D.N.A Advance: Nova Ordem do Século escrita por Sensei Oji Mestre Nyah Fanfic


Capítulo 109
A Vitória dos Vilões?


Notas iniciais do capítulo

Fala minna! Como estão meus pupilos? Só passando aqui para dar um pequeno, pequeno mesmo, recado. (não vai ficar grande igual a nota anterior)

Nos próximos 3 capítulos não terão Notas Iniciais nem Finais. É porque o bagulho é chato... acredite, quando cê tá fazendo capítulos com 4k palavras, é chato escrever nota depois de um trabalhão! E talvez saia um mega capítulo entre esses 3... Só isso mesmo.

Boa Leitura!



Pouco antes de Diana chamar Gaia para o jantar, o homem sentiu que havia um perigo se aproximando. Inexplicavelmente ele ainda tinha o instinto de digimon e sentia quando alguém emanava maldade ou bondade. No entanto era, para ele, impossível saber onde e como entrar no vasto terreno da sua casa, pois o local era bem secreto mesmo. A única maneira de entrar ali é se souber ou se alguém contar.

Diana preparou a mesa, colocou os pratos e a comida. Era salmão, o prato preferido do seu marido. Os três se serviram, jantaram normalmente e, quando terminaram, recolheram a louça. Gaia era quem lavava a louça e Gary o ajudava nessa árdua missão. Após tudo isso, a mulher pediu para o filho se recolher mais cedo enquanto conversaria com o marido.

— Pronto, estou aqui. O que é tão importante? — perguntou ele bem confortável no sofá.

— Sabe esses últimos dias que você vem querendo que eu tenha mais um filho e aí eu reluto pra caramba? Eu nego ter outro filho, porque já estou esperando um.

Os olhos de Gaia arregalaram depois de ter sido informado em primeira mão que era pai. A sua ficha ainda não havia caído e foi preciso a mulher repetir a informação para que ele processasse aquela notícia. Logo ficou cheio de orgulho e começou a namorar com a moça no sofá da sala mesmo. Pouco tempo depois os dois foram dormir.

O casal resolveu "curtir" um pouco mais a boa notícia do bebê e depois foi dormir. Num dos sonhos, que mais pareciam pesadelos, Gaia estava sofrendo para caramba. Foi tão sério que ele acordou com um grito, acordando a sua esposa repentinamente. Diana quis saber o motivo daquele pavor, o homem apenas ignorou um pouco e se levantou para tomar um ar. Ele pensou que era a preocupação da nova condição, mas logo sentiu uns calafrios e a mesma sensação estranha de antes. Saiu de casa para tomar um ar, teve a ideia de ir até o porão da casa que ficava ao lado. Dentro do porão havia um pequeno baú que ele abriu e viu algo que lembrava um objeto oval, completamente metálico. Colocou o objeto de volta no bau e voltou para cima.

Ficou tomando chá numa xícara enquanto estava sentado na cadeira da varanda. Um forte vento soprou da direção da saída até a casa, foi o estopim para ele dar um pulo e sair correndo na direção da floresta.

O carro parou numa certa área e dele saiu Blizzard segurando uma bengala de ouro que ficou carregando debaixo do braço. Os seus dois ajudantes também desceram e auxiliaram os soldados a destruírem a barreira invisível que separava a área desértica com a floresta. Depois de usarem um canhão, a barreira quebrou feito vidro e apareceu a floresta. Os olhos de Blizzard ficaram cintilantes, jamais pensou que a sua irmã estava escondida num lugar como aquele. A sensação de entrar naquele ambiente desconhecido era indescritível.

— Senhores, hora da invasão — disse ele com os soldados. Os homens entraram floresta adentro. O vilão apenas caminhou calmamente observando a paisagem da natureza. — Diana, Diana, danadinha tu és. Dessa vez você me surpreendeu.

Gaia caminhou pela estrada que ligava a saída com a entrada da casa. Parou quando percebeu Weiz se aproximar calmamente, caminhando descontraído até o outro. O humano deu um sorriso e parou de caminhar.

— Weiz! Como descobriu este lugar?

— Achou mesmo que fugiriam para sempre de mim, cunhado? Eu tenho os meus contatos e não se esqueça que trabalhei lado a lado com o Gennai durante muito tempo. Não será a primeira nem a última vez que surpreendo alguém.

— Para passar assim só pode ter destruído a parte invisível. Não acredito que você veio apenas para uma visita de família. Diz logo o que quer!

— Vim buscar a minha irmã — Gaia ficou surpreso. — Não fique com essa cara de bobo porque eu sei que você não é. Vim acabar com essa pouca vergonha de casamento entre humano e digimon. Isso é tão deplorável quanto uma pessoa branca casar com um negro ou latino.

— Não estou ouvindo isso, maldito preconceituoso! Eu não sou nenhum animal ou criatura de outro planeta para você ter nojo! Há muito tempo deixei a minha condição de guerreiro digimon para cuidar da Diana com a minha vida e depois a minha condição de digimon porque nos apaixonamos. O que há de errado nisso?

— Não vou discutir com uma criatura que nasceu a partir de dados de computador — uma sombra apareceu bem na frente de Weiz e se dividiu em três. Três ninjas assassinos surgiram.

— O que é isso?

— Isso na verdade são seres que eu criei a partir de vírus de computador que coletei da Deep Web. Eles são como animais irracionais que apenas obedecem à mim. Preparado para lutar, leãozinho? Ou vai salvar a sua esposa?

— Salvar?

— Enquanto conversávamos, meus soldados já agiram mata adentro.

Gaia percebeu o perigo que Diana e Gary corriam, saiu correndo o mais rápido que pode. Weiz deu a ordem para os ninjas, eles saíram na carreira também.

— Chefe é massa — falou Betsumon.

— Cala a boca, besta! — retrucou Dracmon.

— Os dois, sigam-me.

— Sim, senhor — disseram.

Gaia correu com toda a sua força até a sua casa. Percebeu movimento entre as árvores, eram os soldados. Eles tentavam atirar nele com armas convencionais, mas o loiro era bem mais rápido e conseguiu derrotar alguns. No entanto, mesmo com todo o seu esforço, era tarde demais. Os soldados invadiram a casa com grande truculência e capturaram Diana com Gary. Ambos ficaram sentados no sofá sendo vigiados.

— Mamãe, tô com medo.

— Calma, filho. Papai vai salvar a gente.

Os ninjas foram no encalço dele e começaram a atirar estrelas. Gaia foi atingido na direção da coxa, mas continuou correndo até chegar perto de casa. Os ninjas pularam sobre ele e os quatro se jogaram contra a parede da entrada causando um bom estrago. Eles entraram na residência deixando muita destruição por causa da entrada nada convencional.

— Papai!

— Querido.

Os ninjas viraram sombra, assim surgiam e desapareciam da parede fazendo com que Gaia se cansasse daquele jogo de gato e rato.

— Parem — falou Weiz que, por incrível que pareça, chegou bem rápido.

— Como foi que chegou? — indagou Gaia.

— Nosso chefe tem truques que jamais podem ser revelados hehe — respondeu Dracmon.

Diana observou Daregon depois de muitos anos sem vê-lo. Foi um baque inicial ficar cara a cara com o seu maior algoz. No passado, quando ela ainda vivia no futuro, foi levada pelo seu meio irmão para o passado, porém foi salva por Paulo do futuro, ou seja, Slash juntamente com o bebê que agora era o Wesley. Depois disso nunca mais se viram, passaram-se eras, anos terrestres. Vê-lo bem de perto foi uma experiência nada agradável.

Weiz entrou na casa calmamente e ficou observando Diana por um bom tempo. Ele abriu um sorriso e falou que jamais pensou que sua irmã mais nova estaria tão adulta. A mulher continuou pouco amigável com ele, sabia que não era uma pessoa confiável.

— O que faz aqui, demônio? Ainda não esqueci do que você fez com os meus pais. Depois de tanto tempo, por que veio atrás de mim.

— A voz é a mesma... Incrível como se passaram tantos anos e continua a mesma. Agora com um filho e um marido. Aceite que o seu destino não é esse, mas ao meu lado. Ao lado do seu sangue!

— Mamãe, estou com medo.

— E esse garotão? Quem é?

— Não toque no meu filho, demônio.

— Segundo algumas fontes, o nome desse garotão só pode ser Gary, acertei? Olha, tenho fontes bastante confiáveis. Já me decidi, resolvi levá-los comigo, exceto o Gaia.

— Não vai levar a minha família. Vai ter que passar por cima do meu cadáver se quiser levá-los.

Weiz retirou o casaco e ficou na frente do outro homem. Chamou para a briga, afinal, apesar de Gaia ter sido um digimon, não tem mais o poder de um. Ele tinha que contar com a força de um homem adulto. O marido foi pra cima de Weiz que usou seu conhecimento em artes marciais, assim o vilão conseguiu se defender plenamente de uns golpes e aplicar outros com seus punhos e pernas, além da bengala. Os ninjas também ajudaram e os soldados do mesmo jeito. No fim das contas, Gaia estava ferido, ensanguentado e fraco depois de apanhar de muita gente.

— Gaia!

— Papai!

— Seu maldito! Deixa ele em paz!

— Acho que não — disse chutando o homem que já estava no chão. — Vamos por bem ou eu o mato bem na frente do moleque. O que acha? Estava brincando e levando na esportiva, mas realmente já encheu o meu saco.

— Tudo bem, nós vamos. Por favor, não o mate.

— Assim que se fala.

Weiz pediu aos soldados que levasse a mulher e seu filho para o lado de fora. Ele foi o último a sair, deixou Gaia deitado na sala. O homem caminhou alguns metros e se virou para a casa. Na frente de Diana, ele pediu aos soldados que incendiassem a residência com o homem dentro. A mulher implorou, mas ele negou. Os homens colocaram fogo na casa e logo ela começou a arder em chamas. Diana chegou bem perto do meio irmão e deu um tapa nele.

— Você é a pessoa mais odiosa que eu já conheci — deu uma cuspida no rosto dele. — O que foi? Vai me matar?

— Bem que merecia, mas não. Levem-nos daqui imediatamente!

Os soldados levaram Diana e seu filho o mais rápido possível. Weiz ficou observando a casa começar a desmoronar com o poder do fogo, logo saiu caminhando calmamente segurando a sua bengala dourada.

Diana foi levada para o lado de fora da floresta. Um soldado tentou segurar Gary, mas a mulher deu um soco na cara dele e segurou o filho no braço, apesar do garoto já ser grandinho. Eles foram levados para o comboio que havia num caminhão onde ficavam os soldados. A mulher subiu na traseira do caminhão e entrou no que parecia ser a carroceria daqueles caminhões baús. Ela ficou sentada abraçando seu filho que choramingava.

— Vai ficar tudo bem.

— Papai morreu?

— Não, tenho certeza que ele vai sair dessa. Ele vai nos salvar do homem mau.

Os soldados começaram a entrar um por um no comboio até ficar um pouco apertado. A mulher continuou abraçando o seu filho o máximo que pode. Weiz deu ordem para alguns soldados continuarem na floresta, pois todo aquele terreno serviria como um anexo à sua base secreta. Ele não quis perder a chance de ganhar um terreno de graça. O soldado assentiu e foi com alguns para dentro. O homem foi para o carro onde estavam seus capangas idiotas.

— O senhor acabou com ele, acabou mesmo.

— Cala a boca, idiota. Não tá vendo que ele ficou chateado com a mulher — disse Dracmon para Betsumon.

— Não, dessa vez vocês podem falar o que quiser. Apesar de eu ficar com raiva, agora sinto uma felicidade. Quando eu quero alguma coisa, eu consigo não importa como. Vamos lá, rapazes.

Weiz dirigiu o carro com seus dois capangas dentro, o caminhão com o comboio partiu para logo atrás. Haviam duas aeronaves que ficaram vigiando todo o local.

Enquanto isso, a casa foi desmoronando pouco a pouco. Gaia, apesar de ferido, arrastou-se pouco a pouco para a saída. Ele estava completamente surrado, cheio de hematomas e sangue. Por incrível que pareça, ele não teve nenhum dado vazado, talvez a sua condição de humano e o local impedia que as "leis do Digimundo" entrassem. Ficou deitado no chão enquanto via a sua casa, o lar onde passou muitos e muitos anos ruir de uma hora para a outra.

— Aquilo... Preciso salvar aquilo...

Ele se levantou com muita dificuldade e foi caminhando, sempre com a mão no estômago, até a porta do porão. Ele abriu e desceu as escadas. Não havia fogo naquele lugar, mas a fumaça começou a tomar conta. Foi com dificuldade até o baú, abriu e pegou o objeto metálico de dentro. Saiu antes de ser intoxicado com a fumaça. Observou bem o objeto e falou baixinho que aquilo era o Núcleo de Metal, um dos seis núcleos das antigas Pedras Sagradas.

...

ILHA LINUX

O clímax do conflito ocorreu quando os prisioneiros escaparam, estavam lutando contra os soldados e depois a aparição repentina do governador Locky. A luta contra Locky foi tão desesperadora que chegou ao ponto de Andromon megaevoluir para HiAndromon. Antes disso o vilão estava atrás da cabeça de Volcamon, segundo o governador, ele era um grande traidor, porém o digimon era um espião de Arbomon.

HiAndromon destruiu a roda com espinhos do inimigo e em seguida acertou a locomotiva com tamanha força que ela caiu sobre algumas casas. O governador se levantou e foi para a pista retornar à luta.

Alguma explosões aconteceram na cidade, era a luta dos dois megas acontecendo. HiAndromon usou o seu Raio Atômico para atacar — o Raio Atômico era um poder que saía de ambos os ombros do digimon e formando uma descarga de energia nuclear. Grandlocomon usou seu poder eletromagnético para formar um campo de força carros, pedaços de concreto e metal. A locomotiva voou para cima do androide e o empurrou. HiAndromon, que estava no ar, caiu vários metros até atingir o chão. O vilão tentou ir com tudo para cima dele, na tentativa de esmagá-lo, mas o parceiro de Ruan conseguiu escapar a tempo.

— Não tem como eu cair num truque desse — falou o androide.

— Tem-certeza? — a locomotiva saiu do chão.

— Raio Atômico! — o poder atingiu GrandLocomon que ficou recebendo o ataque diretamente. O trem ficou um pouco desgastado co o golpe.

— Você-é-um-oponente-muito-forte-e-também-o-mais-azarado.

— Azarado?

— Desde-que-eu-consegui-ficar-na-forma-extrema-decidi-poupar-meus-poderes-na-forma-de-GrandLocomon. A-minha-verdadeira-forma-de-combate-não-é-esta. Agora-que-peguei-um-oponente-à-altura-posso-me-transformar.

HiAndromon foi pego de surpresa. Locky começou a brilhar e a pulsar, logo um campo de força verde ficou ao redor dele. O GrandLocomon começou a desaparecer em dados, ficando apenas uma pessoa que estava dentro da locomotiva e muito menor. Quando a transformação acabou, Locky mostrou a sua verdadeira forma.

— Então essa é a sua verdadeira forma? — indagou HiAndromon.

Locky estava humanoide, do tamanho do seu rival, sua armadura metálica era bem mais bonita e complexa, com tons em azul e vermelho, na sua cintura havia uma faixa vermelha que ia até abaixo do joelho. A sua cabeça era um capacete metálico com quatro olhos vermelhos, no seu braço esquerdo havia acoplada uma espada vermelha, parecida com do HolyAngemon.

— Antes eu havia dito que era o seu azar está aqui. Não vai me derrotar tão facilmente.

— Espera, até o seu jeito de falar mudou.

— Claro que mudou, tudo mudou. Agora estou mais forte e mais inteligente. Só para efeito de comparação: enquanto Lampmon alcançava um pico de 1,4 milhões e Queenye 1,7 milhões, meu poder de dados, nesta forma, tem o pico de 2 milhões.

— Dois milhões? É como se eu tivesse lutando contra dois KaiserBarbamons. Lampmon deu muito trabalho, esse cara vai dar mais ainda — falou baixo.

Locky aumentou drasticamente a sua velocidade e conseguiu acertar um soco potente em HiAndromon que voou na direção de um prédio, atravessou, foi na direção de outro, atravessou até atingir o chão quase perto do shopping. Um onda de choque, vinda do céu, se aproximou de onde o androide estava e destruiu todo o chão até o subsolo. Claro que o parceiro de Ruan escapou por pouco.

Locky estava no andar do ferro-velho, levantou-se e ficou vendo o buraco que havia feito. Levantou o braço direito para cima e apontou a mão. Nas mãos dele havia um cristal para cada uma delas onde partia seus poderes.

— CORONA BLASTER! — um raio vermelho saiu da mão de Locky e foi na direção acima.

HiAndromon percebeu o perigo e desviou a tempo. O raio atravessou o chão e foi para o céu. O vidro super reforçado que protegia a ilha foi destruído pelo poder extremo. Os habitantes viram aquilo com tanto pavor que pensaram ser o fim do mundo, pois chovia vidro por tudo o que é lado.

Cálculo de poder = 15%

— Usei apenas 15% do meu poder total e quase te destruí. Isso é tão motivador — disse enquanto calculava seu poder e os danos.

HiAndromon não poderia arranjar um oponente mais forte que esse, e ainda por cima outro androide.

Durante a luta, Ruan e os outros fugiram para um lugar seguro e mais afastado. Quando a cúpula de vidro começou a desmoronar, eles foram se abrigar dentro de um prédio. Foi quando viram alguém passar numa van e o digiescolhido teve uma ideia.

— Continua, bobalhão. Precisamos chegar perto da luta para assim podermos ser os únicos jornalistas a documentar o grande feito.

— Arukenimon, estou com medo. Não se esqueça que é o governador lutando, ele pode nos pulverizar.

— Silêncio. Eu sou a repórter e você um reles câmera.

— Então é isso? — ele parou o carro. — Dirige você então. Não vou mais arriscar a minha vida.

Ruan abriu a parte da van e entrou. Os dois que estavam levaram um susto ao ver o rapaz entrar de uma vez. Lúcia pediu para que ele não fosse, mas o rapaz insistiu e falou para ela ficar com os outros.

— Quem é você? Como entrou aqui? — perguntou Arukenimon.

— Dirige aí, chefe. Preciso chegar perto do meu parceiro, ele não pode lutar sozinho. Vai, arranca com esse carro!

— Droga — Mummymon colocou o pé no acelerador e foi embora.

— Garoto, gostei da sua atitude. Mas quem é você?

— Sou um digiescolhido.

Os dois ficaram surpresos, pensaram que os digiescolhidos haviam sido destruídos pelo Chanceler dias antes.

ILHA TABULEIRO

Além das batalhas em Linux, o clímax estava acontecendo também em Tabuleiro. Baba foi derrotada por Beelzebumon e BishopChessmon foi impedido de atacar Venusmon. O digimau ficou constrangido porque estava cercado pelos digiescolhidos e ele era só um.

— Obrigada, vou ficar grata para sempre — disse Venusmon abraçando firme o homem.

— Claro, pode agradecer milhares de vezes se quiser e como quiser — disse ele com os olhos brilhando.

— Ele é um pervertido. Não sei como vocês são pai e filho — disse Rose.

Bishop aproveitou a distração para aplicar um golpe. Lilimon viu a intenção do vilão e usou o seu canhão para impedir que os dois fossem atacados. Beelzebumon se afastou de Venusmon e retornou a luta, apontou o seu canhão para o general e atirou. Bishop tentou se defender com o cetro, porém o objeto foi destruído e ele caiu no chão. Beelzebumon colocou um pé sobre ele e apontou uma arma.

— Espere! Bishop pode nos ser útil — falou Venusmon.

— Como esse patife pode nos ser útil? — perguntou Beelzebumon.

— Ele consegue abrir os portais desta ilha para La Plata.

Momentos depois, Bishop estava amarrado.

— Eu nunca vou ajudá-los a atravessar o portal. Não vou compactuar com essa ideia infame de acabar com a minha mestra.

— Prefere morrer aqui e agora? Posso ser cruel, sabia?

— Igh! Coloque esse cara longe de mim! Esse demônio mascarado me dá medo.

— Se é assim, vai ser muito fácil chegar até lá. Onde está a Rose e a Lilimon? — falou Paulo.

— Elas foram com KingChessmon atrás de algo — disse Aiko.

— Isso não me preocupa. O que mais me deixa preocupada é o fato do Lucas já deve estar no castelo de La Plata, na toca da raposa — Venusmon.

BishopChessmon percebeu que o tal Lucas não estava ali, o que Venusmon contou era a mais pura verdade. Ficou pensando num jeito de sair dali o mais rápido possível a fim de contar os planos dos digiescolhidos. No entanto com Beelzebumon em seu pé direto, não será uma tarefa tão fácil.

...

CASTELO DE LA PLATA

Os soldados ficaram marchando pela cidade, além dos soldados digimons que também eram vários. Os cidadãos ficaram vendo todo aquele desfile militar receosos, era algo que eles nunca viram antes. Os militares ficaram ameaçando os moradores para que eles comparecessem à cerimônia do rei.

Na grande praça em frente ao castelo, os militares soltaram vários fogos de artifício para comemorarem a fundação da Grande Estátua de Prata do Rei Bacchusmon. O monumento era gigantesco, quase o tamanho do castelo, ficava ao lado dele e foi feito depois de muito suor e trabalho escravo.

— Nhenhenhe a minha estátua está completa. Até que enfim! Vamos começar os preparativos para a cerimônia da formação da Arca de Prata e assim que aqueles anões revelarem o paradeiro da lança, nada poderá nos deter!

— Sinceramente isso cansa a minha beleza. Tive que deixar aqueles fracos lutarem com o Bishop e a Baba, mas não creio que eles sejam tudo aquilo que falaram. De repente o Djinn era fraco e eu não sabia — disse Queenye sentada num trono.

— Miau! Governadora, quer que eu lamba os suas mãos? Sou muito boa nisso.

— Eca, Bastemon. Poupe-me dessa cena grotesca e vergonhosa. Devia trazer meu chá de abóbora que pedi faz tempo. Vai!

— Sim, senhora.

— Odeio subordinados e odeio quem é mais bonita que eu. Mas falando sério, acredita mesmo que o Locky vai vencer a luta? Aquele HiAndromon parece ser muito forte.

— Nhenhe... Locky quando se transforma fica muito mais forte do que nós dois. Vai ser impossível, mesmo para outro nível mega, vencer.

Lucas disfarçado de soldado — na verdade estava com um capacete de Chessmon — conseguiu entrar no castelo sem levantar suspeitas, entrou na parte do subsolo, foi para o calabouço e encontrou a cela onde estavam Minervamon e Marsmon.

— Quem é você?

— Sou o Lucas. Sou o amigo da Venusmon.

— Papai, deve ser um dos humanos digiescolhidos.

— A Venusmon está bem? — Lucas assentiu. — Ainda bem. Não sei como chegou aqui, mas você tem que nos tirar imediatamente. Depois da cerimônia do rei, nós seremos destruídos. Infelizmente os anões já foram levados como precaução. Por favor, nos ajude a salvá-los!

— Senhor, como posso salvá-los?

— Na torre do castelo há um sino dourado que serve como inibidor de poder dos que aqui estão. Não sei se é tão difícil assim subir até lá, mesmo assim vou dizer como fazer isso. Depois destrua esse sino. Só não sei como um humano comum vai fazer isso.

— Senhor, pode dizer. Eu faço.

Marsmon falou para Lucas o caminho mais fácil para chegar à torre. O rapaz só teria que descer vários degraus e ter a sorte de não esbarrar com alguém no caminho.

Voltando ao acontecimento extraordinário na casa de Diana.

Gaia conseguiu escapar do fogo, mesmo estando bastante ferido, entrou no porão e recuperou o núcleo que ele escondia. Ficou por um tempo deitado no chão até decidir se levantar e ir pela floresta. Num certo momento, ele conseguiu capturar um soldado e vestir seu uniforme. Foi o bastante para ele conseguir escapar sem ser atacado pelos outros. Agora estava numa estrada, num ambiente semi-árido, porém a noite era muito fria e ele sequer tinha um casaco para se proteger.

— Droga... — ele caiu na estrada.

Uma camionete antiga se aproximou do moribundo e parou. Um casal de velhos desceu e foi verificar.

— Por favor... levem-me até a base de Gennai.

— Gennai? Não é aquele homem que lutou ao lado dos digiescolhidos? — perguntou o velho.

— Sim, esse mesmo. Podem me levar, por favor? Eu digo qual o caminho.

— Não podemos deixar o pobrezinho jogado aqui, querido.

O velho aceitou ajudar o homem, colocou-o na parte de trás da camionete e foi embora. Gaia não acreditou que um dia teria que depender outra vez do seu irmão mais velho, mas infelizmente ele não tinha outra escolha.

...

Leomon não entendeu os tremores vindos do lado de fora. O leão ficou preocupado, mas Pantro o acalmou.

— Venha comigo.

— Não posso deixar meu restaurante...

— Se você ficar, será uma vítima em potencial do Locky. Com certeza morreria com o golpe que ele está preparando, exceto eu que sou muito poderoso. E então?

Leomon aceitou ir embora.

— CORONA BLASTER! — o golpe saiu da mão de Locky e atingiu vigas de aço que derreteram no mesmo instante.

— Consegue derreter o aço?

— Não se espante com o meu tremendo poder. Essa luta já está ganha.

HiAndromon voou para cima dele e foi uma trocação de chutes e socos. O parceiro de Ruan usou o seu raio atômico, Locky usou as duas mãos para se defender. Era uma luta frenética até que os dois param no chão.

— Eu ia acabar com a vida daquele inútil do Volcamon, mas você se meteu no meu caminho. Acha mesmo que pode me vencer?

— Eu vou vencer — ele correu na direção do outro.

— MAGNO-SHIELD! — Locky formou um campo de força do tamanho de um escudo e suportou o primeiro ataque, mas levou um chute e muitos socos até cair contra um prédio.

Cáculo de Dano: 5%

— Realmente você é forte, mas se nunca dominar o chikara, nunca vai me vencer.

— Chikara?

— É um tolo mesmo. Nem sabe o que é isso. Seus golpes doem tanto quanto um soco de um recém nascido! CORONA BLASTER!

O raio de fogo foi na direção de HiAndromon, desviou, mas o raio saiu debaixo do chão multiplicado. Locky aproveitou para chegar perto dele.

— Quanta nostalgia! Eu me lembro que quando ainda estava em treinamento, vi você lutando contra o Raijinmon naquela cidade. Lembro que o venceu porque cortaram a energia da cidade e consequentemente o digimon perdeu força. Saiba que comigo não terá a mesma sorte, porque eu tenho energia ilimitada e você não passa de uma sucata melhorada — ele deu um chute em HiAndromon. O parceiro de Ruan foi parar no chão.

Ruan, Arukenimon e Mummymon conseguiram chegar muito próximo aos dois. HiAndromon percebeu a aproximação do seu parceiro e se desesperou.

— O que tanto olha pra lá? Não... Quer dizer que o digiescolhido veio?

— Não faça nada. Essa luta é nossa!

— Eu já estou farto de perder tempo com um perdedor como você. Decidi que vou explodir a ilha inteira.

— O quê?

Locky estendeu as duas mãos e os cristais nas palmas ficaram pulsando. Isso ficou por algum tempo até uma energia muito brilhante sair das duas. Ele juntou as mãos e formou uma bola brilhante de energia. O vilão disse que todo aquele poder veio dos ataques que havia sofrido, ou seja, de toda a energia que ele sugou de cada chute, soco, ou energia que HiAndromon deu. Esse era a melhor defesa entre todos os governadores: a defesa em que possibilita o ataque do inimigo voltar contra ele e em dobro. Ele liberou a bola para o céu, a energia ficou pulsando por um tempo e começou a expandir. HiAndromon voou para a van em que estava o seu parceiro a fim de protegê-lo.

— GIGA-IMPACTO!

A energia se expandiu que acabou explodindo. A explosão foi forte o suficiente para arrastar tudo o que havia pelo caminho numa poderosa onda de choque sem precedentes. Prédios começaram a desmoronar um por um, casas foram arremessadas como se fossem de isopor, as pessoas, soldados, inimigos e tudo foram lançados, a van onde Ruan estava foi jogada uns cem metros de altura e foi preciso HiAndromon ir buscar, Lúcia e os outros também foram arremessados, as nuvens também foram espalhadas no céu e um forte vento chegou em La Plata. A luz branca do ataque clareou o céu do fim de tarde. Foi um ataque devastador. Será que o grande Locky venceu?

CONTINUA...



Notas finais do capítulo

Querem leitura? História com artes marciais, pra quem curte.

https://fanfiction.com.br/historia/486464/KOF/



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