D.N.A Advance: Nova Ordem do Século escrita por Sensei Oji Mestre Nyah Fanfic


Capítulo 61
Mais do que Velhos Amigos...


Notas iniciais do capítulo

Opa. Postando mais um capítulo nesse comecinho de quarta-feira.
Fala, pupilos, como vão? Hoje o capítulo está imperdível. Isso porque haverá algumas revelações bombásticas por parte de Weiz (tudo que sai da boca dele é bombástico) e o reaparecimento de um personagem... nem te conto. Alguém é preso, vocês ficarão contentes.



─ Onde ele está?

─ Calma aí, pequenino. Eu que dito as regras aqui. A primeira regra é a mais simples de todas: saia apenas só. A segunda é: não tente gracinhas ou mato o Paulo agora mesmo. E por fim: não venha pelo ar, mas por terra. Quero vê-lo assim que chegar aqui. Ah, eu ia me esquecendo... fala com o seu filho aqui.

─ Pai não venha. É uma armadilha!

─ Claro que essas palavras surtirão efeito contrário. Estou no campo de Shinjuku perto do templo. Há uma cabana pequena perto do lago. Estou esperando por você.

─ Cretino. Se você encostar um dedo nele... Alô? Alô!!!

Weiz desligou a ligação na cara do outro. Impmon quase teve um ataque de fúria, mas foi contido pelos outros. O digimon havia dito o nome do sequestrador e que ele queria que o digimon fosse só. Slash acalmou os ânimos de Márcia e prometeu que Paulo ficaria seguro pois o “parceiro” dele estava a caminho. Milagrosamente, a mulher ficou mais calma.

Slash encorajou Impmon a sair logo na frente.

─ Não devíamos tê-lo deixado sair daqui assim. Ele está transtornado ─ disse Lúcia. ─ O que faremos agora?

─ Eu tive uma ideia ─ Slash reuniu a todos. ─ Vamos seguir Impmon.

─ Esqueceu que ele disse que o Weiz falou para apenas o Impmon ir só? ─ questionou Aiko.

─ Eu disse que vamos seguir Impmon. Mas não como iremos seguir. Antes da ligação, eu previ que algo assim poderia acontecer, então eu cheguei perto do Impmon e grudei um localizador na ponta do lenço dele. Agora com a ajuda do meu digivice, eu posso localizá-lo.

Um holograma do mapa mostrava a posição exata do digimon. Ele estava em alta velocidade, com certeza já havia se transformado em Beelzebumon e sobrevoado.

─ A minha ideia é a seguinte: daremos cobertura para o Impmon. Vamos atrás dele, já que Blizzard é um ser imprevisível. Preciso que Aiko e Agumon venham comigo.

─ Por favor, Slash. Traga o meu filho de volta. Confio em você integralmente.

─ Não se preocupe, senhora Márcia. Eu trarei ele sã e salvo. Agora vamos.

Aiko, Agumon e Slash se prepararam para sair. O irmão de Ray questionou se eles iriam correr atrás ou pegariam algum transporte para ir ao bosque. O viajante do tempo sorriu e estendeu o braço. O anel materializou algo parecido com uma moto futurista, prateada e com turbo; até os capacetes foram projetados para três ocupantes.

─ É melhor subirem.

─ Nossa, eu preciso de um anel desse. Agumon, fica quieto aí atrás.

─ É que estou apertado para ir ao banheiro.

─ Arre! Vai lá mijar e depois volta.

Slash olhou as horas no seu digivice. Chegariam mais atrasados do que ele havia previsto.

Paulo continuou amarrado na cadeira. O jovem digiescolhido estava sem o digivice, por isso não podia ser localizado. Weiz não estava dentro da cabana, porém era impossível que ele tentasse se desamarrar, visto que Cyberdramon o vigiava. O humano mal conseguia olhar para o digimau, pois o achou terrível e forte.

─ Por que não olha pra mim? Eu fiz uma pergunta!!

─ Não preciso olhar para você. Por favor não dirija a palavra a mim.

─ Sua hora está chegando, garoto. Melhor começar a rezar logo.

─ Isso é o que pensam. Mas o meu pai e meu parceiro vai destruir todos vocês.

Cyberdramon ficou com raiva das palavras do menino. Weiz entrou na cabana e pediu para que o guarda saísse.

─ Juro que não queria ter que fazer isso, mas as circunstâncias me obrigam. Esperei séculos e séculos intermináveis sonhando com o dia que eu mataria o algoz da minha experiência.

─ Você é louco. Tentou matar uma criança inocente e agora tenta controlar o digimundo.

─ O seu pai e eu tínhamos uma relação afetiva desde quando estudávamos na escola. O Shawn era o beta e eu o alfa... no século 22 beta significa pessoa menos evoluída e alfa, evoluída. Eu era o cabeça dos trabalhos em equipes e o Shawn sempre me ajudava a upar os trabalhos com as suas pesquisas. Houve um tempo em que fomos trabalhar nos laboratórios da Genetech, foi nesse tempo em que ele resolveu me trair.

─ Como conseguiu convencer digimons a seguirem você? Até mesmo os governadores são obedientes.

─ Aha! Sabia que perguntaria isso. Eles têm um chip que explode os dados deles, uma espécie de vírus-microbomba. Se eles tentarem me atacar, boom! Eu sou o rei da tecnologia e te garanto que ela já me ajudou muitas vezes e ainda me ajuda.

─ Senhor, o inimigo está vindo ─ disse Cyberdramon.

─ A festa vai começar.

Beelzebumon pousou no chão e caminhou na direção da cabana. Encontrou Nabucodonomon parado em frente a ele. O digimau começou a fazer gracinhas para ele. Como Wesley tinha um pavio curto mesmo correu pra briga. Pelo seu estado, mal conseguiu acertar o vilão que desviou facilmente e deu um golpe com o cotovelo na nuca dele.

─ Que decepção, está fraco hoje ─ tripudiou.

Beelzebumon ainda estava sentindo os efeitos da ressaca e a dor de cabeça. Seus reflexos e forças estavam reduzidos.

Weiz apareceu diante dele.

─ Há quanto tempo não nos vemos como velhos conhecidos?

─ Filho da puta, deixe o meu filho em paz e fique comigo.

─ Não vai ser tão fácil assim. Preciso acabar com o Paulo também.

─ Por quê?

─ Um segredinho que não será revelado agora ─ ele materializou um tipo de coleira eletrônica do digivice. ─ Não posso correr o risco de você me atacar, eu sou um mero humano. Tome isto.

Weiz atirou a coleira que logo ficou no pescoço de Wesley fazendo-o a voltar ser Impmon. Nabucodonomon segurou Impmon na mão e o levou para dentro da cabana.

─ Vigie.

Nabu ficou do lado de fora.

Cyberdramon, com a ajuda de Dracmon, amarrou Impmon numa outra cadeira ao lado de Paulo.

─ Antes de acabar com vocês dois, preciso que escutem o que tenho a dizer. A minha relação com o Wesley, ou Shawn, é muito mais do que a de simples colegas. Vai mais além a de amigos. O nosso sangue juntou a nós dois ─ os dois presos ficaram confusos. ─ Somos irmão, Shawn.

Paulo engasgou, Impmon quase surtou, Dracmon ficou com o queixo no chão e Cyberdramon foi pego de surpresa.

─ AHN?! QUER DIZER QUE VOCÊS DOIS SÃO IRMÃOS E VOCÊ É O MEU TIO? E AGORA QUER NOS MATAR? É BRINCADEIRA, A PIADA DO ANO!

─ Mentira. Você quis matar meus pais e me matar quando eu ainda era bebê. Se matasse a eles dois você nem nasceria.

─ Na prática só o nosso pai, já que somos meio irmãos por parte dele. Eu voltei ao meu passado a fim de matar a sua mãe e deixar o papai vivo. Sou o filho bastardo da empregada e sempre o invejei por ter ganho tudo de bom e do melhor. Aí, quando fui impedido por Slash, eu voltou 100 anos no tempo para esta época a fim de me vingar. Nunca mais voltei e durante algum tempo eu fiquei procurando por você. Nesse meio tempo recrutei alguns humanos do submundo para me ajudar, como Ivone ou Maria Aparecida, mãe de Leo. Ela foi incumbida a te pegar de jeito. Naquela noite que você foi pra cama com ela, a mesma deu-lhe um vírus digital que eu criei que fazia com que você fosse teletransportado para o digimundo. Eu conversei contigo naquele quarto, eu que tirei o freio do carro do seu amigo e no momento pouco antes do impacto você foi para o digimundo. Lá entrou num estado de coma por dias deitado na maca do meu laboratório com ilusões de que estava conversando com o Zhuqiaomon inexistente. Enquanto isso eu modifiquei o seu corpo até transformá-lo em digimon. Infelizmente você teve que se lembrar de tudo! Fiquei nos bastidores quando permiti que o Patamon das Trevas pudesse arquitetar os seus planos como a manipulação do ShadowLord, a criação dos Lordes das Trevas e afins. Quando eu fracassei, com a derrota de Daemon, eu dei minha atenção total para a Genetech. Para isso eu tive que recrutar o Barbamon para os meus planos. Ele foi ideia minha. Sério mesmo que aceitaram um digimon daqueles como amigo? hahahaha...

─ Você não tem perdão ─ disse Paulo.

─ O fracasso que tive quando criei os mestres das trevas e os lordes não podia ter agora com os governadores. Eu tive que dar tudo de mim até fazê-los mais fortes. Para isso o Barbamon tinha que chamar a atenção e destruir as pedras sagradas e mudar o tempo do digimundo. Com o tempo mais rápido por lá, eu tive tempo de sobra. Sabe como é fantástico ter sido o criador das trevas e de todos os digimaus? É que dou muito trabalho aos digiescolhidos que surgiram por causa da minha interferência. Enfim, já falei demais, já disse que sou o seu irmão e os meus planos de governar os dois mundos. Agora chegou a hora do fim. Quais são as suas palavras?

─ Quando eu te pegar, vai se arrepender de tudo ─ disse Impmon.

─ Cyberdramon, acabe com o garoto. É a sua vez.

─ Esperei por esse momento há anos.

Cyberdramon se aproximou de Paulo e preparou a sua garra. Impmon fazia força para se soltar, contudo era em vão. Paulo fechou os olhos. O digimau preparou a sua garra para atacar o pescoço do jovem, porém parou bem na hora. Ao mesmo tempo que tinha vontade de matar o digiescolhido, ele não teve a coragem para fazê-lo. Isso aborreceu Weiz.

─ Seu idiota maricas! Não tem a coragem de fazer uma simples tarefa. Depois eu me entendo contigo.

Weiz materializou uma arma de plasma elétrica. Apontou para Paulo. A arma carregou em cinco segundos para poder disparar. Contudo, antes de disparar, uma explosão aconteceu do lado de fora.

Slash chegou com a sua moto. O veículo possuía munição como mini-mísseis e metralhadoras. Ele começou a atirar na direção de Nabucodonomon.

─ Agumon, agora ─ disse Aiko.

DIGIEVOLUTION

─ Agumon digievolui para... GeoGreymon! Bola de Fogo!

Nabucodonomon foi acertado em cheio pelo fogo, mas não teve muito dano. Voou, preparou a sua arma giratória e começou a atirar.

─ Você não é o único com truques. Digievolução da Alma!

Justimon foi de encontro com Nabucodonom e, com apenas um golpe, fez o digimau cair no lago.

Dracmon ficou desesperado quando viu os digiescolhidos. GeoGreymon cuspiu fogo perto dele fazendo-o correr para longe. Weiz e Cyberdramon apareceram diante deles. Justimon atirou com a sua arma na direção do líder dos vilões, mas o homem se teletransportou rapidamente e Cyberdramon foi quem pegou todo o poder.

─ Paulo, Impmon, vocês estão bem?

─ Sim, Aiko. Que bom que vocês chegaram. Eu quase fui morto.

─ Descobrimos que Dracmon trabalhava para Weiz ─ disse Impmon.

─ Vocês deviam ter cuidado com estranhos. Eu fiquei impressionado com aquele digimon lá em casa ─ Aiko falava enquanto desamarrava os dois.

Dracmon colocou o bumbum na água quando se assustou com Nabucodonomon surgindo das águas enfurecido. O demônio usou o seu poder máximo. A sua metralhadora giratória girou mais do que o normal e começou a brilhar. Um raio vermelho foi na direção de Justimon. Este criou um escudo com o seu próprio braço e foi arremessado longe.

Weiz subiu numa árvore depois do ataque. O seu celular começou a tocar no meio da confusão.

─ Alô? Chefe?... Mas agora?... Tudo bem. Estamos voltando agora.

Weiz informou aos outros três que teriam que voltar à Genetech. Eles tiveram que obedecer e foram embora.

Slash ajudou Impmon a retirar a coleira.

─ Como soube que estaríamos aqui? ─ perguntou ele.

─ Eu te hackeei com isto ─ entregou o broche ao digimon. ─ Sou um soldado e estou preparado para esse tipo de coisa.

─ Muito obrigado, Slash.

─ De nada. Pronto, retirei essa maldita coleira. Daregon usa muito esta coisa para forçar digimons que não gostam dele.

─ A polícia está vindo, melhor voltarmos para casa ─ avisou Aiko.

Momentos depois, eles retornam para casa. Márcia abraçou o seu filho a ponto de deixá-lo sem fôlego. Impmon apenas via a cena com satisfação e agradeceu mais uma vez a Slash.

─ Não precisa agradecer. É a minha obrigação.

─ Por que obrigação?

─ Por nada. Só achei que deveria ajudar mesmo.

Slash sorriu ao ver a família reunida novamente. Sentiu uma pontinha de inveja, pois não tinha mais família.

Enquanto isso na Genetech Labs...

─ O que foi que eu disse para não causar um confronto direto com os digiescolhidos? ─ disse um homem num jaleco branco.

─ Eu tive motivos para fazer o que fiz.

─ Não fale bobagens! Se o viajante do tempo convencer os digiescolhidos a vir para a Genetech não dará tempo de eu concluir os meus planos. Eu já fui tão longe quando inventei a minha própria morte e criar uma identidade falsa. Não será por sua causa que eu morrerei na praia depois de tanto nadar o oceano. Pode se retirar.

─ Sim, senhor ─ disse Weiz se retirando.

O homem que Weiz tanto falava era Ryuu Matsunaga sob a identidade falsa de Kelson Fukushima. A sua aparência estava mudada. Resolveu raspar o cabelo e a barba e agora usava óculos. Estava perfeitamente saudável sem o uso da bengala.

...

Os pais tanto de Kari quanto de TK foram para a delegacia verem seus filhos. Depois de tanto tempo depondo, eles puderam ganhar forças para denunciar a Genetech. Além disso, um dos criminosos confessou que foi contratado pelo atual representante da família, e apontou Ako Matsunaga como a mandante do crime.

EMPRESA GENETECH

Os carros da polícia pararam na porta da empresa. Ken Ichijouji e mais outros policiais mostraram aos seguranças o distintivo e o subiram ao vigésimo andar. A secretária da presidência se assustou quando viu aquela romaria ali.

─ A senhora Ako está em reunião.

─ Por favor, chame-a agora mesmo. Temos um mandado ─ respondeu Ken.

─ Licença.

A secretária chamou a empresária. Ela teve que encerrar a reunião mais cedo e saiu da sala. Ela viu os agentes, mas ficou tranquila.

─ Sejam breves, senhores. Não tenho muito tempo.

─ Na verdade eu preciso de poucos segundos para levá-la presa daqui ─ disse Ken.

─ Oi? Eu ouvi direito?

─ Senhora Kenyako Matsunaga, a senhora está presa por mandar matar Hikari Kamiya e Takeru Takaishi. Aqui está o mandado de prisão contra a senhora. Algeme-a.

─ Espere um pouco, quanta insolência. Não podem fazer isso comigo. Secretária, avise ao meu advogado. Esperem!

Ako saiu algemada e presa da própria empresa. Ela foi levada escoltada para a delegacia. Logo os jornalistas fizeram campana na porta da delegacia para tirar a melhor foto.

Kari viu a empresária passar por ela e logo começou a se manifestar, dizendo que a mulher fora em sua casa. Yuuko logo reconheceu a tia de Naomi desde o dia em que foi visitada por ela meses antes de dar à luz a Naomi.

Continua...

PARA A ALEGRIA DA RAPAZIADA PUNHETEIRA. FELIZ NATAL!!



Notas finais do capítulo

Gostaram da foto? kkk se eu fosse o parceiro dessa Renamon já teria virado furrysta, digimonófilo e fazia exatamente o que o Gaia e o Wesley estão fazendo, só que o contrário hehe. Todos os direitos ao autor da imagem (que por sinal é bem antiguinha)

O QUE ACHARAM PUPILOS??????????? MATSUNAGA VAI VOLTAR NEM QUE VOCÊS NÃO QUEIRAM HAHAHAHAHA Mas pelo menos alguém foi preso, né?

Próximo capítulo, Naomi vai tentar fugir da prisão. Será que ela escapa? E aí Italiana (capixaba) de Fainello? Té mais, pupilos.



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