D.N.A Advance: Nova Ordem do Século escrita por Sensei Oji Mestre Nyah Fanfic


Capítulo 53
O Segredo De Blizzard Daregon


Notas iniciais do capítulo

O episódio de hoje terá o plano arquitetado por Naomi para separar o casal Takari. Além disso, mais um segredo será revelado. Vocês entenderão quem realmente é Weiz e o que ele pretende. Semana passada eu postei que ele veio ao mundo humano para o plano da Genetech, mas Matsunaga supostamente morreu. Então ele fará um serviço extra enquanto isso. Boa leitura.



Naomi aguardava alguma notícia na sala de espera quando o médico responsável apareceu diante dela. Nesse mesmo instante, Ako também apareceu. O doutor fez um suspense angustiante para as duas, Ako fingia-se muito bem. O homem parou de enrolar e disse que Matsunaga morreu de complicações cardíacas.

Naomi ficou paralisada com a notícia e ficou sentada sem saber o que fazer. Apesar das suas constantes discussões com o seu avô, ela não queria realmente que ele morresse tão subitamente Ako tentou apaziguar o choque da sobrinha abraçando-a. Dessa vez, a neta do milionário deixou que a sua tia fizesse um afago.

O doutor também avisou que enviaria o corpo para o IML da cidade e que o último pedido do Matsunaga era ser velado com o caixão fechado e apenas a janelinha aberta. As duas aceitaram a decisão. O médico se retirou de diante das duas e sorriu enquanto andava.

BlackTailmon viu a sua companheira chegar desanimada. O dia realmente foi tenso. A morte do seu avô foi chocante e a deixou sem forças. Ela apenas quis se deitar para estar disposta no dia seguinte, dia do velório.

...

O velório de Matsunaga ocorreu pela manhã na mansão do mesmo. Alguns parentes mais distantes, amigos e empresários passaram para vê-lo pela última vez. Como combinado, o caixão ficou fechada expondo apenas a cabeça do falecido.

O enterro ocorreu no jardim da mansão perto de um lago. Apenas algumas pessoas tiveram acesso ao evento. Contudo, um homem misterioso vestindo uma longa capa preta e chapéu da mesma cor observava o enterro. Ele se levantou e jogou uma rosa vermelha na cova.

Naomi observou o sujeito. Ele usava óculos preto e mal via o seu rosto. Entrou num carro e foi embora. Os demais estavam indo embora também. Müller ficou, pois Naomi impediu que ele fosse.

─ O que você quer?

─ O quanto está interessado em Kari?

─ Acho que o professorzinho não é homem suficiente para ela.

─ Que tal se armarmos uma situação tão constrangedora para os dois que fará que eles se separem definitivamente?

Müller concordou.

─ Você ficará hoje de tocaia na rua em que ela mora. Quando ela sair do prédio, ligue-me para que eu possar colocar em prática o meu plano.

O homem concordou.

...

Depois do almoço, Kari convidou os digimons para um passeio no parque das imediações. Também Patamon não parava de perturbar para sair. T.K decidiu ficar sozinho revisando algumas provas.

─ Alô, Naomi. Pode vir que está tudo limpo. Ela acabou de sair ─ disse Müller dentro do seu carro vigiando de longe.

Takeru escutou a campainha tocar. Ele foi atender e viu Naomi Matsunaga na sua porta.

─ Posso entrar?

─ Naomi, eu não posso deixá-la entrar. Você sabe que Hikari não vai muito bem com a sua cara.

─ Vai ser rapidinho.

Takeru deixou que ela entrasse. A mulher logo fez drama dizendo que estava muito abalada com a perda de seu avô.

─ Eu sinto muito muito. Eu sinto muito mesmo. Apesar de viver com pais separados, eu não sei o que é perder um familiar tão próximo.

─ Pois é. Quando eu menos esperava aconteceu. Estou sem família, eu não tenho ninguém. Preciso beber algo, estou com a boca seca.

─ Quer um suco?

─ Sem querer ser invasiva demais, pode beber o suco comigo?

─ Claro. Eu vou lá pegar.

Takeru inocentemente trouxe uma bandeja com dois copos de suco de laranja. Ele deu um para a mulher e ficou com outro. Ela ficou olhando para ele e ele para ela.

─ Não vai beber?

─ Claro que sim. Está uma delícia.

O telefone na cozinha tocou e ele foi atender. Para o seu azar, ele deixou o suco sobre a mesa de centro. Naomi aproveitou esse intervalo para colocar a poção que doparia o rapaz.

─ Quem era?

─ O porteiro. Saúde ─ Takeru bebeu todo o líquido. Naomi celebrou intimamente.

Kari retornou para casa, mas antes vê Müller dentro do carro. Ela foi até ele.

─ Oi. O que faz aqui?

─ Eu visitar uma amigo. Ele mora nesse prédio aqui vizinho. E você?

─ Eu moro neste prédio ali.

─ Vamos logo, Kari.

─ Espera, Tailmon. Ops!

─ Não ficar preocupada com isso. Eu sei o que são digimons. Enfim, qualquer coisa que quiser estou aqui ainda. Vou telefonar para alguém...

─ Não, obrigada.

Ela entrou no prédio. Müller imaginou na desgraça que estava prestes a acontecer ali em cima.

Hikari chegou no andar do apartamento. Patamon e Tailmon já estavam na porta. Estava trancada, o que era estranho. Seu noivo não trancaria sabendo que ela apenas fez um pequeno passeio. Ela retirou a chave do bolso da calça e abriu a porta. Os dois digimons logo entraram.

─ De quem é aquilo? ─ perguntou Patamon ao ver uma bolsa feminina sobre o sofá.

Kari achou estranho também o fato de haver 2 copos sobre a mesa de centro. Ela pediu para que os dois digimons ficassem na sala enquanto ela chamava T.K. Ela caminhou vagarosamente até o seu quarto e abriu a porta.

─ Não é possível.

Naomi estava seminua abraçada com T.K. que também estava seminu. Os dois estavam abraçados ela atrás dele, cobertos com o lençol. Kari quase desmaiou ao ver a cena chocante. Naomi aparentemente acordou e se assustou ao ver a rival na sua frente.

─ O que está acontecendo aqui?!

─ Espera, eu vou explicar...

─ Vai explicar nada, sua vagabunda ─ Kari pegou Naomi pelos cabelos e a retirou da cama. Depois ficou por cima dela e a cobriu de bofetadas. ─ Piranha, não sossegou enquanto não estragou a minha vida.

Takeru se acordou ainda sonolento. Viu as duas no chão e logo se levantou. Ele estava de cueca e só percebeu isso logo depois. Não entendeu o motivo da briga, mas fez questão de segurar a noiva por trás e retirá-la de cima da outra.

─ Desculpa, aconteceu o que tinha de acontecer.

─ Cala a boca. Eu vou te matar!

─ Kari, para com isso!

─ Ah, vai defender a sua nova namoradinha. Pois bem, pode ficar com ela todinha para você. Acabou tudo, acabou definitivamente entre nós ─ ela arrancou o anel do dedo e jogou contra Takeru.

Kari saiu esbaforida e logo mandou Tailmon segui-la. Patamon não entendeu nada, apenas ficou parado no apartamento.

─ Kari, o que houve?

─ A gente vai pra casa dos meus pais.

Takeru vestiu uma calça e saiu correndo feito louco pelas escadas. Kari saiu com Tailmon. Viu Müller parado ali e foi até ele.

─ Pode me dar uma carona?

─ Claro que sim. Entrem.

─ Vamos, Tailmon. Vamos logo!

─ Kari! Kari! ─ gritou Takeru, mas era tarde demais. O carro arrancou antes dele conseguir alcançar.

Minutos depois...

─ Ela não quis nem que eu me defendesse.

─ Desculpa, Takeru, mas você quem começou tudo isso.

─ Eu não me lembro de nada do que aconteceu.

─ Você tentou me dar consolo. Abraçou-me e depois me beijou. Desculpa, acho que a única culpada fui eu por ceder.

─ Não, eu que fui culpado.

Naomi se fingiu de envergonhada e saiu deixando-o sozinho. Ele ficou mal por isso ter acontecido. Nem Patamon quis ouvi-lo.

─ Eu vou lá agora.

─ Não. Vai piorar mais as coisas. Por sua culpa a Kari e a Tailmon não querem mais ficar aqui.

Takeru reconheceu o seu suposto erro. Mas era um erro armado pela própria Naomi.

A mulher entrou no seu carro, contente. Finalmente ela separou os dois por definitivo.

Um pouco mais afastado dali, um carro preto vigiava o carro de Naomi.

Yuuko abriu a porta e viu a sua filha chorando muito. Ela perguntou o motivo e Tailmon quem respondeu. Mesmo com a mãe pedindo que ela fosse menos inflexível, não quis saber. Nunca mais perdoaria TK pelo que ele supostamente fez.

...

Segunda-Feira

Naomi sequer pisou na escola na manhã desse dia. O testamento do seu avô seria lido pela manhã daquele dia. Ela chegou à mansão e foi ao escritório. Ako também estava presente para a leitura. O advogado e as testemunhas chegaram e o representante do ministério público também. Eles não fizeram cerimônia.

─ Declaro que a senhorita Naomi Matsunaga é a herdeira de 75% de toda a fortuna de Ryuu Matsunaga. Ela receberá a empresa e o complexo de laboratórios da Genetech. Além disso, vai ser a dona absoluta da mansão nas adjacências de Tóquio. A quantia de mais ou menos 10 bilhões de euros será enviado por sua conta pessoal.

Ako ficou furiosa.

─ Eu ganho o que com isso?

─ Vai ficar com 20% da fortuna e Nakawa, a governanta, com 5%. A senhora Kenyako Matsunaga vai receber dois hotéis que estão no nome do declarante. Assinem aqui.

Naomi fez questão de assinar. Agora estava mais poderosa do que nunca.

...

DIGIMUNDO, NA MESMA DATA EM QUE LINX ENCONTROU O VIAJANTE DO TEMPO, SLASH.

Linx guardou a arma e deixou que o viajante se apresentasse. Um outro digiescolhido também estava no que parecia ser um vilarejo de digimons em fase de treinamento. Os quatro ficaram sentados num pequeno círculo.

─ Antes deixe-me apresentar. Eu me chamo Nashi Zumi e este é o meu parceiro digimon Kotemon.

─ E aí, tudo bem?

─ Kotemon e eu ajudamos a digiescolhida da luz há três anos. Eu fui encarregado de proteger o brasão quando ShadowLord e Lilithmon tentaram dominar o mundo.

─ Sou Linx. Um dos programas responsáveis pelo bom funcionamento deste mundo.

─ Eu sou Slash e como disse há pouco, sou viajante do futuro. Os digiescolhidos já enfrentaram uma série de inimigos durante anos, no entanto existe um inimigo pior que todos juntos. Este é Weiz.

─ Como o conhece tanto? ─ perguntou Linx.

─ Na verdade eu o conheço muito bem. Já o enfrentei numa ocasião atípica. Isso tudo porque ele também veio do futuro.

─ Do seu futuro? ─ perguntou Nashi.

─ Não. Eu vim do ano de 2035 da Terra. Weiz veio de um futuro muito mais além do que o meu. Aliás, ele usa uma alcunha para esconder o seu verdadeiro nome. Blizzard Daregon. Em 2035 quando Daregon dominava os dois mundos, eu descobri a história dele no passado do meu mundo paralelo a este. Ele, exatamente como fez com o tempo desta dimensão, conseguiu voltar no passado no ano de 1980 para poder realizar a sua maior ambição.

─ Espera aí. Se Daregon veio em 1980, então porque não envelheceu?

─ Caro digiescolhido, ele conseguiu o que nenhum humano conseguiu, vida eterna. Um elixir produzido no mundo paralelo dele. Blizzard voltou do ano de 2115 porque teve os seus planos destruídos por um colega cientista que ele tanto desprezava. Ele matou esse colega, preparou um portal no tempo para matar os pais do rapaz e o bebê que seria o seu colega. Eu descobri isso depois que invadi o laboratório da Genetech em 2035 em Seul quando Lucemon estava governando o lado leste do planeta Terra. Em 2080, o Blizzard de 2115 invadiu para matar o bebê recém nascido que em anos depois seria esse colega que destruiu a sua ambição de dominar os mundos. Eu cheguei bem a tempo dele não matar a criança e viajei no tempo de 1980 e entreguei o menino para um casal do Brasil criá-lo. Blizzard também veio e me obrigou a voltar para 2035 de volta. Ele decidiu ficar preso nos anos oitenta para encontrar a criança, mas já era em vão. Daí ele percebeu que seria mais fácil conseguir penetrar no digimundo e espalhar vírus nos seres digimons arcaicos da época.

─ Espera um pouco. Blizzard foi quem criou as trevas? ─ perguntou Linx.

─ Exatamente. Em 2115 ele criou um super-vírus de computador. Nos seus tempos ele injetou esse vírus na rede de computadores do planeta e logo tomou conta do digimundo. Digimons com aparências grotescas surgiram e os vacinas logo viraram vírus. Alguns digimons de vírus não conseguiram se controlar com as trevas em seus corações e se tornaram soldados das trevas. Na profecia dizia que algo atravessaria a parede de fogo e esse algo era exatamente Apocalymon, a criação de Blizzard a fim de causar terror nos digimons. Apocalymon era exatamente Weiz quem estava controlando. Descobri que ele controlou Apocalymon, pois ele era o próprio Apocalymon.

─ Ele é um digimon? ─ Peguntou Nashi.

─ Não, é um ser humano. Mas a mente de Apocalymon era a mente de Weiz. Ele o estava controlando em alguma parte deste digimundo. Era como um robô sendo controlado por uma pessoa. Devimon, Etemon, Myotismon, os Mestres das Trevas, Barbamon, entre outros eram criações de Weiz.

Linx ficou bastante surpresa.

─ E quem é o bebê que Weiz ou Blizzard quis matar e que era o outro cientista que destruiu seus planos em 2115? ─ perguntou ela.

─ O doutor Shawn McBarner, mas agora conhecido como Wesley Oliveira. Eu fui o guardião de Wesley quando bebê e entreguei para um casal de turistas brasileiros. Tanto ele como Blizzard são do Canadá, Toronto. Preciso me encontrar com o Wesley e contar tudo para ele antes que o próprio algoz o ache.

...

A neve começou a cair na cidade de Tóquio. Já era Dezembro e nessa data o inverno era mais intenso.

Blizzard estava em pé no alto de uma torre de rádio. Ele observava a vista maravilhosa do Monte Fuji. Cyberdramon chegou até ele.

─ Senhor, o plano principal já está em prática. Posso voltar ao digimundo?

─ De jeito nenhum. Deixe que os governadores cuidem disso por mim. Eu preciso de você para me ajudar num plano extra que estou tendo.

─ Posso saber que plano é esse?

─ Leo e a estúpida da Ivone falharam. Agora só resta ter que enfrentar o Shawn sozinho.

─ Posso saber como?

O vilão sorriu.

─ Com a sua ajuda e a de Nabucodonomon, derrotaremos ele. Mas antes preciso que Dracmon venha e nos ajude a pegar o filho dele, Paulo ─ Cyberdramon ficou relutante. ─ O que foi? Vai amarelar agora? Aquele moleque imbecil te deixou sozinho no digimundo e preferiu ficar com o Impmon. Vai desistir?

─ Nunca. Eu odeio ele, odeio!

─ Ótimo. Quando chegar o momento certo, mataremos os dois. Tanto pai quanto o filho. Esteja preparado, pois você se vingará de Paulo matando-o com as suas próprias mãos ─ Blizzard desapareceu da frente de Cyberdramon.

Cyberdramon nunca perdoou Paulo por tê-lo supostamente abandonado.



Notas finais do capítulo

O que vocês acham do Weiz? Ele merece o quê? ^^



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