D.N.A Advance: Nova Ordem do Século escrita por Sensei Oji Mestre Nyah Fanfic


Capítulo 121
Astamon - Renascido para matar


Notas iniciais do capítulo

Yay! Há quanto tempo! Desculpe a demora. Eu fiquei escrevendo minhas outras fanfics, por isso atrasei a postagem do 121. E que capítulo, viu? Deu um baita de um trabalho fazê-lo. Precisava, de uma vez por todas, mostrar a origem de um dos personagens mais queridos da história.

Como podem ver são mais de 10 mil palavras. Isso é sinônimo de algumas noites mal dormidas kkkk ou seja, deu trabalho. Sobretudo que faço a postagem pelo celular, e fica mais difícil corrigir os erros, portanto haverá erros despercebidos. E estamos falando do meu primeiro capítulo acima de 10 mil palavras. Orgulho define o que sinto agora. Então, não tomarei mais o tempo de vocês. Boa Leitura... ah, e separei em 3 partes para a leitura ficar mais palatável e nem um pouco cansativa. Pode ler uma parte agora, a outra depois e última depois, ou ler tudo... Enfim até nisso penso nos meus pupilos ❤



Special Guest Star:

Adrien King

 

No capítulo anterior...

Astamon desapareceu do grupo ainda durante os jogos. O pistoleiro aproveitou a atenção de todos na última prova para se ausentar e ir na direção do palácio. Pegou um bote e foi sozinho ao local. Passou por todos os guardas sem nenhum problema e entrou em Aquamarine.

Os soldados pararam num corredor quando deram de cara com Astamon. Este sorriu e disse que daria boas-vindas aos homens. Estes se prepararam para o ataque, todos portando lanças e espadas foram dizimados pelo homem com as mãos nuas. Foi matando de um por um, eliminando sem hesitação. Depois de tirar o "lixo" do caminho, ele foi na direção do salão principal.

Splashmon e Neodevimon foram surpreendidos por um ataque rápido parecido com um laser. Ambos caíram um em cada lado. Voltaram aos seus tamanhos normais.

— Chega dessa briga — falou Asta aparecendo diante dos dois.

Eles ameaçaram o homem, porém, assim que sentiram seu imenso poder, recuaram.

— Sabem que sou muito mais forte que ambos. 

— Quem é você? — indagou Neo.

— É... o que quer?

Astamon olhou para os lados, olhou para o teto e para a caixa perto da cadeira. Sentou-se na escadaria que dava a cadeira gigante em que Gekomon sentava. Retirou do casaco três pequenos copos de vidro, colocou-os no chão. Depois uma pequena garrafa metálica e pôs o líquido da cor azul em cada copo. Esticou as duas mãos dando para cada qual um copo.

— O que é isso? — Neo teve que criar um braço menor das costas para pegar o copo.

— Um líquido chamado absinto. Podem beber, é bom. 

— Qual é a tua? — Splashmon.

Astamon bebeu. 

— Vou ser franco com vocês. Estou numa batalha épica para colocar em prática um plano meu. Sabe os humanos? Eu os quero fazer sofrer ao extremo...

— E sua amizade com os digiescolhidos? — questionou Splash.

— Isso é apenas um disfarce — falou colocando mais absinto. — Preciso manter esse disfarce, aparentando ser inócuo. A verdade é que ainda não deixei de ser um vilão.

— O que quer de nós? — indagou NeoDevimon.

— Em breve essas ilhas serão usadas para um propósito ainda maior do que essa brincadeira de gato e rato dos digiescolhidos e governadores. Há uma força ainda mais forte que pretende tomar tudo e eu faço parte desse plano. O final será a morte da maioria dos seres humanos, incluindo os digiescolhidos. E também se me ajudarem, eu te darei informações sobre esse plano e até ajude o seu chanceler, e a você eu te dou, pelo menos, uns dez objetos parecidos com aquele cristal. O que acham?

A dupla aceitou. Astamon sorriu e pediu para que eles brindassem.

— Uma coisa fiquei curioso. Se quer mesmo a extinção de muitos humanos, é porque eles fizeram alguma coisa contigo. O que os humanos te fizeram? — disse Splashmon.

Astamon observou bem o outro, pegou o absinto e bebeu.

— A questão é que eu já fui humano há muito tempo. E foi aí que eu comecei a odiá-los.

Splashmon e NeoDevimon se afastaram com o susto que tomaram. A informação parecia não ser brincadeira, de fato, Astamon fora humano. Sua história de vida não fora uma das melhores. Envolve bullying, depressão, família desestruturada e assassinato em massa!

 

1° ATO: Um jovem perturbado.

— Tá de brincadeira! — gritou Splashmon.

Astamon se levantou e começou a gargalhar da cara dos dois. Afirmou categoricamente que já foi humano.

 

Detroit, Michigan - Março de 2002

Nos subúrbios da maior cidade do estado de Michigan, EUA, morava uma família completamente desestruturada formada por Bella Gaines, uma ex-prostituta que ganhava a vida como manicure. Ela era alta, magra e loira. Vivia de vestido vermelho com várias bijuterias. Danna Gaines era a filha mais velha, uma morena de olhos claros que trabalhava de garçonete; o padrasto era Norman Feldman, um homem afundado em dívidas de jogos e devia a agiotas; por fim, o filho caçula, Trevor Gaines, rapaz loiro, bastante branco, com olhos castanhos e um semblante aparentemente inofensivo. Seu cabelo era bagunçado e suas roupas, largadas. Ele ainda estudava no ensino médio de uma escola do subúrbio.

O cenário e os personagens foram mostrados. A história era macabra até a alma.

O apartamento de Bella era velho, antigo, com alguns rebocos e infiltrações. Norman estava deitado no sofá assistindo a algum programa, quando a porta abriu. O malandro se levantou e foi verificar.

— Trevor, quero falar contigo.

— Agora não, Norman.

O mais velho empurrou o enteado contra a parede e o pressionou.

— Fala onde tá a porra da bicicleta que tu roubou pra comprar erva.

— Tá louco, tio! Tenho nada, não. Pensa que sou algum ladrão de galinha.

— Você me roubou! Aquela bicicleta era do bico que eu fazia de entregador de água. Agora o fornecedor quer de volta.

— Ué? O que tenho a ver com isso, meu? Se vira. Olha, Norman, não é por nada não, mas você é um magnânimo filho de uma puta que vive escorado aqui. Se aproveita que a velha te sustenta em troca desse seu pau de macaco seboso. Engana a ela, a mim não.

Trevor se desvencilhou e foi para dentro do seu quarto, trancando-o. O padrasto ficou batendo forte na porta, contudo o adolescente apenas manteve-se sentado, escorado na porta, com os ouvidos tampados. Foi até a cômoda, pegou uma caixa de fósforo e um cigarro de maconha, acendeu e ficou tragando por um bom tempo. A viagem que aquela erva lhe fez foi suficiente para deixá-lo mais calmo, relaxado. Deitou-se na cama e olhou para o teto. Pensou muito na vida de merda que tinha.

— Que vida de merda eu tenho.

Tragou mais algumas vezes até ficar estático na cama. Escutou sua mãe chegar e o padrasto gritar com ela. O homem quebrou algumas coisas, ela ficou tentando acalmá-lo. Em dado momento, ele aparentemente batera nela com um tapa e saiu do apartamento. 

— Filho, abre.

Trevor se levantou, caminhou para a porta e abriu. Bella, com o lado esquerdo do rosto vermelho, entrou naquele recinto bagunçado.

— Cadê a bicicleta que Norman estava trabalhando?

— Sei lá. 

— Não brinca, garoto. Você viu como ele ficou!

O loiro foi para a cômoda, pegou 40 dólares e entregou a ela. Bella ficou decepcionada, Trevor, porém, relembrou do passado obscuro dela na época de prostituta. Bella saiu em prantos.

— Suas lágrimas não me convencem! Não me convencem! — disse ele enquanto esmurrava a parede até fazer o seu punho inchar. Ficou jogando a cabeça contra o colchão da cama. Lembrou que na escola sofria chacota e muito bullying. Lembrou-se do dia em que sofreu um trote horrível, onde enfiaram sua cabeça na privada. Tudo isso desde criança. Hoje, aos 17 anos, ele não sofria tanto como antes, mas as sequelas ficaram.

O dia passou, a noite chegou. O dia seguinte veio a jato. Acordou com a sua irmã mais velha o chamando.

— Hoje é segunda, lembra? Escola.

— Quem se importa com a escola? Aqueles caras só vivem me zoando.

— Qualquer coisa é só me falar. Mamãe não pode mais tomar conta por causa do emprego, porém eu tenho muito tempo. Aqueles caras te importunar, chame o diretor. Ficar calado só piora as coisas.

Trevor ficou calado ouvindo os conselhos da irmã mais velha. Levantou-se, retirou as roupas, pegou uma toalha, foi ao banheiro. Tomou banho naquele velho chuveiro elétrico. Passou um bom xampu nos cabelos loiros e esfregou seu corpo branco, avermelhado pela água morna. Saiu dali, vestiu uma camiseta preta, moleton cinza e calça jeans preta. Pôs os livros na mochila e foi para a escola.

Trevor não pegava ônibus, e nem gostava de pegar. Caminhou até a escola de West Detroit. Ele fazia o último ano do nível sênior, ou seja, terceiro do ensino médio. 

— Posso? — perguntou a um garoto que estava escorado no seu armário.

— Claro.

Ele abriu um armário quando se deparou com uma bombinha de tinta que haviam colocado dentro do seu armário. Uns garotos da turma do time de beisebol riram da cara dele, os outros alunos também caçoaram. Foi um dos piores momentos da sua vida.

— Você está bem? — perguntou uma moça de cabelos pretos e compridos. Seu rosto era belo e os olhos verdes. 

— Sim, estou...

— Age como se fosse a primeira vez a nos econtrarmos. Sou sua colega de classe. Fiona Grudge.

— Trevor... Trevor Gaines.

— Já te conheço, cara. Não precisa dessa formalidade...

Fiona o olhou dos pés à cabeça. Trevor não era feio, e sim um maltrapilho. A coordenadora chegou ao local e viu a situação deplorável do adolescente. Chamou-o para a sua sala.

— Srta. Evans, não sei por que o Trevor está detido na sua sala — falou Fiona.

— Srta. Grudge, por acaso tem diploma de direito? Então por que virou advogada do sr. Gaines? Trouxe ele porque soube do ocorrido no corredor. Estamos fazendo de tudo para acharmos os responsáveis. O diretor vai resolver...

— Quando é que ele resolveu alguma coisa? Sempre sofri chacota na escola e o incompetente do senhor Field nunca fez nada.

Trevor saiu do escritório da coordenadora. Foi seguido por Fiona até o lado de fora. 

— Espera... Não precisava ter saído assim.

— Não precisava ter me seguido, garota. Sei onde é a minha casa.

— Quero ir até lá.

Ambos entraram naquele muquifo sem que o padrasto percebesse. Trevor trancou a porta do seu quarto.

— Não tenho nada pra oferecer...

— Cê dá uns tapas? Legal. Tem maconha? — o rapaz levantou o colchão e pegou um pequeno cigarro. — Se está perguntando se sou uma viciada, não sou. Só gosto de sentir a erva de vez em quando.

— Vou tomar banho... Pode ficar quietinha aqui?

— Claro que sim. Ficarei aqui bem quietinha.

Trevor foi ao banheiro enquanto Fiona observava o seu quarto. Ele juntava algumas hq's de super heróis. Viu um notebook de marca antiga, mas que pegava de boa.

— Tá xeretando minhas coisas? — chegou ele já vestido e enxugando os cabelos.

— Você gosta de jogos de tiro! Que massa, cara.

— Gosta também?

— Sim, é maneiro. Eu jogando me desestressa. E você?

— Também... Mas bem que eu gostaria de fazer isso na vida real.

Fiona digitou algumas coisas e mostrou um site de uma loja de armas para o amigo. A moça, que também sofria de bullying, falou em tom irônico que também tinha certa vontade de entrar na escola ematar várias pessoas. Trevor ficou apenas calado.

— Está na hora de ir — disse ele abrindo a porta do quarto.

Fiona caminhou até ele e deu-lhe um beijo no seu rosto. O caminho até o lado de fora do apartamento estava seguro, haja vista que o padrasto dele mais dormia do que ficava acordado. 

O loiro passou a mão no rosto, sentiu o calor do beijo da garota. Nunca uma moça havia lhe beijado assim, de uma forma tão serena. Saiu dos devaneios, voltou ao quarto e foi mexer algo no seu notebook. Viu o site de armas para venda. Nos Estados Unidos a compra de armas de fogo é legal, por isso não há problemas um site americano mostrar os seus produtos.

No entanto, o jovem loiro desequilibrado preferiu passar o dia inteiro vendo filmagens e reportagens de ataques a escolas no passado. Sentia nojo daquele povo, nojo de viver numa sociedade hipócrita, nojo dos alunos populares que zombavam dos mais vulneráveis.

Abriu a gaveta da cômoda, pegou o seu diário e foi escrever.

Detroit, Abril de 2002

Dias se passaram desde que Fiona Grudge entrou na vida de Trevor. Os dois passavam mais tempo juntos, ora jogando games de tiro, ora falando sobre assuntos bélicos.

— O que você sugere? Minha vida é uma merda. Só tenho que me atirar de um prédio.

— Eu também, Trevor. Não aguento mais. Vamos nos unir nessa. Vamos ao suicídio.

Dias se passaram e ambos conseguiram comprar revólveres calibre 38. Caminharam até um terreno baldio perto e prepararam para se matar. Ambos deram um beijo e colocaram os canos em suas bocas. Fiona tentou ser a primeira, porém desistiu.

— Vai arregar?

— Não, eu quero isso tanto quanto você, mas... Amigo, me diz uma coisa e seja sincero. O que nos fez mal esse tempo todo?

— Aquela escola.

— Exatamente. Todo o mal que nos foi causado, a culpa é daquele lugar e daqueles alunos populares imbecis. Porque nós temos que morrer assim? Precisamos levá-los juntos.

Trevor deu um sorriso de satisfação e beijou Fiona na boca. Depois daquilo, ambos alugaram um motel vagabundo e fizeram sexo por lá. Desde então tornaram-se amantes, confidentes, almas gêmeas.

Então Trevor e Fiona se empenharam em juntar dinheiro para comprarem armas. A garota conseguiu comprar uma pistola semi-automática TEC-9, uma pistola 9 milímetros, facas e materiais para criar explosivos. Trevor, por sua vez, arranjou um emprego numa borracharia e conseguiu comprar uma espingarda calibre 12, uma pistola, coquetéis molotov, uma carabina e espingarda de cano duplo serrado. Também comprou materiais para explosivos.

Nos dias que se passaram, o casal foi para longe da cidade treinar tiros. Acharam um local sem ninguém e montanhoso. Lá conseguiram dominar o coice que as armas faziam.

— Que tal se fizéssemos um vídeo durante o nosso processo de libertação? — sugeriu a moça.

— Claro que sim — assentiu ele.

Ambos gravaram vídeos destilando o ódio que sentiam da sociedade. Era nítido que não passavam de dois jovens depressivos e deslocados. Nunca tiveram ajuda, por isso mergulharam num jogo muito perigoso. 

Em maio daquele ano, Trevor roubou um carro a cinco quadras da sua casa. Tanto ele quanto Fiona foram apreendidos e passaram alguns meses fazendo exames e tratamentos. Ambos foram diagnosticados com depressão profunda. Passaram por vários exames, passaram em todos. Três meses depois foram liberados.

Agosto de 2002

— O que vamos fazer agora? Espero que as bombas estejam prontas?

— Claro que sim. Todas — respondeu ele.

Ambos ficaram conversando na lanchonete da escola. West Dretoit High School. O lugar era quase perto da entrada oeste, perto do estacionamento. Era um local perfeito para a entrada triunfal deles.

— E aí, minha gente. Como vão? Preparados para a prova de história de amanhã? — um dos colegas de ambos, Victor Brown, era meio depressivo também. Trevor conversava muito com ele.

— Nem sei se vai ter prova amanhã — respondeu o loiro rindo.

— A não ser que a professora tenha uma diarréia, é quase impossível não termos aula com aquela mulher. Fui.

— Seu amiguinho... quando chegar a hora, vai ter coragem de atirar nele?

— Vou pensar nisso amanhã.

No dia seguinte...

Trevor teve uma discussão feia coma padrasto. Sua vontade era de dar um tiro nele, mas gastaria as balas à toa. Por volta das 8:00, o casal havia implantado uma bomba numa caixa de correio. Ela falhou e não explodiu. Eles queriam chamar atenção dos bombeiros. Meia-hora depois, uma bomba explodiu numa lata de lixo duas quadras da escola, deixando duas pessoas feridas. Os bombeiros foram apagar o incêndio que se formou. Por volta das 8:50, ambos chegaram na escola e estacionaram o carro do tio de Fiona na ala oeste da instituição. Havia uma espécie de escadaria, com gramado ao redor, que dava do estacionamento à entrada. Eles prepararam tudo de dentro do carro.

— O que vocês estão fazendo? Já sei, dando uns amassos.

— Cai fora — disse Fiona.

— Victor, o que faz aqui?

— Trevor, esqueceu que hoje tem prova de história? Falei disso ontem.

— Não tem importância mais — ele colocou suas mãos nos ombros do colega. — Victor, que bom que está aqui. Assim posso te alertar, para cair fora imediatamente da escola. Vai embora rápido! Teme por sua vida? Mete o pé da escola, vai!

Victor não entendeu muito bem, mas acatou o conselho do colega e resolveu sair da escola.

Trevor vestiu um casaco por cima da camisa preta onde estavam, em coldres, as pistolas. Carregou a espingarda e os explosivos. Fiona carregava a pistola semi-automática, outra pistola e a carabina.

Enquanto isso, cerca de 120 alunos lanchavam naquele exato momento. Era bem na hora do primeiro intervalo, na parte da manhã. Da entrada oeste, havia um corredor longo, com vários armários. Havia alguns degraus que desciam desse corredor para a lanchonete à direita, e à esquerda havia uma biblioteca.

Eles caminharam pelo estacionamento, subiram os degraus da escada que mais parecia uma rampa e viram um grupo de alunos na entrada. Viram mais dois alunos, uma moça e um rapaz, lanchando sentados na grama perto dos degraus.

— No 3. Um, dois, três — disse Fiona. — VAI!

Trevor retirou a espingarda de dentro do casaco enquanto Fiona pegou duas pistolas. O garoto deu um tiro certeiro no peito da moça que lanchava, matando-a na mesma hora. Fiona deu cinco tiros no rapaz, que caiu na sequência. O grupo que estava na entrada sumiu, os alunos correram para dentro. Fiona olhou para trás e mais três alunos subiam às escadas. Deu tiros neles, mas apenas o feriram nos braços e pernas. Esse trio apenas escapou correndo.

— Pra onde nós vamos, gata?

— Eu não sei... Que tal se fôssemos para a lanchonete?

Havia uma entrada para a lanchonete do lado de fora. Desceram as escadas e viram um grupo de alunos na porta. Deram tiros, acertando uns três, mas não fatalmente. Trevor jogou a bomba caseira, explodindo a entrada que era de vidraça. Ambos entraram e viram que os alunos haviam corrido para os corredores.

— Estamos muito expostos aqui. Vamos voltar para lá e irmos à biblioteca. Quem sabe encontramos alguém lá — falou Trevor.

Fiona foi na frente com as duas pistolas em punho. Abriu a porta — na verdade era uma porta dupla —, viu um aluno e um professor correndo na direção deles, porém retornaram assim que os viram. Fiona atirou no mesmo instante que os viu, acertando apenas o professor. O aluno se salvou dos disparos. A moça se aproximou do acadêmico e deu o tiro de misericórdia na cabeça. Caminharam pelo corredor até descerem à lanchonete e jogarem mais bombas caseiras, explodindo-as com sucesso. Um coquetel molotov foi arremessado no balcão que logo iniciou um incêndio.

Subiram de volta ao corredor. Algumas salas e escritórios estavam trancados. Então a dupla bélica caminhou de volta à saída, mas não encontraram mais estudantes. Um dos guardas de patrulha atirou contra o Fiona que se cortou no rosto com estilhaços do vidro da porta. Trevor, com muita raiva, ficou descarregando a espingarda na direção do homem. O guarda, a 50 metros dali, ficou atrás de um carro e não foi atingido.

— Está bem?

— Estou.

— Então vamos ao melhor lugar pra se esconder.

Ambos entraram na biblioteca da escola. O local era muito amplo, tinha várias estantes de livros, fomando corredores com mesas. Havia um balcão que normalmente os bibliotecários ficavam.

A tensão era grande.

— Querido, precisamos começar logo com isso — Fiona limpava o rosto com um lenço enquanto subia sobre o balcão. Ela nem se importou com os bibliotecários.

Trevor apontou o calibre 12 na direção de uma mesa e atirou. O projétil atravessou a mesa e feriu na orelha um dos alunos.

Fiona desceu do balcão e caminhou para uma mesa com apenas uma pessoa. A moça se abaixou e viu uma garota que fazia bullying com ela.

— Olha só quem está aqui, se não é a Molly. A líder de torcida mais prepotente da história.

— Por favor... por favor, Fiona. Desculpa pelo que te fiz... mas... mas...

— Mas o quê? Se decide, garota.

— Mas não me mate!

— Parece sincera. Eu realmente estou comovida — Fiona se levantou e fingiu dar as costas, porém se virou e atirou na cabeça da Molly. — Pena que seja tarde demais.

Trevor deu um tiro no teto com sua espingarda. Caminhou para perto de outra mesa, apontou a arma para baixo e, sem ver um estudante ali, matou. Cory Prichard morreu com um tiro no pescoço à queima-roupa. A bala feriu uma aluna atrás dele.

— Quem vai ser o próximo? — brincou o loiro, deixando os reféns com medo.

Fiona viu uma garota chamada Janette quase do lado de fora da mesa. Era uma das populares e estudava no ensino médio.

Trevor se agachou até ela e a viu chorando, implorando pela vida. 

— Conhece ela?

— Essa piranha gosta de caçoar com os outros. Fica de panelinha... toda prepotente.

— Diga, Janette. Quer viver?

— Quero...

— Por quê?

— Por Deus, não me mata...

— Acredita em Deus?

— Sim.

— BÉH. Resposta errada — ele disparou a espingarda bem na cabeça dela. Seu sangue e miolos voaram pra longe.

Fiona sentia um certo incômodo com o rosto ferido. Mesmo assim continuou atirando. Atirou várias vezes e feriu 3 alunos nos braços e nas pernas. Depois foi para uma mesa com um garoto do time de beisebol.

Ela não esperou por muito tempo e descarregou sua pistola num aluno chamado James. Depois matou uma aluna chamada Samantha.

— Vamos recarregar nossas armas. Temos munição suficiente para matarmos todos aqui — disse Trevor.

Fiona e Trevor retiraramos casacos. A moça deixou as pistolas de lado e se armou com a semi-automática Tec-9. Trevor carregou a carabina a partir daí.

Enquanto isso o caos era visível do lado de fora da escola. Muitos alunos saíram. A polícia foi chamada e mais de dez viaturas clássicas e dois carros da SWAT estavam ao redor do prédio. Os policiais não conseguiam entrar pelo fato de serem 2 atiradores.

Fiona resolveu descansar um pouco ao sentar sobre uma mesa que ficava entre as estantes de livros. Alguns alunos choravam em baixo. Trevor também ficou sentado ao lado dela.

— Depois de tudo isso precisamos acabar com as nossas vidas. Com certeza vamos pra cadeira elétrica depois dessa.

— Mas foi melhor assim, não foi? Eu me sinto tão deslocada dessa sociedade hipócrita. Enfim, garotão, vamos continuar?

Fiona deu vários tiros nas estantes de livros. Uma das alunas, Barbra Gordon, se assustou e correu na tentativa de sair dali. Fiona correu atrás dela e disparou várias vezes em suas costas, causando a morte da moça.

Trevor caminhou por todos os corredores da biblioteca, por todas as mesas. Os alunos rezavam ou choravam enquanto viam as botas pretas do rapaz passarem aos seus lados. Era um inferno. O loiro passou o cano da carabina na mesa, ficou arrastando, assustando quem estava em baixo. Começou a assobiar.

Uma aluna, Nice Precott, não conseguiu se esconder embaixo de uma mesa, por isso ficou sentada ao lado. Trevor viu de longe suas costas, mirou e atirou. Nice morreu instantâneamente. Os quatro sob a mesa se apavoraram.

Fiona ficou chutando as cadeiras, também jogava-as sobre as mesas. De fato estava exausta. Ficou caminhando pra lá e pra cá. Numa dessas andanças, viu a mão de um dos alunos exposta e deu um tiro.

— Como é demais isso. Fiquem bem quietinhos. Vamos lá.

Um aluno chamado Greggory tentou pegá-la por trás. Os dois caíram na estante de livros. Greg era forte e alto, se compararmos a uma mulher — mesmo armada. O cano da carabina encostou na nuca do rapaz.

— Larga ela, filho da puta... Agora levanta e se vira bem devagarzinho.

— Não precisa fazer isso, Trevor.

— Ora, se não é o tal Greg Cosgrove. Se eu me lembro, você me chamava de boiola. E então, cadê o boiola agora?

— Desculpa, Gaines. Favor, cara... se me der uma chance de...

Trevor deu um tiro no abdome de Greg. O rapaz morreu ali mesmo.

Já era quase 10:00 am, os policiais não sabiam mais o que fazer. Era tudo ou nada. Mais cinco minutos e eles entrariam.

O casal ficou zanzando pelas mesas. Fiona viu uma pessoa passar de uma mesa a outra e foi até ela. Um jovem de 17 anos.

— Já viu que não é esperto correr numa situação dessa. Identifique-se.

— Sou eu, Joe Savage.

— Joe Savage? O que faz aqui, cara? — perguntou Trevor reconhecendo seu colega de classe.

— Amanhã tem prova de geografia, e vim pra cá estudar.

O alarme de incêndio foi ativado. Todo o local estava barulhento.

— Trevor, o que vocês estão fazendo?

— Ué, não percebeu? Estamos apenas matando pessoas.

Joe estava suando muito e seu coração disparava. Pensou que ali seria seu último momento.

— Você vai me matar?

Trevor hesitou em responder logo de cara, mas disse:

— Não, brother. Sai fora daqui agora. Cai fora!

Joe Savage usou as "pernas pra que te quero" para correr tipo Sonic e conseguiu se salvar. Fiona deixou que o colega se salvasse, pois Joe sempre ajudava os dois.

— Como você é bondoso, meu amor — disse ela beijando-o. Ela atirou para a direção de uma mesa. O tiro atingiu a orelha de um aluno.

Trevor foi na direção dele e o matou com um tiro no rosto. Depois disso, Fiona usou sua espingarda de cano curto e atingiu mais de seis vezes outra mesa. Duas estudantes ficaram feridas e um rapaz morto.

Depois disso, eles começaram a atirar pela vidraça da janela a fim de atingirem os policiais. A trocação de tiros não resultou em nada.

— Estou cansada. Já não sinto mais a adrenalina quando matamos alguém.

— Que tal se nós começarmos a esfaqueá-los? Talvez fique mais divertido.

— E se formos aos outros lugares? Vamos para a cafeteria de novo.

O casal mais bélico da América saiu do recinto. Os alunos aproveitaram e fugiram por outra porta.

Fiona e Trevor caminharam pelos corredores. Em cada sala aberta eles atiravam, mas já não acertavam ninguém. Foram para o corredorleste e viram um grupo deestudantes escondidos numa sala de aula, porém deixaram todos em paz. Continuaram a caminhar na direção dos banheiros. Fiona tentou abrir o feminino, porém estava trancado.

— Meninas, abram. Preciso fazer xixi.

— Fiona, sai daqui! Deixa a gente em paz — disse uma garota.

— Eu estou armada com uma calibre 12, sabia? Posso muito bem derrubar esta porta — ela deu um tiro no trinco e entrou. Havia umas doze pessoas, incluindo homens escondidas ali. — Estou perdendo a minha beleza com o choramingo de vocês! Saiam daqui agora!

Todas as pessoas correram para fora. Fiona pegou a mochila preta e retirou um estojo de maquiagem. Passou um batom bem vermelho, sombra e rímel. Queria estar bela quando for se suicidar.

Trevor continuou brincando com os alunos nas classes, mas resolveu se reencontrar com a namorada. A dupla voltou para a cafeteria e explodiram o local, destruindo várias mesas. Depois se sentaram numa mesa.

— Quer tomar alguma coisa?

— Soda.

Fiona retirou duas latas de soda da máquina e voltou à mesa. Trevor ficou bebendo enquanto recebia um charuto da colega.

— O que é isso?

— Charuto cubano. Roubei do meu tio faz uns dois meses. Vamos brindar e fumar à vontade. E aí, como se sente?

— Muito massa, cara. Estou me sentindo aliviado com tudo isso. Matar esses mauricinhos e patricinhas foi o melhor sabor que senti.

— Então toma — a moça retirou do bolso da calça uma bala (doce) preta. — Um docinho pra alegrar a sua vida antes de atirar na boca.

Trevor colocou na boca e, de repente, engoliu com tudo. Fiona sorriu, passou a mão no rosto dele e apressou-o.

A polícia estava prestes a entrar.

Eles voltaram para a biblioteca, que por sinal estava sem os reféns, e retiraram mochilas, armas e coldres. Por um momento, ambos se viram e se beijaram. Fiona deu um sorriso e pôs o cano da 12 em sua boca; Trevor pegou a TEC-9 e apontou para o lado direito da cabeça. Contaram até três e puxaram o gatilho.

Ouve-se dois disparos. Quando a polícia chegou ao local, os dois corpos estavam banhados em sangue.

 

2° ATO: O digimon criado

Os dois assassinos de West Detroit foram encontrados na biblioteca, mortos. Os policiais invadiram o local, resgataram os estudantes e se certificaram se o local estava seguro. Por volta das 16:30 daquele dia a escola foi considerada segura.

Dias após o ocorrido, só o que se falava era disso. O Massacre de West Detroit. Houve uma comoção não só nos EUA, mas no mundo todo.

Os corpos dos assassinos ficaram detidos no IML da cidade até a conclusão da investigação por parte do FBI. Logo foram levados para o cemitério público, sem a cripta, a pedido das famílias.

Depois do pequeno velório de Fiona Grudge e Trevor Gaines, as famílias foram embora para evitarem retaliações por parte das famílias das vítimas.

Trevor abriu os olhos de dentro do caixão. Ele ficou parado por um tempo até perceber que ficara preso em algum lugar estreito e escuro. Tentou abrir de todas as formas, porém não tinhas forças. Ficou parado, esperando morrer, mas algo aconteceu. O caixão se movimentou muito, como se alguém o carregasse. Foram poucos minutos assim até parar. A tampa do caixão foi aberta.

— Que porra foi essa? — ele abriu a boca e ficou se tocando na cabeça.

O rapaz saiu do caixão, vestido numa mortalha, e viu que estava dentro da sua escola. Os alunos iam e vinham normalmente, no entanto não o enxergavam. Ele foi para a cafeteria e a viu intacta.

— Será que foi tudo um sonho? Se for, a lombra foi grande. Eu não me lembro de ter fumado bagulho hoje.

Ele tentava se comunicar com os outros alunos, porém ficaram indiferentes. Notou que seu corpo atravessava o dos outros.

— Isso nunca vai adiantar.

— Quem disse isso?

— A verdadeira escola está completamente arrasada. Esta aqui é apenas uma ilusão que consegui extrair da sua mente com o propósito de lhe mostrar como seria a vida dos estudantes se vocês não tivessem começado a chacina naquela manhã.

Trevor ficou olhando para os lados até ver um homem alto e todo de preto parado. Ele se aproximou, mas o adolescente se afastou. O indivíduo fez um movimento com o dedo indicador em sinal que estava chamando. Gaines foi puxado por uma força invisível.

— O que quer de mim? Eu era para estar morto.

— Não. Pessoas como você não podem morrer. O mundo seria lamentável se os mais fortes caíssem primeiro que os mais fracos.

O sujeito estalou o dedo e um armazém abandonado surgiu. Uma garotinha brincava com bonecas logo ao lado.

— Não fique preocupado. A Shadowlady Vivian tem o poder das ilusões.

— Que diabos são vocês? Onde estou?

— Você foi salvo por Fiona Grudge. Ao dar o doce negro, você adquiriu o poder da imortalidade temporária. Assim que deu o tiro em sua boca, ficou em estado vegetativo por dias, se recuperando da ferida. Acordou aqui.

— Fiona... como?

— Vamos colocar as cartas sobre a mesa. Eu sou Adrien King, mas com alcunha de Shadowking Aranha. Sou o rei do submundo e de muitas atividades ilegais. Eu estava de olho em você por muito tempo.

— Preciso de água.

—Claro.

Um rapaz negro, alto e musculoso surgiu do nada. Tocou em Trevor. O rapaz atravessou um portal até um recinto extremamente luxuoso. A mesa era bem grande e cheia de comida.

— Mas que merda...

— Trevor, pode comer e beber o quanto quiser. Os empregados também estão à sua disposição — disse Adrien sentando na outra ponta.

Gaines não quis conversa, comeu tudo o que via pela frente. Depois de minutos, ficou satisfeito.

— Essa sua carinha de gato pedinte é típica. Não sabe quem eu sou? Claro que não. Um garoto 'white trash' nascido e criado nos subúrbios de Detroit, jamais saberia quem é o rei de Nova Manchester. Pois é, esse sou eu.

— Nova Manchester?

— Um paiseco que fica numa ilha ao norte da Escócia. Como já havia dito, sou um poderoso chefão do crime e preciso de seu serviço. Para chegar a este ponto, eu tive que fingir ser a consciência de Fiona e incentivá-la a fazer aquelas coisas. Depois deixei o doce negro ao lado de sua cama e ela pegou.

— Você a usou. Não sente vergonha?

— Um psicopata dando uma lição de moral em outro não é uma coisa que se vê todos os dias. Ela teve um propósito, uma missão que foi devidamente concluída.

— Foda-se essa missão — ele pegou uma faca e se aproximou do mais velho. — Matei muita gente em West Detroit. Matar mais um não vai me fazer diferença.

O braço de Trevor ficou imobilizado. King olhou com seus olhos totalmente negros. O adolescente foi envolvido por uma teia pegajosa que prendeu o seu corpo.

— É o seguinte, moleque, eu te salvei, porque vi um grande potencial em ti. Mesmo que não quisesse ser salvo, posso te dar o que tanto desejas.

— E o que é?

— Poder. O suicídio foi uma opção, porque daquele jeito não tinha como escapar da justiça. Você pode continuar o que começou, mas com poderes que jamais sonhou. Claro que vou pedir algo em troca. Uma mão lava a outra.

Trevor mudou de expressão. A proposta daquele homem parecia bastante vantajosa.

Certo tempo depois, Adrien levou Trevor para conhecer o laboratório do doutor Brain Nitrus. O ambiente era escuro e metálico. O jovem ficou deitado numa máquina cilindro, com o corpo cheio de fios, um respirador em seu nariz.

— Começar a conversão — disse Nitrus ainda irreconhecível. Ele apertou o ENTER no computador. Um líquido rosa ou vermelho encheu todo aquele cilindro. Na sequência, raios e descargas elétricas.

— A conversão está completa, doutor?

— Sim.

Os ajudantes desligaram a máquina e foram surpreendidos por uma explosão. Logo apareceu um homem alto, de cabelos brancos longos e olhos totalmente negros.

— Seja bem-vindo, Trevor. Ou melhor, Astamon.

Adrien King ensinou sobre os digimons para o seu mercenário. Astamon ainda mantinha as lembranças da sua vida passada, mas a única diferença era que seu corpo havia sumido. Logo aprendeu a usar os seus poderes.

— Está pronto para visitar o Digimundo pela primeira vez? — perguntou King.

— Não vejo a hora.

— Aqui está a pessoa — mostrou a foto de Weiz. — Quero que vire parceiro desse cara. Vigie-o de perto. Tente conquistar a sua confiança.

— O que esse maluco fez?

— Digamos que ele é ummaldito bode expiatório. Está sendo patrocinado por um tal Matsunaga. Mas acho que foi meu chefe, Neo, a mente por trás da vinda dele do futuro. 

— Vai ser moleza.

Astamon atravessou o portal para o Digimundo. Lá conseguiu se encontrar com Blizzard perto do seu laboratório. Apareceu como parceiro, um Psychemon. O homem pegou o seu "digivice" dado pelo próprio digimon.

Com o passar do tempo a relação deles foi se deteriorando. Daregon gostava de mandar muito; Psychemon gostava de desobedecer muito. Os dois não se batiam, não havia química. Eram os piores parceiros digiescolhido-digimon que já existiu. 

Certa vez Psychemon, que havia se enchido de D'arcmon, contratou um digimon para matar Weiz e, se algo desse errado, colocaria a culpa em D'arc. Entretanto o seu plano falhou ele fora descoberto por seu parceiro, que o exilou na ilha-prisão num lugar bem longe, onde as trevas existia.

Na cela, Psychemon recebera uma visita de nada mais nada menos que King.

— Isto é um treinamento. Não poderá sair daqui até que todas as ameaças aos digiescolhidos sejam derrotadas. Atualmente o seu ex-parceiro resolveu usar a tecnologia de conversão num humano, transformando-o em Beelzebumon. Depois que todas essas ameaças forem derrotadas, eu te darei a força necessária para te libertar.

Trevor apenas ficou observando o homem desaparecer da sua frente.

Anos depois, agora como Astamon, conseguiu se libertar com o Gigadramon — digimon que tentou matar Weiz.

Foram dias de confronto entre os digiescolhidos e Astamon. Até que um dia, o psicopata fora derrotado e preso.

Astamon foi escoltado por vários policiais, inclusive o SlashAngemon e Gennai. Colocaram anéis inibidores em seu pescoço e membros. O bandido não expressou nenhum sentimento de arrependimento no rosto. Sentou-se no assento dentro da jaula e teve os braços e pernas presos emcada lado.

Beelzebumon vendo aquilo decidiu que teria a "última" conversa com o seu inimigo. Precisava falar e perguntar algumas coisas.

— Oh, você! Como está se sentindo, hein? Sente-se que está por cina, porque conseguiu me deter? A sensação de saciedade ou mesmo de tesão por ter realizado algo que esperava há muito tempo. Já senti essa sensação várias vezes. Mais um motivo para eu afirmar que somos parecidos.

— Não sou parecido contigo. Você é um assassino que curte a vida vendo o sofrimento alheio.

— Beelzinho, é incrível como não me matou depois de tudo o que fiz. Deixe-me adivinhar: algum senso moralista de que não me matará, pois assim sendo não se comparará comigo. Hahaha, sabe, a cada dia que passa eu gosto mais de você. Que tal se saíssemos um dia desses para colocar o papo em dia?

— Vai passar o resto da sua vida miserável numa cela úmida e suja, fazendo companhia aos ratos. Ficará para sempre no lugar onde não deveria ter saído.

— Deveria um dia ir me visitar hahahahaha. Entregar-me uma marmita. 

— Suas ironias não terão mais valor no lugar para onde vai. Tudo está acabado e você sabe disso. Você perdeu esta guerra. O bem venceu o mal mais uma vez.

Os dois conversaram mais um pouco e Astamon fora levado pelos Unimons. Depois de rir da cara de Wesley — naquela época ainda escondia seu segredo aos seus filhos — ficou sério. 

SlashAngemon se separou da jaula enquanto os Unimon levavam o criminoso. Gargoleymon guiava os pegásos na direção.

— Huhuhuhuhuhuhuhu...

Uma risada sinistra surgiu em todos os lugares. Eles estavam numa região desértica e com montanhas rochosas conhecidas como mesas. Os Unimon pararam de voar e ficaram presos em fios semelhantes a teias. Gargoleymon foi paralisado.

Alguém andava tranquilamente sobre os fios quase invisíveis. Abriu a cela.

— Você.

— Podemos conversar?

Momentos depois...

— Deveria ter aproveitado a liberdade que eu te dei para investigar mais ainda o Weiz. Ele está quase terminando o plano em parceria com o Matsunaga no Japão. Foi pra ser um informante que eu te fiz digimon.

— Ainda não me esqueci.

— Então o plano será bem simples: vigie esse senhor. Todos os passos que ele vai dar. Certo?

— Ryuu Matsunaga. Vai ser moleza.

— Antes, porém, preciso revelar algo. Sobre o chikara. Venha comigo — Astamon voou com suas asas.

— E quanto àqueles?

— Não tem o que se preocupar. Teia Explosiva — King fez um movimento com a mão, os Unimons e Gargoleymon morreram na explosão.

Durante o tempo em que Barbamon atacava, Astamon estava no Japão vigiando todos os passos de Matsunaga. Vigiou a sua mansão, vigiou a empresa e até mesmo a Genetech. Tudo ele relatava ao seu mestre. 

HOTEL KINGDOM PALACE

— E então, quais as novidades? — o tatuado estava numa jacusa com duas mulheres.

— Ele vai sequestrar um tal de doutor Strong. Parece que ele fez uns clones... ele fala em híbridismo entre digimons e humanos.

— O que mais?

— Parece que Weiz está recrutando digimons poderosos para governarem o digimundo.

— Interessante. Acho que você já pode voltar para o seu treinamento na prisão. Quando for o momento necessário, poderá se libertar de lá.

Astamon assentiu e foi para a prisão. Lá treinou bastante a concentração.

Meses terrestres depois, soubemos que ele libertara-se da ilha-prisão. Foi dentro da cela que seu poder aumentou consideravelmente.

Após deixar a prisão, de uma maneira nada ortodoxa, foi se encontrar com um subordinado de King num ambiente bem isolado. O homem abriu o notebook, King apareceu.

— Espero que tenha aproveitado a estadia na prisão. Conseguiu controlar a sua força interior?

— Claro que sim.

— Ótimo. Agora mais uma missão para você. As ilhas desses governadores possuem dados especiais que, se alterados com um vírus, poderão ser úteis pra mim. A pistola na maleta serve para colocar o vírus na ilha, especificamente onde fica cada QG dos governadores.

— Mas pra que servirão essas ilhas?

— Se eu te desse todas as respostas, escreveria um best-seller. Faça apenas o que digo. Só uma informação adicional: quando chegar na quarta ilha, pegue um cristal azul que fica dentro do palácio. O code crown estará dentro dele.

Astamon recebeu todas as instruções e seguiu os digiescolhidos. Desde quando eles retornaram ao Digimundo, o homem ficou de 'stalker' até se revelar para Slash, Gaia e Diana.

— Por que confiaríamos em você?

— Porque eu também odeio o Weiz e sei onde fica o seu laboratório secreto. Quando um de vocês quiserem o endereço, só me pedir.

Foi quando ele se revelou aos digiescolhidos e conseguiu entrar na primeira ilha — Windows.

Separou-se do bando, entrou no quartel general de Lampmon, libertou Paulo, Lucas e Lúcia e, por fim, encontrou-se com seu ex-parceiro.

Um guarda foi morto próximo do salão do governador. Astamon caminhou até a porta, abriu e entrou no ambiente. Tudo parecia estar normal, exceto pelo fato de alguém interessante estar esperando o invasor.

— Há quanto tempo, Astamon. Não nos víamos desde aquela vez na prisão ilha.

— Digo o mesmo, Weiz.

Os dois se encararam por um tempo. Ambos não se viam desde os velhos tempos em que o digimon estava preso muito antes de conhecer os digiescolhidos.

— Não é surpresa nenhuma que esses digiescolhidos cometeriam a loucura de invadirem a ilha de Lampmon. Eles presumem que poderão derrotar um governador dentro do seu próprio território. Isso é um erro crasso, mas eu já imaginaria que eles fariam isso. Entretanto, nunca imaginava que você os ajudaria. Logo você! Algoz de carteirinha daqueles moleques - falou Weiz sentado na cadeira do governador.

— Hehe não se engane. Eu tenho os meus interesses. Pra mim não faria diferença se eles morressem ou não.

— É claro. Alguém como você jamais sentiria empatia por alguém. Você se importa consigo mesmo. Acho que ainda desconheço o demônio que há no seu coração... Se é que você tem um. Aliás, os digimons pra mim não passam de brinquedos que podem ser utilizados por humanos.

Astamon sacou um revólver, disparou na direção do homem, porém um campo de força salvou Weiz de ser atingido.

— Isso é digno de um covarde que se esconde atrás disso. Olha só quem fala de moralidade, o homem íntegro que nunca cometeu um crime na vida. Foi você quem não me deu chance e me mandou para a prisão no mar de Dragomon. Diz se é mentira!

Weiz se levantou, caminhou pelo salão todo até chegar na janela e observar a vista de fora.

— Eu tive os meus motivos. Não vim para o digimundo a fim de ser parceiro de digimons e sair por aí numa aventura. Eu vim por causa de uma missão que obtive. Entenda, eu sou do futuro, por isso fiz o que fiz e não me arrependo.

Astamon sorriu maliciosamente e disse:

— Como é ingênuo. De fato um verdadeiro fantoche. Por acaso alguém está por trás de Blizzard Daregon? Conhece a Nova Ordem do Século a N.O.S?

— Do que está falando?

— Ah Weiz, que simplório. Vou ser mais específico. Conhece o Neo?

Weiz pela primeira vez ficou desconfortável. Ele não quis admitir, mas conhecia a pessoa em questão. Era a mesma que no passado, quando ainda estava no futuro, havia o contatado e o transformado no que ele é hoje. Mas jamais pensou que um segredo que ele nunca contou a alguém pudesse ter vazado justamente para Astamon.

— Isso não é da sua conta, digimon idiota. Se me der licença, tenho algo aqui que me interessa.

— Pode tirar o cavalinho da chuva. Antes de vir para cá, eu libertei aqueles três capturados por Djinn. Não há nada que se possa fazer. Plano faliu.

Weiz não esperava por essa. Seu plano não ocorreu, mas havia um plano B. Ele usou o recurso de teletransporte para sair dali. 

Astamon se sentiu de alma lavada por ter irritado o homem que o fez mal no passado. Ficou sentado na cadeira de Lampmon por um certo tempo até se apressar e sair dali.

Durante a batalha dos digiescolhidos vs o governador, ele se comunicou com King. O loiro ainda estava no hotel para a reunião da cúpula da Nova Ordem do Século.

— Feito. Primeiro vírus implantado.

— Perfeito. Use o Cristal de Neon para abrir portais às demais ilhas. Boa sorte — som da campainha tocando (momento em que Mimi chegara na cobertura). — Vou desligar. 

Astamon logo foi para a Ilha Linux. Sua tentativa de se infiltrar na base de GrandLocomon eram nulas. Havia um pesado esquema de segurança, e o próprio governador ficava mais lá do que fora. Nessa parte da missão ele viu Lúcia sozinha na cidade e fez parceria com ela. Ajudou-a a desarmar o sistema de segurança e a implantar o vírus.

As ilhas Linux e Tabuleiro se moveram para La Plata. Conseguiu facilmente entrar na terceira e colocar o vírus nela. Partiu para Atlântida.

 

Firewall - Atualmente

— Supremo Mestre, será que podemos confiar plenamente no trabalho do Astamon? — perguntou AncientWisetmon.

— Confio em Trevor Gaines para fazer esse trabalho. Falhei com o Shadowlord para a dominação mundial. Com meu garoto assassino, tenho mais garantias.

— Como pode ficar tão tranquilo?

— Ora, Sumo-Sacerdote! Eu sempre tenho um ás na manga. Tenho algo de interesse dele.

Uma pessoa apareceu diante de Shadowking Aranha e o Sacerdote.

— Fiona Grudge.

Fiona olhou para King e fez reverência. O rei informou ao sacerdote que um chip havia sido implantado no cérebro dela.

— Sou um psicopata, ele também. Veremos quem é mais psicopata de nós dois.

 

3° ATO: O assassino indomado

Palácio Aquamarine

Astamon pegou um pouco de absinto e brindou com os dois. NeoDevimon bebeu tudo, o mesmo fez Splashmon.

— Então temos um acordo que vai abalar as estruturas deste digimundo. Mas preciso que você contate seus subordinados e faça-os trair os digiescolhidos.

— Tem um problema. A princesa de Nevraska se encontra está na minha tripulação. Conheço-a há muito tempo, ela concordou em ajudar os digiescolhidos a acabar com Leviatã. Fizemos até um disfarce para entrarmos em acordo. Ela se refere a mim como irmão...

Astamon chegou perto de Splashmon e colocou suas mãos em seus ombros.

— Livre-se dela. Não quero nem saber de como lidará com essa princesa, vai matá-la para darmos prosseguimento ao plano.

— Ela está com os digiescolhidos agora. Provavelmente com a tal Mia White, que ajudamos na ilha dos canibais.

— Aquela Ranamon lá na sacada é a princesa? Bonita, hein. Mate-a, e quando fazer isso, não olhe para o rosto dela. Vai por mim.

Astamon viu a pequena caixa ao lado da cadeira do Shogun. Pegou o objeto, manuseando-o bruscamente.

— Oh, melhor não fazer isso. É a Caixa de Pandora que eu resolvi presentear o Shogun. Dentro há uma bomba bastante potente, capaz de arrasar a ilha toda — avisou Splash.

— Uma bomba? Acho que vou ficar com ela. Nunca se sabe quando ou como precisarei disto aqui.

O chão do palácio tremeu por causa do movimento da ilha. Atlântida inteira subia acima do nível do mar.

Enquanto Astamon fazia seu acordo com os outros vilões, os digiescolhidos se apressaram em sair do estádio. Aproveitaram os botes para saírem de lá.

Um grupo de tritões perseguiu-os logo na sequência. Tanto atrás como na frente, eles ficaram encurralados.

— Essa não. Ficamos sem saída — disse Rose abraçada a Lilimon.

— Deve ser mais de cinquenta soldados ao nosso redor. Se não houvesse muitas casas ao redor e vocês não estivessem tão perto, eu poderia acabar com eles com uma explosão — informou Beelzebumon.

Paulo, Beelzebumon, Rose, Lilimon, LinK, Mia e agora Ranamon. Esse é o grupo que ficou encurralado perto do estádio.

— DIGIESCOLHIDOS!!!

O soar da voz de Gekomon Shogun foi tão potente que destruiu as paredes do estádio e causou pequenas ondas nas águas próximas.

— É o Shogun se aproximando! Saiam do caminho — berrou um soldado tritão.

O monstro nadou com tudo, destruindo a parede do estádio e passando por cima de qualquer um à frente. Paulo pediu a LinK para aumentar a velocidade do bote, mas o maior era bem mais rápido na água. A pior parte foi que o anfíbio gigante soltou uma rajada de som potente por seus trombones.

— Cuidado! — gritou Mia.

Eles desviaram por pouco. O golpe atingiu o muro que separava Sealand da parte baixa da ilha. A água escorreu, puxando os soldados para baixo.

— Não vou esperar mais. Vão na frente. Eu lutarei com o sapão — informou Beelzebumon.

— VOU ACABAR COM TODOS VOCÊS, HUMANOS IDIOTAS!!!

— Ah, não vai, não.

Os dois foram de encontro um com o outro. Gekomon não aguentou e caiu longe.

No fundo do oceano, o governador acabava de acordar. Os seus olhos ficaram brevemente vermelhos e brilhosos. A criatura marinha saiu da sua hibernação depois de um mês seguido. Seus braços, pernas, cauda e cabeça saíram debaixo da areia e rochas. De fato, uma criatura assustadora e grande. Sua silhueta era escura, em forma de um crocodilo.

Ele soltou um barulho muito alto lá do fundo. O som foi ouvido pelos porteiros.

— Ouviu isso? — perguntou o Gomamon.

— Não ouvi nada... Oh, o que é aquilo?

— Minha nossa. É um navio voador? Melhor a gente se mandar daqui.

Os dois saíram do portão principal e entraram.

A arca de prata foi com tudo para cima da entrada da ilha. Os canhões que ficavam no muro atiravam constantemente, mas nada detia o veículo voador. Um canhão na frente da arca surgiu e dele saiu um disparo a laser que evaporou boa parte da água perto da entrada.

— Vai com calma com isso aí — reclamou Aiko ao Gin.

— Já disse que está tudo sob controle.

A arca passou por cima do muro e foi derrubando os telhados das casas e pequenos prédios da parte baixa. O pânico foi generalizado, porque era incomum ver um navio gigante e ainda mais voando.

— Isso é saber dirigir? Imagine se não soubesse — reclamou Lúcia segurando em um corrimão.

— Acho que estou ficando enjoado — disse Lucas.

Na parte de fora, no convés, Conceição, Mummymon e Arukenimon escorregavam pra lá e pra cá. Balançavam quando a arca balançava... era um inferno a eles.

— Acho que vou infartar agora. Ai, meu Deus. Meu coração está batendo demais. Já estou vendo até o paraíso.

— Não pode ser. Ela está desencarnando — Mummymon tentava animar a empregada.

— Os dois só podem ser palhaços, fala sério. Uma chacoalhada dessa vai causar a morte de alguém? — indignou-se Arukenimon.

A arca continuou na direção de Sealand.

Paulo e os demais viram a arca se aproximar. Foi tudo tão de repente: os tritões, o Shogun, a arca.

— Precisamos sair desta ilha. Isso é sério. Já acabamos a missão de resgate da Mia — falou LinK.

— E quanto ao governador? — questionou Paulo.

— Precisamos de terra firme para confrontá-lo. Ele fica forte na água e no céu.

Beelzebumon ainda lutava contra o Shogun. O homem estava brincando com o maior.

— Que crista maneira — disse ele puxando a crista do outro. — Vamos ver se é forte o suficiente.

— Venha aqui, maldito! — o maior sugou o menor com o seu trombone.

— Mas que merda! Fiquei preso nisso aqui. Eu quero sair.

Shogun soltou uma rajada de som, fazendo Beelzebumon cair longe e quebrar a parede de uma casa. Ele ficou com a cabeça e os braços para dentro.

— Hum, cheirinho bão! Uh, torta de chocolate — ele pegou um pedaço enorme e engoliu com tudo. — Obrigado... Opa!

— De nada — disse o morador.

Gekomon pegou Beelzebumon pelas pernas e ficou sacudindo-o pra lá e pra cá no estilo Hulk. O homem se desvencilhou do maior e deu uma série de chutes em seu rosto.

— Em primeiro lugar, odeio quando estou comendo e alguém me interrompe. Segundo, já provei carne de rã depois que assisti ao Bear Grylls e o gosto não me agradou. Terceiro, você é um tarado por sexo que só quis a minha nora... tá, essa parte eu peguei pesado.Sou doido por sexo também... Foda-se.

Beelzebumon deu um chute ainda mais forte no Shogun que o fez ser lançado por vários metros.

— Game Over, sapão.

Enquanto isso, Trojamon Iggy fora capturado pelas forças da S.P.D. Romena pôs uma algema especial que inibia os poderes de qualquer digimon ou variado.

— Tirem ele daqui. Em breve voltarei à Terra para interrogá-lo.

Os agentes abriram um portal que dava para fora do digimundo. Apenas a moça e mais alguns poucos agentes continuaram em Atlântida.

— Não se impressionem com o navio.Temos que pegar o code crown antes que o King possa tê-lo.

Eles foram escondidos para o palácio.

A arca de prata destruiu o portão de Sealand e ficou parado nessa mesma posição. Paulo e os outros chegaram perto e viram que estava muito quieto. Beelzebumon chegou logo em seguida.

— Falei pra Lúcia que assim que chegassem, avisásse-nos de imediato. Nada disso aconteceu.

— Eu posso ver — ele sobrevoou perto da proa. Retornou com um rosto nada agradável — Temos um problema.

Os piratas da tripulação Splash pularam do convés até mergulharem perto dos digiescolhidos. Eles apontaram pistolas na direção de todos no bote.

— Vocês são piratas. O que querem? — perguntou LinK indignado.

— Hehe, o que queremos? Como assim? O nosso vice-capitão disse que vocês são importantes para algum tipo de barganha.

— FIFIFI... DIGIESCOLHIDOS, É MELHOR NÃO RESISTIREM. VAMOS CAPTURAR TODOS — a voz de Gin num auto-falante.

— Espera um pouco. Saímos não tem nem três horas e agora aparecem esses caras? De onde surgiram? — falou Paulo.

Gin apareceu no convés com Lúcia e todos os outros como prisioneiros. Os que foram capturados foram: Lúcia, Aiko, Agumon, Lucas, Arukenimon, Mummymon e Betamon. Panjyamon e Conceição, de algum modo, escaparam ilesos.

— Fififififififi... nossa capitã acaba de trazê-los para nós?

Todos olharam para Ranamon. Ela sequer sabia que haveria um motim contra os próprios digiescolhidos.

— Ranamon, você traiu a todos. Tanto você quanto o Splashmon eram maus o tempo todo e fingiu ser boa — indignou-se Mia.

— Juro que não sabia que haveria traição. Ainda nem falei com Splashmon desde que foi para o palácio.

— Fifi... E vai ser no palácio que haverá a grande reunião. Parece que temos um aliado de mais poder — explicou o cara de polvo.

Gin entregou um colar inibidor para Beelzebumon e Lilimon. Os dois, infelizmente, tiveram que se sujeitar à chantagem. Os dois retrocederam para a fase rookie.

Gin liderou o comboio dos botes. Entraram na área do palácio. Aquamarine estava em ruínas, porém, mesmo assim, conseguiram passar por todos os obstáculos até o salão principal.

— Splash, o que significa isso?

— Que tenho um acordo melhor que o seu — respondeu pegando Ranamon pelo braço. — Agora você fica aqui, quietinha, enquanto decido as coisas.

NeoDevimon apareceu diante deles. Logo em seguida, Astamon.

— Só pode ser brincadeira! O cara trai a gente pela onésima vez — reclamou Impmon.

— Trair é uma palavra forte, Wesley. Eu diria melhor "agir da minha maneira". Nunca deveriam ter confiado em mim.

Astamon levou-os para ver o Cristal do Atlântico. Paulo e os outros não entenderam muita coisa, até o vilão explicar o que era aquilo.

— A garota. Você e sua parceira recentemente lutaram contra a governadora. Lembra do cubo de pedra que ela transformou em lança?

— Sim.

— Isso é um code crown. São chips que guardam a informação da grande árvore digital: Yggdrasil. Se juntarmos todos, ele renascerá. É isso o que eu quero.

— Seu louco. Yggdrasil foi banido da existência por Gennai e os guardiões do Digimundo por ser uma criatura instável. Ele matava milhares de digimons sem se importar. Libertá-lo vai ser um grande erro — explicou LinK.

— Esse é o plano dele desde o começo — disse Lúcia.

Podem continuar resmungando o quanto quiserem. Pelo que estou sabendo não será preciso mover uma palha para acabar com todos.

Leviatã nadou para a superfície. O monstro estava se aproximando.

...

Ilha Sand

Jin, Freddy e os digimons caíram num buraco causado por um Trojamon. A queda foi grande, mas sobreviveram por causa de um pequeno lago subterrâneo que lá existia. Os cinco foram para a margem.

— Todos estão bem? — perguntou Freddy.

— Defina a palavra 'bem'. Eu não consigo nem ficar em pé — murmurou Goburimon.

Jin ficou olhando para o teto. Foi uma altura considerável. Talvez uns cinquenta metros.

— Seja lá o que foi aquilo, parece ter sido provocado por alguém. Não posso acreditar que um buraco surgiu do nada.

— Acha que foi obra de algum digimon? — perguntou Mush.

— Não tenho certeza. Então é melhor ficarmos atentos.

Eles saíram da margem do lago e seguiram por uma passagem subterrânea, uma caverna. Havia estalactites por todos os lugares.

— Uma luz no fim da caverna. Será que a minha relíquia está lá?

Jin foi na frente. Ao saírem da caverna, entraram numa espécie de câmara bastante espaçosa. O brilho dourado não é para menos, um verdadeiro tesouro havia ali.

— Uau! Isso é ouro — berrou Goburimon.

— Melhor não mexerem em nada. Pode haver armadilhas... — Freddy falou, porém Koemon pegara uma coroa numa estátua. — por todos os lugares.

Da parede surgiram pequenas armas que atiravam laser. Eles correram para encontrar proteção. Passaram-se dez minutos naquele tiroteio até parar de uma vez.

— Ninguém mexe nesse tesouro. Aposto que o governador desta ilha guardava aqui, por isso há armadilhas para protegê-lo. Agora, segundo o sinal, a relíquia está perto, mas não aqui. Precisamos de uma outra saída.

Freddy analisou todo o lugar e viu uma parede holográfica. Conseguiram atravessar sem nenhum problema. O corredor era bastante longo. Era perceptível desenhos egípcios nas paredes.

— Uau. Havia uma civilização por aqui. Aposto que o governador daqui dizimou todos — falou Freddy iluminando o lugar com uma lanterna.

Um dos desenhos era peculiar: a figura de dois mundos — provavelmente a Terra e o Digimundo —, depois logo em cima um homem totalmente preto se apossando dos dois, ao seu lado outros homens menores também pretos, e abaixo a imagem de uma árvore. Freddy tirou fotos.

— Só pode ser Yggdrasil. Esses caras devem ser o grupo de humanos que regem os dois mundos... Mas será que isso é uma profecia?

— Cara, isso tá ficando assustador. Se existem pessoas muito mais perigosas que os governadores, não há o que possamos fazer — disse Jin.

Um pequeno tremor deixou-os atentos. Eles foram para o final do corredor. Era um templo escondido, com vários pilares.

— O sinal vem desta sala — avisou Freddy.

Eles andaram por vários metros até ver a imagem da relíquia. A felicidade de Jin foi grande ao constatar que era, de fato, a sua relíquia.

 

Fora das ilhas, Ruan ainda caminhava pela floresta na tenttiva de chegar à vila mais próxima e achar um jeito de sair do digimundo. MarineAngemon continuou seguindo-o.

— Hum, você de novo. Não tem nada melhor pra fazer?

— Eu gostei da sua companhia. E também você é humano, precisa de um guarda-costas.

— E você seria esse guarda-costas? Do seu tamanho tá mais pra pet.

Ele viu a vila de longe e correu até ela. O lugar era cheio de casinhas de mais ou menos dois metros. 

— Esse lugar está deserto. Tem certeza que havia uma população aqui?

 — Até ontem sim. Alguma coisa deve ter atacado esses pobres coitados.

Ruan ouviu um gemido vindo de trás da casa. Ele foi ver quem era. Um digimon estava deitado no chão.

— O que houve? Quem fez isso contigo?

— Foi um bando de Evilmons. O povo daqui teve que ir embora... eu fiquei pra trás — respondeu um Floramon.

MarineAngemon sentiu o faro de algo e foi na direção. Ruan ajudou Floramon a fugir, depois foi atrás do outro.

— Evilmons! — Ruan viu os digimaus destruindo as casas. — Você! O que houve?

MarineAngemon ficou deitado no chão, aparentemente ferido. O pequeno respondeu que tentou proteger a vila e proteger o digiescolhido. Claro que o humano ficou comovido.

Os Evilmons fugiram.

— Eu pensei em protegê-los do perigo. Mas eu sou fraco.

— Não devia ter feito isso. Eu já perdi um digimon querido. Não quero que a mesma coisa aconteça com você.

Ruan segurou o digimon no braço e pediu para guiá-lo a uma cidade mais próxima.

...

O navio da tripulação Splash ficou em meio às ondas causadas pelo monstro Leviatã, que subiu até a superfície. O navio foi completamente destruído. 

Leviatã saiu da água. A ilha Atlântida estava logo acima dele. Foi voando para o seu território.

O povo ouviu o rugido do seu governador. Todos fecharam as portas e janelas.

Os porteiros saíram de perto quando viram o enorme crocodilo chegar.

Palácio Aquamarine

— Parece que o governador desta ilha chegou. Como será que os grandes digiescolhidos irão derrotá-lo, se os seus digimons não podem evoluir?

— Se eu tivesse sem esta coleira, você perderia facilmente e aquele governador também.

— Olha só o Wesley. Sabe, você é um cara maneiro, forte e popular. Lembra muito aqueles alunos do time de beisebol de alguma escola e que gosta de fazer bullying com os nerds — ele apontou uma espada no rosto de Impmon. — Eu odeio pessoas assim. Diga-me, quer viver?

— Astamon, eu não vou implorar a minha vida a você. Nunca faria isso.

— Deixa ele — interviu Paulo. — Se mexer com ele, vai mexer comigo.

— O filhinho protegendo o papai digimon. Que patético. Bom, é como eu sempre digo: os mais fortes são o que sobrevivem, os fracos devem perecer.

Astamon desapareceu da frente dos dois e apareceu na frente de NeoDevimon. Foi um movimento rápido. Astamon, com a espada, degolou, cortou, literalmente, a cabeça do outro digimon. Lúcia desmaiou ao ver aquilo. As outras meninas gritaram e fecharam os olhos. Os demais não puderam acreditar no que ele havia feito.

— Que foi? Matar pra mim é um passatempo — disse ele com a cabeça de NeoDevimon na mão.

Continua...



Notas finais do capítulo

Gente que acompanha minha fanfic. Gostam de uma fanfic diferente? Tem está aqui: https://fanfiction.com.br/historia/740364/Reborn/

Sei que tem o Justin Bieber ali, mas não vai ser romance mela cueca... Vai ser aventura. Tem até Death Note. Dêem uma chance à minha fanfic. Não vão se arrepender.



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