D.N.A Advance: Nova Ordem do Século escrita por Sensei Oji Mestre Nyah Fanfic


Capítulo 80
O Plano de Daregon


Notas iniciais do capítulo

#weizfascista



CAPÍTULO 80

O carro de Wisemon retornou para a base ou o farol. O mago saiu do veículo e entrou. Um Bakemon assistente avisou que ele tinha visita no topo do farol. Ele subiu.

Lúcia, sob o efeito das trevas, serviu o homem que estava sentado na poltrona em frente ao painel onde o mago costumava ficar. O homem usava u casaco preto, calça com muitas fivelas e coturnos negros. Ele usava um óculos iguais de aviador e era loiro. Blizzard Daregon agradeceu à sobrinha pelo cafezinho que a garota servia. Wisemon chegou bem no momento.

─ Quase não veio. Que demora ─ disse o loiro.

─ Weiz, não acredito que veio pra cá só pra tomar café.

─ Claro que não. Porém, antes de falar do motivo que eu vim, queria parabenizar pelo que fez com a garota. Parece um vegetal. Ela ainda tem consciência?

─ Hipnotizada. Eu consegui deixá-la em transe.

─ Bom trabalho. Enfim, estou aqui para lhe propor um acordo. Um pacto entre mim e você. Algo que vai interessar muito. Está disposto a ouvir?

Wisemon colocou a caixa com a relíquia sobre uma mesa ao lado e foi verificar o que o homem quis propor. Blizzard ainda esperava por ele quando o mago assentiu. Apesar de achar que estava no controle, admitiu que qualquer ajuda seria necessária.

─ Fale-me sobre esse pacto?

Blizzard se levantou, retirou uma foto do bolso do casaco e entregou ao digimon. Este viu de quem se tratava. Dois sujeitos.

─ Com certeza você viu esses dois quando estava no Hotel Cortez. O humano é o meu sobrinho, Paulo Victor; o digimon é um humano biologicamente transformado nisso. Preciso que você poupe-os. Tenho planos para os dois futuramente.

─ O que ganho com isso?

─ Ah sim, a parte boa do pacto. Como tenho acesso direto ao castelo do Imperador Lucemon e ocasionalmente falo com ele, posso dar as suas referências a ele para que num futuro não tão distante ele te promova a 9º governador. O que acha? ─ os olhos de Wisemon ficaram maiores, pois estava impressionados com a informação. ─ Oh, falamos a mesma língua agora. Só quero esses dois. Tenho certeza que virão atrás da guria, por isso é melhor ir atrás deles por essas redondezas ou aguardá-los chegar. Como seus soldados não os deixarão passar, seria melhor atrás mesmo. Acordo?

─ De acordo. E os demais digiescolhidos?

─ Hehehehe muito pertinente a sua pergunta. Aqueles bandidinhos merecem à morte. Pode matá-los da forma mais cruel possível. Eu queria ter esse privilégio. Fuzilá-los em praça pública e ainda mandar a conta das balas para os pais pagarem.

─ E a sua sobrinha?

─ O que tem que ver aquele projeto de vagabunda?

─ Vai continuar aqui comigo?

─ Não sei. Faça o que quiser com essa mini-prostituta. Só porque sou tio dela não quer dizer que eu tenha afeição por ela. Que ela sirva hipnotizada para sempre, mate-a ou abuse-a sexualmente. Aposto que uma garota dessa já não é mais moça, isso porque é da família do meu irmão e é brasileira. Brasileiras são as mulheres mais sujas do mundo onde todas perdem a vergonha cedo na vida. Esperar o que de um país onde só se conhece corrupção e bundas. Trocá-la por um charuto cubano... O charuto teria mais valor. Enfim, o nosso plano está feito ─ Wisemon estendeu a mão para agradecê-lo. ─ Não, querido. Não aperto a mão de ninguém muito menos de digimons. Fazer amigos é coisa para imbecis. Vide Cristo que apertava a mão de Judas e foi traído pelo mesmo. Adeus.

Depois dos vários absurdos ditos, Daregon saiu da frente de Wisemon. O feiticeiro ficou alegre pois poderia sim ser promovido como o próximo governador do digimundo.

 

Base Secreta de Weiz

Blizzard caminhou pela base quando viu Darcmon aguardando-o. A digimon esperava-o ansiosamente.

─ O que foi?

─ O senhor conseguiu convencer o Wisemon?

─ Sim. Alguma novidade do Dracmon e do Betsumon?

─ Não senhor.

Eles caminharam para o centro da base. Os dois entraram no gabinete de Blizzard. Este ficou sentado na poltrona, ligou os monitores para ver a região onde ficava o farol de Wisemon, porque havia colocado câmeras por lá.

Ele olhou para trás e viu a mulher encarando-o com admiração. Esta ficou balbuciando algumas palavras baixas até ter a coragem de falar.

─ Senhor Weiz, pode me usar como experiência. Pode me digievoluir, eu te peço.

Ele deu um sorriso.

─ Quem te deu a liberdade de falar essas asneiras, hã? Quer que eu te evolua? Quer que eu te use como bode expiatório ou um ás na manga? Será que você não se dá conta de que é um frangalho que não tenho interesse nenhum de ajudar? Quer ser a minha digimon parceira. Isso nunca vai acontecer pois o meu verdadeiro parceiro repudiei e acabei com ele. E sabe por quê? Porque meus planos eram outros, não ser um digiescolhido.

Darcmon ficou chocada com a resposta do chefe. Blizzard se levantou da poltrona e foi até ela.

─ Se eu dei um pé na bunda do meu próprio digimon imagine aí você que não passa de um resto de aborto? Tão fraquinha quanto suco de H2O. Falar “vai digiovo!”, “fulano me proteja e digievolua”. Depois levar pra casa pra dar de comida, banho e dormir? Pra isso servem os animais, estes nem eu gosto também ─ ela abaixou a cabeça humilhada. ─ Pra mim os digimons são subservientes e são meus aliados, não parceiros nem amigos. Digimons servem aos meus interesses sempre. Hehehe, aí vem você querendo me bajular ao extremo... Ou isso ou quer algum romance comigo. Se for o último tire o cavalinho da chuva porque não toco em digimons como faz minha irmãzinha mais nova. Prefiro ter relações com um macaco do que com um digimon. Entenda, Darcmon, digimons, negros, gays, feministas, pobres são que nem gripe, dão em todo o lugar. Uma pessoa sensata como eu não se envolve com gente dessa laia mimimista. Viva o ultra-conservadorismo e a extirpação de minorias. Agora deu essa, digimons querendo ser humanos. Vá fazer o meu almoço e depois prepare o meu banho numa temperatura não tão fria nem tão quente; porque você só existe por minha causa. A sua existência se deve a mim. Eu sou o seu deus. Entendeu?

─ Sim...

─ Seja rápida porque preciso tirar cheiro de digimon do meu corpo. Agora vá fazer a sua obrigação.

Darcmon saiu arrasada. O homem sorriu e voltou a sentar na poltrona. Preparou-se para assistir ao show que seria a luta.

...

O Trailmon de carga ia na direção da floresta. Depois dessa floresta ficava a base de operações do poderoso mago Wisemon. Os jovens e seus digimons embarcaram numa arriscada tarefa: salvar Lúcia das garras do inimigo. Não era fácil concluir, haja vista que eles podem encontrar vários inimigos pelo caminho. No dia anterior, porém, ainda na fogueira à noite, Slash explicou os pormenores da missão, portanto eles sabiam que provavelmente encontrariam resistência.

O trem percorria os trilhos ainda em campo aberto. Não havia nenhuma floresta densa, pelo menos não até os vinte primeiros minutos que eles estavam viajando. Enquanto isso, descansavam bastante para a luta decisiva.

Mia ficou mais à frente no vagão. Sentou-se numa cadeira, pois o trem também possuía vagões para passageiros, contudo estavam vazios. A morena, dos olhos escuros e levemente puxados - típicos das mulheres havaianas - ficou sem falar depois de subir; e preferiu cochilar um pouco para guardar forças. Betamon não gostou do afastamento dela com o Paulo, não que ele sabia que eram namorados - aliás ele nem sabia o que era ser isso -, mas pelo fato dele ver que os dois adolescentes eram muito amigos. A garota mudou muito, ainda era gentil com o seu parceiro, mas ainda dava para sentir a frieza no rosto dela.

─ Mia... Mia...

─ Hum, chegamos?

─ Posso te fazer uma pergunta?

─ Depende. É sobre o quê?

─ O Paulo.

─ Vai dormir... ─ ela fechou os olhos e nem deu atenção ao seu parceiro. Betamon ficou mais confuso ainda, mas resolveu subir nas pernas dela e os dois descansaram.

Não só a americana estava cansada, os demais também dormiam. Afinal, acordaram ainda nem era seis da manhã! Ruan e Hagurumon; Rose e Palmon; e Mushroomon também dormiam. Os únicos que ficaram acordados foram Impmon, Paulo, Lucas, Jin. Nashi e Kotemon resolveram avançar mais uns vagões.

Impmon fazia altas caretas. Fazia uma força pra burro. Paulo estava sentado sobre ele e o menor se esforçava com flexões. Lucas assistia ao espetáculo calado enquanto sua cabeça se preocupava com a sua parceira e irmã.

─ Não aguento mais. Sai de cima de mim!

─ Ta bom, não precisa gritar ─ ele se levantou deixando o pai jogado no chão morrendo de cansaço. ─ Lucas. Lucas, estou falando com você. Por acaso está pensando na Lúcia?

O loiro olhou para o moreno e balançou a cabeça positivamente.

─ É o que não paro de pensar desde quando cheguei aqui no digmundo. Por que Weiz fez aquilo com a própria sobrinha? Será que aquele homem não tem coração?

─ Você mudou muito desde quando saiu do laboratório. Pode me dizer exatamente o que aconteceu lá?

Lucas voltou a olhar para a janela. Viu as árvores do lado de fora. Sorriu. O loiro demonstrou uma face serena.

─ Gennai explicou para mim que há muito tempo eu guardava o núcleo das trevas no meu corpo. Disse que era a minha sina ser um digimon do mau. Mesmo com minha maneira gentil e amorosa, eu iria virar um demônio mais cedo ou mais tarde. Você viu que eu me transformei naquele demônio quando a Lilithmon me sequestrou. O velho cientista retirou totalmente esse núcleo e transferiu para ele assim conseguiu os poderes extremos e ocultos dentro de mim. Ele já vinha me estudando há anos e só naquele dia resolveu concluir o seu plano. Ele virou um Lucemon igualzinho a mim, Paulo. Quando eu o vi... Eu me vi num espelho. Agradeço que aquele homem tenha feito isso comigo, porque só Deus sabe o que eu poderia ter feito com a sua irmã, minha parceira. Por isso sou um ser totalmente divino e puro. Tenho sede de justiça.

Paulo segurou no ombro do loiro e disse:

─ E é por isso que precisamos que você nos ajude na luta. Poderia se transformar em Lucemon mais uma vez?

Lucas ficou relutante quanto ao pedido do mais velho.

─ Não posso fazer isso...

─ Por favor?

─ Não! Eu não sou mais um digimon, Paulo.

─ Como assim? Você pode ter o DNA do Ray mas ainda não deixou de ser digimon, e você tem um grande potencial. Eu já te vi lutando e sei que tem o poder de um digimon no nível mega. Já pensou se batermos de frente com Wisemon?

─ Não me importa ─ disse o loiro fechando os olhos.

─ E se a gente estiver perdendo e precisar de ajuda?

─ Não me interessa.

Paulo ficou com raiva do outro.

─ Nem se fosse para salvar as nossas vidas em caso de vida ou morte?

─ Nem por isso.

─ E se a Lúcia estiver contando com a sua ajuda. Precisando de você?

─ Não insista. Não vou dar uma resposta positiva só porque você quer.

Paulo puxou pelo colarinho da camisa branca pólo do garoto e o encarou. O loiro pediu para soltá-lo, mas o rapaz não o fez.

─ Como você é egoísta! Não sabe que o melhor a fazer é nos ajudar?!

─ Isso é problema meu, não seu. Agora me solte ─ Paulo o soltou. ─ Escute aqui, eu estou 4 anos seguidos sem virar digimon. Não sei se o meu corpo vai aguentar. E Lúcia disse que me compreendia a minha decisão tanto que ela deixou o digivice dela em casa...

Paulo entregou o aparelho nas mãos de Lucas.

─ Paulo, eu não posso. Assim que salvar a Lúcia, vamos embora pra casa. Sinto muito.

─ Se eu tivesse a metade dos seus poderes, eu lutaria. A escolha é sua, meu camarada.

O adolescente saiu de perto do loiro e foi mais para a frente. Impmon ainda ofegava quando viu o parceiro da sua filha sentado observando o aparelho. Logo ele foi conversar com o rapaz.

─ Veio me dar sermão?

─ Não. Mas só queria dizer uma coisa, no momento do desespero as pessoas demonstram o que realmente são. E aí? vai ser um covarde ou um herói?

Lucas ficou pensativo com que o outro disse.

No vagão mais à frente, Nashi, Kotemon e Monodramon exploravam. Os três não encontraram absolutamente nada nos demais lugares. Nenhum passageiro à vista. Então o garoto teve a ideia de ir para a cabine de controle logo mais adiante, porém estava trancada. O rapaz viu pelo buraco da fechadura algo que lembrava um Bakemon dirigindo o trem.

─ Droga.

─ O que foi, Nashi? ─ perguntou Kotemon.

─ Parece que um Bakemon está lá dentro. Esses digimons são como gado, existem aos montes. Precisamos retornar.

─ Olha só ─ disse Monodramon olhando pela janela.

Nashi foi ver. O trem estava sobre uma ponte no meio de um penhasco. Logo à frente uma floresta e uma cerca bem extensa cercando o lugar. Dois Mekanorimons ficavam de guarda no local.

─ Droga ─ disse Nashi correndo para avisar aos amigos.

O rapaz voltou para o vagão anterior e praticamente gritou avisando que eles estavam prestes a chegar. Todos que estavam dormindo acordaram repentinamente.

O trem parou bem na entrada da floresta. Os Mekanorimons abriram todas as portas dos vagões e verificaram um por um. Chegaram ao vagão que os digiescolhidos estavam, abriram a porta e entraram. Não havia ninguém. Pelo menos não alguém visível, pois Nashi usou a função da invisibilidade no grupo todo e assim enganar as tropas do Wisemon.

─ Atchim!

Os digiescolhidos, que estavam sobre os bancos do trem no lado esquerdo, olharam Monodramon com fúria. O pequeno dragão ameaçava espirar mais outra vez até Palmon fechar seu nariz.

Os Mekanorimons puderam ir embora e deixaram o trem passar.

─ Desculpe, eu não consegui aguentar ─ disse o pequeno dragão.

O Trailmon avançou ainda mais na floresta.

...

Wisemon pensou bastante no que Weiz havia dito para ele. Seria uma grande vantagem subir de posto, ser o próximo governador. Como ele tinha acesso ao vasto digimundo, seria ainda mais vantajoso.

Devimon e Icedevimon retornaram para o farol.

─ Chegamos, senhor. O que deseja? ─ perguntou Icedevimon.

─ Quero que os dois fiquem aqui e protejam o meu QG. Os digiescolhidos estão vindo à procura daquela mocinha e terei que ir pessoalmente acabar com eles.

─ E quanto à garota? ─ perguntou Devimon.

─ Coloque-a na cela, mas não feche. Eles terão uma surpresa caso consigam subir até este nível da torre.

Wisemon guardou a caixa com a relíquia debaixo do painel de controle da base. Depois saiu. O mago não quis ir com o seu carro, preferindo ir voando mesmo.

 

Palácio de Gelo

NeoDevimon subiu os degraus para ir à suíte do Chanceler.

─ Mestre? ─ perguntou batendo.

Strabimon assistia à TV quando o seu lacaio o chamou. Ele estava sentado no sofá feito de tecido de ouro com o monitor tipo telão de cinema.

─ O que é?

─ Preciso dizer algo urgente.

─ Pode entrar ─ desligou o monitor.

─ Desculpe-me, mestre Chanceler. Recebi péssimas notícias sobre os digiescolhidos. Parece que eles conseguiram fugir ilesos do ataque de Wisemon. O que tudo indica que eles foram salvos por aquele viajante do tempo.

Strabimon se levantou do sofá, abriu as cortinas e foi para a sacada do palácio. Ali era tão espaçoso... As montanhas cobertas de neve apareciam na visão mais à frente. Neo acompanhou o seu chefe.

─ Eu já sabia que os digiescolhidos estavam vivos.

─ O mestre já sabia?

─ Claro que sim. Por mais forte que Wisemon seja, ele não daria conta deles. Eu consegui sentir a energia dos digiescolhidos daqui mesmo.

NeoDevimon achou impressionante a capacidade do seu senhor sentir a energia de pessoas que estão dezenas de quilômetros dali. Strabimon sorriu.

─ Senhor, o Wisemon é forte. Será que ele pode perder?

─ Pode não, vai perder. Será a minha chance de conhecer esses famigerados garotos pela primeira vez. Prepare o meu Unimon e se prepare pois vamos até eles. Ah, fale com Sanzomon para levar a imprensa ao local onde estarei lutando com os digiescolhidos.

─ Por quê?

─ Caso algum imprevisto ocorra, a população verá o quanto os jovens podem ser os vilões e eu o herói. Além disso, os digiescolhidos são terroristas. O que esperar de terroristas?

NeoDevimon fez exatamente como o seu chefe mandou. O Chanceler não via a hora de se mostrar perante os digiescolhidos.

Enquanto isso, Wisemon observava toda a floresta para ver se encontrava os digiescolhidos. Não conseguiu o feito, ele foi na direção da primeira ilha, pousou num acampamento militar, conversou com um Takmon que vigiava o local. Logo de uma barraca saiu um digimon idêntico a um Taomon, porém azul e com roupas mais escuras.

─ Faz tempo, Wisemon. Não vinha mais para os meus domínios.

─ Doumon, preciso de ajuda sua.

─ Hum, o mago pedindo a minha ajuda. Sabe que eu sou seu amigo. Peça.

─ Quero que me ajude a acabar de vez com os digiescolhidos. Não será muito fácil capturá-los, porque os pestinhas fugiram. Quero que aumente as tropas na fronteira com a primeira ilha.

─ O mestre Djinn não quer que eu me intrometa nos problemas dos subordinados do chanceler, mas, como somos amigos, eu darei um desconto. Pode contar comigo. Daqui os digiescolhidos não passam.

Um bip começou a tocar. Wisemon retirou da roupa um comunicador parecido um celular. A imagem de Devimon apareceu.

─ O que você quer?

─ Senhor, nada dos digiescolhidos ainda. Os soldados procuraram por todos os cantos e nada deles. Outra coisa, o Trailmon com a carga de ouro chegou na área do senhor. Por precaução os Mekanorimons verificaram cada vagão, mas nenhum sinal deles.

Wisemon cerrou os olhos com raiva.

─ Imbecis ─ Doumon começou a rir. ─ Bando de incompetentes. Esqueceu que os novos digivices deles possuem poderes? E se algum deles tiver o dom da invisibilidade?

─ Verdade...

─ Avise às tropas. Estarei aí em pouco tempo.

Wisemon se despediu de Doumon e voltou para a base.

...

Base Secreta de Weiz

Weiz foi tomar banho. Retirou as roupas e se enfiou na banheira. Passou um bom tempo lá até ir para o chuveiro. Darcmon preparou o almoço do seu chefe com muito carinho e amor como ela bem sabia fazer. Preparou a mesa de jantar e foi chamá-lo. Ela escutou o barulho do chuveiro e logo ficou corada, seu chefe estava tomando banho... pelado. Sim, a mulher entrou no quarto e mexeu no casaco do homem. Cheirou a peça numa clara revelação que a criatura estava ficando apaixonada pelo criador.

Pouco depois, ele saiu, foi se enxugar e colocou o roupão. Observou uma pequena pena branca no chão. Ele já imaginava de quem seria. Minutos depois já estava sentado à mesa, com a comida, taças e um controle remoto. O cardápio era carne vermelha, salada com vinho tinto.

─ Está maravilhoso, como sempre.

─ Obrigada, chefinho.

─ Não precisa dessa bajulação toda ─ ele ligou um telão que ficava bem na frente da mesa. Dava para ver em vários ângulos o local em que ficava o farol de Wisemon; isso poque ele instalou câmeras naquele lugar. ─ E da próxima vez toma cuidado com essas asas ao entrar no meu quarto. Na próxima vez, eu juro que as corto com o facão.

─ Tudo bem, senhor.

A mulher via o seu chefe comendo e ficou admirando. Weiz olhou para o lado e percebeu o olhar dela.

─ Não estou te entendendo. Está se apaixonando por mim?

─ Não, senhor!

─ Isso é muito perigoso. Lembro-me que aquele humano que quis dominar o digimundo, o padrasto do Paulo, conseguiu criar uma Lilithmon. O cara mantinha relações amorosas com a digimon. E o que aconteceu? Ela meteu o pé na bunda dele. Há duas coisas que eu não faço: fazer digimons poderosos a ponto de me traírem e me envolver romanticamente com eles. Se está interessada por mim, pode tirar o seu cavalo da chuva já que a minha história é de terror não romance mela cueca. Agora sai.

Darcmon saiu mais uma vez arrasada. Weiz não estava nem aí e ficou feliz em saber que talvez Wisemon fosse levar os dois, irmão e sobrinho, para ele. O homem queria mais era que o circo pegasse fogo.

...

Nashi reuniu os colegas para explicar o plano. Era o seguinte: ele conduzia, com a ajuda de Kotemon, o trem o mais perto possível da base. Depois eles caminhavam invisíveis até chegar à base da colina. Era uma missão muito simples, porém se ocorresse alguma falha ocorreria uma desgraça; visto que o local podia estar cheio de capangas.

O japonês se entendeu com os demais e foi para a cabine. Kotemon digievoluiu para Dinohumon e, com a sua espada, cortou a porta. O maquinista foi jogado para fora e Nashi conseguiu pegar no controle.

─ Você sabe mexer nisso?

─ É claro, Dino. É igual o metrô de Tóquio, só que bem mais rústico. Meu pai é maquinista e várias vezes me mostrou isso. Vamos lá... aumentar um pouco a velocidade.

─ Nashi, digimons maus estão vindo e não são poucos.

─ Esse é o problema. Acho que já nos descobriram. Você pode ver pela janela se eles estão perto?

Dinohumon verificou e conseguiu ver três naves se aproximando. Eles começaram a se comunicar com o rádio do Trailmon pedindo para que parassem.

─ Ui, acho que eles estão zangados conosco. Por que será?

─ Posso subir e acabar com eles?

─ Obrigado. Mas antes eu preciso que você segure um pouco o controle, por favor. Preciso colocar o cartão no encaixe do Legacy.

Os demais atrás olharam pela janela. As naves ficaram sobre o trem. Depois se afastaram e mandaram bala no vagões. Os jovens se abaixaram para não serem pegos pelos tiros. Uma das naves atirou dois mísseis ao lado dos vagões atrás, ficando apenas o que os digiescolhidos estavam, o da frente e a cabine do maquinista.

─ Assim vai ficar muito difícil. Hagurumon, eu quero que você suba lá e dê um jeito naquelas naves.

─ Certo, Ruan.

Pouco tempo depois, Guardromon teve que fazer um buraco no teto para poder passar. Knightmon também estava lá. O robô apontou o míssil na direção de uma das naves e soltou; ela explodiu em pedaços. As outras duas começaram a atirar. O cavaleiro ficou na frente do colega e o protegeu com o escudo. Este repeliu todas as balas.

─ É isso aí, Knightmon ─ disse Nashi.

Uma das naves abriu uma passagem embaixo. Dois Mekanorimons saíram dela. A outra fez sair um Tankmon. Os três caíram sobre o o vagão em que eles estavam. Começaram a atirar na direção deles, mas o cavaleiro se protegeu com o escudo. A poeira enganou os digimaus que pensaram em ter acabado com eles, mas não. Guardromon atirou com os dois braços e dois mísseis saíram atingindo os Mekanorimons, logo depois foi a vez de Knightmon que com um soco jogou o Takmon para fora.

De dentro das naves saíram três criaturas estranhas. Elas eram como se fossem humanos, ninjas, com espadas. A diferença era que a pele deles era acinzentada e os olhos vermelhos lembrando os do Devimon. Knightmon se preparou para a luta.

Os três sujeitos correram na direção do cavaleiro. Começou uma luta de três contra um. Guardromon ficou encarregado com as duas naves restantes. Os capangas retiraram as espadas e tentaram acertar no cavaleiro. Este se protegia graças à sua armadura e sua espada.

Um tipo de viaduto cruzava o caminho do trem. Ficava sobre ele. Guardromon viu isso e teve que ficar de lado do Traimon, se segurando com as duas mãos. Knightmon deu um salto, deu uma cambalhota e parou um pouco atrás dos inimigos. Um deles não viu a ponte e se esborrachou nela, o mesmo para as duas naves. Logo a luta retornou. O cavaleiro conseguiu enfiar sua espada no ninja jogando-o para fora. O outro atacou-o pelas costas rasgando a capa vermelha. A espada de Knightmon foi lançada e caiu na cabine perfurando a mesma e chegando bem perto do corpo de Nashi.

─ Estamos chegando ─ o garoto freou de uma vez que todos foram lançados para a frente. Knightmon se segurou e o ninja caiu para fora do trem.

Nashi e Knightmon abriram as portas restantes do trem.

─ Vocês estão bem? ─ perguntou ele.

─ Por favor, não faça mais isso ─ criticou Ruan por causa do freio.

─ Nunca mais ─ assentiu Jin.

─ O seguinte é esse, quem é o líder do grupo?

─ Nashi, sou eu ─ disse Paulo.

─ Quem te disse isso? ─ protestou Mia. ─ Você escolheu porque quis? Houve alguma votação? Antes de você entrar no grupo lá na Ilha Arquivo, eu era a líder. Agora vou reassumir essa função.

─ Mas eu...

─ VAI PROTESTAR?!

─ Não, Não, Não! Eu te dou essa função ─ disse Paulo com medo da garota. Ela olhava com fogo nos olhos.

─ Que bom. O mundo e o digimundo vão ser governado pelas mulheres. Chupem essa aí, boys ─ disse Rose apoiando.

Nashi conversou com Mia. Eles sairiam pela floresta até a base da colina. Ela iria na frente com Betamon e os demais atrás. O japonês aproveitou para ativar o modo invisibilidade e passou temporariamente para os demais legacys. Eles caminharam com muito cuidado. A floresta não era densa, o que facilitava a missão. Eles estavam quase chegando na base da colina quando algo aconteceu que deixou todos putos da vida.

─ ATCHIM!! ─ todos ficaram esfumaçando de ódio quando Monodramon espirrou. ─ Hehehe foi mal aí gente. Alergia.

─ Por alguns segundos eu pensei que você fez isso de propósito ─ disse Ruan segurando nos ombros do digimon. ─ Estou enganado?

─ Fomos descobertos, pessoal ─ disse Mia.

Os digimons soldados apareceram diante deles. Eram de várias espécies, mais comuns no nível adulto. Eram normalmente Nanimons, Cockatrimons, Sukamons e esses digimons triviais mutantes. Era a hora de lutar!

─ Betamon digievolui para... Seadramon.

─ Palmon digievolui para... Togemon.

─ Mushroomon digievolui para... Woodmon.

Lucas ficou observando os demais lutarem. A única coisa que pensava era salvar a Lúcia. Observou o farol mais acima na colina.

Todos lutavam e estavam ganhando facilmente. Os capangas de Wisemon normalmente eram muitos fracos. Os únicos que dariam algum tipo de trabalho estavam no QG. Com garra e força eles conseguiram passar pela primeira fase. Havia um caminho que permitia todos eles subirem ao topo, porém mais inimigos apareceram. O único jeito de passar ali era lutando. Depois de mais um obstáculo, eles finalmente conseguiram chegar ao quartel general de Wisemon. Uma torre de pelo menos uns dez andares com um satélite no topo dela. Realmente era grande.

─ É aqui. Com certeza deve ser aqui que a Lúcia está ─ disse Lucas.

A alegria durou pouco, porque os dois capangas mais fortes de Wisemon apareceram para a batalha. Devimon e Icedevimon seriam os próximos adversários dos bravos digiescolhidos.



Notas finais do capítulo

Obrigado por terem lido. Até a próxima.

PS: não vou comentar nada mais aqui porque vocês comentam mais as minhas notas do que a história. Assim é de lascar ^^


Próximo Capítulo: Os digiescolhidos finalmente chegaram à base de Wisemon, e eles lutarão com todas as forças. Enquanto Lucas, Paulo e Impmon tentam salvar Lúcia, os outros terão muito trabalho para lutarem com o mago impiedoso. Tudo parece perdido, mas eis que surge uma luz no fim do túnel!!



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