D.N.A Advance: Nova Ordem do Século escrita por Sensei Oji Mestre Nyah Fanfic


Capítulo 94
Beelzebinho x Mona-sama x Elísios


Notas iniciais do capítulo

Oi gente! Tudo bom com vocês? Fim do ano tá chegando e só capítulo massa vem aí. Este aqui é daqueles bem grandão, cheio de cenas importantes, muita ação e suspense. O outro nem chegou a 3 mil palavras, este aqui tem mais de 6 mil hehhaha

Novidade! O primeiro soundtrack da fanfic será aqui. Esperei 94 capítulos para postar a primeira letra de música. Ficou bacana.

E aqui teremos alguns personagens importantes. Uns ficarão somente nesta parte do arco, outros vão aparecer posteriormente em outros arcos ou sagas. Espero que gostem e boa leitura.



 

 

 

O governador Djinn finalmente chegou no seu quartel general. Viu a bagunça que estava, mas nem se importou. Sentou-se no seu trono.

— Senhor, alguém invadiu a pirâmide e... — disse um soldado correndo.

— Ele não invadiu. Só veio apenas para me visitar, não é?

Das sombras apareceu a pessoa que chegou na ilha momentos antes. Ele usava um lençol pelo corpo com o desenho do rosto do Bakemon, segurava um rosário branco e tinha um Numemon na cabeça. Ele se aproximou de Djinn.

— Hehehe esse é aquele que esconde seu rosto, o mudinho, o mais misterioso dos governadores. Não é verdade, Beelzebinho?

Os dois ficaram cara a cara.

O soldado engoliu em seco ao ver as duas figuras frente a frente. Djinn se levantou da cadeira e ficou encarando. Para o soldado, ali iniciaria uma luta. Porém, os dois se cumprimentaram gentilmente.

— Dahh ahahah fazia um tempinho que não nos víamos. Como está a sétima ilha?

— Chefe disse: "vai bem obrigado. Mas tenho forte motivação para visitá-lo aqui" — disse o Numemon.

— Ah não me diga que veio lutar comigo como passatempo... Sabia que eu estou muitíssimo ocupado? Aqueles imbecis são mais sortudos do que eu imaginava. Conseguiram invadir meu QG e agora estão tentando me atacar. Por sua culpa aqueles dois que eu lutei devem ter fugido. Você é um estraga prazeres.

— Chefe disse: "Não vim para atrapalhá-lo, mas para acrescentar. Vim por dois motivos, uma informação quente e mais outra coisa. A informação é sobre o humano que nos treinou, Weiz. O Imperador Lucemon decidiu matá-lo agora que ele não tem mais utilidade".

— Mentira... Estou perplexo! O Imperador é de fato terrível, mas maravilhoso. Não dá mesmo para confiar naquele Weiz. Acredita que ele teve a audácia de querer propor um acordo comigo, e eu, burro, aceitei. Agora aquele louco deve estar fora da ilha. Depois que descobriu que os prisioneiros foram libertados. Mas essa história já chegou aos outros?

— Chefe disse: "Claro. O Chanceler foi o primeiro, mas depois os outros souberam. Você foi o último a saber".

Djinn ficou irritado por ter sido o último a saber. Beelzebinho tentou argumentar dizendo que o fato dele saber por último foi por sua ilha ter sido invadida e insegura. O gênio relevou o que o Numemon transmitiu. Sua curiosidade mesmo era entender o motivo pelo qual um outro governador teve o trabalho de ir pessoalmente vê-lo.

— Chefe diz: "O Imperador sabe que os digiescolhidos estão se tornando um problema, e ele foi orientado a usar um método mais rápido de eliminação. Por isso eu me voluntariei para isso".

— Espera um pouco... Do que está falando? Que papo é esse, mudinho?

— Chefe diz: "O Imperador teme que os digiescolhidos possam causar ainda mais confusão, e isso inclui a derrota de mais alguém do nosso lado. Por isso estou aqui para assegurar que a missão não fracasse".

— Hã?

FLASHBACK ON

Beelzebinho fez posição de respeito perante o Imperador Matsunaga/ Lucemon. O governador foi chamado, pois o próprio imperador estava em dúvida. O que ele queria saber era as chances dos digiescolhidos atrapalharem os seus planos. Beelzebinho foi direto e disse que havia uma mínima chance, mas havia.

— O que me sugere então? Que fique esperando sentado aqui enquanto aqueles moleques avançam? Aquele Lampmon também está demorando demais para acabar com míseros pirralhos!

— Chefe diz: "Majestade, majestade. Confie a alguém para ajudar Djinn a derrotá-los. Temo que ele não conseguirá sozinho".

— Você vai até o digimundo e faça o serviço. Aproveite e conte a Lampmon aquela conversa sobre o Weiz. 

Beelzebinho assentiu e saiu da frente de Lucemon.

FLASHBACK OFF

Djinn ficou bastante irritado quando soube disso. Tanto que saltou uma veia da sua testa e agarrou Beelzebinho.

— Mas que porra é essa?! Tá me tirando, mudinho?! Tá falando que eu preciso de ajuda de equipe para poder vencer míseros humanos?

— Che-chefe diz: "Sim. Você pode não conseguir detê-los só" — disse o Numemon com medo. Beelzebinho se mantinha tranquilo atrás da fantasia.

— QUEM VOCÊ PENSA QUE EU SOU!!!

O soldado que assistia a tudo começou a tremer de medo. Queria fugir dali, mas suas pernas congelaram. Nunca havia visto o governador Djinn se comportar daquele jeito.

— Chefe diz: "Não podemos ter 100% de certeza das coisas e isso inclui a sua vitória sobre os humanos. Veja só como Wisemon tinha um ego inflado e acabou pagando pela vida".

— Wisemon sequer chegava a ter 500 mil de dados. Eu possuo 1 milhão e 400 mil de poder. Sou o soberano desta ilha. Aqueles merdinhas jamais fugirão das minhas garras.

— Chefe diz: "Então demonstre sua soberania. O que pretende fazer?"

— Dah ahahahahahahahaha claro que já pensei nisso antes. Você vai ver o quanto eu sou soberano em Windows. Soldado!

— Si-Sim, mestre.

— Quero que avise a todos os soldados da ilha para sitiar as cidades. A partir de agora toda a Windows entrará em estado de sítio. Avise-os para desapropriarem as casas e expulsarem seus moradores. Aqueles que se opuserem, matem-nos. Assim será impossível que os digiescolhidos se escondam em alguma casa. A não ser que queiram passar o resto do tempo na floresta lá fora, no breu, no frio dahaha hahaa

— Sim, mestre.

— Ah, e avise aos meus irmãos para virem imediatamente. Eles são prefeitos de cada cidade, mas estão sob o meu comando.

O soldado logo foi mandar o recado. Djinn estava satisfeito por ter decidido algo tão radical.

— Não precisa ficar mais aqui. Avise ao Imperador que o governador Djinn conseguiu derrotar todos os digiescolhidos e que em breve serei o próximo Chanceler. Dahahahahahahaha.

Os soldados espalhados pela ilha foram ordenados a invadirem as casas de todas as três cidades. Os homens batiam nas portas e até arrombavam.

Em Azalea City, eles eram mais carrascos, obrigando os vendedores a deixarem suas mercadorias. Houve tumultos e prisões. Na cidade chamada Freakcity, a menor das três e localizada dentro de um pântano, foi a primeira a se confirmar que a ausência dos digiescolhidos. Violeta, a cidade mais elegante e a mais obediente do governo, teve buscas menos rígidas.

— O que está havendo? Me disseram para eu sair de casa — disse um morador de Azalea.

— Também me disseram. Isso foi ordem do prefeito Kazejinn ou do governador Djinn? — perguntou outro morador.

As invasões e desapropriações continuaram.

...

PERIFERIA DE LAS MERINAS, DESERTO DAS PIRÂMIDES TRIGÊMEAS

A caravana chegou perto da maior pirâmide do deserto, Quéops. As vinte pessoas, humanos e digimons, conseguiram chegar ao deserto depois de dias de viagem. A pessoa que liderava a missão era um homem com uma capa preta com capuz, ele usava uma roupa azul escura, de ninja, que lhe cobria todo o rosto. Ele saiu de cima do camelo, pegou o binóculo e viu a entrada mais de perto. Ele tinha olhos bem vermelhos.

— A entrada é logo ali — disse o homem de preto.

— Até que enfim chegamos, Derik. Mas não pense que vai liderar esta caravana só porque nos trouxe aqui. Eu só aceitei me juntar a esses fracassados por pura conveniência. O núcleo do deserto será meu — disse um homem musculoso de óculos, que mais parecia um Stallone.

— Isso é o que você diz. Quero ver na hora, Fraxus — disse o tal Derik.

Os demais participantes se queixaram com o que o tal Fraxus estava falando. Todos ali estavam por um motivo: o núcleo do deserto.

Eles caminharam para a entrada. Era um portal simples, sem porta, bem na base da pirâmide. Derik e Fraxus foram os primeiros. Os demais entraram logo em seguida.

Havia um extenso corredor entre a entrada e o interior. As paredes eram de pedras e haviam tochas a cada cinco metros. Eles acenderam pois estava ficando escuro. Derik foi o primeiro a chegar dentro da pirâmide, viu algo parecido com uma alavanca na parede, puxou e uma luz forte acendeu ali dentro. Todos ficaram impressionados com a imponência do lado de dentro. Era muito grande, espaçoso e com muitas escadas. 

— Essas escadas vão nos poupar tempo — disse um Etemon. Muitos outros concordaram.

Cerca de uns quinze dos vinte decidiram subir as escadas. Formaram pares e um trio. Logo eles subiram. Fraxus cogitou subir, mas, ao ver Derik parado, decidiu ficar. Outros três, uma mulher loira, um Meramon e um Musyamon também ficaram.

— Hum, você hesitou em ir com aqueles imbecis. O que deu em você? — perguntou Fraxus.

— Não é óbvio? Percebam que o número de escadas que sobe é entre 20 à 30. Muito estranho e fácil demais. Isso porque o que me interessa está abaixo de nós.

— Você quer dizer que precisamos ir ao subsolo? — perguntou a mulher.

— Deve haver uma escada que desça em algum lugar.

Derik e os outros ficaram procurando a tal escada para o subsolo. Meramon encontrou e avisou a todos.

— Como você é burro, cabeça de tocha. Se fosse eu, nem chamaria. Teria ido sozinho... Mentira, eu deixaria vocês virem comigo só para verem eu achar o núcleo primeiro heehehehe — disse o Fraxus.

Derik viu perfeitamente a única escada que dava acesso ao subsolo. Ele foi o primeiro a descer seguido dos outros quatro.

Os quinze não tiveram sorte, pois pegaram o caminho errado. O grupo de Derik puderam ouvir os gritos daqueles que subiram. Foram as primeiras vítimas.

O Etemon e um senhor idoso foram mortos por escaravelhos que entravam dentro do corpo, mais dois foram mortos por gás venenoso, dois foram mutilados por estátuas vivas, dois caíram num buraco com pregos gigantes, dois mortos por aranhas gigantes, dois foram alvejados por flechas e os três últimos mortos por monstros.

— Não fiquem tão aliviados. Provavelmente o subsolo será bem mais perigoso que a superficie — disse Derik.

O quinteto finalmente desceu uma escada espiral e chegaram a um salão gigantesco com um espaço no meio que havia um buraco enorme. Era como uma sacada grande no lado deles e do outro lado. A mulher verificou o fundo, não dava para ver. Apenas nos andares mais inferiores era possível notar pontes que ligavam um lado ao outro, mas era bem mais em baixo.

— Puta que pariu, o que faremos? Pularmos igual o canguru Jack?

— Fraxus, seu boca suja.

— Hehe temos uma politicamente correta aqui.

— Vamos continuar andando. Provavelmente o que queremos esteja do outro lado e no andar mais fundo. O tesouro é o objetivo mais difícil de um caçador de relíquia — disse Derik.

— Estou contigo, Derik. Aliás, eu sou Romena — disse a mulher loira.

— Afe, vou seguir jornada sozinho. Não quero estar acompanhado de um cabeça de fogueira, um louco espadachim, uma loira com nome de país e um sujeito que nem mostra a cara. Tchau, e eu ficar com vocês? Os cambau! Hehehe.

Derik ficou pensando em como iria descer aquilo ali. A única coisa que poderiam fazer era andar pelo lado, pela esquerda até ver se tinha alguma ponte. Fraxus foi para a direita.

Enquanto isso, Slash e Monodramon continuavam a jornada pelas areias do escaldante deserto. O homem pegou o binóculo e viu a ponta da pirâmide ao longe.

— Já estamos perto? Esse sol está me matando — perguntou Monodramon bastante cansado.

— Mais um pouco e chegaremos. Se quiser, pode entrar no meu digivice.

— Nem pensar! Naquela época que estávamos com os digiescolhidos,eu quase morri sufocado aí dentro.

A areia começou a agitar e de dentro saiu um escorpião de dez metros. O monstro ficou na frente pronto para atacar. Slash pediu ao parceiro para super evoluir. Monodramon, a contragosto, evoluiu para Cyberdramon e conseguiu derrotar o aracnídeo gigante rapidamente.

— Afe, já foi o quarto bicho que nocauteei de lá para cá. Como aquele pessoal chegou lá vivo?

— Devem ter pego algum atalho. Mas o importante é que estamos chegando.

Na Cidade Las Merinas, os soldados foram todos derrotados pela dupla. Outra dupla chegou, Sanzomon e Fatmon. Ambos viram a destruição que estava a cidade. Era um grande cemitério. Sanzomon viu algo se mexendo nos escombros, era um soldado.

— O que aconteceu? — perguntou ela.

— Um homem... e... um digimon. Eles nos venceram tão facilmen...

Sanzomon deu um tiro na cabeça dele. Fatmon sentiu a presença dos dois um pouco longe dali, mas os dois poderiam alcançar se voassem.

— Não interfira, Sanzomon. Eles serão minhas próximas presas — disse Fatmon.

...

Djinn ficou esperando seus três irmãos até eles finalmente chegarem. O trio era bem diferente um do outro, mas tinham algo em comum: eram também gênios. Eles eram bem mais fracos que o governador e não possuíam pernas.

— Ohhhhhhhhh manoooooo. Você chamou o grandeeeeee Kazejinn para alguma festa? Ono.

Kazejinn era um gênio musculoso, azul, com aparência cômica e com uma barbicha branca. Ele segurava um bastão dourado. Ele tinha cabelos grandes e brancos.

NOME: KAZEJINN

DIGIMON: LAMPMON

ATRIBUTO: VÍRUS

NÍVEL: PERFEITO

NPD: 400.000

CARGO: PREFEITO DE AZALEA CITY

— Shwarrrr shwarrr esperamosss que seja um motivo jussssto ter nos chamado.

A irmã do governador era a menor e vestia-se como uma odalisca com véus cor azul-marinho. Seu nome era Suijinn e dominava a água. Seu corpo era quase transparente como uma água-viva. 

NOME: SUIJINN

DIGIMON: LAMPMON

ATRIBUTO: VÍRUS

NÍVEL: PERFEITO

NPD: 200.000

CARGO: PREFEITA DE FREAKCITY.

— Ahhhhhh ohhhhhhhhhh ATCHIM!! Hehe.

O elemento sem fala era o Pyrojinn, gênio do fogo. Um digimon obeso, roliço, careca, com grandes bochechas, olhos apertados e de cor vermelha. Era atrasado mentalmente. Dominava o fogo.

NOME: PYROJINN

DIGIMON: LAMPMON

ATRIBUTO: VÍRUS

NÍVEL: PERFEITO

NPD: 300.000

CARGO: PREFEITO DE VIOLETA CITY

— Eu os chamei aqui porque estou numa caçada e a caça são os digiescolhidos. Vocês também participarão — os três concordaram. — Viu, Beelzebinho. Vamos vencer agora com este reforço.

Beelzebinho ficou calado.

Um soldado chegou imediatamente para informar que as buscas nas duas cidades foram concluídas. Os digiescolhidos não foram encontrados. Djinn presumiu que eles estavam em Violeta, a cidade mais afastada da sede do governo. Ele se queixou com Pyrojinn, mas este era muito retardado e só espirrava fogo.

— Então avise a todos os soldados da ilha para cercarem a cidade Violeta. Vamos todos para lá. E apronte umas sacolas para colocar dinheiro, muito dinheiro. Hoje vou distribuir dinheiro para o povo. O próprio povo vai entregar a cabeça deles numa bandeja de prata. Fique e veja, Beelzebinho, uma festa de arromba vai começar. Dahh ahahah.

O grupo dos digiescolhidos se aproximava da próxima cidade. Eles foram guiados por Goburimon até a entrada. Beelzebumon estava curioso para saber da mãe do pequeno ogro.

— Mamãe é a pessoa mais doce do mundo. Vocês vão gostar dela.

— Aposto que sim. Tomara que ela ajude meu filho a se recuperar. Não aguento mais vê-lo desacordado.

— Olhem aquilo — disse Jin apontando para algo.

A cidade Violeta era formada por várias casas coloridas e organizadas. Toda a cidade era no formato esférico e, no meio, havia uma gigantesca, e põe gigantesca nisso, árvore. O vegetal era tão grande que chegava na metade da montanha e era facilmente vista fora da ilha. A cidade ficava na borda leste e era o local mais afastado do centro de Windows.

— É uma árvore enorme — disse Mia.

— Aquela é a árvore da vida. Dizem que suas folhas curam quaquer doença. Pena que estão muito altas para nós alcançarmos. Vamos, mamãe já deve estar em casa me esperando.

Enquanto isso isso num bar da cidade, uma mulher vestida de militar, cabelos brancos e ondulados, aparência de ter mais de cinquenta anos e com um óculos escuro na testa, bebia seu décimo gole de licor. 

— Aê, barman, deixa no prego. Depois que arrumar um trampo, pago a dívida.

— Mona, você está devendo este mês mais de duzentos dólares. Quando vai me pagar?

Ela pegou uma granada do bolso da calça, retirou o pino e ficou apertando para não explodir.

— O que você disse?

— Não, nada... Pague-me quando puder.

— É assim que se fala, meu irmão.

Mona saiu do bar, pegou o seu jipe e foi embora para casa.  Sua residência ficava na periferia, bem na ponta, perto de uma das avenidas principais e próxima a um lago. Assim que ela chegou, os vizinhos entraram dentro de suas casas.

— Que porra é essa? — indagou ao ver os Pagumons que criava fora de casa.

— Mamãe! Mamãe! Mamãe!

— Que merda é esta? O que estão fazendo aqui fora?

— Intrusos entraram em casa — disse um Pagumon com um curativo na testa.

— Ah é... Uh é... Agora bandidos entram na minha casa e fica por isso mesmo? Nem a pau, Juvenal.

Ela abriu o porta-malas do jipe e retirou dali uma arma. A mulher abriu o portão de casa, andou pela área externa e, com um chute, arrombou a porta.

— Bora, quem vai ser o primeiro a dançar tango com a morte no quinto dos infernos? — disse ela segurando um lança-foguete.

Os digiescolhidos, que estavam acomodados no sofá da sala, pularam de susto ao verem uma louca armada. 

— MEU DEUS! VAMOS MORRER — gritou Rose correndo pra lá e pra cá.

— EU SOU NOVA PRA MORRER — disse Palmon. As duas se abraçaram.

— Senhora, por favor, não somos intrusos. Somos di...

— FOGO! — Mia foi interrompida. Mona atirou o foguete, mas o tiro saiu por trás e atingiu uma casa atrás. — Quem foi o baitola que me deu o lançador ao contrário? Ops, fui eu mesma quem peguei.

— Mamãe, não faça isso! — falou Goburimon. — Esses são meus amigos e digiescolhidos.

— Filhão do meu coração. Cadê o dinheirão? Bota aqui na minha mão.

— Não ganhei nada, hoje.

Mona deu um tapa nele que enfiou a cabeça do coitado na parede. Os convidados ficaram com medo da mulher. Essa daí era a "doce de pessoa" que Goburimon havia falado?

— Cara, ultimamente você está sendo imprestável. Hein, Neymar!

— Quem é Neymar... Não, pera — disse Beelzebumon olhando para o moicano do Goburimon.

— QUEEE? NEYMAR É O NOME DELE? — disseram todos.

— Teu nome era Neymar e não me disse nada — falou Beelzebumon.

— É que tenho vergonha desse nome hehe.

— ESCUTEM AQUI, SEUS PORRAS! — todos olharam para a mulher com medo. — Bem-vindos à minha humilde casa. Podem me chamar de Mona-sama. Podem entrar, filhos.

— Mona-sama, precisamos da sua ajuda. O nosso amigo... 

— Vai com calma, coleguinha. Eu sou só uma — disse interrompendo Ruan.

Ela olhou para o Beelzebumon de todos os ângulos. O homem ficou embaraçado com aquilo.

— Um digimon grande e forte. Gostoso, por sinal. Aê, você tá no nível mega, não é?

— Sim...

— É um soldado?

— Não...

— Um mercenário?

— Não...

— Modelo?

— De certa forma eu já fui.

— Eu sabia. Aposto que há entre vinte a trinta centímetros de salsichão dentro dessa calça de couro — o homem ficou vermelho. Os jovens também ficaram envergonhados — se interessa por mulheres mais velhas, garotão?

— Sou comprometido.

— Hahaha, tava brincando. Relaxa, soldado. Eu não preciso de macho para me satisfazer. Uso os dedos.

As meninas viraram os rostos com vergonha. Neymar lamentou por sua mãe estar lhe dando tanta vergonha.

Lúcia, Lucas e Linx estavam no quarto de Mona com Paulo deitado na cama. A dona da casa chegou e viu os três sentados com Paulo deitado na cama.

— Senhora, desculpe o incômodo. Seu filho deixou que ficássemos aqui — disse Lucas.

— Por favor, senhora. Ajude o meu irmão...

— Espera, garotinha. Quando você entra numa casa de família, tem que rezar.

Ela se ajoelhou perto de um altar com uma garrafa de rum enfeitada com balas. Ela se ajoelhou e começou a falar baixinho.

— Em nome da pinga, do vinho, do rum que é santo, amém. Pronto. Agora vocês acham mesmo que vai cuidar do rapaz num quarto deste? Melhor levarmos para o nível 2.

A mulher pediu para Beelzebumon levar Paulo no braço até a parte de trás da casa. Era uma área externa que ficava atrás da garagem e mais parecia um campo de treinamento. 

— Vambora — ela apertou um botão na parede da casa. Um alçapão abriu dando lugar a uma escada para o andar de baixo. Eles desceram e viram um salão cheio de tesouros. — Aqui foi uma pilhagem que eu roubei quando estava de folga do trabalho. Por ali.

Ela os levou para um quarto bem espaçoso e ventilado. Era uma caverna com iluminação, móveis e muito estoque de comida.

— Coloque o rapaz na cama. Me dê a flor que eu farei o chá.

Lúcia entregou a flor. A mulher ferveu a água e colocou a flor preta dentro. O líquido ficou preto na mesma hora. Mona-sama explicou que a orquídea preta da ilha dava na árvore da vida.

— Além de nascer no solo, a planta desta orquídea nasce na árvore gigante. Por isso ela tem os nutrientes medicinais dentro dela. O chá preto característico chama-se Chá Petróleo e é muito forte. Ele tem que beber o copo todo.

Mona-sama fez com que Paulo, mesmo fraco, bebesse todo o líquido. O rapaz tossiu e fez careta, o chá era muito amargo. Ela disse para mantê-lo em repouso por uma hora e assim ele reagiria. 

— Obrigada por ajudá-los, senhora — disse Linx.

Mona ficou observando Linx por alguns segundos até respondê-la. A mulher saiu do esconderijo e foi para a superfície.

Os demais digiescolhidos ficaram vendo a pilhagem de ouro, sobretudo Rose que estava louca para levar algumas jóias.

Linx subiu para a superfície, viu Mona-sama sentada no chão, encostada na parede de casa e fumando um charuto. A mais nova foi fazer companhia a ela.

— Percebi que você ficou me encarando como se já me conhecesse. Por quê?

— Garota, não seja tão convencida. Quem você pensa que é para me fazer uma pergunta na minha casa? Deixa pra lá, eu só me lembrei de uma pessoa especial e que parecia muito com você.

— Uma moça? Quem era? Filha sua?

— Quer levar um tiro de sniper nas costas? Então cale a boca. Odeio quando alguém me faz perguntas. NEYMAR!

— Sim, mamãe?

— Vá fazer o jantar. Hoje não tô a fim de encostar a barriga no fogão. Faça um prato especial para os hóspedes.

— Certo. A propósito, aquele digimon de armadura que estava com vocês saiu faz tempo.

— Ele foi ver como estava o clima na cidade — disse Linx.

SlashAngemon observou uma grande movimentação de soldados acima do normal. Eram tantos que não dava pra ser contados. Eles tiravam os moradores de suas casas, perguntavam sobre os digiescolhidos e faziam busca e apreensão. Os moradores estavam se perguntando o que acontecia ali.

Fogos de artifício começaram a enfeitar o céu da cidade. Os moradores ficaram nas ruas observando a pirotecnia. Era igual fim de ano. Todos se perguntavam o que estava acontecendo.

— SOLTA O SOM, DJ! — disse a voz de Lampmon.

Uma batida de música começou a ser ouvida. Os moradores queriam saber de onde vinha aquilo. De repente, apareceu um verdadeiro trio-elétrico em forma de uma lâmpada de gênio. Possuía telões de led, balões no formato dos quatro irmãos e uma potente caixa de som. Uma música com uma batida forte começou a tocar. Lampmon estava de óculos escuros e uma guitarra, os outros três gênios estavam no trio-elétrico e também alguns capangas. O povão começou a se aglomerar na rua principal. 

A música começou.

(W,X,Y,Z)

"Ohhh! Ohhhhh! Aaauuuu! 

Aheeeee!"

 

Trust - who do ya?

Trust - what makes U a real lover?

Trust - I put this question to ya

Cuz I want U 2 be with me

 

Love - U cannot imagine

How much I want 2 give 2 U

Hot - I get so excited

Just thinkin' about all we could do

Dig it now

 

Lampmon e divertia enquanto dançava. Os digiescolhidos puderam ouvir o batidão mesmo dentro do esconderijo.

— Isso é Prince? — indagou Mia.

Mona e Linx saíram de casa e foram pela rua. Vários moradores correram para ver o show.

 

Another world awaits us

Another power 2 see

Close - don't worry about nobody else

From now on U'll be here with me

 

Trust - who do ya?

Trust - what makes U a real lover?

Trust - I put this question to ya

Cuz I want U 2 be with me

 

Os capangas de Lampmon pegaram as bolsas com dinheiro e começaram a distribuir as notas de 50 e 100 dólares. O próprio governador ficou jogando. Foi o suficiente para os moradores se aglomerarem no trio-elétrico. Ninguém queria perder a chance de ganhar dinheiro de graça.

— Isso é mau — SlashAngemon decidiu avisar aos garotos.

 

Money - how much'll make U happy?

U can have it all if it'll suit U right

But nothin', I said nothin' can take the place

Of U and me kickin' it tight, tight!

Come, it's easy

Just let yourself go - don't put up a fight

Sex - it's not that type of party

Girl, we're gettin' higher 2 night

 

Trust - who do ya?

Trust - what makes U a real lover?

Trust - I put this question to ya

Cuz I want U 2 be with me

 

Mona-sama e Linx viram o que o governador estava fazendo e também voltaram. SlashAngemon chegou na casa ao mesmo tempo que as duas mulheres. Eles foram para o esconderijo.

— Lampmon chegou à cidade e já está causando tumulto. Ele tá distribuindo dinheiro para a população e provavelmente vai fazer dos moradores seus caçadores.

— Isso é mau. São milhares de pessoas aqui. Não vai dar para sair com segurança — disse Aiko.

— Querem saber de uma coisa? Eu vou enfrentar esse Lampmon sozinho, e não tentem me impedir — disse Beelzebumon.

— Papai, não. O senhor perdeu uma vez.

— Lúcia, cuide do seu irmão. Prometo que vou ganhar.

— Se você for, eu vou — disse SlashAngemon.

Os dois saíram.

— Preciso fazer o governador sair da cidade. Se lutarmos a sério, muita gente vai morrer.

— Deixa de ser bobo. Você não tem força o suficiente para vencer Djinn.

Beelzebumon sorriu.

A festa continuava a todo o vapor.

 

TRUST!

PAM! PAM! PAM!

 

Djinn pegou a guitarra e começou a quebrá-la, depois falou no microfone.

— CIDADÃOS DE WINDOWS, EU VIM AQUI HUMILDEMENTE PARA PEDIR UM FAVOR A VOCÊS. QUERO QUE ME DIGAM ONDE ESTÃO OS DIGIESCOLHIDOS QUE ENTRARAM NA CIDADE. ELES NÃO TÊM PARA ONDE ESCAPAR. VIOLETA FOI CERCADA PELOS SOLDADOS DA ILHA E NÃO HÁ COMO ENTRAR OU FUGIR DAQUI. VOCÊS CONFIAM EM QUEM: EM MIM, QUE DISTRIBUIU DINHEIRO DE GRAÇA OU OS DIGIESCOLHIDOS?

— CONFIAMOS NO NOSSO GOVERNADOR.

— DAH AHAHHA MEUS BONS SÚDITOS. QUEM ACHAR OS DIGIESCOLHIDOS PRIMEIRO EU DAREI UM BAÚ COM MUITO OURO! VAMOS, VAMOS, VAMOS! TÁ NA HORA DE ACABARMOS COM OS DIGIESCOLHIDOS. DAHHH AHAHAHA... HÃ? QUE BARULHO É ESSE?

Os balões explodiram logo acima deles. Djinn e os outros foram pegos de surpresa. O governador viu Beelzebumon sobre o telhado de uma casa com o canhão apontando para cima.

— Acabou o show, babacas!

Os três gênios desceram do veículo e quiseram enfrentá-lo, mas Djinn não os deixou. Este também desceu e ficou vendo o homem no telhado.

— Quem é você, meu chapa? Como se atreveu a destruir os meus balões e acabar com o meu show?

— A nossa luta ainda está pendente, Djinn.

— Filho da mãe, não sabe perder. Você é um péssimo perdedor. O que vai fazer agora, hã?

O trio-elétrico explodiu atrás deles. Os moradores correram com medo. Djinn percebeu que SlashAngemon foi responsável pela explosão. Claro que ele ficou com raiva. Retirou o turbante, pegou uma pequenina pistola de dentro e apontou para Beelzebumon. Segundo o vilão, era uma pistola de ar. Com um único tiro, ele pulverizou a casa e levou um coice da arma. A casa virou escombros.

— Ele conseguiu fugir. Os três, preocupem-se com os digiescolhidos, eu irei à caça de um pássaro preto. Dahahaahaha.

Lampmon voou atrás de Beelzebumon. Ficou atirando, mas o outro desviava. Foi quando o governador desapareceu e surgiu na frente dele com a pistola apontada.

— Ops. Eu acho que eu vi um gatinho. Adeus... — SlashAngemon salvou o outro com um ataque que forçou o governador largar a arma. — Você de novo?

— SlashAngemon, não se meta nesta luta. Isso é entre mim e ele.

— Fica frio. Vou me meter se a coisa ficar preta. Ficarei apenas observando.

— Dah ahaha esse é o espírito. Estou perdendo a paciência, por isso vou me transformar.

Djinn se transformou mais uma vez, e dessa vez mais rápido. Beelzebumon não perdeu tempo, começou a atacar o vilão. Djinn, como esperado, desviava facilmente. Era praticamente impossível acertá-lo até que Beelzebumon ficou girando mais rápido no ar. Um tiro saiu aleatoriamente e acertou de raspão o rosto do vilão.

— O que significa isso? Como conseguiu me acertar?

Beelzebumon ficou girando e atirando e atirando. Algumas balas atingiram, de raspão, o inimigo.

— Infeliz, já sei o que pretende. Ficar me atacando aleatoriamente impede que eu preveja seus movimentos, mas nunca vai me vencer na sorte — ele soltou uma forte corrente de ar, depois usou seu poder WIND e PUNCH fazendo Beelzebumon cair novamente. O anjo ficou preocupado com o amigo, mas se impressionou quando o viu se levantar.

— Não vai me vencer — ele começou a girar novamente.

Lampmon usou a combinação para acertá-lo mais vezes. Beelzebumon se levantou deixando o governador furioso.

— Já está com raiva, governador? — brincou ele.

— Convencido. Um inseto pela primeira vez está me incomodando.

Djinn usou ondas de ar, correntes de ar, vendaval, assopros, mas nada disso estava nocauteando o seu oponente. Ele começou a ficar com raiva.

— Idiota, vou usar a minha técnica mais poderosa para te matar! Big Bang F.

Djinn se concentrou, as nuvens ficaram mais escuras a ponto de soltarem raios, ele levantou os braços e a corrente de ar começou a se aglomerar como uma esfera de energia se concentrando. Por essa ninguém esperava.

Um morador da cidade delatou que Mona-sama escondia os digiescolhidos em sua casa. Os soldados e os três gênios foram para lá. Um amigo dela correu para avisá-la. Mona avisou aos digiescolhidos sobre o perigo e pediu para que continuassem escondidos.

— Não posso continuar escondido aqui enquanto a dona Mona se arrisca por nós. Gente, o Beelzebumon está lutando, eu quero lutar ao lado do Hagurumon.

— Ruan, amigo, eu faço o que você quiser. Se decidiu enfrentar o exército, eu irei contigo — disse Hagurumon. Ruan agradeceu.

— Agumon e eu também iremos — disse Aiko.

Jin e Mushroomon também toparam, na sequência foi a vez de Mia e Betamon. Rose não queria ir, mas Palmon ficou insistindo e ela teve que ceder. Lúcia, Lucas e Neymar ficaram com Paulo.

Os soldados invadiram a casa de Mona e comçaram a revirar tudo. Linx estava escondida num cômodo, armada e preparada para atirar. Os soldados levaram a mulher para fora. Os Pagumons começaram a gritar para não a levarem. Mona ficou de cara com os três prefeitos.

— Ooooolha quem tá aqui. A mercenária e caçadora de recompensas, Monalisa.  Vaaaaaaaaaaai logo entregando os digiescolhidos senão vai ser presa. Ono — disse Kazejinn.

— Não vou entregar ninguém, seu porra. Faça um favor, morra mil vezes para ver se nasce bonito, lixoso.

— Ahhhhhh falta de respeitoooooo com uma autoridade. Prisão nela!

— Ei, bando de idiotas! — disse Ruan no meio da rua.

Eles se viraram e olharam para o rapaz.

— Querem nos enfrentar? Não vai ser fácil — Hagurumon ficou ao seu lado.

Os outros digiescolhidos apareceram diante deles com seus parceiros.Estavam dispostos a lutar e acabar com o regime dos quatro gênios. Mona-sama sorriu de satisfação.

Enquanto isso, Lampmon, no seu raro momento de raiva, lutava a sério. Depois de falhar em derrubar Beelzebumon, ele decidiu realizar seu ataque mais mortal. Estava comprimindo o ar como se estivesse amassando o mesmo e formando uma bola.

— O meu golpe consiste em juntar o ar num espaço bem reduzido e depois soltá-lo numa onda de choque. Quanto menor o espaço, mais potente. O nível da minha técnica é medida como se mede um tornado, ou seja, em F. O que farei agora será o F5, o mais fraco de todos. Toma.

A bola era mais ou menos do tamanho de um carro. SlashAngemon fugiu e esbravejou para o outro fugir. Beezebumon não deu ouvidos.

— BIG BANG F5!

A onda de choque atingiu uma grande parte arrancando centenas de árvores. Os telhados das casas foram arrancados e a árvore da vida chegou a balançar. Todos na cidade sentiram o impacto da explosão. Até mesmo os habitantes das outras cidades sentiram, com menor intensidade.

— Está aí a minha resposta. Eu sou invencível. 2 a 0 pra mim, meu chapa! DAHA AHAHAHAHAH!

Beelzebumon estava muito ferido pois foi atingido de frente. Ele estava voando sem rumo e praticamente estava fora da ilha. A entidade, que se comunicou com ele, o abraçou e sumiu. 

MUITO TEMPO DEPOIS

O homem começou a abrir os olhos e a primeira pessoa a ver foi aquele que o salvou. Sua visão ainda era turva e sua cabeça doía. O ambiente era bem iluminado, claro, com janelas grandes e cortinas brancas. A entidade parecia cuidar dele.

— Quem é você?

— A pessoa com quem você falou num sonho — a voz era de mulher.

— Isso é um sonho?

— Talvez. Mas não é o momento para isso, Wesley. Você está se recuperando rapidamente, mas ainda está debilitado. Mesmo assim já pode andar. Ele está querendo falar contigo.

— Ele? — Wesley se levantou. Estava dolorido. A pessoa mascarada o levou para fora. A casa ficava no meio de um campo florido e com bolhas. Wesley foi levado para um lago cristalino. Um homem estava parado sobre a água. O convidado não podia acreditar.

— Estava esperando por ti, Wesley. Como é bom te ver.

— Quem é você? Que lugar é este? Onde estão os outros?

— Uma coisa de cada vez — ele caminhou sobre a água até chegar à margem. — Precisamos ir por etapas. Não, você não está sonhando e muito menos morto.

— Então que lugar é este?

— Um mundo entre a Terra e o Digimundo. Quando digimons e humanos morrem, eles vêm para cá. Os digimons que não renascem, ficam aqui. O nome deste paraíso perdido é Campo dos Elísios.

Wesley associou o nome à mitologia grega. Mas era um lugar realmente muito estranho. Até os peixes nadavam fora da água.

— Eu te chamei aqui por um propósito. Nossos destinos tendem a se cruzar e esse dia chegou. Mas antes preciso te dizer um coisa. Olhe para o seu corpo. Toque a si mesmo.

Ele foi ver. Seu corpo estava enfaixado com curativos. Ele usava roupas de hospital. Foi quando caiu a sua ficha que o seu corpo estava diferente, não usava jaqueta e seu rabo sumiu. Ele apalpou o rosto e percebeu que estava diferente. Wesley foi ver o seu reflexo na água e viu o seu rosto de muitos anos atrás. O rosto do ser humano antes de virar digimon. O rosto na fotografia, no dia em que se acidentou e foi levado por Weiz. Seus olhos se encheram de lágrimas.

— Nos Elísios, a verdadeira aparência das pessoas ficam. Você está agora na sua forma natural, como ser humano. É o milagre dos Elísios. 

— E a luta na ilha Windows? Há pouco tempo eu tava lá... agora estou aqui.

— Eu sei. Já se passou uma semana que você está conosco.

Wesley levou um susto ao ouvir que passou uma semana desacordado.E agora? O que aconteceu com os outros?

...

OS FATOS QUE OCORRERÃO A SEGUIR PASSARÃO NA TERRA E AINDA SERÁ A NOITE DO DIA DOS ACONTECIMENTOS DA GENETECH. ISSO PORQUE O TEMPO NO DIGIMUNDO É BEM MAIS RÁPIDO QUE O DA TERRA.

Centro de Tóquio, 15 de fevereiro

Os carros de luxo iam e vinham de um luxuoso hotel da cidade. O lugar era o chamado Kingdom Palace e era de seis estrelas. Somente as pessoas mais ricas da Ásia se hospedavm ali. 

Na frente do hotel apareceu uma pessoa vestida pra uma ocasião especial: Mimi Tachikawa. A mulher subiu uma escadaria que dava acesso à entrada. Acanhada, envergonhada e receosa, ela caminhou vagarosamente até ser recepcionada por um homem que trabalhava na recepção e que estava do lado de fora.

— Posso ajudá-la, madame?

— Sou convidada do senhor King, Adrien King e...

— Por favor, madame. Não precisa me falar mais nada. O senhor King é o dono do hotel e eu sou um dos seus empregados.

— Obrigada.

A recepção era chique demais. Espaçosa, confortável, com móveis de qualidade e de ouro, além de quadros famosos e esculturas. 

Ela foi verificar na recepção, mas a moça informara que o dono chegaria um pouco mais tarde. Ela ficou esperando sentada no sofá com tecido de seda importado do Oriente Médio. Mimi Tachikawa se sentia deslocada diante de tanta extravagância. Mesmo assim teria paciência para esperar o tal King.

CONTINUA...



Notas finais do capítulo

Se gostou já sabe, comenta ou favorite e assim vai ajudar a fanfic crescer mais e mais. E estamos chegando ao capítulo de número 100 EBAAAAA tentarei fazer algo excelente. Se bem que é quase impossível, porque o povo fala a cada capítulo que tá ótimo. Aí eu não sei se posso fazer algo melhor rsrs Bom começo de mês a vocês, meus caros.

Soundtrack: Trust - Prince



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