D.N.A Advance: Nova Ordem do Século escrita por Sensei Oji Mestre Nyah Fanfic


Capítulo 115
O Décimo Digiescolhido




Special Guest Star:

Oliver Hood

Shoutmon 

Nos capítulos anteriores...

La Plata, um reino dominado por cinco digimons poderosos: Bacchusmon, Kuzuhamon, Breakdramon, GrandLocomon e QueenChessmon. Tal reino vivia sendo ameaçado por eles, e seu rei original exilou-se longe da cidade Del Plata. 

Enquanto isso, os dois mais fortes, Locky e Queenye, viraram governadores e assumiram o comando de duas ilhas do reino Matsunaga Lucemon. Tudo ia bem, contudo os digiescolhidos chegaram para o declínio dessa organização maligna. Ruan e seus amigos acabaram com toda influência de Locky em Linux, porém muitos inocentes pagaram com vida; Rose ficou na missão de salvar seus amigos em Tabuleiro e conseguiu sair ilesa.

No reino, onde as coisas estavam mais sérias, os digiescolhidos ajudaram ao rei e seus aliados a derrubarem o Bacchusmon e sua trupe. Começou quando Marsmon derrotou o vilão, depois Kuzuhamon foi derrotada por Impmon e as meninas do prostíbulo (essas querendo dar para ele), Breakdramon destruído pelo canhão de RizeGreymon; e os dois governadores ainda na luta.

Queenye conseguiu fazer a arca de prata pegar e a lança de Dukemon sair da sua prisão.

Nesse meio tempo, Jin Fukuda reaparece e reencontra Freddy. Este explica a verdade por trás dos cubos de pedra, da sua demora em se juntar à equipe, da Nova Ordem do Século e sobre Yggdrasil. Jin ficou surpreso, pois agora entendia que os vilões estavam ficando cada vez mais poderosos. De fato, eles ainda estão na ponta do iceberg.

...

Capítulo 115

 

Locky ficou no encalço de Marsmon desacordado. Seu objetivo era matá-lo, pois foi ele quem arquitetou a derrubada de La Plata que era dominada por Planalto...

Arbomon, Grapp Leomon, Minervamon e Panjyamon ficaram no caminho de Locky. Os quatro atacaram o vilão. Ele se defendeu e soltou uma onda eletromagnética que fez com que eles caíssem bem longe. Em seguida, atravessou a igreja e parou do outro lado da rua vendo Marsmon nos cuidados dos dois digiescolhidos.

— Desgraçado! — um homem ficou atirando com uma pistola, mas levou um tapa e morreu na hora.

— Fujam! — outro pegou uma bazuca e atirou, mas Locky chutou a bala e a fez voltar para o homem.

Ruan e Paulo presenciaram Locky na sua frente. Eles estavam com o rei, mesmo não tendo forças para levá-lo pois o homem era muito pesado.

— Chegou o momento de acabar com essa história. Preparem-se!

Ele fez a espada crescer e foi na direção dos três. HiAndromon se meteu na frente deles e recebeu o golpe naquele instante. Ruan ficou chocado ao ver o braço esquerdo de seu parceiro ser arrancado com o golpe da espada.

— Não pode ser! Ele colocou o braço na frente como defesa — falou Paulo ainda surpreso.

— Essa não... — Ruan estava em choque.

Locky não entendeu o motivo do outro ter colocado seu membro na frente da espada. Uns passos para trás, ele ficou observando o seu inimigo se contorcer de dor.

HiAndromon estava com a mão sobre o ferimento causado pelo corte. Havia um tipo de luz amarelada e muitos dados escapando de dentro. Ele ficou de joelhos, com uma expressão de dor. Ruan foi imediatamente atrás dele.

— Você não podia ter feito isso. Não podia! Precisamos consertá-lo ou falar com o Gennai.

— Ruan eu... não tenho conserto... acho que o pior está por vir.

Ruan sentiu um baque forte vindo do peito. Era a sensação horrível de perder um ente muito querido. Apesar de ser forte, ele não quis admitir que seu parceiro estava para morrer.

O governador cruzou os braços ao ver a cena que, segundo ele, era digna de pena.

— Digiescolhido, isso é só o começo. Quando os outros governadores, ainda mais fortes do que eu, forem confrontados, muitos de vocês terão o mesmo destino. Essa cena de amizade que você e seu HiAndromon estão fazendo é digna de pena. Vocês entraram num território desconhecido e agora estão colhendo o que plantaram — ele preparou a espada.

— Cala a boca... Não dirija a palavra ao meu parceiro, seu imundo.

— O que está acontecendo? — perguntou Paulo ao ver HiAndromon soltar faíscas elétricas do corpo.Ruan se afastou, pois literalmente seria eletrocutado.

HiAndromon se levantou e encarou o seu rival pela última vez. Locky não se deixou intimidar e correu na direção dele com seu 100%, enquanto o parceiro de Ruan fechou seu único punho e utilizou seu Raio Atômico com descargas elétricas. Veio tarde, mas seu chikara despertou no momento certo. O androide deu um soco bem no abdome de Locky, atravessou o corpo do vilão e soltou o poder em forma de raio. Locky foi arrastado por vários metros até ir para o céu,depois desceu com tudo e caiu bem na frente de Hi. O governador gritou ao ser despedaçado pelo golpe e virar pedaços de metal. Uma grande cratera se abriu no local e apenas HiAndromon ficou na posição de quem acabava de dar um soco no chão.

Ruan correu ao ver o seu parceiro esgotado e escapando em dados. Uma lágrima saiu de seu olho ao vê-lo ir embora.

— A gente se vê na Cidade do Princípio... — e sumiu completamente.

— Droga! Droga....

Ruan ficou de joelhos se lamentando. Paulo tentou chegar perto do amigo, mas este pediu para ficar sozinho por um tempo.

O governador Locky finalmente foi destruído, e seus soldados máquinas e os de xadrez se renderam ao perceberam a sua ausência. Os revolucionários gritaram vitoriosos e prenderam os soldados restantes. A cidade inteira estava alegre com a derrota dos governantes malígnos.

Grapp e os demais chegaram e pegaram Marsmon de volta. Eles agradeceram aos jovens, mas ficaram sensibilizados ao saberem da perda de um amigo. Beelzebumon, Venusmon, Lucas e Lúcia chegaram logo em seguida.

— Nossa! Que clima pesado é esse? — disse o mascarado.

— Pai, o governador Locky foi destruído, mas HiAndromon teve que se sacrificar. Ele virou dados e retornou à Cidade do Princípio.

— Oush... Que droga. Então meus pêsames.

— Ruan, tem certeza que está bem? Eu já passei por isso e sei como é desesperador...

— Paulo, eu vou ficar bem. Você me trata como se eu fosse criança. Não se preocupe, não vou ficar chorando rios como você fez quando Impmon morreu. Eu já era forte naquele tempo, ainda sou forte. Quero apenas ficar sozinho, por favor?

Paulo atendeu ao pedido do amigo. Ruan estava grosseiro, porém era compreensível. Todos caminharam para mais longe enquanto o espanhol ficou só.

A expressão de Ruan era de frustração. O sentimento chamou a atenção de alguém muito terrível que vivia na Terra. 

No hotel Kingdom Palace, os motoristas de táxi trocavam conversas quando viram coisas inusitadas aconteceram. Primeiro que um viu uma luz no céu da madrugada, agora era algo bem mais sinistro.

— Olha ali, Sadako... Tá vendo aquilo voando? — disse o motorista gordo.

— São pássaros, Madako — respondeu o magro.

— Pássaros ou morcegos? — os dois se olharam com medo.

Um grupo de morcegos entraram num dos apartamentos do hotel. O ambiente estava aberto e escuro. Algumas luzes de velas em candelabros estavam acesas, uma pessoa ouvia uma música clássica. 

— Hum, perdeu o parceiro Sr. Castillo? Como é bom ver alguém desesperado —  era perceptível uma bolsa de sangue dentro de um depósito com gelo. Ele segurava uma taça com sangue e bebia — Esse sim vai ser uma ótima escolha para a minha família.

O homem bebia o sangue enquanto assistia ao que se passava no Digimundo por meio de um visor em forma de morcego. Ele acariciava um bicho que lembrava um cachorro, mas que possuía asas. No teto, vários morcegos de cabeça para baixo e sobre um móvel a boneca de vodu Mimi Tachikawa.

...

A luta contra a governadora Queenye persistia além-mar, pois a arca de prata foi embora de La Plata e seguia um destino indeterminado. Sobre ela, Rose e Queenye se confrontavam. A vilã, com a lança, soltava o poder aos poucos, apenas para divertir-se com o medo da garota. Rose, vestida de princesa, mas com o vestido rasgado, corria ou pulava na tentativa de não ser atingida.

— Ohohohohohoho Quando penso que o meu dia estava ruim, isso acontece. Parece que há um ser divino que me ajudou hoje. O que vai fazer? Sua parceira não está aqui, aqueles anões também não. O que vai acontecer?

— Droga, o que posso fazer contra ela? — um pequeno raio foi na direção dela, mas esquivou.

— Estou pouco me lixando para o governo e aquele fracasso de país. Com a Gungnir e a Arca, eu conquistarei outros lugares. Antes vou finalizar a minha missão de pulverizá-la — uma energia ainda maior se concentrou na ponta da lança.

— Não posso desviar desse ataque!

— Você que vai sumir, bluxa! — KingChessmon soltou uma bomba na governadora, porém nada aconteceu. QueenChessmon foi pega de surpresa pelo ataque e se irritou ao ver o pequeno no convés.

— Maldito, você por aqui.

— King, veio me salvar!

— A Rosemon ainda não chegou? Como assim? O que vou fazer? Ah, já sei — ele fechou a porta.

— SEU COVARDE!! — gritou Rose.

KingChessmon ficou pensando no que poderia fazer para enfrentar a vilã. Contou até três e abriu a porta.

— Vou acabar contigo, sua tlouxa — um raio de energia veio na direção dele, deu um pulo para se salvar. — YAHHHHHH!

Queenye ficou soltando umas faíscas que atingiu o traseiro do menor. Este caiu perto de Rose.

— Tive uma ideia genial.

— Ah é? Qual é?

— Rose, me salva.

— NEM VEM, FILHO DA MÃE! O QUE PENSA QUE TÁ FAZENDO? NÃO VEIO AQUI PARA ME SALVAR?

— Eu já nem sei pla que eu vim.Devia ter ficado lá em baixo.

— ENTÃO NÃO VEIO ME SALVAR? COMO VOCÊ É UM INÚTIL!

— Não há o que se fazer quando seu inimigo é um governador. Por acaso alguém aqui é mais forte do que ela? Por isso vamos nos conformar.

—  Verdade. King, você é tão coerente hahahahahaha.

Queenye soltou um raio contra os dois.

— YAHHHHHH — gritaram.

— Os dois parecem uma dupla de idiotas. Vou acabar com vocês agora mesmo.

A arca parou de voar, caiu sobre o mar perto de uma ilha deserta. Queenye não previu isso ter acontecido. Viu Rosemon aparecer diante dela.

— Você!

— Uma pessoa me disse que destruir a arca te deixaria fula da vida — ela ativou o Burst Mode. — Quero ver me enfrentar com essa fúria toda.

— Maldita. Não vou te perdoar por ter quebrado a minha arca. Vai ver a fúria de todo o meu poder!

As duas se enfrentaram de igual para igual. King e Rose se esconderam, porque muitos raios atingiam o convés. O confronto foi intenso, mas não durou muito. Rosemon caiu de um lado, Queenye de outro. A diferença de uma para outra era que a vilã estava mais desgastada fisicamente, a lança consumiu a sua força mais rápido, era como uma droga ou anabolizante.

Queenye não aguentou muito, largou a lança e ficou brilhando muito. Seus dados estavam bagunçados por conta da sua exposição a arma do code crown. Uma flecha atravessou o convés e atingiu o peito da vilã, ela morreu e explodiu em dados.

— Buahahahahahaha Que digimon ingênua. Liberar a arma de um code crown só pode ser feita por alguém com muito poder — todos olharam para trás e viram Trojamon Froggy segurando uma balestra.

Froggy mandou Hubbard e Vincovci atacarem Rosemon, eles o fizeram e a digimon voltou a ser Tanemon. Rose segurou a sua parceira, ficou surpresa da aparição dos três indivíduos. 

— Queridinha, precisamos acabar com você também buaha...

No oceano, uma pessoa se aproximava sobre algo que lembrava uma prancha.

— ROCK DAMASHI! — uma bola de fogo atingiu Hubbard em cheio fazendo o sujeito cair na água. Rose olhou para o sujeito e viu um ser humano sobre algo que lembrava uma prancha.

— Quem são vocês? — perguntou Froggy.

— Ora, eu sou conhecido como o rei dos digimons músicos. Meu nome é Shoutmon!

Rose viu a cena, mas logo desmaiou por causa da maresia.

... 

Ilha Sand

Jin ficou muito ansioso depois que soube da presença de uma relíquia naquela ilha. Seria o momento certo para mega evoluir seu parceiro, pois apenas a mega evolução garantiria a sobrevivência em meio a tantos inimigos poderosos. Freddy pediu aos nômades para vestirem o rapaz com uma roupa árabe a fim de se disfarçar dos possíveis inimigos espalhados pela ilha.

— O local onde nós vamos é longe daqui, fica perto da ponta da ilha e o governador não tem muita influência — avisou Freddy mostrando um mapa holográfico.

— Isso aqui são as ruínas? Se não me engano, essas coisas devem possuir níveis inferiores. Talvez a relíquia esteja lá — disse Jin.

— Ok. Vamos com um jipe que eu roubei de um grupo de skulls.

— Oi? Eu posso ir junto com vocês?

— Goburimon, acho não ser uma boa ideia. Mas já que não confia ficar aqui mesmo, então pode vir.

Os cinco subiram no veículo a lá Mad Max, Freddy deu a partida e foram embora. Os caminhos daquela ilha eram cimpletamente desérticos, mas haviam estradas com pistas asfaltadas. O loiro pegou um atalho para não dar de cara com os capangas.

— Estamos quase chegando.

Depois de um timeskip de mais de meia hora, chegaram perto das ruínas de Karnak. Eles ficaram deitados numa duna enquanto observavam, com binóculo, a movimentação. Por incrível que pareça, alguns soldados do exército negro estavam nas ruínas.

— Esses não são skulls, mas não são amigos. Aqui o inimigo do nosso inimigo não é nosso amigo.

— O que faremos? — perguntou o japonês.

— Koemon, pode procurar um canto para nos abrigarmos da noite?

— Sim, parceiro.

— Eu vou também — falou Mushroomon.

Os dois viram uma pequena construção velha, provavelmente um pequeno templo abandonado. Eles foram ver e estava ainda com teto. Freddy avisou que tempestades de areia eram violentas e capazes de arrancar telhados. O local era perfeito para passar a noite. Agir apenas de manhã bem cedo.

Base Secreta do Gennai

Os personagens mais conhecidos e que estavam na base eram Linx, Slash e Monodramon, Nashi e Kotemon, e LinK. Todos trabalhavam naquele ambiente militar no meio de uma densa floresta. 

— O que quer que eu faça em Atlântida? — perguntou LinK inconformado.

— Temos uma pista do parceiro do digimon do Paulo, mas depois que eu soube que ele desapareceu, tudo ficou mais difícil. Tá na hora daquele garoto ir atrás de respostas. Agora vá.

LinK saiu da sala de operações por uma elevador grande. Slash chegou até ele.

— Sabe, Slash, ainda não acreditei quando eles me consultaram dizendo que foram atacados por um Phelesmon, e que este era o mesmo Monodramon. 

— Nem eu. No nosso passado, isso nunca aconteceu. Não é, Mono?

— Eu nunca me transformei em Phelesmon. O máximo foi virar em Cyberdramon. Nem sei que forma é essa de Phelesmon.

— Há quem digam que é uma forma demoníaca. Se tem o dedo do Weiz nisso, foi um trabalho muito do bem feito. 

Um guarda correu até eles e avisou que um casal de velhinhos apareceu na frente da base com um homem ferido. Eles perguntaram de quem se tratava, e o moço respondeu que era o irmão do Gennai. Este ficou espantado com as palavras do soldado e foi ver o homem. Chegando à enfermaria, o líder viu um homem que há muitos anos não via: seu irmão, Gaia. O mais novo estava sem camisa, com o tronco enfaixado e a cabeça também. Uma Taomon médica avisou que ele sofrera traumas nas costelas e na cabeça e que havia respirado muita fumaça.

— Obrigado, doutora.

— Irmão... Já veio me dar bolo? Não vim implorar nada, se não quiser me ajudar, não me ajude.

— Apesar das nossas diferenças, somos irmãos. Não vou deixá-lo na mão num momento desse. Diga-me o que aconteceu?

— Estávamos Diana, eu e nosso filho em casa quando ele invadiu.

— Quem?

— Blizzard Daregon, o Weiz. Ele soube onde morávamos, invadiu, quase me matou e levou as duas pessoas que eu mais amo. Por favor, ajude-me.

— Tudo bem, eu vou te ajudar, mas precisa se recuperar dos ferimentos. Descanse um pouco.

— Antes preciso dizer algo... aqui, tome — entregou o objeto metálico. 

— O que é isto?

— O núcleo de metal. Um dos seis núcleos que sobraram depois que as pedras sagradas deixaram de existir.

Gennai ficou bastante impressionado. Gaia guardava uma peça valiosa que o Chanceler buscava.

...

Após a importante vitória, os aliados se uniram numa casa próxima ao castelo para traçarem a seguinte etapa após a derrota dos vilões. Paulo deu a ideia de ajudar na reforma da cidade, porém, Marsmon — este já revitalizado pelos poderes de Venusmon — decidiu fazer um banquete aos digiescolhidos. 

Volcamon saiu em uma maca e foi levado por dois moradores. Venusmon viu o amigo e foi até ele.

— Foi um ato de coragem o seu. Enfrentou o governador, mas não disse a localização do meu pai.

— Sou fiel ao seu pai. Eu fiz o que sempre faria. Pena que foi inútil, e ele rastreou o rei — ele foi levado para tratar dos ferimentos.

Lúcia ficou preocupada com a ausência de Rose, porém o rei prometeu que mandaria alguns soldados na busca pela garota. Aiko testemunhou que ela partira para o oceano, na arca e acompanhado por Palmon e KingChessmon. A preocupassou se dissipou quando a garota mandou uma mensagem aos amigos avisando estar bem.

— Será que ele vai ficar bem? — perguntou Lúcia ao ver Ruan.

— Deixa ele. Como disse, o Hagurumon vai renascer e é só ele ir lá — respondeu Paulo.

Todo mundo comemorou a noite toda. Marsmon aproveitou para agradecer mais uma vez a ajuda dos digiescolhidos, ajuda essa que foi de suma importância para a derrota dos inimigos de La Plata.

Na Ilha perto do Reino...

— Quem são vocês? O que querem com ela? — perguntou o rapaz que acabara de chegar com Shoutmon.

— Isso não é da sua conta. Acabe com ele!

— Sim, sargento Froggy — o tal Vincovci cuspiu algo que parecia ser corrosivo de cor verde. 

— Dois canalhas não deviam causar problemas — Shoutmon usou o seu microfone para repelir os golpes e atingir o cabo Vincovci. 

O sargento Froggy usou a balestra para acertar o rapaz de raspão, aproveitar a distração deles e pegar o code crown. O sapo humanoide fugiu do local na sua prancha.

— Você está bem, amigão?

— Claro que sim. Apenas ele me atingiu de raspão no meu ombro direito. 

KingChessmon foi o único a presenciar os dois naquela cena de luta. 

Algum tempo depois, Rose acordou ainda meio tonta por causa da maresia e do frio da noite. A moça sentiu um certo calor e algumas vozes. Levantou-se, percebeu que estava sobre folhas e perto de uma fogueira. Perto estavam KingChessmon, Tanemon e Shoutmon — ela desconhecia — tomando algo que parecia sopa. Um rapaz também estava sentado num tronco de árvore.

— Pensei ter sonhado, mas deveras apareceu outro ser humano. Pode começar a se explicar?

— Rose! Parceira, ele é muito legal com a gente. Até nos deu sopa — respondeu Tanemon.

— Se não quiser agradecer, fique à vontade. Nunca imaginei que agradeceria, fiz apenas por que quis.

— Então obrigada — ela viu o ombro dele sangrar. — Meu Deus, o que foi isso?

— Nada, não é nada.

— Tome, coma — ela retirou a barra de chocolate e deu ao rapaz misterioso. Este relutou logo no início, porém aceitou. A sua ferida cicatrizou instantâneamente.

O rapaz se levantou, retirou a camiseta e ficou de frente a ela. Rose ficou completamente corada ao ver o corpo do rapaz, era em forma. Colocou a mão nos olhos ao ficar fitando o abdome dele.

— Que foi?

— Favor, colocar uma camisa. Cubra o seu tronco.

— Quanta frescura. Com essa idade já deve ter visto muitos tanquinhos por aí.

— Hã? Quanto descaramento! Sou uma moça direita, rapaz. Fui criada num lar conservador de uma das melhores famílias da Grã-Bretanha. E só tenho quinze anos e... Ah, eu não paro de olhar. Se vista logo. Rápido, rápido!

— Hehe, eu hein — ele colocou a camiseta.

Depois do constrangimento, Rose percebeu a aparência do rapaz. Ele era alto, mais do que Paulo, era forte, adolescente, branco, cabelos azuis bem bagunçados e olhos pretos. Ele estava vestido numa camiseta regata preta, calça da mesma cor e uma jaqueta cinza amarrada na cintura.

— Pode me chamar de Oliver, se quiser. A Madame vai querer sopa?

— Estou com fome. Nossa! Tenho que me comunicar com os meus amigos e dizer que estou bem.

Alguns minutos e ela mandou a mensagem. Oliver ficou quieto para não se envolver demais. Depois da transmissão, ele ofereceu sopa de peixe à garota.

— Teu namorado?

— Paulo? Hahaha. Ele é bonito, mas já tem dona. 

— Está solteira?

— Por que quer saber? Vai me convidar para sair?

— Não me entenda mal — ele retirou um cigarro do bolso da calça e um isqueiro, acendeu e ficou fumando. — Não costumo trepar com carne da realeza.

— Espere aí, o que foi que falou? Um palavrão assim sem mais nem menos! Com certeza você é o rapaz mais estúpido e machista que já vi. E fuma cigarro nessa idade. Quantos anos tem?

— Eu tenho 16, mas vou fazer 17 em setembro deste ano. E não mude de assunto, Rose. Já afogou o ganço, molhou o biscoito?

— Jesus! Só vou continuar esta conversa, se falar de uma maneira mais correta.

— Madame Rose, você já transou com alguém?

— Nunca.

— Virjaça! Eu já e posso garantir que é muito bom. Há quem diga que a transa fica melhor com a pessoa que se ama. Eu não sei, nunca me apaixonei.

Shoutmon, Tanemon e KingChessmon continuaram dormindo.

— Eu sei que você é uma péssima companhia, mas tem um digimon. Não quer se juntar a nós?

— A minha luta é completamente diferente dessa brincadeira de criança de vocês. Jamais vou lutar contra um bando de digimons fracos que são esses governadores.

— Fracos? A Queenye quase me matou e deu muito trabalho.

— Se você diz — ele fumava o cigarro, começou a rir loucamente.

— Tá rindo do quê? 

— Theraphosidae!

— Hã?

— Tem uma Theraphosidae na aba do seu vestido.

— O que é isso? — a moça foi ver e quase enfarta ao ver uma tarântula na aba do seu vestido. — AAHHHHHH!

— Hahahahahahaha não sei por que estou rindo agora. Acho que foi uma piada que alguém me contou e me lembrei.

Rose ficou furiosa com ele e deu um tapa à queima-roupa no jovem. Depois disso foi dormir com muito ódio.

— Tenha bons sonhos, madame Rose — Oliver viu as estrelas e a lua cheia, enquanto tragava o cigarro e com a face com a marca da palma da mão da garota.





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