D.N.A Advance: Nova Ordem do Século escrita por Sensei Oji Mestre Nyah Fanfic


Capítulo 47
Perdido


Notas iniciais do capítulo

Depois de ser forçada pelo poderoso Matsunaga, Kari terá outra surpresa desagradável. A moça receberá um presente dado por sua inimiga Naomi. Que presente é esse?

Enquanto isso, Impmon continua perdidinho da silva fora da sua casa. BlackTailmon ainda está em sua caça. Já Paulo, esse virou a casaca e decidiu abandonar os digiescolhidos.

Márcia desconfia sobre o sumiço de dinheiro. Será que ela desconfia de Paulo?

Um novo vilão surgirá nos domínios de Tóquio para ver nada mais nada menos que o doutor Strong. Quem será?



Os digiescolhidos ficaram estarrecidos com tal notícia.

Ruan: Mas do que você está falando?!

Rose: Gente, parece que o Paulo não quer mais ser um de nós.

― É isso mesmo. Eu tomei uma decisão séria. Se eu não tenho mais parceiro digimon então não sou mais digiescolhido.

Jin: Espera aí, uma coisa não tem nada a ver com a outra. O seu problema é o Leo, sabe quem ele é? Um delinquente. Eu investiguei sua vida e descobri que ele já ficou envolvido com roubo. Roubou um CD de jogo de uma amigo meu, costuma sair sem a supervisão dos pais e se reúne com certas pessoas com má índole.

― Nossa, o detetive Fukuda ataca de novo. Não me interessa o que ele faz, interessa que ele é muito legal comigo. Ele não me repreende. Já vocês, são piores do que a minha mãe.

Mia: O Gennai está sabendo sobre o Impmon?

― Eu não conversei com ele ainda. Faz tempo que o próprio Gennai não dá bola pra mim. Se bem que agora é tarde demais.

Ruan: Não sei o que deu em você. Tratar o seu próprio parceiro digimon como lixo é inadmissível!

― Quer saber, Ruan, você está o mais chato possível. Hasta la vista, compreende?

Paulo desconectou Ruan. Ficou com os outros três.

― Espanhol de merda.

Rose: Bom, acho que tentar convencer ele a deixar o amigo novo será impossível. Por isso eu decidi juntar-me ao inimigo. Paulo, o Leo é bonito? Tem namorada?

Mia: Rose!

Rose: Que foi amiga? Se o guri for lindo e gato eu quero conhecê-lo.

Mia: Assim você tá incentivando o Paulo a seguir um mau caminho.

― Bom, eu posso falar com ele e falar de você.

Rose: Ótimo, ótimo. Depois a gente se fala.

Rose se desconectou.

Jin: Eu tô sobrando aqui. Agora toma juízo sozinho porque eu desisto. Tchau.

Paulo ficou a sós com Mia na rede. Por um tempo o silêncio durou, mas logo foi quebrado pela garota.

Mia: Tem mais uma coisa que eu quero dizer antes de desconectar. Nem sei como dizer isso. Estou tão aflita. O nosso relacionamento vai ter que ser suspendido.

― Tá terminando comigo?

Mia: Vivemos tão distantes que fica até difícil. Você mora atualmente no Japão, eu moro nos Estados Unidos. Essa distância não dá mais.

― Não posso acreditar que está terminando só por causa da intriga do Jin? Eu fui enganado todos esses anos e você queria que eu passasse a mão na cabeça daquele traidor?

Mia: Acabei de acordar, ainda é madrugada por aqui, não estou disposta a ouvir resmungo de um pivete.

― Pois então acabou de vez. Ainda bem, eu já tava de olho numa gatinha lá da escola e só não a beijei como ela quis porque eu tive crise de consciência; para não fazê-la sofrer. Só que agora que estou livre, trocarei você por ela. Se eu tivesse trocando um frango, trocaria por um pássaro exótico. Para você ver o nível que é. Não me liga mais! No mas de pollos, comprende?

Paulo desconectou Mia. Estava exausto. Lúcia ficou apenas observando.

HAWAÍ

Betamon percebeu que Mia estava sentada no chão e com as mãos no rosto. A garota parecia estar chorando muito.

― O que foi, Mia?

― Acabei de falar com o Paulo. Terminamos o namoro.

― Quer dizer que você não gosta mais dele.

― É isso mesmo. Ele falou coisas horríveis e decidi terminar tudo definitivamente. Agora que ele vá encontrar o seu pássaro exótico na casa do (censurado...)

...

Impmon ficou na loja de brinquedos sobre uma prateleira onde ficavam bichos de pelúcia. Uma criança se separou da mãe para ver os brinquedos quando se interessou em ver aquela parte da pelúcia. Assim que bateu o olho no digimon, gostou; chamou a mãe para pegá-lo. A mulher chegou e o pegou. Era óbvio que nesse momento ele se fingia.

― Nossa, filho, ele está sujo. E ele é bem esquisito.

― Mas eu gostei dele.

― Eu vou deixar esse aqui e pedir um outro modelo com o rapaz.

― Mas eu quero esse!

― Filhinho, esse não tem condições de levar. Ele está sujo. Deve haver outros no estoque. Vem logo.

A mulher o colocou de volta e saiu. O menino ficou parado, observou Impmon o chamar. Ficou assustado.

― Ei, vem cá.

― Eu?

― E quem mais seria. Vem cá.

― Que foi?

― Eu juro que se você me escolher como seu brinquedo eu vou ficar embaixo da sua cama, à noite, e puxar o seu pé. Tá ouvindo, moleque abusado?

― Mamãe! O boneco fala!

Impmon riu e saiu do lugar. Saiu pelos fundos da loja sem que ninguém percebesse.

...

Alguns dias se passaram na capital japonesa. Tudo ficou mais ou menos do jeito que estava antes. Os problemas com Paulo só aumentaram: ele continuou pegando dinheiro escondido de sua mãe; Naomi dava em cima de T.K; Matsunaga prosseguia com o seu plano maquiavélico; Ako era a essência do seu pai, pois planejava algo ruim só que contra o seu próprio pai; Impmon andava pelas ruas, sem rumo. A única coisa que mudou estava prestes a chegar.

No aeroporto internacional de Tóquio, os seguranças de Matsunaga aguardavam alguém chegar do exterior. Um homem de mais ou menos 1,80 de altura, cabelos loiros, vestia-se com um smoking preto e óculos escuros. Um dos seguranças foi até ele.

― Ektor Müller?

― Sim, sou eu.

― O senhor Matsunaga está esperando. Vamos ao gabinete dele agora.

Márcia começou a sentir falta do dinheiro que deixava na caixinha no closet. Dessa vez ela não pensava que estava enganada, pois lembrava sim que havia deixado dinheiro ali.

― Querido, eu não tive tempo de perguntar em casa. É sobre um dinheiro que deixei no closet. Você quem pegou?

― Não. Sumiu outra vez?

― Caramba, já é a terceira vez que isso ocorre e não aparece o culpado. A primeira vez eu poderia estar enganada, ninguém lembra, certo? Na segunda vez eu fiquei na minha, mas agora é diferente. Há um ladrão em casa.

― Acho melhor você começar pela empregada. Essa tal de dona Kiba parece muito suspeita.

― Ray, não. Por que sempre devemos desconfiar dos empregados? Só porque são pobres?

― Amor, não quero ser hipócrita, mas assim que eu acho. Ela trabalha na nossa casa há dois meses.

― Eu vou esperar mais um pouco. Não quero cometer injustiça. Agora preciso desligar porque o editor chegou.

Márcia não queria concordar, porém a dúvida sobre a lealdade dessa tal Kiba disseminou-se na sua mente. Teria que ter mais outra vez e mais provas.

Hikari não foi à escola mais cedo, pois as suas aulas seriam as últimas. Pelo menos não teria que ver a cara da sua inimiga por algum tempo. No entanto, a sua felicidade passou quando um motoboy apertou a campainha. Ela foi atender; o rapaz entregou uma encomenda sem remetente.

― Que pacote é esse? --- perguntou Tailmon.

― Deve ser um presente do T.K --- presumiu Patamon.

― Não sei. Se fosse presente dele, ele teria me dado pessoalmente.

Ela sentou-se no sofá e abriu o pacote. Havia um envelope dentro do pacote. Por fim retirou algumas fotografias de dentro e teve uma grande surpresa. As fotos mostravam Takeru abraçando Naomi no estacionamento. Ao ver isso, veio várias coisas na sua mente. Por um lado, a sua confiança no noivo, por outro o temor de perdê-lo para uma grande inimiga. As intrigas que a então diretora da escola vinha fazendo estaria surtindo efeito? Ou era apenas mais uma intriga dela?

― O que tinha ali?

― Nada de importante, Tailmon. Pelo menos não prova nada.

Impmon não sabia mais para onde ir. Se pelo menos estivesse no digimundo, não precisaria se esconder tanto. As pessoas não se socializavam muito com outros seres vivos. Durante todo esse tempo, teve que roubar para não morrer de fome. Tudo isso seria mais simples se tivesse dito a verdade ou se o Paulo tivesse perdoado.

A região da escola era a que ele mais ficava. Sempre assistia a Paulo entrar e sair da escola acompanhado pelos novos amigos. Às vezes tinha vontade de sair para mais longe ou voltar ao digimundo, porém, quando pensava assim, logo se lembrava do filho e subia numa árvore para vê-lo pelo menos por um tempo. Era como alguém no deserto, sedento por água.

― Engraçado, você anda por aí como um digimon selvagem e não parece. Disse que tem um parceiro, cadê ele?

BlackTailmon o seguiu até achá-lo na copa da árvore.

― Você de novo!

― Responda o que perguntei.

― O meu parceiro estuda naquela escola. Eu apenas estou esperando por ele.

― Mentira. Pela sua aparência você está há muito tempo nas ruas. Isso quer dizer que está ou perdido ou levou um fora do próprio parceiro e está aqui só para vê-lo nem que seja de relance. Você me dá pena.

Impmon continuou calado.

― Eu sei que tipo de digimon você é. Se não quiser se identificar eu posso dizer o meu nome, BlackTailmon.

― Impmon.

― Que nome feio. Combina com a sua derrota.

― E você? Não tem parceiro?

― Tenho, mas ela me deixa livre. Sabe, eu pensei em aproveitar o tempo para saquear algumas lojas e preciso da sua ajuda.

― Não vou fazer isso. Já cometi erros demais. Não sou um criminoso.

― Uh-lá-lá. E aqueles saques que você fez naquele supermercado? E não diga que não fez isso, pois eu vi tudo de longe.

― Fiz isso para não morrer de fome! Não sou hipócrita.

BlackTailmon sentiu muita raiva do outro. Queria revidar pelo que houve da última vez que se encontraram. Atacou-o, mas ele foi mais rápido e saiu daquela árvore.

― Não vai fugir de mim.

Black foi bem mais rápido e golpeou Impmon nas costas fazendo-o cair no chão. A sorte era que a rua estava erma naquele momento. BlackTailmon pisou sobre ele.

― Não pode me deter até porque sou mais forte, mais rápida e mais hábil.

― Por que tá me seguindo?

― Já disse. Quero um amigo para trabalhar pra mim.

― Nunca farei o que quer...

Black o virou e o segurou pelo lenço. A gata negra tentou enforcá-lo quando Imp abriu bem os olhos, soltou um clarão pelos e cegou temporariamente a gata. BlackTailmon não conseguiu alcançar o outro.

...

EDIFÍCIO EMPRESARIAL DA GENETECH

― O Senhor me chamou? ― perguntou um segurança.

― Já é a segunda vez que recebo emails anônimos. Até agora ninguém foi pego. O que houve?

― Senhor, eu presumo...

― Cale-se! Poupe-me de suas suposições. Você é um incompetente que não conseguiu sequer descobrir o maldito que está me chantageando. Como ele sabe dos meus negócios na Europa?

― Talvez seja alguém bem próximo do senhor.

― Eu também pensei nisso. Reúna o máximo de pessoal, vá à caça desse energumeno e traga-o para mim.

O segurança saiu. A secretária ligou para ele.

― O que foi Lady B.?

― O tal alemão está aqui.

― Deixe-o entrar.

Müller passou pela porta de vidro e encontrou o milionário sentado atrás da sua grande mesa. O escritório de Matsunaga era extremamente grande; havia até um bar dentro.

― Senhor Ryuu Matsunaga, que grande prazer de vir aqui.

― Ektor Müller, um brilhante cientista, e jovem. Nunca imaginei que você seria tão novo assim. Enfim, o meu plano deu certo e não conseguiria isso se não fosse por você. Recompensá-lo-ei por causa disso, observe a sua conta bancária e verá uma quantia com muitos dígitos lá. Também ganhará por fora, se me ajudar com algo.

― Com o quê?

― Há uma escola na periferia de Tóquio em que a minha neta é proprietária. Vou te indicar como o novo professor de ciência. Você será o meu bode expiatório. Investigará tudo o que ela está fazendo e me relatará os pormenores. É pegar ou largar.

― Aceito.

― Está comprometido até o final. Depois darei os dados dela. Agora iremos ao laboratório no outro lado da cidade para você reencontrar um velho amigo.

Os dois saíram do escritório para o terraço e pegaram o helicóptero particular do empresário.

Eles chegaram no complexo de laboratórios da Genetech, onde os híbridos foram feitos e onde um certo doutor estava preso.

― Tem uma certa pessoa que poderá ficar contente com a sua presença.

― Não vai comigo, senhor?

― Não costumo ir lá embaixo constantemente. Prefiro que vá só. O meu segurança vai acompanhá-lo.

Matsunaga pegou um elevador para ir ao seu escritório. Müller acompanhou um segurança para ir para um outro elevador. Desceram vários metros até chegarem no local.

― Doutor Strong?

― Sim?

― Visita.

O cientista não entendeu muito. Calçou o chinelo e acompanhou o homem. Foi para uma sala onde havia uma mesa com duas cadeiras. Müller estava lá.

― Ektor Müller.

― Como vai Dr. Strong? A sua estadia está sendo cinco estrelas?

Strong se aproximou dele e deu um soco bem no rosto. O segurança pegou-o por trás. Müller se levantou com o nariz ensanguentado.

― Sou coroa, mas ainda tenho pique. Canalha!

Os dois ficaram cara a cara.





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