D.N.A Advance: Nova Ordem do Século escrita por Sensei Oji Mestre Nyah Fanfic


Capítulo 82
A Farsa de Strabimon


Notas iniciais do capítulo

Oia eu aqui mais uma vez, negada. Sentiram falta das postagens? Demorei mais de uma semana. Mas ultimamente estou com o meus dias cheios. Por isso a demora nas postagens. Estou pensando aqui seriamente de fazer uma outra fanfic de digimon, mas nada a ver com este enredo. Se tudo der certo será um romance com ação e hentai entre humano e digimon. Mas ainda está na minha mente, mas como não gosto de ficar desperdiçando imaginação, acho que eu colocarei no papel. Mas mais pra frente. Não acho que será furry, porque o digimon em questão não se parece com animal e ele será o protagonista. Igual o Gaia que apesar de ser digimon não tem nada de furry no romance dele com a Diana visto que ele não se parece animal na verdadeira forma São só ideias, por enquanto. Boa leitura.



CAPÍTULO 82

Lucas sobrevoava o local onde acontecia a terrível batalha contra um terrível monstro. A luz envolvia o seu corpo agora angelical. O menino loiro agora possuía muitos poderes e já não era mais uma pessoa comum, porque a sua natureza de digimon manifestou-se num momento de grande tensão e necessidade. Era o que o jovem não queria, porém foi obrigado dadas as circunstâncias extremas. Agora ele segurava nos braços a sua parceira e irmã que ele tanto gostava. Salvou-a mesmo se contradizendo severamente.

Lúcia abriu os olhos e percebeu que estava sendo abraçada pelo loiro. Ela o viu. O rapaz olhava com o semblante tranquilo, mas com cara de quem queria lutar. Ele a olhou e deu um sorriso. De fato era ali o Lucemon que ela havia conhecido anos antes.

─ Você está bem? ─ perguntou ele.

─ Estou. Você conseguiu se transformar. Tá tudo bem?

─ Por enquanto sim, mas depois que eu acabar com aquele digimon eu tenho que voltar à minha forma humana.

Lúcia percebeu as marcas no lado esquerdo do corpo dele e do par de asas na cabeça. Ele estava do mesmo tamanho, da estatura de um menino de 12 anos e maior do que a última vez que se transformou.

Paulo sorriu ao ver os dois sãos e salvos. Impmon, que também havia pensado que os dois tinham morrido, comemorou o feito. Os demais digiescolhidos que haviam acabado de perder a luta, também comemoraram. Era a chance de que precisariam para acabar com o digimau de uma vez por todas. O único que não gostou do que viu foi o Wisemon que ficou aborrecido com a luz emanada pelo outro e por não ter matado os dois.

─ Não pode ser verdade. Eu matei esses dois humanos... Não, espera! Aquele sujeito... É idêntico à forma anterior do meu imperador! Como assim?

Lucas pousou e colocou Lúcia em segurança. A garota ficou segurando na mão dele receosa em deixá-lo lutar. Ele sorriu e garantiu que venceria aquela luta. Logo após, o menino ajustou seus braceletes e tornozeleiras douradas pois estavam incomodando um pouco. Fez pose de que estava pronto para lutar.

─ Parece um pouco, mas não é ele. Dá pra perceber que são criaturas totalmente diferentes. Hohoho, vamos ver se consegue comigo mesmo. NIRVANA ETERNA!

Wisemon formou os átomos ao seu redor e lançou as três esferas de uma vez na direção do garoto. Este não saiu do lugar e resolveu enfrentar o ataque de frente. O mago sorriu confiante de que poderia vencer com apenas um golpe, porém não foi isso que aconteceu. Pela primeira vez alguém aguentou seus ataques. Lucas, com a mão direita, desviou as três esferas e elas explodiram bem longe dali. Todos ficaram pasmos pois nem mesmo Knightmon conseguiria esse feito.

─ Vamos lá irmão lindo, você consegue ─ disse Lúcia agora mais confiante.

─ Eu vou vencer.

Wisemon mudou de semblante. Já não estava mais confortável. Reuniu mais esferas e as lançou com mais frequência. O loiro usou as duas mãos e as jogou para longe. Isso deixou o mago ainda mais furioso.

─ Quem diabos é esse moleque? Um arcanjo? Não importa.

O feiticeiro usou a sua magia para criar a mesma ilusão que usara antes no hotel. Paulo se lembrou disso e avisou para o loiro.

─ Lucas, cuidado. Ele vai querer iludi-lo!

O digimau distorceu todo o cenário. Agora eles estavam num universo. Ele desapareceu entre os asteroides que passavam. Lucas ainda continuou parado quando se virou e deu um soco no estômago de Wisemon fazendo com que ele se ajoelhasse perante ao híbrido. Toda a distorção do espaço voltou ao normal e já estavam de volta ao mesmo local. A surpresa foi tanta que até mesmo os digiescolhidos ficaram com cara de bobos quando viram aquilo. Isso porque eles não viram onde estava Wisemon, mas parece que o loiro sabia muito bem.

O Legacy de Lúcia ficou brilhante constantemente. Desde quando o garoto se transformou, o objeto não parou de brilhar.

─ Co-Como é possível? Como pode me causar tanta dor?

─ Eu sou um tipo raro de digimon. Sou um arcanjo, angélico. Por isso não sou alvo de ilusões por digimons de trevas. A segunda resposta é que o meu poder chega a de um digimon no nível mega comum.

─ Não pode ser!

Wisemon tentou pela primeira vez acertar um golpe físico com socos. Ele nunca havia precisado lutar fisicamente. Lucas desviava facilmente. Os dois voavam. Wisemon parou, desceu e entrou debaixo do solo. O menino ficou observando dali de cima. Sentiu uma pancada nas costas fazendo-o cair, mas antes parou em pé. O mago havia usado um truque de se dividir em dois e enganá-lo. Mesmo assim o truque não foi suficiente para causar danos no anjo que estava disposto a lutar pra valer. Ele correu e desapareceu diante dos olhos do inimigo.

─ Que rápido ─ disse Ruan impressionado.

Lucas apareceu atrás do vilão. Este se virou e não o viu mais. O rapaz aparecia e desaparecia. O inimigo logo percebeu que o anjo preparava um ataque sagrado. Com as duas mãos unidas como numa oração ele fez surgir planetas.

─ CRUZ GRANDIOSA! ─ o ataque, em forma de cruz, explodiu no chão causando muita fumaça. ─ Botei força demais?

─ Idiota! ─ disse Wisemon dando um golpe por trás dele. Depois o segurou pelas asas, girou-o e o soltou contro farol que rachou pelo impacto. O mago formou uma bola de energia negra nas mãos e lançou. Parte do farol explodiu, mas não se soube se Lucas foi pego ou não.

─ Não! ─ exclamou Lúcia.

...

 

Casa de Gaia e Diana

Diana observava o lado de fora dos domínios de sua casa. Aquele ambiente bastante verde, arborizado, com uma floresta... Ali era o antigo domínio do antigo Piccolomon que havia morrido nas mãos dos Mestres das Trevas ao ajudar os veteranos domadores a fugirem para a fatídica Montanha Espiral. Depois disso e da reformulação do digimundo, Gennai permitiu que a família fosse abrigar-se longe dos acontecimentos do mundo digital.

Havia um campo de força que deixava todo o lugar invisível. Do lado de fora antigamente havia um deserto, mas depois de muito tempo agora era um semi-árido. Do lado de dentro, antigamente, havia um templo no alto da montanha que foi reformulado e agora era a casa da família sem montanha nenhuma. Era um paraíso perdido.

Diana estava ansiosa por muitas razões. Os digiescolhidos estavam lutando contra o famigerado feiticeiro e em risco. Uma pessoa que ela tanto amava estava naquele grupo e estava louca para reencontrá-la. A mulher não estava muito tranquila, porque a qualquer momento eles chegariam ali. Orou pelos adolescentes digiescolhidos depois voltou para casa. Ela vestia-se com um simples vestido floral.

Gaia assistia a algo na sala de casa quando ela entrou. Foi diretamente para o seu quarto e mudou de roupa. Colocou um vestido azul marinho com alças finas e prendeu os cabelos. Se olhou no espelho, seus olhos verdes lembravam a de uma outra pessoa. Foi para a sala, ficou atrás do homem e o beijou na nuca.

─ O que tanto te interessa aí?

─ Você não vai acreditar. A emissora estatal das ilhas foi contratada para um evento do Chanceler que vai acontecer daqui a pouco.

Diana passou a mão no peito do homem coberto pela camiseta branca e deu um sussurro.

─ Deixa essa televisão de lado ─ pegou o controle e desligou. Ela ficou beijando a cabeça dele e o alisando.

─ Puxa, assim vai me cutucar mesmo?

─ Lembra quando você tinha aquela maravilha de cabelos longos e loiros. Eu adorava aquilo sabia? E na sua forma real, você é bem sexy.

─ Quer que eu volte como era antes?

─ Não precisa... Ui!

Gaia a segurou pela cintura, colocou-a deitada no sofá e ficou por cima dela.

─ Querido, se comporte.

─ Você quem me provocou. Depois que comecei a saber o que era o amor, a paixão, eu passei a ficar mais feliz. Você deu significado à minha vida, Diana.

─ Você quem me deu esse significado. E para de ser taradinho. Até parece que está na seca.

Gaia deu um beijão na boca da mulher deixando-a sem fôlego.

─ Você quem me ensinou a sentir tesão e fazer sexo hehehe.

─ Mentiroso. Eu era uma menina de 12 anos na época.

─ E eu um digimon criança. E estou na seca sim já que não transo com a minha mulher desde ontem. Se eu pudesse fazia toda hora porque é bom, pronto falei. E quando vai me dar mais filhos? Por que não procria mais?

─ Ei, peraí. Em primeiro lugar, eu não procrio porque não sou animal e em segundo, não vai ser você quem vai ficar buchudo, não é você que leva um peso na barriga durante nove meses, não é o homem que ganha estrias. Não é assim que o galo canta, meu amor.

─ Mas você fica tomando essas pílulas. E eu quero mais descendentes.

─ Vou pensar com carinho.

Gaia deu outro beijo e começou a sessão de beijos, chupões e carícias.

─ Mamãe! Papai! ─ exclamou Gary.

O menino chegou de uma vez e praticamente gritou.Gaia caiu no chão com o susto enquanto a mulher se recuperava e ficava sentada.

─ Querido, você está bem? ─ perguntou Diana.

─ Estou.

─ Filho, por que veio gritando lá de dentro?

O menino deu um sorriso sapeca.

─ É porque papai me prometeu que a gente ia pescar hoje...

─ Havia me esquecido, desculpa filho. Eu vou me preparar, pegar as varas e vamos lá para a lagoa. Você vem, amor?

─ Não, estou cansada para ir para aqueles lados.

Os dois adultos estavam mesmo era chateados por terem sido interrompidos no maior clima de romance entre casal. Gaia foi o mais afetado pois já estava “animado” até demais por isso passou um tempo sentado no chão encolhido.

─ O que foi, filho? Por que tá parado aí sem fazer nada? ─ perguntou Diana.

─ Porque né... Eu acho que me transformo.

Os pais ficaram com uma interrogação na cabeça. Como assim “se transforma”?

─ Do que está falando, Gary? ─ perguntou Gaia.

─ Eu me transformo. Fico diferente um pouco do que já sou. Minha roupa muda e meus pés se transforma em patas.

Diana foi até o menino e o levou até o sofá. Os dois perguntaram a respeito sobre essa transformação que o garoto havia dito.

─ Ontem de noite, eu me acordei e me levantei tonto. Aí né eu fui pra cozinha pegar leite pra beber quando vi que meus pés tavam diferente... Aí eu me assustei porque eu tava com casco de bode.

─ Por isso que você veio correndo para o nosso quarto ─ falou Diana. ─ Querido, mas seus pés estavam normais. Isso foi um sonho seu ou uma impressão sua. Você não ficou jogando vídeo game até tarde, ficou?

─ Não.

─ Dormiu tarde?

─ Não, mamãe. Só que eu dormi normal aí me acordei com muita sede e fui pra cozinha. Só deu pra ver meus pés aí corri.

─ Gary, lindinho, não tem nada com seus pés. Ontem você só correu mas não nos contou nada a respeito disso. Por que não contou?

─ Ah mãe, eu tava com medo.

─ Deixe ele, amor. Vamos pescar juntos agora. Vem conosco?

─ Não, ficarei aqui mesmo. Se os digiescolhidos de repente aparecem por aqui é melhor ter alguém que os receba. Vão os dois.

Gaia beijou a esposa e saiu com o filho para o passeio entre os dois. A mulher se levantou do sofá e ficou aguardando a vinda dos futuros hóspedes.

─ Irmão...

...

Enquanto isso, Wisemon havia acabado de causar uma explosão que supostamente havia atingido o seu adversário em cheio. Contudo, Lucas sobrevoava logo acima do vilão. Por causa da sua grande rapidez, ele não foi atingido pelo ataque. Em seguida, ele desceu com toda a velocidade e caiu sobre o vilão. Este caiu no chão causando um buraco com a sua queda.

─ Ainda bem que está vivo ─ falou Lúcia contente.

─ Não pode ser. Como uma criatura igual uma criança consegue me vencer tão facilmente?

Wisemon ficou com tanta raiva que começou a ficar envolvido por uma aura avermelhada. Ele já estava sem controle pois apareceu um digimon mais forte. Lucas ficou concentrado ao máximo para não perder a atenção. Uma aura branca ficou ao seu redor. Os dois estavam cara a cara quando eles correram um na direção do outro. Eles se cruzaram. O menino ficou perto de Lúcia enquanto o feiticeiro do outro lado.

Lucas ficou de joelho colocando a mão na barriga. Lúcia correu até ele para ver se estava bem. O menino sentia dor, mas não era tão importante assim.

─ Você não pode se esforçar tanto. Tenho medo que se machuque. Faz tempo que não vira digimon ─ disse a garota.

─ Não se preocupe comigo. Vou ficar bem. É que eu utilizei minha força toda para fazer esse ataque e acabei esgotado.

─ Utilizou o poder todo e nem senti nada? Vocês digiescolhidos são patéticos ─ debochou.

─ Você tem certeza? ─ disse o loiro. ─ Os meus amigos estão reunidos aqui torcendo por mim e me dando força... Acha mesmo que eu vou perder?

Wisemon sentiu algo entrando dentro do seu peito. Ao olhar, percebeu uma lança branca aparecer enfiada no seu corpo. Era a lança de luz que destruía todos os seres perversos do digimundo. O vilão ficou paralisado e também caiu de joelhos.

─ Isso! Ele conseguiu ─ comemorou Paulo.

─ Não pode ser... NÃO PODE SER!! ─ Wisemon ficou envolvido por uma energia e logo desapareceu definitivamente. Paulo e Impmon saíram da bolha enquanto a parede invisível desapareceu.

Eles foram até o loiro para se solidarizar com ele. O menino havia gastado muita energia com a luta, pois há quatro anos não se transformava. Ele estava ofegante e bastante cansado a ponto de ficar sentado no chão. Lúcia ficou do lado dele a todo o instante.

─ O que está havendo? Você está bem?

─ Não se preocupe comigo. Só estou fraco e com sede... Alguém tem água pra me dar. Eu vou ficar bem, eu juro.

─ Ah, eu tenho uma garrafa com água. Quando estávamos na casa de Linx, eu peguei um pouco da torneira ao lado do jardim ─ disse Jin. Ele entregou uma garrafa térmica prateada para o loiro. Lucas bebeu a água como se tivesse saído do deserto do Saara.

─ Desculpa, eu bebi tudo...

─ Não foi nada. Ainda não estou com sede.

Ruan olhou para o céu, percebeu que as nuvens começavam a se formar drasticamente no céu. O clima estava esfriando e os ventos aumentando. Estava para chover em breve. A luta deles com Wisemon impediram de perceberem a situação ao seu redor.

─ Precisamos destruir aquele satélite o mais rápido ─ falou Ruan.

─ Ué, não é melhor sairmos daqui e irmos para bem longe? Qualquer idiota com cérebro entenderia isso ─ refutou Rose.

─ Aposto que a próxima parada é tão longe que você será a primeira a se arrepender. E aí, vamos ou não destruir?

─ Ui, o classe média, querendo botar moral. Subalterno, favelado, espanhol. Ui ui, estou chocada com a sua liderança repentina. Afinal, nem o Paulo segurou essa e a Mia é quem está no comando. Palmon?

─ Sim?

─ Vamos entrar nessa maldita torre e destruir aquele satélite. Vamos mostrar a eles que não precisamos de ajuda para acabar com isso.

─ Tudo bem.

Rose abriu a porta do farol.

─ Vão ficar aí? Apesar de eu ser uma lady, sei me defender perfeitamente. Venha favelado dos cachinhos dourados, ibérico, anjo Gabriel de classe média.

─ Garota ridícula ─ disse Ruan com raiva e logo em seguida indo atrás com Hagurumon.

─ A Rose simplesmente está ficando insuportável nesses dias. Será a TPM? ─ indagou Mia.

Não apenas Ruan, mas Jin e Nashi resolveram segui-la. Paulo caminhou alguns passos para chegar perto da Mia. Esta ficou olhando friamente para ele.

─ Quero te dar isto ─ ele abriu a caixa. ─ Aqui está a escama de Seadramon, sua relíquia.

Mia observou o conteúdo dentro da caixa. Seu Legacy brilhou, a relíquia flutuou e se transformou num cartão com a figura da escama. Paulo estava na esperança de receber um crédito, mas logo ficou decepcionado.

─ Muito obrigada... Lucas. Por ter achado a minha relíquia. Vamos, Betamon.

Mia e Betamon também resolveram entrar no farol.

Impmon ficou com a cara de decepção. Ele nunca havia imaginado que o seu filho poderia ser tão frouxo quando o assunto era namoro.

─ Não passa de um arregão. A menina está fazendo um joguinho de gato e rato, mas no fundo ela ainda gosta de você!

─ Eu sou um fracasso pra namoro. Acho que vou virar um padre ─ disse melancólico.

─ Irmãozinho vai ser o padre mais lindo do mundo ─ falou Lúcia na brincadeira.

─ E aí, Lucas? Como está se sentindo?

─ Bem melhor, Paulo. Agora posso voltar a ser humano de novo.

─ Deixa eu te ajudar a levantar ─ disse Lúcia colocando o braço direito dele ao redor da sua nuca ─ É difícil te ajudar com essas suas maravilhosas asas... Ai! ─ Lucas bateu as asas assustando a menina.

─ Hahaha desculpa. Queria fazer isso há algum tempo ─ respondeu ele sorridente.

─ Ei maninho, não vai ficar sem roupa como da última vez? ─ perguntou Paulo.

─ Não, dessa vez não. Quando eu me transformei, a minha roupa mudou para este pano branco. Acho que é por causa do novo Legacy da Luz que me permite fazer isso.

Lucas se concentrou, suas asas desapareceram, as tatuagens também e suas roupas voltaram ao que eram antes. O loiro voltou a ser como era antes, sem nenhuma força, apenas um menino comum.

Os quatro foram os últimos a entrar. Paulo observou a figura do Monodramon sozinho parado olhando ao horizonte. O rapaz o chamou para também entrar. O pequeno dragão teve que obedecer.

...

Alguns quilômetros de distância da base de Wisemon, o Chanceler e seus subordinados sobrevoavam a região para chegarem ao local da última batalha dos digiescolhidos contra o feiticeiro. O líder ficava sobre o seu Unimon dourado enquanto era seguido por seus dois dos cinco generais; mais ao fundo cerca de cinquenta Mekanorimons e vinte naves. O Chanceler parou e os demais também pararam.

─ Mestre, a energia vital de Wisemon desapareceu ─ disse NeoDevimon impressionado.

─ Isso não pode ser verdade. Ele é um dos digimons mais fortes fora das ilhas. Se ele morreu então o resto do digimundo está sem supervisão ─ falou Sanzomon.

─ Isso não é de se admirar. Os digiescolhidos já passaram por inúmeras batalhas no passado e no presente. Derrotaram Daemon e Barbamon. Além disso, eles batalharam na Terra. Não é algo excepcional visto que o nível deles está aumentando a cada dia. Entretanto, eles foram muito levianos ao acharem que este planeta ainda é o mesmo como era antes e a audácia de começar uma baderna. Mesmo não sendo muto forte, Wisemon era o único que eu contava para administrar toda essa vastidão de mundo; ele era competente e capaz de controlar esses insetos que estão aí. Portanto, eu os darei uma punição adequada de duas maneiras, uma física e a outra moral. A física será quando eu matá-los e a moral será quando os repórteres noticiarem ao mundo que os meninos são terroristas declarados. Sanzomon, os repórteres já estão prontos?

─ É claro que sim, mestre.

─ Muito bem. A ordem é ficarem aqui por trinta minutos. Eu irei sozinho ao encontro dos digiescolhidos, brincarei um pouco enquanto o jornalista e o cinegrafista filmam o acontecimento. Mas explique a eles que só podem filmar de longe e não se aproximarem de jeito nenhum.

─ Certo, mestre. Mas mestre, é prudente o senhor ir sozinho?

─ Sanzomon, duvida da minha capacidade? ─ perguntou sorrindo.

─ Não, mestre. Perdoe-me pela minha ousadia!

Strabimon foi sozinho enquanto os capangas esperavam. Uma nave acompanhou o Chanceler, ali estavam os jornalistas.

 

Base Secreta de Weiz

O homem, que até então assistia à luta, cuspiu o vinho que tomava quando viu a derrota de Wisemon ao vivo e a cores. Não acreditou que aquilo pudesse ser verdade. Logo bateu a fúria e começou a jogar o prato, taças no chão e a gritar de raiva.

─ Puta merda. PORRA!!! Parece uma maldição! Quando é que esses moleques do diabo vão morrer?! D’arcmon? D’arcmon tá surda?

─ Sim, chefe? Quer dizer, não chefe.

─ Traz mais duas garrafas de vinho pra mim. Vai na adega e traz. Eu vou ter que tomar bebida alcoólica para poder tirar minha frustração ─ ele estava de costa para o telão. Viu D’arcmon parada e com um olhar de tonta para o monitor. ─ O que foi?

─ Se-Senhor... Aquele não é o Chanceler?

Weiz olhou para o telão e viu a figura do Chanceler com os digiescolhidos. Nem mesmo ele estava acreditando naquilo. O homem abriu uma gargalhada sinistra.

─ Agora esses mijões não fogem nem fod...

...

Como o feiticeiro havia morrido, o quartel general dele já não estava sob a sua magia, por isso aqueles cenários que Paulo, Lucas e Wesley viram não havia mais. O local estava completamente vazio, apenas a parte superior onde havia a sala de comanda ainda estava funcionando.

Mia subiu ao terraço com Betamon para ajudar Rose e Palmon a destruirem o satélite que ali funcionava. O objeto era bem maior e parecia mais uma parabólica. Palmon usou seus tentáculos para retirar a antena do lugar, Betamon usou a sua descarga elétrica Uma pequena explosão fez com que o objeto parasse de funcionar.

─ Êba, agora sinto a energia aumentar ─ disse Betamon.

─ Conseguimos. Mas o correto seria se nós fôssemos embora? ─ disse Palmon.

─ Não, acho que precisamos de lugar para ficar e aqui pode ser um lugar ideal no momento. A nossa caminhada vai ser muito cansativa. Se caso aparecer algum digimau, podemos evoluir nossos digimons ─ respondeu Mia.

Os demais conseguiram encontrar a cozinha do local. Era igual à cozinha industrial. Puderam encontrar bastante alimento e água. Eles repartiram um tipo de ração que os digimons comiam. Os humanos provaram e mais pareciam pequenos biscoitos doce e salgado ao mesmo tempo. Aquilo ali alimentou todos os digiescolhidos e digimons.

─ Ai, estou cansada. Por que eles nos deixaram tão longe? ─ perguntou uma mulher aparentemente humana, cabelos brancos, com um vestido vermelho, usando um chapéu e óculos. Ela carregava o microfone da emissora.

─ Parece que é surda, Aru? A comandante Sanzomon exigiu que não nos aproximemos mais ─ falou um homem usando uma roupa azul, cheia de bolinhas amarelas, usava um chapéu azul e possuía um olho apenas.

─ Mu, deixa de ser idiota e começa a gravar!

O homem segurou a câmera, contou até cinco e começou a filmar ao vivo. A reportagem saiu ao vivo para todas as ilhas comandadas pelos governadores. A mulher começou a comandar.

─ Bom dia, eu sou Arukenimon da DMN. Estou aqui para cobrir a luta do nosso herói. O grande Chanceler veio para acabar com os terroristas chamados digiescolhidos. Acabamos de descobrir que eles mataram a sangue frio o Wisemon... Olhem, é o nosso herói montado no Unimon!

Os garotos descansavam quando uma voz misteriosa surgiu de todos os lados.

─ É uma honra encontrá-los aqui, digiescolhidos...

─ Que voz é essa? ─ perguntou Rose.

Todos foram ver pela janela da sala de comando. O Unimon dourado estava pousado no chão e uma pessoa sobre ele. Logo supuseram que podia ser um novo inimigo. Contudo, nenhum digimon parceiro havia percebido a presença do inimigo. De fato, Strabimon tinha a habilidade de apagar a sua presença. Eles desceram e saíram do farol. Eles viram pela primeira vez o maior pesadelo deles.

─ Quem é você? ─ perguntou Ruan.

─ Nashi, você já viu aquele digimon?

─ Nunca o vi na minha vida, Mia ─ respondeu.

O Chanceler sorriu.

─ Eu me chamo Strabimon, general do mestre Chanceler. Sou o substituto de Wisemon e aquele enviado para prendê-los. Segundo o meu mestre, vocês são terroristas e por isso merecem serem julgados como bandidos.

─ Vai sonhando! ─ reclamou Ruan.

─ Galera, vamos lutar com ele ─ disse Paulo.

O cenário era propício para uma grande batalha. O tempo estava completamente cinza e nebuloso. Uma tempestade estava para acontecer. Começou a ter incidências de raios.

DIGIMON: STRABIMON

Atributo: Vacina

Nível: Criança

NPD: 50.000

─ Ele é tem cinquenta mil de poder, mas é muito forte para um digimon no nível criança ─ avisou Jin.

─ Idiotas, não podem reagir. Serão presos de qualquer maneira. Eu pretendo cumprir a minha missão que eu prometi ao Chanceler ─ disse Strabimon sorrindo.

─ Cala a boca. Galera, não existe mais satélite. Podemos lutar ─ disse Rose.

Os Legacys brilharam.

─ Kotemon digievolui para... Dinohumon!

─ Hagurumon digievolui para... Guardromon!

─ Palmon digievolui para... Togemon!

─ Betamon digievolui para... Seadramon!

─ Mushroomon digievolui para... Woodmon!

─ Hum, irão reagir? Pois bem, eu terei que impedi-los mesmo à força ─ sem tirar o sorriso no rosto, Strabimon desceu do Unimon.

Jin foi o único que percebeu a tranquilidade daquele digimon. O Chanceler nem mesmo foi visto por Monodramon, que também caiu na brincadeira.

─ Ora, vocês são bastante pertinentes. Aprecio o espírito de lutas de vocês, contudo eu preciso prendê-los e garantir a paz deste mundo.

─ Não fale besteira! Nós que venceremos ─ disse Mia.

─ Muito bem. Quem será o primeiro a lutar?

─ Eu ─ disse Dinohumon.

Enquanto isso, a repórter noticiava o acontecimento. A população ficava sabendo em tempo real sobre a luta e já hostilizavam os digiescolhidos.

Strabimon mantinha-se extremamente tranquilo enquanto mantinha a farsa. Em breve, porém, ele irá se revelar como o verdadeiro Chanceler do digimundo. E não só isso, ele tem um ás na manga em que porá em xeque a vida dos digiescolhidos: sua verdadeira forma na fase Mega.



Notas finais do capítulo

A nota final ficará grandinha porque explicarei umas coisinhas para ficar claro aqui. E serve para outros que fizerem fanfics de digimon. Podem pegar este post como exemplo.



Sensei, os digimons são conhecidos por serem programas de computador que ganharam vida. Duas perguntas: eles possuem sangue? Eles possuem sexos?


Digimons sangram?

Bom, vou explicar bem detalhado para vocês entenderem. Os digimons são criaturas compostas por dados de computador que ganharam vida, portanto agem independente da rede de computadores, fato. Eles não são como na matrix onde estão condenados a fazer algo programado. Quando eles são feridos ou mortos, seus dados são dispersos no ar. No anime mostrou bem isso quando Agumon, transformado em Greymon, é ferido por Phantomon na invasão de Myotismon à Odaíba. Uns dados pretos saíram dele. Ou quando Pinocchimon joga a sua cruz cortante matando um Red Vegiemon. Mas quando falo que digimons podem sangrar as pessoas acham que é um grande tabu. Vamos lá: Wormmon disse que os digimons possuem carne e osso, partindo dessa premissa, supõe-se que eles precisam de veias, pois como carne e osso não podem ter sangue, hã? Eles têm cérebro para respirar, olhar entre outras coisas. E o cérebro tem que haver sangue sim senhor. Aí que eu quero chegar. Dados não são substituto do sangue. Os dados são como átomos para nós. Os átomos vão se acumulando até criar tudo o que conhecemos até mesmo o sangue. Por que os dados não poderiam criar um sangue mesmo diferente? Se vermos o filme Matrix, lá no mundo virtual as pessoas sangram, mas mesmo assim é o mundo virtual. E tem outra coisa, nos desenhos não mostra sangue. Nem mesmo os humanos sangram ou morrem de forma violenta. O único que morreu foi Osamu, irmão de Ken, mas foi um flashback e só. Então eu resolvi incluir sangue sim, exceto quando os digimons morrem aí não tem jeito. A única ocorrência de sangue no anime é quando Ogremon cai do penhasco no episódio 46. Lembram-se quando ele estava sangrando? Outro fator foi no digimon Frontier quando Suzanomon deu um soco no rosto de Lucemon Falldown Mode e ficou vermelho. Se fica vermelho é porque tem que haver sangue. Qualquer acéfalo com um mínimo de conhecimento de anatomia saberia disso.



Digimons possuem sexo?



Essa questão é menos polêmica ainda. Visto que há vários digimons diferentes. Não podemos colocar na mesma caixa uma Angewomon com um Angemon porque são completamente diferentes. A minha teoria é que eles, ALGUNS DELES, desenvolvem órgãos reprodutores, porém não os usam porque não precisam. O digimundo possui um ciclo de vida para os digimons que não precisa de reprodução sexuada para isso. Porém, o fato é que os digimons humanoides são bem mais desenvolvidos. Uma maneira de dizer que eles possuem sexualidade é a relação de Mummymon com Arukenimon no DGM 2. Ele é bem taradinho por ela, talvez seu lado humano fez isso. Já que ele tinha também o DNA de Yukio Oikawa. Portanto, para mim alguns digimons possuem sexo, mas não precisam expor. Entretanto não foi isso que aconteceu com Gaia que é o único personagem 100% digimon que se envolveu amorosamente com uma humana e teve até filho com ela. Gary é o único híbrido que nasceu naturalmente. Wesley, Lucas, Dracmon, Betsumon, D'arcmon possuem hibridismo mas foram meio que cobaias.


Enfim, só para resumir. Sim, digimons possuem sexualidade e sim possuem sangue. ;)



Próximo capítulo: O Chanceler chegou ao campo de batalha. O vilão sabe que os digiescolhidos irão perder, mesmo assim continua com a brincadeira. Beelzebumon resolve lutar pra valer com o inimigo. Strabimon, cansado de perder tempo, resolve mostrar a sua verdadeira forma no nível mega. Wesley correrá risco de vida!



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