D.N.A Advance: Nova Ordem do Século escrita por Sensei Oji Mestre Nyah Fanfic


Capítulo 7
A Derrota de Arkadimon


Notas iniciais do capítulo

Esse capítulo mostrará claramente como Astamon vai entrar na vida das nossa queridas crianças de digiescolhidas. Aqui terá lutas e outras coisas interessantes. Peço que compreendam que não atualizo as outras fics, porque minha inspiração está no momento 100% aqui e minhas ideias transbordando até o capítulo 9. Então até lá eu não atualizarei nenhuma fic exceto esta, claro. A gente se vê lá em baixo.



Arkadimon enfureceu-se e começou a atacar a cidade toda. O digimau destruía os carros que passavam numa avenida próxima ao rio que corta ao lado da metrópole. Ele segurou um veículo e o arremessou contra a vitrine de um restaurante causando um enorme estrago. Depois arremessou contra o rio e contra as fachadas dos prédios.

— Vamos lá. Cadê os digiescolhidos para me enfrentar. Estão com tanto medo assim? Covardes! Enquanto não aparecem eu ficarei aqui me divertindo um pouco — falou o vilão.

— Inimigo! — um bando de Tankmons aparecem e miram no alvo.

— Podem vir. Um bando de fracassados que nem vocês não podem deter um Digimon perfeito que nem eu.

Os Tankmons atiraram na direção de Arkadimon, no entanto ele conseguiu segurar os projéteis apenas com as duas mãos. Em seguida com uma força absurda ele repele as balas e destrói os Tankmons.

— Eu falei pra vocês que não podem me deter seus inúteis. Eu sou diferente daqueles inúteis que perderam para os pirralhos. Chamem-nos aqui e mostrarei o meu verdadeiro poder a eles — disse enquanto arrancava um poste da calçada e arremessava contra os digimons que corriam assustados.

Casa de Linx

A mulher recolheu os DT-vices das crianças, pegou um cabo USB, conectou ao notebook para cada aparelho. Ela digitava e se concentrava de uma forma que despertava a curiosidade de todos na mesa. Ao terminar o que fazia ela simplesmente fecha o aparelho e o desconecta do cabo colocando-o sobre uma estante de madeira. Retorna e se senta novamente para falar o que estava acontecendo.

— E então Linx o que foi tudo isso que você fez? — perguntou Mia bastante curiosa e não é para menos. Linx fazia um grande mistério.

— Sabe quando eu disse que chegaria a hora e o momento de presenteá-los com algo realmente importante... Então chegou o momento. Peguem os seus aparelhos — cada um pegou o seu — olhem o display. Conseguem ver um novo ícone na tela?

— Sim eu consigo. Está aparecendo um E com o símbolo de mais (E+) aqui. O que significa? — falou Ruan observando a tela do seu aparelho.

— Significa que eu coloquei um programa nos digivices de vocês que permite fazer evoluções alternativas do convencional. Deixa-me dar um exemplo. O Betamon evolui para Seadramon. Esse programa permite que ele evolua para outra linha evolutiva.

— Olha só Mia. Eu posso evoluir agora para outra forma — disse o anfíbio impressionado com as explicações da mulher. Não só ele como todos os outros.

— Eu entendi certamente a sua explicação. No entanto não consigo compreender como faremos e em qual ocasião poderemos evoluir os nossos parceiros para as formas alternativas — falou Rose interessada no assunto.

— Rose talvez vá depender da ocasião. Pelo que eu posso perceber essa evolução é alternativa da original. Então em ocasiões diferentes os digimons poderão evoluir para formas diferentes — explicou Jin.

— Na mosca garoto. É isso mesmo. Vai depender do momento em que o parceiro se encontrará. Agora eu não saberia lhes dizer exatamente a ocasião e as formas alternativas. Vocês tentarão e verão com seus próprios olhos a minha obra prima que preparei para vocês.

— Legal mesmo. Pena que eu não tenho esse programa no meu digivice. Porém não me importo com isso. Obrigado pela ajuda anteriormente — falou Paulo. O garoto olhou para a parede e viu pendurada uma espada — Ei aquele objeto não estava ali quando vim há quatro dias.

— Aquilo ali é uma espada especial que eu a carrego desde sempre. Eu sou uma guerreira, se vocês não sabem, portanto como tal preciso de uma arma — ela foi até a parede e retirou a arma branca dali. Era uma bela espada dourada com o cabo que era também da mesma cor com uma pedra vermelha encravada no centro.

— Ela é incrivelmente linda. Cara eu queria uma.

— Meu querido Paulo crianças não podem ter armas. Criança. Enfim essa espada já combateu muitos infortúnios por este mundo afora. Eu tenho muito orgulho dela — falou enquanto limpava o fio de ouro com um lenço branco.

De repente o digivice de Ruan começa a tocar incessantemente. O garoto viu o aparelho e viu a mensagem “PERIGO” no mesmo. Rapidamente ele se levantou e quis ir embora.

— Nós precisamos ir o quanto antes.

— Espera Ruan o que está havendo?

— Não me faça pergunta Hagurumon. Apenas venha, é importante.

— Ei cara o que deu em ti? Por que vai deixar a gente aqui e sair desse jeito? — perguntou Paulo seguindo o colega.

— Olha só é algo urgente que preciso fazer e não me lembrei. Não se preocupe. Continue com o papo. Hagurumon e eu iremos para a nossa zona resolver pendencias que deixamos. Depois a gente se fala. Tchau Linx — o espanhol saiu e foi acompanhado do seu parceiro para a cidade.

— O que foi que deu no pirralho? — perguntou Beelzebumon sem entender absolutamente nada.

— Não sei. O Ruan tem lá o seu orgulho, mas isso não é bom — respondeu o brasileiro.

— Não é bom mesmo. Acho que está acontecendo algo lá em Nova Digicity. Quer saber de uma coisa eu vou dar uma olhada como é que anda as coisas por lá — ela pegou um controle remoto que havia dentro de uma gaveta duma cômoda da sala e apertou um botão de ligar. Um grande painel apareceu na parede da sala.

— Isso é que eu chamo de telão de cinema — falou Rose.

Hikari terminou de dar a sua aula. A mulher foi para a sala dos professores corrigir as redações quando a professora Naomi senta-se ao lado dela. A Kamiya se sente até um pouco incomodada com a falta de espaço que tinha naquele momento. A senhorita Matsunaga olhava para os outros professores conversando e batendo um papo descontraído e olhava para a sua colega concentrada corrigindo as tarefas.

— Que eficiência a sua. Não dá trégua nem na hora do intervalo — falou a novata.

— Eu sempre fui assim. Prefiro corrigir logo agora enquanto tenho tempo para isso. E você por que não corrige as suas atividades?

— Porque eu sou como todos os outros. Se me der licença preciso ir ao banheiro retocar a minha maquiagem. Uma diva como eu não pode ficar com cara de trapo — ela foi até o seu armário e retirou o seu diário para a próxima aula. Porém esqueceu-se de pegar a agenda — Até loguinho professora Kamiya-san. Eu vou retocar o que já é perfeito em mim. Até.

Assim que Naomi saiu a professora de inglês, Tominaga, chegou e sentou ao lado da amiga com um copo com café. Ficou olhando para a amiga e disse.

— Já sei. A gostosona de Hyoko Higata ataca mais uma vez. Já vi pela sua cara e pelo rebolado que ela deu lá no corredor — brincou ela.

— Então percebeu que eu estou me afastando dela. Eu simplesmente me incomodo com o jeito dela agir, de se comportar, o jeito dela ser. Tudo nela me dá calafrios — falou Kamiya deixando os papéis de lado e olhando para a amiga ao lado.

— Oh meu amor. É claro que é pra te dar calafrios. Com um loiro daquele dormindo de conchinha toda noite sempre terá os gaviões da vida. O seu noivo é igual a peixe de lago, só esperando que alguma piranha o abocanhe. Cuidado com a dona dos sapatos vermelhos. Aquela ali só de silicone dava pra comprar o teu carro a preço de mercado.

— Eu não acho que ela seja tão mau caráter a ponto de flertar com meu noivo. Você está exagerando amiga — falou a morena recolhendo o seu material.

— Exagerar é bom. Sempre me deixa alerta a qualquer ataque de serpentes venenosas. O que eu digo sempre está na ponta da língua. E o que está na minha língua agora é o seguinte: cuidado com a diva. Aquela ali no palco é uma coisa e nos bastidores alguém completamente diferente. Fique esperta. A Naomi Matsunaga é igual galinha, já guardou o canto.

— Pra onde você vai? O intervalo não terminou.

— Dá milho pra galinácea. Licença que eu vou ao banheiro. Fui.

Hikari sorriu com as maluquices da sua amiga e continuou a corrigir as suas redações.

Raymond dava aula para o ensino médio no quinto andar do prédio. O homem dava a sua aula de informática para a sua turma do terceiro ano. As alunas apenas ficavam olhando o jeito do professor ensinar e o flertavam. Ele já estava acostumado com as cantadas das suas alunas e achava até legal.

— Gente a aula terminou. Espero que todos se deem bem com a prova de Excel que acontecerá na próxima semana. Até logo pessoal — falou recolhendo o material no birô.

— Tchauzinho professor lindo — falou uma estudante.

— Tchau, tchau — Ray ficou sozinho e sentou-se na cadeira pensativo com algo.

Linx conseguiu ver o que se passava na área de Ruan. Ela havia colocado câmeras voadoras por várias partes da cidade. Assim que colocou numa imagem onde aparecia Arkadimon destruindo tudo, as crianças se alertaram e temeram pela segurança do digimundo.

— A droga. É um dos líderes da Liga Negra. Ele está atacando sozinho a cidade? — indagou Linx não acreditando no que via.

— E agora Ruan está indo sozinho enfrentar esse monstro — completou Rose.

—E isso não é nada bom. Arkadimon é um poderoso Digimon de fase perfeita. Com certeza é bem mais poderoso do que qualquer um daqueles digimons que enfrentamos anteriormente. O nível de poder de dados dele deve ultrapassar os dez mil. É arriscado o nosso colega agir sozinho — falou Jin.

— Então está resolvido. Eu irei atrás dele — disse Rose enquanto saía correndo.

— Espera Rose. Espere por mim — dizia Palmon atrás da garota.

— É melhor nós todos irmos. Precisamos nos unir num momento desse então é indispensável que estejamos juntos para acabar com o inimigo. Até mais Paulo — falou Mia saindo da casa junta de Betamon.

— Pode ir Jin e Mushroomon — Linx permitiu a ida do japonês, porém quando Paulo e seu pai estavam pra sair ela os impediu — vocês ficam.

— O que? Precisamos ir também. Não esqueça de que eu sou também um escolhido — falou o rapaz sem entender o motivo de ser barrado por ela.

— Eu posso acabar com ele definitivamente. Sou poderoso o suficiente. Deixe-nos ir — Beelzebumon queria sair e enfrentar o inimigo.

— Não. Paulo eu sei que você quer ir lá arrebentar com a cara daquele desgraçado e isso é o que eu mais quero no momento também, porém... Da um tempo para os outros lutarem. O seu pai é um nível extremo, no entanto os demais digimons não são. Por favor, deixem que eles tentem primeiro. Assim que percebermos que estão em perigo ai sim eu os deixo ir. Vamos assistir a luta por enquanto.

Os dois sentaram no sofá dela e ficaram assistindo tudo o que acontecia naquele momento em Nova Digicity.

O espanhol chegou à cidade e viu que um grande estrago aconteceu. Vários veículos foram destruídos e consequentemente digimons mortos. A região afetada pela destruição era o lado leste da metrópole, lado este onde se encontra vários prédios luxuosos e o rio que passa ao lado da cidade além da ponte. Arkadimon tentava atacar um grupo de digimons encurralados dentro de um ônibus.

— SOCORRO! — gritavam todos ali.

— Larga eles — falou o rapaz ao ver a cena.

— Então um dos digiescolhidos apareceu. Já era tempo disso ter acontecido. Não aguentava mais esperar essa demora toda — ele largou o ônibus e ficou encarando o jovem.

— Então não esperará mais. Estamos aqui meu parceiro e eu. O que vocês querem atacando os inocentes?

— O que nós queremos? Deixe-me ver... Tudo. Acham mesmo que nós nos contentaríamos com aquela porção de terra de minas que nos ofereceram naquele acordo medíocre? Acha que abaixaríamos as nossas cabeças diante de humanos hipócritas que querem mandar em tudo? Achavam que ficaríamos por trás do palco por muito tempo? Não. Enganaram-se.

— Já que falou tudo isso então onde estão os outros coleguinhas seus desse bando podre autointitulado de Liga Negra? Está sozinho e vai nos enfrentar sozinho?

— Espera Ruan. Tenha calma. Não fique estressado — disse Hagurumon preocupado.

— Cala a boca! Agora chegou o momento de acabar com a vida de pelo menos um dos escolhidos — Arkadimon avança pra cima do rapaz, no entanto ele para quando vê uma luz forte vinda da direção do parceiro do garoto.

— Granada protetora — dois mísseis atingem o inimigo que por um momento perde o equilíbrio com o impacto das bombas.

— Evoluiu. Que interessante. Precisará mais do que isso para me vencer definitivamente — ele agarra Guardromon e começa a apertá-lo.

— Guardromon! — bradou o jovem ao ver seu colega sendo torturado.

Um raio azul parte de algum lugar e atinge o vilão por trás obrigando-o a soltar Guardromon. Ele se vira e dá de cara com Seadramon.

— Ruan tudo bem contigo? — perguntou Mia preocupada ao ver o amigo agarrado do seu parceiro.

— Estou bem e acho que ele aqui também. Arkadimon é muito forte para ser enfrentado por apenas um de nós. Precisamos juntar as nossas forças se quisermos vencê-lo.

— Então não se preocupe amigo. Seus colegas vieram justamente pensando nessa possibilidade — Rose chegou acompanhada de Togemon.

— Estou louca pra meter a porrada na cara desse idiota — falou Togemon se aquecendo.

— Não é a única Togemon. Eu também quero dar uma lição nesse aí — chegou Woodmon.

— Todos querem linchar o inimigo, entretanto precisamos ver como são seus poderes pelo programa de escaneamento para ver o nível de poder de dados do oponente. Talvez nem se juntássemos as nossas forças daria certo — Jin pegou seu DT-vice e mirou no digimau.

DIGIMON: ARKADIMON ULTIMATE;

ATRIBUTO: VÍRUS;

NÍVEL: PERFEITO;

TIPO: BESTA FEITICEIRA;

FAMÍLIA: DARK AREA

NÍVEL DE PODER DE DADOS (NPD): 11500 PD

Descrição: Uma poderosa besta que usa suas garras para destroçar seus oponentes. Além de usar força física para atacar ainda consegue manipular objetos e congelar qualquer coisa que toca. [sem descrição adicional]

— Gente o nosso amigo ali possui onze mil e quinhentos de poder de dados. Isso quer dizer que teremos que suar a camisa para derrota-lo.

— O que não será nada fácil não é Jin?

— Ruan eu falei que seria fácil? Vamos nessa. Acabar com mais uma escória do digimundo — respondeu o japonês.

— Explosão de Gelo! — Seadramon expele um jato de água gelada contra o inimigo aparentemente congelando. No entanto o vilão não congelou e conseguiu se mexer novamente até o gelo sair do seu corpo — Como pode?

— Chuva de espinhos! — os espinhos dela foram à direção dele, porém o vilão formou uma bola de energia e a lançou contra os espinhos pulverizando-os em seguida.

— Não conseguem me atingir? Os meus parceiros estavam temerosos à toa. Todos são de nada comparados a mim. Vocês também não são de nada. Pensei que seus poderes fossem mais elevados do que isso. É uma pena, me decepcionaram.

— Flecha de Gelo — uma estaca de gelo sai da boca da serpente. Arkadimon já esperava por uma retaliação então ele consegue repelir o ataque obrigando Seadramon a desviar do próprio ataque. O digimau deu um soco na cara dele o fazendo cair.

— Toma isso seu monstro — Togemon deu um soco no rosto dele. O vilão sorriu e deu um soco também dessa vez com muito mais força fazendo com que a parceira de Rose vá de encontro com uma parede.

— Togemon! — Rose correu para salvar a sua parceira.

Woodmon usou suas raízes para segurar o outro, porém não obteve sucesso no seu plano. Arkadimon congelou as raízes destruindo-as de uma por uma.

— Vocês realmente me decepcionaram. Pensei que seriam grandes oponentes que me dariam trabalho nessa luta, porém não foi isso o que aconteceu. Alegra muito saber que eu serei o único a matar todos vocês aqui — falou Arkadimon com grande satisfação.

Paulo não quis nem saber mais em esperar. Levantou-se do sofá e foi até a porta sair. Beelzebumon o acompanhou.

— Não vai falar nada Linx? Não vai me impedir?

— Paulo eu os impedi naquele momento, pois não era a hora para ter dado um de herói do grupo. Agora é a hora. Vai lá e arrebentem com a cara daquele desgraçado.

— Valeu Linx. Vamos pai, vai ter uma luta interessante daqui a pouco — eles saíram da residência dela e abriram um portal.

No esconderijo secreto da Liga Negra os outros membros assistiam a batalha do companheiro por meio de um telão. Alguns deles não ficaram nada contentes com a atitude do parceiro, todavia apenas Myotismon o entendia. Era o seu amigo mais achegado do grupo e sempre o admirava por sua iniciativa nas decisões do grupo.

— Ainda não acredito que ele está fazendo isso. Ele é burro ou o que? Vai acabar se matando quando Beelzebumon aparecer — SkullMeramon indignou-se.

— Você e seu pessimismo. Daremos ao nosso colega a chance de provar que somos muito mais que simples rivais dos fedelhos. Mesmo que ele venha a morrer por esta causa ele fará a sua parte. Eu também não pretendo abaixar a minha cabeça para humanos. Vejamos o sacrifício de um irmão nosso — retrucou Myotismon. O vampiro estava de ponta cabeça no teto depois foi ao chão.

Enquanto isso...

— Não há mais jeito. Eu venci. Agora é só esperar a morte certa de vocês...

— Arkadimon nem ouse em tocar nos meus amigos e colegas — Beelzebumon chegou na hora impedindo o inimigo a concretizar seu plano.

— Chegou o rei do pedaço. O fodão que resolve os problemas. Eu cansei de ficar sempre retido naquelas fossas de esgoto logo ali embaixo, cansado de fazer parte de um sistema hipócrita, cansado de ficar abaixo de cinco crianças humanas. Eu quero poder de verdade.

— Não se contentou em ficar com parte da mina de Chrome-digizoid na área desértica? — perguntou Paulo.

— Aquele punhado de terra e esmola que chamam de mina? Não. Eu quero muito mais do que isso. Agora só faltam os dois para que os meus planos concluam — O digimau formou uma bola de energia e a lançou contra o parceiro de Paulo que desviou com a mão com muita facilidade — Mas como?

— Deveria saber que um fase perfeito nunca enfrentaria um fase extrema de igual para igual. Peço que se entregue para o bem de todos — avisou o homem.

— Nunca te darei ouvidos seu verme!

— Quem avisa amigo é. Depois que eu te derrotar não venha reclamar.

Arkadimon e Beelzebumon avançaram-se um contra o outro. O pai do garoto nem precisou ficar na sua forma original para ficar no controle da situação. Ele conseguiu ser mais forte que o vilão e o acertou com uma voadora arremessando-o longe. Antes que Arkadimon pudesse cair ao chão foi segurado pelo homem que, com uma só mão, carregava um Digimon três vezes o seu tamanho e peso.

— O que pretende fazer comigo?

— Fala de mais e luta de menos. Prepare-se para decolar — o homem o girou repetidas vezes até arremessa-lo para cima. Impulsionou-se e finalizou com uma cotovelada fazendo o digimau cair ao chão produzindo uma cratera grande no lugar.

— Eu sabia que venceríamos essa paizão — falou o brasileiro. Os outros apenas olhavam impressionados com o tamanho poder de Beelzebumon.

Arkadimon acordou e ficou se mexendo. Agarrou a perna do homem tentando congelá-la.

— Eu te poupei para pelo menos você ter a chance de sair dessa com vida, mas já vi que errei — ele pega a sua pistola e aponta diretamente na cabeça do digimau — Peço que se torne um bom menino na cidade do principio.

Beelzebumon aperta o gatilho e atira. Os membros da Liga ficaram chocados com que viram. Nunca imaginariam que o responsável pela zona desértica seria tão forte. Myotismon olhou com um olhar de perda. Havia perdido seu melhor amigo.

— Arkadimon morreu à toa. Nunca conseguiremos detê-los — disse Antylamon.

— Talvez não nós. Pensei em alguém capaz de lutar contra ele de um modo mais eficiente e equilibrado. Será a nossa vingança definitiva contra esses escolhidos. Essa vingança chama-se Astamon — falou Myotismon.

— Ótimo como pretende convencê-lo a trabalhar para nós? — perguntou SkullMeramon indignado só pelo fato de não ter conseguido convencer Astamon anteriormente.

— Eu tenho os meus métodos de convencimento— respondeu o vampiro.

Naomi estava dando aula de ciências quando agendou uma tarefa para a semana seguinte. Os alunos anotaram tudo o que tinha de ser feito no quadro. Ela procurou no seu birô a sua agenda de anotações, porém não conseguiu achar. Lembrou-se de que havia esquecido no seu armário. Ausentou-se da sala por alguns instantes para buscar o objeto.

Hikari continua na sala dos professores sozinha e corrigindo as redações quando Takeru chega por trás dela e lhe dá um susto.

— Você não era para ter feito isso. Quase me mata de susto! — o repreendeu dando uma leve tapa no braço dele.

— Se bem que você gosta dos sustos que eu te dou — ele a abraçou por trás.

— Alguém pode nos ver aqui desse jeito — disse ela tentando se soltar.

— Olha pode chegar quem quiser eu não me importo. A propósito quando o Tentomon voltará para a casa do Koushiro? Ele dá muita despesa sabia?

— Fica tranquilo. Na segunda-feira ele buscará o senhor Tento. Precisa ter paciência cara. Somos amigos e principalmente digiescolhidos. Precisamos ajudar uns aos outros de vez em quando. Agora chega de papo e deixa pra namorar em casa. Aqui não é lugar pra fazer isso.

Naomi escutou a conversa dos dois atrás da porta que estava entreaberta. Ela não acreditou quando escutou a professora Hikari dizer que era digiescolhida. Agora ela tinha certeza de que estava indo pelo caminho certo.



Notas finais do capítulo

Pretendo fazer um capítulo foda no 9. Agora sabemos que Myotismon quer uma retaliação e pra isso vai contratar Astamon. Será que ele vai conseguir? No capítulo 8 vamos ter a resposta. Até um próximo capítulo.