D.N.A Advance: Nova Ordem do Século escrita por Sensei Oji Mestre Nyah Fanfic


Capítulo 112
A Legitimidade do Rei - Parte II




Special Guest Star:

Adrien King

Gregg Himler

...

Tóquio - Poucas horas depois dos digiescolhidos entrarem no portal para o Digimundo.

Hotel Kingdom Palace

Os seguranças do hotel receberam o chamado do dono para irem à cobertura ajudá-lo em algo. Adrien ficou tomando um copo de conhaque enquanto via Mimi Tachikawa desmaiada no corredor. Os homens apareceram, obedeceram ao dono e levaram a mulher até a cobertura. O chefe da segurança perguntou o motivo dela estar ali, mas o loiro tatuado se limitou a rechaçá-lo.

— Desculpe, senhor. Eu perguntei apenas porque é rotina...

— Com todos, exceto eu que sou o dono do prédio. Vá nesse andar e nesse apartamento. Chame a pessoa que se hospedou lá — disse dando um papel ao homem.

Os seguranças saíram. Adrien sentou-se no sofá e ficou aguardando o seu colega chegar. Enquanto isso, o rei de Nova Manchester enrolou Mimi numa espécie de casulo-teia que fez misteriosamente.

A porta estava aberta, possibilitando um homem entrar naquele ambiente exageradamente espaçoso. A pessoa vestia um terno preto e era muito pálido.

— Himler! — Adrien se levantou do sofá, foi ao bar e ofereceu um drinque ao colega. — Sei que não é bem a hora apropriada para chamá-lo, todavia eu preciso da sua ajuda.

— King, acredito que seu pedido de ajuda tem a ver com essa garota enrolada na teia. Acertei? Porque se for, não posso ajudá-lo. Sabe que não gosto de me meter nos seus assuntos.

— Ah claro. Meu vampiro supremacista favorito gosta de frugalidades. Chamei-te porque tu és o único que ainda tem contato com o doutor Nitrus. Porventura ele ainda faz testes com cobaias humanas?

— Sim. Muitos humanos-bestas fazem parte do meu exército na Transilvânia. Por que esse interesse agora?

— Essa garota chama-se Mimi Tachikawa. Ela faz parte dos primeiros grupos de digiescolhidos do Japão. Viu uma coisa que me liga diretamente ao plano da Nova Ordem do Século, por isso eu tive que raptá-la. 

— Por que simplesmente não a mata?

— Digamos que foi uma amiga enquanto estávamos nos EUA. Além de ser linda, não quero estragar essa beleza. Pode fazer esse favor para mim?

— Vou levá-la. Fá-lo-ei porque somos amigos. Porém, vai me dever essa.

— Pode ter certeza que irei pagá-lo com juros, caso queira. 

Himler tocou em Mimi. A moça foi diminuindo de tamanho até virar uma bonequinha de vodu Mimi tachikawa. O vampiro segurou a boneca e foi embora. O loiro bebia alguns goles de conhaque enquanto mexia no seu notebook.

No terraço do prédio, uma pessoa se debruçava no parapeito acima da cobertura. A pessoa estava vestida de preto como um espião, usava uma escuta enquanto ouvia tudo o que King falava na cobertura.

No notebook, o rei observava alguns gráficos ou documentos. Viu o mapa completo de todo o Digimundo, incluindo todas as cidades, reinos e países. Numa das pastas havia escrito "Shadowlord"; clicou nela, verificou várias fotos de Ray.

— Fraco. Por sua culpa, adiei meu plano. 

Uma mensagem em tempo real chegou no aparelho. A tela ficou dividida em duas. Dois homens — ambos trajando uniformes da realeza britânica cheia de medalhas — apareceram na tela; o primeiro era ruivo como o fogo, possuía olhos completamente pretos como petróleo e piercings no rosto; o segundo tinha cabelos brancos bagunçados e olhos azuis, além de possuir marcas pelo rosto.

— Ora, ora, se não são meus irmãos favoritos. Shadowprince Lúcifer e Shadowprince Castiel, o que querem?

— Só estamos aqui para avisar algo que aconteceu no reino enquanto você estava ausente — disse o de cabelo branco.

— Sabe o moleque retardado que você sempre insiste em deixá-lo vivo? Oliver Hood. O filho da mãe roubou um dos x-loaders e se mandou! Se me deixasse cuidar disso, teria apertado o pescoço daquele inútil há tempos — falou o ruivo bem expressivo.

— Acalmem-se, rapazes. O que Oliver poderá fazer contra mim? Ele sabe que, se rebelar, poderá acabar com a vida do seu irmãozinho único. Quando iniciamos Nova Manchester no meu reinado, deixei bem claro que não tolerava revoluções a estilo comunista. Sob o meu governo, a Aranha se espalhou por todos os quatro cantos da Terra, portanto é um inimigo que jamais será vencido. Nem mesmo a CIA se atreve a mexer conosco. A única organização mundial acima de nós são os Illuminatis, que também faço parte huhuhuhu.

— O que vai fazer agora? — perguntou o branco.

— Estou pensando em dar uma passada no Digimundo. Enviei algumas pessoas para trabalharem, mas mandar inúteis fazerem trabalho de especialista é desserviço. 

— Como vai entrar no Digimundo com essa crise rolando solta? Os digiescolhidos estão lutando com uns tais de governadores agora e você poderá se expor a qualquer momento — disse o ruivo.

— Fiquem despreocupados, porque eles nunca saberão da minha existência. E mesmo se um dia eu enfrentá-los, nem mesmo com o Chikara ativado será o suficiente. Mal sabem que há um grande segredo por trás da existência daquele mundo e dos digimons...

— Mas você deu poder àquele inútil do japonês como Shadowlord, e ele não conseguiu acabar com os pirralhos... e de quebra foi traído — desabafou o ruivo.

— E se eu disser que estou de olho em outro homem para ganhar o posto de Shadowlord? Preciso ainda ter minhas certezas. E não me venham com essa porque aquele Exército Negro foi apenas 0,1% da nossa força bélica. Se eu colocar um dos meus Marechais para lutar, poderá destruir aquele mundo com apenas um golpe. 

King parou de falar ao perceber algo estranho vindo da sacada. Os dois irmãos perguntaram, mas ele preferiu terminar a conversa. Caminhou até fora e viu o terraço.

A pessoa que ouvia era um adolescente, cabelos azuis e usava um brinco na orelha direita. Percebeu que o homem percebera, imediatamente tirou um novo tipo de digivice, vermelho e abriu um portal. Passou imediatamente. Enquanto isso, King caminhava em teias invisíveis até chegar em cima. Ele caminhou, percebeu que havia rastro de sola de sapato e logo presumiu ter sido espionado.

— Está dispensada — disse ele à empregada.

— Sim, senhor — ela saiu.

Nas suas costas, uma imagem tribal de uma aranha... a mesma aranha da bandeira do reino de Firewall, a mesma aranha da bandeira do Exército Negro. Adrien King era o famoso e temido Shadowking Aranha, e uma figura extremamente perigosa e poderosa, disposta a fazer de tudo para conseguir o que quer. Vestiu o seu casaco de pele de urso polar que tanto esbanjava, junto com seu corpo da cintura para cima em que mostrava suas tatuagens; foi ao parapeito da sacada, pulou, caiu sobre uma teia invisível, tomou impulso e voou aos céus. Entrou num portal na velocidade do som.

— Viu aquilo? — falou um dos seguranças do hotel ao ver o céu clarear.

— Não, não vi.

...

La Plata - Castelo de Bacchusmon

A estátua do rei Bacchusmon foi destruída diante de si pelos revolucionários. Em pontos estratégicos da cidade, eles apareceram e explodiram. Os soldados de metal e de xadrez ficaram confusos com os ataques, mas logo se prepararam para o confronto direto. Enquanto isso, o trio que liderava o ataque — Volcamon, Arbomon e Grapp Leomon — correram em direção à entrada do castelo. Marsmon empurrou Locky e correu para dentro.

— Isso é tudo culpa sua por não ter poder suficiente para descobrir que eles surgiram debaixo do chão.

— Vai colocar a culpa em mim? Hello, quem deixou essas máquinas imundas do ferro-velho vivas? Melhor ir atrás do Marsmon. Vou fazer uma visita à mina.

Queenye levitou e foi embora. Locky entrou no castelo na tentativa de capturar o Marsmon. Já o Bacchusmon, ficou paralisado por causa da surpresa e da destruição da sua estátua de prata. Alguns revolucionários tentaram chegar perto dele, porém havia uma força muito poderosa em volta dele que impedia os ataques.

Minas de Prata

Breakdramon não esperou o caos se generalizar para tomar a attude de ir à mina de prata e enfrentar de uma vez por todas os digiescolhidos. Para a infelicidade dos jovens, o digimon máquina apareceu disposto a não deixá-los avançar.

— Achei vocês, digiescolhidos.

Uma explosão na parte interior chamou a atenção do coordenador. Os escravos levantaram uma rebelião assim que souberam em rede nacional que havia uma invasão no castelo. A transmissão era feita por Arukenimon e Mummymon, que vieram junto no pacote. 

— Canhão Flor!

— Mega Chama!

Ambos os golpes atingiram Breakdramon. A máquina ficou parada e desdenhou da força dos digimons, porém não os viu mais em sua frente.

— Eles fugiram? 

Os quatro resolveram entrar na mina assim que tiveram chance.

De volta ao castelo, Locky conseguiu capturar Marsmon. O androide preferiu torturá-lo com golpes de chutes e socos. 

— Essa cerimônia acabou. Morra, rei fraco — ele preparou a espada para matar Marsmon, porém um golpe atingiu o seu braço. — Quem fez isso?

— Aquele que você deveria ter destruído — as paredes do castelo desabaram aparecendo HiAndromon na frente do governador.

— Meus sensores reconheceram a voz e a forma... Impossível! Eu eliminei a todos na ilha Linux. Como escaparam?

— Digamos que foi um toque da sorte — falou Ruan aparecendo ao lado de Minervamon e Panjyamon.

— Falhei porque não coloquei todo o meu poder naquele ataque. Dessa vez será diferente...

— Acho que não — respondeu Arbomon aparecendo ao lado de Grapp e Volcamon.

— Papai, o senhor está bem?

— Sim, Grapp. Como foi a estadia com Arbomon e os outros?

— Melhor impossível.

Kuzuhamon apareceu de uma fumaça roxa em forma de raposa. A mulher pediu para dividir a luta com Locky e assim ficar mais fácil enfrentarem os digiescolhidos e aliados. HiAndromon impediu que os outros lutassem contra Locky, porque essa luta será dele. Ambos concordaram em lutar sozinhos, longe do castelo. Eles voaram para fora.

— HiAndromon, se o que Beelzebumon explicou a respeito do poder oculto for verdade, espero que desperte o mais rápido possível — disse Ruan ainda no castelo.

— Lutarei com essa daí — disse Minervamon.

— Eu também — disse Panjyamon.

— Ótimo. Arbomon, Volcamon, Grapp e eu lutaremos contra Bacchusmon — disse Marsmon.

— Papai, o senhor está machucado por causa do Locky. Não seria melhor...

— Minervamon, sou o rei de La Plata. Não posso ficar parado enquanto todos fazem a sua parte.

Bacchusmon começou a brilhar tanto que ofuscou os olhos de todos ali na praça. Começou a aumentar de tamanho, ficando numa forma gigante. Nem mesmo Marsmon previu isso. A sanidade do rei mal se foi, agora era uma criatura completamente selvagem. Sua mandíbula na barriga babava um líquido pegajoso; metade do castelo foi destruído por causa do aumento do tamanho da criatura.

— O que está havendo com ele? — indagou Ruan.

— Bacchusmon é um monstro imprevisível. Uma criatura completamente selvagem que ganhou um pouco de inteligência. Agora que vocês o irritaram, será o fim da cidade - explicou Kuzuhamon.

O monstro gritou tão alto que estrondou o chão. Marsmon deu um soco nele, mas a sua pele era dura como aço.

— Precisamos colocar mais força — disse o rei. Os quatro usaram suas técnicas, mas apenas causaram um arranhão no monstro.

Bacchusmon usou os seus braços para caminhar pela praça e sair esmagando qualquer um que visse pela frente. Sua mandíbula comia as casas da frente. Os soldados e revolucionários corriam com medo de serem esmagados ou comidos pelo gigantesco pacman ambulante.

— Parece que o rei se irritou de vocês. Impossível derrotá-lo — disse Locky enquanto sobrevoava a cidade.

— Ficará surpreso quando ganharmos essa guerra.

— É o que veremos. CORONA BLASTER.

HiAndromon desviou do poder já conhecido de Locky. Porém ele mal sabia que o governador tinha muito mais guardado.

— CORONA WHIP! — o raio de fogo se solidificou na mão dele. Locky segurou o raio como se fosse um chicote e começou a chicotear o outro. HiAndromon desviava. — Vai ficar apenas desviando?

O chicote atingiu o telhado de uma casa, derretendo em poucos instantes.

As naves comandadas por Locky apareceram no horizonte. Eram dezenas delas. Estavam preparados para abater os revolucionários perto da praça quando Beelzebumon apareceu diante deles.

— Quem é aquele?

Beelzebumon bocejou, esticou o braço e soltou o seu poderoso ataque com o canhão. Várias naves foram reduzidas a dados por causa do ataque do outro.

— Isso mesmo. Continue assim — disse Paulo.

— Já vi que não terei um rival nessa batalha. 

Marsmon colocou todo o poder no seu punho, Grapp utilizou as pernas para atacar, Arbomon usou suas armas embutidas e Volcamon expeliu o fogo das suas costas. Os quatro golpes atingiram Bacchusmon que rolou e caiu sobre uma casa.

Enquanto isso, Venusmon sentiu a presença dos inimigos. A mulher avisou a Lúcia e a Lucas, mas descobriu que KingChessmon e Dunga fugiram de casa. BishopChessmon começou a rir deles, porque eram muitos, e eles não tinham a menor chance.

— O que vamos fazer?

— Lúcia, querida, vamos acabar com todos de uma só vez. E sequer precisaremos lutar.

— Se você diz... — falou Lucas.

— Deixa de blefe. Estão é com medo.

Venusmon viu o exército chegando junto com Bastemon. Ela abriu um alçapão no chão que dava direto para um túnel subterrâneo. Antes de fugir com os dois, ela deu um recado para Bishop.

Bastemon ameaçou entrar na casa. Pediu para os soldados atirarem, logo entraram sem cerimônia.

— BishopChessmon? Pensei que estava morto.

— Não deviam ter entrado! É uma armadilha.

— Quê?

A casa de Venusmon explodiu na mesma hora. Não foi uma simples explosão, foi tão arrasadora que onda dechoque chegou até mesmo na floresta vermelha e na cidade La Plata. 

Os três que estavam no túnel, quase foram soterrados.

— O que foi isso?

— Papai é precavido. Aquela casa era uma enorme bomba feita por Arbomon. Tem o poder de destruição acima de 1 milhão.

Com a explosão, nem Bastemon, Bishop ou os soldados sobreviveram.

Mina de Prata

QueenChessmon finalmente chegou ao local. A sua entrada foi menos agressiva que a de Breakdramon. Rose engoliu em seco ao rever a mulher depois daquele último encontro no castelo de Tabuleiro. 

— Olá novamente, Rose. Segundo o meu espelho, você é mais bonita do que eu.

— Por que será? Talvez seja porque não possuo cabelos grisalhos.

— Ora, sua...

— Calma, senhora — disse o espelho ao seu lado. — Pode ir tranquila. Eu cuidarei deles com a ajuda de Breakdramon.

— Rose, não tenho tempo para as suas chatices. Todo mundo está cansado de saber que sou muito mais bonita hohohohoho... Mas não tenho tempo para discutir beleza com alguém que está prestes a ser destruída. Tenho muito mais o que fazer.

— Espere!

— Nada disso, querida. Vou impedir que passe daqui em diante — disse o espelho. O objeto se transformou num digimon de espelhos.

DIGIMON: MERCUREMON

ATRIBUTO: VARIÁVEL (NÃO ESPECÍFICO)

NÍVEL: HÍBRIDO

NPD: 400.000

Breakdramon apareceu atrás deles.

— O que vamos fazer? Estamos perdidos — disse Rose.

— Cercados pelos inimigos, e de quebra um no nível de um milhão — pensou alto Aiko.

Queenye desceu aos níveis inferiores com um pulo que deu. Havia um buraco ou um poço com mais de 300 metros de diâmetro. A maneira de um ser mortal de descer era pelos carrinhos com trilhos; porém, para um digimon de nível mega como a governadora, apenas um pulo era o suficiente. 

— Senhora governadora. Prazer em vê-la aqui.

— O cubo de pedra — o homem deu o objeto em suas mãos. — Cadê os anões. Por que essa demora?

— Eles estavam relutantes, mas já os persuadi a liberarem a relíquia, a Espada de VictoryGreymon.

Os seis anões se uniram para retirar a espada sagrada de dentro da parede. Com os seus poderes místicos, o objeto foi liberado. Queenye viu o objeto virar um cartão e o segurou.

— Perfeito.

...

Zona de Domínio do Imperador Lucemon

Cranos, filho mais velho de Lucemon/ Matsunaga, apareceu no gabinete do pai depois que este o chamou. O assunto era urgente, e nem mesmo ele queria ajuda do Chanceler. O homem ficou sentado numa poltrona até ver o mais velho chegar e ir direto à garrafa de uísque.

— Espero que seja um bom motivo para ter me chamado com bastante urgência — disse o ruivo.

— Claro que é urgente. Filho, preciso de um pequeno favor seu.

— Acredito que seja algo que nem mesmo o Chanceler conseguiu cumprir, afinal ele é o seu capacho mesmo. Pode dizer.

— Para que o meu plano vá em frente, preciso reunir os seis núcleos das antigas pedras sagradas. O portal só vai se abrir se eu tiver as seis relíquias. Chanceler fez um ótimo trabalho conseguindo três, no entanto, não é o suficiente. Preciso das duas últimas e quero que você fique encarregado com isso.

— Não vai pedir ajuda ao Daregon?

— Ora... Daregon é passado. Aquele imbecil está mais interessado em problemas familiares do que o bem estar dos meus planos. Ele já não trabalha para mim desde que vim morar no Digimundo. Por isso tenho a você. Há uma ilha ou um arquipélago bem longe daqui chamado Firewall. Quero que vá lá e investigue sozinho. Soube que o núcleo do oceano foi retirado recentemente.

— Espere aí... O poderoso Matsunaga não manda os lacaios, prefere mandar um filho até lá e, para completar, sozinho? Aquelas terras te dão medo, papai?

— Digamos que Firewall é outro nível. Mandei uma frota com dez navios para conquistar aquelas terras, mas todos foram destruídos. Cada navio tinha pelo menos um comandante acima de um milhão de dados de poder e foram derrotados como se fossem nível criança. Há algo de muito estranho lá e preciso que investigue para mim. Pode ser?

Cranos desconfiou que o seu pai poderia estar escondendo alguma coisa importante.

 

Em algum lugar do Digimundo, numa ilha vulcânica, os moradores de uma cidade estavam completamente apavorados com o que estava acontecendo. Um evento no mínimo inacreditável acontecia. O povo começou a correr com medo, digimons e humanos, como se algo de muito ruim acontecesse, e de fato. 

— Não acredito que estou vendo. O Ministro das Forças do Exército Negro, Jon Joanestein está levando uma surra do seu melhor amigo, Big Poppa!

— Eles são amigos, como podem estar se matando?!

O tal Jon era um homem com mais de dez metros de altura, era um gigante ciclope humano. Enquanto Poppa era um monstro metade homem, metade escorpião. Era um tipo desconhecido de digimon mega que nunca fora catalogado. Ambos estavam bastante cansados e feridos, com boa parte de dados fugindo de seus corpos. Ficaram tão exaustos que mal conseguiam ficar de pé.

— Como os dois Ministros, poderosos, foram se rebaixar a isso?

— Por favor, não me faça fazer mais isso. Mate-me agora?! Por que está fazendo isso?! — disse o escorpião.

— Quem está fazendo isso? Jon tem o poder equivalente a 54 milhões e Poppa 71 milhões — falou um soldado.

— Por quê? Quer saber o porquê de eu fazer isso? Huhuhuhuhu... Porque os dois mancharam o símbolo sagrado, o símbolo da Aranha. A fábrica de sementes das trevas que aqui existia desde os tempos primitivos foi descoberta pela SPD e agora a sua localização será alvo até mesmo dos digiescolhidos. Logo eu que prefiro trabalhar nos bastidores — disse uma pessoa que apareceu de uma sombra num canto da parede. A pessoa era Adrien King, que acabara de entrar no Digimundo.

— Pelos céus, é o Supremo Mestre Shadowking Aranha... Mas o que um homem com um poder que ultrapassa os limites está fazendo aqui pessoalmente? — indagou um morador.

— Só de olhar para ele, dá para ver que é um demônio impiedoso — disse outro morador.

— Meus caros, não preciso mais de lixos como vocês. Sintam-se honrados por serem mortos por mim — ele usou a teia para matar com requintes de crueldade os dois empregados. Os moradores, apavorados, correram com medo. — Não posso deixar provas.

King subiu aos céus e logo fez com que uma ilha inteira afundasse no mar, matando milhares de moradores.

— Huhuhuhuhuhhuhu. Vai começar a nova era, os novos sonhos, nova forma de governar os dois mundos. Todos não passam de marionetes e apenas os fortes sobreviverão ao meu julgamento. Corram fracos, inúteis, incompetentes! Poderes inigualáveis virão a cavalo. E meu sonho de formar a Digi-Terra está mais perto de acontecer. HUHUHUHUHUHUHUHU...

...

Bacchusmon perdeu totalmente o controle e a inteligência, não passava de um monstro. Tudo o que presenciou: invasão da sua sagrada cerimônia e a destruição da estátua. Ele comia tudo o que estava à sua frente.

— NHENHENHENHENHENHE...

— Maldita risada. Depois que ele cresceu, ficou ainda mais insuportável — disse Marsmon.

O rei e os outros tentavam de tudo para parar o gigante, porém nada dava jeito. A pele do rosado era dura feito adamantium, ou seja, nem mesmo ataques de digimons poderosos dava êxito.

— O que faremos? Ele vai acabar matando a população — advertiu Volcamon.

— A minha munição acabou — disse Arbomon.

— Eu tive uma ideia que pode dar certo — respondeu Marsmon.

Enquanto isso, HiAndromon continuava a sua luta mano a mano com o seu rival, Locky. As duas máquinas trocavam golpes físicos tão intensos que criavam ondas de choque que destruíram os telhados das casas. 

— CORONA BLASTER. CORONA WHIP!

— Chute Hitech! — esse era um novo golpe onde ele criava uma lâmina de ar com o movimento do chute. Os dois golpes se colidirem e empataram.

— Decidiu tirar o coelho da cartola? Mas eu também tenho meus truques guardados. FROZEN BLASTER! — igual o Corona, mas com um raio azul congelante. HiAndromon desviou antes de virar sorvete.

Kuzuhamon era uma das líderes que também estava na luta. Seus adversários eram Minervamon e Panjyamon. A mulher colocou o seu cetro no meio do salão e invocou os espíritos. Várias almas de digimons que ela absorveu apareceram e ficaram vagando o ambiente.

— Que horrível. Ela tem poder de absorver dados dos digimons. Não podemos vacilar — alertou Minervamon.

— Com certeza. Pelo número de digimons, arrisco que são mais de cem pobres coitados que não tiveram a chance de renascer.

— Esse é o meu poder, queridos. Vocês decidiram se meter comigo, agora aguentem as consequências. Espírito do confinamento, faça a sua parte.

Uma alma que rodava a digimon expandiu e formou um campo de força ao redor do castelo. Segundo Kuzuhamon, o campo impedia a fuga dos dois para fora daquele ambiente.

— Punho de Gelo! — o golpe de Panjyamon foi em cheio na mulher.

— Espírito da Defesa, proteja-me! — uma alma se transformou em um escudo dourado que defendeu o Kuzuhamon do ataque.

— Como assim? Ela manipula os digimons mortos — disse Minerva.

— Vocês serão os meus mais dois novos espíritos, quando matá-los.

Ainda na mina de prata, Queenye finalmente pôs as mãos na relíquia transformada em cartão. Depois disso, ela levou os anões e o cubo de pedra para o terceiro nível. Chegando lá deslumbrou a arca de prata.

— Finalmente ela será um fato, não mais um sonho.

— O que vai fazer? — perguntou o líder dos anões.

— Não está na cara? Esta arca possui o poder devastador de 8 milhões de NPD, ou seja, o objeto mais poderoso que se tem notícia. Hoje finalmente chegou o momento de governar o planeta inteiro.

Os dois digiescolhidos que ficaram no lado de fora se encontravam encurralados, porque estavam na mira do poderoso Breakdramon e do misterioso Mercuremon. Enfrentar um Digimon no nível extremo com um nível adulto ou perfeito era dificílimo. A sorte aconteceu quando KingChessmon apareceu num ataque que tirou totalmente a atenção dos dois vilões. O pequeno usou um truque com fumaça.

— KingChessmon, obrigada por nos salvar.

— De nada, Lose... Quelo que plossigam enquanto enflento os dois.

— Você não vai aguentar... Rose, Geogreymon e eu ficaremos para ajudar o King. As duas precisam deter a governadora imediatamente. Vão! — disse Aiko. Rose assentiu.

Dentro da mina, Queenye vislumbrava a arca de prata. 

— Senhora, o que faremos com esses anões?

— Eles são todos seus. Faça o que bem entender com eles, mas deixe-os longe mim — ela deu um pulo e pousou no convés.

— Malditos digiescolhidos. Eles não vão atrapalhar nossos planos — disse a máquina.

— Não se preocupe, lata velha. Estou aqui para te enfrentar — disse Aiko junto do seu parceiro, KingChessmon e alguns escravos das minas.

Rose e Lilimon corriam pela caverna quando foram surpreendidas por Mercuremon. O digimon espelho decidiu impedi-las de prosseguir.

Na luta contra Kuzuhamon...

— Espírito do Ataque, alveje ambos os alvos com seu poder máximo — uma alma se transformou em um canhão enorme e atirou. Metade do castelo foi reduzido a escombros.

— Quanto poder de fogo!

— Minervamon, cuidado com essas almas. Sabe-se lá o verdadeiro poder delas...

Só deu tempo de Panjyamon terminar de falar para que um espírito abraçasse os dois. A dupla ficou paralisada com aquilo.

— Espírito da Troca, conceda-me dois alvos fáceis — ambos viraram dois digimons de nível criança. — Acabou.

Eles não tiveram outra escolha a não ser fugir para não serem mortos.

Luta contra Bacchusmon...

— Não, papai, isso é loucura! Não sabemos se isso vai dar certo. O senhor pode morrer dentro dele.

— Grapp, eu tenho que tentar. Não aguento mais ver meu país ser destruído por esse monstro. Desde que ele me usurpou, tenho desejado o dia em que poderei destruí-lo.

— Majestade, vamos ajudá-lo — falou Arbomon.

— Precisamos atrair a atenção dele. Eu tenho uma ideia — Volcamon.

Os três correram na direção da ponte que atravessava o Rio La Plata — esse rio tinha o fundo prateado, dando um efeito diferenciado em dias de sol. Bacchusmon abriu a boca gigante para tentar comer as estruturas metálicas da ponte.

— Morte ao usurpador! — Marsmon segurou sua espada e entrou na boca do gigante.

O suspense foi grande, sobretudo porque nada de anormal aconteceu. Era quase certo que o rei havia sido destruído no estômago do digimau. As esperanças estavam quase esgotadas quando Bacchusmon parou de se mover, começou a vomitar dados. Tentou tampar a boca, mas era em vão. Logo começou a vazar buracos em todo o seu corpo até explodir por completo. Era o fim de um rei ilegítimo.

Continua...





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