D.N.A Advance: Nova Ordem do Século escrita por Sensei Oji Mestre Nyah Fanfic


Capítulo 45
Escola e Reviravoltas


Notas iniciais do capítulo

As coisas estão pegando fogo e Kari não está nada satisfeita. O que vai acontecer quando ela se deparar com a sua rival? Leia para saber.



Paulo terminou de ler a carta de Jin. Sentiu o seu corpo tremer, por isso não aguentou ficar de pé e se sentou na ponta da cama. Releu mais de uma vez o bilhete que recebeu. Não podia acreditar que o seu parceiro digimon podia ser o seu pai. O brasileiro pensou que poderia ser uma piada de mau gosto, mas como Fukuda poderia brincar de uma hora para outra com uma coisa dessa? Não derramou uma lágrima sequer, só que prometeu a si mesmo que se isso fosse verdade, expulsaria Impmon da sua casa.

Não ficou parado enquanto a sua curiosidade o corroía. Foi se arrumar para ir até Odaíba. Saiu de casa o mais rápido possível. Pelo aplicativo no celular, ele chamou um táxi que havia ali perto e entrou no carro. Mesmo como uma perna em recuperação, ele quis ir sozinho.

Jin teria que se explicar e muito. O brasileiro estava muito transtornado.

Lucas entrou no quarto de Paulo e viu as roupas remexidas na gaveta. Depois lembrou que o rapaz praticamente arrancou o exame de suas mãos. Agora ele sabia que a verdade veio à tona. Foi falar com Impmon e o viu no quarto de Lúcia.

— Lucas, por favor, entra. Eu não vou mais brigar, já sei dos motivos dele. Eu o perdoei. Desculpa por ter gritado contigo.

— Não foi nada, Lúcia — ele estava visivelmente preocupado.

— Você parece nervoso, o que houve?

— Ainda bem que você perdoou o seu pai. Porém eu acho que não vai acontecer a mesma coisa com o Paulo.

— Do que está falando? — Lúcia perguntou.

— Eu tenho certeza de que o Paulo leu o resultado do exame de DNA e agora deve ter ido de táxi para Odaíba. Ele foi para a casa de Jin completamente transtornado e raivoso.

Impmon fez cara de preocupação.

— Ele já deve ter lido o exame, pois o deixei sobre a cama quando saí do quarto. Paulo está muito mudado, as amizades o prejudicaram. Ele não vai me perdoar.

— E se eu falar com ele por você?

— Não acredito que nem mesmo você faça ele mudar de ideia — disse Imp para Lúcia.

— Então o que pode acontecer com você, Impmon?

— O Paulo pode me enviar de volta para o digimundo.

— Ah não. Agora que eu descobri que tenho um pai não vou deixar que ele saia da minha vida mais uma vez. O meu irmão só vai fazer isso se passar por cima do meu cadáver.

— Não vale a pena brigar com ele por minha causa. Se ele está tão revoltado é porque também foi culpa minha. Será melhor mesmo eu ter que fugir.

— Fugir? Fugir pra onde?

— Posso ficar alguns dias nas ruas, afinal eu sei me defender perfeitamente.

Lucas ficou pensando numa solução.

— Você podia encontrar a professora Hikari ou o professor Takeru. Eles são os nossos professores e são digiescolhidos. Tenho certeza que eles entenderão — disse Lucas.

— Tem razão. Papai, pode contar comigo. Se caso as coisas ficarem ruins, vamos ajudar — disse Lúcia.

Impmon sorriu.

O táxi estacionou em frente à casa de Jin Fukuda que ficava em Odaíba. O adolescente pediu ao taxista para esperá-lo, pois não demoraria por muito tempo. Ele tocou a campainha e o próprio Fukuda quem o atendeu.

— Pode me explicar o que significa isto? — disse Paulo devolvendo o envelope.

— Senta aí, cara. Vai ser uma longa história.

Paulo sentou-se no sofá, mas não queria ficar por muito tempo. Portanto pediu para que o outro fosse breve.

— Não acredito que veio de Nerima pra cá. É muito longe.

— Poupe-me das suas observações, cara. Desembucha de uma vez por todas porque o momento é crucial agora. É pega pra capar!

— Calma, Paulo.

— Fala logo, maluco! O que merda é essa do Impmon ser o meu pai?

— Desconfiava disso desde quando derrotamos o Astamon. Ele era muito protetor, protetor até demais. Minha desconfiança começou quando, às vezes, você falava do seu pai. O Beelzebumon ficava nervoso, desconfiado. O ponto alto foi quando você estava sob o domínio do Asta e estava prestes a matar o seu próprio parceiro. Queria que tivesse visto os olhos do seu parceiro. Pareciam os seus próprios olhos. Foi aí que eu descobri da história do seu pai. Pois bem, fiquei em dúvida. Perguntava-me: poderia o digimon ser o próprio pai do meu amigo?

— Isso é um absurdo! O meu pai morreu quando eu tinha três anos de idade. Só se houve uma reencarnação, sei lá. E olha que eu não acredito nessas coisas.

— Desconfiei e pude coletar a prova da minha desconfiança. Quando estávamos prestes a derrotar o Barbamon, eu peguei uma pena da asa do Beelzebumon Modo Explosivo e guardei até há alguns dias quando decidi fazer o exame de DNA. Primeiro peguei uma mecha do seu cabelo, foi por isso que fiquei muito interessado em ir com você ao cabeleireiro; segundo eu peguei a pena e dei para um professor de biologia. O exame chegou em minhas mãos, eu o li e decidi dá-lo a você porque não tolerei a farsa que o seu pai fazia até hoje. Até eu pedi para que ele te contasse, mas preferiu ficar calado. Está chateado comigo?

— Não com você. Mais uma vez me alertou. Como ele pode fazer isso comigo? Eu que cresci sem um pai, sem uma figura paterna. A minha mãe sempre dizia que ele era um canalha, que a traía. O que farei agora?

— Acho que deveria ir para a sua casa e conversar com o Impmon sobre isso. Ele deve ter algum motivo para ter feito o que fez.

— Não, isso não! Eu o odeio com toda a minha força. Por causa dele a minha mãe sofreu. Não posso perdoá-lo.

— Eu sei que você está nervoso, porém tomar atitudes precipitadas não vai servir de nada. Você está nervoso, é normal.

— Vou ter que mandá-lo de volta para o digimundo e entregar o digivice para o Gennai.

— Do que você está falando? — Jin ficou atônito.

— Você ouviu muito bem. Eu não vou mais fazer parte dos digiescolhidos até arrumarem um novo parceiro digimon para mim. Vou expulsá-lo agora mesmo da minha casa. Sai da minha frente!

Jin não reconheceu o amigo. Definitivamente não e o mesmo Paulo que era antes. Mushroomon conseguiu escutar a conversa e ficou muito assustado pela atitude do digiescolhido. Impmon estaria correndo perigo do próprio parceiro humano. Por isso ele decidiu ligar para a casa de Márcia e avisar o ocorrido.

Lucas gelou quando atendeu o telefone e soube da notícia. O loiro foi, tremendo, contar a tragédia que estaria prestes a acontecer.

— Mushroomon acabou de ligar e disse que o Paulo já soube de tudo. Parece que discutiu com o Jin e disse que vai mandá-lo de volta para o digimundo.

— Não, ele não pode. Eu não vou deixar que isso aconteça — disse Lúcia indignada.

— É melhor que eu saia de casa mesmo. Daqui a pouco a sua mãe descobre e vai me expulsar mesmo assim. Vou procurar ajuda com os seus professores e daí depois eu me viro.

Lúcia ficou triste, mas teve que assentir. Não haveria outra solução. Lucas se mostrou preocupado.

— E quanto a mim?

— Ai do meu irmão se ele se meter contigo — disse a garota. — O mais triste é que ele fica julgando o meu pai por coisas passadas e agora ele demonstra as mesmas atitudes.

— Não culpe o seu irmão, ele está confuso. Desejem-me sorte.

Lúcia deu um beijo no rosto dele e começou a chorar. Impmon, que também chorava, se despediu deles e saiu pela porta da frente. Já era quase meio-dia quando ele saiu de casa. Usou o seu poder para teletransportar para outro canto. Lúcia ficou olhando para a rua, muito tristonha.

...

— Bom dia a todos. Eu sou Naomi Matsunaga. Fui professora desta escola há pouco tempo e eu pude acumular experiência para uma vida profissional mais plena. Agora como proprietária desta escola farei algumas reformas que vão dar uma subida no astral deste lugar. A primeira coisa que farei é mudar o nome do colégio. Quem se importa com um professorzinho medíocre do século XX chamado Hyoko Higata? Não, a escola se chamará a partir de agora Matsunaga Genetech High School; a média aumentará para 8 em vez de 7, portanto estudem bem; não haverá o turno da noite, porque não aturo velhos estudando; as cores da fachada deixarão de ser azul com branco para um vermelho com branco; eu ficarei encarregada pessoalmente pela nova direção, isso quer dizer que a Satomi e o coordenador estão oficialmente demitidos por mim. É só irem ao RH assinarem a carta. E por fim, mas não menos importante, a partir do ano que vem a escola será paga, ou seja, vocês têm até este ano para desfrutarem da mordomia de estudarem de graça. Boa sorte a todos.

Naomi deixou a tribuna em meio a muitos protestos, dos alunos e de quem trabalhava. Satomi foi procurar a nova proprietária.

— Não pode me demitir dessa forma. Vou procurar os meus direitos.

— Pode procurar, mas aqui você não pisará mais. O meu avô é amigo pessoal do ministro do trabalho, portanto não vai ser nada fácil. Eu disse que se arrependeria quando esse dia chegasse, seria tarde demais — Naomi deu um beijo para a outra.

Hikari estava muito nervosa por tudo o que aconteceu. Não era para menos, pois a sua inimiga agora virou uma figura muito importante onde trabalhava. Tominaga decidiu ajudar a amiga a sair daquele ambiente nocivo.

— Não acredito que isso está acontecendo. Parece mais um pesadelo da minha vida que nunca vai terminar. Isso nunca vai ter um fim?

— Calma, amiga. Precisamos achar uma solução.

— A solução é simples: eu vou ter que me demitir daqui.

— Kari, por favor. Vai se demitir por quê?

— Tomi, será insuportável eu ter que conviver com essa mulher aqui. Agora que ela está com o poder nas mãos vai querer me humilhar dia após dia. Hoje mesmo eu saio.

Naomi chegou perto das duas.

— Você não pode sair, professora Hikari Kamiya. A sua sina está apenas começando. Eu disse que era um erro ter que me confrontar daquele jeito no banheiro, por isso arrumei tudo isso só para mostrar a você do que sou capaz.

— Eu posso sair daqui sim. Vou agora no RH assinar a minha carta de demissão e ninguém vai poder ir contra a minha vontade.

— Se eu fosse você não faria isso.

— E por que ela não pode?

— Professora Tominaga, não se intrometa. Isso é entre mim e ela. Enfim, para o bem do seu noivinho Takeru. Admito que ele é lindo, mas vai ser uma pena arruinar a vida dele.

— Filha da... — Tominaga teve que segurar Kari.

— O seu destino encontra-se agora na sala dos professores. É melhor ir até lá, se você ama mesmo o seu noivo. Um beijo meu para ele — Naomi provocou até o último instante.

Hikari não teve outra escolha a não ser ir até a sala dos professores e ver do que se tratava. Ambas foram até o andar superior e viu os demais professores do lado de fora.

— Ray, o que houve? — perguntou Kari.

— Parece que aqueles dois seguranças não deixam mais nenhum professor entrar. Isso tá assim desde quando acabou o anúncio que a Naomi fez.

— Vem cá, a Naomi disse que o destino da Kari estava esperando na sala dos professores. Isso quer dizer que você é a única a entrar — concluiu Tominaga.

Kari passou por todos os outros professores e falou com o segurança; identificou-se como sendo a professora Hikari Kamiya. Os dois deixaram ela passar..

— Por que só deixaram ela entrar?

— Não sei, Ray. Acredito que a sina da minha amiga só esteja começando.

Hikari entrou na sala dos professores e viu alguém sentado na cadeira que normalmente o coordenador sentava no canto da sala. Ela passou pela mesa grande, onde ficava os professores reunidos, e foi até a pessoa.

— Pronto, estou aqui. Você conhece a Naomi Matsunaga?

— Sim — o homem se virou. — Ela é a minha neta.

Matsunaga sorriu ao ver a professora.





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