D.N.A Advance: Nova Ordem do Século escrita por Sensei Oji Mestre Nyah Fanfic


Capítulo 133
O Laboratório - Parte III




Nos capítulos anteriores...

Paulo separou-se do grupo enquanto estava numa ilha deserta. Acabou indo parar na fronteira do País de Vênus, local onde só mulheres eram aceitas. Depois de ser preso e de uma confusão, o garoto se reencontrou  com Nashi, Knightmon e Gaia.

Weiz, por sua vez, transformou Monodramon no demônio Phelesmon e o persuadiu a atacar Paulo, seu parceiro real. Durante um breve tempo ausente, e logo após presenciar Leviamon ser derrotado, ele tentou matar Paulo. Petermon, num ato corajoso, levou o golpe e aparentemente morreu. Com isso Phelesmon regressou para o laboratório e descobriu toda a farsa do cientista. Antes de fazer qualquer coisa foi atacado por Lady B. e encontrado por Slash entre a vida e a morte.

Astamon conseguiu convencer os piratas Splash a invadirem a ilha Sand. Com a ajuda de Trojamon Galdino, eles tomaram a ilha a fim de encontrarem o Code Crown, mas foram traídos pelo pistoleiro. Este quis fazer aliança com o governador Akenathon.

Muito longe dali, Freddy e os demais chegaram à ilha do Chanceler. Conheceram Dorulumon e estavam prestes a entrar na Vila da Resistência.

O Chanceler se reuniu com Major e Megido e fizeram uma aliança. Agora as três ilhas viraram um território só; e mais perigoso.

De volta ao território onde fica o esconderijo de Weiz, a situação do filho de Diana não é a melhor possível. Perseguido pelos soldados, acabou sendo descoberto por um dos digimons serviçais do homem. Harpymon o descobriu.

— O chefe ficou irritado com apenas uma criança, mas você provou que é forte o suficiente para bater nos soldados. Consegue ter o mesmo desempenho comigo?

"Minhas pernas tremem, mas eu não posso fugir".

Gary parou de pensar e foi na direção da vilã. Antes que ele a tocasse, Harpymon deu um chute nele que o fez ir para fora do buraco e cair ao lado. Ela voou perto o suficiente para tentar cravar suas garras nele. Por pouco o menino não foi pego.

— Entendi. É rápido. Mas vou deixar que me acerte.

Gary tentou dar socos nela, mas a vilã desviava facilmente de cada investida. No final deu uma cabeçada nele, fazendo-o rolar e tacar as costas numa pedra grande.

— Nota-se que é uma criança. Agora vai ser a minha vez de dar uma lição em você.

Gary ficou tremendo de medo ao ver que não tinha como fugir e nem como atacar. A qualquer momento poderia ser espancado pela algoz.

— Socorro...

— É inútil pedir socorro. Não há ninguém aqui além de nós dois.

— SOCORROOOO!!!

A voz dele ecoou. Imediatamente algo veio muito rápido. Um soco poderosíssimo acertou Harpymon. Esta foi arrastada por muitos metros até desaparecer no horizonte.

Gary abriu os olhos e viu uma fera humanóide na sua frente. Ele estava de cócora bem à sua frente.

— Está bem, garoto? — perguntou Gaia.

— Sim.

Pelas Barbas do Luíz Inácio, os dois não se reconheceram. Pai e filho frente a frente, mas não se reconheceram.

— Levante-se. Não há mais problemas.

— Obrigado... 

— De nada, garoto. O que aquele digimon queria com você?

— Weiz. Ele me deve uma. Ele é muito mau. Quero que... ele morra.

— Pra uma criança que nem você é de se impressionar a sua forma eloquente de falar. Mas é verdade. Parece que aquele cara é odiado por todos.

— Por favor, me leve com você até a montanha. Eu preciso salvar uma pessoa!

"Essa voz... parece com a do meu filho. Ou pode ser só a minha imaginação?"

— Não, garoto. Vai ser muito perigoso entrar lá.

— Eu preciso entrar lá, senhor. Tenho que salvar alguém. Por favor!

Gaia ficou pensando e impediu que ele fosse, mas prometeu que o ajudaria.

— Quem você quer salvar?

— Minha mãe. Ela é humana.

— Weiz deve ter algum problema raptando pessoas assim. Okay, fique aqui.

— Sim.

No ar, Paulo e Beelzebumon se aproximaram da montanha. Não acharam nenhuma abertura. Tiveram que pousar em terra. Paulo caiu sentado, sentido dor.

— Da próxima vez seja mais gentil no pouso!

— Foi mal.

Vários soldados ficaram no caminho deles. Beelzebumon adorou a recepção. Estalou os dedos e a nuca.

No laboratório, Weiz foi pego de surpresa com uma pane no sistema de segurança da montanha. Com a invasão do hacker, tornou-se impossível que a área ao redor da montanha detectasse possíveis invasores.

— Senhor, um verdadeiro gênio invadiu os nossos sistemas. Não consigo reverter o vírus.

— Ajeite! Não quero saber de desculpas e incompetências.

Soldados ligaram para ele. Avisaram que estavam sendo atacados por um monstro poderoso. A comunicação foi interrompida. Logo alguém falou. Weiz ouviu a voz do Paulo do outro lado da linha. Ele largou o rádio assim que ouviu a voz.

— Não pode ser. Eles estão aqui...

— Quem? — perguntou Darc'mon.

— Os digiescolhidos invadirem meu quintal. Eles estão aqui. Dracmon e Betsumon, os dois, desçam lá e usem aquele robô e impeça-os de subir.

— Sim chefe.

Os dois patetas desceram pela escada do acesso de incêndio. Uma porta escondida que nem mesmo Diana e Gary descobriram.

Lady B. ficou parada vendo tudo. Weiz caminhou para o seu quarto.

...

Ilha Sand

Os digiescolhidos encontraram um tipo de acampamento bem diferente. Os moradores foram transformados em objetos vivos. Uma esfinge viva deu as boas-vindas e falou algo tenebroso: o governador tem o poder de retirar as almas e colocar em objetos. Isso causou um arrepio na espinha de todos ali.

Escutaram ronco de motor. Os skulls apareceram em motos e jipes. Estavam cercados por todos os lados. LadyMummymon deu um pulo e se apresentou a todos.

— Oh! Ela parece comigo.

— Humph. Idiota — murmurou Arukenimon.

A vilã deu ordem para atacar os digiescolhidos. Claro que eles digievoluíram os seus parceiros.

— Palmon digievolui para... Togemon.

— Agumon digievolui para... Geogreymon!

— Preciso apenas de asas e uma lança para lutar — disse Lucas ficando na forma Lucemon.

Os skulls pegaram em armas e começaram a atirar laseres. Geogreymon usou a sua bola de fogo para queimar alguns; Togemon espetou outros; Lucas usou a lança para bater em mais outros.

— Eles são muitos. Não vamos dar conta com apenas três lutando.

— Tem razão, Lúcia. Precisamos de reforços — disse Aiko.

— Ei, podemos lutar — falou Mummymon.

— Sim. Vamos, Mummymon. Podemos dar conta deles facilmente.

Mummymon e Arukenimon ficaram em suas formas digimon. Ele agora parecia uma múmia e ela com uma aranha da cintura pra baixo.

LadyMummymon viu a semelhança entre ela e o outro.

Apesar de terem recebido apoio de mais dois digimons, os humanos estavam encurralados. Não havia como escapar daquilo.

— Precisamos aumentar o poder dos nossos parceiros. Togemon, evolua.

— Pode contar comigo, parceira. Togemon super digievolui para... Lilimon!

— Geogreymon super digievolui para... Rizegreymon!

— Hum... eles ficaram bem fortes.

Com os poderes mais fortes, os parceiros de Aiko e Rose conseguiram finalmente derrotar com facilidade os capangas skulls. Já LadyMummymon foi atrás do seu clone masculino.

— Uhuu... lindinho. Quer ficar comigo? Larga essa baranga, vai.

— Quem está chamando de baranga? — disse Arukenimon soltando teias. A vilã conseguiu escapar facilmente.

— Haha... como é medíocre. Foi com ela que você resolveu ficar? 

— Não fala assim da Arukenimon. Ela... ela é muito melhor que você e é uma excelente jornalista.

Arukenimon ficou lisonjeada pelo seu amigo a defender.

— Idiota. Posso notar que é um perdedor assim como todos aqui. Resolveram invadir Sand e tentar a destronação do mestre Akenathon. Mas isso eu não vou permitir.

LadyMummymon atirou com a sua arma na direção dos dois, que fugiram para não serem atingidos. A vilã pulou na frente deles com grande rapidez.

— Tomem isto. Atadura Mortal! — Ela soltou várias faixas na direção deles. O seu ataque era bem mais forte que o de Mummymon. No final das contas, ambos estavam presos.

— Mas que ataduras são essas? Estou sentindo como se fosse perder as minhas forças — disse Arukenimon.

— Essas não são ataduras comuns, idiota. As minhas são melhores e mais fortes que a do seu parceiro. E possuem o poder de drenar boa parte de suas energias.

LadyMummymon aproveitou a oportunidade para lutar com os outros. Conseguiu segurar Lucas e Rizegreymon com facilidade.

— Perceberam a minha força? Não importam o quanto lutem, porque é inútil. Agora só falta aquela idiota ali?

— Lilimon, pegaram nossos amigos. Você é a única do grupo capaz de mega evoluir. Por favor.

— Claro, Rose. Não vou permitir que aquela dali nos vença.

MEGA EVOLUTION

— Lilimon mega digievolui para... Rosemon!

LadyMummymon soltou as suas ataduras, mas foram destruídas pelo chicote de espinho da heroína.

— Quê? Nunca isso aconteceu!

— Não vou te perdoar por ter amarrado meus amigos. Prepare-se para a luta.

— É isso aí, Rosemon. Dá na cara dessa vaca! Tira sangue!

— Pelos céus, Rose. Aqui não é um anime shoujo — disse Lúcia.

 

Freddy agradeceu a hospitalidade de Freezemon e os revolucionários. Antes de se conhecerem, foram levados por meio de um pequeno portal — que lembrava muito o portal misterioso da ilha Sand. Graças aos esforços da resistência e dos digiescolhidos no combate ao governo, a união deles foi quase que imediata.

— Soube que os heróis digiescolhidos estavam bem perto. Mal pude conter a minha ansiedade.

— Mas a gente veio por aca...

— Nós também estamos felizes em juntarmos forças contra o Chanceler. Acredito que a luta final começará em breve — disse Freddy interrompendo Jin.

Freezemon arranjou roupas mais adequadas aos hóspedes, além de casacos para se protegerem do frio. Ofereceu chocolate quente e todos ficaram felizes.

Um mensageiro entrou na casa de Freezemon com bastante urgência.

— O que houve?

— Pegaram a princesa.

Freezemon mal conseguiu acreditar na captura da princesa Ranamon.

...

Montanha Tucson

Weiz descobriu que a sua base estava sendo invadida por Paulo e os outros. Imediatamente foi ao seu quarto vestir a sua famosa roupa preta. Retirou o jaleco de cientista e pôs a camiseta preta, com o casaco preto por cima.

— Chefinho, o que faremos? — perguntou Betsumon pelo rádio.

— Avisem aos soldados que os digiescolhidos estão invadindo. Avisem para matar não importa como.

Os soldados em baixo tiveram a ordem de atacar qualquer intruso que ousasse invadir a montanha. Eram dezenas deles que se esconderam entre as árvores e na entrada da base.

Bancholeomon caminhou calmamente pela floresta. A escuridão da noite não o deixava limitado, pelo contrário, sua audição era apurada. Logo ouviu várias pessoas ao seu redor. Vários tiros aconteceram, e Gaia conseguiu desviar de todos eles. Em seguida, encheu o pulmão de ar e soltou um rugido avassalador que quebrou as armas e derrotou os soldados próximos.

Um bando de Flymons e Kuwagamons apareceram prontos para atacarem Gaia, mas foram impedidos por Beelzebumon com sua arma.

— Obrigado.

— É para isso que o cunhado serve. Agora entra lá e salve a minha irmã.

— Sim.

Bancho correu velozmente. Os soldados restantes não conseguiram acompanhar os seus movimentos. Logo conseguiu chegar na frente da base. Viu um tanque de guerra na entrada.

— Fogo!

O tiro atingiu o homem, que deu alguns passos para trás. Após a poeira se dissipar, viram Gaia intacto na frente deles.

— Doeu um pouco. Mas não vão conseguir me parar com esse brinquedo. — Ele puxou a espada e correu na direção do tanque. Os soldados correram com medo. O tanque foi literalmente partido em dois com muita facilidade.

Uma veia saltou na testa de Weiz. Era inacreditável a ineficiência de dezenas de homens armados até os dentes.

— Vamos acabar logo com tudo.

— Senhor, não pode dar um tiro com os soldados ainda lá.

— Pare com choros, Darc'mon. Se for pra sacrificá-los para assim acabar com o Paulo e o Wesley então prefiro que eles pereçam junto.

Weiz voltou a sentar na cadeira em que controlara o canhão de energia. A poderosa arma estava prestes a atirar.

— Rajada do Caos! — Um raio de energia explodiu o canhão.

— HÃ?! — Weiz viu no monitor Beelzebumon acenando. — Maldito! Por que você não morre e me deixa em paz?

Weiz ficou transtornado por ter sido subestimado pelos seus inimigos. Logo voltou ao normal, raciocinou e chegou à conclusão de que eles estavam ali por Diana.

Darc'mon o acompanhou até a cela onde Diana estava presa. A digimon abriu a cela e pegou a mulher.

— Seus salvadores resolveram te salvar. Mas duvido que cheguem a tempo para isso.

— Onde está meu filho?

— Morto.

— Maldito! Solte-me. Quero dar na cara desse canalha.

Gaia conseguiu entrar na parte inferior da montanha. Haviam muitos veículos de transporte de carga, tratores, etc. Um grupo de soldados especializados em espada apareceram para combater o intruso.

Paulo reencontrou Gary. A princípio não o reconheceu, mas o jovem explicou sobre a sua transformação.

— Viu o seu pai?

— Não.

Gaia conseguiu derrotar todos os espadachins com facilidade. Ninguém era páreo para ele. A porta da escadaria que levava até ao laboratório estava bem à sua frente, porém havia mais um obstáculo.

Dracmon e Betsumon acataram a ordem do seu chefe e pegaram um robô de combate para deter o homem. A máquina era bem alta, com dois braços e duas pernas, prateada e com uma cabine no que seria a cabeça do robô.

— Saiam da frente, se não quiserem se machucar.

— Ahuahauha... Ouviu isso, Betsumon? Aquele idiota acha que pode deter o Android D33. Vamos mostrar a ele o nosso poder.

— Vamos.

Gaia puxou a espada, tentou cortar o braço do robô, mas sem sucesso. A máquina deu um soco com tydo nele, fazendo-o cair no chão. Logo começou uma sessão de socos rápidos, afundando o chão. Gaia ficou ferido depois dessa. Pegou o o homem leão e o jogou para fora da base. O robô quebrou a parede e correu atrás de Gaia.

— Droga. — Cuspiu sangue. — Essa não será uma luta fácil.

Diana sorriu ao perceber que o laboratório estava sendo invadido pelos digiescolhidos.

— Os seus erros foram: ter me sequestrado quando eu ainda era criança, voltar ao passado e tentar matar o Wesley, ter transformado ele em Beelzebumon, ter enganado os digiescolhidos e agora ter me sequestrado e ao meu filho. Pensa que vai se safar? Agora não.

— Engano seu! Enquanto eu estiver respirando, a guerra nunca terminará. Vagabunda. Se aproveitou do primeiro macho alfa para ir logo querendo dar. Esqueceu da nossa linhagem branca? Nunca deveria ter se misturado. Agora perdeu o filhinho e está prestes a perder o marido. Eu soube que ele está lá em baixo lutando.

— Senhor, vamos ao helicóptero?

— Sim. Antes eu quero que queime todos os arquivos e computadores. Não posso deixar vestígios. Agora vá.

Darc'mon assim o fez. Todos os papéis, documentos e computadores foram destruídos. A digimon avisou ao chefe que fez o seviço. Em súbito, um estrondo ocorreu dentro do laboratório.

Beelzebumon conseguiu entrar no laboratório pela parte da sacada. Arrombou as paredes até chegar na parte principal: O laboratório. O ambiente era bem espaçoso, com as paredes brancas e bem iluminado. Sentiu um tipo de nostalgia ocorreu naquele momento. Viu algo sob um pano fino branco. Retirou o pano e teve uma grande surpresa. Uma máquina de reversão de dados. O mesmo usado por Matsunaga para se transformar em Lucemon, o mesmo usado por Gennai para transformar Gaia em Bancholeomon. Uma tecnologia de ponta. Uma máquina empoeirada, que foi desgastada com o tempo. Lembrou de algumas cenas da memória em que viu silhueta de algumas pessoas ao seu redor, entubando-o. Logo depois a visão inventada de um Zuqhiaomon. Tudo ilusão. Blizzard Daregon fora o mentor de tudo. Calculou milimetricamente o que ocorreria.

— O problema dessa máquina é que ela não apaga as memórias do usuário...

— Wesley!

— Diana.

— O meu erro foi ter utilizado um chip que havia implantado em seu cérebro. Não me ocorreu que havia a possibilidade de você morrer e voltar dos mortos. Claro que o chip estava destruído e você se lembrara de tudo. Esse foi o meu erro. Mas agora isso não importa mais. Tenho outros planos para o futuro, e, mesmo perdendo minha casa, continuarei com os meus planos de sucesso.

Ele foi até a parede do laboratório e pôs a palma da mão. Imediatamente uma porta secreta abriu, revelando um elevador menor que dava ao topo da montanha.

— Parabéns, conseguiram uma batalha. Mas não me venceram na guerra. E se você, querido irmãozinho, acha que é o único da sua espécie, pode tirar o seu cavalinho da chuva.

— Daregon!

Daregon, Darc'mon e Diana entraram no elevador. Antes de Beelzebumon alcançá-los, Lady B. ficou no meio, resolvendo desafiá-lo.

— Um dia você matou o meu irmão Nabucodonomon. Hoje eu posso sentir um pouco do gosto da vingança.

Ela retirou a espada e ficou pronta para o ataque do rival.

...

Ilha Sand

Rosemon apareceu para enfrentar a poderosa LadyMummymon. Quando todos foram subjugados, a parceira de Rose mega evoluiu. Agora o embate entre as duas é certo.

LadyMummymon atacou com a sua poderosa arma de raio. Rosemon não precisou desviar, apenas usou o seu chicote para fazer um vórtex ao seu redor. 

— Impossível! Não consegui nem arranhar aquele chicote.

Rosemon agarrou a vilã pelo braço com o chicote. Puxou-a imediatamente e a derrubou o seu lado. 

— Desista.

A inimiga colocou a mão sobre a areia do deserto e transformou tudo em faixas. Logo Rosemon perdeu o equilíbrio e foi agarrada pelo pescoço, braços e pernas.

— Hahaha. Queridinha, baixou a guarda. Eu tenho o poder de transformar qualquer superfície não-viva em ataduras. Isso é algo que está além da compreensão.

— Oh, não. Rosemon foi pega — lamentou Rose.

Os demais digimons que estavam amarrados sentiram dor. LadyMummymon informou que as ataduras apertavam mais e mais até sufocar as suas vítimas. Mummymon e Arukenimon, os primeiros, estavam sofrendo mais. 

— E o que vai fazer, queridinha?

O chicote de Rosemon surgiu por debaixo da areia, cortou ao meio a arma e feriu o rosto de LadyMummymon. Esta ficou boquiaberta pelo que aconteceu. Nunca poderia imaginar que a sua rival teria ainda forças. Logo Rosemon conseguiu se soltar das faixas.

— Como?

— Ainda dá tempo de fugir.

— Nunca!

Rosemon enrolou o chicote no braço. O membro ficou maior e cheio de espinhos.

— Tome isto. Drill Punch! — o braço de Rosemon girou feito uma furadeira. Conseguiu atravessar o corpo de LadyMummymon.

— Não! — Explodiu em dados.

As ataduras se soltaram. Todos comemoraram a vitória considerada fácil. No entanto, um golpe atingiu Rosemon por trás, fazendo a digimon virar Palmon e ficar desacordada.

— Não comemorem antes do tempo — disse Nitemare. Ele estava acompanhado por mais skulls e com Skullgreymons.

Enquanto isso, Akenathon saiu do seu sarcófago para ouvir a proposta de Astamon.

— Por que eu deixaria de ser governador?

— Vamos colocar as cartas na mesa. Você já não tem mais um povo para se chamar de governante. Não tem apoio desse Chanceler. E quatro dos seus colegas perderam para os digiescolhidos. Quer um novo propósito  para a sua vida ou prefere viver nessa mesmice até ser derrotado?

Pharaohmon continuou ouvindo a proposta do outro.

— Eu trabalho para um cara muito misterioso. Ele é líder de um exército e rei de um país.

— E o que tem isso?

— Quero dar um golpe nele. Para isso preciso de ajuda de alguém poderoso. Vamos tomar o exército dele e o seu reinado.

— Esse exército é maior que o do Chanceler?

— Claro. Existe nos dois mundos. O que me diz?

Pharaohmon não deu uma resposta imediata, pois um lacaio havia interrompido a conversa.

 

Palácio Dragomiroff

Nos domínios do arquipelago Firewall, na última ilha, o sumo sacerdote se deslocou para os aposentos do Rei Aranha. Uma notícia bastante importante para dar.

— Supremo Mestre?

— Ele está treinando — respondeu um digimon qualquer que trabalhava lá.

King dava chutes num saco de areia. É um grande lutador de muay thai e outras artes marciais. Seu corpo todo tatuado e seus músculos indicam que é um sujeito experiente em lutas. Por fim pegou uma toalha e foi bajulado por algumas assistentes.

— Majestade, notícias interessantes. A fonte informou que o tal Blizzard Daregon está sendo derrotado pelos digiescolhidos e pretende deixar o laboratório.

— Em breve conseguirei meu próximo Shadowlord. Só uma questão de tempo.

O homem sentiu algo diferente. Teve um mau pressentimento.

— Majestade, o senhor pretende sair para fora da ilha de novo? Deixe-me enviar um trojamon mais forte que o Galdino.

— Não — colocou um roupão e pôs um óculos escuro. — Senti algo estranho partindo de onde Astamon está. Quero averiguar com os meus próprios olhos.

King deu um sorriso largo mesmo sentindo que Astamon estava prestes a traí-lo. Ele jamais fez uma cara triste ou de preocupação. Sempre com um sorriso diabólico no rosto. Do seu corpo saíram vários fios de teia, que grudaram nos "dados do céu" e fizeram ele voar numa velocidade mais rápida que um jato.

— Ué. Pra onde o Supremo Mestre foi? É tão esquisito ele sair por conta própria — disse uma ninfa.

— Apesar de eu obedecer esse homem, eu tenho muito medo dele. Nunca foi derrotado, nunca sangrou ou se feriu e nunca passou por dificuldades na vida. É o humano perfeito, um superdotado. Ai de quem se atrever a ser o seu inimigo — disse AncientWisetmon.

— Sério?

— Façam as contas, queridas. Astamon deve estar planejando algo ruim. Shadowking conseguiu sentir essa intenção ruim mesmo a milhares de quilômetros. É realmente um semideus.

King rasgou o céu com a sua poderosa velocidade. Logo chegou ao espaço, gargalhou e desceu um altura de 300 quilômetros numa velocidade extraodinária.

...

O robô comandado por Dracmon e Betsumon conseguiu dar um grande trabalho para Gaia. Depois que foi jogado para fora da montangha, o guerreiro foi perseguido por vários disparos laseres. Um míssil saiu das costas do robô e caiu na floresta. A explosão feriu o herói um pouco.

— Droga.

— HAHAHAHA. Este robô tem uma força de quatro milhões de dados. Não será nada fácil nos derrotar — comemorou Dracmon.

— Não vai nos derrotar. Não vai nos derrotar — repetiu Betsumon.

Gaia usou a sua espada para tentar cortar a cabine onde os dois estavam, mas a máquina deu um soco nele. Depois começou a voar. Os braços do robô viraram duas metralhadoras giratórias. Nos ombros estavam o lançador de mísseis e na barriga o disparo laser.

— Maldito. Se eu me atrasar, Weiz vai levar Diana.

Paulo e Gary se esconderam numa ravina perto do rio. A situação era perigosa depois das explosões.

Já Gaia fracassou mais outra vez em derrotar o robô. O tempo estava se esgotando. Quis pensar numa maneira mais rápida de derrotar o seu inimigo.

— Já sei. — Ele correu e deu um soco na barriga da máquina. Dracmon tentou atira o laser, mas não conseguiu.

— Acho que ele descobriu o nosso ponto fraco — disse Betsumon.

— Não pode ser...

Bancholeomon sorriu. O ponto fraco do robô, ou melhor, os pontos fracos eram os locais onde estavam as armas. Uma por uma foram destruídas até sobrar a parte do meio e as pernas da máquina.

— Vão se preparando. Meu próximo golpe será o soco mais forte!

— AHHHH! — gritaram.

Bancholeomon usou o seu punho direito para dar o golpe. Toda a sua força se concentrou no punho, que pegou fogo. Com apenas um golpe, o robô explodiu completamente no ar. Dracmon e Betsumon voaram para longe, terminando sua parceria com Weiz.

A mão direita de Gaia ficou dormente devido à potência do golpe. Logo correu para dentro da montanha.

Um tremor chamou atenção. Um poder cortante fatiou a montanha ao meio igual manteiga. Parte de cima de Tucson ficou diferente da parte de baixo.

Beelzebumon virou o rosto depois de desviar de um golpe da espada de Lady B. O rosto esquerdo dele estava com um pequeno corte, o lenço vermelho no seu braço foi rasgado.

— Caraca. Pensei que era o meu fim. Que espada poderosa, moça.

— Eu disse para lutar a sério. Comigo não tem preliminar.

— Hum — fez uma cara de tarado. — Então deve ser mal comida. Ainda não teve um homem...

Ela fez vários movimentos com a espada. Beelzebumon desviava de cada ataque.

— Uma hora você será cortado — disse enquanto aumentava a velocidade.

— Opa... essa foi quase. Meu rabo. Quase partiu no meio — disse enrolando o rabo no corpo.

— Cretino. Realmente é muito mais forte que aquele tal Phelesmon. Mas vai pagar por isso.

— Phelesmon?

— Lute a sério!

— Você é bonita e odeio estragar o seu lindo rostinho. Vamos dar uma trégua? Você é humana. Vai se ferir.

— Hahahahaha. Quanta besteira. Lady B. não é a minha verdadeira identidade.

— Como?

— Eu também sou uma híbrida. Assim como você, como meu irmão e aquele moleque que o Weiz queria. Já que se recusa a lutar a sério, eu o farei. Vai se arrepender de ter me provocado.

— Vou tentar me defender ao máximo. E se eu estiver com risco de vida, posso até lhe bater pra valer. Vamos, transforme-se.

Lady B. fez a sua tão aguardada transformação. Fez uma força tremenda. Uma aura vermelha apareceu ao seu redor. Logo o corpo dela começou a modificar. Wesley viu ao vivo a transformação.

— Então, o que acha?

— Essa sua transformação é tão... é tão...

— É tão o quê?

— É tão... MASSA, DOIDOOO!!!

Lady. caiu no chão ao ouvir a resposta.

— Você é demente?!

— Puta merda. A transformação mais bonita que eu já vi. Virei teu fã, moça.

O que Beelzebumon viu para ficar tão esquisito assim?

Continua...





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