe a vida? No momento que falou sobre as suas vítimas, o seu destino já estava traçado.

— Impossível... Ele acabou com o Fatmon em poucos segundos. Droga.

— Ei, moça. Melhor voltar para o colo do Chanceler e dizer a ele que a hora dele está chegando. Aquele crápula vai sofrer igual o gorducho aqui.

— Como ousa debochar do meu mestre. Você vai se arrepender muito — Sanzomon fugiu dali voando.

Minutos depois...

— Ahhhhh eu tô com fome e com sede — disse Monodramon deitado sobre o camelo.

— Falta pouco. Quando chegarmos lá dentro, faremos uma pausa para um lanche.

Os dois seguiram até a pirâmide. Assim que entraram, o homem guardou os animais dentro do digivice e descansaram por alguns minutos perto da saída. Eles comeram bem e beberam água. Monodramon ficou satisfeito, e já estava deitado aproveitando a sombra ali dentro. Slash passou meia hora descansando para depois continuar com a aventura. Os dois chegaram no meio onde haviam muitas escadas.

— Quem cairia num truque desse?

— Olha aqui, Paulo. Uma caminho que leva para baixo.

— Parece que é o único caminho que desce. Era o que nós estávamos procurando.

Eles desceram as escadas.

No primeiro grupo, Fraxus pegou um caminho oposto ao de Derik e seu grupo. O homem viu uma porta na parede, aparentemente descia aos andares inferiores. Ele pegou a escada e foi parar mais em baixo. Logo de cara viu uma dupla de Dokugumons.

— Mas que saco.

Os digimons aracnídeos atacaram o homem. Este, surpreendentemente, usava um aparelho no pulso direito que lembrava um digivice. Ele materializou uma marreta bem grande e conseguiu acertar os dois rapidamente.

— Vocês não sabem ser aranhas de verdade.

Derik, Romena, Musyamon e Meramon foram pelo lado esquerdo. Assim que deram alguns passos, um alçapão abriu debaixo deles. Havia uma rampa, os quatro escorregavam nela. Debaixo do final da rampa havia uma plataforma cheia de lanças de ferro pontiagudas. Derik percebeu isso e usou seu bastão para prender nas paredes da rampa. Romena e Musyamon se seguraram nas pernas dele, Meramon voou para o lado da plataforma com seu poder de fogo.

— Quase viramos espetinhos — disse ela.

— Obrigado. Você salvou as nossas vidas.

— Não me agradeçam tão cedo — ele ficou segurando o bastã com a mão esquerda e, com a direita, soltou um jato de ar que destruiu as lanças. Eles caíram em segurança.

Passado o perigo, eles caminharam por uma passagem cheia de desenhos nas paredes.

— Posso fazer uma pergunta? Você é humano ou digimon? — disse Romena.

— Isso não importa agora.

— Falo assim porque um homem para ter uma habilidade daquela é raro.

— Existem homens na Terra que demonstram ser muito mais poderosos que os próprios digimons. Não sei para que o espanto.

— Oh, o espadachim sumiu! — disse Meramon.

Eles viram atrás, Musyamon havia desaparecido. Olharam para frente, viram uma sala cheia de pilares. Caminharam cautelosamente. Seres espionavam o trio de invasores.

...

Wesley aceitou ser treinado pelo espírito protetor do Digimundo, e, em troca, aceitou ajudá-lo num futuro. O homem passou os primeiros dias cuidando dos seus ferimentos. Além do espírito feminino de máscara, outro ajudante menor auxiliava o humano. Eram três protetores. O homem comeu, bebeu, descansou e meditou durante dias até Oikawa-sensei começar o treinamento. Os três ficaram na margem do lago com o humano sentado observando-os.

— Estou pronto para começar!

— Que bom. Antes de começar o treinamento propriamente dito... Está vendo essas bolhas de sabão ao redor dos Elísios? Na verdade são frutas místicas que dão poder ao seu usuário. Consegue agora pegar uma delas? Vou demonstrar — o homem segurou a bolha de sabão com extrema facilidade, apertou, esticou e não estourou.

— Vou tentar — ele foi pegar uma bolha, mas estourou imediatamente. — Isso é difícil.

— Porque fará parte do teste final. Quero que preste bastante atenção. O Chikara possui 3 essências básicas: o Mantra, o Equilíbrio e a Armadura. Mantra prevê movimentos, Equilíbrio permite você ser mais leve, preciso e habilidoso numa luta e a Armadura permite endurecer o corpo tanto para atacar quanto para defender. Mas o Chikara tem uma quarta essência e a mais importante: o Chakra.

— Chakra?

— Exato. Ele é que vai definir o seu poder oculto e o que mais vai se encaixar no resto do seu Chikara. Existem 3 tipos de Chakra: o Sólido, o Líquido e o Gasoso. Sólido é despertado por pessoas que possuem o corpo meramente sólido e que possuem defesas surpreendentes, o líquido fazem parte aqueles que podem transformar o corpo em corpos líquidos como a água, a lama, o ácido ou até mesmo o fogo. E temos aqueles que podem transformar seus corpos intangíveis como o Lampmon que é vento, alguém com poderes de virar fumaça, poeira ou gás. Agora atenção, nem todos os manipuladores de certo elemento possuem o Chakra certo. A exemplo, um digimon ou humano, que possuem corpo sólido, mas têm poder de manipular vento ou fogo. Nem todos despertam o Chakra.

— Essa informação me foi dada agora. Por que não antes?

— É um poder oculto que surgiu na Terra, porém, com a criação do Digimundo, até certos digimons despertaram. Mas antes nenhum digimon havia despertado plenamente. Weiz conseguiu de alguma forma treinar os governadores com o Chikara, e deixá-los ainda mais fortes. É um poder perigoso, se ficar nas mãos erradas.

— Entendo. E os outros? Os garotos não sabem disso.

— Azulongmon era um poderoso digimon com o Chikara, e tinha o Chakra gasoso. Seus núcleos, assim que morreu, foram transformados em itens compatíveis com os legacys dos seus amigos. Dez legacys, dez humanos, dez digimons. A geração nova que começou com o Paulo vai terminar com um digiescolhido que ainda nenhum de vocês tiveram contato. Portanto, assim que mega evoluírem, vão ter a oportunidade de despertaram o poder sem treinamento. Como você não é originalmente um digimon, ficou de fora disso. Por isso, eu prometi ao dragão guardião que iria treiná-lo.

— Obrigado, Oikawa-sensei. Mas qual será o favor que eu...

— Deixe isso para depois. Assistentes, tragam-me o quadro. Pronto, aqui será o cronograma do treino.

Wesley viu o cronograma.

1° Treinamento: Mantra.

Despertar o Mantra em todas as formas possíveis. O aprendiz sofrerá com muitas escoriações horríveis, mas sairá vivo;

2° Treinamento: Armadura.

O aprendiz terá que controlar o próprio corpo para enrijecê-lo a fim de aumentar a eficácia do ataque e defesa em uma luta. Poderá sofrer com algumas costelas quebradas no treino;

3° Treinamento: Equilíbrio.

O aprendiz aprimorará o seu próprio equilíbrio. Afogamentos são comuns nessa parte.

4° Treinamento: Chakra.

O aprendiz terá que despertar o seu Chakra comendo uma fruta-bolha ou um digi-núcleo.

— Ei, ei, ei, esse cronograma está me assustando. Eu sinto até dor!

— Não precisa ficar assim, isso é coisa do meu ajudante. Sobre o último treinamento, há dois modos de despertar o Chakra: comendo o núcleo de um digimon usuário que morreu. O núcleo parece uma fruta e bolha, por isso fruta-bolha. O segundo jeito é despertar por conseguir passar por provações extremas. A pessoa tem que ficar praticamente entre a vida e a morte e somente os humanos despertam assim. Como você é metade digimon, e não temos tempo, vai despertar da maneira mais fácil. Tudo bem pra você?

— Sim, sensei!

— Vamos começar. Coloque esta faixa preta nos olhos. Ficará um mês cego, com ela nos olhos. Tudo pelo Mantra. Se trapacear por um segundo sequer, perde tudo.

— Eu vou conseguir ficar um mês como cego e despertar o Mantra.

Wesley colocou a faixa, foi guiado para um lugar calmo, com muitas flores e borboletas. Começou a receber pancadas por trás de seu sensei e dos outros dois. No início, ele apanhava muito, porém, no decorrer das semanas, ele começou a aprimorar o Mantra cada vez mais a ponto de desviar com os olhos vendados ataques de flechas.

O segundo treinamento era a Armadura. Seu corpo passou por diversos testes físicos como levantar pesos de mais de 1 tonelada entre outros. O terceiro treino foi o mais difícil. Wesley teve que despertar o Equilíbrio. Isso incuía a rapidez extrema, leveza, potência nos golpes e dinamismo. O rapaz conseguia andar sobre a água, aumentar a velocidade e usar movimentos precisos.

— Estou surpreso com o seu progresso. Foram onze meses e três semanas de treinamento intensivo. Mas a verdadeira prova começa agora. Tente pegar uma bolha.

— Oh ho! Eu consegui — de fato ele já segurava uma bolha na mão e a manuseava sem estourá-la.

— Wesley, na verdade o último teste ainda vai começar. Venha comigo.

— Certo, Oikawa-sensei

Os dois caminharam uma longa distância pelo campo. Eles passaram pelas almas dos digimons mortos não-revividos até chegarem numa estrada cheia de bolas coloridas pelo caminho.

— Aqui de fato começará o último e mais severo treinamento. Uma semana é mais do que o suficiente para concluirmos. Aquelas bolhas são apenas falsas frutas. A verdadeira está no final deste caminho. No final você poderá comer quantos núcleos quiser. O importante é ser forte. Apenas uma outra pessoa passou desse teste. Vamos.

— Certo!

— Você acha que o Wesley-san vai sobreviver? — perguntou a mulher.

— Pode parecer inofensivo, mas o caminho das bolhas dos Elísios é o local mais severo deste pequeno mundo. Mas, se o humano tiver determinação, vai sair dessa com vida — falou a entidade menor.

...

Ilha Windows

— Hehehe... Ohhhh fogo! — dizia Pyrojinn.

— Corram! — berrou Togemon.

Togemon e Mushroomon corriam das chamas de Pyrojinn. Eles usaram todos os golpes possíveis, mas nada adiantava.

— Togemon, digievolua agora.

— Certo, Rose... MUSHROOMON! TÁ ESCONDIDO AÍ POR QUÊ? 

— Ele é fogo, eu sou uma planta. Vou queimar muito fácil — disse Mush atrás de um carro.

— VAI DEIXAR TUDO COMIGO? 

— Fogo!

— Eu já estou cansada desse gorducho falando isso. Togemon super digievolui para... Lilimon!

Lilimon tentou usar seu Canhão Flor, mas Pyrojinn repeliu o ataque facilmente. Soltou uma rajada de fogo pela boca, quase queimando a digimon.

— Ahhh ele ia me queimando! — disse Lilimon fugindo.

Pyrojinn cuspia fogo sem parar. Ele destruía tudo que via pela frente: casas, objetos e até mesmo o povo. Toda a população fugia do prefeito enlouquecido.

— CORRAM! O PREFEITO FICOU MALUCO E ESTÁ DESTRUINDO TUDO!

Rose ficou escondida num beco enquanto Lilimon e Mushroomon cuidavam do inimigo. Ela viu a sombra de alguém sentado num caixote velho de madeira, era Beelzebinho lendo um livro infantil. O governador fechou o objeto e olhou para a digiescolhida.

— Rose, por que está tão assustada? — disse Jin chegando de surpresa.

— Vi algo... Desapareceu? — Beelzebinho desapareceu num piscar de olhos.

— YAHHHHH! — os dois digimons corriam com medo de serem queimados.

— Eu não gostei de enfrentar esse inimigo. De tantos, por que temos que enfrentar essa bola de fogo nojenta? — reclamou Lilimon.

— E somos digimons de planta. Se formos queimados, já era — disse Mush.

Os dois passaram pelos humanos. Jin e Rose viu Pyrojinn se aproximar e também correram.

— Eu tô cansada de correr. Vamos enfrentá-lo com a cabeça erguida — disse ela, mas, ao ver o vilão se aproximar. — Melhor correr mesmo. Eu odeio a primeira ilha, eu quero uma vida de luxo como sempre.

Pyrojinn cuspiu fogo próximo a um hidrante e fez com que o objeto explodisse  jorrando água para todos os lados. O prefeito viu a água, logo correu com medo.

— Por que aquele gordo de fogo parou de atacar e saiu correndo? — perguntou Rose.

— Agora saquei tudo. Eu já tive uma ideia de como acabar com ele. Venham todos — disse Jin.

Eles foram para o corpo de bombeiros da cidade. Jin havia visto o local quando eles entraram em Violeta. Como não havia ninguém por perto, eles entraram.

Enquanto isso, Andromon lutava sem parar com Kazejinn. Os dois pulavam de telhado em telhado sempre o androide atacando com seus mísseis, porém o prefeito de Azalea conseguia desviar.

Ruan ficou mexendo num controle remoto a fim de mexer num drone com uma câmera acoplada. Na verdade o equipamento era de Mona-sama que havia lhe pedido um favor. 

Mona-sama e os outros usavam o jipe para fugirem dos soldados do governador, no entanto eles estavam espalhados por toda a cidade, e achar um local seguro seria difícil.

— Pra onde vamos? — perguntou Linx.

— Vamos à prefeitura. Precisamos ligar o sistema de megafone para toda a ilha escutar.

— Escutar o quê? — perguntou Lucas.

— A voz do governador. Depois eu explico a minha ideia de como destruir a reputação de todos os governadores de uma vez só.

Vários soldados apontavam armas na frente deles. Mona freou bruscamente fazendo os que estavam atrás irem para a frente.

— Mamãe, quer nos matar?

— Neymar, deixa de ser frouxo. Estamos numa guerra e tudo vale.

Ela e Linx saíram do veículo, pegaram as armas e começaram a atirar nos soldados. Nesse meio tempo, Paulo começou a despertar quando viu toda aquela confusão. Lúcia abraçou o irmão pois estava com saudade.

— Quem são esses digimons? E o que está acontecendo aqui?

— Maninho, que bom que acordou. Eu fiquei com muito medo de te perder — disse Lúcia abraçando-o.

— É melhor contarmos o que aconteceu — disse Lucas.

Minutos depois...

— QUÊ? O LAMPMON ERA O GOVERNADOR?!

No lado de fora da cidade, Suijinn aproveitou para entrar num lago grande que ficava perto. Lúcia e Aiko não conseguiram alcançar a gênia, ou seja, ficaram em desvantagem.

— Isso não é bom. Não podemos fazer nada na água — disse Aiko.

— Ahh olha ali — disse Agumon.

A água começou a se mover e ganhar forma. Suijinn aumentou de tamanho e fez a água ficar na vertical. Logo a vilã tomou forma de uma serpente de água.

— Eu vou lutar contra ela. Por favor, Mia.

— Certo, Betamon. Vamos mostrar a ela quem é o melhor na água.

— Certo — Betamon mergulhou na água e logo apareceu como Seadramon.

— Shwwaaar... Uma cobra gigante apareceu. Mas não vai me vencer.

— Flechas de Gelo! — as flechas passaram pelo corpo da outra.

Seadramon deu uma cabeçada na vilã, mas a única coisa que conseguiu foi desfazer a forma serpente dela.

— Não vai adiantar nada contra mim. Sou feita de água.

...

Continuando o treinamento, Wesley pegou o caminho das bolhas junto com Oikawa. Fazia mais de dias desde que ele começou o último teste. Ele enfrentou climas diferentes como calor e frio, mas ainda não havia chegado ao destino.

— Oikawa-sensei, eu vou morrer de fome e desidratado. 

— Já é a vigésima primeira vez que você me pergunta isso, é já é a vigésima primeira vez que eu digo paciência. 

— Mas é que... se continuar assim, eu vou acabar morrendo...

— Isso me soa muito bem. Vamos, o núcleo está logo à frente.

Os dois caminharam por sete dias. Oikawa não perdeu as energias, pois era um espírito, Wesley, porém, já estava no seu limite. Completamente desidratado e com fome, ele não suportou mais. O caminho não havia terminado, e nada de encontrar o tal núcleo ou fruto bolha. Nada lhe restava a não ser ficar entre a vida e a morte com fome, sede e cansado. Oikawa parou e ficou observando o homem no chão, magro e decadente. Era isso o que ele queria.

— Agora você tem que ser forte e conquistar a confiança desses núcleos. Eles faziam parte de digimons ancestrais poderosos.

— Não aguento... mais...

Wesley ficou pensando na sua vida, no seu passado e no futuro. Pensou nos seus filhos, nos outros adolescentes e nos digimons inocentes que sentia na obrigação de proteger. Várias bolhas brilhantes surgiram do próprio caminho, ou seja, elas estavam escondidas nas bolas coloridas que ficavam na borda da estrada. Com muito esforço, ele pegou uma e comeu. Era tão doce quanto melão.

— Eu disse que os digimons  adquirem o Chakra naturalmente quando seu núcleo chega ao máximo de potencial ou quando algum come o núcleo de outro, e a outra maneira são os humanos que só desenvolvem quando seus corpos e mentes passam por provações. Como você ê metade homem e metade digimon, eu achei melhor misturar os dois jeitos em ti. Aproveite a sua recuperação. 

Wesley comia vários núcleos. Seu corpo ficou relaxado, seus músculos voltaram ao normal, sua saúde ficou extremamente boa. Tanto que seu corpo brilhava como se passasse óleo na pele. 

— Sinto que agora valorizo a minha vida mais ainda... Eu sinto meu corpo bombando por dentro, como se um poder oculto estivesse prestes a despertar.

— Seu Chakra é sólido. Os sólidos são os mais fortes. Vamos voando, não temos muito tempo.

O sensei pegou impulso de volta. No meio do caminho, ele sentiu Wesley passar por ele mais rápido que uma bala. Ele estava realmente mais forte.

Ao chegarem lá, os dois espíritos já haviam preparado o portal para ele.

— Oikawa-sensei, foi muito bom poder treinar com o senhor durante todo esse tempo. 

— Não me agradeça. Fiz isso para salvar o Digimundo das mãos de todos os malfeitores. Rapaz, essa guerra ainda está longe de acabar, por isso era a minha obrigação ensiná-lo. Do jeito como estava você morreria muito fácil. 

— Ainda querendo a minha ajuda?

— Claro que sim. Tudo isso não foi de graça. Mas quando eu precisar, te chamo. Agora vá, seus amigos precisam imediatamente da sua ajuda.

— Obrigado, Oikawa-sensei. Valeu, gente.

Ele atravessou o portal numa hiper velocidade.

— Podem tirar as máscaras e as vestimentas.

Os outros dois eram os espíritos de  Wizardmon e Lady Angewomon. Yukio Oikawa ficou satisfeito com o que fez com Wesley. Porém, ele não era o primeiro a ir pelo caminho das bolhas. Outro também fez o mesmo.

...

No grupo de Mia, a dificuldade maior era acertar um golpe certeiro na Suijinn, a vilã era praticamente intangível e muitos golpes de Seadramon e Geogreymon não a acertavam.

— Não funciona — disse Aiko.

— Como derrotados um inimigo assim? — disse Mia.

— Mia, deixe-me tentar a técnica de congelamento instantâneo. 

— Faria isso, Seadramon?

— Claro. Treinamos esse golpe quando ainda estávamos na Terra. Acho que pode dar certo.

— O que vai dar certo? Shwarrrrr...

— Zero Absoluto! — Seadramon carregou uma grande quantidade de energia na boca e logo soltou na água. O lago começou a congelar e Suijinn também.

— Shwarr. .. O que está acontecendo... com a á...

Suijinn congelou na mesma hora.

No grupo de Mona-Sama, Paulo havia acordado em meio ao conflito. Lúcia explicou resumidamente a situação, ele não acreditou que Lampmon era o governador. Neymar também falou sobre como conheceu Beelzebumon e como as coisas chegaram nessa situação.

Linx e Mona tentavam proteger a qualquer custo o jipe. Elas conseguiram derrotar parcialmente os capangas e puderam prosseguir com a viagem.

— Então esse rapaz é o tal Paulo — disse a mais velha.

— Quem é você?

Mona parou bruscamente o carro e apontou uma pistola na testa dele. Todos, menos Linx, se apavoraram.

— Quanta merda de ingratidão, moleque. Quer uma bala no meio da tua testa?

— Não...

— Então repita: muito obrigado, Mona-sama.

— Muito obrigado, Mona-sama...

— É assim que se falar. Bora para a droga da prefeitura. Lá tem o sistema de auto-falante que todo mês, uma vez por mês, o governador aciona para fazer um discurso aos cidadãos. A ilha inteira vira um grande microfone e dá para ouvir até das outras cidades. 

— E só tem nesta cidade?

— É claro, ou você acha que eu vim morar nesta cidade por causa da paisagem e da boa vizinhança? Precisava de uma oportunidade para fazer isso, mas nunca achava.Com aquela baleia do prefeito lá dentro. Agora que vocês chamaram atenção, vai ser mais fácil.

— Ei, ei, ei, alguém sabe onde meu pai foi?

— Wesley está lutando neste exato momento contra Lampmon — disse Linx. 

O jipe finalmente chegou à prefeitura. O local era uma grande cúpula ao lado da árvore gigante. Todos eles saíram do carro, mas a única que entrou foi Mona. Linx ficou com suas armas apontadas para a rua, pois ela acabava ali na frente da cúpula.

Muitos soldados vieram para emboscá-los. Linx usou seu aparelho para materializar barricadas de concreto para os digimons e os humanos se protegerem.

— Vamos logo, Mona... — disse ela.

Mona entrou na cúpula. O local era espaçoso, igual um hangar, mas fazia muito calor pois simplesmente havia fogo em todos os lados. A mulher não quis saber e prosseguiu, retirou da jaqueta algo que lembrava um tablet e um fio conector. Ela conectou numa entrada que ficava no chão.

— Veremos se esse governo mundial vai continuar depois de amanhã hahaha.

No grupo de Jin, Pyrojinn continuava dando trabalho. O japa teve um ideia e logo trouxe consigo uma mangueira de bombeiro. Ele colocou no hidrante e pediu para que atraíssem o Digimon de fogo.

Lilimon o provocou colocando um colar de rosas no gênio — colar esse que queimou assim que entrou em contato com sua pele — e saiu em disparada. Pyrojinn foi atrás dela com tudo, mas foi impedido por um muro grande de raízes e madeira. Woodmon havia feito o muro. Atrás dele estava Jin, pronto para jogar água nele, porém o imprevisto aconteceu: a mangueira não quis pegar. Logo todos entraram em desespero, porque o inimigo quis explodir tudo ali.

— Vamos morrer. Faz alguma coisa, Jin! 

— Eu tô tentando, Rose! A mangueira está de mau jeito... não quer pegar!

— Ohhhhh Ahhhh vou acabar... com digiescolhidos...

Pyrojinn ia jogar uma bola de fogo neles quando sentiu um pingo cair na sua cabeça. Aos poucos a chuva foi tomando conta, logo uma chuva de proporção grande caiu ali. O gênio de fogo perdeu suas forças, não tinha aonde ele ir para se proteger. Deu tempo Jin ajeitar a mangueira e soltar um jato de água contra o outro. Este absorveu tanta água que literalmente derreteu até virar uma labareda em meio à água. A labareda se foi e restou apenas um pequeno boneco de palha, parecido com vodu ou similar.

— Quem diria que aquele cara era um boneco. Ele não era um digimon real — disse Lilimon. 

— Ainda está chovendo. Acho que isso é obra do governador. Pelo menos derrotados aquele idiota — disse Rose.

— Eles são fracos com elementos opostos. Preciso falar isso para outros e rápido — disse Jin.

...

SlashAngemon não aguentou o poder de Djinn e sucumbiu mais uma vez. Ele caiu sobre uma casa destruindo-a completamente. Lampmon, que estava voando, cruzou os braços e gargalhou.

— Dahh hahahaha como você é patético, guardinha. Aprenda que nunca vai tocar um dedo em mim. Eu nunca fui atingido e sabe por quê? Porque eu tenho poderes de um deus chamado Chikara. Isso você sequer sabe pois não passa de um fraco junto com todos que pensam em lutar contra o imperador. 

— Maldito!

— Vai com calma, rapaz. Vou te matar, mas vou te deixar por último. Observe a agonia e os momentos finais daqueles que você depositou fé.

Djinn virou vento e foi para o lado do grupo de Mona. Ninguém esperava a chegada do governador. Uma forte ventania arrasou os próprios soldados que foram jogados para longe. Eles viram Lampmon voando sobre eles.

— YAHHHH VAMOS MORRER! ELE VAI NOS MATAR! — gritava Neymar.

— Lampmon — disse Paulo.

— Dah haha, Paulinho, há quanto tempo. Gostou da soneca? Tá pronto pra morrer?

— Canalha! Você vai pagar por todo o mal que fez. Meu pai vai...

— Seu pai? Tá falando daquele que eu matei agora a pouco? 

— Mentira! Ele nunca perderia pra alguém sujo como você?

Um relâmpago surgiu clareando tudo. Lampmon gargalhou. 

— Isso foi uma ótima piada. Aquele fraco teve o que merece por se meter no meu caminho. Pode perguntar ao SlashAngemon, eu matei o seu pai com muita facilidade. Isso porque ele ainda não havia enfrentado alguém tão forte quanto eu.

— Mentira!

— Isso mesmo, maninho. Mentira dele.

— Também não acredito nisso, Paulo. Beelzebumon pode se ferir muito, mas morrer nunca. Eu confio nele — disse Lucas.

— Eu... também confio — falou Goburimon ainda se tremendo.

— Nós também — disseram os Pagumons.

— É, parece que todos se reuniram aqui — disse Mona.

— Conseguiu? — perguntou Linx.

— Consegui. Parece que aquele crápula chegou finalmente. 

— Dahh ahahahahahaha olha a velha Monalisa. Trabalhava comigo no começo, mas me deixou de lado.Pensei que nem estava mais aqui. Enfim, agora que o time está completo, posso dizer o seguinte: todos vão morrer — ele levantou os braços e começou a concentrar o ar em volta até formar uma bola do tamanho de um carro. — Foi com este golpe que eu eliminei seu pai, Paulinho. Agora que o papai está morto, falta os filhinhos dah hahahaha. Estão preparados, insetos? BIG BANG F...

— LAMPMON! — o grito estridente de Beelzebumon foi ouvido na cidade toda.

Um portal surgiu perto do governador e dele saiu Beelzebumon.  Lampmon ficou com o queixo caído, mas logo se recompôs.  Os outros comemoraram o retorno dele.

— Como conseguiu voltar? E num portal?

— Lampmon! A nossa luta não terminou. Eu juro que vou te dar um soco que nunca sonhou em levar.

— Não fique se gabando, fraco, ou vai se arrepender. Não sei como sobreviveu àquilo, mas não errarei na próxima.

Beelzebumon foi com tudo para cima do vilão. Ele fechou o punho direito, tomou um grande impulso.

— Essa baboseira de novo. Fracos não conseguem me atingir. Vou dar até o meu rosto para você me bater. Já sei como tudo isso vai terminar Dah ahahaha.

Beelzebumon estava bem rápido. Ele se aproximou de Djinn, colocou toda a força no punho e conseguiu dar um mega soco no rosto do vilão. Este foi pego de surpresa. Logo caiu sobre as casas e foi arrastado pela força do impacto durante vários metros. O governador saiu arrastando tudo o que via pela frente, fazia um rastro por onde passava. Ele saiu da cidade, continuou com aquele trajeto até parar quando colidiu na Pirâmide. Um único soco fez Lampmon ser jogado por vários quilômetros.

Todos que viram aquilo comemoraram, sobretudo Paulo que nunca viu seu pai ficar tão forte assim.

— Ainda sou fraco? — perguntou o herói.

Mesmo embaixo de chuva, Mona acendeu um charuto e comemorou do jeito dela.

— É isso aí, soldado. Numa guerra, a gente fala é com a mão hehehehehe.

CONTINUA...





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