D.N.A Advance: Nova Ordem do Século escrita por Sensei Oji Mestre Nyah Fanfic


Capítulo 77
Betsumon e o Hotel Cortez


Notas iniciais do capítulo

Antes de falar sobre o capítulo de hoje, quero agradecer aos meus leitores. Na ppostagem passada teve 8 feedbacks com alguns bem grandões. Adoro comentários alegóricos, é o meu preferido. E queria agradecer a todos pela proeza da minha fanfic atingir a marca de 500 reviews. Nunca imaginaria isso, pois na época a Luz vs Trevas já com + de 400 era imbatível. Tomara que um dia eu chegue aos 1000, será?


Deem uma olhada na capa da história e verão uma pequena mudança que eu fiz. Esse personagem estava para aparecer mesmo no 4ª saga, mas não sabia qual digimon colocar. Semana passada eu decidi colocá-lo. Ele aparecerá em breve. Podem ver que no capítulo 72 tem a lista dos personagens, mas o nome dele não aparece. Isso porque ele já está na história e vai se transformar nele. Não direi mais para não dar spoiler.


Tenham uma boa leitura.



CAPÍTULO 77

O Capitão Hookmon finalmente conseguiu levar o seu navio para o porto da cidade River. Depois de várias paradas ao longo do caminho, foi necessário mais de uma semana em alto mar. Claro que isso atrasou os digiescolhidos que foram ao digimundo com a missão de restaurar a paz e acabar com os governadores opressores. Porém, por outro lado, a viagem sossegou os jovens, pois daqui em diante teriam pouco tempo de descanso.

Os passageiros se prepararam para desembarcar do cruzeiro. Mais de quinhentos desceram pela rampa que dava acesso ao porto. Muitos outros digimons e programas foram ver conhecidos, parentes e etc.

Depois do desembarque, os digiescolhidos foram os únicos que ficaram no navio esperando o capitão. Então todos eles desceram por último ficando apenas os marinheiros e encarregados.

─ Eu queria agradecer a todos vocês pelo que fizeram por mim. Agradeço muito, digiescolhidos.

─ Não se preocupe, capitão. Agora o nosso destino é recuperar as relíquias e acabar com os governadores maus ─ disse Ruan.

─ A propósito, capitão, sobre aquele assunto que eu conversei com o senhor a respeito das relíquias. O senhor disse que Nanimon havia levado uma das relíquias que ele havia encontrado ─ falou Paulo.

─ Sim. Quando eu estava preso, consegui ouvir a voz dele dizer que encontrara uma relíquia muito parecida com a escama de um dragão, e que provavelmente era uma das relíquias dos digiescolhidos. Eu nem dei muita importância pois não sabia da função daquilo. Só sei que os digimaus têm um radar sofisticado para encontrar tais relíquias. Querem um conselho meu? Aqui nesta cidade há uma loja de antiguidades. Se Nanimon vendeu, é porque realmente não fazia a mínima noção do quão importante era aquela raridade.

Os cinco digiescolhidos e seus digimons agradeceram ao Capitão Hookmon pela hospitalidade e pelo conselho. Eles entraram na cidade.

River não era tão glamourosa como a Iso. Esta era muito a cara de Miami, apesar de pequena; já a outra em que as crianças desembarcaram é mais conservadora, com ruas em paralelepípedos e casas feitas de pedra. Os moradores eram mais modestos e o número de programas morando ali era bem menor. A maioria eram digimons em fase de treinamento, criança e adulta.

Antes, quando estavam no cruzeiro, eles puderam comer da melhor comida, mas infelizmente não levaram nada consigo. Portanto, como de praxe, eles pararam num restaurante da cidade. Diferentemente do restaurante de Kiwimon, onde os pratos eram mais delicados, aqui eram comidas típicas e mais pesadas. O dono era um Cockatrimon, tão exigente quanto o Digitamamon. Eles puderam se alimentar sem problema nenhum e até levaram uma reserva nas suas bolsas.

─ E aí, meninos. Para onde vamos? ─ indagou Rose.

─ Segundo o capitão, a primeira parada será nessa loja de antiguidades. Vai saber se é mesmo uma relíquia nossa ─ respondeu Jin.

─ Ué? Cadê o Monodramon? Antes de chegarmos no restaurante ele disse que ia bem ali e ainda não voltou ─ falou Paulo preocupado.

─ Foi bem preparar alguma armadilha para nós ─ ironizou Impmon.

─ Oi, estou aqui ─ disse o o pequeno dragão atrás deles. ─ Não se assustem. Eu só fui falar com um dos moradores sobre as últimas notícias da cidade. Fazia tempo que eu não vinha para cá.

O grupo foi caminhando até encontrar um folheto no chão com a propaganda da loja de antiguidades. Eles pediram ajuda ao Monodramon para guiá-los até lá. A fachada da loja era modesta, nada extravagante. Assim que entraram puderam ver as inúmeras peças raras e caras dali. Iam de pequenos objetos como pulseiras, elmos para estátuas e bustos. Paulo ficou olhando as coisas enquanto os demais procuravam o dono. De repente, um senhor idoso vestido de Xerife apareceu diante deles com uma espingarda na mão. Todos ali se apavoraram. Eles pediam para o homem abaixar a arma.

─ Vocês não são amigos do Betsumon?

─ Claro que não. Acabamos de chegar na cidade ─ respondeu Ruan.

─ Pode acreditar em nós. Somos os digiescolhidos ─ falou Jin.

─ Oh, são os digiescolhidos? Mil perdões para vocês. É que ultimamente esta cidade está um caos. Vocês já ouviram falar no terrível Betsumon? Pois bem, recentemente esse monstro resolveu atacar a nossa cidade. Ele simplesmente vem de casa em casa, loja em loja, pedir dinheiro. Eu não aguento mais, pois já tive mais de um milhão de Zenis roubado por aquele crápula.

─ Nunca ouvi falar num digimon chamado Betsumon. Para mim isso é novidade. O senhor saberia nos dizer se ele realmente é um digimon ou um programa? ─ perguntou Nashi.

─ Não sei. Mas ele é um ogro terrivelmente alto e forte. Ninguém da cidade consegue encará-lo de frente. Eu já fui assaltado duas vezes em uma semana.

─ Ogro terrível? Gente, melhor sairmos desta cidade o quanto antes.

─ Rose, por quê?─ perguntou Palmon.

─ Nada disso. Não temos por que temer. Estamos num grupo, unidos. Podemos elevar os digimons à fase adulta e a perfeição com o Nashi. Lembrem-se que meu pai pode virar Beelzebumon a qualquer momento. A única coisa que poderá atrapalhar é algum satélite inibidor por aqui ─ falou Paulo.

─ Não, não tem. Aqueles satélites que normalmente se vê em Iso, não se vê por aqui. O único problema nosso é que não existem digimons fortes na região ─ replicou o velho.

Muita correria foi vista do lado de fora da loja. Vários digimons fugiam da iminente ameaça. Os garotos correram para fora para verem o que era. Rose foi a única que ficou escondida atrás do balcão com o dono da loja. Palmon não entendeu o medo dela, porém preferiu ficar ali do lado de dentro.

Os quatro homens do grupo sentiram o chão tremer. Era realmente a pisada de alguém bem grande. Foram até o epicentro da confusão, ou seja, a praça que ficava bem ao meio da cidade.

─ Como eles conseguem ter coragem, não é? ─ indagou o dono da loja.

─ Não sei, senhor. Mas eu não vou ao encontro desse monstro nem se eu fosse a substituta da princesa Kate ─ desabafou Rose.

Monodramon, que também preferiu ficar na loja, começou a rir. Palmon foi até ele.

─ Tá rindo do quê?

─ Nada. Uma piada que eu me lembrei.

“Betsumon é um idiota. Até eu poderia vencê-lo com uma garra. Não passa de um oportunista barato. Esses vermes têm medo daquele otário?” ─ pensou o dragão.

Os digiescolhidos foram ao encontro do “monstro”. Os digimons corriam feito loucos tentando escapar das garras do poderoso inimigo. Até que eles conseguiram ver a imagem sinistra do ser horrendo. Betsumon era alto, musculoso, com a aparência mesma de um ogro Neandertal  com mais de cinco metros de altura, da cor verde e com dois chifres na cabeça. Suas mãos e seus pés tinham garras grandes; e vestia um macacão preto.

─ Nossa, ele é um verdadeiro monstro! ─ exclamou Jin.

─ Ele deve ser poderoso. Olha os músculos dele ─ disse Impmon.

Nashi e Ruan ficaram calados.

Do alto de uma casa, Dracmon observava tudo com um binóculos.

─ Droga, o que os digiescolhidos estão fazendo aqui? Nem terminamos a construção do satélite.

─ Isso é o que dá ser um pateta e se juntar a outro pateta ─ disse Monodramon atrás dele.

─ Ai que susto. Como você me achou aqui?

─ Sinto o teu cheiro a quilômetros. Sinceramente, Dracmon, é uma vergonha você se associar com aquele verme do Betsumon que usa truques baratos.

─ Agradeça ao chefe Wisemon. Eu preferia trabalhar sozinho, mas ele me obrigou a andar com aquele imbecil. Aliás, cadê o seu parceiro? Nunca mais o vi. Será que ele se acovardou?

─ O meu amigo prefere ser independente do que ser lacaio disso. Mas ele é mais forte até mesmo que eu e conseguiria batalhar com qualquer digimon no nível da perfeição, inclusive o Wisemon.

─ Seu idiota!

─ Seu inseto!

─ Seu canalha!

─ Seu fracote!

─ Imbecil!

─ Inútil!

─ Vou fazer você engolir essas palavras.

Dracmon tentou atacar Monodramon, mas este se desviou fácil e o vampiro caiu do telhado e foi com a cara no chão. O pequeno dragão riu da situação dele.

─ Nanimon vendeu a Relíquia da Escama para a loja de antiquários, mas como vi, não estava mais lá. O dono provavelmente já deve ter vendido. Mesmo assim, tentarei avisar aos meus superiores com este rastreador ─ Monodramon escondia atrás da pequena asa esquerda um pequeno aparelho do tamanho de um broche grudado.

Enquanto isso, os rapazes e seus digimons finalmente ficaram de cara com Betsumon. O “terrível” monstro viu os garotos. Paulo, que era o mais impulsivo deles, logo puxou conversa.

─ Escuta aqui, deixa os moradores em paz. Seu monstro feio!! ─ exclamou Paulo.

─ OLHA SÓ QUEM ESTÃO AQUI. SE NÃO SÃO OS DIGIESCOLHIDOS. O QUE FOI? TAMBÉM QUEREM APANHAR?

Os rapazes não esperaram para fazerem seus digimons evoluírem, exceto Impmon que percebeu que aquele monstro poderia ser uma fraude. Dinohumon, Guardromon e Woodmon apareceram no campo de batalha.

─ VOCÊS SE ARREPENDERÃO DE TER ME DEIXADO FURIOSO. EU SOU EXTREMAMENTE FORTE HAHAHAHAHA!

─ Pois ataca ─ respondeu Ruan.

─ O QUE DISSE?

─ Você pode nos atacar primeiro ─ repetiu Ruan.

Uma gota de suor surgiu na cabeça do monstro. Logo era óbvio que ele era fraco com os digiescolhidos. Nunca poderia imaginar ter se encontrado com os garotos numa situação como aquela. A única alternativa era ter que fugir, portanto correu. Claro que os digiescolhidos também foram atrás dele. Dinohumon conseguiu alcançá-lo ficando à sua frente, os demais ficaram por trás. O monstro começou a tremer até “explodir” numa pequena coluna de fumaça. Logo perceberam a real forma desse digimon. Era parecido com uma Tailmon, mas só que maior e bem feio e desengonçado.

DIGIMON: BESTUMON

Atributo: Vírus;

Nível: Perfeito;

NPD: 5.000

─ Esse digimon é muito fraco, por isso ele não quis lutar conosco ─ falou Jin.

Dracmon se intrometeu entre eles. Os digiescolhidos ficaram surpresos por vê-lo mais uma vez.

─ Seu idiota, por que não lutou?

─ Desculpinha. Eu tavo morrendo de medo.

─ Sabe nem falar quanto mais lutar. Não passa de um inútil!

─ Ei vocês dois, preparados para a luta? Guardromon! ─ disse Ruan.

Os dois se abraçaram com medo. Guardromon apontou um míssil na direção do chão perto deles. A explosão fez com que os dois voassem para bem longe dali. Depois disso, eles retornaram para a loja de antiguidades.

─ Acabaram com o monstro? ─perguntou Rose.

─ Que monstro que nada. Era muito fraco ─ respondeu Paulo.

─ Por favor, senhor. Precisamos saber de algo muito importante. Estamos atrás de uma relíquia chamada de Relíquia Digital. Ela supostamente parece com uma escama de dragão ─ disse Nashi.

─ Ah sim. Eu sei do que vocês estão falando. Aquele Nanimon chegou aqui há umas três semanas vendendo essa peça. Mas ela não é valiosa. Infelizmente não está mais comigo, vendi para o Ponchomon do Hotel Cortez. Se vocês não sabem é um hotel sinistro que fica na floresta. Muitos têm medo de irem lá pois dizem que é mal assombrado. Se vocês estão à procura dessa escama, somente lá vão encontrar.

Os garotos agradeceram ao dono da loja pela informação e partiram a pé para a floresta atrás da cidade. Enquanto isso, Dracmon e Betsumon estavam no mar depois de serem lançados.

─ O plano não deu certo, né?

─ Cala a boca, seu jumento ─ disse Dracmon afogando Betsumon na água.

...

Depois de algum tempo caminhando para fora da cidade, os domadores finalmente chegaram à floresta. Monodramon foi na frente guiando os adolescentes. Atrás iam Paulo e Impmon. O rapaz estava cabisbaixo, um tanto apreensivo.

─ O que foi? Parece que está preocupado?

─ Estou pensando no momento quando eu ver a Mia depois de tanto tempo separados. Acho que ela não vai me desculpar e até corro risco de levar um tapa na cara.

─ Então esse é o problema? Filho, vai por mim. Seja mais romântico com ela. Chegue até ela, fale mansinho... É infalível hahahaha.

─ O senhor pensa que é fácil? Eu não tenho essa experiência toda que nem você. Mia simplesmente é a minha primeira namorada, apesar da distância.

─ Bem feito pra você. Quem mandou ser virjão? Se eu tivesse no seu lugar, a primeira oportunidade eu logo faria a cama balançar.

Paulo ficou vermelho igualmente a um pimentão, mas dessa vez ele deu razão a seu pai. Se tivesse sido um namorado mais presente e menos negligente jamais estaria em crise.

─ Enfim, é aqui ─ disse Monodramon.

Todos ficaram impressionados com o tamanho do local. Era uma mansão bem grande e parecida com os palácios reais britânicos. Porém era escura e bem sinistra por fora. Haviam várias janelas e tinha pelo menos uns quatro a cinco andares. O local onde a moradia ficava era mais aberta, sem árvores por perto e apenas um campo verde. Eles tiveram que subir uma pequena escadaria antes de chegarem à entrada.

Monodramon foi na frente seguido pelos demais. Assim que entraram no hotel, foram recepcionados por um homem careca.

─ Bem-vindos ao Hotel Cortez. Eu sou a Liz Taylor. Desejam reservar uma vaga ou vagas?

─ Não, queremos falar com o dono do hotel por gentileza ─ respondeu Nashi.

─ Avise que os digiescolhidos estão aqui ─ falou Kotemon.

O tal Liz Taylor mudou a sua expressão e logo falou com alguém no telefone. Pediu para os visitantes esperarem enquanto a pessoa responsável chegava. Durante a espera, dona Iris ofereceu café para eles, mas ninguém aceitou. Uma mulher arrepiada se aproximou dos jovens, era a misteriosa Sally.

─ Percebo que vocês vieram de longe. Qual o intuito de vocês aqui? ─ perguntou Sally enquanto fumava um cigarro.

─ Viemos perguntar sobre uma amiga nossa que esteve neste local. E também sobre uma relíquia que supostamente está aqui ─ respondeu Paulo.

─ Interessante ─ disse Sally. A mulher levantou-se do sofá que ficava no salão de espera e foi até o balcão da recepção.

Minutos esperando a presença do responsável, os digiescolhidos tiveram uma grande surpresa. O responsável por Cortez era uma dama vestida num vestido de gala preto e com um baita de um decote. O mais interessante nisso tudo era que a mulher era a própria Mia. Betamon acompanhava a domadora. Logo quando viu os amigos, foi a seu encontro.

─ Mia? Mia ainda bem que te encontramos, amiga ─ falou Rose feliz.

─ Quem são esses, Liz? Quem são vocês?

Um ponto de interrogação surgiu acima dos digiescolhidos. Todos ficaram calados até Betamon abrir o jogo.

─ Mia está enfeitiçada pela bruxa malvada. Quando nos hospedamos aqui, obrigaram-na a servir à bruxa.

─ Cala a boca, seu inseto traidor. Vocês devem ser os digiescolhidos terroristas que tanto querem fazer mal ao digimundo?

─ Amiga, oiê! Sou eu, Rose. Somos amigas, lembra-se?

Mia puxou um chicote para golpear Rose. Esta correu com medo e se escondeu atrás dos outros.

─ Quem é essa Mia? Não sejam mal educados, o meu nome verdadeiro é Elizabeth. Sou a condessa Elizabeth e dona deste hotel.

Mia se aproximou deles.

─ Estão com medo de mim? Hmm, tirando aquela maluca dizendo ser minha amiga, eu posso forçá-los a ser meus amantes.

Os olhos de Paulo se esbugalharam quando ela falou isso. Mia sorriu e abaixou o vestido deixando à mostra a sua lingerie branca. Todos os garotos que ali estavam ficaram vermelhos, praticamente tiveram hemorragia nasal. Paulo ficou louco ao ver aquilo.

─ Hehehe a minha norinha é gostosinha ─ Paulo fuzilou Impmon com os olhos. ─ Mas não faz o meu tipo pois é muito novinha.

─ SEUS TARADOS, PAREM DE OLHAR PARA ELA ASSIM!!! ─ gritou Paulo ficando na frente dos colegas. Mia levantou o vestido para o alívio dele.

Paulo foi tentar convencer a namorada, mas ela avançou com o chicote. Se ali for fruto de feitiçaria, foi uma bem feita. Mesmo com os apelos dos escolhidos, ela mal se lembrava deles. Apenas conhecia Betamon por estar presente todo o tempo com ela.

─ O que está acontecendo aqui? ─ perguntou um homem no terraço interno logo acima da recepção.

─ Meu querido Patrick, esses forasteiros estão dizendo que sou amiga deles. Pode isso?

─ Eles estão mentindo. Vocês três, peguem os digivices deles ─ disse Patrick.

Liz Taylor, Iris e Sally chegaram perto para roubarem os Legacys, mas os digimons ficaram na frente. As três retiraram a capa de humanos e mostraram ser simples Bakemons disfarçados. Mia ficou sentada nas escadas enquanto assistia à possível luta.

─ São simples Bakemons. Podemos vencê-los sem precisarmos digievoluir ─ disse Mushroomon.

Começou a luta. O único que não foi lutar foi Betamon que preferiu ficar perto da sua domadora. Como era de se esperar, os três Bakemons não puderam suportar a força de cinco digimons. Logo ficaram nocauteados no chão.

─ Vencemos ─ disse Jin.

─ Não fiquem tão confiantes ─ disse Patrick dando um pulo até chegar perto dos digiescolhidos. Ele retirou a capa de ser humano e revelou ser outro digimon. Dessa vez um Ponchomon.

DIGIMON: PONCHOMON

Atributo: Vírus;

Nível: Adulto;

NPD: 25.000

Ponchomon era maior que os demais Bakemon e parecia mais um fantasma de um Togemon. Logo os domadores saíram do hotel para assim terem mais espaço para a luta. Impmon disse que iria lutar, mas Paulo pediu para que ele não fizesse isso e deixasse os colegas exercitarem seus digimons. Logo quem tomou a dianteira na luta foi Rose, cansada de aparecer vários digimaus. Pediu que Palmon evoluísse.

─ Palmon digievolui para... TOGEMON!

Apesar de quase idênticos, Togemon e Ponchomon eram de propriedades diferentes. Ponchomon começou o ataque desaparecendo e aparecendo atrás da digimon para depois da um soco nela.

─ Vamos Togemon, reaja!

Togemon tentou dar um soco no vilão, mas ele desapareceu.

─ Estou aqui. Não consegue me atacar?

Os outros queriam participar da luta, mas Rose impediu que isso acontecesse.

─ Afastem-se garotos. RAJADA DE ESPINHOS!

Os espinhos atingiram em cheio Ponchomon que agora estava com danos. Retirou-os de seu corpo e continuou com a luta.

─ Você vai ver como sou poderoso. PUNHO FANTASMAGÓRICO! ─ Ponchomon começou a socar Togemon sem sair do lugar. Simplesmente vários punhos apareceram diante da digimon num ritmo bastante rápido.

Impmon, impaciente como ele, não esperou Togemon ganhar a luta sozinho. Concentrou uma boa quantidade de fogo gelado em suas mãos e atirou nas costas do digimau. Este olhou pra trás. Togemon aproveitou o segundo de distração dele para dar um soco em sua cara fazendo o dono do hotel voar na direção de uma das janelas e quebrá-las. Ponchomon ficou nocauteado também.

Depois dessa pequena luta, eles entraram novamente no hotel. Encontraram Mia desmaiada e a bruxa ao lado dela com Betamon sob seus pés.

─ Quem é você? ─ perguntou Paulo.

─ Eu sei quem é ela. Pelos céus, é a Minerva McGonagall dos filmes do Harry Potter. Como pode um personagem assim morar no digimundo? ─ perguntou Rose.

─ Com certeza deve ser um programa ─ respondeu Ruan.

A bruxa jogou Betamon para perto dos garotos. Eles socorreram o pequeno digimon que estava desacordado. A bruxa apontou a varinha na direção deles e soltou um raio azul que passou entre eles até acertar Impmon. Este por um momento não sentiu nada de diferente, mas logo percebeu que estava sem a energia.

─ O que fez com ele? ─ perguntou Paulo.

─ Vai ficar temporariamente sem evoluir para a sua forma extrema. Isso vai me dar facilidade para destruir vocês.

Os jovens perguntaram quem ela era e tiveram surpresas. Minerva, com carinha de mulher idosa, sorriu e começou a brilhar e a aumentar de tamanho. Logo o brilho parou e revelou a verdadeira identidade daquela bruxa. Seu corpo era branco, possuía grandes asas e era igual a Devimon. Era Icedevimon!

Enquanto os digiescolhidos brigavam com o inimigo, Monodramon aproveitou a chance para ir atrás da relíquia que Ponchomon havia comprado. O pequeno dragão acordou o dono do hotel e o obrigou a levá-lo aonde estava a peça. Ponchomon abriu a porta de um quarto. Monodramon viu que aquele espaço guardava muitos artefatos preciosos.

─ Isso nós compramos para dar de presenta à nossa condessa. São peças de segunda mão que compramos no antiquário da cidade.

─ O que eu quero não é bem uma peça. É um objeto aparentemente sem valor. Uma escama de dragão ou algo assim.

─ A escama de Seadramon! Está no cofre ─ Poncho retirou um quadro da parede e abriu o cofre. O objeto estava envolvido num pano branco. O dono do hotel retirou o pano e revelou. ─ Aqui está.

A escama era um pedaço de vermelho da pele de um Seadramon. Monodramon segurou o objeto com cuidado.

─ Então aqui está uma das famosas relíquias. Pelo que eu sei aqui é a pele de um Seadramon e existe um Betamon... Então essa relíquia é daquela parceira dele. Olhe, eu quero que não diga aos digiescolhidos sobre isto aqui. Invente qualquer desculpa. O Wisemon vai vir buscar isto. Entregue a ele. Mas pra isso acontecer preciso que ponha dentro de uma caixa revestida de cromo-digizoide para assim não ser rastreada pelos digivices deles.

─ Oh, o grande Wisemon vai vir. Não se preocupe com isso. E sim eu tenho a caixa.

Monodramon ativou o rastreador debaixo da sua asa. Este começou a piscar.

...

Um pouco distante dali, no alto de uma colina, havia a base secreta de Wisemon. Era um prédio em forma de farol que ficava na ponta da colina. A altura dali para o chão era de mais de duzentos metros. Dava para ver uma vasta floresta à frente e logo atrás uma pradaria. O próprio Wisemon estava descansando quando recebeu a visita de Devimon que entrou atravessando a parede.

─ Mestre, temos a posição atual dos digiescolhidos. O rastreador que o digimon de Weiz está usando serviu muito bem. Quer que eu vá?

─ Icedevimon já estava de tocaia há pelo menos uma semana lá. Mesmo assim não acredito que ele vá vencer essa luta.

As luzes acenderam. O lugar por dentro mais parecia uma sala de comando com janelas de vidro que dava para ver nitidamente o lado de fora. Wisemon caminhou um pouco até chegar numa outra sala onde havia mais computadores, monitores etc. Quem estava sentada numa cadeira era que intrigava, pois era Lúcia.

─ Encontrou a outro relíquia?

─ Ainda não, mestre Wisemon ─ disse inexpressiva. Os olhos de Lúcia passaram de azuis para vermelhos.

─ Precisamos correr contra o tempo. Se eu não encontrar pelo menos uma relíquia, o mestre Chanceler vai ficar furioso comigo. Continue.

─ Sim, mestre.

Wisemon, após ficar com Lúcia, usou o seu poder idêntico ao Toque do Demônio para enfeitiçar a garota e assim servir aos seus propósitos.

Graças à torre acima do farol que os satélites inibidores funcionavam. Ali era o centro de todas as parabólicas ao redor do Digimundo.

Wisemon saiu do Farol para entrar no carro. O Bakemon começou a dirigir até o carro desaparecer num portal. Em breve, o feiticeiro enfrentará os digiescolhidos. Quem levará a melhor?



Notas finais do capítulo

No Próximo capítulo: Haverá a luta entre Icedevimon e os diiescolhidos. Mia recobrará a consciência e se lembra do que Paulo fez a ela, aiai tadinho dele. Infelizmente Monodramon chegou primeiro, por isso os jovens não vão conseguir a 1ª relíquia e também vai acontecer a primeira luta de Wisemon com os domadores.


Espero que tenham gostado e até a próxima postagem. (já tenho o rascunho do 78, mas só vou começar a escrevê-lo no final de semana)



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