D.N.A Advance: Nova Ordem do Século escrita por Sensei Oji Mestre Nyah Fanfic


Capítulo 54
Dracmon, O Pequeno Vampiro


Notas iniciais do capítulo

Depois da história ser revelada, o que Weiz fará agora? Contrataria alguém para ficar pertinho dos seus alvos. Esse "alguém é..."



“O incidente que ocorreu na noite de sábado envolvendo os ataques ao Centro de Eventos de Tóquio ainda repercute no começo dessa semana. Foram quase 150 vítimas do massacre. Mas ainda é um mistério, porque as pessoas dizem ter visto digimons lutando, não terroristas. Uma testemunha ocular disse que eles eram tão fortes que poderiam aniquilar uma centena de homens apenas com um soco. Ainda não temos a história oficial. Tentamos nos comunicar com o comando da polícia da cidade para ver o que eles nos diziam. O próprio Ken Ichijouji, comandante da polícia, não explicou exatamente se era ou não um ataque por parte dos digimons. Aqui é Márcia Kyoto para o Expresso do Oriente”

Weiz se instalara num apartamento perto de Nerima. Ele teve que matar os proprietários para ter acesso àquele lugar. Ainda não pôs em prática o seu plano extra, conforme bem dissera para Cyberdramon horas antes. Agora estava sentado no sofá comendo pipoca, bebendo refrigerante e assistindo ao noticiário da manhã.

─ O senhor me chamou, mestre.

─ Até que enfim você chegou ─ Weiz mexeu no aparelho do seu pulso e fez surgir um portal preto na parede. Um pequeno digimon apareceu ─ pensei que não viesse mais.

─ Mestrezinho Daregon, o senhor me colocou para trabalhar no castelo do Chanceler, esqueceu? Ele mal me paga. Ah, eu já falei que ele evoluiu para o nível supremo?

─ Finalmente eles estão começando a ficar mais fortes com o passar do tempo.

─ Eu trouxe uma notícia. Eles perguntaram quando o nosso Imperador virá. Já faz muito tempo.

─ Em breve. Mas eu te chamei para falar de um assunto mais particular ─ Weiz se levantou e foi até a janela tomar um pouco de ar. ─ Você pode fazer um serviço pela manhã?

─ Posso, mas só se eu não lutar. Eu fico fraco de dia, o senhor sabe.

─ Não será preciso lutar. Quero apenas que... ─ Weiz viu quando o digimon estava comendo a pipoca e tomando o refrigerante. Além disso, estava assistindo. O homem deu dois cascudos na cabeça do pequeno ─ Imbecil! Quem mandou comer isso?

─ E... Eu... tô com fome e pensei que...

─ Você não tem jeito mesmo ─ ele foi à cozinha e trouxe um cacho de bananas para o digimon comer. ─ Aí está. Você vai ficar alimentadinho possível, depois toma essas duas fotos.

─ Quem são?

─ Paulo e Impmon. Você vai virar amiguinho desses dois. Depois, quando eles confiarem piamente em você, traga-os para mim aonde eu combinar. Vou destruir os dois.

─ Mestre Daregon o senhor é danado de inteligente. Vai atrair pai e filho pra matar dois coelhos com uma cajadada só.

─ Agora vai. Nada de assistir a televisão. Cai fora.

Weiz expulsou o digimon do apartamento. Ele pensou seriamente em se envolver com a mãe de Paulo.

...

MANSÃO MATSUNAGA

Naomi estava mais segura de si do que antes. Ela não esperaria a hora para ver a cara da rival na escola. Virou dona da escola, separou um casal e virou bilionária. Parecia até um sonho, mas era a pura realidade. Ako, a tia invejosa, odiou ser deixada de lado. Ela queria mais, porém não podia fazer nada. O seu pai mesmo depois de morto continuou lhe dando trabalho. Os advogados foram embora.

BlackTailmon entrou na casa e se deitou no sofá espaçoso da sala de estar. A arrumadeira foi que ficou traumatizada vendo um gato preto falar e ficar de pé igual uma pessoa.

─ Nakawa, por favor, ordene aos empregados para que tragam a minha bagagem para dentro. Preciso descansar, tomar um banho e ir para aquele maldito colégio no fim do mundo.

─ Sim, senhorita. Ah, senhorita, eu preciso falar algo...

─ Agora não, Nakawa. Agora não.

Naomi foi subir as escadas quando uma mão lhe puxou o braço. Era a tia Ako que a forçou ter que falar com ela. Ainda não estava acostumada com a derrota.

─ Espera aí, já sei. Veio reclamar comigo por eu ser a nova Dona Mastunaga, não é? Não venha querer reclamar do dinheiro que roubamos da empresa porque não dá 1% do que eu tenho agora, por isso se for falar disso é melhor nem começar porque quem dá as ordens aqui sou eu. E se não estiver de acordo com as minhas vontades então, titia, arrume seus panos de bunda, enrole-os numa fronha velha, coloque num cabo de vassoura e pegue o ônibus para o inferno.

─ Nossa, como está tão confiante de si.

─ Sim, agora estou. Mas deve estar preocupada se estou interessada na empresa. Eu terei meu representante, mas não serei a presidente. Você pode ficar nesse posto até quando me der na telha. Afinal, você possui a metade que comprou daqueles pobres coitados, não é?

─ A sua confiança não é digna de uma Mastunaga. E isso me surpreende vindo de uma garota adotiva.

Ako saiu sorrindo. Naomi ficou parada ao ouvir aquilo.

Ako pegou o helicóptero para ir direto para o complexo de laboratórios. Chegou se anunciando como a nova presidente da Genetech.

─ Quero saber de tudo o que se passa por aqui ─ disse ela.

...

Enquanto isso, Takeru não quis saber de ir dar aula no dia. Patamon e ele foram para a casa da mãe de Kari. Chegando lá, eles foram recebidos pela mãe dela que pediu imediatamente que entrassem.

─ Kari não está. Ela foi para a escola. Acho que foi pedir demissão, sei lá. O que está acontecendo?

─ Eu errei. Eu não consegui ser fiel à ela. Não sou digno do amor dela. Nem sei o que estou fazendo aqui.

─ Espere. Não fique assim. Todo o relacionamento tem os seus altos e baixos, não é mesmo? ─ ele concordou. ─ Então deixe a minha filha se acalmar um pouco. Eu, aos poucos, vou tentar convencê-la a conversar contigo.

─ Muito obrigado, dona Yuuko.

─ Você ama ela ou não?

─ Demais. Por favor me ajude.

─ Ajudarei você com uma condição: que seja o mais sincero. Não esconda nada. Se houver um segredo num relacionamento, as coisas ficam frias. Eu sou perita em segredos. Mas é outra história. Até mais.

─ Até mais ─ disseram.

─ O que você acha, T.K?

─ Acho que ela vai me ajudar. Droga, eu sabia que não podia ter deixado a Naomi entrar em casa.

...

Kari entrou na sala da diretora a fim de ir pedir logo a demissão. Encontrou Naomi sentada na cadeira analisando uma série de papéis em uma pasta. A mulher sorriu ao ver a digiescolhida na sua frente.

─ Já imaginava que você iria vir pedir a demissão. Mas antes eu mesmo me encarreguei de fazer isso.

─ O que são esses papéis?

Naomi sorriu.

─ São denúncias de que você anda beneficiando alunos fazendo-os a cometer favores escusos para o seu próprio bem. Por exemplo, tem um aluno que disse que você tentou molestá-lo para que lhe desse nota A. Por favor, que baixaria.

─ Do que está falando? ─ Kari estava chocada.

─ Tenho três denúncias de alunos que já estudaram com você. Está aqui as cópias. Eu já comuniquei ao órgão público da Educação para banir o seu diploma.

─ Isso quer dizer que...

─ Quer dizer que nunca mais vai poder lecionar.

Hikari sentiu-se como uma fracassada. Nunca havia feito nada disso, mas como poder revidar numa situação como aquela?

─ Nem pense em contratar um advogado para defendê-la. Eu contratarei vinte para acusá-la. Agora eu que dito as regras deste jogo. Sabia que o meu avô morreu anteontem?

─ Ele morreu?

─ Sim. Agora eu mando em tudo. Agora você não passa de lixo na minha frente. Agora saia já daqui ─ Naomi chamou os dois seguranças para expulsar Kari da escola.

Hikari não acreditou que estava no fundo do poço. Se assim continuar, teria depressão facilmente. Para ela, Naomi venceu.

...

Mais tarde, Paulo e Impmon saíram para ir até a casa de Takeru. Ao chegar lá eles foram informados por Patamon que os dois haviam se separado. Os dois iriam agradecer por ter cuidado de Impmon numa época ruim. Mesmo assim eles agradeceram.

─ Nossa que chato ─ disse Paulo. ─ O que faremos?

─ Vamos até Odaíba.

─ Ai, é longe.

─ Você prometeu. Vamos agradecer a Kari também. Ela foi a primeira a me hospedar lá.

Impmon percebeu algo, menos Paulo.

─ O que foi?

─ Pensei em ter visto algo.

Impmon realmente quase viu o digimon mandado por Weiz. Ele estava do outro lado da rua, atrás de um balde de lixo.

─ Ufa, quase que eles me pegam. Preciso saber onde moram, mas vai demorar.

Kari abriu a porta e viu os dois na sua frente. Ela logo os convidou.

─ Queremos agradecer pela hospitalidade que tiveram com o Impmon. Eu fiz coisas terríveis mas me redimi.

─ Foi até divertido. Pena que não moramos mais lá em Nerima.

─ Tailmon, por favor.

─ Não sei o que houve ou se houve um erro para fazer vocês dois se separarem. Se ocorreu um erro, todos erram. Eu por exemplo fiquei roubando a minha mãe e coloquei a culpa na empregada. Coitada da senhorita Kiba. Fui me desculpar pelo que eu fiz e ela falou que todos cometem erros até mesmo ela que já foi enfermeira e trocou bebês na maternidade. Foi sério.

─ Nossa, que chato ─ disse Kari.

Yuuko, que trazia uma bandeja com sucos, se assustou com o comentário do jovem. Largou a bandeja ao ouvir a conversa dele. Hikari ajudou a mãe a limpar tudo.

Depois de algum tempo, Paulo e Impmon retornaram para casa. Eles estavam exaustos. Pegaram o metrô para chegar no bairro. Enquanto caminhavam, um ser estranho surgiu diante deles.

─ Oiê ─ disse o digimon.

─ Nossa, é um digimon?

─ Paulo, esse é um Dracmon.

─ Dracmon?

─ Sim, sou eu mesmo. Como vão? ─ Dracmon sempre mantinha um sorriso no rosto.

─ O que um digimon que não seja digiescolhido faz aqui no mundo real? ─ questionou Paulo.

─ É que sou parceiro de um outro digiescolhido hehe ─ Mentira. ─ Ele mora aqui pertinho, mas decidiu viajar com os pais e me deixou sozinho ─ uma grande mentira.

Paulo retirou do bolso o seu digivice.

DIGIMON: DRACMON

Atributo: Vírus;

Nível: Criança;

Tipo: Vampiro;

Família: Área Negra;

NPD: 300

Descirção: Um pequeno digimon vampiro, travesso e que gosta de brincar. Não se sabe muitas coisas dele, apenas que é uma nova espécie de digimon.

─ Aí você tem um parceiro. Então qual é o nome dele? ─ perguntou Impmon.

─ Ah... hã... hmm... Griseldo.

─ Nome estranho para alguém que vive no Japão ─ disse Paulo.

─ É que ele é oriundo da república de Islandiamon.

─ Islandiamon. Existe esse país? ─ disse Paulo.

“Droga, preciso pensar numa maneira de tapear esses dois até que o chefinho me diga o que fazer depois”

─ Eu estou com tanta fome. Poderia me levar para a sua casa. O meu parceiro vai demorar pelo menos uma semana para retornar.

Os dois ficaram pensativos, mas logo concordaram em dar abrigo ao digimon.

“Isso mesmo hehehe. Consegui enganar esses dois idiotas. Agora eles vão estar nas minhas mãos”

─ Vai vir conosco ou não? ─ disse Impmon.

Dracmon correu até alcançá-los.

Os três chegaram em casa. Dracmon observou o lugar que o digiescolhido morava. Lúcia logo apareceu e achou o digimon bonito.

─ Ele é tão bonitinho. Quem é?

─ Meu nome é Dracmon. Sou também parceiro de um digiescolhido, mas ele viajou para a terra natal dele lá na república de Islandiamon.

─ Ah, ele é lindinho mesmo. Olha aqui Lucas.

O menino chegou perto do digimon e começou a analisá-lo. Lúcia ficou espantada com a forma de agir do parceiro. Lucas ficou bem sério.

─ O que foi?

─ Lúcia, ele tem cheiro de digimau.

─ Para com isso, Lucas!

─ Eu sou bonzinho, sou mesmo ─ disse Dracmon sem jeito.

─ Então está decidido. Dracmon fica até quando o seu parceiro voltar de viagem ─ disse Paulo.

“Idiotas, caíram direitinho no meu papo. Bando de otários. Só não aquele moleque. Estranho, ele tem cheiro de digimon.”

Passou-se algum tempo, na tarde dessa segunda. Paulo resolveu brincar de futebol com sua irmã, Impmon e Dracmon. Lucas ficou pensando no hóspede. Para ele, aquele Dracmon não era um bom digimon como todos pensavam.

A campainha da casa tocou e Paulo foi atender. A mãe de Hikari estava parada na porta de sua casa. Eles conversaram por um breve momento e ela foi embora.

─ Quem era? ─ perguntou Lúcia.

─ A mãe da professora Hikari. Ela veio pedir um endereço. Vamos continuar?

Depois de algum tempo, Dracmon ficou morrendo de cansado. Nunca havia jogado de futebol ou levado tantas boladas na cara.

...

Kazumi Kiba escutou a campainha da casa ser tocada. A ex-enfermeira estava fazendo uma faxina em casa.

─ Já vai. Não precisa ficar tocando tanto.

Ela abriu a porta e viu a pessoa que menos esperava na sua frente. Yuuko pediu permissão para que as duas pudessem conversar. A ex-enfermeira ficou relutante, mas viu o desespero da outra. Então ela a deixou entrar.

─ O que faz aqui?

─ Eu conheço um menino chamado Paulo. Escutei-o dizer que veio aqui e que você havia dito para ele que havia trocado bebês na maternidade. Você fez isso com o meu bebê?

Kiba ficou calada, por um momento.

...

Márcia estava para deixar o trabalho. Ela foi ao estacionamento pegar o seu carro. Não havia ninguém por perto, mas surgiu-lhe uma sensação de estar sendo observada. Como usava sapato com salto alto, ela contorceu o tornozelo e deixou cair a bolsa. Uma pessoa se prontificou em ajudá-la.

─ Obrigada. Você é tão gentil.

─ De nada. Todo bom homem deve ajudar uma dama ─ o homem era Weiz.

─ Nossa, quanto cavalheirismo. Mas estou bem. Obrigada.

─ Não, não está. Com esse tornozelo você não vai poder dirigir. Olhe, eu tenho carteira de motorista. Posso ser o seu motorista até chegar em sua casa. O que acha?

─ Imagine que eu vou te deixar dirigir. Você não é o meu motorista.

─ Eu insisto em levá-la até a sua casa. Vamos, não seja teimosa.

Márcia aceitou a gentileza e deixou o homem dirigir o carro dela. Weiz passou boa parte do tempo conversando com a mãe de Paulo. Levou-a direto para a casa dela. Até chegou a entrar no imóvel, colocando o carro na garagem.

─ Deve estar longe de sua casa.

─ Não, eu moro em Nerima mesmo.

─ Então muito obrigada.

─ Que nada. Eu faria a mesma coisa com outras pessoas. Até mais, Márcia.

─ Seu nome é...

─ Daregon. Blizzard Daregon a seu dispor.



Notas finais do capítulo

Em breve, mais atualizações. Estou rápido porque esses capítulos são mais curtos e eu os tenho em forma de resumos aqui comigo. Portanto, as postagens ficarão mais rápidas. *__*



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